CORREDOR DE CORTESIA
Num jogo da categoria Júnior, um
batedor foi autorizado a ir à 1ª base por ter sido atingido pela bola
arremessada (“hit by pitch”). Enquanto ele era atendido para apurar a gravidade
da bolada, o técnico utilizou um jogador que também estava no jogo –o batedor anterior
que, após completar a sua vez de bater, se encontrava no “bench”– como corredor
substituto, com a condição de retornar o jogador removido ao jogo quando ele
estivesse em condição de ocupar o seu lugar como corredor. O técnico da equipe
adversária reclamou, mas o jogo teve prosseguimento assim mesmo.
Esse procedimento não é permitido de
acordo com a Regra 3.04.
Vejamos o que diz essa regra:
Um jogador cujo nome está na ordem de
batedores de sua equipe não pode se tornar um corredor substituto de outro
membro de sua equipe.
Comentário – Regra 3.04: O objetivo desta regra é eliminar a
prática de se usar os assim chamados corredores de cortesia (“courtesy runners”).
Nenhum jogador que está no jogo deve ser autorizado a atuar como um corredor de
cortesia no lugar de um companheiro de equipe. Nenhum jogador que estava no
jogo e fora retirado por um substituto deve retornar como um corredor de
cortesia. Se um jogador que não está no “lineup” (formulário de escalação) da
equipe for usado como um corredor, será tratado como um jogador substituto.
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Até 1950, era permitido o uso de
corredores de cortesia, com o consentimento da equipe adversária. Se, por
exemplo, um jogador “X” fosse atingido no tornozelo por um arremesso do
arremessador “Y” e ficasse temporariamente incapacitado, um companheiro de
equipe poderia correr por ele se a equipe contrária concordasse com isso. O jogador “X” poderia voltar ao jogo desde que
estivesse em condição de ocupar o seu lugar no campo no início do próximo
“inning”.
Fonte: The Rules of Baseball, de David Nemec
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