domingo, 3 de maio de 2015

CORREDOR DE CORTESIA

Num jogo da categoria Júnior, um batedor foi autorizado a ir à 1ª base por ter sido atingido pela bola arremessada (“hit by pitch”). Enquanto ele era atendido para apurar a gravidade da bolada, o técnico utilizou um jogador que também estava no jogo –o batedor anterior que, após completar a sua vez de bater, se encontrava no “bench”– como corredor substituto, com a condição de retornar o jogador removido ao jogo quando ele estivesse em condição de ocupar o seu lugar como corredor. O técnico da equipe adversária reclamou, mas o jogo teve prosseguimento assim mesmo.  

Esse procedimento não é permitido de acordo com a Regra 3.04.
 
Vejamos o que diz essa regra:
 
Um jogador cujo nome está na ordem de batedores de sua equipe não pode se tornar um corredor substituto de outro membro de sua equipe.

Comentário – Regra 3.04: O objetivo desta regra é eliminar a prática de se usar os assim chamados corredores de cortesia (“courtesy runners”). Nenhum jogador que está no jogo deve ser autorizado a atuar como um corredor de cortesia no lugar de um companheiro de equipe. Nenhum jogador que estava no jogo e fora retirado por um substituto deve retornar como um corredor de cortesia. Se um jogador que não está no “lineup” (formulário de escalação) da equipe for usado como um corredor, será tratado como um jogador substituto.

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Até 1950, era permitido o uso de corredores de cortesia, com o consentimento da equipe adversária. Se, por exemplo, um jogador “X” fosse atingido no tornozelo por um arremesso do arremessador “Y” e ficasse temporariamente incapacitado, um companheiro de equipe poderia correr por ele se a equipe contrária concordasse com isso.  O jogador “X” poderia voltar ao jogo desde que estivesse em condição de ocupar o seu lugar no campo no início do próximo “inning”.
 
Fonte: The Rules of Baseball, de David Nemec

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