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A mostrar mensagens de janeiro, 2011

SUBSTITUIÇÃO DE ARREMESSADOR

Um “out”, corredor na 3ª base. O técnico da equipe na defensiva substituiu o arremessador. Feitos os arremessos de aquecimento, e após a ordem “PLAY” dada pelo árbitro de “home”, o novo arremessador lançou a bola ao defensor da 3ª base. Este, tocando o corredor, que estava fora da base, eliminou-o. Logo após esse lance, foi solicitado o retorno do arremessador anterior, e o árbitro de “home” permitiu essa alteração. O técnico da equipe na ofensiva reclamou. Mesmo assim, o árbitro manteve a sua decisão, alegando que o retorno era legal porque o substituto já havia feito uma jogada na 3ª base. Você concorda com isso? Não. De acordo com a Regra 3.05 (b), o arremessador substituto deve arremessar ao batedor de turno ou a quem venha a substituí-lo até que ele seja eliminado ou alcance a 1ª base, ou até que a equipe adversária sofra a terceira eliminação, a menos que se machuque ou adoeça de tal forma que o árbitro de “home” o julgue incapacitado para continuar arremessando.

POSICIONAMENTO DO ÁRBITRO DA 1ª BASE - JOGADA FORÇADA NA 1ª BASE

                                        Beisebol Em jogada forçada na 1ª base, o árbitro da 1ª base deve movimentar-se para chegar a uma posição que lhe proporcione um bom ângulo para observar a bola lançada, a base, o defensor apanhando a bola e o batedor-corredor.   Em bolas rebatidas para o espaço entre a 3ª base e um ponto (não muito afastado) à esquerda da posição normal do defensor da 2ª base, deve movimentar-se para o território ”fair” e parar numa posição de onde possa acompanhar a trajetória da bola lançada e observar a jogada. Deve permanecer afastado da base cerca de 5 a 6m.   Em bolas rebatidas na direção do defensor da 1ª base, para o lado esquerdo extremo do defensor da 2ª base e para o jardim direito (“rightfield”), deve movimentar-se para a frente, em território...

PEGADA LEGAL?

Aconteceu num jogo de beisebol da categoria Infantil. O defensor da 3ª base apanhou um “ground ball” (bola rebatida que vai rolando ou saltando sobre o solo) e fez   um mau lançamento à 1ª base. A bola tocou o solo e pulou na direção do defensor da 1ª base, mas este não conseguiu agarrá-la com a luva -a bola bateu no seu corpo e ficou presa na axila. Enquanto isso, o batedor-corredor pisou a base. É “out”? Não. Nesse caso, não houve pegada ("catch") legal. Para a pegada ser válida, o defensor tem de segurar a bola com a mão ou luva, por algum tempo, e provar que teve controle absoluto dela. No softbol também é assim.                                                     (Beisebol: Regra 2.00 "CATCH") ...

REUNIÃO PARA ORIENTAR JOGADORES

Softbol Na segunda metade do quarto “inning”, o técnico da equipe na defensiva solicitou TEMPO e reuniu-se com o arremessador. Quando este, após duas eliminações, deixou o próximo batedor “andar” (“walk”), o técnico anunciou a troca de posições entre o interbases (“shortstop”) e o arremessador; e a comunicação dessa alteração ao árbitro de “home” foi feita enquanto ele (técnico) caminhava em direção ao “pitcher’s plate”. Deve ser anotada uma reunião da defensiva?   Não. Isso não é considerado uma reunião da defensiva para orientar jogadores. (Regra 1 – Seção 17 – NOTA – Seção 17, Regra 5 – Seção 8b - NOTA 2)

ISSO FOI UM "STRIKE"?

Durante um jogo à noite, o batedor reclamou sobre um "strike" declarado pelo árbitro de “home”.     “O.K.”, disse o árbitro, “eu o deixarei arbitrar e atuar como batedor, ao mesmo tempo”.   Inicialmente, o batedor hesitou, mas finalmente concordou. “O.K.” disse ele.   O arremesso seguinte passou 2,5 cm . fora do curso interno da zona de "strike". O "batedor-árbitro" ficou em dúvida na hora de dar a sua decisão, mas finalmente declarou: <"STRIKE"!>.   O “árbitro substituído” manifestou-se quase gritando contra a decisão tomada sobre o arremesso: <ISSO FOI UM "STRIKE"?>. Em seguida, após limpar o “home plate” com seu boné, disse ao “seu substituto”: “Você teve a primeira e a última chance na história para atuar como batedor e árbitro, ao mesmo tempo, e desperdiçou-a. Nunca mais! Não vou lhe dar outra oportunidade para DENEGRIR a imagem da arbitragem. De agora em diante você será apenas um batedor”. Fonte: BI...

JOGADA DE APELAÇÃO

Numa rebatida entre o jardim direito (“right field”) e o jardim central (“center field”), o corredor da 1ª base, que havia iniciado a corrida no momento do arremesso, estava chegando à 3ª base quando o jardineiro central (“center fielder") efetuou a defesa. O corredor parou de correr e tentou retornar. A bola foi lançada à 2ª base. O defensor dessa base apanhou a bola, pisou a “almofada” antes de o corredor alcançá-la e apelou ao árbitro.    Pergunta: Foi feita uma apelação correta? Resposta: Não. Para fazer uma apelação correta, um defensor tem de tocar a base a partir da qual o corredor avançou, ou seja, a base que ele estava ocupando no momento do arremesso –neste caso, a 1ª base. [Beisebol: Regra 7.08 (d) – NOTA] (Softbol: Regra 8 – Seção 9d,   9g)

INTERFERÊNCIA E OBSTRUÇÃO

Muitos confundem INTERFERÊNCIA (da ofensiva) com OBSTRUÇÃO. Quem já não viu alguém usando o termo INTERFERÊNCIA para se referir a uma OBSTRUÇÃO; ou vice-versa. Mas a confusão não é só quanto ao emprego desses termos; o lance em si tem suscitado dúvidas aos técnicos, “coaches”, jogadores, aficionados etc. Vemos, com frequência, um técnico reclamando a marcação de uma INTERFERÊNCIA (da ofensiva), quando, na realidade, o lance é de OBSTRUÇÃO; ou vice-versa.   INTERFERÊNCIA (da ofensiva): Ocorre uma Interferência (da ofensiva) quando um membro da equipe na ofensiva estorva, impede ou confunde um defensor que está tentando fazer uma jogada.   [Beisebol: Regra 2.00 “INTERFERENCE” (a)] (Softbol: Regra 1 – Seção 60a) OBSTRUÇÃO: Beisebol - Ocorre uma Obstrução quando um defensor que, sem estar de posse da bola, e sem estar em ação para apanhar a bola, impede o avanço de um corredor.   (Regra 2.00 “OBSTRUCTION”) Softbol - Ocorre uma Obstrução quando: a)     ...

REGRAS DE ANOTAÇÃO

Na segunda metade do nono "inning" o placar está empatado em 1 – 1 e há corredor na 2ª e na 3ª bases. O batedor acerta um “line drive” (bola rebatida que vai em linha reta, com força, sem tocar o solo) em direção ao espaço entre o jardim direito e o jardim central. A bola salta sobre a cerca do fundo. É um “ground rule double” (rebatida de duas bases). Qual é o escore final? Deve ser anotado um "hit" de duas bases ao batedor? Vitória da equipe local (aquela que inicia o jogo defendendo primeiro) pela contagem de 2 – 1. Nesta situação, são anotados somente os pontos necessários para que uma equipe ganhe o jogo. O batedor deve ser creditado com um "hit" de uma base apenas. [Regra 10.07 (f)]

PEGADA LEGAL?

O defensor da 3ª base e o interbases correram na direção de um “fly” –o defensor da 3ª base apanhou a bola. Ao se cruzarem, os dois colidiram e foram ao chão. No momento do choque, a luva do defensor da 3ª base escapou de sua mão. O interbases, com grande esforço, conseguiu agarrar essa luva –a bola continuou dentro dela– antes que ela caísse ao solo. Pergunta: O batedor deve ser eliminado? Resposta: Sim. Houve uma pegada legal. Neste caso, não se deve considerar que a bola foi apanhada com uma luva destacada da mão. (Beisebol: Regra 2.00 “CATCH”) (Softbol: Regra 1 – Seção 15-A, Regra 8 – Seção 2-b)

CURSO DE ARBITRAGEM - 2011

A AAABSB estará realizando mais um curso para formação de árbitros de beisebol. LOCAL: Coopercotia Atlético Clube                Rua Valentin Nicolai, s/nº, km. 19,5 da Rodovia Raposo Tavares - sentido São Paulo. DATAS: 5 e 6/02 - 12 e 13/02 - 19 e 20/02 - 26 e 27/02/2011 - sábados e domingos. HORÁRIO: Início das aulas às 8,00. TAXA: R$ 100,00. MAIS INFORMAÇÕES: Paulo Yamada - F. 5511-7369-4737 ou 3921-4997.

"FAIR" OU "FOUL"?

A bola rebatida passou ao lado do arremessador –sem ter contato com ele–, atingiu o “pitcher’s plate” e ricochetou para o território “foul” antes da 1ª base. O defensor da 1ª base apanhou a bola e tocou o batedor-corredor. Ele é “out”?   Não. A bola rebatida foi um “foul ball”.   (Beisebol: Comentário – Regra 2.00 “FOUL BALL”) (Softbol: Regra 1 – Seção 37-g)

BATEDOR FORA DE ORDEM

Softbol Nenhum eliminado, corredor na 1ª base. O oitavo batedor foi ao “batter’s box” no turno do sexto batedor. No primeiro arremesso, o corredor roubou a 2ª base. A situação mudou para: nenhum eliminado, corredor na 2ª base. O batedor rebateu o segundo arremesso e chegou a salvo (“safe”) à 1ª base graças a um erro cometido pela equipe na defensiva. O corredor da 2ª base correu para “home”, num embalo só, mas foi eliminado por toque. Logo em seguida, houve apelação da equipe na defensiva sobre o erro na ordem de batedores. Dê a sua decisão. Com o “tag out” (eliminação por toque) do corredor da 2ª base: um eliminado. Com o “appeal out” (eliminação por apelação) do sexto batedor, que deixou de bater na sua vez: dois eliminados. O jogo será reiniciado com dois eliminados e nenhum corredor em base. O próximo batedor será o sétimo da ordem de batedores. [Regra 7 – Seção 2 – EFEITO – Secão 2c-d-2 (a) (b) (c)] FONTE: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK editado pela Associação de Softbol do Japã...

COMENTÁRIO DO CASO APRESENTADO EM 16.01.2011

A jogada, da forma como foi executada, foi legal. O árbitro deveria ter eliminado o corredor. O propósito da regra de “balk” é evitar que o arremessador engane, deliberadamente, o corredor. Se o árbitro tiver alguma dúvida, a intenção do arremessador deverá prevalecer. Seria “balk”, portanto, se o arremessador estivesse sobre ou perto (não necessariamente com a placa entre as pernas) do “pitcher’s plate”, porque, nesse caso, seu ato seria interpretado como um intento de enganar o corredor. [Regra 8.05 (i), Comentário – Regra 8.05] Depois de terminada a partida, a discussão sobre a jogada continuou. E surgiu uma dúvida: por quanto tempo o receptor pode segurar a bola? Não há regra fixando um limite de tempo para o receptor devolver a bola ao arremessador. Porém, com base na Regra 8.04, o árbitro pode exigir que o receptor devolva a bola rapidamente ao arremessador, para evitar demoras desnecessárias.

CASOS

O BATEDOR OBTÉM “BALL FOUR” E O RECEPTOR FAZ UMA JOGADA NA 1ª BASE Lance ocorrido num jogo de beisebol entre equipes da categoria infantil: O árbitro de “home” declarou o quarto “ball”. Quando o batedor chegou à 1ª base, o receptor ainda não havia devolvido a bola ao arremessador; e vendo o corredor sair da base, fez o lançamento ao defensor da 1ª base. O corredor foi tocado com a bola, fora da base. O arremessador estava dentro do círculo, porém longe do "pitcher's plate". O árbitro da 1ª base declarou um "balk".  O que você acha da decisão dada pelo árbitro? Faça seu comentário.

A BOLA SUMIU!!!

Imaginem a seguinte situação: Havia um corredor na 2ª base e outro na 1ª base quando a bola arremessada tocou o solo na frente do “home plate”, pulou em direção ao receptor e, ao tocar sua máscara, desviou para trás e se alojou na sacola de bolas do árbitro de “home”. Ninguém, com exceção do árbitro, sabia para onde ela tinha ido. E aí, como descascar esse abacaxi? O árbitro deve paralisar o jogo e conceder bases aos corredores ou deve indicar o paradeiro da bola ao receptor? Mesmo que o árbitro dê a dica ao receptor, qual seria a bola do jogo? Pois é, ocorreu um lance assim, em 1987, num jogo entre Yankees e White Sox. O arremesso –um “sinkerball” (bola com efeito que cai ao se aproximar do “home plate”)– foi efetuado pelo “pitcher” do White Sox. Naquela época não havia regra que cobrisse tal situação, mas o árbitro de “home”, corretamente, recorreu à Regra 9.01 (c), que diz: Cada árbitro tem autoridade para decidir quaisquer situações que não estejam especificamente cobe...

VOCÊ PENALIZARIA O ARREMESSADOR?

MUITOS ACHAM QUE É “BALK” MAS NÃO É Num jogo de campeonato da categoria Adultos ocorreu o seguinte lance: Bases cheias. O arremessador posicionado sobre o “pitcher’s plate” deu um passo legalmente em direção à 2ª base para tentar surpreender o corredor fora da “almofada”, porém,   como nenhum defensor estava cobrindo a base, fez o lançamento ao interbases (“shortstop”). A equipe na ofensiva reclamou ao árbitro e solicitou que fosse aplicada a penalidade de “balk”. Esse lance caracteriza um “balk”? Não, de acordo com a N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues. O Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. diz o seguinte na Seção 6 – Regulamentos sobre o arremesso: 6.4 – Regulamentos especiais de “balk” (a) O arremessador deve ser penalizado com um “balk” se, ao tentar uma jogada sobre o corredor da 1ª base, lança a bola para o defensor da 1ª base que está posicionado ou na frente ou atrás da “almofada” e, evidentemente, não está tentando eliminar o corredor. E...

"BASE COACHES"

Tanto no beisebol como no softbol o árbitro de “home” não deve iniciar um jogo ou um “inning”, declarando “PLAY BALL” ou “PLAY”, enquanto a equipe na ofensiva não tiver colocado dois “base coaches” (orientadores), um perto da 1ª base e outro perto da 3ª base, certo? Errado. No beisebol, a equipe na ofensiva deve (tem obrigação de) colocar dois “base coaches” no campo durante a sua vez de bater. Por essa razão, o árbitro de “home” deve pôr a bola em jogo somente após essa exigência tiver sido cumprida. No softbol, a utilização de “base coaches” é facultativa. A regra diz que são permitidos dois “coaches”, cuja função é dar assistência e passar instruções aos membros de sua equipe enquanto estão no ataque. A equipe na ofensiva pode não querer colocar “base coaches”, mesmo sabendo que isso lhe possa trazer desvantagem. O árbitro de “home” não tem necessidade de reclamar a presença deles no campo; pode iniciar o jogo ou o “inning” sem eles. O “base coach” pode deixar o “coach’s box” (áre...

REGRAS OFICIAIS DE SOFTBOL DA ISF (2010-2013)

Já temos as regras traduzidas para o português. Um trabalho do Departamento Técnico da AAABSB.

ALTERAÇÕES NAS REGRAS OFICIAIS DA MAJOR LEAGUE BASEBALL

Em 2009 e 2010 foram feitas várias alterações nas Regras Oficiais da Major League Baseball. Vamos citar as mais importantes. 2009   Regra 2.00 (“INTERFERENCE”) (d) . Nova redação: Ocorre uma Interferência do Espectador quando este se estica para fora das arquibancadas, ou entra no campo de jogo, e (1) toca uma bola viva ou (2) toca um jogador e estorva uma tentativa de fazer uma jogada sobre  uma bola viva.    2010   1) Foi acrescentado um Comentário à Regra 1.10 (c), que diz :   Se a substância (alcatrão de pinho) for aplicada sobre uma extensão maior do que 18 polegadas (45,70 cm), o árbitro, por sua iniciativa  própria ou mediante reclamação da equipe adversária, deverá mandar o batedor usar outro “bat”. O batedor poderá usar o “bat” rejeitado, posteriormente no jogo, somente se o excesso de substância for removido. Se não houver contestação antes de o “bat” ser usado, a transgressão da Regra 1.10 (c) não anulará qualq...

ARBITRAGEM

No Beisebol e Softbol muitas decisões resultam de apreciações subjetivas do que acontece e interpretações pessoais de algumas regras. Esse fato exige dos árbitros, além de habilidade para julgar as jogadas, capacidade para entender corretamente o sentido das normas. E como se consegue isso? Aperfeiçoando cada vez mais as técnicas de arbitragem e lendo sempre o Livro de Regras.

NOSSA ASSOCIAÇÃO

A Associação de Árbitros e Anotadores de Beisebol e Softbol do Brasil foi fundada em 17 de maio de 1991 por um grupo de árbitros que, na época, atuavam como membros do Departamento de Árbitros da Federação Paulista de Beisebol e Softbol – FPBS. A presidência da nova entidade foi confiada ao senhor Emil Iwamoto, líder desse grupo. Sucederam-no no cargo máximo os árbitros Watal Ishibashi, Reimei Yoshioka, Toshiyuki Onuma, Ii-sei Watanabe, Jorge Akiharu Higaki, Kiyofumi Hatanaka, novamente Jorge Akiharu Higaki e Chunyti Moritaca, eleito para o biênio 2010/2011. O objetivo da AAABSB é formar árbitros de beisebol/softbol e anotadores, ministrando aulas teóricas e treinamentos práticos; acompanhando o trabalho desses árbitros e anotadores nos certames de que participam; e promovendo eventos para melhorar o nível técnico de nossa arbitragem e anotação. Durante estes 27 anos foram realizados cursos para formação de árbitros e anotadores, em São Paulo e outras regiões. Foram realizadas t...