segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL (PARA CATEGORIAS MENORES) - 2

MECÂNICA PARA O SISTEMA DE QUATRO

 ÁRBITROS

(Trabalho elaborado pela Associação dos

 Árbitros de Beisebol do Japão)

POSICIONAMENTO DOS ÁRBITROS

COM CORREDOR NA 1ª, 2ª, 1ª E 2ª, 1ª E 3ª, 2ª

 E 3ª E COM AS BASES CHEIAS

1) O árbitro da 1ª base e da 3ª base devem posicionar-se fora da linha de “foul”.

2) O árbitro da 2ª base deve posicionar-se entre a 1ª base e a 2ª base ou entre a 2ª base e a 3ª base, dentro do quadrilátero.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL (PARA CATEGORIAS MENORES) - 1

MECÂNICA PARA O SISTEMA DE QUATRO ÁRBITROS

(Trabalho elaborado pela Associação dos Árbitros de

 Beisebol do Japão)

POSICIONAMENTO DOS ÁRBITROS

SEM CORREDOR EM BASE E COM CORREDOR NA 3ª

 BASE

1) O árbitro da 1ª base e da 3ª base devem posicionar-se fora da linha de “foul”. 

 2) O árbitro da 2ª base deve posicionar-se atrás da 2ª base, no lado mais perto da 1ª base ou no lado mais perto da 3ª base (é opcional). Quando há corredor na 3ª base, deve ficar atrás da posição normal do interbases.

REUNIÃO MENSAL DA AAABSB

Boa noite Srs. Árbitros

Convidamos os Srs. para a Reunião Mensal da AAA, a ser realizado no dia 02/03/2022 às 19:00h no Estádio Municipal do Bom Retiro, para tratarmos dos seguintes assuntos:
1. Reciclagens e clínicas de Arbitragem;
2. Convocação de árbitros para campeonatos do mês de março;
3. Comentários sobre regras;
4. Outros assuntos relacionados aos associados.

Att.

Sergio Yokoya

sábado, 26 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL - 8

MECÂNICA PARA O SISTEMA DE DOIS ÁRBITROS

COM AS BASES CHEIAS

Árbitro de “home”:

1. Se houver uma rebatida “fly”, deverá deixar a sua posição atrás do “home plate” e se colocar em linha com o corredor da 3ª base, para observar o “tag-up”.

2. Em rebatidas indefensáveis, deve deslocar-se na direção da 3ª base, movimentando-se em território “foul”. Se o primeiro corredor vai para “home”, e nenhuma jogada é feita sobre ele, deve ir lentamente na direção da 3ª base, mas depois de verificar se esse corredor toca o “home plate”. Se há uma jogada no “home plate”, deve retornar e se posicionar à esquerda do “batter’s box” destinado a batedores destros.

3. Se o lance ocorre na 1ª base, deve observar se o primeiro corredor toca o “home plate” e, em seguida, deve ir à 3ª base para decidir uma possível jogada sobre o segundo corredor

Árbitro de base:

1. Deve ficar a dois ou três passos atrás e à direita do interbases, tomando cuidado para não cobrir a visão dos defensores do campo externo sobre o batedor ou não estorvar as jogadas dos defensores do campo interno.

2. Em qualquer bola rebatida para o campo interno, deve observar o primeiro lançamento, a menos que ele seja feito para o “home plate”. Se o primeiro lançamento for direcionado para a 1ª ou 2ª base, qualquer lançamento subsequente à 3ª base deverá ser coberto pelo árbitro de “home”.

3. Se uma bola é rebatida para o campo interno, deve esperar até que o defensor complete a jogada, para, em seguida, ir rapidamente na direção da base onde está ocorrendo o lance. Não deve desviar os seus olhos da bola.

4. Em qualquer bola rebatida para o campo externo, deve entrar rapidamente no quadrilátero, girar e estar preparado para tomar uma decisão na 1ª, 2ª ou 3ª base.

5. Em bolas “fly”, deve mover-se rapidamente para dentro do quadrilátero, para observar o “tag-up” dos corredores da 1ª base e 2ª base, e estar preparado para qualquer jogada na 2ª base.

RECICLAGEM 2022

Estivemos em Bastos - SP, no dia 19/02/2022, para a Clínica para novos árbitros que contou com 18 árbitros novos.

E no domingo, dia 20/02/2022, tivemos a Reciclagem com total de 32 árbitros.

Agradecemos a colaboração de Evandro Pardinho e Giovane Marcussi pela realização desse evento.

Próximas etapas da Reciclagem 2022:

05 e 06/03/2022 - Curitiba

12 e 13/03/2022 - Cooper

19 e 20/03/2022 - Nippon Blue Jays

Alberto Iwano

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEB0L - 7

MECÂNICA PARA O SISTEMA DE DOIS ÁRBITROS

COM CORREDOR NA 2ª BASE E 3ª BASE

Árbitro de “home:

1. Se houver uma rebatida “fly”, deverá colocar-se em linha com o corredor da 3ª base e observar o “tag-up”.

2. Em rebatidas indefensáveis, deve deslocar-se na direção da 3ª base. Se o primeiro corredor avança para “home”, e nenhuma jogada ocorre sobre ele, deve ir lentamente na direção da 3ª base, mas depois de verificar se esse corredor toca o “home plate”. Se há uma jogada no “home plate”, deve retornar e se posicionar à esquerda do “batter’s box” destinado a batedores destros.

3. Se o lance ocorre na 1ª base, deve verificar se o primeiro corredor toca o “home plate” e, em seguida, deve ir à 3ª base para decidir uma possível jogada sobre o segundo corredor.

Árbitro de base:

1. Deve ficar a dois ou três passos atrás e à direita do interbases, tomando cuidado para não cobrir a visão dos defensores do campo externo sobre o batedor ou não estorvar as jogadas dos defensores do campo interno.

2. Em qualquer bola rebatida para o campo interno, deve observar o primeiro lançamento, a menos que ele seja feito para o “home plate”. Se o primeiro lançamento for direcionado para a 1ª ou 2ª base, qualquer lançamento subsequente à 3ª base deverá ser coberto pelo árbitro de “home”.

3. Em bolas “fly”, deve entrar rapidamente no campo interno, girar e se colocar em linha com o corredor da 2ª base. Após checar o “tag-up” do corredor da 2ª base, deve seguí-lo até a 3ª base.

4. Em todas as bolas rebatidas para (ou que resvalam para) o campo externo, em que não há necessidade de ir atrás da bola, deve entrar imediatamente no quadrilátero, girar e seguir o batedor-corredor até a 3ª base.

RECICLAGEM 2022

Estivemos em Londrina - PR, no dia 12/02/2022, para a Clínica para novos árbitros que contou com 6 árbitros.

E no domingo, dia 13/02/2022, tivemos a Reciclagem com 20 árbitros.

Agradecemos a colaboração de Cristina Kosu e Fábio Kai pela realização desse evento.

Próximas etapas da Reciclagem 2022:

19 e 20/02/2022 - Bastos

05 e 06/03/2022 - Curitiba

12 e 13/03/2022 - Cooper

19 e 20/03/2022 - Nippon Blue Jays

Alberto Iwano

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL - 6

  MECÂNICA PARA O SISTEMA DE DOIS ÁRBITROS

COM CORREDOR NA 1ª BASE E 3ª BASE

Árbitro de “home”:

1. Em rebatida “fly”, deve deixar a sua posição atrás do “home plate” e se colocar em linha com o corredor da 3ª base, para observar o “tag-up”.

2. Em rebatidas indefensáveis, deve ir na direção da 3ª base. Se o primeiro corredor vai para “home”, e nenhuma jogada ocorre sobre ele, deve ir lentamente na direção da 3ª base, porém depois de verificar se esse corredor toca o “home plate”. Se há uma jogada no “home plate”, deve retornar e se posicionar à esquerda do “batter’s box” destinado a batedores destros.

3. Se o lance ocorre na 1ª base, deve verificar se o primeiro corredor toca o “home plate” e, em seguida, deve ir à 3ª base para decidir uma possível jogada sobre o segundo corredor.

Árbitro de base:

1. Deve ficar a dois ou três passos atrás e à direita do interbases, tomando cuidado para não cobrir a visão dos defensores do campo externo sobre o batedor ou não atrapalhar as jogadas dos defensores do campo interno.

2. Em qualquer bola rebatida para o campo interno, deve observar o primeiro lançamento, a menos que ele seja feito para o “home plate”. Se o primeiro lançamento for direcionado para a 1ª base ou 2ª base, qualquer lançamento subsequente à 3ª base deverá ser coberto pelo árbitro de “home”.

3. Se a bola é rebatida para o campo interno, deve esperar até que o defensor complete a jogada, para, depois, ir rapidamente na direção da base onde está ocorrendo o lance. Não deve desviar os seus olhos da bola.

4. Numa rebatida indefensável, deve entrar rapidamente no campo interno, observar o corredor da 1ª base tocar a 2ª base e estar preparado para uma jogada nessa base. Deve seguir o batedor-corredor até a 3ª base, verificando se ele pisa cada base.

5. Em bolas “fly”, deve entrar rapidamente no campo interno, girar e se colocar em linha com o corredor da 1ª base. Após checar o “tag-up” do corredor da 1ª base, deve estar preparado para segui-lo até a 2ª e/ou 3ª base.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL - 5

  MECÂNICA PARA O SISTEMA DE DOIS ÁRBITROS

COM CORREDOR NA 1ª BASE E 2ª BASE

Árbitro de “home”:

1. Em rebatidas indefensáveis, deve observar o primeiro corredor avançando para a 3ª base e “home”. Em “roubo de base”, em que ocorre um lançamento descontrolado à 2ª base, deve observar o corredor que está avançando à 3ª base.

2. Deve se preparar para tomar uma decisão na 3ª base, movimentando-se em território “foul” (fora da linha de “foul” do lado do jardim esquerdo). Quando estiver, aproximadamente, a 15 pés (4,57m) da 3ª base, deverá entrar rapidamente no campo interno, para assumir uma boa posição para observar um lance de toque (“tag play”).

3. Em rebatidas indefensáveis, deve ir na direção da 3ª base. Se o primeiro corredor vai para “home”, e não há jogada sobre ele, deve retornar lentamente na direção da 3ª base e ficar preparado para uma jogada na 3ª base, mas depois de verificar se esse corredor pisa o “home plate”.

4. É o responsável pelo “tag-up” do corredor da 2ª base.

Árbitro de base:

1. Deve ficar a dois ou três passos atrás e à esquerda do interbases, tomando cuidado para não cobrir a visão dos defensores do campo externo sobre o batedor ou não interferir nas jogadas dos defensores do campo interno.

2. Em qualquer bola rebatida para o campo interno, deve observar o primeiro lançamento, a menos que ele seja feito para o “home plate”. Se o primeiro lançamento for direcionado para a 1ª base ou 2ª base, qualquer lançamento subsequente à 3ª base deverá ser coberto pelo árbitro de “home”.

3. Se o corredor tentar “roubar” a 3ª base, deve ir na direção dessa base para decidir a jogada.

4. Em rebatidas “fly” para o campo externo, que sejam facilmente defensáveis, deve entrar no campo interno, para assumir uma posição entre o “pitching plate” e a linha de base. É o responsável pelo “tag-up” do corredor da 1ª base.

5. Deve verificar se o corredor e o batedor-corredor tocam a 2ª base e a 1ª base. Quando a bola está no campo externo, deve assumir uma posição no campo interno, de forma que possa estar preparado para os lances nas duas bases.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL - 4

 MECÂNICA PARA O SISTEMA DE DOIS ÁRBITROS

COM CORREDOR SOMENTE NA 3ª BASE

Árbitro de "home":

1. Se houver uma rebatida “fly”, deve deixar a sua posição atrás do “home plate” e se colocar em linha com o corredor da 3ª base, para observar o “tag-up”.

2. Em rebatidas indefensáveis, deve movimentar-se na direção da 3ª base, observando o corredor. Se o corredor for para “home”, deverá retornar lentamente na direção do “home plate” e verificar se ele pisa a base.

Árbitro de base:

1. Deve ficar a dois ou três passos atrás e à direita do interbases, tomando cuidado para não cobrir a visão dos defensores do campo externo sobre o batedor ou não estorvar as jogadas dos defensores do campo interno.

2. Se houver uma rebatida para o campo interno, deverá esperar até que o defensor complete a jogada, para, em seguida, ir rapidamente na direção da base onde está ocorrendo o lance. Não deve desviar os seus olhos da bola.

3. Deve decidir todas as jogadas efetuadas no primeiro lançamento da bola, a menos que tal lançamento seja feito para o “home plate”. Deve observar o batedor-corredor até ele chegar à 3ª base e verificar se todas as bases são tocadas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL - 3

 MECÂNICA PARA O SISTEMA DE DOIS ÁRBITROS

COM CORREDOR SOMENTE NA 2ª BASE

Árbitro de “home”:

1. Em rebatidas indefensáveis, deve ir na direção da 3ª base, movimentando-se fora da linha de “foul”, e estar pronto e em posição para tomar uma decisão. Quando estiver a 15 pés (4,57m) da 3ª base, deverá entrar rapidamente no campo interno, para assumir uma posição que lhe permita observar o lance, de um ângulo favorável, e dar a decisão.

2. Se a primeira jogada é na 1ª base, e há um lançamento à 3ª base, tem a responsabilidade de decidir o lance na 3ª base.

Árbitro de base:

1. Deve ficar a dois ou três passos atrás e à esquerda do interbases, preocupando-se, sempre, em não cobrir a visão dos defensores do campo externo (“outfielders”) sobre o batedor ou não estorvar as jogadas dos defensores do campo interno (“infielders”).

2. Em qualquer bola rebatida para o campo interno, deve observar o primeiro lançamento, a menos que ele seja feito para o “home plate”. Se o primeiro lançamento for direcionado para a 1ª ou 2ª base, qualquer lançamento subsequente para a 3ª base deverá ser coberto pelo árbitro de “home”.

3. Em todas as bolas rebatidas para (ou que resvalam para) o campo externo, em que não há necessidade de ir atrás da bola, deve entrar imediatamente no quadrilátero, girar (pivotar) e seguir o batedor até a 3ª base.

4. Em rebatidas “fly” para o campo externo, que sejam facilmente defensáveis, deve mover-se para o campo interno e ficar entre o “pitching plate” e a linha de base. É o responsável pelo “tag-up” do corredor e, depois que a bola é apanhada (ou tocada), deve segui-lo até a 3ª base.

5. Deve verificar se o batedor-corredor toca a 1ª base e 2ª base. Quando a bola está no campo externo, deve assumir uma posição no campo interno, de forma que possa observar os lances nas duas bases.

6. Numa tentativa de “roubo” da 3ª base, deve correr na direção da 3ª base e estar preparado para decidir a jogada.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL - 2

MECÂNICA PARA O SISTEMA DE DOIS ÁRBITROS

COM CORREDOR SOMENTE NA 1ª BASE

Árbitro de “home”:

1. Em bolas rebatidas para o campo interno, deve deslocar-se para a esquerda do receptor e ir na direção da linha de “foul” da 1ª base, para observar a jogada, e, em seguida, cobrir a 3ª base, preparando-se para uma jogada naquela base.

2. Em “roubo” de base, em que há um lançamento descontrolado (“wild throw”) para a 2ª base, deve observar o corredor avançando para a 3ª base e preparar-se para uma jogada no “home plate”.

Árbitro de base:

1. Deve ficar, aproximadamente, no meio, entre a 1ª base e 2ª base, fora da linha de base, postando-se, normalmente, dois ou três passos atrás da linha de base e à esquerda do defensor da 2ª base.

2. Se o corredor tenta “roubar” a 2ª base, deve movimentar-se na direção da base e ficar posicionado atrás do defensor. Se o lançamento for descontrolado, deverá mover-se para dentro do quadrilátero.

3. Em rebatidas indefensáveis (“base hits”) para o campo externo (“outfield”), deve entrar imediatamente no quadrilátero, girar (pivotar) e seguir o batedor-corredor até a 3ª base.

4. Numa jogada dupla (“double play”), deve dar dois passos na direção da 2ª base, acompanhando a trajetória da bola e, em seguida, deve ir na direção da 1ª base para observar a jogada naquela base.

5. Tem a responsabilidade de observar o “tag-up” (saída de base) do corredor da 1ª base e segui-lo até a 3ª base, depois que o defensor apanha ou toca a bola.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

ARBITRAGEM EM BEISEBOL - 1

MECÂNICA PARA O SISTEMA DE DOIS ÁRBITROS

SEM CORREDOR EM BASE

Árbitro de “home”:

1. Em bolas “ground” rebatidas para o campo interno (“infield”), próximo à linha de “foul”, deve permanecer no “home plate” e dar a decisão.

2. Em rebatidas para o campo interno, deve mover-se na direção da linha de “foul” da 1ª base, para observar o lance na 1ª base, e estar preparado para auxiliar o seu companheiro.

Árbitro de base:

1. Deve ficar, basicamente, a 18 ou 21 pés (5,48m a 6,40m) atrás da 1ª base, em território “foul”.

2. É o responsável pelo batedor-corredor até ele chegar à 3ª base.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

RECICLAGEM 2022

No dia 05 de fevereiro de 2022, estivemos no Tozan (Campinas-SP), para ministrar a Clínica para novos árbitros. Compareceram 17 pessoas.

E no domingo, dia 06, fizemos uma etapa da Reciclagem 2022. Estiveram presentes 22 árbitros.


Agradecemos a colaboração de Paulo Ricardo Nakashima pela realização desse evento.

Próximas etapas da Reciclagem 2022:

12 e 13/02/2022 - Londrina
19 e 20/02/2022 - Bastos
05 e 06/03/2022 - Curitiba
12 e 13/03/2022 - Cooper
19 e 20/03/2022 - Nippon Blue Jays

Alberto Iwano 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

"PITCHING" (TÉCNICAS DE ARREMESSO) PARA GANHAR O JOGO - 12

Trabalho elaborado por MAMORU ABE (Voluntário sênior da JICA para a comunidade nikkei)

b) O batedor pressiona o arremessador

1) Definir a bola que pretende rebater 

Como num jogo real o arremessador adversário está sempre procurando os pontos fracos do batedor, este dificilmente conseguirá rebater se não estiver bem concentrado dentro do “batter’s box”. O batedor precisa esperar a bola que pretende rebater. Para tanto, terá de conhecer as características do arremessador ou da dupla arremessador e receptor, o que conseguirá observando a variação dos arremessos. Se descobrir a estratégia de “pitching” que está sendo adotada, como por exemplo, a maneira de administrar a contagem de “ball” e “strike” (“ball count”), o modo de utilizar os diferentes tipos de arremesso, ele obterá êxito.

Há vários modos de conseguir isso, mas geralmente o batedor espera o tipo de bola preferido ou uma bola no curso preferido. Considerando o nível técnico atual dos arremessadores, cremos ser melhor esperar uma bola no campo preferido. É importante não tentar rebater outra bola senão aquela que está esperando, e se ela vier, terá de girar o bastão com toda a força. Se, em vez de os jogadores pensarem individualmente, toda a equipe definir uma direção (por exemplo, rebater a bola decisiva do arremessador) e enfrentar firmemente o arremessador, este ficará bastante pressionado psicologicamente.

2) Mudar a posição dentro do “batter’s box”

O simples fato de mudar a posição que está ocupando dentro do “batter’s box”, conforme o tipo de arremesso do arremessador adversário, dá bom resultado. Os princípios básicos são os seguintes:

1) Ficar perto do “home plate” e inclinar a parte superior do corpo sobre ele

Arremessador adversário: Aquele cujo arremesso decisivo é uma bola rápida que entra no canto interno superior, ou o arremessador canhoto que arremessa bola com ângulo no canto interno do batedor destro.

Como enfrentá-lo: Posicionar-se cobrindo todo o canto interno, disposto a levar um “dead ball” (ser atingido pela bola arremessada), dificultando, assim, o arremesso nessa área, e rebater sempre para a direita.

2) Ficar mais próximo possível do receptor

Arremessador adversário: Aquele que tem bola rápida e se impõe com força e aquele que joga bolas com efeito, pelo fato de permitir distinguir bem o tipo de bola.

Como enfrentá-lo: Geralmente prioriza-se a espera da bola desejada, que consiste em distinguir o tipo de cada bola, fazendo com que o arremessador jogue um grande número de bolas; quando vier a bola boa, girar o bastão com toda a força.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

"PITCHING" (TÉCNICAS DE ARREMESSO) PARA GANHAR O JOGO - 11

Trabalho elaborado por MAMORU ABE (Voluntário sênior da JICA para a comunidade nikkei) 

3) Pressão entre arremessador e batedor no jogo real

a) O arremessador pressiona o batedor

Para descobrir as características do batedor, nada melhor do que assistir previamente ao treino da equipe adversária. Mas se prestar atenção aos mínimos detalhes, como o modo de girar o bastão antes de entrar no “batter’s box”, a postura que toma enquanto aguarda o arremesso, o posicionamento no “batter’s box”, etc., será possível imaginar mais ou menos as suas características.

Há exceções, mas como tendência geral temos o seguinte:

1) Batedor que se posiciona colocando o pé da frente na direção do canto externo

É o batedor que se posiciona próximo à linha do “batter’s box” (“closed stance”). Tem mais facilidade (é “forte”) para rebater as bolas que vêm entre o centro e os cantos externos da base, e tem como ponto fraco os arremessos colocados no canto interno (“in corner”) superior e no canto externo (“out corner”) inferior. Se ele, posicionando-se dessa forma, tiver a intenção e a técnica para rebater os arremessos colocados no canto interno, em direção ao jardim direito (“rightfield”), essa bola rebatida alcançará longa distância. Recomenda-se atacar o ponto fraco com “shoot” (bola que aumenta de velocidade quando se aproxima do batedor) e “curve” (bola que faz curva quando se aproxima do batedor).

2) Batedor que se posiciona abrindo o pé da frente, movendo-o para trás

O batedor que se posiciona dessa maneira (“open stance”) é “forte” em bolas colocadas no canto interno e nas bolas com efeito, mas é “fraco” nas bolas rápidas direcionadas ao canto interno superior e ao canto externo inferior. As bolas colocadas no canto externo, muitas vezes, são rebatidas só com a força dos punhos.

Sendo assim, as bolas altas devem ser rápidas e as bolas baixas, rápidas ou “curve”.

3) Batedor que se posiciona, inclinando o corpo sobre o “home plate”

Tem mais facilidade para rebater as bolas colocadas entre o centro e o canto interno, mas não para rebater as bolas que vêm no canto exterior inferior. Assim, para o canto externo inferior, arremessar bolas rápidas, “curve” e “slider” (bolas mais rápidas que “curve”), e para o canto interno, bolas rápidas para fora da zona de “strike”.

4) Batedor que se posiciona longe do “home plate”

Rebate habilmente para a direção contrária a bola que vem no canto externo. Por isso, deve-se pressionar o canto interno com arremessos rápidos, utilizando, especialmente, bolas com a rotação de “shoot”, e o canto externo inferior, com “curve”.

5) Batedor que segura “curto” o bastão (empunha o bastão com as mãos afastadas da extremidade do cabo), mantendo-o inclinado

Tem tendência para ser “forte” em bolas altas, principalmente quando elas são rápidas. O bastão inclinado facilita o movimento inicial do “swing”, e permite rebater bolas rápidas e “rise”. Por outro lado, são poucos os batedores que conseguem rebater bolas “drop” baixas.

6) Batedor que segura “comprido” o bastão (empunha o bastão com as mãos encostadas na extremidade do cabo), mantendo-o na posição vertical

Como segura o bastão na posição vertical, leva tempo para movimentá-lo até o “meet point” (ponto de contato da bola com o bastão) em bolas altas, sendo, por isso, pouco hábil para rebater esse tipo de bola. Mas tem tendência para ser um bom batedor de bolas rápidas baixas e “drop”. Sendo assim, será melhor enfrentá-lo com bolas rápidas altas no canto interno ou com bolas “curve” e “slider” baixas.

7) Batedor que se posiciona adiantado no “batter’s box”

É hábil para rebater bolas altas, principalmente as bolas com efeito (bolas lentas). Ele acha que a bola do arremessador é comparativamente mais lenta que a sua força para rebatê-la. Por isso, recomenda-se enfrentá-lo com bolas rápidas baixas no canto interno, bolas rápidas baixas no canto externo ou ainda com “curve”.

8) Batedor que se posiciona recuado no “batter’s box”

Tem facilidade para rebater bolas rápidas que passam um pouco acima do cinto. Ele acha que a bola do arremessador é comparativamente mais rápida que a sua força para rebatê-la. Portanto, recomenda-se enfrentá-lo com bolas rápidas baixas e “change up” (bola que muda de velocidade).

9) Batedor que empunha o bastão de modo que as segundas articulações dos dedos da mão superior e as primeiras articulações dos dedos da mão inferior formem uma linha reta, envolvendo-o com a palma da mão inferior

É hábil para rebater as bolas que passam entre o centro e o canto externo superior, e como consegue girar o pulso com força, a bola rebatida é forte e rápida. A probabilidade de rebater “line drive” (rebatida em linha reta) é grande.

10) Batedor que empunha o bastão segurando-o na extremidade do cabo

Consegue manusear o bastão com facilidade; por isso, pode sair-se relativamente bem com qualquer tipo de arremesso. Peca um pouco no fator impacto.

11) Batedor que utiliza bastão com empunhadura fina

Consegue fazer “swing” de forma a aproveitar o impulso da cabeça (parte mais grossa) do bastão. Geralmente consegue acertar rebatidas de longo alcance.

12) Batedor que utiliza bastão com empunhadura grossa

Geralmente prioriza o “meet” (acertar a bola), e consegue rebater da mesma forma as bolas colocadas em diversos cursos; é hábil para rebater bolas rápidas.

13) Batedor que projeta a parte superior do corpo em direção ao arremessador

É “forte” contra arremessadores de bolas rápidas que fazem arremessos sem muita variação, mas muitas vezes não se dá bem com bolas que vêm caindo próximo aos joelhos ou com bolas com variação de velocidade.

É importante também atentar para o “swing” que o batedor faz antes de entrar no “batter’s box”, pois muitas vezes esse procedimento permite descobrir o tipo de bola que o referido batedor rebate com mais naturalidade. Mas há batedor que faz o “swing” para rebater a bola mais difícil para ele e aquele que o faz imaginando a variação dos arremessos. A tendência geral é como foi explanado acima, porém às vezes um batedor muito hábil induz o adversário a erro com uma postura que contradiz a teoria. Acreditamos que as jogadoras brasileiras não tenham ainda chegado a esse nível técnico.