REGRAS OFICIAIS DE BEISEBOL DA MLB
2023
(REVISADAS E ATUALIZADAS)
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As anotações em letras menores foram extraídas do Livro de Regras
editado no Japão
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OFICIALIZADAS PELA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BEISEBOL E SOFTBOL
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Tradução:
ASSOCIAÇÃO DE ÁRBITROS E ANOTADORES DE BEISEBOL E SOFTBOL DO BRASIL
1.00 OBJETIVOS DO JOGO................................................................................................
2.00 O CAMPO DE JOGO
2.01 Traçado do Campo..................................................................................................
2.02 “Home
Base”...........................................................................................................
2.03
Bases.......................................................................................................................
2.04 “Pitcher’s
Plate”......................................................................................................
2.05
“Benches”................................................................................................................
3.00 EQUIPAMENTO E UNIFORMES
3.01
Bola.........................................................................................................................
3.02
“Bat”........................................................................................................................
3.03 Uniforme de
Jogadores...........................................................................................
3.04 Luva do Receptor
(“Mitt”).......................................................................................
3.05 Luva do Defensor da
Primeira
Base........................................................................
3.06 Luva de
Defensores.................................................................................................
3.07 Luva do
Arremessador............................................................................................
3.08
Capacetes................................................................................................................
3.09 Mensagem Indevida de
Comercialização................................................................
3.10 Equipamento no Campo.........................................................................................
4.00 PRELIMINARES DO JOGO
4.01 Deveres dos
Árbitros...............................................................................................
4.02 Técnico de
Campo...................................................................................................
4.03 Troca de Formulários
de Escalação (“Lineup Cards”).............................................
4.04 Condições do Tempo e
Campo................................................................................
4.05 Regras Especiais de
Campo.....................................................................................
4.06 Confraternização – Não
é
Permitida.......................................................................
4.07
Segurança................................................................................................................
4.08 Rodadas Duplas
(“Doubleheaders”)........................................................................
5.00 O JOGO
5.01 Iniciando o Jogo
(“Play
Ball”).................................................................................
5.02 Posições
Defensivas................................................................................................
5.03 “Base
Coaches”.......................................................................................................
5.04
Batedor...................................................................................................................
(a) Ordem de
Batedores..............................................................................................
(b) “Batter’s
Box”........................................................................................................
(c) Quando o Batedor
Completa a Sua Vez de Bater...................................................
5.05 Quando o Batedor se
Torna um Corredor..............................................................
5.06 Correndo as
Bases...................................................................................................
(a) Ocupando a
Base...................................................................................................
(b) Avançando nas
Bases.............................................................................................
(c) Bolas Mortas (“Dead
Balls”)...................................................................................
5.07
Arremessador..........................................................................................................
(a) Arremesso Legal.....................................................................................................
(1) Posição
“Windup” .............................................................................................
(2) Posição
“Set” ....................................................................................................
(b) Arremessos
Preparatórios
(Aquecimento)............................................................
(c) Arremessador –
Retardamento de Jogo................................................................
(d) Lançamento para as
Bases.....................................................................................
(e) Arremessador Tira o Pé
de Apoio do “Pitcher’s Plate” – Consequência................
(f) Arremessadores
Ambidestros................................................................................
5.08 Como uma Equipe Anota
Ponto..............................................................................
5.09 Eliminação
(“Out”)..................................................................................................
(a) Eliminação do
Batedor...........................................................................................
(b) Eliminação de um
Corredor...................................................................................
(c) Jogadas de
Apelação..............................................................................................
(d) Corredor Precedente
Deixa de Tocar uma Base – Consequência..........................
(e) Equipes se Alternam no
Ataque e na Defesa.........................................................
5.10 Substituições e Trocas
de Arremessadores (Incluindo Visitas ao Montículo).........
5.11 Regra do Batedor
Designado..................................................................................
5.12 Declarando “Time”
(Tempo) e “Dead Balls” (Bolas
Mortas)..................................
6.00 JOGADA INCORRETA, AÇÃO ILEGAL E MÁ
CONDUTA
6.01 Interferência,
Obstruçaõ e Colisões com Receptor.................................................
(a) Interferência do
Batedor ou Corredor...................................................................
(b) Defensor – Direito do
Caminho.............................................................................
(c) Interferência do
Receptor......................................................................................
(d) Interferência Não
Intencional................................................................................
(e) Interferência do
Espectador..................................................................................
(f) Interferência do
“Coach” e Árbitro.........................................................................
(g) Interferência num
“Squeeze Play” (Jogada de Pressão) ou “Steal of Home” (Roubo de
“Home”)
(h) Obstrução..............................................................................................................
(i) Colisões no “Home
Plate”.......................................................................................
(j) Deslizando para Bases
em Tentativas de “Double Play” (Jogada Dupla)................
6.02 Ação Ilegal do
Arremessador..................................................................................
(a)
“Balks”....................................................................................................................
(b) Arremessos Ilegais com
as Bases Desocupadas.....................................................
(c) Arremessador –
Proibições....................................................................................
6.03 Ação Ilegal do
Batedor...........................................................................................
(a) Batedor Eliminado por
Ação Ilegal.........................................................................
(b) Batedor Fora de
Ordem.........................................................................................
6.04 Conduta
Antidesportiva..........................................................................................
7.00 ENCERRANDO O JOGO
7.01 Jogos
Regulamentares............................................................................................
7.02 Jogos Suspensos, Jogos
Adiados e Jogos Empatados..............................................
7.03 Jogos
Confiscados...................................................................................................
7.04 Jogos
Protestados...................................................................................................
8.00 O ÁRBITRO
8.01 Qualificações e
Autoridade do Árbitro....................................................................
8.02 Apelação sobre
Decisões do
Árbitro.......................................................................
8.03 Posição do
Árbitro...................................................................................................
8.04
Relatório..................................................................................................................
INSTRUÇÕES GERAIS AOS ÁRBITROS.................................................................................
9.00 O ANOTADOR OFICIAL
9.01 Anotador Oficial
(Regras Gerais).............................................................................
9.02 Relatório do Anotador
Oficial.................................................................................
9.03 Relatório do Anotador
Oficial (Regras Adicionais)..................................................
9.04 Pontos Empurrados
(“Runs Batted
In”)...................................................................
9.05 Rebatidas
Indefensáveis (“Base Hits”)....................................................................
9.06 Determinação do Valor
de Rebatidas Indefensáveis (“Base Hits”).........................
9.07 Bases Roubadas
(“Stolen Bases”) e Eliminado Roubando Base (“Caught
Stealing”).........................................................................................................................
9.08 Sacrifícios
(“Sacrifices”)...........................................................................................
9.09 Eliminações
(“Putouts”)..........................................................................................
9.10 Assistências
(“Assists”)............................................................................................
9.11 Jogadas Duplas
(“Double Plays”) e Jogadas Triplas (“Triple Plays”)........................
9.12
Erros........................................................................................................................
9.13 Arremessos
Descontrolados (“Wild Pitches”) e Bolas Arremessadas Defensáveis que Passam
para Trás do Receptor (“Passed
Balls”).......................................................
9.14 Base por “Balls”
(“Base on
Balls”)...........................................................................
9.15 Eliminações por
“Strike” (“Strkeouts”)...................................................................
9.16 Pontos Limpos (”Earned
Runs”) e Pontos Concedidos (“Runs Allowed”)...............
9.17 Arremessador Vencedor
(“Winning Pitcher”) e Arremessador Perdedor (“Losing Pitcher”)..........................................................................................................................
9.18 Vitórias Sem Permitir
que a Equipe Oponente Anote Ponto (“Shutouts”).............
9.19 Jogos Salvos por
Arremessadores Substitutos (“Saves for Relief Pitchers).............
9.20
Estatísticas...............................................................................................................
9.21 Determinação das
Médias e Porcentagens.............................................................
9.22 Critérios para Indicar
os Melhores Jogadores Individuais.......................................
9.23 Normas para Recordes Consecutivos......................................................................
DEFINIÇÕES DE TERMOS....................................................................................................
ANEXOS..............................................................................................................................
1 Desenho do Campo de
Jogo.........................................................................................
2 “Layout” do “Home Plate”,
1ª, 2ª e 3ª bases...............................................................
3 “Layout” do Montículo do
Arremessador....................................................................
4 Dimensões da Luva de
Defensor..................................................................................
5 Zona de “Strike
............................................................................................................
ÍNDICE
.........................................................................................................................
OBJETIVOS DO JOGO
1.01 Beisebol é um jogo entre duas equipes de nove jogadores cada uma,
sob a direção de um técnico. As partidas são realizadas num campo fechado, de acordo
estas regras e sob a jurisdição de um ou mais árbitros.
1.02 O objetivo da equipe na ofensiva é converter seu batedor em
corredor, e fazer os corredores avançar.
1.03 O objetivo da equipe na defensiva é evitar que os jogadores da
ofensiva se tornem corredores, e impedir seu avanço nas bases.
1.04 Quando um batedor se torna um corredor e toca todas as bases
legalmente, ele anota um ponto para sua equipe.
1.05 O objetivo de cada
equipe é ganhar, anotando mais pontos do que a oponente.
1.06 A vencedora do jogo será aquela equipe que tiver anotado o maior
número de pontos, de acordo com estas regras, ao término de um Jogo
Regulamentar.
CAMPO DE JOGO
2.01 Traçado do Campo
O campo deve ser
traçado de conformidade com as instruções abaixo, suplementadas pelos diagramas
em Anexos 1, 2 e 3.
O “infield” (campo interno) deve ser um quadrado com 90 pés (27,432 m)
de cada lado. O “outfield” (campo externo) deve ser a área
compreendida entre as duas linhas de “foul”, formadas pela extensão de dois
lados do quadrilátero, conforme diagrama em Anexo 1. A distância do “home base”
(base principal) até a cerca mais próxima, arquibancadas ou outro obstáculo em
território “fair” (“fair territory”) deve ser de 250 pés (76,20 m) ou
mais. É preferível uma distância de 320 pés (97,536 m) ou mais, ao
longo das linhas de “foul”, e de 400 pés (121,92 m) ou mais, em direção ao
“center field” (jardim central). O “infield” deve estar disposto de tal forma
que as linhas de base e o “home plate” estejam no mesmo nível. O “pitcher’s
plate” (placa do arremessador) deve estar 10 polegadas (25,40 cm) acima do
nível do “home plate”. O grau de inclinação de um ponto a 6 polegadas (15,24
cm) na frente do “pitcher’s plate” até um ponto a 6 pés
(1,828 m) na direção do “home plate” deve ser de 1 polegada por cada
pé (2,54 cm por cada 30,48 cm), e esse grau de inclinação deve ser
uniforme. O “infield” e o “outfield”, incluindo as linhas de “foul”, formam o
território “fair”, e todas as demais áreas, o território “foul”.
É desejável que a linha que vai do “home base” à segunda base, passando
pelo “pitcher’s plate”, esteja orientada na direção ESTE-NORDESTE.
Recomenda-se que a distância do “home base” ao “backstop” (barreira
situada atrás do “home base”), e das linhas de base para a cerca mais próxima,
arquibancadas ou outro obstáculo em território “foul” seja de 60 pés (18,288 m)
ou mais. Vide Anexo 1.
Uma vez definida a localização do “home base”, deve-se medir, com uma
fita métrica, 1-27 pés e 3 3/8 polegadas (38,795 m)
na direção desejada para determinar a segunda base. Do “home base”,
deve-se medir 90 pés (27,432 m) em direção à primeira base; da segunda
base, deve-se medir 90 pés (27,432 m) em direção
à primeira base; a interseção dessas linhas determina a primeira
base. Do “home base”, deve-se medir 90 pés (27,432 m) em direção à
terceira base; da segunda base, deve-se medir 90 pés (27,432 m) em direção à
terceira base; a interseção dessas linhas determina a terceira base. A
distância entre a primeira base e a terceira base é de 127 pés e 3 3/8 polegadas (38,795
m). Todas as medidas a partir do “home base” devem ser tomadas do
ponto onde as linhas da primeira e terceira base se cruzam.
O “catcher’s box”, os “batters’ boxes”, os “coaches’ boxes”, as linhas
da faixa de três pés (91,44 cm) em direção à primeira base e os círculos
destinados ao batedor seguinte devem ser traçados conforme demonstram os
diagramas em Anexos 1 e 2.
As linhas de “foul” e todas as outras linhas de jogo indicadas nos
diagramas por linhas em negrito devem ser marcadas com tinta ou giz –não se
deve usar giz tóxico ou cáustico–, ou com outro material branco.
As linhas do gramado e as dimensões indicadas nos diagramas são aquelas
usadas em muitos campos, mas não são obrigatórias, e cada clube deve determinar
o tamanho e o formato das áres gramadas e sem grama do seu campo de jogo.
NOTA: (a) Qualquer campo de jogo construído por um Clube profissional, depois
de 1º de junho de 1958, deve ter uma distância mínima de 325 pés
(99,06 m) do “home base” até a cerca mais próxima, arquibancadas ou qualquer
outro obstáculo nas linhas de “foul” do “right field” (jardim direito) e “left
field” (jardim esquerdo), e uma distância mínima de 400 pés (121,92 m) até a
cerca do “center field” (jardim central).
(b) Nenhum campo de jogo já existente deve ser reformado após 1º de
junho de 1958, de tal maneira que reduza a distância entre o “home base” e os
postes de “foul”, e entre o “home base” e a cerca do “center field”, abaixo do
mínimo especificado no item (a) acima.
2.02
“Home Base”
O “home base” deve ser marcado por uma placa de borracha branqueada de
cinco lados. Deve ser um quadrado de 17 polegadas (43,18 cm) com dois dos
cantos removidos, para
que uma borda tenha 17 polegadas
(43,18 cm) de
comprimento, dois lados paralelos tenham 8 ½
polegadas (21,59 cm), e os dois lados restantes, que convergem para um ponto
formando um ângulo, tenham 12 polegadas (30,48 cm). Deve ser colocado no solo,
com a ponta na interseção das linhas que se estendem do “home base” em direção
à primeira base e terceira base; com a borda de 17 polegadas (43,18 cm) voltada
para o “pitcher’s plate”; e com os dois lados de 12 polegadas (30,48 cm)
coincidindo com as linhas da primeira e terceira base. As bordas superiores do
“home base” devem ser chanfradas, e a placa deve ser fixada no solo de forma
que fique no mesmo nível da superfície do terreno. (Vide desenho D
em Anexo 2.)
2.03 Bases
A primeira, a segunda e a terceira bases devem ser marcadas com
almofadas de lona branca ou cobertas com borracha, firmemente presas no
terreno, conforme ilustra o Diagrama 2. As almofadas da primeira base e
terceira base devem estar inteiramente dentro do campo interno. A almofada da
segunda base deve estar centrada na segunda base. As almofadas devem ser
quadradas, com 15 polegadas (38,10 cm) de lado, espessura mínima de 3 polegadas
(7,62 cm) e máxima de 5 polegadas (12,70 cm), e recheadas com material mole.
2.04
“Pitcher’s Plate”
O “pitcher’s plate” deve ser uma placa retangular de borracha
branqueada, medindo 24 por 6 polegadas (60,96 cm x 15,24 cm). Deve
ser colocado no solo, conforme demonstram os Diagramas 1 e 2, de tal forma que
a distância entre o “pitcher’s plate” e o “home base” (a parte traseira do
“home plate”) seja de 60 pés e 6 polegadas (18,44 m).
2.05
“Benches”
O Clube local deve fornecer bancos (“benches”) para os jogadores de cada
equipe (local e visitante). Tais bancos não devem estar a menos de 25 pés (7,62
m) das linhas de base. Eles devem ser cobertos e fechados nos fundos e nas
laterais.
3.00 – EQUIPAMENTO E UNIFORMES
3.01
Bola
A bola deve ser uma esfera formada por fios enrolados ao redor de um
pequeno núcleo de cortiça, borracha ou material similar, coberta com duas tiras
de couro branco de cavalo ou boi, firmemente costuradas uma a
outra. Ela não deve pesar nem menos de 5 onças (141,74 g) nem mais
de 5 ¼ onças (148,82 g) e medir nem menos de 9 polegadas (22,86 cm) nem mais de
9 ¼ polegadas (23,49 cm) de circunferência.
Nenhum jogador deve descorar ou danificar a bola, intencionalmente,
esfregando-a com terra, resina, parafina, alcaçuz, papel-lixa, papel-esmeril ou
outra substância estranha.
PENALIDADE: O árbitro deve pedir a bola e remover do jogo o infrator. Além
disso, o infrator deve ser suspenso, automaticamente, por 10 jogos. Com
referência a um arremessador que danifica a bola, vide Regras 6.02 (c) (2) a
(6).
NOTA: No beisebol amador, o árbitro deve, inicialmente, advertir o
infrator e pedir a bola. Na reincidência, porém, o jogador deve ser removido do
jogo.
Comentário – Regra 3.01: Se uma bola ficar parcialmente avariada num jogo, ela permanecerá
em jogo até que a jogada seja completada.
3.02 “Bat”
(a) O “bat” deve ser um bastão liso e arredondado, com não mais de 2,61
polegadas (6,63 cm) de diâmetro na parte mais grossa e não mais de 42 polegadas
(1,067 m) de comprimento. O “bat” deve ser uma peça de madeira sólida.
NOTA: Nenhum "bat" laminado, ou em fase de testes, deve ser
usado no beisebol profissional (tanto numa temporada de
campeonato como em jogos de exibição) até que o fabricante
tenha obtido a aprovação de seu desenho e método
de fabricação por parte da Major League Baseball.
(b) “Cupped bats” (“bats” cavados). A ponta do “bat” pode ter uma
cavidade de até 1 ¼ polegada (3,17 cm) de profundidade, mas essa cavidade não
pode ter nem mais de 2 polegadas (5,08 cm) nem menos de 1 polegada (2,54 cm) de
diâmetro. A cavidade tem que ser curva e nenhuma substância estranha pode ser
adicionada.
(c) O cabo do “bat” pode ser coberto ou tratado com algum material ou
substância, para melhorar a empunhadura. Tal material ou substância não pode
ser aplicado sobre uma extensão maior do que 18 polegadas (45,72 cm) da
extremidade mais fina do “bat”. O não cumprimento deste dispositivo deve causar
a remoção desse “bat” do jogo.
NOTA: Se o árbitro descobrir que o “bat” não está de acordo com as
especificações do item “c” acima enquanto o batedor está ainda no “batter’s
box”, ou depois que esse “bat” tiver sido utilizado no jogo, isso não será
motivo para que o batedor seja declarado eliminado ou expulso do jogo.
Comentário – Regra 3.02 (c):Se a substância (alcatrão de pinho) for aplicada sobre uma extensão
maior do que 18 polegadas (45,72 cm), o árbitro, por sua iniciativa própria ou
mediante reclamação da equipe adversária, deverá mandar o batedor usar outro
“bat”. O batedor poderá usar o “bat” rejeitado, posteriormente no jogo, somente
se o excesso de substância for removido. Se não houver contestação antes de o
“bat” ser usado, a transgressão da Regra 3.02 (c) não anulará qualquer ação ou
jogada no campo.
(d) No beisebol profissional não é permitido o uso de “bat” colorido, a
menos que haja autorização por parte da Major League Baseball.
3.03
Uniforme de Jogadores
(a) Todos os jogadores de uma equipe devem usar uniformes que sejam
idênticos em cor, estado e estilo. Nas costas de todas as camisas do uniforme
deve ser colocado um número com pelo menos 6 polegadas (15,24 cm) de
altura.
(b) Qualquer parte de uma camiseta (“undershirt”) que fique exposta à
vista deve ser de cor firme e uniforme para todos os jogadores da equipe.
Qualquer jogador, com exceção do arremessador, pode ter números, letras ou
insígnias grudadas às mangas da camiseta.
(c) Nenhum jogador cujo uniforme não seja idêntico ao de seus
companheiros de equipe deve ser autorizado a participar do jogo.
(d) Uma Liga pode estipular que cada equipe deve usar um uniforme
característico para todas as ocasiões, ou que cada equipe deve ter dois jogos
de uniformes: brancos para jogos locais e de cor diferente para jogos em que
atue como visitante.
(e) O comprimento das mangas pode variar para cada jogador, mas as
mangas de cada jogador devem ter, aproximadamente, o mesmo comprimento. Nenhum
jogador deve usar uniforme com mangas desgastadas, desfiadas ou
rasgadas; e nenhum arremessador deve usar camiseta com mangas de cor
branca, cinza, ou de uma cor que, na opinião do árbitro, possa distrair o
batedor de alguma forma.
(f) Nenhum jogador deve colocar no seu uniforme tiras ou qualquer outro
material de cor diferente da de seu uniforme.
(g) Nenhuma parte do uniforme deve incluir um desenho que imite ou
sugira a forma de uma bola de beisebol.
(h) Botões de vidro e metal polido não devem ser usados num uniforme.
(i) Nenhum jogador deve anexar ao salto ou à ponta de seus sapatos algo
que não sejam as peças normalmente usadas (travas e proteção do bico). Sapatos
com pregos pontiagudos, similares aos usados no golfe ou atletismo, não devem
ser usados.
NOTA: Enquanto estão atuando dentro do campo de jogo –tanto na defensiva
como na ofensiva– os jogadores não podem usar agasalho sobre o uniforme.
Exceção: o arremessador do momento que se torna corredor. Os “base coaches”
(orientadores de batedores e corredores) podem usar agasalho sobre o uniforme a
qualquer momento. Os agasalhos dos jogadores e dos “base coaches” devem ser
idênticos.
(j) Em nenhuma parte do uniforme deve ser permitido colocar marcas,
logotipos ou nome de empresas, a título de publicidade. Não obstante o
precedente ou algo mais nas regras, um Clube pode permitir a patrocinadores
comerciais de ter terceiros o direito de colocar seu nome, logos e/ou
marcas
no uniforme, desde que o emblema ou desenho seja aprovado antes pelo
"Office of the Commissioner" após consultar a Associação de
Jogadores.
(k) Uma Liga pode exigir que os uniformes das equipes a ela filiadas
tenham os nomes dos respectivos jogadores inscritos nas costas. Qualquer nome
que não seja o último nome do jogador tem de ser aprovado pelo “Office of
the Commissioner”. Se isso for adotado, todos os uniformes
terão de conter os nomes dos respectivos jogadores.
3.04 Luva do Receptor (“Mitt”)
O receptor (“catcher”) pode usar um tipo especial de luva (“mitt”) de
couro que não tenha mais de 38 polegadas (96,52 cm) de
circunferência, nem mais de 15 ½ polegadas (39,37 cm)
desde o extremo superior até a parte inferior. Esses limites
devem incluir todos os cordões e qualquer tira de couro ou
guarnição colocada na borda externa do “mitt”. O espaço entre a seção do
polegar e a seção dos dedos do “mitt” não deve exceder 6 polegadas (15,24
cm) na parte superior do “mitt” e 4 polegadas (10,16
cm) na base da forquilha do polegar. A rede não deve medir mais de 7
polegadas (17,78 cm) através de sua parte superior, ou mais de 6 polegadas
(15,24 cm) desde o extremo superior até a base da forquilha do polegar. A rede
pode ser formada, ou com cordões que se entrelaçam,
passando através de furos feitos no couro, ou com uma peça de couro no centro,
que pode ser uma extensão da palma, ligada ao “mitt” com
cordões, e construída de forma que não exceda as medidas acima mencionadas.
3.05 Luva do Defensor da Primeira Base
O defensor da primeira base pode usar uma luva ou “mitt” de couro que
não tenha mais de 13 polegadas (33,02 cm) de comprimento, da parte superior até
a parte inferior, e não mais de 8 polegadas (20,32 cm) de largura através da
palma, medidas da base da forquilha do polegar até a borda externa do “mitt”. O
espaço entre a seção do polegar e a seção dos dedos do “mitt” não deve exceder
4 polegadas (10,16 cm) na parte superior do “mitt” e 3 ½ polegadas (8,89 cm) na
base da forquilha do polegar. O “mitt” deve ser confeccionado de tal forma que
esse espaço seja permanentemente fixo e não possa ser aumentado, estendido,
alargado ou aprofundado pelo uso de alguns materiais ou algum processo. A rede
do “mitt” não deve medir mais de 5 polegadas (12,70 cm) do seu topo até a base
da forquilha do polegar. A rede pode ser formada, ou com cordões que se
entrelaçam, passando através de furos feitos no couro, ou com uma peça de couro
no centro, que pode ser uma extensão da palma, ligada ao “mitt” com cordões, e
construída de tal forma que não exceda as medidas acima mencionadas. O trançado
não deve ser feito de cordões entrelaçados ou enrolados, e não pode formar uma
espécie de alçapão de rede. A luva pode ser de qualquer peso.
3.06 Luva de Defensores
Cada defensor (que não seja o receptor) pode usar uma luva (“glove”) de
couro. As medidas relacionadas com o tamanho da luva devem ser consideradas
tendo por base o lado da frente da luva ou o lado que ela recebe a bola. A fita
métrica deve ser colocada em contato com a superfície ou a parte que se está
medindo e seguir todos os contornos nesse processo. A luva não deve medir mais
de 13 polegadas (33,02 cm) desde a ponta de qualquer dos quatro dedos até a
borda inferior (da luva), passando pela parte destinada a receber a bola. A
luva não deve ter mais de 7 ¾ polegadas (19,67cm) de largura, desde a costura
interna da base do primeiro dedo, ao longo da base dos outros dedos, até a
borda externa do dedo mínimo da luva. O espaço ou área entre o polegar e o
primeiro dedo, chamado forquilha, pode ser preenchido com entrelaçado de couro
ou um aparador (“back stop”). O trançado pode ser feito de duas tiras de couro
comum, para fechar inteiramente a área da forquilha, ou pode ser feito de uma
série de tubos de couro, ou de uma série de painéis de couro, ou de tiras de
couro entrelaçadas. O trançado não deve ser feito de cordões entrelaçados ou enrolados,
e não pode formar uma espécie de alçapão de rede. O trançado pode ser flexível
quando é feito para cobrir toda a área da forquilha. Quando é feito de uma
série de seções, estas devem estar unidas entre si. Essas seções não podem ser
elaboradas de maneira que possam permitir o desenvolvimento de depressões por
curvaturas das bordas dessas seções.
O trançado deve ser feito para controlar o tamanho da abertura da
forquilha. Essa abertura não deve medir mais de 4 ½ polegadas (11,43
cm) no topo, nem mais de 5 ¾ polegadas (14,59 cm) de profundidade, e deve ter 3
½ polegadas (8,89 cm) de largura na sua base. A abertura da forquilha não deve
ter mais de 4 ½ polegadas (11,43 cm) em qualquer ponto abaixo do seu
topo. O trançado deve estar preso em cada lado, como também na parte
superior e inferior da forquilha. A ligação deve ser feita com
cordões de couro, para que as conexões sejam seguras. Se elas esticarem ou se
tornarem frouxas, devem ser ajustadas à sua condição apropriada. A luva pode
ser de qualquer peso. Vide Anexo 4 (Diagrama das dimensões da luva).
3.07
Luva do Arremessador
(a) A luva do arremessador –incluindo costuras, cordões e trançado– não
pode ser branca, cinza, ou de outra cor que, na opinião do árbitro, possa
distrair o batedor, de alguma maneira. Nenhum defensor, independentemente da
posição que ocupe, pode usar uma luva cuja cor seja mais clara do que uma cor
PANTONE padrão nº 14.
(b) Nenhum arremessador deve colar em sua luva qualquer material
estranho de uma cor diferente da cor da luva.
(c) O árbitro principal deve retirar do jogo, por iniciativa própria,
por recomendação de outro árbitro, ou mediante reclamação do técnico da equipe
adversária –desde que concorde com ele–, qualquer luva que infrinja
as Regras 3.07 (a) ou 3.07 (b).
3.08
Capacetes
Uma Liga Profissional deve adotar a seguinte regra referente ao uso de
capacetes.
(a) Todos os jogadores devem usar algum tipo de capacete protetor
enquanto estão atuando como batedores e como corredores.
(b) Todos os jogadores das “Minor Leagues” (Ligas Menores) devem
usar um capacete com proteção para as duas orelhas enquanto estão atuando como
batedores.
(c) Todos os jogadores da “Major League” têm de usar um capacete com
proteção para uma orelha (ou para as duas orelhas, conforme a opção do
jogador).
(d) Todos os receptores devem usar um capacete protetor apropriado e
máscara para o rosto enquanto estão recebendo um arremesso.
(e) Todos os “base coaches” (orientadores de batedores e corredores)
devem usar um capacete protetor enquanto estão exercendo suas funções.
(f) Todos os “bat boys”/”bat girls” (recolhedores/recolhedoras de “bat”)
ou “ball boys”/”ball girls” (catadores/catadoras de bola) devem usar um
capacete com proteção para as duas orelhas enquanto estão exercendo suas
funções.
Comentário – Regra 3.08: Se o árbitro observar qualquer infração a estas regras, deverá
ordenar que a falha seja corrigida. Se, na opinião do árbitro, essa correção
não é feita dentro de um tempo razoável, o infrator deve ser expulso do jogo. O
árbitro deve, ainda, recomendar alguma ação disciplinar apropriada.
3.09
Mensagem Indevida de Comercialização
O equipamento de jogo, incluindo bases, “pitcher’s plate”, bolas,
“bats”, uniformes, “mitts” do receptor (“catcher’s mitts”), luvas do defensor
da primeira base (“first baseman’s gloves”), luvas de defensores do campo
interno e externo e capacetes protetores, que é tratado com detalhes nestas
regras, não deve conter quaisquer mensagens indevidas de comercialização do
produto. As inscrições dos fabricantes em tal equipamento têm de ser de bom
gosto quanto ao tamanho e conteúdo do logotipo do fabricante ou da marca do
produto. As disposições desta Regra 3.09 devem ser aplicadas somente às Ligas
Profissionais.
NOTA: Fabricantes que planejam fazer mudanças inovadoras no equipamento de
beisebol para as Ligas Profissionais de Beisebol devem submeter seus projetos
ao Comitê de Regras Oficiais de Jogo antes de iniciarem a produção.
3.10 Equipamento
no Campo
(a) Os membros da equipe na ofensiva devem recolher ao “dugout” todas as
luvas ou outros materiais que estão abandonados no campo de jogo enquanto sua
equipe está atacando. Nenhum equipamento deve ser deixado no campo, nem em
território “fair”, nem em território “foul".
(b) É proibido o uso de quaisquer marcadores no campo que criem um
sistema de referência tangível (no campo).
4.00 – PRELIMINARES DO JOGO
4.01 Deveres dos Árbitros
Antes de iniciar o
jogo, o árbitro deve:
(a) Exigir que todas as regras que dispõem sobre implementos de jogo
e equipamento de jogadores sejam rigorosamente cumpridas.
(b) Certificar-se de que todas as linhas do campo de jogo (linhas em
negrito nos Anexos nº 1 e nº 2) estão marcadas com cal, giz ou outro material
branco facilmente distinguível do solo ou grama.
(c) Receber do Clube local um estoque de bolas regulamentares, cuja
quantidade e qualidade devem ser certificadas ao Clube local pelo Escritório
do Comissário. O árbitro deve examinar as bolas e assegurar-se de que
elas são regulamentares, e que estão esfregadas e com o lustro removido
corretamente. O árbitro deve ser a única pessoa autorizada para
julgar as condições das bolas que serão usadas no jogo.
(d) Certificar-se de que o Clube local tem uma reserva de, pelo menos,
uma dúzia de bolas regulamentares prontamente disponíveis para uso se forem
solicitadas.
(e) Ter em seu poder, pelo menos, duas bolas de reserva, e solicitar o
reabastecimento de tais bolas à medida que forem se tornando necessárias no
transcorrer do jogo. Essas bolas de reserva devem ser postas em jogo quando:
(1) uma bola tenha sido rebatida para fora do campo de jogo ou para
dentro da área dos espectadores;
(2) uma bola tenha perdido a cor ou tenha se tornado inadequada para
continuar em uso;
(3) o arremessador solicita a troca de bola.
Comentário – Regra 4.01 (e): O árbitro não deve entregar uma bola de reserva ao arremessador
até que a jogada esteja terminada e a bola anteriormente usada esteja morta.
Depois que uma bola lançada ou rebatida sai do campo de jogo, a partida não
deve ser reiniciada com uma bola de reserva até que os corredores tenham
alcançado as bases às quais tenham sido autorizados a
avançar. Depois de um “home run” rebatido para fora do campo de
jogo, o árbitro não deve entregar uma nova bola ao arremessador ou ao receptor
até que o batedor que rebateu o quadrangular tenha cruzado o “home plate”.
(f) Assegurar-se de que um saquinho de breu oficial está colocado sobre
o solo, atrás do “pitcher’s plate”, antes do início de cada jogo.
(g) O árbitro principal deve ordenar que as luzes do campo de jogo sejam
acesas sempre que, na sua opinião, a escuridão torne arriscado continuar
jogando com luz natural.
4.02
Técnico de Campo
(a) O Clube deve designar o técnico ao Escritório do Comissário ou
ao árbitro principal, no mínimo trinta minutos antes do horário programado para
o início do jogo.
(b) O técnico pode avisar o árbitro principal que ele delegou funções
específicas prescritas pelas regras a um jogador ou “coach”, e que qualquer ato
desse representante designado será oficial. O técnico deve, sempre,
responsabilizar-se pela conduta de sua equipe, pela observância das regras
oficiais, e pelo respeito aos árbitros.
c) Se um técnico deixa o campo, ele deve designar um jogador
ou “coach” como seu substituto, e esse técnico substituto deve ter as
obrigações, os direitos e as responsabilidades do técnico. Se o técnico se
omitir ou se recusar a designar seu substituto antes de deixar
o campo, o árbitro principal deverá designar um membro da
equipe como técnico substituto.
4.03
Troca de Formulários de Escalação (“Lineup Cards”)
A menos que o Clube local tenha informado previamente que o jogo fora
adiado, ou que seu início será retardado, o árbitro, ou árbitros, deve(m)
entrar no campo de jogo cinco minutos antes da hora estabelecida para
iniciar o jogo e dirigir-se diretamente ao “home base”, onde se reunirá(ão) com
os técnicos das equipes oponentes. Em sequência:
(a) Primeiro, o técnico da equipe local, ou seu representante, deve
entregar sua Ordem de Batedores, em duplicata, ao árbitro principal.
(b) Em seguida, o técnico da equipe visitante, ou seu representante,
deve entregar sua Ordem de Batedores, em duplicata, ao árbitro principal.
(c) Como uma cortesia, no “Lineup Card” entregue ao árbitro principal
deve estar anotada a posição defensiva de cada jogador relacionado na Ordem de
Batedores. Se vai utilizar um Batedor Designado, o “Lineup Card” deve mencionar
o jogador que deve bater no lugar do arremessador. Vide Regra 5.11 (a). Como
uma cortesia, possíveis jogadores substitutos devem também estar relacionados
no “Lineup Card”, mas aquele que não for incluído na lista (de possíveis
substitutos) não será considerado “jogador não habilitado para entrar no jogo”.
De acordo com a Regra 2(b) (2) da Major League, cada Clube da Major
League tem de designar, antes do início de um jogo, no seu “lineup card”
(formulário de escalação da equipe), cada jogador qualificado para entrar nesse
jogo como um arremessador, um defensor, ou um “Two-Way Player” (“Jogador de Mão
Dupla”: que joga como defensor e arremessador), como segue:
(1) Do Dia da Abertura até 31 de agosto da temporada de campeonato e
durante jogos pós-temporada, Clubes da Major League podem designar no máximo 13
arremessadores para um jogo.
(2) De 1 de setembro até o fim da temporada de campeonato
–incluindo “tiebreaker games” (jogos de desempate)– Clubes da Major League
podem designar no máximo 14 arremessadores para um jogo.
(3) Jogadores classificados como “Two-Way
Player” sob a Regra 2(b) (2) da Major League podem atuar como
arremessadores durante um jogo, sem serem considerados na contagem do limite de
arremessadores do Clube.
(4) Nenhum jogador no “lineup card” (formulário de escalação da equipe),
a não ser os designados pelo Clube como “Two-Way Players” ou arremessadores,
pode atuar como arremessador em um jogo de temporada regular ou pós-temporada,
exceto nos casos em que o jogador entra como arremessador após o nono “inning”
em um jogo de “innings” extras, ou em um jogo em que sua equipe está perdendo
ou ganhando com diferença de 6 pontos ou mais quando o jogador entra
para arremessar; considerando, contudo, que qualquer jogador adicionado na
Lista de Ativos como 27º jogador antes de 1 de setembro não deve contar para o
limite de 13 arremessadores.
(d) O árbitro principal deve certificar-se de que a via original e as
cópias das Ordens de Batedores são idênticas. Em seguida, deve entregar uma
cópia de cada Ordem de Batedores ao técnico da equipe contrária. A via que fica
com o árbitro será a Ordem de Batedores oficial. No momento em que o
árbitro entrega as Ordens de Batedores aos técnicos, fica
estabelecida a sequência em que os batedores devem ir ao “batter’s
box”. Depois disso, os técnicos não podem fazer substituições, exceto
as previstas nas regras.
(e) Tão logo a equipe local entregue sua Ordem de Batedores ao árbitro
principal, a responsabilidade sobre o campo de jogo fica inteiramente a cargo
dos árbitros, e, a partir desse momento, o árbitro principal terá autoridade
exclusiva para determinar quando um jogo deve ser dado por terminado, suspenso
ou reiniciado, por causa do tempo ou das condições do campo de jogo. O
árbitro principal deve dar o jogo por terminado somente depois de decorridos,
pelo menos, 30 minutos após a paralisação. O árbitro principal pode
continuar a paralisação, desde que acredite em alguma possibilidade de
reiniciar a partida. Nada nesta Regra tem a intenção de afetar a
autoridade de um Clube para paralisar ou continuar um jogo, seguindo as normas
sobre mau tempo, ameaça de mau tempo e segurança contra relâmpagos que tenham
sido estabelecidas pela Liga antes do início do campeonato.
Comentário – Regra 4.03: Erros óbvios na Ordem de Batedores, que sejam percebidos pelo
árbitro principal antes de declarar “PLAY” para iniciar o jogo, devem ser
levados ao conhecimento do técnico ou capitão da equipe que os cometeu, para
que a correção possa ser feita antes de o jogo começar. Por exemplo,
se um técnico, inadvertidamente, tiver relacionado somente oito jogadores na
Ordem de Batedores, ou tiver relacionado dois jogadores com o mesmo sobrenome,
mas sem uma letra inicial que os identifique, e o erro for notado pelo árbitro
antes de declarar “PLAY”, ele deverá mandar corrigir tal erro antes de iniciar
o jogo. As equipes não devem ser surpreendidas, mais tarde, por algum erro que,
obviamente, foi cometido por descuido, e que poderia ter sido corrigido antes
do início do jogo.
O árbitro principal deve sempre tentar completar um jogo. Sua autoridade
para reiniciar a partida após uma ou mais paralisações de 30 minutos cada deve
ser absoluta, e ele deve encerrar um jogo somente quando não houver qualquer
possibilidade de completá-lo.
As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 4.03 (e) não se aplica a
jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World
Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major
League” realizado para decidir um empate.
4.04
Condições do Tempo e Campo
(a) Somente a equipe local tem autorização para decidir se
um jogo deve ou não ser iniciado, por causa de mau tempo ou condições
inadequadas do campo de jogo, exceto para a segunda partida de uma rodada dupla
convencional ou dividida. Nada nesta Regra tem a intenção de afetar a
autoridade de um Clube para paralisar ou continuar um jogo, seguindo as normas
sobre mau tempo, ameaça de mau tempo e segurança contra relâmpagos que tenham
sido estabelecidas pela Liga antes do início do campeonato.
EXCEÇÃO: O Escritório do Comissário pode suspender a aplicação desta
regra durante as últimas semanas da temporada de seu campeonato, para garantir
que esse campeonato seja decidido, cada ano, por seus méritos. Quando o
adiamento ou a não realização de um jogo entre duas equipes quaisquer nas
séries finais da temporada de um campeonato pode afetar a classificação final
de qualquer Clube na Liga, o Escritório do Comissário, a pedido de
qualquer Clube da Liga, pode assumir a autoridade concedida por esta regra à
equipe local.
NOTA: No beisebol amador não se aplica este item da regra.
(b) O árbitro principal do primeiro jogo é o único que tem o direito de
decidir se o segundo jogo de uma rodada dupla convencional ou dividida deve ou
não ser iniciado, por causa de mau tempo ou más condições do campo de jogo.
(c) Um jogo adiado deve ser tratado da mesma maneira que um jogo dado
por terminado antes de se tornar um jogo regulamentar; deve ser declarado um
“Jogo Nulo”, de acordo com a Regra 7.01 (e).
4.05 Regras Especiais de Campo
O técnico da equipe local deve apresentar ao árbitro principal e ao
técnico da equipe adversária algumas regras de campo que ele julgue necessárias
para solucionar eventuais problemas que surjam com espectadores que invadem o
campo de jogo; com bolas rebatidas ou lançadas sobre esses espectadores; ou em
razão de outras contingências. Se essas regras forem aceitas pelo técnico da
equipe contrária, elas serão legais; do contrário, o árbitro principal deve
elaborar e fazer cumprir um regulamento especial de campo que ele julgue
necessário por causa das condições do campo. Esse regulamento não deve
conflitar com as regras de jogo oficiais.
4.06
Confraternização – Não é Permitida
Jogadores uniformizados não devem se dirigir a –ou se misturar com–
espectadores, nem sentar nas arquibancadas antes, durante ou depois de um jogo.
O técnico, “coach” ou jogador não deve se dirigir a espectadores antes ou
durante um jogo. Jogadores de equipes oponentes não devem se confraternizar em
momento algum enquanto estão uniformizados.
NOTA: No beisebol amador, jogadores de equipes que vão participar do
próximo jogo podem se confraternizar, mesmo quando estão uniformizados.
4.07 Segurança
(a) Com exceção de jogadores e “coaches” uniformizados, técnicos,
repórteres fotográficos credenciados pela equipe local, árbitros, policiais
uniformizados e vigilantes ou outros empregados do Clube local, ninguém deve
ser autorizado a permanecer no campo durante um jogo.
(b) A equipe local deve providenciar proteção policial suficiente para
preservar a ordem. Se uma pessoa, ou pessoas, entra(m) no campo durante um jogo
e interfere(m) de alguma forma numa jogada, a equipe visitante pode recusar-se
a jogar até que o campo seja desimpedido.
PENALIDADE: Se o campo não for desimpedido num período de tempo razoável,
tempo esse nunca inferior a 15 minutos após a recusa da equipe visitante em
prosseguir o jogo, o árbitro principal poderá confiscar o jogo a favor da
equipe visitante.
NOTA: O árbitro principal é o responsável pelo controle desse tempo. O
árbitro principal deve envidar todo o esforço para que o campo seja desimpedido
e, somente em último caso, após consultar os demais árbitros, deve dar o jogo
por terminado.
4.08 Rodadas
Duplas (“Doubleheaders”)
(a) (1) Somente dois jogos de campeonato devem ser realizados numa data.
A complementação de um Jogo Suspenso não deve infringir esta regra, exceto para
jogos nas “Minor Leagues”. Vide Comentário – Regra 7.02 (b)
(2) Se estiverem programados dois jogos para serem realizados num dia,
com cobrança de um ingresso, o primeiro jogo será aquele regularmente marcado
para essa data.
(b) Após o in
ício do primeiro jogo de uma rodada dupla convencional ou dividida, esse
jogo deve ser completado antes de o segundo jogo da rodada dupla começar.
(c) O segundo jogo de uma rodada dupla deve começar trinta
minutos depois de concluído o primeiro jogo, a não ser que um intervalo
maior (que não exceda quarenta e cinco minutos) seja estabelecido
pelo árbitro principal e anunciado aos técnicos oponentes ao término do
primeiro jogo.
EXCEÇÃO: Se o Escrit tiver aprovado uma solicitação
do Clube local por um intervalo maior entre os jogos para algum evento
especial, o árbitro principal deverá definir um intervalo mais longo e
anunciá-lo aos técnicos oponentes. O árbitro principal do primeiro jogo deverá
responsabilizar-se pelo controle do tempo de intervalo entre os jogos.
NOTA: Obtendo o consentimento dos técnicos de ambas as equipes, não há
inconveniência em iniciar o segundo jogo de uma rodada dupla dentro de 30
minutos após o término do primeiro jogo.
(d) O árbitro deve iniciar o segundo jogo de uma rodada dupla, sempre
que possível, e o jogo deve continuar desde que as condições do campo, as
restrições locais de horário ou as condições climáticas permitam.
(e) Quando uma rodada dupla regularmente programada tiver seu início
retardado por algum motivo, qualquer jogo que for iniciado será o primeiro jogo
da rodada dupla.
(f) Quando um jogo reprogramado for parte de uma rodada dupla, esse jogo
reprogramado será o segundo jogo, e o primeiro jogo será aquele regularmente
programado para essa data.
(g) Entre jogos de uma rodada dupla, ou sempre que um jogo é paralisado
por causa de más condições do campo de jogo, o árbitro principal deve ter o
controle dos encarregados da manutenção do campo e seus auxiliares, a fim de
deixar o campo de jogo em condições adequadas para a partida.
PENALIDADE: Por violação desta regra, o árbitro principal pode confiscar o
jogo (“forfeited game”) a favor da equipe visitante.
5.00 – O JOGO
5.01
Iniciando o Jogo (“Play Ball”)
a) Na hora marcada para iniciar o jogo, os jogadores da equipe local
devem ocupar suas posições defensivas, o primeiro batedor da equipe visitante
deve ocupar sua posição no “batter’s box”, o árbitro de “home” deve declarar
“PLAY”, e o jogo deve começar.
(b) Depois que o árbitro declara “PLAY”, a bola está viva e em jogo, e
assim permanece até que, por causa legal ou porque o árbitro declara “TIME”
para paralisar o jogo, se torne morta.
(c) O arremessador deve efetuar o arremesso ao batedor, que pode
escolher entre rebater a bola ou deixá-la passar.
5.02
Posições Defensivas
Quando a bola é posta em jogo no início de uma partida, ou durante uma
partida, todos os defensores, com exceção do receptor, devem estar em
território “fair”.
(a) O receptor deve colocar-se logo atrás do “home
plate”. Ele pode deixar sua posição a qualquer momento para apanhar
um arremesso ou fazer uma jogada, exceto quando estão sendo concedidos quatro
“balls” intencionais (“intentional base on balls”) ao batedor, e nesse caso tem
de permanecer com ambos os pés dentro das linhas do “catcher’s box” até que a
bola 0deixe a mão do arremessador.
PENALIDADE: “Balk”.
(b) O arremessador deve estar posicionado legalmente quando vai
arremessar a bola ao batedor.
(c) Posicionamento do defensor do campo interno
Qualquer defensor, que não seja o arremessador e o receptor, pode
posicionar-se em qualquer lugar em território “fair”, exceto nos casos
descritos abaixo:
(i)
No momento em que o arremessador está
sobre o “pitcher’s plate” e inicia o movimento natural associado com o
arremesso da bola ao batedor, a equipe na defensiva tem de ter um mínimo de quatro jogadores
(além do arremessador e do receptor), com ambos os pés completamente na frente
do limite externo da parte de terra do campo interno.
(ii)
No momento em que o arremessador solta
a bola para arremessar ao batedor, a equipe na defensiva tem de ter um mínimo
de quatro jogadores (além do arremessador e do receptor), com ambos os pés
completamente na frente do limite externo da parte de terra do campo interno,
pelo menos dois deles têm de ser posicionado com ambos os pés inteiramente sobre cada lado da segunda base; e
(iii)
Do momento em que o arremessador solta
a bola para efetuar o primeiro arremesso ao primeiro batedor de um
meio-“inning”, os dois defensores do campo interno em cada lado da segunda base
não podem mudar de lados, ou mover-se para uma posição que não seja o seu lado
do campo interno, até o “inning” ser completado. Não obstante o precedente,
qualquer defensor do campo interno pode mudar de lados, ou mover-se para
qualquer outra posição no momento de uma substituição por um dos jogadores da
defensiva (além da mudança de um arremessador <que substitui o arremessador
por um jogador que já não está mais no jogo). Qualquer jogador que substitui
legalmente um defensor do campo interno durante um “inning” também não pode
mudar de lados ou mover-se para uma posição que não seja o seu lado do campo
interno do momento em que o arremessador solta a bola para efetuar o primeiro
arremesso em seguida à substituição para terminar esse meio-“inning” (exceto na
ocorrência de uma subsequente substituição durante esse meio-“inning”.
Comentário – Regra 5.02 (c): Os árbitros devem ter em mente que o
propósito da regra sobre posicionamento do defensor do campo interno é prevenir
a defensiva de ter mais do que dois defensores do campo interno em cada lado da
segunda base na tentativa de antecipar onde o batedor baterá a bola, antes do
arremesso da bola. Se, na opinião do árbitro, qualquer defensor tenta evitar os
propósitos desta Regra 5.02 (c), o árbitro deve fixar a penalidade mencionada
abaixo.
PENALIDADE: Se a equipe na defensiva violar a Regra 5.02 (c), o arremesso deve ser declarado um “ball”, e a bola torna-se morta, a menos que o batedor alcance a primeira base através de um “hit” (rebatida indefensável), um erro, uma base por “balls” (quatro “balls”), por ter sido atingido pelo arremesso, ou de outra maneira, e todos os outros corredores avancem pelo menos uma base, caso em que a jogada continua sem referência à infração. Se qualquer outra jogada segue a infração cometida (exemplos: “fly” de sacrifício, “bunt” de sacrifício, etc.), o técnico da ofensiva pode avisar o árbitro de “home” que ele dispensa a pena e aceita a jogada. Tal escolha deve ser feita imediatamente quando termina a jogada.
NOTA: Um defensor, exceto o receptor, não deve se posicionar em território “foul” antes de o arremessador efetuar o arremesso ao batedor. Uma infração a esta regra, porém, não resulta em penalidade. Se o árbitro perceber que algum defensor se encontra nessa situação, deverá adverti-lo, imediatamente, e, após mandar se posicionar corretamente, continuar o jogo. Se, entretanto, ocorrer uma jogada antes da advertência do árbitro, o resultado dessa jogada não será anulado, a menos que a equipe na defensiva leve alguma vantagem em razão do posicionamento ilegal do defensor.
5.03 "Coaches” de Base
(a) A equipe na ofensiva deve colocar dois “base coaches” no campo
durante a sua vez de bater, um perto da primeira base e outro perto da terceira
base.
(b) “Base Coaches” devem ser limitados a dois e devem estar com o
uniforme da equipe.
(c) “Base Coaches” têm de permanecer dentro do “coach’s box”, de acordo
com esta Regra, exceto quando há jogada em sua base, quando ele pode deixar sua
área para mandar um corredor deslizar, avançar ou retornar a uma base; desde,
porém, que não atrapalhe a jogada de alguma maneira. Os “base coaches” não
devem tocar o corredor, a não ser no momento de troca de equipamento; não devem
ter contato físico com ele, principalmente quando estão dando sinais para
orientá-lo.
PENALIDADE: Se um “coach” está posicionado mais perto do “home plate” do que do
“coach’s box”, ou mais perto do território “fair” do que do “coach’s box”,
antes de uma bola rebatida passar por ele, o árbitro deve –após reclamação do
técnico da equipe oponente – aplicar rigorosamente a regra. O árbitro deve
advertir o “coach” e instruí-lo para retornar ao “box”. Se ele não retornar,
será removido do jogo. Além disso, “coaches” que infringem esta Regra podem ser
punidos pelo Escritório do Comissário.
NOTA 1: É permitido que o técnico ocupe o lugar de um “base coach” designado
para o jogo.
NOTA 2: Desde que não atrapalhe uma jogada, o “coach” pode sair do
“coach’s box” para orientar seus corredores. Não é permitido, porém, que o
“coach” da 3ª base chegue perto do “home plate” para orientar o corredor que
está tentando anotar ponto.
5.04
Batedor
(a) Ordem de
Batedores
(1) Cada jogador da equipe na ofensiva deve bater na ordem em que seu
nome aparece no formulário de escalação (“Batting Order”) de sua equipe.
(2) A ordem de batedores deve ser seguida do começo ao fim do jogo, a
menos que um jogador seja substituído por outro. Nesse caso, o substituto deve
ocupar o lugar do jogador substituído na ordem de batedores.
(3) O primeiro batedor em cada “inning” depois do primeiro “inning” deve
ser o jogador cujo nome vem em seguida ao do último jogador que completara
legalmente a sua vez de bater no “inning” anterior.
(b) “Batter’s Box”
(1) O batedor deve posicionar-se rapidamente no “batter’s box” quando
chega a sua vez de bater.
(2) O batedor não deve deixar a sua posição no “batter’s box” depois que
o arremessador assume a Posição “Set” ou inicia o “Windup”. PENALIDADE: Se
o arremessador efetuar o arremesso, o árbitro deverá declarar “BALL” ou
“STRIKE”, de acordo com sua apreciação.
PENALIDADE: Se o arremessador joga a bola, o árbitro deve declarar “Ball” ou
“Strike”.
Comentário – Regra 5.04 (b) (2): O batedor que sai do “batter’s box” corre o risco de ser surpreendido
com um arremesso “strike”, a menos que peça “TIME” ao árbitro. O batedor não
tem liberdade de entrar no/sair do “batter’s box” a seu bel-prazer.
Uma vez que tenha se posicionado no “batter’s box”, o batedor não deve
ter permissão para sair dessa área para usar o saquinho de resina ou alcatrão
de pinho, a menos que esteja havendo uma demora no andamento do jogo ou, na
opinião dos árbitros, as condições climáticas justifiquem uma exceção.
Os árbitros não devem declarar “TIME” a pedido do batedor ou de qualquer
membro de sua equipe, uma vez que o arremessador tenha iniciado o “Windup” ou
assumido a Posição “Set”, mesmo que o batedor alegue “poeira em seus olhos”,
“óculos embaçados”, “que não viu o sinal”, ou por qualquer outra causa.
Os árbitros podem atender ao pedido de “TIME” de um batedor, mesmo após
ele ter entrado no “batter’s box”, mas não devem permitir que os batedores
saiam do “batter’s box”, sem motivo algum. Se os árbitros não forem
condescendentes, os batedores entenderão que, uma vez dentro do “batter’s box”,
têm de permanecer lá até que a bola seja arremessada. Vide Regra 5.04 (b) (4).
Se o arremessador demora demais depois que o batedor se posiciona no
“batter’s box”, o árbitro pode permitir que esse batedor saia momentaneamente
do “box” se julgar que a demora é injustificada.
Se, com corredor(es) em base, o arremessador –na Posição “Windup” ou
Posição “Set”– não completa o arremesso porque o batedor, inadvertidamente, faz
com que ele interrompa os movimentos, o árbitro não deve declarar um “balk”.
Tanto o arremessador como o batedor infringiram uma regra. O árbitro deve
declarar “TIME” e ordenar que ambos comecem novamente desde o princípio.
O parágrafo seguinte deve ser acrescentado ao Comentário – Regra 5.04
(b) (2) para jogo da “Minor League”:
Se, com corredor(es) em base, o arremessador –após iniciar o “Windup” ou
assumir a Posição “Set”– não completa o arremesso porque o batedor sai do
“box”, o árbitro não deve declarar um “balk”. Tal ação do batedor deve ser
tratada como uma violação da Regra sobre “Batter’s Box”, e ele está sujeito às
penalidades estipuladas na Regra 5.04 (b) (4) (A).
(3) Se o batedor se recusa a ocupar sua posição no “batter’s box” na sua
vez de bater, o árbitro deve declarar um “STRIKE”. A bola torna-se morta e
nenhum corredor pode avançar. Depois dessa penalidade, o batedor pode se
posicionar corretamente no “batter’s box”; a contagem regular de “ball” e
“strike” deve continuar. Se o batedor não ocupar sua posição correta antes de
serem contados três “strikes”, será declarado “out”.
Comentário – Regra 5.04 (b) (3): Após declarar um “strike” de acordo com a Regra 5.04 (b) (3), e antes
de declarar “strikes” sucessivos de acordo com a Regra 5.04 (b) (3), o árbitro
deve dar ao batedor uma oportunidade razoável para ele se posicionar
corretamente no “batter’s box”.
(4) Regras
Sobre “Batter’s Box”
(A) Durante o tempo que fica posicionado no “batter’s box”, na sua vez
de bater, o batedor deve manter pelo menos um pé dentro das linhas, a menos que
seja aplicada uma das seguintes exceções, e nesse caso ele pode sair do “box”,
mas não da área de terra que circunda o “home plate”:
(i) O batedor gira o “bat” para tentar rebater o arremesso.
(ii) Há apelação a um árbitro de base sobre um “swing” interrompido.
(iii) O batedor é surpreendido, ou forçado a sair do “batter’s box”, por
um arremesso.
(iv) Um membro de qualquer das equipes pede “TIME” e o árbitro atende à
solicitação.
(v) Um jogador da defensiva tenta uma jogada sobre um corredor em
qualquer base.
(vi) O batedor simula um “bunt”.
(vii) Ocorre um “wild pitch” ou “passed ball”.
(viii) O arremessador deixa a área de terra do montículo depois de
receber a bola.
(ix) O receptor deixa o “catcher’s box” para transmitir senhas da
defensiva aos companheiros.
Se o batedor deixa o “batter’s box”, intencionalmente, e retarda o jogo,
e nenhuma das exceções relacionadas na Regra 5.04 (b) (4) (A) (i) a (ix) é
aplicada, o árbitro deve adverti-lo quando ele viola esta Regra pela primeira
vez num jogo. Para a segunda violação e violações subsequentes desta Regra num
jogo, o Escritório do Comissário pode aplicar uma penalidade
adequada. Em jogo da “Minor League”, para a segunda violação
e violações subsequentes desta Regra num jogo, o árbitro deve conceder um
“strike”, sem que o arremessador tenha de efetuar o arremesso. A bola torna-se
morta e nenhum corredor pode avançar.
(B) O batedor pode deixar o “batter’s box” e a área de terra que
circunda o “home plate” quando é declarado “Time”:
(i) em caso de acidente com ferimento ou que possa ter causado
ferimento;
(ii) para substituição de jogador(es);
(iii) para uma das equipes se reunir.
Comentário – Regra 5.04 (b) (4) (B): Os árbitros devem aconselhar o batedor
seguinte a entrar rapidamente no “batter’s box” depois que o batedor precedente
alcança uma base ou é eliminado.
(5) Posição legal do batedor: O batedor deve posicionar-se com ambos os
pés dentro do “batter’s box”.
REGRA APROVADA: As linhas que definem o “box” estão dentro do “batter’s box”.
(c)
Quando o Batedor Completa a Sua Vez de Bater
Um batedor completa
legalmente a sua vez de bater quando é eliminado ou se torna um corredor.
5.05
Quando o Batedor se Torna um Corredor
(a) O batedor torna-se um corredor quando:
(1) Acerta uma rebatida “fair”.
Comentário – Regra 5.05 (a): Se o batedor rebate um arremesso que toca o solo
primeiro, a ação seguinte deve ser a mesma de quando ele rebate uma bola em
voo.
(2) O terceiro “strike” declarado pelo árbitro não é agarrado, desde que
(1) a primeira base não esteja ocupada, ou (2) haja duas eliminações quando a
primeira base está ocupada.
Comentário – Regra 5.05 (a) (2): Um batedor que não percebe sua situação
num terceiro “strike” não agarrado, e que por isso não tenta avançar à primeira
base, deve ser declarado eliminado tão logo deixe o círculo de terra que
circunda o “home plate”.
(3) Se o arremesso toca o solo e pula através da zona de “strike”, é um
“ball”. Se tal arremesso toca o batedor, este deve ser autorizado a ir à
primeira base. Se, depois de dois “strikes”, o batedor gira o “bat” (faz
“swing”) para tentar rebater esse arremesso e não faz contato com a bola,
deve-se considerar que não houve pegada legal para os propósitos das Regras
5.05 (b) e 5.09 (a) (3).
(4) Uma bola “fair”, após passar um defensor, exceto o arremessador, ou
após ter contato com um defensor, incluindo o arremessador, atinge um árbitro
ou corredor, em território “fair”.
(5) Uma bola “fair fly” passa sobre uma cerca, ou cai nas arquibancadas,
a uma distância de 250 pés (76,20 m) ou mais do “home base”. Tal rebatida dá ao
batedor o direito a um “home run” (quadrangular), desde que ele toque todas as
bases legalmente. Uma bola “fair fly” que sai do campo de jogo num ponto com menos de 250 pés do
“home base” dá ao batedor o direito de avançar somente até a segunda base.
(6) Uma bola “fair”, após tocar o solo, pula para as arquibancadas, ou
passa através, por cima ou por baixo de uma cerca, ou através ou por baixo de
um placar, ou através ou por baixo de uma cerca viva. Nesse caso, o batedor e
os corredores devem ser autorizados a avançar duas bases.
(7) Qualquer bola “fair” que, antes ou depois de tocar o solo, passa
através ou por baixo de uma cerca, ou através ou por baixo de um placar, ou
através de alguma abertura na cerca ou placar, ou através ou por baixo de uma
cerca viva, ou fica presa numa cerca ou placar. Nesse caso, o batedor e os
corredores devem ser autorizados a avançar duas bases.
(8) Qualquer bola “fair” que salta após tocar o solo é desviada por um
defensor e cai dentro das arquibancadas, ou passa por cima ou por baixo de
uma cerca, em território “fair” ou “foul”. Nesse caso, o batedor e todos os
corredores devem ser autorizados a avançar duas bases.
(9) Qualquer bola “fair fly” é desviada por um defensor e cai dentro das
arquibancadas, ou passa sobre a cerca, em território “foul”. Nesse caso, o
batedor deve ser autorizado a avançar até a segunda base. Se, porém, a bola
desviada cair dentro das arquibancadas, ou passar sobre a cerca, em território
“fair”, ao batedor será concedido um “home run”. Todavia, se essa bola “fair
fly” for desviada para um ponto com menos de 250 pés (76,20 m) do “home plate”,
o batedor será autorizado a avançar somente duas bases.
NOTA: A concessão de duas bases ao batedor e aos corredores deve ser feita a
partir da posição que eles ocupavam no momento do arremesso.
(b) O batedor torna-se um corredor e adquire o direito de ir à primeira
base, sem o risco de ser eliminado (desde que avance e toque a primeira base),
quando:
(1) O árbitro declara o quarto “ball”.
Comentário – Regra 5.05 (b) (1): Um batedor autorizado a ir à primeira base
em razão de uma base por “balls” (“base on balls”) –incluindo uma concessão da
primeira base a um batedor por um árbitro, após o sinal do técnico da equipe na
defensiva informando sua intenção de deixar o batedor andar (“walk”)– tem de ir
até lá e tocar a almofada, para que outros corredores de base sejam forçados a
avançar. Aplica-se isso quando as bases estão cheias e também quando um
corredor substituto entra no jogo.
Se o corredor que está avançando, pensando que há uma jogada, ultrapassa
deslizando a base antes ou depois de tocá-la, ele pode ser eliminado por toque
de um defensor. Se esse corredor não tocar a base a que tem direito e tentar
avançar além dessa base, poderá ser eliminado se um defensor tocá-lo ou tocar a
base omitida.
(2) É atingido por uma
bola arremessada que ele não tenha tentado rebater, a menos que (A)
isso tenha ocorrido na zona de “strike”, ou (B) ele não tenha tentado se
esquivar da bola.
Se a bola está na zona de “strike” quando atinge o batedor, deve ser
declarado um “STRIKE”, independentemente de ele ter tentado evitar a bola ou
não. Se a bola está fora da zona de “strike” quando atinge o batedor –e este
não tenta evitar ser atingido– deve ser declarado um “BALL”.
REGRA APROVADA: Quando o batedor é atingido por um arremesso, a bola torna-se
morta –mesmo quando ele não adquire o direito de ir à primeira base– e nenhum
corredor pode avançar.
NOTA 1: A posição do batedor –à frente ou atrás do “home plate”– quando é
atingido por um arremesso “strike” não é levada em consideração.
NOTA 2: Mesmo nos casos em que o arremesso atinge o batedor, fora da zona
de “strike”, o árbitro poderá declarar um “strike” se julgar que esse
arremesso teria passado na zona de “strike” não fosse o contato com o batedor,
independentemente de este ter tentado se esquivar da bola ou não.
NOTA 3: Somente o árbitro de “home” pode julgar e decidir se o batedor
tentou ou não se esquivar do arremesso; se ele achar que o acidente foi
inevitável devido à natureza da bola arremessada, deverá conceder-lhe a
primeira base.
NOTA 4: Quando um arremesso toca o solo e atinge o batedor apesar de
ele ter tentado se esquivar da bola, o árbitro deve conceder-lhe a primeira
base. Exclui-se, entretanto, o caso em que o batedor é atingido por um
arremesso que toca o solo após ter passado pela zona de “strike”.
Comentário – Regra 5.05 (b) (2): Um batedor não deve ser considerado
“atingido por um arremesso” se a bola toca somente a joia que ele está usando
(por exemplo: colar, bracelete etc.).
(3) O receptor ou qualquer defensor interfere na sua ação. Se ocorrer
uma jogada a despeito da Interferência, o técnico da equipe na ofensiva poderá
avisar o árbitro de “home” sobre sua decisão de renunciar à penalidade da
Interferência e aceitar a jogada. Tal escolha deve ser feita imediatamente
depois de concluída a jogada. Entretanto, se o batedor chegar à primeira base
por meio de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por
“balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit
batsman”), ou de outra maneira, e todos os demais corredores avançarem pelo
menos uma base, a jogada prosseguirá sem levar em conta a Interferência.
Comentário – Regra 5.05 (b) (3): Se a Interferência do receptor for
declarada com uma jogada em andamento, o árbitro permitirá que essa jogada
continue, porque o técnico poderá preferir aceitar a jogada. Se o
batedor-corredor deixa de tocar a primeira base, ou um corredor omite a base
seguinte, tais jogadores devem ser considerados como se tivessem chegado a essas bases,
conforme está estabelecido em NOTA da Regra 5.06 (b) (3) (D).
Exemplos de jogadas que o técnico pode preferir aceitar:
1. Corredor na terceira base, um “out”. O batedor acerta um “fly” para o
campo externo. O corredor deixa a base legalmente e anota ponto, mas é
declarada uma Interferência do receptor. O técnico da equipe na ofensiva pode
preferir aceitar o ponto e a eliminação do batedor ou optar pela permanência do
corredor na terceira base e concessão da primeira base ao batedor.
2. Nenhum “out”, corredor na segunda base. O batedor, apesar da
Interferência do receptor, executa “bunt” e envia o corredor para a terceira
base, mas é eliminado na primeira base. O técnico da equipe na ofensiva pode
escolher entre ter um corredor na terceira base, com uma eliminação, ou ter
corredor na primeira e na segunda bases, sem eliminação.
Se um corredor estiver tentando anotar ponto por meio de um “steal”
(roubo de base) ou “squeeze play” (jogada de pressão) a partir da terceira
base, será aplicada uma penalidade adicional. Vide Regra 6.01 (g).
Se o receptor tiver contato com o batedor antes que o arremessador solte
a bola, isso não será interpretado como uma Interferência sobre esse batedor,
de acordo com a Regra 5.05 (b) (3). Em tais casos, o árbitro deve declarar
“TIME” e ordenar que o arremessador e o batedor recomecem desde o início.
NOTA 1: A opção pela jogada deve ser feita imediatamente depois de
concluída essa jogada. A escolha feita não pode ser alterada uma vez que ela
tenha sido comunicada ao árbitro.
NOTA 2: Caso o técnico opte pela penalidade da Interferência, deve-se
aplicar a seguinte interpretação: Se o receptor ou qualquer defensor estorvar um
batedor ou impedir que ele rebata uma bola arremessada, será concedida a
primeira base a esse batedor; e se no momento em que a falta é cometida um
corredor estiver tentando anotar ponto por meio de um “steal” (roubo de base)
ou “squeeze play” (jogada de pressão) a partir da terceira base, a bola ficará
fora de jogo (bola morta), o corredor da terceira base anotará ponto e ao
batedor será concedida a primeira base. Se a Interferência da Defensiva for
cometida quando o corredor da terceira base não está tentando anotar ponto por
meio de “steal” ou “squeeze play”, a bola estará morta, ao batedor será
concedida a primeira base e os corredores que, em razão disso, forem obrigados
a desocupar suas bases poderão avançar. Os corredores que não estavam tentando
roubar base, ou não tinham a obrigação de deixar suas bases, deverão permanecer
nas bases que estavam ocupando no momento da Interferência.
(4) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor atinge um
árbitro ou um corredor, em território “fair”.
Se uma bola “fair” toca um árbitro depois de ter passado um defensor,
exceto o arremessador, ou depois de ter tido contato com um defensor, incluindo
o arremessador, a bola permanece em jogo.
5.06 Correndo as Bases
(a) Ocupando a
Base
(1) Um corredor adquire o direito a uma base desocupada quando a
toca antes de ser eliminado. Ele pode, então, permanecer nessa base até ser
eliminado ou até que seja forçado a deixá-la vaga para outro corredor que tenha
obtido legalmente o direito de ocupá-la.
Comentário – Regra 5.06 (a)/Regra 5.06 (c): Se um corredor
adquire legalmente o direito a uma base, e o arremessador assume sua posição de
arremesso, tal corredor não pode retornar à base anteriormente ocupada.
(2) Dois corredores não podem ocupar uma base, mas se,
enquanto a bola está viva, dois corredores estão tocando uma base, o corredor
subsequente será eliminado quando for tocado, e o corredor precedente terá o
direito de ocupar essa base, a menos que seja aplicada a Regra 5.06 (b) (2)
(b) Avançando nas Bases
(1) Ao avançar, um corredor deve tocar a primeira, segunda e terceira
base e o “home base”, nessa ordem. Se for forçado a retornar, deverá tocar
todas as bases em ordem inversa, a menos que a bola esteja morta sob qualquer
das disposições da Regra 5.06 (c). Em tais casos, o corredor pode ir
diretamente à base de origem.
NOTA 1: Mesmo que tenha adquirido o direito de avançar, sem o risco de ser
eliminado, devido a uma jogada ocorrida enquanto a bola estava em jogo
(exemplos: lançamento descontrolado, “home run”, rebatida “hit” que sai do
campo de jogo etc.), o corredor que tiver de avançar ou retornar a uma base
terá de tocar legalmente cada base.
NOTA 2: O corredor deve, obrigatoriamente, retornar e retocar uma base se:
(1) avança para a base seguinte enquanto uma bola “fly” está em voo, e essa
bola é agarrada legalmente por um defensor –Vide Regra5.09 (b) (5); (2) passa
por uma base, sem tocá-la –Vide Regra 5.09 (c) (2); (3) está na iminência de
ultrapassar um corredor precedente –Vide Regra 5.09 (b) (9); se ambos tiverem
de retornar, deverão fazê-lo também em ordem inversa, e sem que o corredor
precedente ultrapasse o subsequente.
(2) Numa jogada em que um corredor é forçado
a avançar pelo batedor que se tornara um corredor, dois corredores estão
ocupando uma base para a qual o corredor subsequente é obrigado a ir. Nesse
caso, o corredor subsequente tem o direito de ocupar essa base, e o corredor precedente
será eliminado quando for tocado, ou quando um defensor, de posse da bola,
pisar a base para a qual ele (corredor precedente) é obrigado a avançar.
(3) Cada corredor, com exceção do batedor, pode avançar uma base, sem o
risco de ser eliminado, quando:
(A) É declarado um “balk”.
(B) O avanço do batedor, sem o risco de ser eliminado, obriga-o a deixar
a base que está ocupando; ou uma bola “fair” que não tenha tido contato com um
defensor, incluindo o arremessador, ou não tenha passado um defensor, exceto o
arremessador, atinge outro corredor ou o árbitro (somente se for forçado a
avançar).
Comentário – Regra 5.06 (b) (3) (B): Um corredor que tenha sido forçado a
avançar, sem o risco de ser eliminado, pode ultrapassar a base que lhe fora
concedida, mas a seu próprio risco. Mesmo que tal corredor forçado a avançar
seja eliminado após ultrapassar a base e complete a terceira eliminação antes
que um corredor precedente, também forçado a avançar, toque o “home plate”, o
direito desse corredor precedente avançar não é afetado; ele pode anotar ponto.
JOGADA: Duas eliminações, bases cheias. O batedor anda (base por “balls”),
mas o exultante corredor da segunda base, ao ultrapassar a terceira base e dar
alguns passos em direção ao “home”, é eliminado pela bola lançada pelo receptor
(“tag out”). Embora isso tenha ocorrido depois de dois “outs”, o ponto é
válido, uma vez que o corredor da 3ª base já havia sido “empurrado” para “home”
pelo batedor que obtivera base por “balls” (“base on balls”), e o que os
corredores precisavam fazer era avançar e tocar a base seguinte.
NOTA: Esta regra deve ser aplicada somente quando o batedor obtém “ball four”
(quatro “balls”) e força o avanço dos corredores em base às bases
seguintes, sem o risco de serem eliminados.
(C) Um defensor, após apanhar uma bola “fly”, pisa qualquer área fora de
jogo ou cai para dentro de qualquer área fora de jogo.
Comentário – Regra 5.06 (b) (3) (C): Se um defensor, após efetuar uma pegada
legal (“legal catch”), pisa qualquer área fora de jogo, ou cai para dentro de
qualquer área fora de jogo, a bola torna-se morta e cada corredor deve avançar
uma base, sem o risco de ser eliminado, a partir da última base tocada
legalmente no momento em que o defensor pisou/caiu para dentro de tal área fora
de jogo.
(D) Enquanto está tentando roubar uma base, o batedor sofre
Interferência do receptor ou de qualquer outro defensor.
NOTA: Este item da regra não deve ser aplicado quando há corredor na
base que está sendo roubada, a menos que esse corredor também esteja tentando
roubar a base seguinte. Assim, se a base para a qual o corredor está tentando
avançar estiver ocupada, e se o corredor dessa base não estiver tentando roubar
a base seguinte, o avanço do corredor subsequente não será permitido, apesar de
ele ter tentado um roubo de base. Este item da regra não deve ser aplicado
também se o corredor da base que está sendo roubada estiver simplesmente fora
da almofada, sem intenção de avançar à base seguinte.
NOTA: Quando um corredor adquire o direito de ir a uma base, sem o risco de
ser eliminado, enquanto a bola está em jogo (ou, de acordo com alguma regra,
está em jogo depois que o corredor chega à base que lhe fora concedida), e
deixa de tocar tal base antes de tentar avançar à base seguinte, ele perde a
proteção contra o risco de ser eliminado, ou seja, ele poderá ser eliminado se
for tocado antes de retornar à base omitida, ou se essa base for tocada.
NOTA: Por exemplo, rebatida “hit” entre o jardineiro central (“center
fielder”) e o jardineiro esquerdo (“left fielder”). Este último, na tentativa
de parar a bola, atirou sua luva contra ela. (A bola teve contato com a luva e
rolou em direção à cerca do fundo.). O batedor-corredor, que adquirira o
direito de avançar três bases, deu alguns passos rumo ao “home base”, mas ao
perceber, no meio do caminho, que omitira a terceira base, tentou retornar para
pisá-la. A essa altura, porém, ele já não poderia voltar sem o risco de ser
eliminado, pois, num caso como esse, a bola continua viva e em jogo. Portanto,
se um defensor apelar após tocá-lo ou tocar a terceira base, ele será
eliminado. Vide Regra 5.06 (b) (4) (C).
(E) Um defensor remove seu boné, máscara ou qualquer parte do seu
uniforme do lugar onde normalmente são usados e toca, intencionalmente, uma
bola arremessada. A bola permanece em jogo e a concessão é feita a partir da
posição do corredor no momento em que a bola foi tocada.
(4) Cada corredor, incluindo o batedor-corredor, pode avançar, sem o
risco de ser eliminado:
(A) Para “home base” e anotar um ponto, se uma bola “fair” sai do
campo de jogo, em voo, ou uma bola “fair” que, na
opinião do árbitro, poderia ter saído do campo de jogo, em voo, é desviada pela
ação de um defensor, que atira sua luva, seu boné ou qualquer peça do
seu uniforme com esse objetivo. Em ambos os casos, é necessário que
cada corredor toque legalmente todas as bases.
NOTA 1: Se uma bola “fair” que, na opinião do árbitro, teria claramente
saído do campo de jogo, em voo, for tocada por um espectador ou atingir um
pássaro, será declarado um “home run”. Se uma bola lançada, ou uma bola
rebatida que está em voo, atingir um pássaro, o jogo deverá prosseguir
normalmente; a bola permanecerá em jogo e continuará sendo considerada “em
voo”. Entretanto, se essa bola lançada ou rebatida atingir um pássaro ou um
animal que está sobre o solo, não será mais considerada “em voo”, mas permanecerá
em jogo. Ainda, se um arremesso atingir um pássaro, a bola estará morta, e esse
arremesso não será contado. Se um cão ou outro animal segurar com os dentes uma
bola rebatida “fair”, uma bola lançada, ou uma bola arremessada, o jogo será
paralisado; a bola estará morta e a decisão sobre o lance ficará a critério do
árbitro.
NOTA 2: Deve-se aplicar este item da regra mesmo que a bola desviada pela
luva ou qualquer peça do uniforme (boné, por exemplo) atirada por um defensor
caia dentro do campo de jogo.
(B) Três bases, se um defensor remove seu boné, máscara ou qualquer
parte do seu uniforme do lugar onde normalmente são usados e toca,
intencionalmente, uma bola “fair”. A bola permanece em jogo e o batedor pode
avançar para “home”, a seu risco.
(C) Três bases, se um defensor atira sua luva, intencionalmente, e toca
uma bola “fair. A bola permanece em jogo e o batedor pode avançar para “home”,
a seu risco.
NOTA: Deve-se aplicar este item da regra mesmo que essa bola “fair” tenha sido
tocada por um defensor.
(D) Duas bases, se um defensor remove seu boné, máscara ou qualquer
parte do seu uniforme do lugar onde normalmente são usados e toca,
intencionalmente, uma bola lançada. A bola permanece em jogo.
(E) Duas bases, se um defensor atira sua luva, intencionalmente, e toca
uma bola lançada. A bola permanece em jogo.
Comentário – Regra 5.06 (b) (4) (B) a (E): Ao aplicar os itens
(B-C-D-E), o árbitro tem de estar seguro de que a luva atirada ou o boné,
máscara etc. removidos do lugar onde normalmente são usados tocaram a bola. Não
haverá penalidade se a bola não for tocada.
A penalidade referente aos itens (C-E) não deve ser aplicada contra um
defensor cuja luva é arrancada de sua mão pela força de uma bola rebatida ou
lançada, ou quando sua luva escapa da mão no momento em que faz um visível
esforço para efetuar uma pegada legal.
NOTA: Nos atos mencionados em (B-C-D-E) desta regra, o ponto de partida
para concessão de bases é a posição que o corredor ocupava no momento em que a
luva atirada pelo defensor ou o boné, máscara etc. removidos do lugar onde
normalmente são usados atingiram a bola rebatida ou lançada.
(F) Duas bases, se uma bola “fair” salta ou é desviada para dentro das
arquibancadas situadas fora das linhas de “foul” da primeira ou terceira base;
ou passa através ou por baixo de uma cerca do campo, ou através ou por baixo de
um placar, ou através ou por baixo de uma cerca viva; ou fica presa em tal
cerca, placar ou cerca viva.
(G) Duas bases quando, sem espectadores dentro do campo de jogo, uma
bola lançada entra nas arquibancadas ou num “bench” –sem levar em conta se ela
salta de volta ao campo ou não–, ou passa por cima, por baixo ou através da
cerca do campo, ou cai na parte inclinada da tela estendida sobre o “backstop”
(barreira situada atrás do “home plate”), ou fica presa nas malhas da tela de
arame que protege os espectadores. A bola torna-se morta. Quando tal lançamento
descontrolado é a primeira jogada de um defensor do campo interno, o árbitro,
ao conceder tais bases, deve basear-se na posição dos corredores no momento em
que a bola foi arremessada; em todos os outros casos, o árbitro deve basear-se
na posição dos corredores no momento em que o lançamento descontrolado foi
efetuado.
REGRA APROVADA: Se todos os corredores, inclusive o batedor-corredor, tiverem avançado
pelo menos uma base quando um defensor do campo interno faz um lançamento
descontrolado na primeira jogada depois do arremesso, a concessão será feita
com base na posição dos corredores no momento em que o lançamento descontrolado
foi efetuado.
Comentário – Regra 5.06 (b) (4) (G): Em certas circunstâncias é impossível
conceder duas bases a um corredor. Exemplo: Corredor na primeira base. O
batedor acerta um “fly” curto ao jardim direito (“right field”). O corredor
para entre a primeira e a segunda bases; enquanto isso, o batedor-corredor
passa pela primeira base e fica atrás dele. O jardineiro direito não
consegue efetuar a defesa e, ao fazer o lançamento à primeira base, manda a
bola para dentro das arquibancadas.
REGRA APROVADA: Visto que quando a bola está morta nenhum corredor pode avançar
além da base que lhe é concedida, o corredor que estava originalmente na
primeira base vai à terceira base, e o batedor-corredor fica na segunda base.
A expressão “no momento em que o lançamento descontrolado foi efetuado”
refere-se ao momento em que a bola lançada saiu realmente da mão do jogador, e
não ao momento em que ela fez contato com o solo, passou um defensor que estava
tentando apanhá-la ou ficou fora de jogo dentro das arquibancadas.
A posição do batedor-corredor no momento em que a bola lançada
descontroladamente saiu da mão do jogador é a chave para decidir a concessão de
bases. Se o batedor-corredor não tiver chegado à primeira base, a
concessão será de duas bases a todos os corredores a partir da base que
ocupavam no momento em que o arremesso foi efetuado. A decisão sobre a posição
do batedor-corredor –se ele havia chegado ou não à primeira base antes do
lançamento– fica a critério do árbitro.
Se ocorrer uma jogada rara em que o primeiro lançamento de um defensor
do campo interno cai dentro das arquibancadas ou do “dugout”, mas o batedor não
se torna um corredor –como no caso em que o receptor, na tentativa de eliminar
o corredor da terceira base que está avançando para anotar ponto num “passed
ball” ou “wild pitch”, manda a bola para as arquibancadas–, a concessão de duas
bases será da posição dos corredores no momento do lançamento. (Para o
propósito da Regra 5.06 (b) (4) (G), um receptor é considerado um defensor do
campo interno.)
JOGADA: Corredor na primeira base, rebatida “ground” ao campo interno. O
interbases efetuou a defesa e lançou para a segunda base, mas tarde demais para
eliminar o corredor nessa base. Em seguida, o defensor da segunda base fez um
mau lançamento à primeira base, depois que o batedor-corredor já havia passado
pela base.
DECISÃO: O corredor que havia chegado à segunda base anota ponto e o
batedor-corredor vai à terceira base. (Nesta jogada, se o batedor-corredor não
tivesse chegado à primeira base quando foi feito o lançamento, ser-lhe-ia
concedida a segunda base.)
(H) Uma base, se uma bola arremessada ao batedor, ou lançada a uma base
por um arremessador posicionado sobre o “pitcher’s plate”, para surpreender um
corredor, entra nas arquibancadas ou num “bench”, ou passa sobre a/através da
cerca do campo ou “backstop”. A bola torna-se morta.
REGRA APROVADA: Quando um arremesso (“wild pitch” ou “passed ball”) passa através
ou ao lado do receptor, ou é desviado por ele, e vai diretamente para dentro de
um “dugout” ou arquibancadas, ou além da abertura existente na cerca, ou entra
em qualquer área onde a bola fica morta, a cada corredor deve ser concedida uma
base. Deve-se conceder uma base também se o arremessador, enquanto está em
contato com o “pitcher’s plate”, lança a uma base e a bola vai diretamente
para dentro das arquibancadas ou a qualquer área onde a bola fica morta.
Se, contudo, a bola arremessada ou lançada passa através ou ao lado do
receptor ou de um defensor, e, em seguida, enquanto permanece dentro do campo
de jogo, é chutada ou desviada para dentro de um “dugout”, arquibancadas ou
outra área onde a bola fica morta, a concessão deve ser de duas bases a partir
da posição dos corredores no momento do arremesso ou lançamento.
(I) Uma base, se o batedor se torna um corredor no quarto “Ball” ou
terceiro “Strike” quando o arremesso passa o receptor e se aloja na máscara ou
equipamento do árbitro.
Se o batedor se torna um corredor num “wild pitch” que dá aos corredores
o direito de avançar uma base, o batedor-corredor deve ser autorizado a avançar
somente até a primeira base.
Comentário – Regra 5.06 (b) (4) (I): O fato de um corredor ter adquirido o
direito de avançar uma ou mais bases, sem o risco de ser eliminado, não o
isenta da responsabilidade de tocar a base que lhe fora concedida e todas as
bases intermediárias. Por exemplo: Rebatida “ground” para o campo interno. O
defensor que efetuou a defesa fez um mau lançamento e mandou a bola para as
arquibancadas. O batedor-corredor foi à segunda base, mas deixou de pisar a
primeira base. Embora tenha sido autorizado a ir à segunda base, ele poderá ser
eliminado por ter omitido a primeira base se, depois de o árbitro colocar a
bola em jogo, houver apelação da equipe na defensiva.
Se um corredor for obrigado a retornar a uma base depois de um “catch”
(bola “fly” apanhada no ar), ele terá de retocar a sua base original, mesmo
que, devido a alguma regra de campo ou outra regra, lhe tenham sido concedidas
bases adicionais. Ele poderá retocar enquanto a bola está morta, e a
concessão então será feita a partir da base original.
NOTA: Se o arremesso correspondente ao quarto “ball” ou terceiro
“strike” passar para trás do receptor e for, em seguida, chutada ou desviada
para um “dugout”, arquibancadas ou qualquer área onde a bola fica morta, serão
concedidas duas bases também ao batedor.
(c) Bolas
Mortas (“Dead Balls”)
A bola torna-se morta e os corredores avançam uma base ou retornam às
suas bases, sem o risco de serem eliminados, quando:
(1) Uma bola arremessada toca um batedor, ou a sua roupa, enquanto ele
está posicionado legalmente no “batter’s box”; os corredores avançam se forem
forçados.
(2) O árbitro de “home” estorva o receptor no momento em que ele
está fazendo um lançamento para tentar evitar um roubo de base ou
eliminar um corredor fora da base; os corredores não podem avançar.
NOTA: A Interferência será desconsiderada se o lançamento do receptor eliminar
o corredor.
NOTA: Se o lançamento do receptor provocar um princípio de “run-down play”
(jogada de perseguição), o árbitro deverá declarar “TIME”, imediatamente, e
mandar o corredor retornar à sua base de origem.
Enquanto a bola está morta, nenhum jogador pode ser eliminado, e nenhum
corredor pode avançar ou retornar a uma base, ou anotar ponto, exceto aqueles
que podem avançar uma ou mais bases em razão de atos que ocorreram enquanto a
bola estava viva (tais como –mas não limitados a– um “balk”, um mau lançamento,
uma Interferência, um “home run” ou outra rebatida “fair” para fora do campo de
jogo).
Comentário – Regra 5.06 (c) (2): Interferência do Árbitro pode ocorrer também
quando ele estorva o receptor que está devolvendo a bola ao arremessador.
(3) É cometido um “balk”; os corredores avançam. Vide Penalidade 6.02
(a).
(4) Uma bola é rebatida ilegalmente; os corredores retornam.
(5) Uma bola “foul” não é agarrada, caso em que os corredores retornam a
suas bases. O árbitro principal não deve pôr a bola em jogo até que todos os
corredores tenham retocado suas bases.
(6) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor do campo
interno, incluindo o arremessador, atinge um corredor ou um árbitro, em
território “fair”; ou uma bola “fair” que não tenha passado um defensor do
campo interno, exceto o arremessador, atinge um árbitro; os corredores avançam
se forem forçados.
Se uma bola “fair” passa através ou ao lado de um defensor do campo
interno –nenhum outro defensor do campo interno teria possibilidade de efetuar
a defesa– e toca um corredor imediatamente atrás dele, a jogada deve continuar
normalmente. A bola permanece em jogo e o corredor não deve ser eliminado. Se
uma bola “fair”, após ter sido desviada por um defensor do campo interno, toca
um corredor, o árbitro não deve declará-lo eliminado. A bola permanece em
jogo.
Comentário – Regra 5.06 (c) (6): Se uma bola “fair” toca um árbitro
trabalhando no campo interno, depois de ter passado ao lado ou por cima do
arremessador, ela se torna morta. Se uma bola rebatida desviada por um
defensor, em território “fair”, atinge, enquanto ainda em voo, um corredor ou
um árbitro, e em seguida é apanhada por um defensor, a pegada não é considerada
legal, mas a bola permanece em jogo.
NOTA: Se uma bola “fair” atinge
um árbitro em território “foul”, ela continua viva e em jogo.
(7) Uma bola arremessada fica alojada na máscara ou equipamento do
receptor, ou no corpo, máscara ou equipamento do árbitro, e permanece fora de
jogo; os corredores avançam uma base.
Comentário – Regra 5.06 (c) (7): Um “tip” (bola arremessada que trisca o
“bat”) atinge o árbitro. Mesmo que um defensor apanhe a bola, no rebote, ela
torna-se morta, e o batedor não pode ser eliminado. A mesma orientação deve ser
seguida quando tal “tip” se aloja na máscara ou outro equipamento do
árbitro.
Se um terceiro “strike” passa o receptor e atinge um árbitro, a bola
permanece em jogo. Se essa bola for agarrada por um defensor, no
rebote, antes de tocar o solo, o batedor não será eliminado nessa pegada, mas,
como a bola permanece em jogo, ele poderá ser eliminado na primeira base ou por
toque de um defensor.
Se uma bola arremessada se aloja na máscara ou equipamento do árbitro ou
receptor e permanece fora de jogo, no terceiro “strike” ou quarto “ball”, o
batedor adquire o direito de ir à primeira base, e todos os corredores avançam
uma base. Se a contagem de bolas (“ball count”) sobre o batedor for menos de
três “balls”, os corredores avançam uma base.
Se uma bola é colocada, intencionalmente, dentro do uniforme de um
jogador (por exemplo: no bolso da calça), com o propósito de enganar um
corredor, o árbitro deve declarar “TIME” e conceder pelo menos uma base –ou
mais, se, na sua opinião, a falta cometida pelo defensor justifica uma pena
maior– a todos os corredores.
(8) Um arremesso legal
toca um corredor que está tentando anotar ponto; os corredores avançam.
5.07 Arremessador
(a) Arremesso Legal
Há duas posições legais para arremessar: a Posição “Windup” (“Windup
Position”) e a Posição “Set” (“Set Position”), e ambas podem ser usadas a
qualquer momento.
Os arremessadores devem receber as senhas do receptor enquanto estão em
contato com o “pitcher’s plate”.
Comentário – Regra 5.07 (a): Os arremessadores podem tirar o pé de apoio para trás da placa de
borracha (“pitcher’s plate”) depois de receberem os sinais, mas não podem, em
seguida, dar um passo rápido sobre essa placa e arremessar. Isso pode ser
interpretado como um arremesso apressado (“quick pitch”) pelo árbitro. Quando o
arremessador sai do “pitcher’s plate”, tem de abaixar suas mãos para os lados
do corpo.
Não será permitido que
arremessadores saiam do “pitcher’s plate” cada vez que recebem as senhas.
O arremessador não pode dar um segundo passo em direção ao “home plate”
com um ou outro pé, ou recolocar seu pé de apoio para efetuar o arremesso. Se
houver corredor, ou corredores, em base, será declarado um “balk”, de acordo
com a Regra 6.02 (a); se as bases estiverem desocupadas, a
falta cometida deve ser tratada como um arremesso ilegal, de
acordo com a Regra 6.02 (b).
(1) Posição “Windup”
O arremessador deve ficar de frente para o batedor, com seu pé de apoio
em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé livre. Dessa
posição, qualquer movimento natural relacionado com seu arremesso ao batedor
obriga-o a arremessar sem interrupção ou alteração. Ele não deve
levantar os pés –tanto o pé de apoio como o pé livre– do solo, a não ser no
momento em que vai realmente arremessar a bola ao batedor, quando ele pode dar
um passo para trás e um passo à frente com o pé livre.
Quando um arremessador segura a bola com ambas as mãos à frente do seu
corpo, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o
outro pé livre, ele é considerado na Posição “Windup”.
Comentário – Regra 5.07 (a) (1): É permitido que, na Posição “Windup”, o
arremessador tenha o pé “livre” sobre a/à frente da/atrás da/ou fora da
extremidade da placa de borracha.
Da Posição “Windup” o arremessador pode:
(A) jogar a bola ao batedor, ou
(B) dar um passo e lançar a uma base, numa tentativa de surpreender um
corredor, ou
(C) sair da placa de borracha (após sair da placa, tem de abaixar ambas
as mãos para os lados do corpo).
Para sair da placa de borracha, o arremessador tem de dar um passo para
trás com o pé de apoio primeiro, e não com o pé livre. Ele não pode ir para a
Posição “Set” ou fazer aquele movimento conhecido por “stretch”; se o fizer,
será um “balk”.
NOTA: Se o arremessador fizer qualquer movimento natural relacionado com
seu arremesso ao batedor e juntar as duas mãos à frente do seu corpo, ele só
poderá arremessar ao batedor. Não poderá, portanto, lançar a uma base, dando um
passo em direção a essa base, para tentar eliminar um corredor, nem tirar o pé
de apoio para trás da placa. Se o fizer, será um “balk”.
(2) Posição
“Set”
A Posição “Set” será indicada pelo arremessador quando ele se posiciona
em frente ao batedor, com seu pé de apoio em contato
com o “pitcher’s plate” e o outro pé na frente do “pitcher’s plate” –segurando
a bola com ambas as mãos na frente do seu corpo –, e fica completamente parado.
Da Posição “Set” ele pode arremessar ao batedor, lançar a uma base, ou dar um
passo para trás do “pitcher’s plate” com o pé de apoio. Antes de
assumir a Posição “Set”, o arremessador pode fazer um movimento preliminar
natural conhecido por “stretch”, que consiste em estender os braços acima da
cabeça ou à frente do corpo. Mas, se fizer tal movimento, deverá ir à Posição
“Set” antes de jogar a bola ao batedor. Depois de assumir a Posição
“Set”, qualquer movimento natural relacionado com seu arremesso ao batedor
obriga-o a arremessar sem alteração ou interrupção.
Antes de iniciar os movimentos para assumir a Posição “Set”, o
arremessador deve ter uma mão ao lado do corpo; dessa posição deve ir à Posição
“Set”, conforme determina a Regra 5.07 (a) (2), sem interrupção e num movimento
contínuo.
Em seguida ao seu “stretch”, o arremessador tem de (a) segurar a bola
com ambas as mãos na frente do seu corpo e (b) dar uma parada completa. Isso
deve ser exigido. Os árbitros devem observar rigorosamente se tal
exigência está sendo cumprida. Constantemente os arremessadores tentam “burlar
as regras” a fim de segurar os corredores nas bases, e quando o arremessador
não fica completamente parado de acordo com as regras, os árbitros devem
declarar um “balk” imediatamente.
Comentário – Regra 5.07 (a) (2): Sem corredor(es) em
base, o arremessador não precisa ficar completamente parado quando está
adotando a Posição “Set”. Se, contudo, na opinião do árbitro, um arremessador
joga a bola com clara intenção de surpreender o batedor, o arremesso deve ser
considerado um “quick pitch” (arremesso apressado), para o qual a penalidade é
um “ball”. Vide Comentário – Regra 6.02 (a) (5).
Quando há corredor(es) em base, presume-se que
um arremessador está arremessando da Posição “Set” se ele se posiciona com seu
pé de apoio em contato com o/e paralelamente ao “pitcher’s plate”, e seu outro
pé na frente da placa, a menos que ele informe o árbitro
que estará arremessando da Posição “Windup” sob tais
circunstâncias antes do início de um “at-bat” (vez de bater). Será permitido
que um arremessador informe o árbitro que ele está arremessando da Posição
“Windup” durante um “at-bat” somente no caso de (i) uma substituição pela
equipe na ofensiva; ou (ii) imediatamente após o avanço de um ou mais corredores
(isto é, depois que um ou mais corredores avançam, mas antes de ser efetuado o
próximo arremesso).
NOTA 1: A expressão “sem interrupção ou alteração”
a que se referem os itens (a) e (b) desta regra significa que, tanto na Posição
“Windup” como na Posição “Set”, o arremessador não pode parar,
intencionalmente, seus movimentos de arremesso, nem confundir,
propositadamente, o batedor na hora de efetuar o arremesso (balançar os braços
ou pernas, ou fazer movimentos anormais).
NOTA 2: Para assumir a Posição “Set”, o
arremessador deve segurar a bola com ambas as mãos na frente do seu corpo, com
o pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate”, e dar uma parada completa.
Ele pode juntar as mãos em qualquer posição, desde que seja na frente do seu
corpo. Depois da parada completa, nenhum movimento deve ser feito; não é
permitido mexer qualquer parte do corpo, a não ser o pescoço.
NOTA 3: Para arremessar da Posição “Set”:
(1) O arremessador pode dar um passo com o pé
livre para qualquer direção, desde que seja à frente do “pitcher’s plate”; o
que não pode é dar um passo para os lados do “plate”.
(2) Não é permitido dar um
passo para trás e um passo à frente como na Posição “Windup”.
NOTA 4: Quando há corredor(es) em base, o
arremessador pode sair de sua posição a fim de executar uma jogada, mesmo após
ter assumido a Posição “Set”. Nesse caso, deve tirar o pé de apoio para trás do
“pitcher’s plate”; não é permitido tirar para a frente ou para os lados da
placa. Se o arremessador tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s
plate”, não poderá arremessar ao batedor, mas poderá lançar a uma base ocupada,
sem dar passo em direção a essa base e só com “snap” (movimento do punho), ou
simular um lançamento a essa base.
NOTA 5: Independentemente da posição que tiver
adotado –“Windup” ou “Set”–, o arremessador deve sair do “pitcher’s
plate” sem soltar as mãos que estão segurando a bola na frente do seu corpo.
Após tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, deve soltar as mãos e
abaixá-las para os lados do corpo. Para voltar ao “pitcher’s plate”, novamente,
deve estar com as mãos separadas.
PERGUNTA: Em seguida ao “stretch”, o arremessador juntou as mãos na altura
da face e, continuando o movimento, parou na altura do peito. É um “balk”?
RESPOSTA: Não é um “balk”. Apesar de ter contatado as mãos na
altura do rosto, o movimento foi contínuo (não houve interrupção) até a parada
completa na altura do peito. Seria “balk” se tivesse dado uma parada na altura
do rosto.
(b) Arremessos
Preparatórios (Aquecimento)
Quando um arremessador ocupa sua posição no início de cada “inning”, ou
quando substitui outro arremessador, deve ser autorizado a
efetuar arremessos preparatórios para seu receptor. Enquanto
são efetuados esses arremessos, a partida fica paralisada. Uma Liga pode, por
iniciativa própria, limitar o número de arremessos preparatórios e/ou pode
limitar o tempo que tais arremessos podem consumir. Se, devido a uma
repentina emergência, um arremessador é chamado para entrar no jogo sem
qualquer oportunidade para se aquecer, o árbitro principal deve autorizar-lhe
tantos arremessos quantos julgar necessários.
(c) Arremessador – Retardamento de Jogo
Quando as bases não estão ocupadas, o arremessador deve efetuar o
arremesso ao batedor, dentro de 12 segundos após
receber a bola. Cada vez que o arremessador retarda o jogo
violando esta regra, o árbitro deve declarar “BALL”.
O controle dos 12 segundos inicia quando o arremessador está de posse da
bola e o batedor se posiciona devidamente no “batter’s box” (ou seja, está
dentro do “batter’s box”, atento ao arremessador); e termina no momento em que
o arremessador solta a bola.
O propósito desta regra é evitar demoras desnecessárias. O árbitro deve
insistir com o receptor para que devolva a bola rapidamente ao arremessador, e
deve insistir também com o arremessador para que ocupe imediatamente a sua
posição sobre o “pitcher’s plate”. Demoras evidentes do arremessador devem ser
penalizadas imediatamente pelo árbitro.
(d) Lançamento
para as Bases
A qualquer momento durante os movimentos preliminares e até que seu
movimento natural de arremesso o obrigue a atirar a bola ao batedor, o
arremessador pode lançar a qualquer base, contanto que dê um passo diretamente
em direção a essa base antes de fazer o lançamento.
Comentário – Regra 5.07 (d): O arremessador deve dar o passo “antes do lançamento”. Um
lançamento “snap” (bola lançada só com movimento do punho) seguido pelo passo
diretamente em direção à base é um “balk”.
NOTA: Para lançar à primeira base sem sair do “pitcher’s plate”, o
arremessador pode mudar a posição do pé de apoio sobre a placa, desde que o
faça ao mesmo tempo que direciona o pé livre à base. Se fizer o lançamento
direcionando o pé livre à base após ter mudado a posição do pé de apoio sobre o
“pitcher’s plate”, será “balk”.
(e) Arremessador Tira o Pé de Apoio do “Pitcher’s Plate” -
Consequência
Se o arremessador tira o pé de apoio do “pitcher’s plate” dando um passo
para trás com esse pé, ele se torna um defensor do campo interno.
Consequentemente, se ele fizer um lançamento descontrolado dessa posição, tal
lançamento será tratado da mesma forma que uma bola mal lançada por qualquer
outro defensor do campo interno.
Comentário – Regra 5.07 (e): O arremessador, enquanto está fora da placa, pode lançar para qualquer
base. Se ele fizer um lançamento
descontrolado, tal lançamento será considerado como aquele
efetuado por um defensor do campo interno, e as medidas que devem ser tomadas
depois serão determinadas pelas regras que dispõem sobre bola lançada por um
defensor.
(f) Arremessadores
Ambidestros
Um arremessador tem de indicar de forma clara ao árbitro principal, ao
batedor e aos corredores a mão com a qual pretende arremessar, o que pode ser
feito usando sua luva na outra mão enquanto está tocando o “pitcher’s plate”.
Não é permitido que o arremessador efetue arremessos com a outra mão até que:
(a) o batedor seja eliminado ou se torne um corredor; (b) o “inning” termine;
(c) o batedor seja substituído por um “pinch-hitter” (batedor de emergência);
(d) o arremessador se machuque. Se o arremessador muda a mão para efetuar
arremessos enquanto o mesmo batedor está no “batter’s box”, em razão de um
ferimento, ele não pode voltar a arremessar com a outra mão pelo resto do jogo.
Depois que muda a mão para arremessar, o arremessador não deve ser autorizado a
fazer arremessos preparatórios. A mudança de mãos para efetuar arremessos tem
de ser indicada claramente ao árbitro principal.
5.08
Como uma Equipe Anota Ponto
(a) Deve ser anotado um ponto cada vez que um corredor avança legalmente
e toca todas as bases (primeira, segunda, terceira e “home”) antes da terceira
eliminação do “inning”.
EXCEÇÃO: Não deve ser anotado um ponto se o corredor avança ao “home base”
durante uma jogada em que a terceira eliminação é feita: (1) sobre o
batedor-corredor antes que ele toque a primeira base; (2) sobre qualquer
corredor, em jogada forçada; ou (3) sobre um corredor precedente, que é
declarado eliminado por ter deixado de tocar uma das bases.
Comentário – Regra 5.08 (a): Um ponto anotado legalmente não pode ser anulado por causa de uma
ação subsequente do corredor, como, por exemplo, um esforço para retornar à
terceira base, acreditando ter saído dela antes de uma bola “fly” ser apanhada.
(b) Quando o ponto da vitória é anotado no último meio-“inning” de um
jogo regulamentar, ou na segunda metade de um “inning” extra, em consequência
de uma base por “balls” (“base on balls”), “hit batter” (o batedor é atingido
por uma bola arremessada) ou qualquer outra jogada com as bases cheias que
force o batedor e todos os outros corredores a avançar, sem o risco de serem
eliminados, o árbitro não deve encerrar o jogo até que o
corredor forçado a avançar da terceira base tenha pisado o “home
base” e o batedor-corredor tenha tocado a primeira base.
Comentário – Regra 5.08 (b): Será uma exceção se fãs entrarem repentinamente no campo e
impedirem, fisicamente, que o corredor toque o “home plate” ou o batedor chegue
à primeira base. Em tais casos, os árbitros devem conceder
a base ao corredor em razão da obstrução cometida por fãs.
PENALIDADE: Se o corredor da terceira base se recusar a avançar para tocar o
“home base” num tempo razoável, o árbitro não autorizará o ponto, eliminará o
jogador infrator e ordenará o reinício do jogo. Se, com dois “outs”, o
batedor-corredor se recusar a avançar para tocar a primeira base, o árbitro não
autorizará o ponto, eliminará o jogador infrator e ordenará o reinício do jogo.
Se, com menos de dois “outs”, o batedor-corredor se recusar a avançar para
tocar a primeira base, o ponto será contado, mas o jogador infrator será
eliminado.
NOTA: Na segunda metade do último “inning”, com as bases cheias, o
batedor adquiriu o direito de ir à primeira base por “ball four” e empurrou o
ponto da vitória. Nesse caso, somente o corredor da terceira base e o
batedor-corredor são obrigados a avançar e tocar as bases seguintes; se não o
fizerem dentro de um tempo razoável, o árbitro deverá eliminá-los, mesmo que
não haja apelação da equipe na defensiva. Aplica-se esta regra também quando o
batedor-corredor e o corredor que se dirige ao “home plate” deixam de tocar a
primeira base e o “home plate”, respectivamente, e não retornam para fazê-lo
decorrido um tempo razoável.
Comentário – Regra 5.08:
REGRA APROVADA: Nenhum ponto será anotado durante uma jogada em que a terceira
eliminação é feita sobre o batedor-corredor antes que ele toque a primeira
base. Exemplo: Um eliminado, Jones na segunda, Smith na primeira. O batedor
Brown acertou uma rebatida indefensável (“base hit”). Jones pisou o “home
plate” e Smith foi eliminado pelo lançamento feito ao “home” –dois eliminados.
Mas Brown omitiu a primeira base. A bola foi lançada à primeira base e Brown
foi eliminado em apelação (“appeal play”) –três eliminados. Uma vez que Jones
cruzou o “home plate” durante uma jogada em que a terceira eliminação foi feita
sobre o batedor-corredor antes de ele tocar a primeira base, não foi anotado
ponto.
REGRA APROVADA: Corredores subsequentes não são afetados por um ato de um corredor
precedente, a menos que haja duas eliminações.
EXEMPLO: Um eliminado, Jones na segunda, Smith na primeira. O batedor Brown
acertou um “inside-the-park home run” (quadrangular em que a bola permanece
dentro do campo). Jones deixou de tocar a terceira base em seu
trajeto para “home”. Smith e Brown pisaram o “home plate”. A
defensiva apelou ao árbitro na terceira base e Jones foi eliminado. Os pontos
de Smith e Brown são contados.
REGRA APROVADA: Dois eliminados, Jones na segunda, Smith na primeira. O batedor
Brown acertou um “inside-the-park home run”. Os três corredores cruzaram o
“home plate”, mas Jones omitiu a terceira base e foi declarado eliminado em
apelação –três “outs”. As corridas de Smith e Brown foram em vão. Nenhum ponto
foi anotado na jogada.
REGRA APROVADA: Um eliminado, Jones na terceira, Smith na segunda. O batedor Brown
acertou um “fly” (bola rebatida para o ar) na direção do “center field” (jardim
central) e foi eliminado –dois eliminados. Jones cruzou o “home plate” depois
que a bola foi apanhada e Smith, aproveitando um mau lançamento para “home”,
também conseguiu pisar a base principal.
Mas Jones foi julgado ter deixado a terceira base antes de
a bola ser apanhada, e, por essa razão, foi eliminado –três “outs”. Nenhum ponto
foi anotado.
REGRA APROVADA: Dois eliminados, bases cheias. O batedor acertou um “home run”
sobre a cerca, mas foi eliminado em apelação por ter omitido a primeira base
–três eliminados. Nenhum ponto foi contado.
Afirmação geral:
Um corredor omite uma base ou, numa rebatida “fly” apanhada no ar, sai
antecipadamente de sua base. Se um defensor, com a bola na mão, tocar a base
omitida ou aquela deixada antecipadamente e apelar por uma decisão, tal
corredor será eliminado se o árbitro aceitar a apelação. Todos os corredores
poderão anotar ponto, se possível, exceto no caso em que, com dois eliminados,
um corredor é eliminado numa apelação no momento em que deixa de tocar a
almofada; nesse caso, os corredores subsequentes não anotarão ponto.
REGRA APROVADA: Um eliminado, Jones na terceira, Smith na primeira. O batedor
Brown acertou um “fly” na direção do “right field” (jardim direito) e foi
eliminado –dois eliminados. Jones saiu legalmente da base e cruzou o “home
plate”. Smith tentou retornar à primeira base, mas a bola lançada pelo
jardineiro direito chegou primeiro àquela base –três eliminados. Ocorre que
Jones havia pisado o “home plate” antes de Smith ser eliminado na primeira
base; consequentemente, o ponto é contado. O lance em que Smith foi eliminado
não foi uma Jogada Forçada (“Force Play”).
5.09 Eliminação (“Out”)
(a) Eliminação
do Batedor
Um batedor é eliminado
quando:
(1) Sua rebatida “fair
fly” (“fly” rebatido para o território “fair”) ou “foul
fly” (“fly” rebatido para o território “foul”), exceto um “foul tip”, é
apanhada legalmente (“catch”) por um defensor.
Comentário – Regra 5.09 (a) (1): Um defensor pode chegar à beira de um
“dugout” (mas não pode pôr os pés dentro dele) para apanhar uma bola “fly”. Se
esse defensor conseguir segurar firmemente a bola estendendo o(s) braço(s) para
dentro do “dugout”, a pegada será válida. Para apanhar um “foul fly” nas
proximidades de um “dugout” ou outra área fora de jogo (as arquibancadas, por
exemplo), o defensor tem de ter um ou ambos os pés na/sobre a superfície do
campo de jogo, incluindo a beira do “dugout”, e nenhum dos pés pode estar sobre
o solo dentro do “dugout” ou em qualquer outra área fora de jogo. A bola
permanece em jogo, a menos que o defensor, após fazer uma pegada legal, pise
qualquer área fora de jogo ou caia para dentro de um “dugout” ou outra área
fora de jogo, caso em que a bola se torna morta. Com relação a corredores, vide
Comentário – Regra 5.06 (b) (3) (C).
Um “catch” (pegada legal) é o ato de um defensor apanhar uma bola em voo
e conseguir mantê-la firmemente segura em sua mão ou luva, desde que para isso
não use seu boné, protetor, bolso ou qualquer outra parte do seu uniforme. Não
é uma pegada legal, contudo, se, simultaneamente ao –ou imediatamente após– seu
contato com a bola, colide com um jogador ou uma parede, ou cai ao solo, e em
razão dessa colisão ou queda derruba a bola. Não é uma pegada legal se uma bola
“fly” (bola rebatida para o ar) que tem contato com um defensor atinge um
membro da equipe na ofensiva ou um árbitro e depois é agarrada por outro
defensor. Para a pegada ser válida, o defensor deve segurar a bola por um tempo
suficiente para provar que teve controle absoluto dela, e que ela caiu no lance
seguinte, ou seja, no momento de retirá-la da luva ou no ato do
lançamento. Se o defensor que apanha a bola derrubá-la no momento de
fazer um lançamento após a pegada, será decidido que ela foi agarrada
legalmente.
Comentário – “CATCH”: Uma pegada é legal se a bola é finalmente retida por um defensor,
ainda que tenha havido “malabarismo” (tenha pipocado após bater na luva); uma
pegada é legal também se uma bola que desvia após ter contato com um defensor é
agarrada por outro defensor antes que ela toque o solo. Os
corredores podem deixar suas bases no instante em que o primeiro defensor toca
a bola. Um defensor pode esticar-se sobre uma cerca, grade, corda ou
outra linha demarcatória para efetuar uma pegada (“catch”). Ele pode saltar
sobre o topo de uma cerca, ou sobre lonas que podem estar em território “foul”.
Não deve ser declarada uma Interferência quando um defensor se estica sobre uma
cerca, grade, corda ou para dentro das arquibancadas para apanhar uma bola e o
público estorva a sua ação, impossibilitando a pegada. Ele faz isso a seu
próprio risco.
Se um defensor, ao tentar apanhar uma bola na beira do “dugout”, é
amparado por jogador ou jogadores de qualquer das equipes –para evitar uma
queda evidente– e consegue concretizar uma pegada, isso deve ser permitido (a
pegada é legal).
NOTA: Se uma bola ricocheteia após bater na máscara ou protetor do
receptor que está tentando apanhá-la, e, na sequência, é agarrada firmemente
com a mão ou “mitt” antes que ela toque o solo, a pegada é legal. (Com relação
a um “foul tip”, vide “FOUL TIP”, em Definição de Termos.) Se, contudo, a bola
não for apanhada com a mão ou “mitt” –se for apanhada, por exemplo, com o
protetor ou máscara–, a pegada não será legal.
(2) Um terceiro “strike” é agarrado legalmente pelo receptor.
Comentário – Regra 5.09 (a) (2): “Agarrado legalmente” significa que a bola
entrou na luva (“mitt”) do receptor, sem tocar o solo. Não é legal se a bola se
aloja em sua roupa ou equipamento; ou se ela toca o árbitro e, em seguida, é
apanhada pelo receptor, no rebote.
Se um “foul tip” atinge primeiro qualquer parte do corpo do receptor ou
equipamento e é apanhado com a mão ou luva contra seu corpo ou protetor, antes
que a bola toque o solo, é um “strike”, e se for o terceiro “strike”, o batedor
é “out”.
(3) Com
menos de duas eliminações e a primeira base ocupada, um terceiro “strike” não é
agarrado pelo receptor.
NOTA: Nenhum “out” ou um “out”, corredor na primeira, primeira e
segunda, primeira e terceira ou primeira, segunda e terceira base. Se num
terceiro “strike” declarado pelo árbitro a bola passar para trás do receptor,
ou ficar alojada na máscara ou equipamento do árbitro de “home” ou do receptor,
o batedor será eliminado com a aplicação desta regra.
(4) Um “bunt” executado
depois de dois “strikes” resulta em “foul ball”.
(5) É declarado um
“Infield Fly”.
(6) Tenta rebater um
terceiro “strike” e a bola toca qualquer parte do seu corpo.
(7) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor toca
qualquer parte do seu corpo. Se o batedor está posicionado legalmente no
“batter’s box” [vide Regra 5.04 (b) (5)] –e, na opinião do árbitro, ele não
teve nenhuma intenção de interferir no curso da bola–, uma bola rebatida que
atinge o seu corpo ou o seu “bat” deve ser declarada “foul ball”.
(8) Após acertar uma rebatida “fair” (inclusive por meio de “bunt”), seu
“bat” tem contato com a bola rebatida, em território “fair”. A bola torna-se
morta e nenhum corredor pode avançar. Se a bola rebatida rola contra o “bat”
que o batedor-corredor deixa caído no solo, em território “fair”, e na opinião
do árbitro não houve intenção alguma de interferir no curso dessa bola, a
jogada deve continuar normalmente. A bola permanece viva e em jogo. Se o
batedor está posicionado legalmente no “batter’s box” [vide Regra 5.04 (b) (5)]
–e, na opinião do árbitro, ele não teve nenhuma intenção de interferir no curso
da bola–, uma bola rebatida que atinge o seu corpo ou o seu “bat” deve ser
declarada “foul ball”.
Comentário – Regra 5.09 (a) (8): Um “bat” se quebra e parte dele cai em
território “fair”. Se essa parte for atingida por uma bola rebatida, ou atingir
um corredor ou defensor, a jogada continuará; não será declarada uma
Interferência. Se a bola rebatida atingir parte do “bat” quebrado, em
território “foul”, será um “foul ball”.
Se um “bat” inteiro é atirado para o território “fair” ou “foul” e
interfere na ação de um defensor que está tentando fazer uma jogada, deve
ser declarada uma Interferência, sem levar em conta se o ato foi
intencional ou não.
Nos casos em que o capacete protetor é atingido, acidentalmente, por uma
bola rebatida, em ou sobre território “fair”, ou por uma bola lançada, tal bola
permanece em jogo como se ela não tivesse atingido o capacete.
Se uma bola rebatida atinge um capacete protetor ou qualquer outro
objeto estranho ao terreno natural enquanto está em território “foul”, é um
“foul ball”. A bola torna-se morta.
Se, na opinião do árbitro, um corredor derruba o capacete, ou atira-o
contra uma bola rebatida ou lançada, com a intenção de interferir numa eventual
jogada, esse corredor deve ser declarado “out”. A bola torna-se morta e os
corredores devem retornar à última base tocada legalmente. (Nota: No caso de
bola rebatida, à base que estava ocupando no momento do arremesso, e no caso de
bola lançada, à base que estava ocupando no momento da Interferência.)
(9) Após acertar uma rebatida (inclusive por meio de “bunt”), desvia de
alguma maneira, e intencionalmente, o curso da bola que continua em movimento
sobre o território “foul”, enquanto corre para a primeira base. A
bola torna-se morta e nenhum corredor pode avançar.
(10) Depois de um terceiro “strike”, ou após acertar uma rebatida
“fair”, é tocado por um defensor antes de chegar à primeira base, ou a primeira
base é tocada antes que ele a alcance.
NOTA: Para efetuar o toque, o defensor, obviamente, deve estar de posse
da bola. O toque tem de ser feito com a bola, que deve estar na mão ou na luva.
Após o toque, a bola deve estar firmemente segura. Mesmo que o defensor esteja
de posse da bola, se ela estiver pulando na sua mão ou luva, ou enquanto ela
estiver sendo retida com os dois braços contra o seu peito, a pegada não será
considerada legal, ou seja, não será válida. Nessa circunstância, ainda que o
defensor tenha tocado a 1ª base antes de o batedor-corredor pisá-la, a eliminação
ou não desse jogador da ofensiva fica condicionada ao momento em que ocorre a
posse firme e segura da bola. Se o batedor-corredor pisar a base antes da posse
firme e segura da bola, ele não será eliminado.
(11) Ao correr a última metade da distância entre o “home base” e a
primeira base, sai à direita da faixa de três pés, ou entra em território
“fair” (à esquerda da linha de “foul”), e, na opinião do árbitro, tal
procedimento estorva o defensor que está recebendo a bola lançada à primeira
base (nesse caso a bola torna-se morta); exceto quando ele pode correr fora (à
direita) da faixa de três pés, ou por dentro (à esquerda) da linha de “foul”,
para evitar interferir na ação de um defensor que está tentando apanhar uma
bola rebatida.
Comentário – Regra 5.09 (a) (11): As linhas que marcam a faixa de três pés
fazem parte dessa faixa. O batedor-corredor tem de estar com ambos os pés
dentro da faixa de três pés ou sobre as linhas que a delimitam. É permitido que
o batedor-corredor saia da faixa de três pés dando um passo, uma passada larga,
esticando-se ou deslizando nas proximidades da primeira base (com o único
propósito de tocar a base).
(12) Com menos de duas eliminações e corredor na primeira, primeira e
segunda, primeira e terceira ou primeira, segunda e terceira base, um defensor
do campo interno derruba, intencionalmente, uma bola “fair fly” (“fly” rebatido
para o território “fair”) ou “line drive” (bola rebatida que vai em linha reta,
com força, do “bat” a um defensor, sem tocar o solo). A bola torna-se morta e
o(s) corredor(es) deve(m) retornar à(s) base(s) original(is).
REGRA APROVADA: Nesta situação, o batedor não será eliminado se o defensor do
campo interno permitir que a bola caia ao solo, sem ser tocada, exceto quando
se aplica a regra de “Infield Fly”.
NOTA 1: Deve-se aplicar esta regra quando o defensor derruba a bola depois
de tocá-la com a mão ou com a luva.
NOTA 2: O arremessador, o receptor, ou um defensor do campo externo
posicionado no campo interno, serão tratados como defensores do campo interno.
Já um defensor do campo interno posicionado no campo externo, desde o início,
não será considerado um defensor do campo interno.
(13) Na opinião do árbitro, um corredor precedente interfere,
intencionalmente, na ação de um defensor que está tentando apanhar uma bola
lançada, ou está iniciando um lançamento numa tentativa de completar alguma
jogada.
Comentário – Regra 5.09 (a) (13): O objetivo desta regra é punir a equipe na
ofensiva por ação deliberada, injustificada e antidesportiva de um corredor
que, em vez de tentar alcançar a base, deixa a linha de base com o evidente
propósito de colidir com o defensor que está intermediando uma jogada dupla.
Obviamente, esta é uma jogada cuja decisão depende da apreciação do árbitro.
[Vide Regra 6.01 (j).]
NOTA: A impressão que se tem é que esta regra não determina a medida a
ser tomada quando um corredor precedente que ainda não está eliminado comete
uma Interferência. Entretanto, conforme está previsto na Regra 5.09 (b) (3),
quando ocorre uma Interferência dessa natureza, o corredor infrator,
obviamente, é “out”, mas o batedor-corredor também deve ser eliminado. É uma
regra que tem como objetivo proibir a prática de jogadas violentas. Com relação
à Interferência cometida por um corredor já eliminado, deve-se aplicar a Regra
6.01 (a) (5).
(14) Com duas eliminações e dois “strikes” sobre o batedor, o corredor
da terceira base, ao tentar roubar “home base”, é atingido por um arremesso
legal, na zona de “strike”. O árbitro deve declarar o terceiro “strike”; o
batedor é eliminado e o corredor não anota ponto. Se esse lance ocorrer quando
há menos de duas eliminações, o árbitro deverá declarar o ter- ceiro “strike” e
eliminar o batedor. A bola torna-se morta e o corredor anota ponto.
NOTA: Se o lance ocorrer com menos de duas eliminações, os demais
corredores serão autorizados a avançar uma base, sem levar em conta se haviam
tentado avançar às bases seguintes ou não. Vide Regra 5.06 (c) (8).
(15) Um membro de sua equipe (exceto um corredor) atrapalha um defensor
que está tentando apanhar ou defender uma bola rebatida. Vide Regra 6.01 (b).
Para Interferência cometida por um corredor, vide Regra 5.09 (b) (3).
(b) Eliminação
de um Corredor
Um corredor é eliminado
quando:
(1) Desvia mais de três pés (91,44 cm) do caminho da base, para fugir do
toque de um defensor, a menos que sua ação seja para evitar interferir na
jogada de um defensor que está apanhando uma bola rebatida. O caminho da base
de um corredor é estabelecido quando ocorre a tentativa de toque, e é uma linha
reta entre o corredor e a base para a qual ele está tentando chegar a salvo; ou
(2) Depois de tocar a primeira base, deixa o caminho da base,
demonstrando claramente ter abandonado seu esforço para tocar a base
seguinte.
Comentário – Regra 5.09 (b) (1) e (2): Um corredor que, após
chegar à primeira base, deixa a linha de base e se dirige ao seu “dugout” ou à
sua posição defensiva, acreditando não haver mais jogada, poderá ser eliminado
se o árbitro julgar seu ato como abandono de esforço para correr as bases.
Mesmo que esse corredor seja eliminado, a bola permanece em jogo em relação a
qualquer outro corredor.
Esta regra cobre também as seguintes jogadas similares: Menos de dois
“outs”, placar empatado na segunda metade do nono “inning”, corredor na
primeira base. O batedor acerta um “home run” (quadrangular) para fora do campo
de jogo (“home run” da vitória). O corredor da primeira base passa a
segunda base e, achando que o quadrangular garante automaticamente a vitória,
atravessa o “diamond” (quadrilátero) e vai em direção ao seu “bench”. Enquanto
isso, o batedor-corredor toca todas as bases legalmente. Neste caso, o corredor
deve ser eliminado “por ter abandonado seu esforço para tocar a base seguinte”;
o batedor-corredor deve ser autorizado a continuar seu avanço para “home” e
anotar o ponto da vitória. Se houvesse duas eliminações, a rebatida “home run”
não seria válida. Vide Regra 5.09 (d). Esta não é uma Jogada de Apelação
(“Appeal Play”).
JOGADA: Um corredor, acreditando ter sido eliminado por toque na primeira
ou terceira base, vai em direção ao “dugout” e avança uma distância razoável,
indicando, com essa atitude, que se considera realmente eliminado. Nesse caso,
ele deve ser eliminado por abandono de base.
NOTA 1: O caminho normal do corredor compreende uma área de seis pés, três
pés à esquerda e três pés à direita de uma linha reta entre as bases, tendo
essa linha como centro. Se, porém, o corredor estiver fora dessa linha desde o
início e ocorrer uma jogada de toque sobre ele, o caminho desse corredor será
uma área de seis pés, três pés à esquerda e três pés à direita de uma linha
reta entre o corredor e a base para a qual ele está tentando chegar, tendo essa
linha como centro, de acordo com o item (1) desta regra.
NOTA 2: Está estabelecido no item (1) desta regra que o corredor pode sair
da faixa de seis pés para não estorvar um defensor que está
tentando apanhar uma bola rebatida no caminho da base; ele não deve ser
eliminado. Se, entretanto, ocorrer uma jogada de toque depois que o
defensor apanha a bola rebatida, o corredor não poderá sair da faixa de seis
pés; se o fizer será eliminado.
NOTA
3: Com
relação a corredores em situação de Jogada Forçada não se aplica a Regra 5.09
(b) (2).
(3) Interfere, intencionalmente, numa bola lançada; ou estorva um
defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida [vide Regra
6.01 (j)].
PENALIDADE: Com relação a penalidades a serem aplicadas quando um corredor
interfere, intencionalmente, numa bola lançada, ou estorva um defensor que está
tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida, vide Comentário –
Regra 6.01 (a) PENALIDADE POR INTERFERÊNCIA.
(4) Com a bola viva, é
tocado enquanto está fora de sua base.
EXCEÇÃO: Um batedor-corredor não poderá ser eliminado por toque depois de
ultrapassar a primeira base –correndo ou deslizando– se retornar imediatamente
à base.
REGRA APROVADA (A): Se o impacto de um corredor soltar uma base de sua posição, nenhuma
jogada poderá ser feita sobre esse corredor, nessa base, se ele tiver
conseguido alcançá-la com segurança.
REGRA APROVADA (B): Se uma base é deslocada de sua posição por um corredor durante uma
jogada, qualquer corredor que o segue, na mesma jogada, deverá ser considerado
como tendo tocado ou ocupado a base se, na opinião do árbitro, ele tiver tocado
ou ocupado o ponto onde estava colocada a base deslocada.
NOTA 1: O batedor que obtém “base on balls” pode ultrapassar a primeira
base correndo, desde que retorne imediatamente a essa base.
NOTA 2: Num lance em que um defensor tenta tocar um corredor, frequentemente
os dois se chocam –isso ocorre quando o corredor tenta evitar ser tocado
ou tenta pisar uma base. Se, em razão do choque, o defensor derrubar a bola, o
corredor não será eliminado. Mesmo que o defensor não derrube a bola, o
corredor não deve ser eliminado enquanto ela estiver pulando na sua mão ou
luva. O corredor deve ser eliminado somente quando o defensor continua
segurando firmemente a bola após efetuar o toque. A decisão sobre o
tempo que o defensor tem de segurar a bola após tocar o corredor fica a
critério do árbitro. Vide “CATCH”, em Definições de Termos).
(5) Não retoca sua base depois que uma bola “fly” (“fair” ou “foul”) é
agarrada legalmente, antes de ser tocado, ou antes de sua base ser tocada, por
um defensor. Ele não deve ser eliminado por não ter retocado sua base, depois
do primeiro arremesso ao batedor seguinte, ou depois de uma jogada ou tentativa
de jogada. Esta é uma Jogada de Apelação.
Comentário – Regra 5.09 (b) (5): Os corredores não precisam retocar a base
num “foul tip”. Eles podem roubar base num “foul tip”. Se um “tip” não é
agarrado legalmente, torna-se um “foul” comum. Os corredores, então, têm de
retornar a suas bases.
NOTA: A base que precisa ser retocada depois que uma bola “fly” é
agarrada legalmente é aquela a partir da qual o corredor deve avançar, ou seja,
a base que ele estava ocupando no momento do arremesso.
(6) Após ter sido obrigado a deixar a sua base porque o batedor se
tornara um corredor, é tocado, ou a base seguinte é tocada, antes de ele chegar
a essa base. Porém, se um corredor subsequente for eliminado numa Jogada
Forçada, o corredor precedente não será mais obrigado a avançar, e ele, então,
terá de ser tocado para ser eliminado. A situação de Jogada Forçada deixa de
existir tão logo o corredor toque a base para a qual é obrigado a avançar, e se
ele ultrapassar essa base deslizando ou correndo, terá de ser tocado para ser
eliminado. Se, entretanto, após tocar a base seguinte, o corredor forçado a
avançar se afastar por qualquer razão em direção à base que havia ocupado
anteriormente, a situação de Jogada Forçada será restabelecida, e ele poderá,
outra vez, ser eliminado se um defensor tocar a base para a qual é obrigado a
avançar.
Comentário – Regra 5.09 (b) (6):
JOGADA – Corredor na primeira base e contagem de três “balls” sobre o
batedor. No arremesso seguinte, que resultou em quarto “ball”, o corredor
roubou a segunda base, mas, depois de tocar a almofada (deslizando ou
correndo), ultrapassou-a; e antes de retornar, foi tocado por um defensor, que
havia recebido a bola lançada pelo receptor. DECISÃO: O corredor é “out” (não é
uma eliminação forçada).
Somente na primeira base não surgem situações de “oversliding” (ato de
ultrapassar uma base deslizando) e “overrunning” (ato de ultrapassar uma base
correndo), nas quais o corredor pode ser eliminado por toque. Por exemplo: com
menos de duas eliminações, corredor na primeira e segunda base, ou primeira,
segunda e terceira base, a bola é rebatida na direção de um defensor do campo
interno, e este tenta uma jogada dupla na segunda base. O corredor da primeira
base chega à segunda base antes da bola lançada, mas ultrapassa-a deslizando. A
bola é lançada à primeira base, e o batedor-corredor é eliminado. O defensor da
primeira base, ao perceber que o corredor da segunda base não está tocando a
almofada, faz o lançamento de retorno àquela base; e o corredor é tocado fora
da base. Enquanto isso, os outros corredores tinham cruzado o “home plate”.
Pergunta: Esta é uma Jogada Forçada? A situação de Jogada Forçada tinha deixado
de existir quando o batedor-corredor foi eliminado na primeira base? Os
corredores que cruzaram o “home plate” durante essa jogada e antes da terceira
eliminação, que foi completada quando o corredor foi eliminado por toque na
segunda base, anotaram ponto? Resposta: Sim, anotaram ponto. O lance na segunda
base não foi uma Jogada Forçada (“Force Play”); foi uma Jogada de Toque (“Tag
Play”).
NOTA 1: Este item da regra dispõe sobre Eliminação Forçada (“Force Out”).
Deve ser aplicado quando o batedor-corredor obriga um corredor a avançar à base
seguinte. Ocorre uma Eliminação Forçada quando:
(1) Antes que esse
corredor chegue à base seguinte, um defensor toca essa base.
(2) Antes que esse
corredor chegue à base seguinte, um defensor toca-o com a bola.
(3) Esse corredor não tenta avançar à base seguinte e, enquanto fica
parado sobre a base que deveria ter deixado, é tocado por um
defensor. Neste caso, desde que o corredor subsequente não tenha sido
eliminado, o corredor precedente perde o direito de permanecer na base que está
ocupando. Em vista disso, ele será eliminado se for tocado por um defensor,
ainda que esteja parado sobre essa base. Vide Regra 5.06 (b) (2).
NOTA 2: Por exemplo, o corredor da primeira base inicia a corrida no
momento em que o batedor acerta uma rebatida “fly”, mas, ao perceber que a bola
poderia ser apanhada por um defensor, tenta retornar à primeira base depois de
já ter tocado a segunda base. O defensor, no entanto, derruba a bola. Antes que
o corredor consiga tocar novamente a segunda base, o defensor da segunda
base, que havia recebido o lançamento feito pelo defensor que derrubara a bola,
toca a segunda base. Nesse caso, embora o corredor já tenha pisado a segunda
base na primeira corrida, ele é eliminado, uma vez que a situação de Jogada
Forçada havia sido restabelecida. É uma Eliminação Forçada.
(7) É atingido, em território “fair”, por uma bola “fair” que não tenha
passado através, ou ao lado, de um defensor do campo interno e nenhum
outro defensor do campo interno teria chance de fazer uma jogada sobre a bola. A bola torna-se
morta e nenhum corredor pode anotar ponto, nem avançar,
exceto aqueles forçados a fazê-lo. EXCEÇÃO: Se um defensor está
tocando sua base quando é atingido por um “Infield Fly”, ele não é eliminado,
embora o batedor o seja.
Comentário – Regra 5.09 (b) (7): Se dois corredores forem atingidos pela
mesma bola “fair”, somente aquele que foi atingido primeiro será eliminado.
Isso porque a bola torna-se morta, imediatamente, no momento em que tem contato
com um corredor.
Se um corredor é atingido por um “Infield Fly” quando não está tocando
sua base, e antes que a bola tenha passado um defensor do campo interno (e
nenhum outro defensor do campo interno teria chance de fazer uma jogada sobre a
bola), ambos –o corredor e o batedor– são eliminados. Sem levar em consideração
se um corredor está tocando ou não sua base quando é atingido por um “Infield
Fly” antes que a bola tenha passado um defensor do campo interno (e nenhum
outro defensor do campo interno teria chance de fazer uma jogada sobre a bola),
a bola torna-se morta e nenhum corredor pode anotar ponto, nem avançar, exceto
aqueles forçados a fazê-lo.
NOTA 1: Se um corredor for atingido por uma bola “fair” que não tenha tido
contato com um defensor do campo interno, em território “fair”, ele será
eliminado, tenha ou não havido intenção de estorvar uma jogada (excetua-se uma
Interferência cometida, intencionalmente, para evitar uma Jogada Dupla). Se o
corredor estorvar um defensor que está tentando apanhar uma bola “fair” que já
teve contato com outro defensor do campo interno, poderá, conforme o caso, ser
eliminado com a aplicação da Regra 5.09 (b) (3).
NOTA 2: (1) Se uma bola “fair” que não tenha passado um defensor do
campo interno desvia após tocar uma base e atinge um corredor, em território
“fair”, esse corredor deve ser eliminado e a bola torna-se morta. (2) Se uma
bola “fair” que, imediatamente após passar um defensor do campo interno, desvia
após tocar uma base e atinge, em território “fair”, um corredor que está
passando logo atrás dele, esse corredor não deve ser eliminado, a não ser que
outro defensor teria tido chance de efetuar a defesa.
NOTA
3: Se
uma bola “fair” desvia após tocar uma base e atinge um corredor, em território
“foul”, esse corredor não deve ser eliminado; a bola permanece em jogo.
NOTA 4: A “base” a que se refere este item da regra é aquela que o
corredor estava ocupando no momento em que o arremesso que resultou em rebatida
“fly” foi efetuado.
NOTA 5: Quando uma bola rebatida declarada “Infield Fly” atinge um
corredor, a bola torna-se morta, esteja esse corredor sobre a base ou fora
da base.
(8) Com menos de dois “outs”, e no momento em que tenta anotar ponto, o
batedor interfere na jogada que está sendo realizada no “home base” pela equipe
na defensiva. Com dois “outs”, a Interferência elimina o batedor, e nenhum
ponto é contado.
NOTA 1: A expressão “jogada que está sendo realizada na base principal
(“home base”) pela equipe na defensiva” inclui: (1) a jogada de um defensor,
incluindo o receptor, que tenta tocar o corredor da terceira base que está
avançando para anotar ponto; (2) a jogada em que um defensor vai no encalço
desse corredor para tentar tocá-lo; ou (3) a jogada em que um defensor
lança a bola a outro defensor para tentar eliminar esse corredor.
NOTA 2: Aplica-se este item da regra quando, com menos de duas
eliminações, o batedor estorva uma jogada da defensiva no “home
plate” no momento em que o corredor da terceira base está tentando anotar
ponto. Não deve ser aplicado, portanto, quando o corredor da terceira base
apenas esboça uma corrida em direção ao “home plate”, ou quando ele, após
iniciar a corrida para “home”, tenta retornar –mesmo que o batedor estorve o
receptor. Por exemplo, se o batedor atrapalha o receptor que, após apanhar a
bola, está tentando tocar o corredor, ou rebate uma bola que o arremessador
joga após tirar legalmente o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate” (um lançamento,
portanto), para tentar eliminar um corredor no “home”, estorvando, com tal
procedimento, a jogada no “home plate”, o árbitro não deve eliminar o batedor
infrator, mas sim o corredor que seria o alvo dessa jogada.
NOTA 3: Aplica-se este item da regra somente quando o batedor estorva uma jogada
da defensiva no “home plate”. Não deve ser aplicado, portanto,
quando a Interferência é cometida por um batedor-corredor (batedor que,
completando a sua vez de bater, se torna um corredor) que não tenha sido
eliminado ainda. Por exemplo, num “squeeze play”, o batedor que executou “bunt”
tem contato com a bola rebatida, ou estorva um defensor que está tentando
apanhar a bola rebatida, e evita a eliminação do corredor da terceira base no
“home plate”. Como o batedor já havia se tornado um batedor-corredor, ele deve
ser eliminado de acordo com as Regras 5.09 (a) (7) e 5.09 (b) (3). A bola
torna-se morta e o corredor da terceira base tem de retornar à base que já
havia conquistado no momento do arremesso, ou seja, à terceira base. Com
relação à Interferência cometida por um batedor que se tornara batedor-corredor
no terceiro “strike” não agarrado ou no quarto “ball”, vide Regra 6.01 (a) (1)
– NOTAS.
(9) Ultrapassa um corredor precedente antes que esse corredor seja
eliminado.
NOTA: O corredor subsequente é “out”.
Comentário
– Regra 5.09 (b) (9): Um corredor pode ser julgado ter ultrapassado (isto é, ido à frente de)
um corredor precedente, com base em suas ações ou em ações de
um corredor precedente.
JOGADA: Corredor na segunda e terceira base, um “out”. O corredor da terceira
base (isto é, o corredor precedente) avança em direção ao “home” e é pego numa
jogada de perseguição (“run-down play”) entre a terceira base e o “home plate”.
Achando que o corredor precedente seria eliminado por toque, o corredor da
segunda base (isto é, o corredor subsequente) avança à terceira base. Antes de
ser tocado, o corredor precedente corre para trás e vai além da terceira base,
na direção do jardim esquerdo (“left field”). Nesse momento, o corredor
subsequente ultrapassou o corredor precedente (por causa das ações do corredor
precedente). Em razão disso, o corredor subsequente é “out” e a terceira base
fica desocupada. O corredor precedente será autorizado a ocupar a terceira base
se retornar para tocá-la antes de ser eliminado [vide Regra 5.06 (a) (1)], a
menos que seja declarado “out” por abandono de base.
NOTA
1: Este
item da regra deve ser aplicado mesmo quando, devido a uma jogada ocorrida
enquanto a bola estava viva (exemplos: mau lançamento, “home run”, rebatida
indefensável que sai do campo de jogo etc.), o corredor é autorizado a avançar,
sem o risco de ser eliminado.
NOTA 2: Este item da regra estabelece que o corredor subsequente deve ser
eliminado no momento em que a posição dos corredores se inverte. Quando dois
corredores tiverem de retornar às suas bases, deverão fazê-lo em ordem inversa,
ou seja, sem que o precedente ultrapasse o subsequente. Mesmo quando o corredor
precedente ultrapassa o subsequente no retorno a suas bases, o corredor que
deve ser eliminado é sempre o subsequente.
(10) Após ter conquistado legalmente uma base, corre as bases em ordem
inversa, com o propósito de confundir a defesa ou ridicularizar o
jogo. O árbitro deve declarar “TIME”, imediatamente, e eliminar o
corredor.
Comentário – Regra 5.09 (b) (10): Se um corredor toca uma base desocupada, e
depois, achando que a bola “fly” foi apanhada, ou por engano, tenta voltar à
última base que estava ocupando, ele pode ser eliminado enquanto retorna. Mas
se conseguir chegar a salvo (“safe”) à base que estava ocupando anteriormente,
não poderá ser eliminado enquanto estiver em contato com essa base.
NOTA: Por exemplo, rebatida “ground” na direção da primeira base. Para
evitar ou retardar o toque do defensor da primeira base, o batedor-corredor
recua em direção ao “home plate”. Esse procedimento é permitido, desde que não
desvie para os lados; mas se ele chegar ao “home plate”, será eliminado.
(11) Não retorna imediatamente à primeira base depois de ultrapassá-la
correndo ou deslizando. Se tentar correr para a segunda base, poderá ser
eliminado por toque. Se, após ultrapassar a primeira base correndo ou
deslizando, partir em direção ao “dugout” ou em direção à sua posição, em vez
de retornar imediatamente à primeira base, ele será eliminado em apelação
quando for tocado ou quando a base for tocada.
Comentário – Regra 5.09 (b) (11): O batedor-corredor toca a primeira base e
ultrapassa-a correndo. Se o árbitro declará-lo “safe”, ele terá “alcançado a
primeira base” dentro do propósito da Regra 5.08 (a), e qualquer ponto que for
anotado em tal jogada será contado, mesmo que, posteriormente, ele seja
eliminado por não ter retornado imediatamente à base, conforme determina a
Regra 5.09 (b) (11), e complete a terceira eliminação.
(12) Passa correndo ou deslizando pela base principal (“home base”), sem
pisá-la, e como não tenta retornar para corrigir sua falha, um defensor, com a
bola em sua mão, toca essa base e solicita a decisão do árbitro.
Comentário – Regra 5.09 (b) (12): Esta regra deve ser aplicada somente
quando o corredor se dirige ao “bench” e obriga o receptor a persegui-lo. Não
se aplica a jogadas normais em que o corredor omite o “home plate” e,
imediatamente depois, faz um esforço para pisá-lo antes de ser tocado. Nesse
caso, o corredor tem de ser tocado com a bola.
(13) No momento em que está sendo realizada uma jogada sobre ele, um
membro de sua equipe (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está
tentando apanhar uma bola lançada. Vide Regra 6.01 (b). Para Interferência
cometida por um corredor, vide Regra 5.09 (b) (3).
(c) Jogadas de
Apelação
Um corredor deve ser eliminado
em apelação quando:
(1) Depois que uma bola
“fly” é apanhada, não retoca sua base original antes de ser tocado, ou antes de
a base original ser tocada, por um defensor.
Comentário – Regra 5.09 (c) (1): “Retocar”, nesta regra, significa ficar em
contato com sua base e iniciar a corrida a partir dessa base depois que a bola
é apanhada. Não é permitido que o corredor faça aquele movimento conhecido por
“flying start”, em que ele inicia a corrida de uma posição atrás de sua base,
pisa a almofada e avança à base seguinte. Tal corredor deve ser declarado
“out” em apelação.
(2) Com a bola em jogo, não pisa cada base em ordem enquanto avança ou
retorna a uma base, e é tocado, ou a base omitida é tocada, por um defensor.
REGRA APROVADA: (A) Um corredor não pode retornar para tocar uma base omitida,
depois que um corredor subsequente anota ponto. (B) Quando a bola está morta,
nenhum corredor pode retornar para tocar uma base omitida, ou aquela que tenha
deixado antecipadamente, depois de ter avançado e tocado uma base além daquela
que omitira ou deixara ilegalmente.
Comentário – Regra 5.09 (c) (2):
JOGADA – (A) O batedor acerta um “home run” para fora do campo de jogo ou
uma rebatida de duas bases (“ground rule double”) e omite a primeira base
–a bola está morta. Ele pode retornar à primeira base para corrigir seu erro,
antes de chegar à segunda base. Se alcançar a segunda base, não poderá retornar
à primeira base, e se a equipe na defensiva apelar na primeira base, será
eliminado.
JOGADA – (B) O batedor acerta uma rebatida “ground” na direção do
interbases. Este faz um lançamento descontrolado e manda a bola para as
arquibancadas –a bola está morta. O batedor-corredor omite a primeira base, mas
é autorizado a ir à segunda base devido ao “overthrow” (mau lançamento). Ainda
que lhe tenha sido concedida a segunda base, o corredor tem de tocar a primeira
base antes de seguir àquela base.
Estas são Jogadas de Apelação.
NOTA
1: A
Regra Aprovada (A) deve ser aplicada sem levar em conta se a bola está viva (em
jogo) ou morta (fora de jogo).
NOTA
2: Um
corredor que deixa de tocar uma base não será eliminado se não houver apelação.
NOTA 3: Numa situação de bola morta, o corredor que deixa de tocar o “home base”
não pode retornar para pisá-lo, depois que o arremessador, com a bola na mão (a
mesma bola ou uma nova bola), se posiciona legalmente sobre o “pitcher’s
plate”.
NOTA 4: Este item da regra deve ser aplicado também quando um corredor sai
antecipadamente de uma base numa bola “fly” apanhada no ar.
(3) Ultrapassa a primeira base correndo ou deslizando e não retorna a
ela, imediatamente, e um defensor toca-o ou toca a base antes que ele retorne
(à primeira base).
(4) Deixa de pisar o “home base” e não tenta corrigir a falha, e um
defensor, de posse da bola, toca a base.
Qualquer apelação baseada nesta regra tem de ser feita antes do
arremesso seguinte ou de qualquer jogada ou tentativa de jogada. Se
a infração ocorrer durante uma jogada que encerra um meio-“inning”, a apelação
terá de ser feita antes que a equipe na defensiva deixe o campo.
Uma apelação não deve
ser interpretada como uma jogada ou tentativa de jogada.
Não podem ser feitas apelações sucessivas sobre um corredor, na mesma
base. Se a equipe na defensiva “erra” na sua primeira apelação, o árbitro não
deve permitir uma segunda apelação sobre o mesmo corredor, na mesma base.
(Significado da palavra “erra”: a equipe na defensiva, ao fazer uma apelação,
joga a bola para uma área onde a bola fica fora de jogo. Por exemplo, se o
arremessador, ao apelar na primeira base, joga a bola para dentro das
arquibancadas, não deve ser permitida uma segunda apelação.)
Em jogadas de apelação, a equipe na defensiva pode solicitar que um
árbitro reconheça uma aparente “quarta eliminação”. Se a terceira eliminação
ocorrer durante uma jogada em que é permitida uma apelação sobre outro
corredor, a decisão tomada na Jogada de Apelação terá prioridade para
determinar a eliminação. Se houver mais de uma apelação durante uma jogada que
encerra um meio-“inning”, a defensiva poderá optar pela eliminação que lhe for
mais vantajosa. Para o propósito desta regra, a equipe na defensiva terá
“deixado o campo” quando o arremessador e todos os defensores do campo interno
tiverem saído do território “fair” e estiverem se dirigindo ao “bench” ou à
sede do Clube.
Comentário – Regra 5.09 (c): Dois corredores chegam ao “home base” quase ao mesmo tempo; o primeiro
corredor não toca o “home plate”, mas o segundo toca-o legalmente; o primeiro
corredor é eliminado por toque ao tentar voltar para pisar a base omitida, ou é
eliminado em apelação. Nesse caso, deve-se considerar que o primeiro corredor
foi eliminado antes de o segundo corredor pisar o “home plate”. Portanto, se
essa eliminação for a terceira do “inning”, não será contado ponto, de acordo
com a Regra 5.09 (d).
Se um arremessador comete “balk” quando está fazendo uma apelação, tal
ato deve ser considerado uma jogada. Uma apelação deve ser feita de maneira
inequívoca, ou através de solicitação verbal de um jogador, ou por um ato que indique
claramente a intenção de apelar ao árbitro. O fato de um jogador parar
casualmente sobre a base segurando a bola em sua mão não caracteriza uma
apelação. A bola permanece em jogo enquanto está sendo feita uma apelação.
NOTA 1: A equipe na defensiva perde o direito de apelar não só em
decorrência de uma jogada do arremessador, como também de outros defensores.
Por exemplo, o batedor acertou uma rebatida indefensável –a bola tocou o solo e
foi parar nas arquibancadas– e chegou à segunda base, mas deixou de tocar a
primeira base. Reiniciado o jogo, o arremessador jogou a bola à primeira base
para fazer a apelação, mas o lançamento saiu descontrolado; a bola ficou
rolando dentro do campo de jogo; o defensor da primeira base apanhou-a e, em
vez de apelar na primeira base, tentou eliminar o corredor da segunda base, que
estava avançando à terceira base aproveitando o mau lançamento. Neste caso, a
equipe na defensiva perde o direito de apelar na primeira base.
NOTA 2: Se a bola lançada pelo arremessador (ou defensor) para fazer
uma apelação entra numa área onde a bola fica morta, cessa o direito
de apelar. Portanto, depois disso, não será permitida apelação em nenhuma base
sobre nenhum corredor.
NOTA 3: Se ao término de uma metade de “inning” ou de um jogo o
arremessador e os defensores do campo interno deixarem o território “fair”, a
defensiva perderá o direito de apelar.
NOTA 4: Para apelar, o defensor deve manifestar-se verbalmente ou através de
gesto e demonstrar claramente a sua intenção. Além disso, se dois ou mais
corredores omitirem uma determinada base, o defensor deverá indicar o corredor
sobre o qual está fazendo a apelação. Por exemplo: se três corredores (A, B e
C) passam pela terceira base, e um deles (B) deixa de tocar a almofada, o
defensor deve indicar claramente que o alvo da apelação é o corredor B. Se,
porém, a apelação for feita sobre o corredor A, por equívoco, e o árbitro não
aceitar essa apelação, a defensiva poderá continuar apelando sobre todos os
corredores que passaram pela base.
JOGADAS:
(1) Um “out”, corredor na primeira e terceira base, “fly” grande para o
campo externo. Os dois corredores iniciaram a corrida, simultaneamente,
julgando que a rebatida seria indefensável, mas o jardineiro central conseguiu
agarrar a bola. O corredor da terceira base, que não havia avançado muito,
retornou à sua base e correu novamente para “home”. O corredor da primeira
base, que, após tocar a segunda base, já estava perto da terceira base, iniciou
seu retorno à primeira base. Vendo isso, o jardineiro central jogou a bola à
segunda base. O defensor que apanhou a bola tocou a almofada da segunda base e
apelou ao árbitro. (Quando o defensor fez a apelação, o corredor da primeira
base não havia chegado à segunda base.)
PERGUNTA: Houve uma Jogada Dupla (“Double Play”)?
RESPOSTA: Não, porque o corredor que estava retornando não foi eliminado na
segunda base. Para eliminá-lo, o defensor teria de ter tocado o seu corpo ou
apelado na primeira base.
(2) Um “out”, corredor na primeira base, “fly” grande para o campo
externo. Quando o corredor chegou perto da terceira base, passando legalmente
pela segunda base, o jardineiro esquerdo agarrou a bola. O corredor tentou
retornar à primeira base sem tocar a segunda base.
PERGUNTA: Como o defensor deve
proceder para eliminar o corredor?
RESPOSTA: Basta tocá-lo, ou
apelar após tocar a primeira ou segunda base.
(3) Dois “outs”, corredor na segunda base, rebatida “hit” de três bases.
O corredor da segunda base cruzou o “home plate”, mas o batedor-corredor deixou
de pisar a primeira e a segunda bases; e por essa razão foi eliminado, em
apelação, na segunda base.
PERGUNTA: Foi anotado ponto?
RESPOSTA: Sim. Se a equipe na defensiva tivesse apelado desde o início na
primeira base, não teria sido anotado ponto. Se, entretanto, depois de apelar
na segunda base, a equipe na defensiva tivesse apelado novamente na primeira
base, a terceira eliminação poderia ter sido transferida para o lance da
primeira base. Nesse caso, não teria sido anotado ponto.
(4) Um “out”, corredor na primeira e segunda base, “fly” grande na
direção do “right field”. Julgando que a rebatida seria indefensável, os dois
corredores iniciaram a corrida enquanto a bola estava em voo. O jardineiro
direito, porém, conseguiu agarrar a bola. Mesmo assim, o corredor da segunda
base continuou avançando e cruzou o “home base”. O corredor da primeira base,
vendo a bola ser agarrada, tentou retornar à primeira base. Enquanto isso, o
defensor da primeira base apanhou a bola que lhe foi lançada pelo jardineiro
direito, pisou a almofada da primeira base antes que o corredor conseguisse
retornar a ela e eliminou-o. O corredor da segunda base tinha cruzado o “home
base” antes da terceira eliminação ocorrida na primeira base.
PERGUNTA: Foi anotado ponto?
RESPOSTA: Sim. Embora a terceira eliminação tenha ocorrido na primeira base, a
defensiva poderia ter apelado sobre a saída antecipada do corredor da segunda
base e solicitado que a eliminação na segunda base fosse considerada o terceiro
“out”. Nesse caso não seria anotado ponto.
(d) Corredor
Precedente Deixa de Tocar uma Base - Consequência
A menos que haja duas eliminações, a situação de um corredor subsequente
não será afetada se um corredor precedente deixar de tocar ou retocar uma base.
Se, devido a uma apelação, o corredor precedente for eliminado e completar a
terceira eliminação, nenhum corredor subsequente anotará ponto. Se essa
terceira eliminação for o resultado de uma Jogada Forçada, tanto os corredores
precedentes como os subsequentes não anotarão ponto.
(e) Equipes se Alternam
no Ataque e na Defesa
Quando três jogadores da ofensiva são eliminados legalmente, as equipes
se alternam no ataque e na defesa. A equipe que estava na ofensiva vai à
defensiva e a equipe oponente passa a atacar.
5.10 Substituições e Trocas de Arremessadores (Incluindo Visitas ao
Montículo)
(a) Um jogador, ou jogadores, pode(m) ser substituído(s) durante um jogo
a qualquer momento em que a bola está morta. Um jogador substituto deve bater
na posição do jogador substituído, na ordem de batedores da equipe.
(b) O técnico deve comunicar, imediatamente, ao árbitro principal
qualquer substituição e informar-lhe a posição que o substituto ocupará na
ordem de batedores.
Comentário – Regra 5.10 (b): Para evitar qualquer confusão, o técnico deve dar o nome do
substituto, sua posição na ordem de batedores e sua posição no campo. Quando
dois ou mais jogadores substitutos da equipe na defensiva
entram no jogo ao mesmo tempo, o técnico deve, imediatamente antes que eles se
posicionem como defensores, designar ao árbitro principal as posições de tais
jogadores na ordem de batedores da equipe, e o árbitro principal deve, então,
notificar o Anotador Oficial. Se esta informação não é dada imediatamente ao
árbitro principal, este deve ter autoridade para designar as posições dos
substitutos na ordem de batedores.
Se uma mudança dupla está sendo feita, o técnico ou “coach” deve
notificar primeiro o árbitro de “home”. O árbitro principal tem de ser
informado sobre as substituições múltiplas e alterações na ordem de batedores
antes de o técnico chamar um novo arremessador (independentemente de o técnico
ou “coach” ter anunciado ou não a dupla mudança antes de cruzar a linha de
“foul”). O ato de sinalizar ou fazer gesto para o “bullpen” deve ser
considerado uma substituição oficial pelo novo arremessador. Não é permissível
ao técnico ir ao montículo, chamar o novo arremessador, e depois informar o
árbitro sobre substituições múltiplas com a intenção de alternar a ordem de
batedores.
Jogadores que tenham sido substituídos podem permanecer com sua equipe,
no “bench”, ou podem aquecer arremessadores. Se um técnico entrar no jogo no
lugar de um jogador, ele poderá continuar dirigindo a sua equipe, do “bench” ou
do “coach’s box”. Árbitros não devem permitir que jogadores substituídos e
autorizados a ficar no “bench” dirijam comentários desairosos a um jogador ou
técnico da equipe contrária, ou aos árbitros.
(c) O árbitro principal deve anunciar, ou mandar anunciar, cada
substituição imediatamente após ter sido notificado.
(d) Um jogador, uma vez removido de um jogo, não deve retornar a esse
jogo. Se um jogador substituído tenta retornar, ou retorna, ao jogo
em qualquer posição, o árbitro principal deve mandar o técnico remover tal
jogador do jogo, imediatamente, ao notar a sua presença, ou ao ser informado
sobre a sua presença por outro árbitro ou por qualquer um dos técnicos. Se tal
ordem para remover o substituto irregular ocorre antes de começar o jogo, com
esse jogador indevidamente no campo, um substituto legal pode entrar no seu
lugar. Se tal ordem para remover o substituto irregular ocorre depois de
começar o jogo, com esse jogador no campo, o substituto legal deve ser
considerado como se tivesse sido removido do jogo (além da remoção do jogador
substituto ilegal), e ele não deve entrar no jogo. Se um substituto entra
no jogo no lugar de um técnico-jogador, este pode, daí em diante, atuar como
“base coach”, a seu critério. Quando dois ou mais jogadores substitutos da
equipe na defensiva entram no jogo ao mesmo tempo, o técnico deve,
imediatamente antes de eles ocuparem suas posições como defensores, indicar ao
árbitro principal as posições desses jogadores na ordem de batedores de sua
equipe, e o árbitro principal deve, então, notificar o Anotador Oficial. Se tal
informação não for dada imediatamente ao árbitro principal, este terá
autoridade para designar as posições dos substitutos na ordem de batedores.
Comentário – Regra 5.10 (d): Um arremessador pode mudar para outra posição somente uma vez
durante o mesmo “inning”; por exemplo: o arremessador não será autorizado a
assumir outra posição que não seja a de arremessador mais de uma vez no mesmo
“inning”.
Qualquer jogador –exceto um arremessador– que entre no jogo para
substituir um defensor machucado deve ser autorizado a efetuar cinco
lançamentos de aquecimento [Vide Regra 5.07 (b) para arremessadores].
Qualquer jogada que ocorra enquanto um jogador que deixara o jogo
–depois de ter sido substituído– participa novamente desse jogo deve ser
considerada válida. Se o árbitro achar que o jogador retornou ao jogo sabendo
que isso contraria a regra de substituição de jogadores, poderá expulsar o
técnico.
NOTA: No beisebol amador, um jogador removido do jogo pode ser
autorizado a atuar como “base coach”.
(e) Um jogador cujo nome está na ordem de batedores de sua equipe não
pode se tornar um corredor substituto de outro membro de sua equipe.Comentário
– Regra 5.10 (e): O objetivo desta regra é eliminar a prática de se
usar os assim chamados corredores de cortesia (“courtesy runners”). Nenhum
jogador que está no jogo deve ser autorizado a atuar como um corredor de
cortesia no lugar de um companheiro de equipe. Nenhum jogador que estava no
jogo e fora retirado por um substituto deve retornar como um corredor de
cortesia. Se um jogador que não está no “lineup” (formulário de
escalação) da equipe for usado como um corredor, será tratado como um jogador
substituto.
(f) O arremessador designado na Ordem de Batedores (“Batting Order”)
entregue ao árbitro principal, conforme está estabelecido nas Regras 4.03 (a) e
4.03 (b), deve arremessar ao primeiro batedor, ou ao seu substituto, até que
ele seja eliminado ou alcance a primeira base, a menos que se machuque ou
adoeça e o árbitro principal o considere incapacitado para continuar
arremessando.
(g) O arremessador abridor ou qualquer arremessador substituto tem de
arremessar para, no mínimo, três batedores consecutivos, incluindo o batedor
que naquele momento está no “batter’s box” (ou um batedor substituto), até que
esses batedores sejam eliminados ou alcancem a primeira base, ou até que a
equipe na ofensiva seja eliminada, a menos que o arremessador (abridor ou seu
substituto) se machuque ou adoeça, e, na opinião do árbitro principal, fique
incapacitado para continuar atuando como um arremessador.
Comentário – Regra 5.10 (g): Para ser classificado como um dos três
batedores consecutivos, o batedor tem de completar a sua vez de bater, ou seja,
deve ser eliminado ou se tornar um corredor. Se a equipe na ofensiva sofre a
terceira eliminação antes de um arremessador substituto enfrentar seus
primeiros três batedores consecutivos, esse arremessador pode ser removido do
jogo, entre “innings”; mas caso ele retorne no “inning” seguinte, tem de
arremessar a tantos batedores quantos forem necessários, para satisfazer a
exigência da obrigatoriedade de arremessar para três batedores consecutivos.
Nesse caso, devem ser incluídos batedores que completaram a vez de bater com
esse arremessador no “inning” anterior (isto é, caso ele não tenha enfrentado
um batedor no “inning” 1, tem de arremessar para três batedores no “inning” 2;
se ele tiver enfrentado um batedor no “inning” 1, terá de arremessar para dois
batedores no “inning” 2; e se tiver enfrentado dois batedores no “inning”
1, terá de arremessar para um batedor no “inning” 2. Um “walk” (base por
“balls”) intencional é contado para satisfazer a quantidade de batedores
exigida. A eliminação de um corredor fora da base não satisfaz a exigência da
quantidade mínima de batedores, mas permitiria a remoção antecipada do
arremessador se a eliminação feita fora da base termina o “inning”.
(h) Se for feita uma substituição incorreta do arremessador, o árbitro
deverá ordenar o retorno do arremessador correto ao jogo até que sejam
cumpridas as disposições desta regra. Se for permitido que o arremessador
incorreto arremesse, qualquer jogada resultante será legal. O arremessador
incorreto torna-se o arremessador correto tão logo efetue seu primeiro
arremesso ao batedor, ou tão logo um corredor seja eliminado.
Comentário – Regra 5.10 (h): Se um técnico tenta remover um arremessador infringindo a Regra
5.10 (h), o árbitro deve comunicar ao técnico do Clube infrator que isso não
pode ser feito. Se, por acaso, o árbitro principal tiver, inadvertidamente,
anunciado a entrada de um arremessador incorreto, ele poderá ainda corrigir a
situação, antes que esse arremessador arremesse. Uma vez que o arremessador
incorreto efetue um arremesso, ele se torna o arremessador correto.
(i) Se um arremessador que já está no jogo cruzar a linha de “foul” a
fim de ocupar seu lugar sobre o “pitcher’s plate” para iniciar um “inning”, ele
deverá arremessar ao primeiro batedor até que esse batedor seja eliminado ou
alcance a 1ª base, a menos que o batedor seja substituído, ou o arremessador se
machuque ou adoeça de tal forma que o árbitro principal o julgue incapacitado
para continuar arremessando. Se o arremessador que estava atuando na ofensiva
(como corredor ou batedor) não retornar ao “dugout” após ser eliminado e
encerrar a metade de “inning”, ele não será obrigado a arremessar ao primeiro
batedor da metade de “inning” seguinte, a menos que se posicione sobre o
“pitcher’s plate” para iniciar os arremessos de aquecimento.
NOTA: A exclusão do batedor substituto à exigência de que um arremessador que
já está no jogo tem de enfrentar o primeiro batedor para iniciar um “inning”,
de acordo com a Regra 5.10 (i), não se aplica a um arremessador substituto que
retorna para atuar num “inning” subsequente, sem ter satisfeito a exigência de
arremessar a três batedores, contida na Regra 5.10 (g). Assim, se um
arremessador que não tenha cumprido a exigência de enfrentar três batedores no
fim de um “inning” retorna para o “inning” subsequente, a obrigação de
satisfazer essa exigência deve continuar, mesmo que a equipe oponente resolva
substituir o primeiro batedor para iniciar um “inning” subsequente.
(j) Se uma substituição
não for anunciada, o substituto será considerado dentro do jogo quando:
(1) Ocupa sua posição
sobre o “pitcher’s plate” – se for um arremessador.
(2) Ocupa sua posição
no “batter’s box” – se for um batedor.
(3) Chega à posição que o defensor substituído ocupava normalmente, e o
árbitro de “home” inicia o jogo – se for um defensor.
(4) Chega à base que o
corredor substituído ocupava – se for um corredor.
Qualquer jogada realizada por/sobre qualquer dos substitutos não
anunciados mencionados acima será legal.
(k) Jogadores e reservas de ambas as equipes devem permanecer nos seus
respectivos “benches”, a não ser que estejam realmente participando da partida,
se preparando para entrar no jogo ou atuando como “coach” na primeira ou
terceira base. Jogadores, técnicos, “coaches”, treinadores, e outras pessoas com permissão para ocupar a
área do “bench” ou “bullpen” durante o jogo não podem entrar no campo de jogo,
a menos que estejam realmente participando do jogo, preparando-se para entrar
no jogo, ou por outra razão permissível (por exemplo, orientando seus jogadores
na primeira base e terceira base, visitando o montículo).
PENALIDADE: Por violação desta regra, o árbitro pode remover o infrator do
campo depois de uma advertência.
Comentário – Regra 5.10 (k): Aqueles que constam da lista de jogadores machucados têm
permissão para participar de atividades pré-jogo e permanecer no “bench”
enquanto sua equipe está jogando, mas não podem tomar parte em quaisquer
atividades durante o jogo, tais como aquecer um arremessador, incomodar a
equipe adversária com palavras ou gestos etc.
Jogadores machucados não podem entrar na área de jogo em nenhum
momento, ou por nenhum motivo, durante o jogo.
NOTA: No círculo do batedor seguinte pode permanecer somente um
jogador (o batedor seguinte ou seu substituto).
(l) Visitas
ao Montículo – Arremessador é Removido do Jogo
Uma Liga Profissional deve adotar a seguinte regra com respeito à
visita do técnico ou “coach” ao arremessador:
(1) Esta regra limita o número de visitas que um técnico ou “coach” pode
fazer a um arremessador, num “inning”.
(2) Uma segunda visita
ao mesmo arremessador, no mesmo “inning”, causará a remoção automática (do
jogo) desse arremessador.
(3) O técnico ou “coach” está proibido de fazer uma segunda visita ao
montículo enquanto o mesmo batedor está no “batter’s box”, mas
(4) se um “pinch-hitter” (batedor de emergência) substituir esse
batedor, o técnico ou “coach” poderá fazer uma segunda visita ao montículo,
porém terá de remover do jogo o arremessador.
Um técnico ou “coach” é considerado ter concluído sua visita ao
montículo quando deixa o círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”.
Comentário – Regra 5.10 (l): O técnico ou “coach” se dirige ao receptor ou a um defensor do
campo interno, e esse jogador, em seguida, vai ao montículo, ou o arremessador
vai até onde ele (receptor ou defensor do campo interno) está posicionado,
antes que haja uma jogada intermediária (um arremesso ou outra jogada). Esse
procedimento deve ser tratado da mesma forma que quando o técnico ou “coach”
vai ao montículo para conversar com o arremessador.
Se o técnico ou “coach” tentar burlar ou desprezar esta regra,
procedendo dessa forma, será contada uma visita ao montículo.
Se o “coach” vai ao montículo e remove um arremessador, e depois o
técnico entra no campo e conversa com o novo arremessador, deve-se contar uma
visita a esse novo arremessador nesse “inning”.
Um técnico ou “coach” não deve ser considerado ter concluído sua visita
ao montículo se ele deixa temporariamente o círculo de 18 pés que circunda o
“pitcher’s plate” a fim de informar o árbitro sobre uma dupla mudança ou
substituição que está sendo feita.
Um técnico faz sua primeira visita ao arremessador e depois volta pela
segunda vez, no mesmo “inning”, para conversar com o mesmo arremessador
enquanto o mesmo batedor está no “batter’s box”; e isso depois de ter sido
advertido pelo árbitro de que tal volta não seria permitida. Num caso como
esse, o técnico deve ser removido do jogo, e o arremessador tem de arremessar
ao batedor até que ele seja eliminado ou chegue a uma base. Depois que o
batedor é eliminado ou se torna um corredor, esse arremessador tem que ser
retirado do jogo. O técnico deve ser notificado de que seu arremessador será
removido do jogo depois de arremessar para um batedor, para que ele possa ter
um arremessador substituto aquecido. Em tal circunstância, o árbitro
concederá ao arremessador substituto um tempo que, na sua opinião, seja
necessário para efetuar os arremessos preparatórios
Para os propósitos desta Regra 5.10 (l), quando o arremessador é
substituído, deve ser contada uma visita a esse arremessador nesse “inning”,
sem levar em conta se o técnico ou “coach” vai ao “mound” (montículo), ou se o
arremessador permanece no jogo numa posição diferente na defensiva.
OBSERVAÇÃO: Na eventualidade de o arremessador se ferir, o técnico poderá solicitar
ao árbitro permissão para se dirigir ao montículo. Havendo essa permissão, sua
visita ao arremessador não será contada.
(m) Limitação
do Número de Visitas ao Montículo Por Jogo
Esta regra deve ser aplicada em jogos da “Major League”. As
“Minor Leagues” podem adotar uma regra estabelecendo uma limitação
diferente sobre o número de visitas ao montículo permitido num jogo, ou sem
estabelecer limitação.
(1) Visitas ao montículo, sem uma mudança de arremessador, devem ser
limitadas a cinco por equipe, em nove “innings”. Para “innings” extras jogados,
cada equipe deve ter direito a uma visita adicional ao montículo, por “inning”.
(2) Para os propósitos desta Regra 5.10 (m), cada vez que o técnico ou
“coach” vai ao montículo para conversar com o arremessador deve-se contar uma
visita. Quando um jogador deixa sua posição para conversar com o arremessador,
ou um arremessador deixa o montículo para conversar com outro jogador, deve-se
também contar uma visita, independentemente de onde ocorra a visita, ou da
duração da visita. A ida de um técnico, “coach” ou jogador ao montículo
para participar de uma reunião já em andamento não deve ser considerada uma
visita independente. Não deve ser contada uma visita também nos seguintes
casos:
(A) Um batedor termina a sua vez de bater; enquanto o batedor seguinte
está se posicionando no “batter’s box” normalmente, o arremessador e um
defensor conversam (sem se deslocarem de suas posições).
(B) Visitas ao montículo por defensores, somente para
limpar sapatos (“spikes”), desde que não conversem com o
arremessador;
(C) Visitas ao montículo devido a um ferimento ou potencial ferimento
sofrido por arremessador;
(D) Visitas ao montículo por defensores, após o anúncio de uma
substituição feita pela equipe na ofensiva, mas antes de um arremesso ou
jogada subsequente;
(E) Visitas ao montículo por defensores, que ocorrem enquanto a partida
está paralisada após o árbitro ter declarado “TIME” (por exemplo: em seguida a
um ferimento sofrido por um árbitro ou jogador; a presença de um espectador,
objeto, ou um funcionário no campo etc.), desde que não retardem o reinício da
partida.
(F) Visitas ao montículo por defensores após um “home run”, desde que
retornem a suas posições antes que o corredor cruze o “home plate”; e
(G) Visitas ao montículo por defensores durante uma pausa no “inning” ou
substituição de arremessador, desde que não impeçam que o arremessador cumpra o
limite de tempo estabelecido para a pausa ou substituição de arremessador.
(3) Num jogo (ou em “innings” extras) em que uma equipe tem sua cota de
visitas ao montículo esgotada, o árbitro de “home” percebe que o receptor e o
arremessador não se entendem sobre a direção e o tipo de arremesso a ser
efetuado. Nesse caso, ele (árbitro de “home”) pode, mediante solicitação do
receptor, autorizar que este faça uma visita rápida ao montículo. Entretanto,
qualquer visita ao montículo feita sem essa autorização, antes de a equipe
esgotar sua cota de visitas, deve ser contada.
(4) Aplicação de limites de visita ao montículo. Um técnico ou “coach” que
cruza a linha de “foul”, a caminho do montículo, depois que sua equipe tiver
esgotado o limite de visitas ao montículo, tem de fazer uma mudança de
arremessador, a não ser que esse arremessador não tenha
arremessado para um mínimo de três batedores consecutivos, de
acordo com a Regra 5.10 (g), caso em que ele deve continuar
arremessando somente para cumprir a obrigação de enfrentar
seus primeiros três batedores consecutivos (ou até o fim do “inning”, o que
vier primeiro), de acordo com a Regra 5.10 (g). Se um
técnico ou “coach” acredita que pode ser aplicada uma exceção à regra sobre
visita ao montículo, ele tem de consultar o árbitro antes de cruzar a linha de
“foul”. Em situações em que uma equipe é forçada a fazer uma mudança não
intencional de arremessador com a aplicação desta Regra, e nenhum arremessador
substituto está fazendo aquecimento no “bullpen”, o técnico ou “coach” que
infringir a Regra, excedendo a quantidade permitida de visitas, estará sujeito
a ser expulso do jogo. O árbitro pode conceder ao arremessador substituto tempo
adicional para se preparar para entrar no jogo.
Se um defensor faz uma visita após sua equipe ter esgotado seu limite de
visitas ao montículo, ele pode estar sujeito a ser expulso se não retornar para
sua posição quando ordenado pelo árbitro; contudo, o arremessador não será
removido do jogo em razão de uma visita não permissível feita por um defensor.
5.11
Regra do Batedor Designado
(a) A Regra do Batedor
Designado estabelece o seguinte:
(1) Um batedor pode ser designado para bater no lugar do arremessador
inicial e de todos os arremessadores subsequentes, em qualquer jogo, sem que
isso afete a situação legal do(s) arremessador(es) no jogo. Caso uma equipe
pretenda usar um Batedor Designado, o jogador que deve bater no lugar do
arremessador tem de ser escolhido antes do jogo e estar incluído no formulário
de escalação (“Lineup Card”) apresentado ao árbitro principal. Se uma equipe
relacionar 10 jogadores no seu “Lineup Card”, sem indicar um deles como o
Batedor Designado, e o erro for percebido por um árbitro ou por qualquer dos
técnicos (ou pela pessoa designada pelo técnico para entregar o “lineup”) antes
da ordem “Play” para iniciar o jogo, o árbitro principal deverá mandar o
técnico que cometeu a falha mencionar qual dos nove jogadores, exceto o
arremessador, será o Batedor Designado.
Comentário – Regra 5.11 (a) (1): A não indicação do Batedor Designado quando são
relacionados 10 jogadores na Ordem de Batedores é um erro “óbvio” que pode ser
corrigido antes do início de um jogo. Vide Comentário – Regra 4.03.
(2) O Batedor Designado indicado na escalação inicial (“starting
lineup”) tem de bater pelo menos uma vez, a menos que a equipe contrária
substitua o arremessador.
(3) Uma equipe não é obrigada a designar um batedor para o arremessador,
mas se deixar de fazê-lo antes do jogo, ficará impedida de usar um Batedor
Designado para esse jogo.
(4) Podem ser usados “pinch-hitters” (batedores de
emergência) para um Batedor Designado.
Qualquer batedor que substitua um Batedor Designado torna-se, daí em diante, o
novo Batedor Designado. Um Batedor Designado substituído não pode retornar ao
jogo em nenhuma circunstância.
(5) O Batedor Designado pode ser usado na defesa e continuar batendo na
mesma posição na ordem de batedores, mas o arremessador, então, tem de bater no
lugar do jogador da defensiva substituído, a menos que sejam feitas várias
substituições, e nesse caso o técnico tem de designar o lugar de cada um na
ordem de batedores.
(6) Um substituto pode entrar no lugar do Batedor Designado, como
“pinch-runner” (corredor de emergência), e esse corredor deve,
daí em diante, assumir a função de Batedor Designado. Um Batedor Designado não
pode ser um corredor de emergência.
(7) Um Batedor Designado está “preso” à ordem de batedores. Não são
permitidas substituições múltiplas que possam alterar a rotação do Batedor
Designado na ordem de batedores.
(8) Uma vez que o arremessador do jogo seja removido do montículo
(“mound”) para uma posição na defesa, termina a função do Batedor
Designado para o resto do jogo.
(9) Uma vez que um batedor de emergência atue no lugar de qualquer
jogador na ordem de batedores e depois entre no jogo para arremessar, termina a
função do Batedor Designado para o resto do jogo.
(10) Uma vez que o arremessador do jogo atue como batedor ou corredor no
lugar do Batedor Designado, termina a função do Batedor Designado para o resto
do jogo. O arremessador do jogo pode atuar como batedor de emergência ou
corredor de emergência somente no lugar do Batedor Designado.
(11) Se um técnico relacionar 10 jogadores no “Lineup Card”, sem indicar
um deles como o Batedor Designado, e o técnico da equipe oponente comunicar
essa omissão ao árbitro principal depois de iniciado o jogo,
(A) o arremessador terá de bater no lugar do jogador relacionado no
“Lineup Card” que não tenha assumido uma posição na defesa, se a equipe tiver
entrado no campo para atuar na defesa, ou
(B) se a equipe não tiver ainda entrado no campo para atuar na defesa, o
arremessador será colocado na ordem de batedores no lugar de qualquer jogador
escolhido pelo técnico dessa equipe.
Em qualquer caso, o jogador cujo lugar na ordem de batedores é ocupado
pelo arremessador deve ser considerado como se tivesse sido substituído e
removido do jogo; e a função do Batedor Designado termina para o resto do jogo.
Qualquer jogada que tenha ocorrido antes de a infração ser levada ao
conhecimento do árbitro principal deve ser mantida. Vide Regra 6.03 (b).
(12) Uma vez que um Batedor Designado assuma uma posição na
defesa, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.
(13) Um substituto para o Batedor Designado não precisa ser anunciado
até que chegue a vez do Batedor Designado na ordem de batedores.
(14) Se um jogador da defesa vai ao montículo (isto é, substitui o
arremessador), termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.
(15) O Batedor Designado não pode ficar no “bullpen”, a menos que esteja
servindo de receptor a um arremessador.
(b) Jogador Abridor como Batedor Designado. Não é
obrigatório que um Clube indique um batedor para o arremessador. Entretanto, no
caso de o arremessador abridor desejar bater, ele será considerado duas pessoas
diferentes para os propósitos da Regra 5.11 (a). Em tais casos, o técnico
deve listar 10 jogadores no formulário de escalação de sua equipe, e esse
jogador deve ser nomeado duas vezes - uma vez como o arremessador abridor e uma
vez como o Batedor Designado. Assim, se o arremessador abridor voltar, ele
poderá continuar como o Batedor Designado (mas não poderá mais arremessar no
jogo) e, se o Batedor Designado voltar, ele poderá continuar como o
arremessador (mas não poderá mais atuar como batedor). Se o jogador voltar a
atuar simultaneamente como um arremessador abridor e Batedor Designado, ele não
poderá voltar a atuar por um outro "two-way player" (jogador que tem
a habilidade para arremessar e bater) preenchendo ambos os papeis como pessoas
diferentes (isso pode ser feito somente uma vez no formulário de escalação
inicial identificando que o arremessador abridor poderá bater no seu lugar.
Não obstante qualquer coisa que contrarie a Regra 5.11 (a) acima, se
esse arremessador bate ou corre como Batedor Designado, tal movimento não encerra
o papel do Batedor Designado para esse Clube, nem termina a vez de bater em
caso de o Batedor Designado assumir a vez do arremessador na defensiva.
Todavia, se esse jogador for mudado do montículo ou lista de Batedor Designado
para uma posição na defesa que não seja a de arremessador, tal mudança
terminará a vez do Batedor Designado para esse Clube pelo resto do jogo.
5.12
Declarando “Time” (Tempo) e “Dead Balls” (Bolas Mortas)
(a) Quando um árbitro paralisa o jogo, deve declarar “TIME”. No momento
em que o árbitro principal declara “PLAY”, cessa a paralisação e a partida
reinicia. Entre a declaração de “TIME” e a declaração de “PLAY” a bola está
morta.
(b) A bola torna-se morta quando um árbitro declara “TIME”. O árbitro
principal deve declarar “TIME”:
(1) Quando, na sua opinião, as condições climáticas, a escuridão ou
causas similares tornem impossível o prosseguimento imediato da partida.
(2) Quando a falha no sistema de iluminação torna difícil ou impossível
continuar o jogo.
NOTA: Uma Liga pode adotar seus próprios regulamentos para administrar os
jogos interrompidos por falha no sistema de iluminação.
NOTA 1: Quando ocorre um defeito no sistema de iluminação enquanto uma
jogada está em andamento, essa jogada (não concluída) deve ser anulada. Se o
incidente acontecer no instante em que a equipe na defensiva está tentando uma
jogada dupla (“double play”) ou tripla (“triple play”), o lance será totalmente
anulado, ainda que a primeira eliminação já tenha sido concretizada. Quando a
falha na iluminação for restaurada, o jogo será reiniciado a partir da situação
em que se encontrava antes do início da jogada que fora anulada.
NOTA 2: Se faltar iluminação quando está ocorrendo quaisquer dos casos em
que o batedor-corredor e os corredores podem avançar sem correrem o risco de
serem eliminados (“base on balls”, “balk”, Interferência da Defensiva,
Obstrução etc.), o lance não será anulado. Eles poderão avançar e tocar as
bases que lhes forem concedidas.
NOTA 3: Se, com uma jogada em andamento, ocorrer falta parcial de
iluminação (por exemplo: queda repentina de voltagem), a decisão a ser tomada
–declarar “TIME”, imediatamente, ou deixar o lance prosseguir até que seja
concluído– ficará a critério do árbitro.
(3) Quando um acidente
incapacita um jogador ou um árbitro.
(A) Se um acidente com um corredor for tão grave a ponto de impedi-lo de
continuar avançando a uma base que lhe fora concedida, como num “home
run” rebatido para fora do campo de jogo, ou
numa concessão de uma ou mais bases, um corredor substituto
deverá ser autorizado a completar a jogada.
(4) Quando um técnico pede “TIME” para uma substituição, ou para
conversar com um de seus jogadores.
NOTA: O técnico não deve pedir “TIME” quando está ocorrendo uma
jogada. Quando o arremessador está fazendo os movimentos de
arremesso, ou no momento em que um corredor está avançando ou retornando a uma
base, ou , ainda, quando uma jogada está em andamento, o técnico não deve pedir
“TIME”; se o fizer, o árbitro não deve atendê-lo. O jogo deve ser
paralisado no momento em que o árbitro declara “TIME”, e não quando o técnico
faz a solicitação.
(5) Quando um árbitro quer examinar a bola, consultar qualquer dos
técnicos ou por qualquer causa similar.
(6) Quando um defensor, após apanhar uma bola “fly”, pisa qualquer área
fora de jogo ou cai para dentro de qualquer área fora de jogo. Cada corredor
deve avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, a partir da última base
tocada legalmente no momento em que o defensor pisou/caiu para dentro de tal
área fora de jogo.
(7) Quando um árbitro ordena a remoção de um jogador ou qualquer outra
pessoa do campo de jogo.
(8) Exceto nos casos mencionados nos parágrafos (2) e (3) (A) desta
regra, nenhum árbitro deve declarar “TIME” enquanto uma jogada está em
andamento.
Depois que a bola se torna morta, a partida deve ser reiniciada quando o
arremessador, de posse de uma nova bola ou da mesma bola, ocupa seu lugar sobre
o “pitcher’s plate” e o árbitro de “home” declara “PLAY”. O árbitro de “home”
deve declarar “PLAY” tão logo o arremessador, de posse da bola, ocupe seu lugar
sobre o “pitcher’s plate”.
6.00 – JOGADA INCORRETA, AÇÃO ILEGAL E MÁ CONDUTA
6.01
Interferência, Obstrução e Colisões com Receptor
(a) Interferência
do Batedor ou Corredor
É Interferência de um
batedor ou corredor quando:
(1) Depois de um terceiro “strike” não agarrado, o batedor-corredor
estorva, claramente, o receptor que está tentando apanhar a bola. Tal
batedor-corredor é “out”, a bola torna-se morta, e todos os outros corredores
retornam às bases que ocupavam no momento do arremesso. Se uma bola
arremessada não agarrada permanece nas proximidades do “home plate” e,
inadvertidamente, é desviada pelo batedor ou corredor, ela fica morta, e os
corredores devem retornar às bases que estavam ocupando no momento do arremesso
(mas se isso acontecer no terceiro “strike”, o batedor é “out).
Comentário – Regra 6.01 (a) (1): Se a bola arremessada desvia ao
ter contato com o receptor ou árbitro e, subsequentemente, toca o
batedor-corredor, o árbitro não deve declarar uma Interferência, a menos que,
na sua opinião, tal batedor-corredor tenha estorvado, claramente, o receptor
tentando apanhar a bola.
NOTA 1: Quando o batedor que se tornara batedor-corredor no terceiro “strike”
não agarrado ou quarto “ball” estorva, claramente, o receptor que está fazendo
uma jogada sobre o corredor da 3ª base, esse batedor-corredor deve ser
eliminado, e o corredor tem de retornar à 3ª base (a base que ele estava
ocupando no momento do arremesso). Outros corredores também têm de retornar.
NOTA 2: Quando o batedor eliminado por três “strikes”, de acordo com as
Regras 5.09 (a) (2) [6.05 (b)] e 5.09 (a) (3) [6.05 (c)], estorva,
claramente, o receptor que está fazendo uma jogada sobre o corredor da 3ª
base, o árbitro deve eliminar também esse corredor da 3ª base, aplicando a
Regra 6.01 (a) (5) [Regra 7.09 (e)].
NOTA 3: No caso da Nota 2, se houver mais de um corredor tentando roubar
base, o árbitro eliminará o corredor que seria o alvo da jogada, e os demais
corredores retornarão às bases que estavam ocupando no momento da
Interferência. Se não for possível identificar o jogador sobre o qual seria
executada a jogada, o árbitro eliminará aquele que estiver mais perto do “home
plate”. Vide Regra 6.01 (a) (5) [Regra 7.09 (e) – NOTA].
(2) O batedor ou corredor desvia de alguma maneira, e intencionalmente,
o curso de uma bola rebatida que continua em movimento sobre o território
“foul”.
(3) Com menos de duas eliminações e um corredor na terceira base, o
batedor estorva um defensor que está fazendo uma jogada no “home base”; o
corredor é eliminado.
NOTA: Não se aplica este item da regra quando o batedor estorva uma
jogada do receptor que está tentando surpreender o corredor da terceira base
que está apenas fora da base, ou seja, não está tentando anotar ponto. Vide
Regra 5.09 (b) (8).
(4) Um ou mais membros da equipe na ofensiva permanecem ou se reúnem ao
redor de uma base para a qual um corredor está avançando, a fim de confundir e
estorvar os defensores ou aumentar a dificuldade desses defensores. Tal
corredor deve ser declarado eliminado em razão da Interferência cometida por
seu(s) companheiro(s) de equipe.
(5) Um batedor ou corredor que acabara de ser eliminado, ou um corredor
que acabara de anotar ponto, estorva ou impede uma jogada subsequente sobre um
corredor. Tal corredor deve ser declarado eliminado em razão da Interferência
cometida por seu companheiro de equipe [vide Regra 6.01 (j)].
Comentário – Regra 6.01 (a) (5): Se o batedor ou um corredor continua
avançando ou retorna (ou tenta retornar) para sua última base legalmente
tocada, depois de ter sido eliminado, ele não deve, só por esse ato, ser
julgado como se estivesse confundindo, estorvando ou dificultando as ações de
defensores.
NOTA: Com respeito à aplicação desta regra, consideremos um caso em que, com
dois ou mais corredores em base, um batedor ou corredor já eliminado estorva um
defensor que está tentando uma jogada sobre um desses corredores. Se for
possível identificar claramente o corredor que seria o alvo dessa jogada, o
árbitro deverá eliminá-lo; não sendo possível essa identificação, deverá
eliminar o corredor que estiver mais perto do “home plate”. No momento em que
um desses corredores é eliminado, a bola torna-se morta, e os outros corredores
têm de retornar às bases que estavam ocupando quando o defensor sofreu a
Interferência. Se, entretanto, a Interferência for cometida sobre o defensor
que, após apanhar a bola, estava tentando eliminar um desses corredores, em vez
de fazer uma jogada sobre o batedor-corredor, o corredor que seria o alvo de
tal jogada deverá ser eliminado. Os outros corredores terão de retornar às
bases que estavam ocupando no momento do arremesso. O batedor-corredor, porém,
adquire o direito de ir à primeira base. O corredor que for obrigado a deixar a
base que estava ocupando em razão da concessão da primeira base ao
batedor-corredor poderá avançar uma base, sem o risco de ser eliminado. Por
exemplo, nenhuma eliminação, bases cheias, “ground ball” na direção do
interbases. O corredor da terceira base é eliminado no “home” (“force out”). Se
esse corredor eliminado estorvar o receptor no momento em que ele está lançando
a bola à terceira base para tentar uma Jogada Dupla, o corredor da segunda base
deverá ser eliminado devido à Interferência cometida pelo corredor eliminado
anteriormente. Como o batedor-corredor adquire o direito de ir à primeira base,
o corredor da primeira base será autorizado a avançar à segunda base.
(6) Na opinião do árbitro, um corredor interfere, intencional e
deliberadamente, no curso de uma bola rebatida, ou na ação de um defensor que
está tentando apanhar uma bola rebatida, com o evidente propósito de evitar uma
Jogada Dupla. A bola torna-se morta. O árbitro deve eliminar o corredor, por
Interferência, e deve eliminar também o batedor-corredor, em razão da ação de
seu companheiro de equipe. Neste caso, os demais corredores não podem avançar
nem anotar ponto [vide Regra 6.01 (j)].
(7) Na opinião do árbitro, um batedor-corredor interfere, intencional e
deliberadamente, no curso de uma bola rebatida, ou na ação de um defensor que
está tentando apanhar uma bola rebatida, com o evidente propósito de evitar uma
Jogada Dupla. A bola torna-se morta. O árbitro deve eliminar o
batedor-corredor, por Interferência, e deve eliminar também o corredor que
tenha chegado mais perto do “home plate”, sem levar em conta onde a Jogada
Dupla teria sido executada. Neste caso, os demais corredores não podem
avançar [vide Regra 6.01 (j)].
(8) Na opinião do árbitro, o “base coach” da terceira ou primeira base,
tocando ou segurando o corredor, presta-lhe ajuda física para fazê-lo retornar
à/sair da terceira ou primeira base.
(9) Com um corredor na terceira base, o “base coach” deixa seu “box” e
atua de alguma maneira para atrair um lançamento de um defensor.
(10) O corredor não desvia de um defensor que está tentando apanhar
uma bola rebatida, ou interfere, intencionalmente, numa bola lançada.
Entretanto, se dois ou mais defensores tentam apanhar uma bola rebatida, e o
corredor tem contato com um ou mais deles, o árbitro deve determinar qual
defensor tem direito ao benefício desta regra. O corredor não deve ser
eliminado só pelo fato de ter colidido com um defensor, e sim quando tem
contato com o defensor que teria, realmente, a oportunidade de apanhar a bola. O
árbitro deve eliminar o corredor, de acordo com a Regra 5.09 (b) (3). Se
a terceira eliminação ocorre porque um corredor é declarado eliminado por
interferência numa bola rebatida “foul”, o batedor-corredor é considerado ter
completado a sua vez de bater, e o primeiro batedor do “inning” seguinte será o
jogador que o segue na ordem de batedores (se há menos de duas eliminações, o
batedor completará a sua vez de bater). Se o batedor-corredor for julgado não
ter atrapalhado um defensor tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida,
e se a Interferência do corredor for considerada não intencional, a ele
(batedor-corredor) será concedida a primeira base.
Comentário – Regra 6.01 (a) (10): Quando um receptor e um batedor-corredor
que está indo em direção à primeira base têm contato no momento em que o
primeiro está apanhando a bola, geralmente não há infração, e nada deve ser
declarado. “Obstrução” por um defensor que está tentando apanhar uma bola deve
ser declarada somente em casos muito flagrantes e violentos, porque as regras
lhe dão o direito do caminho; porém, obviamente, tal “direito do caminho” não é
uma permissão para, por exemplo, tropeçar intencionalmente num corredor, mesmo
quando está apanhando a bola. Se o receptor está apanhando a bola, e qualquer
defensor, incluindo o arremessador, obstrui um corredor que está indo à
primeira base, o árbitro deve declarar uma “Obstrução” e conceder a primeira
base a esse corredor.
(11) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor atinge o
corredor, em território “fair”. Se uma bola “fair” passa através ou ao lado de
um defensor do campo interno e toca um corredor que está imediatamente atrás
dele, ou toca o corredor depois de ter sido desviada por um defensor, o árbitro
não deve eliminar o corredor pelo fato de ter sido atingido por uma bola
rebatida. Ao tomar tal decisão, o árbitro tem de estar convencido de que a bola
passou através ou ao lado do defensor, e que nenhum outro defensor do campo
interno tinha a chance de fazer uma jogada sobre a bola. Se, na opinião do
árbitro, o corredor chuta, deliberada e intencionalmente, uma bola rebatida
sobre a qual o defensor do campo interno não tenha conseguido fazer uma jogada,
esse corredor, então, deve ser declarado eliminado por Interferência.
PENALIDADE
POR INTERFERÊNCIA: O corredor é “out” e a bola torna-se morta.
Se o árbitro declara eliminado o batedor, batedor-corredor ou um
corredor, por Interferência, todos os outros corredores devem retornar à última
base que, na opinião desse árbitro, fora tocada legalmente no momento da
Interferência, a menos que alguma coisa diferente esteja prevista nestas
regras.
Caso o batedor-corredor não tenha tocado a primeira base, todos os
corredores devem retornar à última base que estavam ocupando no momento do
arremesso; se, entretanto, durante uma jogada intermediária –com menos de duas
eliminações– um corredor pisa o “home plate”, e depois o batedor-corredor é
declarado “out” por Interferência fora da faixa de três pés, o corredor é
“safe” e deve ser contado um ponto.
NOTA: Não se aplica este item da regra quando a Interferência ocorre
depois de concluída uma jogada sobre outro corredor. Nesse caso, a jogada
anterior tem validade; o corredor é declarado “out” ou “safe”. Após a
ocorrência da Interferência, a bola torna-se morta.
Comentário – Regra 6.01 (a) Penalidade por Interferência: Um corredor que é
julgado ter estorvado um defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma
bola rebatida deve ser eliminado, sem levar em conta se o ato foi intencional
ou não.
Se, porém, o corredor está em contato com uma base conquistada
legalmente quando estorva o defensor, ele não deve ser declarado eliminado, a
menos que, na opinião do árbitro, tal estorvo –independentemente de ter
ocorrido em território “fair” ou “foul”– tenha sido intencional. Se o árbitro
declara que o estorvo foi intencional, deve ser aplicada a seguinte penalidade:
com menos de duas eliminações, deve eliminar ambos (o corredor e o batedor);
com duas eliminações, deve eliminar o batedor.
NOTA 1: A expressão “defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma
bola rebatida” tem o seguinte significado: é a ação de um defensor, desde
quando ele se prepara para apanhar a bola rebatida até o momento em que
completa o lançamento a um companheiro. Portanto, se o corredor interferir em
qualquer fase da ação defensiva referida anteriormente, estará estorvando o
defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida.
NOTA 2: Mesmo que o corredor esteja correndo dentro da área a que se
referem as Regras 5.09 (a) (11) e 5.09 (b) (1), se o árbitro julgar que
esse corredor estorvou o defensor que estava tentando apanhar uma bola
rebatida, deverá eliminá-lo aplicando esta regra.
PERGUNTA: Um “out”, corredor na terceira base. O batedor levantou um “foul fly”
para as proximidades da terceira base. O corredor, permanecendo sobre a base, estorvou
o defensor da terceira base e impediu que ele apanhasse a bola. Que decisão
deve dar o árbitro?
RESPOSTA: Se o árbitro julgar que o corredor interferiu, intencionalmente,
na jogada do defensor da terceira base, deverá eliminar tanto o corredor
como o batedor.
Se numa Jogada de Perseguição (“Run-Down Play”) entre a terceira base e
o “home plate” o corredor subsequente tiver chegado à terceira base quando o
corredor que está nessa Jogada de Perseguição é eliminado por Interferência da
Ofensiva, o árbitro deverá mandar o corredor que se encontra sobre a terceira
base de volta à segunda base.
Aplica-se este mesmo princípio quando, com uma Jogada de Perseguição
entre a segunda e terceira base, o corredor subsequente alcança a segunda base
(o raciocínio é que nenhum corredor deve avançar quando ocorre uma
Interferência, e um corredor é considerado ocupante de uma determinada base
enquanto não alcança legalmente a base seguinte).
NOTA: Corredor na primeira e terceira base. O corredor da terceira base fica
“preso” entre a terceira base e o “home plate”, e é eliminado por Interferência
durante a Jogada de Perseguição. Se o corredor da primeira base tiver alcançado
a segunda base antes de ocorrer a Interferência, esse avanço será reconhecido.
(b) Defensor –
Direito do Caminho
Os jogadores, “coaches” ou qualquer membro de uma equipe na ofensiva
devem desocupar qualquer espaço (inclusive os dois “dugouts” ou “bullpens”) que
seja necessário a um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida ou
lançada. Se um membro da equipe na ofensiva (exceto um corredor) atrapalha um
defensor que está tentando apanhar ou defender uma bola rebatida, a bola
torna-se morta, o batedor é declarado eliminado e todos os corredores retornam
às bases que estavam ocupando no momento do arremesso. Se um membro da equipe
na ofensiva (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando
apanhar uma bola lançada, a bola torna-se morta, o corredor sobre o qual está
sendo feita a jogada deve ser declarado eliminado e todos os corredores
retornam à última base ocupada legalmente no momento da Interferência.
NOTA: Por exemplo, o batedor levantou um “foul fly”. Para não estorvar o
receptor que vinha em sua direção para tentar efetuar a defesa, o batedor
seguinte, que estava exercitando com dois “bats” enquanto aguardava a sua vez
de bater, saiu do círculo, deixando um dos “bats” abandonado no chão. O
receptor tropeçou nesse “bat” e, em razão disso, não conseguiu apanhar a bola,
que, em situação normal, seria facilmente defensável. Se o abitro
julgar que o “bat” abandonado pelo batedor seguinte atrapalhou a jogada do
receptor, deve-rá eliminar o batedor (aquele que rebateu a bola arremessada).
Comentário – Regra 6.01 (b): Interferência da Defensiva é um ato mediante o qual um defensor
estorva um batedor ou impede que ele rebata um arremesso.
(c) Interferência
do Receptor
O batedor torna-se um corredor e adquire o direito de ir à primeira
base, sem o risco de ser eliminado (desde que avance e toque a primeira base)
quando o receptor ou qualquer defensor interfere na sua ação. Se ocorrer uma
jogada a despeito da Interferência, o técnico da equipe na ofensiva poderá
avisar o árbitro de “home” sobre sua decisão de renunciar à penalidade da
Interferência e aceitar a jogada. Tal escolha deve ser feita imediatamente
depois de concluída a jogada. Entretanto, se o batedor chegar à primeira base
por meio de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por
“balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit
batsman”), ou de outra maneira, e todos os demais corredores avançarem pelo
menos uma base, a jogada prosseguirá sem levar em conta a Interferência.
Comentário – Regra 6.01 (c): Se a Interferência do receptor for declarada com uma jogada em
andamento, o árbitro permitirá que essa jogada continue, porque o técnico
poderá preferir aceitar a jogada. Se o batedor-corredor deixa de tocar a
primeira base, ou um corredor omite a base seguinte, tais jogadores devem ser
considerados como se tivessem chegado a essas bases, conforme está estabelecido
em NOTA da Regra 5.06 (b) (3) (D).
Exemplos de jogadas que
o técnico pode preferir aceitar:
1. Corredor na terceira base, um “out”. O batedor acerta um “fly” para o
campo externo. O corredor deixa a base legalmente e anota ponto, mas é
declarada uma Interferência do receptor. O técnico da equipe na ofensiva pode
preferir aceitar o ponto e a eliminação do batedor ou optar pela permanência do
corredor na terceira base e concessão da primeira base ao batedor.
2. Nenhum “out”, corredor na segunda base. O batedor, apesar da
Interferência do receptor, executa “bunt” e envia o corredor para a terceira
base, mas é eliminado na primeira base. O técnico da equipe na ofensiva pode
escolher entre ter um corredor na terceira base, com uma eliminação, ou ter
corredores na primeira e segunda base, sem eliminação.
Se um corredor estiver tentando anotar ponto por meio de um “steal”
(roubo de base) ou “squeeze play” (jogada de pressão) a partir da terceira
base, será aplicada uma penalidade adicional. Vide Regra 6.01 (g).
Se o receptor tiver contato com o batedor antes que o arremessador solte
a bola, isso não será interpretado como uma Interferência sobre esse batedor,
de acordo com a Regra 5.05 (b) (3). Em tais casos, o árbitro deve declarar
“TIME” e ordenar que o arremessador e o batedor recomecem desde o início.
(d) Interferência Não Intencional
Em caso de interferência não intencional com jogada cometidas por
qualquer pessoa autorizada a estar no campo de jogo (exceto membros da equipe
na ofensiva que estão atuando no jogo, ou um "base coach"),
estorvando um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida ou lançada;
ou um árbitro) a bola permanece viva e em jogo. Se a interferência for
intencional, a bola estará morta no momento em que ocorre a falta, e o árbitro
deverá impor as penalidades que, na sua opinião, anularão os efeitos da
interferência.
Comentário – Regra 6.01 (d): Quando membros da equipe na ofensiva ou “base coaches” excetuados
na Regra 6.01 (d) interferem na ação de um defensor que está tentando apanhar
uma bola rebatida ou lançada, vide Regra 6.01 (b). Vide também Regras
5.06 (c) (2), 5.06 (c) (6) e 5.05 (b) (4), que tratam de Interferência cometida
por um árbitro, e 5.09 (b) (3), que cobre a Interferência cometida por um
corredor.
Para decidir se uma interferência é intencional ou não, o árbitro deve
basear-se na ação da pessoa. Por exemplo: um gandula (recolhedor de “bat” ou
catador de bola), policial, etc. faz um esforço para não ser atingido por uma
bola lançada ou rebatida, mas, mesmo assim, não consegue evitar o incidente.
Nesse caso, ele estaria envolvido numa interferência não intencional. Se,
porém, ele pegar, segurar, tocar a bola ou
empurrá-la/chutá-la, intencionalmente, tal ato será
interpretado como uma interferência intencional.
JOGADA: O batedor rebateu o arremesso em direção ao interbases
(“shortstop”). Este apanhou a bola, mas fez um mau lançamento à primeira base.
O “coach” da primeira base, para evitar ser atingido pela bola, jogou-se ao
chão, e o defensor da primeira base, ao tentar interceptar o lançamento
descontrolado, tropeçou nele; o batedor-corredor conseguiu chegar à terceira
base. A decisão sobre esse lance –se deve ou não ser declarada uma
Interferência do “coach”– fica a critério do árbitro; se, na sua opinião, o “coach”
fez todo o possível para evitar interferir na jogada, não deve declarar uma
Interferência. Se, porém, ele julgar que o “coach” estava apenas fingindo não
estorvar a jogada, decidirá que houve Interferência.
(e) Interferência
do Espectador
Quando um espectador
interfere numa jogada com qualquer bola lançada ou rebatida, a bola fica morta
no momento em que ocorre a falta, e o árbitro deve impor as penalidades que, na
sua opinião, anularão o ato da Interferência.
REGRA APROVADA: Se a Interferência do espectador impede, claramente, que um
defensor apanhe uma bola “fly”, o árbitro deve eliminar o batedor.
Comentário – Regra 6.01 (e): Há uma diferença entre um lance em que uma bola lançada ou
rebatida para as arquibancadas toca um espectador (e por isso fica morta)
–mesmo que ela pule de volta ao campo– e um lance em que um espectador adentra
o campo, ou estica o braço sobre, sob ou através da cerca, e toca uma bola em
jogo; ou tem contato com um jogador; ou ainda, de alguma forma,
atrapalha um jogador. No segundo caso, o ato do espectador é claramente
intencional, e deve ser tratado como uma interferência intencional conforme a
Regra 6.01 (d). O batedor e os corredores devem ser colocados onde, na opinião
do árbitro, estariam se a Interferência não tivesse ocorrido.
Não deve ser declarada uma Interferência quando um defensor se estica
sobre uma cerca, grade, corda ou para dentro das arquibancadas para apanhar uma
bola. Ele faz isso a seu próprio risco. Contudo, se um espectador se
estica para dentro do campo de jogo, por cima de tal cerca, grade ou corda, e
impede, claramente, que o defensor apanhe uma bola, o batedor deve ser
eliminado devido à Interferência do espectador.
EXEMPLO: Corredor na terceira base, um “out”. O batedor acertou uma
rebatida “fly” longa para o campo externo (“fair” ou “foul”). Um espectador
interferiu, claramente, na jogada do jardineiro (“outfielder”) que estava
tentando apanhar a bola. O árbitro declarou a eliminação do batedor em razão da
Interferência do espectador, e, nesse momento, a bola tornou-se morta. O
árbitro decidiu que, devido à distância alcançada pela bola rebatida, o
corredor da terceira base teria anotado ponto após a pegada (“catch”) se não
tivesse ocorrido a Interferência do espectador. Por isso, o corredor da
terceira base foi autorizado a anotar ponto. A decisão do árbitro poderia ter
sido diferente se a Interferência tivesse ocorrido mais perto do “home plate”.
(f) Interferência do “Coach” e Árbitro
Se uma bola lançada toca, acidentalmente, um “base coach”, ou uma bola
arremessada ou lançada toca um árbitro, a bola permanece viva e em jogo.
Entretanto, se o “coach” interferir numa bola lançada, o corredor será
eliminado.
Comentário – Regra 6.01 (f): Ocorre Interferência do Árbitro (1) quando um árbitro de “home”
estorva, impede ou prejudica um lançamento do receptor que está tentando evitar
um roubo de base ou eliminar um corredor fora da base; ou (2) quando uma bola
“fair” que não tenha passado um defensor atinge um árbitro, em território
“fair”. Interferência do Árbitro pode ocorrer também quando ele estorva o
receptor que está devolvendo a bola ao arremessador.
(g) Interferência num “Squeeze Play” (Jogada de Pressão) ou
“Steal of Home” (Roubo de “Home”)
Se, no momento em que o corredor da terceira base está tentando anotar
ponto por meio de um “squeeze play” ou “steal”, o receptor ou qualquer outro
defensor, sem estar de posse da bola, pisa o/sai à frente do “home base”, ou
toca o batedor ou o seu “bat”, o árbitro deve imputar um “balk” ao
arremessador, e o batedor deve ser autorizado a ir à primeira base em razão da
Interferência da Defensiva. A bola torna-se morta.
NOTA 1: Se o receptor, sem estar de posse da bola, sai à frente do “home
base” ou fica sobre essa base, ou tem contato com o batedor ou o seu “bat”, o
árbitro deve declarar uma Interferência da Defensiva. Particularmente neste
caso, a falta do receptor deve ser marcada sem levar em conta se o batedor
estava no “batter’s box” ou não, ou se ele estava tentando rebater o arremesso
ou não. A Interferência de qualquer outro defensor ocorre quando, por exemplo,
o defensor da primeira base se posiciona bem à frente e apanha a bola
arremessada antes que ela passe o “home base”, para evitar um “squeeze play”.
NOTA 2: A todos os corredores, tenham ou não tentado roubar base, deve ser
concedida uma base em razão da falta (“balk”) imputada ao arremessador.
NOTA 3: Esta regra deve ser aplicada sem levar em consideração se o
arremesso foi efetuado legalmente ou ilegalmente.
NOTA 4: Se, no momento em que o arremessador –transformado em defensor por ter
tirado legalmente o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”– lança a bola
para eliminar o corredor que está tentando anotar ponto, o receptor ficar sobre
o “home base” ou sair à frente dele, a jogada será legal. Se o batedor rebater
essa bola, será declarada uma Interferência da Ofensiva.
(h) Obstrução
Quando ocorre uma Obstrução, o árbitro deve declarar “OBSTRUÇÃO” ou
sinalizar a falta cometida pelo defensor.
(1) Se estiver ocorrendo uma jogada sobre o corredor obstruído, ou se o
batedor-corredor for obstruído antes de tocar a primeira base, a bola ficará
morta e todos os corredores avançarão, sem o risco de serem eliminados, às
bases que, na opinião do árbitro, teriam alcançado se o defensor não tivesse
cometido a falta. Ao corredor obstruído será concedida pelo menos uma base além
da última base tocada legalmente antes da Obstrução. Os corredores precedentes
que forem forçados a deixar suas bases em razão da concessão de bases por
Obstrução poderão avançar, sem o risco de serem eliminados.
Comentário – Regra 6.01 (h) (1): Quando está sendo realizada uma jogada
sobre um corredor obstruído, o árbitro deve sinalizar a Obstrução da mesma
maneira que quando declara “TIME”, com ambas as mãos acima da cabeça. A bola
torna-se morta, imediatamente, quando o árbitro faz esse sinal;
porém, se uma bola lançada estiver em voo antes de a Obstrução ser declarada
pelo árbitro, e essa bola resultar em “wild throw” (lançamento descontrolado),
os corredores serão autorizados a avançar às bases que teriam alcançado em
razão do mau lançamento se não tivesse ocorrido a Obstrução. Numa jogada, um
corredor surpreendido entre a segunda e a terceira bases foi obstruído pelo
defensor da terceira base que estava entrando na sua base enquanto o lançamento
feito pelo interbases estava em voo; se tal lançamento entrar no “dugout”, o
corredor obstruído será autorizado a ir para “home”. Qualquer outro corredor em
base, nesta situação, será também autorizado a avançar duas bases a partir da
última base tocada legalmente antes de a Obstrução ser declarada.
NOTA 1: Se o árbitro julgar que um defensor obstruiu o corredor enquanto
ocorria uma Jogada de Perseguição, terá de aplicar esta regra, obviamente. Esta
regra será aplicada também quando o árbitro julgar que o corredor, inclusive o
batedor-corredor que tenha chegado à primeira base, foi obstruído no momento em
que um defensor tentava eliminá-lo numa base, lançando a bola diretamente a
essa base.
NOTA 2: Por exemplo, quando havia corredor na segunda e terceira base, o
arremessador, ao tentar eliminar o corredor da terceira base, provocou uma
Jogada de Perseguição entre a terceira base e o “home base”. Enquanto ocorria
essa jogada, o corredor da segunda base chegou à terceira base. O corredor da
terceira base, porém, conseguiu retornar à sua base. Por essa razão, o corredor
da segunda base tentou retornar à sua base, mas não conseguiu; e ficou “preso”
entre a segunda e a terceira bases. Se durante essa Jogada de Perseguição o
defensor da segunda base, sem estar de posse da bola, colidir com o corredor, e
o árbitro reconhecer isso como uma Obstrução, a bola estará morta. O corredor
da segunda base irá para a terceira base, e o da terceira base, para “home”.
NOTA 3: Por exemplo, quando havia corredor na primeira base, o batedor
acertou um “hit” (rebatida indefensável) na direção do jardim esquerdo. O
jardineiro esquerdo, na tentativa de impedir o avanço do corredor da primeira
base para a terceira base, lançou à terceira base. O corredor da primeira base,
logo após ter ultrapassado a segunda base, chocou-se com o interbases, que não
estava de posse da bola. Se o árbitro reconhecer que o interbases
obstruiu o corredor, deverá sinalizar a falta cometida. A bola estará morta e
ao corredor da primeira base será concedida a terceira base. Com relação ao
batedor, o árbitro deverá julgar se ele poderia ou não ter chegado à segunda
base. Em caso afirmativo, conceder-lhe-á a segunda base. Do contrário, mandará
permanecer na primeira base.
NOTA 4: Por exemplo, quando havia corredor na primeira base, o batedor
acertou um “ground” na direção do defensor da primeira base. Este apanhou a
bola e lançou à segunda base para eliminar o corredor da primeira base na
Jogada Forçada. Enquanto isso, o arremessador que se movimentava para cobrir a
primeira base chocou-se com o batedor-corredor, pouco antes da base. Se o
árbitro reconhecer que o arremessador obstruiu o
batedor-corredor, deverá sinalizar a falta cometida. A bola estará morta. Nesse
caso, se o árbitro achar que a eliminação forçada na segunda base ocorreu
depois da Obstrução, ao batedor-corredor será concedida a primeira base, e ao
corredor da primeira base, a segunda base. Se, no entanto, na opinião do
árbitro, a eliminação forçada na segunda base ocorreu antes da Obstrução, o
lance na segunda base será válido, e ao batedor-corredor será concedida a
primeira base.
(2) Se nenhuma jogada estiver ocorrendo sobre o corredor obstruído, o
jogo deverá prosseguir até que todas as ações estejam concluídas. O árbitro
deverá, então, declarar “TIME” e impor as penalidades –se
houver– que, na sua opinião, anularão o ato da Obstrução.
Comentário – Regra 6.01 (h) (2): Se numa situação em que a bola não está
morta após uma Obstrução, de acordo com a Regra 6.01 (h) (2), um corredor
obstruído avançar além da base que, na opinião do árbitro, lhe teria sido
concedida em razão da falta cometida pela defensiva, ele estará fazendo isso a
seu próprio risco, e poderá ser eliminado se for tocado. Essa é uma decisão que
depende da apreciação do árbitro.
NOTA: O receptor, sem estar de posse da bola, não tem o direito de bloquear o
caminho do corredor que está tentando anotar ponto. A linha de base pertence ao
corredor, e o receptor deve estar lá somente quando está apanhando uma bola ou
quando já tem a bola em sua mão.
NOTA 1: Por exemplo, quando havia corredor na segunda base, o batedor
acertou um “hit” à frente do jardim esquerdo. O corredor da segunda base pisou
a terceira base e avançou decididamente para anotar ponto. Vendo isso, o
jardineiro esquerdo lançou para “home”, na tentativa de eliminá-lo. Nesse
instante, o batedor-corredor, ao passar pela primeira base, chocou-se com o
defensor da primeira base, e o árbitro, corretamente,
sinalizou a Obstrução. Como a bola lançada pelo
jardineiro esquerdo passou bem acima da cabeça do receptor, o corredor da
segunda base pisou tranquilamente o “home plate”. O batedor-corredor obstruído,
aproveitando o mau lançamento, passou pela segunda base e tentou chegar à
terceira base, mas foi tocado pelo defensor da terceira base –o arremessador,
que estava na cobertura do receptor, apanhou a bola e lançou-a ao defensor da
terceira base. Se o árbitro achar que o batedor-corredor avançou além da base
que lhe teria sido concedida por causa da Obstrução, deverá
eliminá-lo. Se, porém, o batedor-corredor tivesse chegado a salvo
(“safe”) à terceira base, ele teria direito a essa base. De qualquer modo, o
ponto anotado pelo corredor da segunda base é válido.
NOTA 2: Por exemplo, o batedor, após acertar uma rebatida longa que muito
provavelmente seria um “triplo” (rebatida de três bases), passou pela primeira
base, sem tocá-la, pisou a segunda base e, a caminho da terceira base, foi
obstruído pelo interbases –por causa disso não conseguiu chegar àquela base. O
árbitro deve conceder-lhe a terceira base, que certamente ele teria alcançado
se não tivesse ocorrido a Obstrução, sem levar em consideração a omissão da
primeira base. Se houver apelação na primeira base, o batedor-corredor será
declarado eliminado.
Comentário – Regra 6.01 (h): Se um defensor está prestes a receber uma bola
lançada que está voando diretamente em sua direção, e se essa bola está perto
demais de forma que ele precise se posicionar para
apanhá-la, tal defensor pode ser considerado “em ação para apanhar uma bola”. A
decisão –se ele estava ou não em ação para apanhar uma bola– fica inteiramente
a critério do árbitro. Depois que um defensor tiver tentado sem
êxito apanhar uma bola, ele não mais poderá ser considerado “em ação para
apanhar” a bola. Por exemplo: um defensor do campo interno mergulha na direção
de uma bola rebatida que vai rolando sobre o solo (“ground ball”), mas não
consegue pegá-la. A bola passa para trás, mas ele continua deitado no chão e
retarda o avanço de um corredor. É muito provável que ele tenha obstruído o
corredor.
(i) Colisões no “Home Plate”
(1) Um corredor tentando anotar ponto não pode desviar do seu caminho
direto para o “home plate”, a fim de colidir com o receptor, ou senão com a
intenção de causar uma colisão que poderia ter sido evitada. Se o árbitro
julgar que um corredor tentando anotar ponto colidiu com o receptor dessa
maneira, deverá declará-lo “out” (independentemente de o receptor estar
ou não de posse da bola). Em tais circunstâncias, o árbitro deve declarar que a
bola está morta; e todos os outros corredores devem retornar à última base
tocada no momento da colisão. Se o corredor desliza em direção ao “home plate”
de maneira adequada, ele não deve ser julgado ter infringido a Regra 6.01 (i).
Comentário – Regra 6.01 (i) (1): O corredor, sem fazer esforço para
alcançar o “home plate”, abaixa o ombro e colide com o receptor, ou empurra-o
com as mãos, cotovelos ou braços; esse procedimento pode ser interpretado como
desvio do caminho para ir de encontro ao receptor, infringindo a Regra 6.01
(i), ou senão como intenção de causar uma colisão que poderia ter sido evitada.
Um “slide” (ato de deslizar) deve ser considerado adequado, no caso de um “feet
first slide” –o corredor desliza para tocar a base com os pés–, se nádegas e
pés do corredor tocam o solo antes do contato com o receptor. No caso de um
“head first slide” –o corredor desliza com a cabeça erguida e os braços
esticados para tocar a base com as mãos– um corredor deve ser considerado ter
deslizado adequadamente se seu corpo toca o solo antes do contato com o
receptor. Se um receptor bloqueia o caminho do corredor, o árbitro não deve
achar que o corredor teve a intenção de causar uma colisão (evitável),
infringindo esta Regra 6.01 (i) (1).
(2) A menos que esteja de posse da bola, o receptor não pode
bloquear o caminho do corredor enquanto este está tentando anotar ponto. Se o
árbitro achar que o receptor, sem a posse da bola, bloqueou o caminho do
corredor, deverá declarar ou sinalizar que esse corredor é “safe”. A despeito
do que foi dito acima, não deve ser considerada uma violação desta Regra 6.01
(i) (2) se o receptor bloqueia o caminho do corredor numa legítima tentativa de
apanhar o lançamento (por exemplo, para observar a direção, a trajetória ou o
pulo da bola lançada, ou para acompanhar um lançamento feito por um
arremessador ou um defensor do campo interno envolvido na jogada). Além disso,
um receptor sem a posse da bola não deve ser julgado ter violado esta Regra
6.01 (i) (2) se, na opinião do árbitro, o corredor poderia ter deslizado e
evitado a colisão com o receptor (ou outro jogador cobrindo o “home plate”).
Comentário – Regra 6.01 (i) (2): Um receptor não deve ser julgado ter violado a
Regra 6.01 (i) (2), a menos que tenha bloqueado a base, sem estar de posse da
bola (ou sem estar tentando apanhar legalmente o lançamento), e também
atrapalhado ou impedido o avanço do corredor tentando anotar ponto. Um receptor
não deve ser julgado ter atrapalhado ou impedido o avanço do corredor se, na
opinião do árbitro, o corredor teria sido declarado “out”, não obstante o
receptor ter bloqueado a base. Além disso, um receptor deve esforçar-se para
evitar contato desnecessário e violento enquanto toca um corredor que está
tentando alcançar o “home plate”, deslizando. Receptores que, rotineiramente,
fazem contato desnecessário e violento (por exemplo, iniciar o contato usando
um joelho, caneleira, cotovelo ou antebraço) com um corredor que está tentando
chegar ao “home plate”, deslizando, podem ser punidos pelo Escritório do
Comissário.
O termo “receptor” utilizado nesta Regra 6.01 (i) inclui outros
jogadores cobrindo o “home plate”. A Regra 6.01 (i) (2) não deve ser aplicada
para jogada forçada no “home plate”.
(j) Deslizando para Bases em Tentativas de “Double Play” (Jogada
Dupla)
Se um corredor chega deslizando de forma inadequada para colidir com o
defensor, a fim de evitar uma jogada dupla, ele deve ser eliminado por
Interferência, de acordo com a Regra 6.01. Um “sliding” (ato de chegar a uma
base deslizando) legítimo em conformidade com a Regra 6.01 ocorre quando um
corredor:
(1) inicia o deslizamento (isto é, faz contato com o solo) antes de alcançar
a base;
(2) é capaz e tenta alcançar a base com sua mão ou pé;
(3) é capaz e tenta permanecer
sobre a base (exceto “home plate”) depois de concluir o “sliding”; e
(4) desliza –das proximidades
da base–, sem mudar seu caminho com o propósito de colidir com um
defensor.
Um corredor que desliza de forma adequada não deve ser eliminado por
Interferência sob esta Regra 6.01, mesmo quando ele tem contato com o defensor.
Além disso, não deve ser declarada uma Interferência quando o contato do
corredor com o defensor é causado devido ao posicionamento do defensor, ou
seja, quando ele se posiciona no (ou se move para o) caminho legal do
corredor em direção à base.
Não obstante o que foi dito acima, um “sliding” não será legítimo se um
corredor tem (ou tenta ter) contato intencional com o defensor, levantando sua
perna acima do joelho do defensor, ou colidindo com ele usando o braço ou a
parte superior do seu corpo.
Se o árbitro reconhecer que o corredor infringiu esta Regra 6.01 (j),
deverá declarar ambos –o corredor e o batedor-corredor– eliminados. Note,
entretanto, que se o corredor já havia sido eliminado, o jogador sobre o qual a
defensiva estava tentando fazer uma jogada deve, então, ser declarado “out”.
6.02
Ação Ilegal do Arremessador
(a) “Balks”
Se há corredor(es) em
base, deve ser declarado um “balk” quando:
(1) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”,
faz qualquer movimento naturalmente relacionado com seu arremesso e deixa de
efetuar tal arremesso.
Comentário – Regra 6.02 (a) (1): Se um arremessador canhoto ou destro
movimenta o pé livre além da borda traseira do “pitcher’s plate”, ele é
obrigado a arremessar ao batedor, a menos que lance à segunda base num
“pick-off play” (jogada para surpreender um corredor fora da base).
(2) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”,
simula um lançamento à primeira ou terceira base (não completa o
lançamento).
NOTA: Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador
pode simular um lançamento à segunda base, ocupada, desde que dê um passo
diretamente em direção essa base, mas não é permitido que ameace lançar à
primeira ou terceira base, ou simule um arremesse ao batedor. Se o arremessador
tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, poderá simular um
lançamento para qualquer base, sem dar passo, mas não poderá jogar a bola ao
batedor.
(3) O arremessador,
enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, não dá um passo diretamente
em direção a uma base antes de lançar a essa base.
Comentário – Regra 6.02 (a) (3): Enquanto está em contato com o “pitcher’s
plate”, o arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base
antes de lançar a essa base. Se um arremessador muda a direção do pé livre ou
gira sobre esse pé, sem realmente dar um passo, ou vira o seu corpo e lança
antes de dar o passo, o árbitro deve declarar um “balk”.
Um arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base
antes de lançar a essa base; ele é obrigado a lançar cada vez que dá o passo
(exceto para a segunda base). É um “balk” se, com corredor na primeira e terceira
base, o arremessador dá um passo em direção à terceira base só para blefar
(fazer o corredor voltar à base) e não lança; em seguida, vendo o corredor da
primeira base mover-se em direção à segunda base, vira, dá um passo em direção
à primeira base e lança a essa base. É legal o arremessador simular um
lançamento à segunda base.
(4) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”,
lança ou simula um lançamento a uma base desocupada, a menos que tal ação tenha
o propósito de fazer uma jogada.
Comentário – Regra 6.02 (a) (4): Para determinar se o arremessador lança ou
simula um lançamento a uma base desocupada a fim de fazer uma jogada, o árbitro
deve julgar se o corredor está, realmente, tentando avançar à base seguinte, ou
se ele está apenas blefando (fingindo estar tentando avançar a tal base
desocupada).
PERGUNTA: Com corredor na primeira base, o arremessador lança ou simula um
lançamento à segunda base desocupada. É “balk”?
RESPOSTA: Sim, é “balk”. Entretanto, se o arremessador lançar à segunda base
no primeiro movimento, dando um passo em direção a essa base, para evitar que o
corredor da primeira base roube a segunda base, não será “balk”. Ainda, se ele
tirar o pé de apoio do “pitcher’s plate”, legalmente, poderá lançar sem dar
passo.
(5) O arremessador faz
um arremesso ilegal.
Comentário – Regra 6.02 (a) (5): Um arremesso apressado (“quick pitch”) é
um arremesso ilegal. Os árbitros julgarão como arremesso apressado aquele
efetuado antes de o batedor se posicionar razoavelmente no “batter’s box”. Com
corredor(es) em base, a penalidade é um “balk”; sem corredor(es) em base,
é um “ball”. Arremesso apressado é perigoso; não deve ser permitido.
(6) O arremessador
efetua o arremesso, sem estar olhando para o batedor.
(7) O arremessador faz qualquer movimento natural relacionado com seu
arremesso, sem estar tocando o “pitcher’s plate”.
PERGUNTA: Quando havia corredor na primeira base, o arremessador, que estava
com o “pitcher’s plate” entre suas pernas, iniciou o “stretch” (movimento
preliminar) e derrubou a bola. É “balk”?
RESPOSTA: É “balk”, porque o arremessador fez um movimento natural
relacionado com seu arremesso, sem estar tocando o “pitcher’s plate”.
(8) O arremessador
retarda desnecessariamente o jogo.
Comentário – Regra 6.02 (a) (8): A Regra 6.02 (a) (8) não deve ser aplicada
quando é feita uma advertência de acordo com a Regra 6.02 (c) (8) –que proíbe o
retardamento intencional de um jogo lançando a bola a outros defensores, sem
estar tentando eliminar um corredor. Se um arremessador é expulso de acordo com
a Regra 6.02 (c) (8) por continuar retardando o jogo, deve ser aplicada também
a penalidade estipulada na Regra 6.02 (a) (8). A Regra 5.07 (c) –que estabelece
um limite de tempo dentro do qual o arremessador tem de arremessar quando as
bases estão desocupadas– deve ser aplicada somente quando não há corredor(es)
em base.
(9) O arremessador, sem estar de posse da bola, permanece sobre o
“pitcher’s plate” ou com o “pitcher’s plate” entre suas pernas, ou enquanto
está fora do “pitcher’s plate” simula um arremesso.
(10) O arremessador, após assumir uma posição legal para arremessar,
retira uma mão da bola, exceto quando vai realmente efetuar um arremesso ou um
lançamento a uma base.
(11) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”,
deixa a bola escapar ou cair de sua mão ou luva, acidental ou intencionalmente.
(12) O arremessador, enquanto está concedendo quatro “balls”
intencionais, efetua o arremesso quando o receptor não está dentro do
“catcher’s box”.
NOTA: A expressão ‘quando o receptor não está dentro do “catcher’s box’
significa: quando o receptor não está com os dois pés dentro do “catcher’s
box”. Deve-se aplicar esta regra, portanto, quando, no momento em que o
arremessador está concedendo quatro “balls” intencionais, o receptor apanha a
bola arremessada enquanto está com um dos pés fora do “catcher’s box”.
(13) O arremessador efetua o arremesso da Posição “Set”, sem dar uma
parada completa.
PENALIDADE: A bola torna-se morta e cada corredor deve avançar uma base, sem o
risco de ser eliminado, a menos que o batedor alcance a primeira base através
de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls”
(“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batter”), ou de
outra maneira, e todos os outros corredores avancem pelo menos uma base. Nesse
caso, a jogada prossegue sem levar em consideração a falta cometida pelo
arremessador.
REGRA APROVADA: Se o arremessador comete um “balk” e atira a bola
descontroladamente a uma base ou ao “home plate”, o corredor pode avançar além
da base para a qual é autorizado a ir, a seu próprio risco.
REGRA APROVADA: Um corredor que deixa de pisar a primeira base para a qual está
avançando e é declarado eliminado, em apelação, deve ser considerado como se
tivesse alcançado uma base, para o propósito desta regra.
Comentário – Regra 6.02 (a): Os árbitros devem ter em mente que o propósito da regra de “balk”
é evitar que o arremessador engane, deliberadamente, o corredor de base. Se o
árbitro tiver alguma dúvida, a “intenção” do arremessador deverá prevalecer.
Entretanto, devem ser observadas certas particularidades:
(A) Posicionar-se no montículo (“mound”) com o “pitcher’s plate” entre
suas pernas, sem estar de posse da bola, deve ser interpretado como um intento
de enganar; portanto, deve ser declarado um “balk”.
(B) Com um corredor na primeira base, o arremessador pode fazer um giro
completo, sem hesitar, em direção à primeira base e lançar à segunda base. Isso
não deve ser interpretado como um lançamento a uma base desocupada.
NOTA: Com referência à Regra Aprovada (1), o(s) corredor(es) pode(m) avançar
além da(s) base(s) que lhe(s) fora(m) concedida(s), a seu próprio risco, não só
quando o arremessador atira a bola descontroladamente, mas também quando
um defensor comete erro e não consegue apanhar uma bola atirada pelo
arremessador. Quando o(s) corredor(es), aproveitando-se do lançamento/arremesso
descontrolado ou do erro de um defensor, tenta(m) avançar além da(s) base(s)
que lhe(s) fora(m) concedida(s) em decorrência do “balk”, o jogo deve continuar
sem levar em consideração a falta cometida pelo arremessador.
(b) Arremessos
Ilegais com as Bases Desocupadas’
Se o arremessador faz um arremesso ilegal quando as bases estão
desocupadas, deve ser declarado um “ball”, a menos que o batedor chegue à
primeira base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”),
uma base por “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso
(“hit batter”), ou de outra maneira.
Comentário – Regra 6.02 (b): Se uma bola que escapa da mão de um arremessador cruza a linha de
“foul”, deve ser declarado um “ball”; caso contrário, deve-se considerar que
não houve arremesso. Isto seria um “balk” com corredor(es) em base.
NOTA: Se o árbitro de “home” declarar “BALL” a um arremesso ilegal, ele
deverá apontar essa falta de maneira clara, para que o arremessador possa tomar
conhecimento. Além disso, se o arremessador infringir a Regra 6.02 (c) (6),
será aplicada a penalidade correspondente – vide Regra 6.02 (d).
(c) Arremessador
- Proibições
O arremessador não
deve:
(1) Pôr a mão na bola após tocar sua boca ou lábios enquanto está dentro
do círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”, ou tocar sua boca ou
lábios enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”. O arremessador tem de
esfregar e enxugar completamente os dedos da mão com a qual faz os arremessos,
antes de tocar a bola ou o “pitcher’s plate”.
EXCEÇÃO: Desde que haja acordo entre ambos os técnicos antes do início de
um jogo a ser realizado num dia frio, o árbitro pode permitir que o
arremessador sopre sua mão.
PENALIDADE: Por violação desta parte da regra o árbitro deve retirar a bola do
jogo, imediatamente, e fazer uma advertência ao arremessador. Por cada infração
subsequente deve ser declarado um “BALL”. Entretanto, se o
arremessador efetuar o arremesso e o batedor chegar à primeira base através de
uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), por ter sido atingido
pela bola arremessada (“hit by pitch”), ou de outra maneira, e nenhum outro
corredor for eliminado antes de avançar pelo menos uma base, a jogada deverá
prosseguir sem levar em consideração a infração cometida. Se o arremessador
repetir a infração, estará sujeito a uma multa que será imposta pelo Escritório
do Comissário.
(2) Cuspir na bola, em
qualquer mão ou na sua luva.
(3) Esfregar a bola na
sua luva, no corpo, ou na roupa.
(4) Aplicar qualquer
tipo de substância estranha na bola.
(5) Desfigurar a bola
de alguma maneira.
(6) Arremessar uma bola alterada de maneira proibida pela Regra 6.02 (c)
(2) a (5), ou o que é denominado “shine ball” (bola brilhante), “spit ball”
(bola com saliva), “mud ball” (bola enlameada) ou “emery ball” (bola lixada). É
permitido que o arremessador esfregue a bola com suas mãos (sem a luva).
(7) Ter no seu corpo,
ou em seu poder, qualquer substância estranha.
Comentário – Regra 6.02 (c) (7): O arremessador não pode aplicar qualquer
material em nenhuma das mãos, em nenhum dedo ou em nenhum dos pulsos (por
exemplo: Band-Aid, fita, Super Glue, bracelete etc.). O árbitro deve determinar
se tal material é realmente uma substância estranha para o propósito da Regra
6.02 (c) (7), mas de maneira nenhuma o arremessador pode ser autorizado a
arremessar com tal material na mão, dedo ou pulso.
(8) Retardar, intencionalmente, o jogo lançando a bola a outros
jogadores, ao invés de arremessá-la ao receptor, quando o batedor está
posicionado no “batter’s box”, exceto numa tentativa de eliminar um corredor.
PENALIDADE: Se, depois da advertência do árbitro, tal ação retardante se
repetir, o arremessador será removido do jogo.
NOTA: O fato de o arremessador receber os sinais do receptor, sem estar
em contato com o “pitcher’s plate, além de retardar o jogo é um mau costume.
Portanto, o técnico e os “coaches” devem instruí-lo para receber os sinais,
devidamente posicionado.
(9) Arremessar,
intencionalmente, no corpo do batedor.
Se o árbitro julgar que o arremessador cometeu tal infração, poderá
tomar qualquer das seguintes medidas:
(A) expulsar do jogo o
arremessador, ou o técnico e o arremessador; ou
(B) advertir o arremessador e o técnico de ambas as equipes de que outro
arremesso dessa natureza resultará na expulsão imediata desse arremessador (ou
um substituto) e do técnico.
Se, na opinião do árbitro, as circunstâncias justificam, ambas as
equipes podem ser “advertidas” oficialmente antes do jogo ou a qualquer momento
durante o jogo.
(O Escritório do Comissário pode tomar medidas adicionais de
acordo com autoridade estipulada na Regra 8.04.)
Comentário – Regra 6.02 (c) (9): O pessoal da equipe não pode entrar na
área de jogo para discutir ou contestar uma advertência feita de acordo com a
Regra 6.02 (c) (9). Se um técnico, “coach” ou jogador deixa o
“dugout” ou a sua posição para contestar uma advertência, o árbitro deve
chamar a sua atenção e mandar parar. Se ele continuar, poderá ser expulso.
Arremessar na cabeça de um batedor é antidesportivo e extremamente
perigoso. Deve ser –e é– condenado por todos. Os árbitros devem agir sem
hesitação na aplicação desta regra.
(d) PENALIDADE: Por
violação de qualquer parte de (c) (2) a (7):
(1) O arremessador deve ser expulso do jogo, imediatamente, e suspenso
automaticamente. Nas “Minor Leagues”, a suspensão automática deve
ser por 10 jogos.
(2) Se ocorrer uma jogada depois que o árbitro aponta a infração, o
técnico da ofensiva poderá avisar o árbitro de “home” que ele prefere aceitar
essa jogada. Tal opção deve ser feita imediatamente depois de concluída a
jogada. Entretanto, se o batedor chegar à primeira base através de uma rebatida
indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on
balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batsman”), ou de outra
maneira, e nenhum outro corredor for eliminado antes de avançar pelo menos uma
base, a jogada deverá prosseguir sem levar em consideração a infração cometida.
(3) Mesmo que a equipe na ofensiva prefira aceitar a jogada, a infração
não será anulada, e as penalidades do item (1) serão aplicadas.
(4) Se o técnico da equipe na ofensiva não decidir aceitar a jogada, o
árbitro principal deverá declarar um “ball” automático, ou,
se houver algum corredor em base, um “balk”.
(5) O árbitro deve ser a única autoridade para julgar se alguma parte
desta regra foi violada.
Comentário – Regra 6.02 (d) (1) a 6.02 (d) (5): Se um arremessador
infringir a Regra 6.02 (c) (2) ou a Regra 6.02 (c) (3), e na visão da
arbitragem ele não pretendia, com seu ato, alterar as características de uma
bola arremessada, o árbitro poderá, a seu critério, adverti-lo, em vez de
aplicar a penalidade estabelecida para infrações das Regras 6.02 (c) (2) a 6.02
(c) (6). Se, porém, o arremessador persistir em infringir
qualquer dessas regras, o árbitro deverá, então, aplicar a penalidade.
Comentário – Regra 6.02 (d): Se, a qualquer momento, a bola atingir o saquinho de breu,
ela estará em jogo. Em caso de chuva ou quando o campo está
molhado, o árbitro pode instruir o arremessador para que leve o saquinho de
breu no bolso da calça. Um arremessador pode usar o saquinho de breu com o
propósito de aplicar o produto em sua(s) mão(s) sem a luva. O arremessador, bem
como qualquer outro jogador, não deve aplicar breu na bola usando o saquinho;
nem ter permissão para aplicar o breu do saquinho na sua luva ou espalhar breu
em qualquer parte do seu uniforme usando o saquinho.
6.03
Ação Ilegal do Batedor
(a) Batedor
Eliminado por Ação Ilegal
Um batedor é eliminado
por ação ilegal quando:
(1) Rebate uma bola
colocando um ou ambos os pés no solo totalmente fora do “batter’s box”.
Comentário – Regra 6.03 (a) (1): Se um batedor rebate uma bola para o
território “fair” ou “foul” enquanto está fora do “batter’s box”, ele deve ser
declarado eliminado. Os árbitros devem prestar especial atenção à posição dos
pés do batedor quando ele tenta rebater uma bola enquanto o arremessador está
lhe concedendo quatro “balls” intencionais. Um batedor não pode saltar, ou dar
um passo, para fora do “batter’s box” e rebater a bola.
(2) Muda de um “batter’s box” para outro enquanto o arremessador está
devidamente posicionado e pronto para arremessar.
NOTA: Deve-se aplicar esta regra e eliminar o batedor quando este passa de um
“batter’s box” para outro no momento em que o arremessador, com o pé de apoio
em contato com o “pitcher’s plate”, está olhando os sinais do receptor.
(3) Sai do “batter’s box” e interfere na ação do receptor que está
apanhando ou lançando uma bola, ou faz qualquer outro movimento que estorve uma
jogada do receptor no “home base”.
NOTA 1: Num lance em que o batedor deixa passar o arremesso, sem girar o “bat”,
o receptor não consegue agarrar a bola. Esta toca o “mitt” e, no rebote, atinge
o “bat” em poder do batedor que se encontra dentro do “batter’s box”. Nesse
caso, a bola continua em jogo.
NOTA 2: Esta regra inclui também o lance em que o batedor interfere na
ação de um defensor (qualquer defensor, além do receptor) que está fazendo uma
jogada no “home plate”. Se o corredor que está tentando avançar for eliminado,
a Interferência não será levada em consideração, a despeito da intenção do
batedor em atrapalhar a jogada. O jogo deverá prosseguir normalmente.
Entretanto, se o corredor não for eliminado –embora tenha havido chance para
isso– em razão de erro cometido por um defensor, o batedor deverá ser
eliminado. Ainda, se o corredor que avança for apanhado em uma jogada de
perseguição (“run-down play”), o árbitro deverá declarar “TIME”, imediatamente,
e eliminar o batedor pela infração cometida (Interferência). O corredor deverá
retornar à base de origem.
(4) Atira seu “bat” para o território “fair” ou “foul” e atinge o
receptor (ou a sua luva) no momento em que ele está tentando apanhar a bola
arremessada, e isso quando há corredor(es) em base e/ou no terceiro
“strike”.
EXCEÇÃO para Regras 6.03 (a) (3) e (4): O batedor não será
eliminado se qualquer corredor que está tentando avançar for eliminado, ou se o
corredor que está tentando anotar ponto for eliminado por causa da
Interferência cometida por esse batedor.
Comentário – Regra 6.03 (a) (3) e (4): Se o batedor interfere na ação do
receptor, o árbitro de “home” deve declarar “INTERFERÊNCIA”. O batedor é
eliminado e a bola torna-se morta. Nenhum jogador pode avançar quando ocorre
tal Interferência (Interferência da Ofensiva), e todos os corredores têm de
retornar à última base que, na opinião do árbitro, haviam tocado legalmente no
momento da Interferência.
Se, entretanto, o receptor faz uma jogada e elimina o corredor que está
tentando avançar, deve-se admitir que, na realidade, não houve Interferência, e
que o corredor é “out”, não o batedor. Qualquer outro corredor que estiver
ocupando uma base, nesse momento, poderá avançar, pois a regra diz que não há
realmente uma Interferência se um corredor é eliminado. Nesse caso, a jogada
continuará como se nenhuma infração tivesse sido cometida.
Um batedor tenta rebater a bola e erra. Ele faz um “swing” tão forte que
o “bat” dá um giro completo e, no “backswing” (movimento para trás), toca o
receptor ou a bola atrás dele. Se, na opinião do árbitro, o contato do “bat”
com o receptor ou a bola foi involuntário, deve ser declarado um “strike”
somente (e não uma Interferência). A bola, porém, torna-se morta e nenhum
corredor pode avançar nessa jogada.
(5) Usa ou tenta usar um “bat” que, na opinião do árbitro, tenha sido
alterado ou manipulado ilegalmente com o propósito de melhorar o fator
distância ou causar uma reação anormal na bola. Isso inclui “bats” que tenham
sido recheados, de superfície plana, pregados, tornados ocos, com ranhuras, ou
cobertos com uma substância, como parafina, cera etc.
Não será permitido nenhum avanço nas bases [exceto avanços que não são
ocasionados pelo uso de “bat” ilega, tais como “stolen base” (base roubada),
“balk”, “wild pitch” (arremesso descontrolado), “passed
ball” (arremesso defensável que passa para trás do receptor)], e qualquer
eliminação feita durante uma jogada deve ser mantida. Além de ser declarado
eliminado, o jogador deve ser expulso do jogo e pode estar sujeito a
penalidades adicionais determinadas pelo Escritório do
Comissário.
Comentário – Regra 6.03 (a) (5): Um batedor será julgado como se tivesse
usado ou tentado usar um “bat” alterado ou manipulado ilegalmente se ele levar
tal “bat” para dentro do “batter’s box”.
(b) Batedor
Fora de Ordem
(1) Um batedor deve ser declarado eliminado, em apelação, quando deixa
de bater no seu turno correto e outro batedor completa uma vez de bater em seu
lugar.
(2) O batedor correto pode ocupar o seu lugar no “batter’s box” a
qualquer momento, antes que o batedor incorreto se torne um corredor ou seja
eliminado; a contagem de “balls” e “strikes” deve ser transferida para o
batedor correto.
(3) Quando um batedor incorreto se converte em corredor ou é eliminado,
e a equipe na defensiva apela antes do primeiro arremesso ao batedor seguinte
de qualquer das equipes, ou antes de qualquer jogada ou tentativa de jogada, o
árbitro deve (1) declarar eliminado o batedor correto; e (2) anular qualquer
avanço ou ponto anotado em consequência de uma rebatida do batedor incorreto,
ou devido ao avanço deste à primeira base através de uma rebatida indefensável
(“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on balls”), por ter
sido atingido por um arremesso (“hit batter”), ou de outra maneira.
(4) Se um corredor avança num roubo de base, “balk”, “wild pitch” ou
“passed ball” enquanto o batedor incorreto está no “batter’s box”, tal avanço é
legal.
(5) Quando um batedor incorreto se converte em corredor ou é eliminado,
e é efetuado um arremesso ao batedor seguinte de qualquer das equipes antes de
ser feita uma apelação, a situação do batedor incorreto fica regularizada, daí
em diante, e os resultados de suas ações se tornam legais.
(6) Quando o batedor correto é declarado eliminado por não ter batido no
seu turno, o batedor seguinte deve ser aquele cujo nome vem em seguida ao do
batedor correto assim eliminado.
(7) Quando a situação de um batedor incorreto fica regularizada porque
nenhuma apelação é feita antes do próximo arremesso, o batedor seguinte deve
ser aquele cujo nome vem em seguida ao do batedor incorreto legalizado. A
partir do momento em que as ações de um batedor incorreto são legalizadas, a
ordem de batedores recomeça com o jogador cujo nome vem em seguida ao do
batedor incorreto legalizado.
Comentário – Regra 6.03 (b) (7): O árbitro não deve alertar ninguém sobre a
presença de um batedor incorreto no “batter’s box”. O objetivo desta regra é
exigir constante vigilância dos jogadores e técnicos de ambas as equipes.
Há dois princípios básicos que devem ser lembrados: quando um batedor
bate fora de turno, o batedor correto é o jogador que deve ser eliminado. Se um
batedor incorreto chega a uma base ou é eliminado após rebater o arremesso, e
nenhuma apelação é feita antes de um arremesso ao batedor seguinte, ou antes de
qualquer jogada ou tentativa de jogada, esse batedor incorreto é considerado
como se tivesse batido no turno correto e estabelece a ordem que deve ser
seguida.
NOTA 1: As expressões “primeiro arremesso ao batedor seguinte” [item (3)],
“arremesso ao batedor seguinte” [item (5)] e “próximo arremesso” [item (7)]
incluem, além do arremesso propriamente dito, uma jogada ou tentativa de jogada
que for feita antes do primeiro arremesso ao batedor seguinte de qualquer das
equipes. Entretanto, um lançamento feito numa apelação não é considerado uma
jogada.
NOTA 2: Está estabelecido que todos os avanços, bem como os pontos anotados, em
consequência de uma rebatida do batedor incorreto, ou do seu avanço à primeira
base, serão anulados. Da mesma forma, qualquer jogada resultante da ação do
batedor incorreto será anulada. Portanto, se o batedor correto for eliminado em
apelação por não ter batido na sua vez, após a eliminação do corredor da
primeira base na segunda base, a Jogada Forçada concretizada na segunda base
deverá ser anulada.
REGRA APROVADA: Para ilustrar as várias situações que surgem quando se bate fora
de turno, suponhamos que a ordem de batedores no primeiro “inning” seja a
seguinte: “A”, “B”, “C”, “D”, “E”, “F”, “G”, “H” e “I”.
JOGADA (1): “B” está no “batter’s box”. Com a contagem de 2 “balls”
e 1 “strike”, (a) a equipe na ofensiva descobre o erro ou (b) a equipe na
defensiva apela.
DECISÃO: Em qualquer dos casos, “A” substitui “B” e assume a contagem de 2
“balls” e 1 “strike”.
JOGADA (2): “B” rebate e conquista duas bases (“two-base hit”). A equipe na
defensiva apela (a) imediatamente; ou (b) depois de um arremesso a “C”.
DECISÃO: (a) “A” é declarado eliminado e “B” é o batedor correto; (b) “B”
permanece na segunda base e “C” é o batedor correto.
JOGADA (3): “A” anda (base por “balls”). “B” também anda. “C” força “B” (“B” é
eliminado na segunda base). “E” posiciona-se para bater no turno de
“D”. Enquanto “E” está no “batter’s box”, “A” anota ponto e “C”
chega à segunda base num “wild pitch” (arremesso descontrolado). “E” rebate um
“ground” e é eliminado, mas empurra “C” para a terceira base. A equipe na
defensiva apela (a) imediatamente; ou (b) depois de um arremesso a “D”.
DECISÃO: (a) O ponto de “A” é válido e “C” tem o direito de permanecer na
segunda base, uma vez que esses avanços não foram feitos em consequência da
rebatida do batedor incorreto, ou do avanço deste para a primeira base. “C” tem
de retornar à segunda base porque seu avanço para a terceira base resultou da
rebatida do batedor incorreto. “D” é eliminado e “E” é o batedor correto. (b) O
ponto de “A” é válido e “C” permanece na terceira base. O batedor correto é
“F”.
JOGADA (4): Com as bases cheias e duas eliminações, “H” bate no turno de “F” e
empurra três pontos com a sua rebatida de três bases (“three-base hit”). A
equipe na defensiva apela (a) imediatamente; ou (b) depois de um arremesso a
“G”.
DECISÃO: (a) “F” é eliminado e nenhum ponto é anotado. “G” é o batedor
correto que deve começar batendo no segundo “inning”. (b) “H” permanece na
terceira base e são anotados três pontos. “I” é o batedor correto.
JOGADA (5): Depois da jogada (4) (b) acima, “G” continua no “batter’s box”.
(a) “H” é surpreendido fora da terceira base e completa a terceira eliminação;
ou (b) G” é eliminado num “fly”, e nenhuma apelação é feita. Quem é o batedor
correto que deve começar batendo no segundo “inning”?
DECISÃO: (a) É o “I”. Ele se tornou o batedor correto assim que o primeiro
arremesso a “G” legalizou o triplo de “H”. (b) É o “H”. Como não houve apelação
antes de um arremesso ao primeiro batedor da equipe contrária, a situação de
“G” ficou legalizada.
JOGADA 6: “D” anda e “A” entra no “batter’s box”. “D” era um batedor
incorreto; se for feita uma apelação antes do primeiro arremesso a “A”, “A”
será eliminado. “D” será removido da base e “B” será o batedor
correto. Não há nenhuma apelação, e é efetuado um arremesso a “A”. A situação
de “D” fica legalizada, e assim “E” torna-se o batedor correto. “E” pode
substituir “A” a qualquer momento, antes que “A” seja eliminado ou se torne um
corredor. “E”, no entanto, não faz isso. “A” é eliminado numa rebatida “fly” e
“B” entra no “batter’s box”. “A” era um batedor incorreto; se for feita uma
apelação antes do primeiro arremesso a “B”, “E” será eliminado, e o batedor
correto será “F”. Não há nenhuma apelação, e é efetuado um arremesso a “B”. A
eliminação de “A” é, agora, legalizada, e o batedor correto é “B”. ”B” anda.
“C” é o batedor correto. “C” é eliminado numa rebatida “fly”. Agora,
“D” é o batedor correto, mas ele está na segunda base. Quem é o
batedor correto?
DECISÃO: O batedor correto é
“E”. Quando o batedor correto está ocupando uma base, ele perde a sua vez de
bater, e o batedor seguinte torna-se o batedor correto.
6.04
Conduta Antidesportiva
(a) Em nenhum momento um
técnico, jogador, suplente, “coach”, treinador ou “bat boy” (recolhedor de “bat”) deve,
seja do “bench”, do “coach’s box”, do campo de jogo, ou de qualquer outro
lugar:
(1) Incitar, ou tentar incitar, por meio de palavras ou gestos, uma
manifestação de espectadores.
(2) Usar linguagem que, de alguma forma, se refira negativamente a
jogadores da equipe contrária, um árbitro ou um espectador.
(3) Pedir “TIME”, usar qualquer outra palavra ou frase, ou praticar
qualquer ato, enquanto a bola está viva e em jogo, com o evidente propósito de
tentar fazer o arremessador cometer um “balk”.
(4) Fazer contato intencional com o árbitro, de alguma maneira (tocar o
corpo do árbitro ou demonstrar intimidade com ele).
(b) Jogadores uniformizados não devem se dirigir a –ou se misturar com–
espectadores, nem sentar nas arquibancadas antes, durante ou depois de um jogo.
O técnico, “coach” ou jogador não deve se dirigir a espectadores antes ou
durante um jogo. Jogadores de equipes oponentes não devem se confraternizar em
momento algum enquanto estão uniformizados.
(c) Nenhum defensor deve ocupar uma posição na linha de visão do batedor
e, com deliberada intenção antidesportiva, agir de alguma forma para distrair o
batedor.
PENALIDADE: O infrator deve ser removido do jogo e deixar o campo de jogo. Se
for cometido um “balk”, a falta será anulada.
(d) Quando um técnico, jogador, “coach” ou treinador é expulso de um
jogo, ele deve deixar o campo, imediatamente, e não pode mais continuar
participando desse jogo; deve permanecer no vestiário, ou vestir roupa comum e
se retirar do estádio, ou sentar nas arquibancadas, bem longe do “bench” ou
“bullpen” (local onde os jogadores que vão entrar no jogo fazem aquecimento) de
sua equipe.
Comentário – Regra 6.04 (d): Um técnico, “coach” ou jogador que
está suspenso pode estar de uniforme e pode participar de atividades
pré-jogo normais do Clube. Durante o jogo, porém, pessoas que estão suspensas
têm de estar sem uniforme, não podem permanecer no “dugout”, e têm de estar
longe de áreas onde jogadores costumam ficar. Pessoas suspensas não têm
permissão também para permanecer na sala da imprensa ou em qualquer parte de
áreas de transmissão durante o andamento de um jogo, mas podem assistir ao jogo
das arquibancadas ou de um local adequado.
(e) Quando os ocupantes de um “bench” discordam violentamente da decisão
de um árbitro, esse árbitro deve, inicialmente, adverti-los de que tal
manifestação deve cessar.
PENALIDADE: (Se eles continuarem reclamando) O árbitro deve ordenar que os
infratores deixem o “bench” e se dirijam ao vestiário. Se não for possível
identificar o infrator, ou infratores, poderá retirar do “bench” todos os
jogadores reservas. O técnico da equipe infratora terá permissão para chamar ao
campo de jogo somente aqueles jogadores necessários para as substituições que
pretende fazer.
7.01 Jogos Regulamentares
(a) Um jogo regulamentar consiste de nove “innings” (entradas), a menos
que seja prorrogado devido a um empate no placar, ou abreviado
(1) porque a equipe local não precisa atuar na ofensiva na segunda metade do
nono “inning”, ou precisa atuar somente em parte dela; ou (2) porque o árbitro
principal dá o jogo por terminado (“called game”).
EXCEÇÃO: As “Minor Leagues” podem adotar uma regra que permita a
redução da duração de um ou ambos os jogos de uma rodada dupla para sete
“innings”. Em tais jogos, quaisquer destas regras que se aplicam ao nono
“inning” devem ser aplicadas ao sétimo “inning”.
(b) “Innings” Extras
(1) Se o placar está empatado depois de completados os nove “innings”, o
jogo deve continuar até que (1) a equipe visitante tenha anotado maior número
de pontos do que a equipe local ao final de um “inning” completo; ou (2) a
equipe local anote o ponto da vitória num “inning” incompleto.
(2) Cada meio-“inning” depois do nono “inning” começará com um corredor
na segunda base, como segue:
(A) O batedor (ou um substituto para o batedor) que começa um “inning”
continuará sendo o batedor que iniciaria
o “inning” na ausência desta regra Extra “Innings”.
(B) O corredor colocado na segunda base no início de cada meio-“inning” deve
ser o jogador (ou um substituto para tal jogador) na ordem de “batting”. Por
meio de exemplo, se o batedor número cinco na ordem de “batting” deve iniciar o
décimo “inning”, o jogador número quatro na ordem de batedores (ou um
“pinch-runner” para tal jogador) deve iniciar o “inning” na segunda base.
Entretanto, se primeiro batedor é o jogador na ordem de batedores imediatamente
anterior a esse meio-“inning” é o arremessador, o corredor colocado na segunda
base no início desse meio-“inning” pode ser colocado antes do arremessador na
ordem de batedores. Qualquer corredor ou batedor removido do jogo para um
substituto não poderá retornar ao jogo de acordo com a regra 5.10.
(1) Se tiverem sido completados cinco “innings”.
(C) Para o propósito de calcular o ponto da vitória sob a Regra 9.16, o
corredor que inicia um “inning” na segunda base de acordo com esta regra será
considerado um corredor que alcançara a segunda base por causa de um erro da
defesa, mas nenhum erro deve ser atribuído à equipe contrária ou a qualquer
jogador. Para os propósitos da Regra 9.02, o Anotador Oficial deve registrar o
número de vezes que cada batedor e corredor é colocado na segunda base, de
acordo com esta regra.
(D) Iniciando no décimo “inning” e até que o jogo tenha terminado, o
árbitro de “home” deve checar o formulário de escalação da equipe na ofensiva
para verificar o corredor correto iniciando na segunda base. Se um corredor
incorreto é colocado, o árbitro de “home” deve informar o técnico da ofensiva
imediatamente e ter o corredor correto
colocado na segunda base. Se um
corredor incorreto for notado por um árbitro ou outro técnico após o jogo ter
começado, ele deve ser substituído por
um corredor correto e todas as jogadas feitas serão legais, a menos que uma
situação de batedor fora de ordem anule o avanço. Não há nenhuma penalidade
para um corredor incorreto antes ou depois de ele ter anotado ponto.
(e) Se um jogo é adiado ou senão dado por terminado antes de se tornar
um Jogo Regulamentar, o árbitro principal deve declará-lo nulo (" no
game"), a não ser que seja suspenso de acordo com as Regras 7.02 (a) (3),
7.02 (a) (4) ou 7.02 (a) (5). Se um jogo é adiado ou senão encerrado
devido a circunstâncias extraordinárias no entendimento do "Office of
the Commissioner", será um Jogo Suspenso.
(f) O Escritório do Comissário pode determinar se ingressos de
um jogo regulamentar ou suspenso que tenha chegado até ou além de um ponto
descrito na Regra 7.01 (c) são válidos para uso futuro.
Comentário – Regra 7.01: As “Major Leagues” têm determinado que as Regras 7.01 (b) (2), 7.01 (c) e 7.01 (e) não se aplicam a jogos de
“Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”.
(g) O placar de um jogo regulamentar é o número total de pontos anotados
por cada equipe no momento em que o jogo termina.
(1) O jogo termina quando a equipe visitante completa a primeira metade
do nono “inning” e a equipe local está em vantagem no placar.
(2) O jogo termina quando, ao final do nono “inning”, a equipe visitante
está em vantagem no placar.
(3) Se a equipe local anota o ponto da vitória na segunda metade do nono
“inning” (ou na segunda metade de um “inning” extra após um empate), o jogo
termina imediatamente após ser anotado o ponto decisivo.
EXCEÇÃO: Se o último batedor de um jogo acerta um “home run” para fora do
campo de jogo, o batedor-corredor e todos os corredores em base podem anotar,
de acordo com as regras sobre corredores, e o jogo termina quando o
batedor-corredor toca o “home plate”.
REGRA APROVADA: O batedor acerta um “home run” para fora do campo de jogo na
segunda metade do nono “inning”, ou de um “inning” extra, e garante a vitória
de sua equipe, mas é declarado eliminado por ter ultrapassado um corredor
precedente. O jogo termina imediatamente após ser anotado o ponto da vitória, a
menos que haja duas eliminações e o ponto da vitória não tenha ainda sido
anotado quando o corredor ultrapassa um corredor precedente, caso em que o
“inning” termina e somente aqueles pontos anotados antes de o corredor
ultrapassar outro serão contados.
NOTA: Na segunda metade do nono “inning”, ou de um “inning” extra, com menos
de dois “outs”, o batedor acerta um “home run” para fora do campo de jogo, e um
dos corredores é eliminado por ter ultrapassado um corredor precedente. Nesse
caso, a rebatida “home run” é reconhecida, e o jogo termina no momento em que o
batedor-corredor pisa o “home plate”.
(4) Um “called game” (jogo dado por terminado antes de serem completados
os “innings” regulamentares) se efetiva no momento em que o árbitro ordena o
encerramento do jogo, a menos que esse jogo se torne um Jogo Suspenso de acordo
com a Regra 7.02 (a).
7.02 Jogos Suspensos, Jogos Adiados e Jogos Empatados
(a) Um jogo torna-se um Jogo Suspenso, que tem de ser completado numa
data futura, quando é encerrado por uma das seguintes razões:
(1) Um toque de recolher imposto por lei.
(2) Um limite de tempo permissível pelas regras da Liga.
(3) Falha na iluminação, mau funcionamento de (ou erro não intencional
de operador no manuseio de) um equipamento ou dispositivo mecânico do campo sob
controle do Clube local (por exemplo, teto retrátil, encerado, ou outro
equipamento para remover água).
(4) Escuridão, quando uma lei impede que as luzes sejam acesas.
(5) Condições Climáticas, se o jogo é encerrado antes de se
tornar um Jogo Regulamentar, ou se um Jogo Regulamentar é encerrado
enquanto um "inning" está em andamento, e antes de o
"inning" ser completado, e a equipe visitante tiver anotado um ou
mais pontos para liderar o placar, e a equipe local não tiver
recuperado a vantagem; ou
(6) É um jogo regulamentar que é dado por terminado com o placar
empatado.
As “Minor Leagues” podem também adotar as seguintes regras para os Jogos Suspensos.
Se forem adotadas por uma Liga Menor, a Regra 7.01 (e) não será
aplicada em seus jogos.
(7) O jogo não havia se tornado um Jogo Regulamentar (4 ½ “innings” com
a equipe local em vantagem no placar, ou 5 “innings” com o Clube visitante em
vantagem no placar ou com a contagem empatada).
(8) Se um jogo é suspenso antes de se tornar um Jogo Regulamentar, e tem
prosseguimento antes de outro jogo regularmente programado, esse jogo
regularmente programado deve ser de sete “innings” de duração. Vide a exceção
apresentada na Regra 7.01 (a).
(9) Se um jogo é suspenso depois de se tornar um Jogo Regulamentar, e
tem prosseguimento antes de outro jogo regularmente programado, esse jogo
regularmente programado deve ser de nove “innings”.
EXCEÇÃO: As regras opcionais 7.02 (a) (7), 7.02 (a) (8) e 7.02 (a) (9) para
as “Minor Leagues” não devem ser aplicadas ao último jogo
programado entre as duas equipes durante a temporada de campeonato. Uma “Minor
League” pode adotar qualquer das Regras 7.02 (a) (7), 7.02 (a) (8) e
7.02 (a) (9) para seus jogos pós-temporada.
A menos que seja conduzido de outra maneira pelo "Office of
the Commissioner", nenhum jogo encerrado por causa
de um toque de recolher (Regra 7.02 (a)
(1), um limite de tempo [Regra 7.02 (a) (2)], ou com o placar
empatado [Regra 7.02 (a) (6)], deve ser um Jogo Suspenso, a menos
que tenha sido jogado o suficiente para se tornar
um Jogo Regulamentar de acordo com a Regra 7.01 (c). Um jogo dado por
terminado de acordo com as Regras 7.02 (a) (3), 7.02 (a) (4)
ou 7.02 (a) (5) deve ser considerado um Jogo Suspenso a qualquer momento
depois de iniciado.
Comentário
– Regra 7.02 (a): As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 7.02 (a) não se aplica
a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou
“World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada
de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.
(b) Um Jogo Suspenso
deve ser reiniciado e completado da seguinte forma:
(1) Imediatamente antes
do próximo jogo simples programado entre os dois Clubes no mesmo campo;
(2) Imediatamente antes
da próxima rodada dupla programada entre os dois Clubes no mesmo campo se
nenhum jogo simples estiver restando no programa; ou
(3) Se for suspenso na última data programada entre os dois Clubes,
nessa cidade, deverá ser transferido e jogado no campo do Clube adversário, se
possível:
(A) Imediatamente antes do próximo jogo simples programado; ou
(B) Imediatamente antes da próxima rodada dupla programada se nenhum
jogo simples estiver restando no programa.
(4) Qualquer Jogo Suspenso que tenha sido jogado o suficiente para se
tornar um Jogo Regulamentar, mas que não tenha sido completado antes do último
jogo programado entre as duas equipes durante a temporada de campeonato,
torna-se um “called game” (jogo dado por terminado pelo árbitro), como segue:
(A) Se uma equipe está em vantagem no placar, ela deve ser declarada a
vencedora, a menos que o jogo seja dado por terminado enquanto um “inning” está
em andamento, e antes desse “inning” ser completado (1) a equipe visitante
tenha anotado um ou mais pontos e passado a liderar o placar; (2) a equipe
local não tenha recuperado a vantagem no placar; caso em que deve prevalecer a
contagem do último “inning” concluído para os propósitos desta Regra 7.02 (b)
(4).
(B) Se ambas as equipes estão com o mesmo número de pontos, o jogo deve
ser declarado “empatado”, a menos que seja dado por terminado enquanto um
“inning” está em andamento, e antes desse “inning” ser completado (1) a equipe
visitante tenha anotado um ou mais pontos e empatado o jogo; (2) a equipe local
não tenha desempatado o jogo; caso em que deve prevalecer a contagem do último
“inning” concluído para os propósitos desta Regra 7.02 (b) (4).
(5) Qualquer jogo adiado, suspenso (que não tenha sido jogado o
suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar), ou empatado, que não tenha
sido reprogramado e completado antes do último jogo programado entre as duas
equipes durante a temporada de campeonato, tem de ser jogado (ou continuado, no
caso de um jogo suspenso ou empatado) até se tornar um Jogo Regulamentar se o Escritório
do Comissário determinar que a não realização de tal jogo
pode afetar a qualificação para a pós-temporada e/ou a vantagem de utilizar o
campo local para qualquer jogo de “Wild Card” ou “Division Series”.
Comentário
– Regra 7.02 (b): As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 7.02
(b) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League
Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da
temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.
Jogos da “Minor League” não devem ser reprogramados e jogados até se
tornarem regulamentares, de acordo com a Regra 7.02 (b) (5), com o propósito de
determinar a qualificação para a pós-temporada, bem como a vantagem de utilizar
o campo local para qualquer jogo pós-temporada.
Se um Jogo Suspenso da “Minor League” está para
recomeçar, e não há nenhum jogo simples programado, somente um jogo simples
será realizado após o término do Jogo Suspenso.
(c) Um Jogo Suspenso deve ser reiniciado exatamente do ponto em que
estava o jogo original quando foi interrompido. A complementação de um Jogo
Suspenso é uma continuação do jogo original. A escalação e a ordem de batedores
de ambas as equipes devem ser exatamente as mesmas que estavam sendo seguidas
no momento da suspensão, e estarão sujeitas às regras que tratam de
substituição de jogadores. Qualquer jogador pode ser substituído por um
companheiro que não tenha atuado no jogo antes de ocorrer a suspensão. Nenhum
jogador que tenha sido substituído antes da suspensão pode retornar ao “lineup”
(escalação da equipe).
Um jogador que não estava com a equipe quando o jogo foi suspenso pode
ser usado como um substituto, mesmo que tenha sido inscrito no lugar de um
jogador que não está mais com a equipe e, além disso, estava impedido de entrar
no jogo porque havia sido substituído antes da interrupção do jogo.
Comentário – Regra 7.02 (c): Se, imediatamente antes de ser declarado um Jogo
Suspenso, um arremessador não tiver arremessado a um mínimo de três batedores
consecutivos, de acordo com a Regra 5.10 (g), tal arremessador pode –mas não é
necessário– continuar arremessando quando o Jogo Suspenso é retomado
posteriormente. Porém, se ele continuar arremessando, terá de cumprir a
exigência de enfrentar seus primeiros três batedores consecutivos, de acordo
com a Regra 5.10 (g); e se ele não começar arremessando no reinício do jogo,
será considerado como tendo sido substituído e não poderá ser usado outra vez
nesse jogo.
7.03
Jogos Confiscados
(a) Um jogo pode ser confiscado a favor da equipe contrária quando uma
equipe:
(1) Não se apresenta no campo, ou, mesmo tendo se apresentado, se recusa
a começar o jogo dentro de cinco minutos após o árbitro principal ter declarado
“PLAY” para iniciá-lo na hora marcada, a menos que o atraso em se
apresentar, na opinião do árbitro principal, tenha sido inevitável.
(2) Emprega táticas com o evidente propósito de retardar ou abreviar o
jogo.
(3) Se recusa a continuar jogando, a menos que o jogo tenha sido
suspenso ou encerrado pelo árbitro principal.
(4) Não reinicia o jogo, após uma paralisação, dentro de um minuto
depois de o árbitro principal ter declarado “PLAY”.
(5) Após ter sido advertida pelo árbitro, viola, intencional e
persistentemente, quaisquer regras do jogo.
(6) Não obedece, dentro de um tempo razoável, à ordem do árbitro para
remover um jogador do jogo.
(7) Não comparece ao segundo jogo de uma rodada dupla dentro de trinta minutos
após o encerramento do primeiro jogo, a menos que o árbitro principal do
primeiro jogo tenha ampliado o tempo de intervalo.
(b) Um jogo deve ser confiscado a favor da equipe contrária quando uma
equipe está incapacitada ou se recusa a colocar nove jogadores no campo.
(c) Um jogo deve ser confiscado a favor da equipe visitante se, após ter
sido paralisado, a ordem dada pelo árbitro para que o terreno seja preparado
para o reinício do jogo não for obedecida –intencional e propositalmente– pelos
encarregados da manutenção do campo.
NOTA: No beisebol amador
não se aplica esta regra.
(d) Se o árbitro principal confisca um jogo, ele deve enviar
um relatório por escrito ao Presidente da Liga, dentro de 24 horas depois,
porém, mesmo que não o faça, sua decisão não será afetada.
7.04 Jogos Protestados
Jamais deve ser permitido protestar um jogo, independentemente de a
reclamação ser baseada em decisões que impliquem um julgamento do árbitro, ou
em uma alegação de que um árbitro aplicou de forma errada estas regras, ou deu
uma decisão violando estas regras.
8.00 – O ÁRBITRO
8.01
Qualificações e Autoridade do Árbitro
(a) O Escritório do Comissário deve designar um ou mais
árbitros para cada jogo de campeonato da Liga. Os árbitros são responsáveis
pela condução do jogo, de acordo com estas Regras Oficiais, e pela observância
da disciplina e da ordem no campo de jogo durante a partida.
(b) Cada árbitro é um representante da Liga e do beisebol profissional,
e está autorizado a –e incumbido de– fazer cumprir todas estas regras. Cada
árbitro tem autoridade para determinar a um jogador, “coach”, técnico, diretor
ou funcionário de um Clube, que faça ou se abstenha de fazer qualquer coisa
que, na sua opinião, seja necessária para garantir o cumprimento destas regras
e para impor as penalidades prescritas.
(c) Cada árbitro tem autoridade para resolver quaisquer situações que
não estejam especificamente cobertas por estas regras.
(d) Cada árbitro tem autoridade para desqualificar qualquer jogador,
“coach”, técnico ou substituto, por contestar as decisões tomadas, por conduta
antidesportiva, ou por uso de linguagem antidesportiva, e expulsar do campo de
jogo a pessoa que for desqualificada. Se um árbitro desqualificar um jogador
enquanto uma jogada está em andamento, a penalidade terá efeito somente quando
essa jogada tiver sido concluída.
(e) Cada árbitro tem autoridade para, a seu critério, expulsar do
campo de jogo (1) qualquer pessoa cuja função permita sua presença no campo,
tais como o pessoal da manutenção do campo, porteiros, fotógrafos, jornalistas,
pessoal de emissoras de TV etc. e (2) qualquer espectador ou outra pessoa não
autorizada a permanecer dentro do campo de jogo.
8.02
Apelação sobre Decisões do Árbitro
(a) Qualquer decisão do árbitro que implique julgamento, tais como: se
uma bola rebatida é “fair” ou “foul”; se um arremesso é “strike” ou “ball”; se
um corredor é “safe” ou “out” etc. é definitiva. Nenhum jogador, técnico,
“coach” ou substituto deve contestar qualquer decisão que implique julgamento.
Comentário – Regra 8.02 (a): Não é permitido que jogadores abandonem suas
posições no
campo ou deixem suas bases, ou que técnicos
ou “coaches” deixem o “bench” ou o “coach’s box”, para discutir sobre “BALLS”
e “STRIKES”. Eles devem ser advertidos se forem em direção ao “home
plate” para contestar a decisão. Se continuarem reclamando, serão expulsos do
jogo.
(b) Se houver uma dúvida razoável de que uma decisão do árbitro pode
estar em conflito com as regras, o técnico poderá reclamar e pedir que se
aplique a regra correta. Tal reclamação deve ser feita somente ao árbitro que
tomou a decisão protestada.
NOTA 1: Se tal dúvida surge quando termina a primeira metade ou a segunda
metade de um “inning”, a reclamação deve ser feita antes que o
arremessador e os defensores do campo interno deixem o território “fair”.
NOTA 2: Mesmo quando uma regra é aplicada equivocadamente, se não houver
apelação, ou se o prazo para apelar tiver se esgotado, a decisão do árbitro não
poderá ser alterada, não obstante ele perceba o seu erro.
(c) Se houver apelação sobre uma decisão, o árbitro que tomou tal
decisão poderá solicitar a opinião de outro árbitro antes de dar a decisão
final. Nenhum árbitro deve criticar ou tentar mudar uma decisão de
outro árbitro, nem interferir na decisão de outro árbitro, a menos que seja
solicitado a fazê-lo por esse árbitro. Se os árbitros se consultam após uma
jogada e mudam uma decisão que havia sido dada por um companheiro, eles têm
autoridade para tomar todas as medidas que julgarem necessárias –segundo seus
critérios– para anular os resultados e as consequências da decisão anterior que
estão mudando, inclusive colocando corredores onde eles acharem que deveriam
estar depois da jogada se a decisão final tivesse sido tomada como a decisão
inicial, desconsiderando Interferência ou Obstrução que possa ter ocorrido na
jogada; falhas de corredores no “tag up” baseadas na decisão inicial no campo;
corredores ultrapassando outros corredores ou omitindo bases etc., tudo segundo
os critérios dos árbitros. Nenhum jogador, técnico ou “coach” deve
ser autorizado a discutir sobre os critérios adotados pelos árbitros para
solucionar a jogada, e aquele que se manifestar com esse objetivo poderá ser
expulso. Não obstante o que foi exposto acima, a correção de um erro na
contagem de “ball”/“strike” não deve ser permitida depois de efetuado um
arremesso ao batedor seguinte, ou no caso do último batedor de um “inning” ou
jogo, após todos os defensores do campo interno da equipe na defensiva deixarem
o território “fair”.
Comentário – Regra 8.02 (c): É permitido que um técnico solicite um esclarecimento sobre a
jogada e sobre os critérios que eles usaram para anular os resultados e as
consequências da decisão anterior que estão mudando. Entretanto, uma vez que os
árbitros esclareçam o resultado da jogada, ninguém pode alegar que os árbitros
deveriam ter usado seus critérios de maneira diferente.
O técnico ou o receptor podem solicitar que o árbitro de “home” consulte
um companheiro sobre um “half swing” quando o arremesso é declarado “BALL” (mas
não quando é declarado “STRIKE”). O técnico não pode reclamar que o árbitro deu
uma decisão incorreta, mas somente que ele não consultou seu companheiro para
ajudá-lo. Os árbitros de base têm de estar atentos a uma consulta do árbitro de
“home” e devem responder rapidamente. O técnico não pode reclamar
sobre a decisão “BALL” ou “STRIKE” dada pelo árbitro, com o pretexto de estar
pedindo informação sobre um “half swing”.
Apelações sobre um “half swing” podem ser feitas somente quando o
arremesso é declarado “BALL”. O árbitro de “home”, quando solicitado a fazer a
consulta, tem de recorrer a um árbitro de base e pedir sua opinião sobre o
“half swing”. Se o arremesso for declarado “STRIKE” pelo árbitro de base, sua
decisão prevalecerá. Apelações sobre um “half swing” têm de ser feitas antes do
arremesso seguinte ou de qualquer jogada ou
tentativa de jogada. Se o “half
swing” ocorrer durante uma jogada que encerra
um meio-“inning”, a apelação terá de ser feita antes que todos os defensores do
campo interno da equipe na defensiva deixem o território “fair”.
Os corredores de base têm de prestar atenção para a possibilidade de o
árbitro de base, ao ser consultado, mudar a decisão do árbitro de “home”
–de “BALL” para “STRIKE”–, porque, nesse caso, correm o
risco de serem eliminados pelo lançamento do receptor. O receptor também tem de
estar atento se, numa situação de roubo de base, a decisão do árbitro de “home”
for mudada pelo árbitro de base consultado –de “BALL” para “STRIKE”.
Enquanto o árbitro de “home” está consultando um companheiro sobre
“half swing”, a bola está em jogo.
Se o técnico deixa o seu lugar para discutir com o árbitro da primeira
ou terceira base sobre um “half swing”, e se, após ser advertido, continuar
discutindo, poderá ser expulso, pois, nesse caso, estará discutindo sobre uma
decisão “BALL” ou “STRIKE”.
(d) Nenhum árbitro pode ser substituído durante um jogo, a menos que ele
se machuque ou adoeça.
Se há somente um árbitro, ele deve ter completa jurisdição para
administrar as regras. Ele pode posicionar-se em qualquer parte do campo de
jogo para desempenhar suas funções [geralmente, atrás do receptor, mas algumas
vezes, atrás do arremessador quando há corredor(es)]. Ele será considerado
árbitro principal.
(e) Se há dois ou mais árbitros, um será denominado árbitro principal, e
os outros, árbitros de campo.
8.03
Posição do Árbitro
(a) O árbitro principal deve posicionar-se atrás do receptor.
(Geralmente ele é denominado árbitro de “home”.) Suas obrigações serão:
(1) Ter o comando total do jogo e ser o responsável pela correta condução
da partida.
(2) Declarar e contar os “balls” e “strikes”.
(3) Decidir e declarar se uma bola rebatida é “fair” ou “foul”,
exceto aquelas que, normalmente, são de responsabilidade dos árbitros de
campo.
(4) Tomar todas as decisões sobre o batedor.
(5) Tomar todas as decisões, exceto aquelas normalmente reservadas aos
árbitros de campo.
(6) Decidir quando um jogo deve ser confiscado (“forfeited game”).
(7) Se tiver sido fixado um limite de tempo, anunciar o fato e o tempo
estabelecido antes do início do jogo.
(8) Informar o Anotador Oficial sobre a Ordem de
Batedores Oficial (“Official Batting Order”) e sobre quaisquer alterações que
forem solicitadas na escalação e na ordem de batedores.
(9) Anunciar algumas regras especiais de campo, a seu critério.
(b) Um árbitro de campo pode posicionar-se em qualquer parte do campo de
jogo que ele considere ser a mais apropriada para tomar decisões sobre lances
que ocorrem nas bases. Suas obrigações são:
(1) Tomar todas as decisões sobre as bases, exceto aquelas
especificamente reservadas ao árbitro principal.
(2) Declarar “Time”, “balks”, arremessos ilegais ou outras faltas
cometidas por jogadores (deformar ou descorar a bola, por exemplo), juntamente
com o árbitro principal.
(3) Ajudar o árbitro principal, de todas as maneiras, para garantir o
cumprimento destas regras, e, com exceção do poder de confiscar um jogo, deve
ter a mesma autoridade do árbitro principal para administrar e aplicar as
regras e manter a disciplina.
(c) Se forem tomadas decisões diferentes sobre uma jogada por diferentes
árbitros, o árbitro principal deverá reunir todos os árbitros para consultá-los
sobre o ocorrido, sem a presença de técnicos ou jogadores. Depois dessa
reunião, o árbitro principal –a menos que outro árbitro tenha sido designado
pelo Escritório do Comissário– deve determinar qual
decisão deve prevalecer, baseando-se no árbitro que estava em melhor
posição e na decisão que lhe tenha parecido a mais correta. O jogo deve
prosseguir como se somente a decisão final tivesse sido tomada.
8.04
Relatório
(a) O árbitro deve relatar ao Escritório do Comissário, dentro de
doze horas após o término de um jogo, todas as violações de regras e
outros incidentes que mereçam ser comentados, inclusive a desqualificação de um
treinador, técnico, “coach” ou jogador, e as razões que o levaram a isso.
(b) Quando um treinador, técnico, “coach” ou jogador é desqualificado
por uma ofensa flagrante, tais como o uso de linguagem obscena ou indecente, ou
uma atitude violenta (agressão física) sobre um árbitro, treinador, técnico,
“coach” ou jogador, o árbitro deve enviar detalhes completos da ocorrência
ao Escritório do Comissário, dentro de quatro horas após o término do
jogo.
(c) Depois de receber o relatório do árbitro sobre a desqualificação de
um treinador, técnico, “coach” ou jogador, o Escritório do
Comissário deve impor a penalidade que ele achar justificada, e deve
notificar a pessoa penalizada e o técnico do Clube ao qual pertence
essa pessoa penalizada. Se a penalidade inclui uma multa, o
infrator deve pagar o valor dessa multa à Liga, dentro de cinco dias após
receber a notificação. Se essa multa não for paga dentro de cinco dias, o
infrator não poderá participar de qualquer jogo, nem permanecer no “bench” dos
jogadores durante qualquer jogo, até que a multa seja paga.
INSTRUÇÕES GERAIS AOS ÁRBITROS
Os árbitros que estão atuando no campo não devem conversar amistosamente
com jogadores. Mantenham-se afastados do “coach’s box” e não conversem com o
“coach” que está em serviço.
Mantenham seu uniforme em boas condições. Estejam ativos e atentos no
campo.
Sejam educados –sempre– com funcionários de Clubes; evitem visitas aos
escritórios de Clubes e irrefletida familiaridade com funcionários ou
empregados de Clubes participantes.
Quando você entra num campo de beisebol, seu único dever é arbitrar um
jogo de beisebol, como representante desse esporte.
Não permita que as críticas o impeçam de
estudar cuidadosamente as situações difíceis. Tenha sempre o
Livro de Regras à sua disposição. É melhor consultar as regras e
paralisar o jogo por dez minutos para solucionar um problema difícil do
que, inadvertidamente, aplicar mal estas regras.
Mantenha o jogo em andamento. Um jogo de beisebol é sempre beneficiado
por um trabalho enérgico e sério dos árbitros.
Você é o único representante oficial do beisebol no campo de jogo. A
função do árbitro é, muitas vezes, muito difícil, e exige o exercício de muita
paciência e bom julgamento; mas não se deve esquecer que o mais importante para
resolver uma situação difícil é manter seu próprio temperamento e autocontrole.
Sem dúvida você vai cometer erros, mas nunca tente “compensar” depois de
ter cometido um. Tome todas as decisões com base no que viu e esqueça qual é o
Clube local ou visitante.
Mantenha sempre seus olhos na bola enquanto ela está em jogo. É mais
importante saber onde exatamente uma bola “fly” caiu, ou onde foi parar uma
bola lançada, do que saber se um corredor pisou ou não uma base. Não decida as
jogadas apressadamente, nem dê as costas rapidamente quando um defensor está
lançando para completar uma jogada dupla. Esteja atento para as bolas que caem
depois de declarada a eliminação de um jogador.
Não corra com os braços levantados ou abaixados, indicando “out” ou
“safe”. Espere a jogada ser completada antes de fazer qualquer movimento com os
braços.
Cada equipe de árbitros deve utilizar uma série de senhas simples, para
que o próprio árbitro possa sempre corrigir uma decisão claramente equivocada
quando estiver convencido de que cometeu um erro. Se estiver seguro de que
decidiu a jogada, corretamente, não se deixe influenciar por apelações de
jogadores (não atenda, por exemplo, a uma sugestão do tipo “pergunte a outro
árbitro”). Se estiver em dúvida, pergunte a um de seus companheiros. Não leve
nada a extremos; esteja atento e decida suas próprias jogadas. Mas lembre-se! O
primeiro requisito é tomar as decisões corretamente. Se estiver em dúvida, não
hesite emconsultar um companheiro. A dignidade do árbitro é importante, mas
nunca tão importante como “ser correto”.
A regra mais importante para os árbitros é “ESTAR SEMPRE EM
POSIÇÃO PARA VER TODAS AS JOGADAS”. Mesmo que sua decisão esteja 100% correta,
os jogadores ainda a questionarão se acharem que você não estava numa posição
para ver a jogada claramente e de forma precisa.
Finalmente, seja cortês, imparcial e firme, e assim obterá o respeito de
todos.
REGRAS DE ANOTAÇÃO
Índice
Anotador Oficial: 9.01
Apelação sobre decisão de anotação: 9.01 (a)
Arremessador vencedor (“winning pitcher”) e arremessador
perdedor (“losing pitcher”): 9.17
Arremessos descontrolados (“wild pitches”): 9.13
Assistências (“assists”): 9.10
Bases por “balls” (“bases on balls”): 9.14
Bases roubadas (“stolen bases”): 9.07
Batedor fora de ordem: 9.01 (b) (4), 9.03 (d)
Bolas arremessadas defensáveis que passam para trás do
receptor (“passed balls”): 9.13
Como comprovar os dados da anotação (“box scores”): 9.03 (c)
Critérios para indicar os melhores jogadores individuais:
9.22
Dados da anotação (“box scores”): 9.02, 9.03 (b)
Determinação do valor de rebatidas indefensáveis (“base
hits”): 9.06
Eliminações (“putouts”): 9.09
Eliminações por “strike” (“strikeouts”): 9.15
Eliminado roubando base (“caught stealing”): 9.07 (h)
Erros (errors): 9.12
Esforço normal (“ordinary effort”) – Definições de
Termos
Estatísticas: 9.20
Indiferença da defensiva: 9.07 (g)
Jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”):
Definições de Termos, 9.12 (f) (2)
Jogadas duplas (“double plays”): 9.11
Jogadas triplas (“triple plays”): 9.11
Jogo confiscado (“forfeited game”): 9.03 (e)
Jogo dado por terminado (“called game”): 9.03 (e)
Jogo protestado (“protested game”): 9.01 (b) (3)
Jogo suspenso (“suspended game”): 9.01 (b) (3), 9.23 (d)
Jogos salvos por arremessadores substitutos (“saves for
relief pitchers”): 9.19
Normas para anotação de atuações cumulativas: 9.23
Pontos concedidos (“runs allowed”): 9.16
Pontos empurrados (“runs batted in”): 9.04
Pontos limpos (“earned runs”): 9.16
Porcentagens e médias – como são determinadas: 9.21
Presidente da Liga (“League President”) – Definições de
Termos
Rebatidas indefensáveis (“base hits”): 9.05, 9.06
Rebatidas indefensáveis que encerram um jogo (“game-ending
hits”): 9.06 (f), 9.06 (g)
Relatório: 9.02, 9.03
Sacrifícios (“sacrifices”): 9.08
Substitutos: 9.03 (b)
Ultrapassar (uma base) deslizando (“oversliding”) –
Definições de Termos
Vitórias sem permitir que a equipe oponente anote ponto
(“shutouts”): 9.18
(a) O Escritório do
Comissário, com respeito a jogos da “Major League”, e a pessoa indicada
pelo Comissário, com respeito a jogos da “Minor League”, deve
designar um Anotador Oficial para cada jogo de campeonato da Liga, cada jogo
pós-temporada ou cada “all-star game” (jogo dos astros). O Anotador Oficial
deve observar o jogo da sala de imprensa, de um lugar permanente designado
pelo Clube local (perto do pessoal da Liga responsável pela Coleta Oficial de
Dados). O Anotador Oficial deve ter autoridade exclusiva para tomar todas
as decisões relacionadas com a aplicação da Regra 9.00 que envolvam julgamento,
como por exemplo, se o avanço de um batedor à primeira base é o resultado de
uma rebatida indefensável (“base hit”) ou de um erro. O Anotador Oficial deve
comunicar tais decisões, primeiro ao pessoal responsável pela Coleta
Oficial de Dados, e em seguida, ao pessoal da mídia na sala de imprensa e
às cabines de rádio, por meio de sinais com as mãos ou através de sistema
de alto-falante da sala de imprensa (deve informar o locutor oficial sobre tais
decisões, se solicitado). Ninguém, incluindo funcionários do Clube e
jogadores, pode protestar ao Anotador Oficial ou ao pessoal da Liga responsável
pela Coleta Oficial de Dados a respeito de quaisquer decisões.
O Anotador Oficial deve tomar
todas as decisões que envolvam julgamento. Em ocorrência no campo que
requer um julgamento do anotador, o Anotador Oficial fará um julgamento
“preliminar” primeiro, geralmente usando os melhores esforços para fazê-lo em
tempo hábil, de acordo com o ritmo geral de jogo, e o mais tardar até o início
da jogada seguinte. Dentro de 24 horas depois que um jogo é concluído ou
paralisado, o Anotador Oficial, a seu critério, tornará tal decisão
“preliminar” como “final”, ou revisará a decisão inicial para torná-la uma
decisão final. Um jogador ou Clube da “Major League” pode pedir que a
pessoa indicada pelo Comissário revise uma decisão final de um
Anotador Oficial dada num jogo do qual tal jogador ou Clube
participou, notificando o Escritório do Comissário, por escrito ou
por meios eletrônicos aprovados, dentro de 72 horas após o julgamento ter
se tornado final. A pessoa indicada pelo Comissário deve ter acesso a
todos os vídeos importantes e disponíveis e, após refletir sobre qualquer evidência
que deseja considerar, pode ordenar uma mudança numa
decisão final se achar que o julgamento final do Anotador Oficial
estava claramente equivocada. Nenhuma decisão que envolva julgamento deve ser
mudada daí em diante. Se a pessoa indicada pelo
Comissário constatar que um jogador ou Clube tem abusado do direito
de apelar, fazendo apelações inúteis, repetidamente, ou agindo de má-fé, ele
poderá, após uma advertência, impor devidas sanções ao Clube ou ao jogador. Um
jogador ou Clube da “Minor League” pode pedir que o Escritório do
Comissário revise uma decisão de um Anotador Oficial, de acordo com as
regras da Liga.
Depois de cada jogo, incluindo os
jogos confiscados (“forfeited games”) e os jogos declarados terminados antes de
serem completados os “innings” regulamentares (“called games”), o Anotador
Oficial deve preparar um relatório, de uma maneira determinada pelo Escritório
do Comissário, com respeito a jogos da “Major League”, e pela pessoa
indicada pelo Comissário, com respeito a jogos da “Minor
League”, mencionando a data do jogo, onde ele foi realizado, os nomes das
equipes que se enfrentaram e os árbitros, o placar completo do jogo e todos os
registros individuais dos jogadores, compilados de acordo com o sistema
especificado nesta Regra 9. O Anotador Oficial deve enviar esse relatório
ao Escritório do Comissário, com respeito a jogos da “Major League” e
“Minor League”, tão logo seja possível, após o encerramento do jogo. O
Anotador Oficial deve enviar o relatório de qualquer Jogo Suspenso, tão logo
seja possível, depois que o jogo é completado, ou após ele se tornar um “called
game” porque não foi possível completá-lo conforme determina a Regra
7.02.
Comentário – Regra 9.01
(a): O Anotador Oficial deve enviar o relatório de anotação oficial ao
estatístico da Liga, em vez de enviá-lo ao escritório da Liga, se for
solicitado a proceder dessa forma pela Liga. Caso haja alguma divergência em
registros mantidos por um estatístico da Liga e nas decisões dadas por um
Anotador Oficial, o relatório desse Anotador Oficial deve controlar.
Estatísticos da Liga e anotadores oficiais devem consultar-se e cooperar para
resolver quaisquer divergências.
(b) (1) Em todos os casos, o
Anotador Oficial não deve tomar decisões de anotação que entrem em conflito com
a Regra 9 ou qualquer outra Regra Oficial de Beisebol. O Anotador Oficial deve
obedecer rigorosamente as normas de anotação estabelecidas nesta Regra 9. O
Anotador Oficial não deve tomar uma decisão que entre em conflito com uma
decisão do árbitro. O Anotador Oficial deve ter autoridade para decidir sobre
qualquer ponto que não esteja especificamente coberto por estas regras.
O Escritório do Comissário, com respeito a anotadores da “Major
League” e “Minor League”, deve mandar mudar
qualquer decisão de um Anotador Oficial que contrarie
as regras de
anotação estabelecidas nesta
Regra 9 e deve tomar providências para alterar uma estatística que necessite
correção em razão de uma decisão de anotação
equivocada.
(2) Se as equipes mudam de
posições (de ofensiva para defensiva ou
vice-versa) antes de ocorrer a terceira eliminação, o anotador oficial deve
informar imediatamente o árbitro principal sobre o erro.
NOTA: O Anotador Oficial
deve avisar o árbitro principal toda vez que ocorre erro na contagem de
arremessos (quantidade de “strikes” e “balls”), ou quando uma equipe pretende
fazer uma substituição indevida de arremessador.
(3) Se o jogo é
suspenso, o Anotador Oficial deve registrar a situação exata do jogo no
momento da suspensão, incluindo o placar, a quantidade de
eliminações, a posição dos corredores, a contagem de “balls” e “strikes” ao
batedor, as escalações (“lineups”) de ambas as equipes e os jogadores de cada
equipe que tenham sido removidos do jogo.
Comentário – Regra 9.01 (b)
(3): É importante que um jogo suspenso seja reiniciado exatamente com a
mesma situação que existia no momento da suspensão.
(4) O Anotador Oficial não deve
chamar a atenção de um árbitro ou de qualquer membro de uma ou outra equipe
para o fato de um batedor estar batendo fora de turno.
(c) O Anotador Oficial para
jogos da “Major League” e “Minor League” é um representante oficial da
Liga. Como tal, merece o respeito e a dignidade que lhe confere seu cargo e
deve receber total proteção por parte do Escritório do Comissário. O
Anotador Oficial deve relatar ao funcionário da Liga apropriada qualquer ato
indigno praticado por um técnico, jogador, funcionário de Clube, dirigente de
Clube, ou pessoal da mídia, durante o –ou como decorrência do–
exercício das funções de Anotador Oficial.
9.02 Relatório do Anotador
Oficial
O relatório de anotação oficial
deve ser preparado pelo Anotador Oficial de uma maneira determinada pela Liga e
deve incluir:
(a) Os seguintes registros para
cada batedor e corredor:
(1) Número de vezes que um
batedor completou a sua vez de bater (“at bat”). Não deve ser registrado um “at
bat” quando um jogador:
(A) faz um “bunt” de sacrifício
ou rebate um “fly” de sacrifício;
(B) é autorizado a ir à primeira
base no quarto “ball” (“base on balls”);
(C) é atingido por uma bola
arremessada; ou
(D) é autorizado a ir à primeira
base por causa de Interferência ou Obstrução.
NOTA: Se, após uma jogada de
escolha do defensor (“fielder’s choice”), o batedor for autorizado a ir à
primeira base devido a uma Obstrução, a esse batedor será anotado um “at bat”.
Mesmo quando o batedor adquire o direito de ir à primeira base devido a uma
Obstrução, se o Anotador Oficial julgar sua rebatida como indefensável, anotará
um “base hit” a esse batedor.
(2) Quantidade de pontos anotados
(“runs scored”).
(3) Quantidade de rebatidas
indefensáveis (“safe hits”).
(4) Quantidade de pontos
empurrados (“runs batted in”).
(5) Rebatidas de duas bases (“two-base
hits”).
(6) Rebatidas de três bases
(“three-base hits”).
(7) Quadrangulares (“home runs”).
(8) Total de bases alcançadas em
rebatidas indefensáveis (“safe hits”).
(9) Bases roubadas (“stolen
bases”).
(10) “Bunts” de sacrifício
(“sacrifice bunts”).
(11) “Flies” de sacrifício
(“sacrifice flies”).
(12) Quantidade total de bases
por “balls” (“bases on balls”).
(13) Lista separada de bases por
“balls” intencionais (“intentional bases on balls”).
(14) Número de vezes atingido por
uma bola arremessada (“hit by pitch”).
(15) Número de vezes autorizado a
ir à primeira base por causa de Interferência ou Obstrução.
(16) Eliminações por “strike”
(“strikeouts”).
(17) Número de vezes envolvido em
jogadas duplas forçadas (“force double plays”) e jogadas duplas forçadas ao
contrário (“reverse force double plays”).
Comentário – Regra 9.02 (a)
(17): O Anotador Oficial não deve considerar que um batedor foi envolvido
numa jogada dupla (“double play”) se o batedor-corredor é eliminado por causa
de Interferência cometida por um corredor precedente.
NOTA 1: (a) Por
exemplo, com um corredor na primeira base, o defensor dessa base apanhou uma
bola rebatida “ground” e, com a jogada 3-6-3, concretizou uma eliminação dupla;
esta é uma jogada forçada. Se esse defensor alterasse a ordem de eliminações e
fizesse a jogada 3-3-6, seria uma jogada forçada ao contrário. (b) Com as bases
cheias, o defensor da terceira base apanhou uma bola rebatida “ground” e, após
pisar a terceira base e eliminar o corredor da segunda base, fez a jogada 5-2 e
eliminou o corredor da terceira base num “tag play” (jogada de toque). Esta
também é uma jogada dupla forçada ao contrário. Como no caso de (b), toda vez
que a primeira eliminação forçada ocorre fora da primeira base, e o corredor
que deveria ser eliminado primeiro numa jogada forçada é eliminado por toque
enquanto tenta avançar ou retornar, estamos diante de uma jogada dupla forçada
ao contrário. Se um defensor derrubar um “fly” ou “liner” –não se inclui uma
bola derrubada intencionalmente– e realizar uma jogada dupla como as dos
exemplos acima, ao batedor não será atribuída uma rebatida de eliminação dupla.
NOTA 2: Um batedor acertou uma rebatida “ground” que poderia resultar em jogada dupla, mas, devido a um erro cometido pela defensiva depois do lance da primeira eliminação, tal jogada dupla não se concretizou. Nesse caso, deve-se anotar um erro ao defensor e uma rebatida de eliminação dupla ao batedor.
(18) Número de vezes eliminado roubando base (“caught stealing”).
(b) Os seguintes registros para cada defensor:
(1) Quantidade de eliminações
(“putouts”).
(2) Quantidade de assistências
(“assists”).
(3) Quantidade de erros
(“errors”).
(4) Quantidade de jogadas duplas
(“double plays”) de que tenha participado.
(5) Quantidade de jogadas triplas
(“triple plays”) de que tenha participado.
(c) Os seguintes registros para cada arremessador:
(1) Quantidade de “innings”
arremessados (“innings pitched”).
Comentário – Regra 9.02 (c)
(1): Para calcular os “innings” arremessados, o Anotador Oficial deve
contar cada eliminação (“putout”) como 1/3 de um “inning”. Por exemplo, se um
arremessador abridor é substituído no sexto “inning”, com um jogador eliminado
(“one out”), o Anotador Oficial deve atribuir-lhe 5-1/3 “innings”. Se um
arremessador abridor é substituído no sexto “inning” antes de ocorrer uma
eliminação (“no out”), o Anotador Oficial deve atribuir-lhe 5 “innings” e
anotar quantos batedores ele enfrentou nesse “inning”. Se um arremessador
substituto cede seu lugar a outro arremessador após eliminar dois batedores, o
Anotador Oficial deve creditar-lhe com 2/3 de um “inning” arremessado. Se um
arremessador substituto entrar num jogo e sua equipe iniciar uma jogada de
apelação bem-sucedida que resulte em uma eliminação, o Anotador Oficial
registrará que esse arremessador substituto arremessou 1/3 de um “inning”.
NOTA: Para determinar o número de “innings” consecutivos durante os quais um arremessador não concedeu pontos, atente para o seguinte: por exemplo, o arremessador “A” não concedeu pontos até o quinto “inning”. No sexto “inning”, após eliminar um jogador, foi substituído por “B”, deixando um corredor em base. Se esse corredor anotar ponto, a terça parte do sexto “inning” não será atribuída ao arremessador “A”, e a este serão considerados cinco “innings” sem concessão de pontos. Ao contrário, se o arremessador “B” entrar no sexto “inning”, com uma eliminação e um corredor na segunda base, mesmo que este anote ponto, os 2/3 do sexto “inning” ser-lhe-ão atribuídos se não permitir nenhum ponto adicional e eliminar dois jogadores.
(2) Quantidade total de batedores que enfrentou.
(3) Quantidade de “at bat” dos
batedores que enfrentou, calculada de acordo com a Regra 9.02 (a) (1).
(4) Quantidade de rebatidas indefensáveis (“hits”)
permitidas.
(5) Quantidade de pontos (“runs”) concedidos.
(6) Quantidade de pontos limpos (“earned runs”) permitidos.
(7) Quantidade de quadrangulares (“home runs”) permitidos.
(8) Quantidade de rebatidas de sacrifício (“sacrifice hits”)
permitidas.
(9) Quantidade de “flies” de sacrifício (“sacrifice flies”)
permitidos.
(10) Quantidade total de bases por “balls” (“bases on
balls”) concedidas.
(11) Lista separada de bases por
“balls” intencionais (“intentional bases on balls”) concedidas.
(12) Quantidade de batedores
atingidos por bolas arremessadas (“hit batter”, “hit batsman”, “hit by pitch”).
(13) Quantidade de eliminações
por “strike” (“strikeouts”).
(14) Quantidade de arremessos
descontrolados (“wild pitches”).
(15) Quantidade de faltas
cometidas por arremessador, com corredor(es) em base (“balks”).
(d) Os seguintes dados adicionais:
(1) Nome do arremessador vencedor
(“winning pitcher”).
(2) Nome do arremessador perdedor
(“losing pitcher”).
(3) Nomes do arremessador
abridor (“starting pitcher”) e do arremessador fechador
(“finishing pitcher”) por cada equipe.
(4) Nome do arremessador a quem
foi creditado um jogo salvo (“save”) –se houver.
(e) Quantidade de bolas defensáveis que cada receptor deixou passar para trás (“passed balls”).
(f) Nomes de jogadores que
tomaram parte em jogadas duplas (“double plays”) e jogadas triplas (“triple
plays”).
Comentário – Regra 9.02
(f): Por exemplo, um Anotador Oficial deve anotar: Jogadas Duplas – Jones,
Roberts e Smith (2). Jogada Tripla – Jones e Smith.
(g) Quantidade de corredores
deixados em base por cada equipe (“left on base”). Esse total deve incluir
todos os corredores que chegam a uma base, de alguma maneira, e não anotam
ponto, nem são eliminados. O Anotador Oficial deve incluir nesse total um batedor-corredor
cuja bola rebatida provoca a eliminação de outro corredor e completa o terceiro
“out”.
(h) Nomes de batedores que
rebateram quadrangulares (“home runs”) com as bases cheias.
(i) Quantidade de eliminações no
momento em que é anotado o ponto da vitória, se o jogo é decidido na segunda
metade do último “inning”.
(j) Pontos anotados em cada
“inning” por cada equipe.
(k) Nomes dos árbitros,
relacionados nesta ordem: árbitro de “home”, árbitro da primeira base,
árbitro da segunda base, árbitro da
terceira base, árbitro do jardim esquerdo (“left field”) e árbitro do jardim
direito (“right field”) –estes últimos quando é adotado o sistema de seis
árbitros.
(l) Duração do jogo, descontados
os atrasos em razão de mau tempo, falta de iluminação ou falha tecnológica não
relacionada ao andamento do jogo.
Comentário – Regra 9.02
(l): Um atraso para cuidar de um jogador, técnico, “coach” ou árbitro
machucado deve ser contado para calcular a duração do jogo.
(m) Serviço oficial, quando
fornecido pelo clube local.
9.03 Relatório do Anotador Oficial (Regras Adicionais)
(a) Ao elaborar o relatório de
anotação oficial, o Anotador Oficial deve relacionar o nome de cada jogador e
sua posição defensiva, na ordem em que ele atuou como batedor, ou teria atuado
se o jogo terminasse antes de chegar a sua vez de bater.
Comentário – Regra 9.03
(a): Quando um jogador não troca sua posição com outro defensor, mas é
simplesmente colocado em lugar diferente no momento em que um determinado
batedor entra no “batter’s box” (por exemplo, se um defensor da segunda base
vai ao campo externo para formar um quarteto de jardineiros, ou se um defensor
da terceira base se posiciona entre o interbases e o defensor da segunda base),
o Anotador Oficial não deve registrar isso como uma nova posição.
(b) O Anotador Oficial deve identificar no relatório de anotação oficial qualquer jogador que entre no jogo como um batedor substituto ou corredor substituto, continue ou não no jogo daí em diante. Essa identificação deve ser feita na Ordem de Batedores (“Batting Order”), com um símbolo especial que indicará um registro separado de batedores e corredores substitutos. O registro de batedores substitutos deve descrever o que eles fizeram. O registro de batedores e corredores substitutos deve incluir o nome de qualquer substituto que, após ter seu nome anunciado, teve de ceder seu lugar a outro substituto antes de entrar de fato no jogo. O segundo substituto deve ser registrado como se tivesse batido ou corrido no lugar do primeiro substituto anunciado.
Comentário – Regra 9.03
(b): Recomenda-se letras minúsculas como símbolos para batedores
substitutos e números como símbolos para corredores substitutos. Por exemplo,
um relatório de anotação oficial pode mencionar o seguinte: ‘a – substituiu
Abel no terceiro “inning” e acertou um “single”
(rebatida de uma base); b – substituiu Baker no sexto “inning” e foi
eliminado num “fly”; c – substituiu Charles no sétimo “inning” e causou uma
eliminação forçada; d – substituiu Daniel no nono “inning” e foi eliminado num
“rolling” (rebatida “ground”); 1 – correu no lugar de Edward no nono “inning”.’
Se um substituto, após ter seu nome anunciado, ceder seu lugar a outro
substituto antes de entrar de fato no jogo, o relatório de anotação oficial
registrará o substituto, por exemplo, da seguinte forma: ‘e – anunciado como
substituto de Frank no sétimo “inning”.
(c) Como comprovar os Dados da Anotação (“Box Score”)
Os dados da anotação serão
confirmados (ou comprovados) como corretos quando a soma de “at bats”, bases
por “balls” recebidas, “hit batters”, “sacrifice bunts”, “sacrifice flies” e
batedores autorizados a ir à primeira base por causa de Interferência ou
Obstrução, de uma equipe, é igual à soma de pontos dessa equipe, jogadores
deixados em base e eliminações realizadas (“putouts”) pela equipe contrária.
(d) Quando um jogador Bate Fora de Ordem
Um jogador bate fora de ordem e é
eliminado. Antes de um arremesso ao batedor seguinte, a equipe na defensiva
apela –o batedor correto é eliminado. Nesse caso, o Anotador Oficial deve
imputar um “at bat” ao batedor que deixou de bater na sua vez e anotar a
eliminação do batedor fora de ordem e qualquer assistência (“assist”) como se a
ordem de batedores tivesse sido seguida corretamente. Se um batedor fora de
ordem se torna um corredor e o batedor correto é eliminado por ter deixado de
bater na sua vez, o Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor
correto, creditar a eliminação ao receptor e desconsiderar tudo que tem relação
com a chegada do batedor incorreto a uma base, com segurança (“safe”). Se mais
de um batedor bate fora de ordem, em sequência, o Anotador Oficial deve anotar
todas as jogadas exatamente como elas ocorrem, ignorando a “vez de bater” do(s)
jogador(es) que deixou(aram) de bater primeiro na ordem correta.
NOTA 1: O batedor incorreto A acertou um “ground” na direção do interbases e foi eliminado na primeira base. Depois dessa jogada houve apelação da equipe na defensiva, e o batedor correto B foi eliminado. Nesse caso, deve-se anotar como se B tivesse sido eliminado na primeira base com uma rebatida “ground” ao interbases.
NOTA 2: Por exemplo, o
segundo batedor bate no turno do primeiro batedor e sofre eliminação por
“strike”. Em seguida, o primeiro batedor é eliminado num “fly” rebatido ao
jardim central –segunda eliminação. O terceiro batedor deixa passar a sua vez de
bater. O quarto e o quinto batedores acertam rebatidas indefensáveis (“hits”).
Nesse caso, apesar de as eliminações –do primeiro batedor (segunda eliminação)
e do segundo batedor (primeira eliminação)– estarem com a ordem invertida,
anote os lances nos lugares desses batedores, deixe em branco o espaço do
terceiro batedor e anote as rebatidas “hit” do quarto e do quinto batedores.
Consequentemente, o terceiro batedor fica com um “at bat” a menos.
(e) Jogos Dados
por Terminados (“Called Games”) e Jogos Confiscados
(“Forfeited Games”)
(1) Se um jogo regulamentar é
dado por terminado, o Anotador Oficial deve incluir o registro de todas as
ações individuais e da equipe até o momento em que o jogo é encerrado, conforme
está estabelecido na Regra 7.01. Se for um jogo empatado, o Anotador Oficial
não registrará o nome do arremessador vencedor ou perdedor.
(2) Se um jogo regulamentar é confiscado, o Anotador Oficial deve incluir o registro de todas as ações individuais e da equipe até o momento do confisco. Se a equipe declarada vencedora em razão do confisco estiver em vantagem no placar no momento em que o jogo é confiscado, o Anotador Oficial registrará como arremessador vencedor e arremessador perdedor os jogadores que teriam sido considerados como tais se o jogo tivesse sido dado por terminado no momento do confisco. Se a equipe declarada vencedora em razão do confisco tiver anotado menos pontos do que a equipe contrária, ou se o placar estiver empatado no momento em que o jogo é confiscado, o Anotador Oficial não registrará um arremessador vencedor ou perdedor. Se um jogo for confiscado antes de se tornar um jogo regulamentar, o Anotador Oficial não registrará as anotações feitas; informará somente o fato de o jogo ter sido confiscado.
Comentário – Regra 9.03 (e): O Anotador oOicial não deve considerar que, por regra, o placar de um jogo confiscado é 9 a 0 [Vide Definições de Termos (“Forfeited Game”)], não obstante os resultados no campo no ponto em que o jogo é confiscado.
9.04 Pontos Empurrados (“Runs Batted In”)
Ponto empurrado é um dado
estatístico creditado a um jogador que, atuando como batedor, ajuda sua
equipe a anotar um ou mais pontos, conforme está exposto nesta Regra 9.04.
(a) O Anotador Oficial deve
creditar um ponto empurrado ao batedor cada vez que sua equipe anota ponto
(1) sem o auxílio de um erro, e
sim em consequência de uma rebatida indefensável (“safe hit”) –incluindo um
“home run”–, um “bunt” de sacrifício (“sacrifice bunt”), um “fly”de sacrifício
(“sacrifice fly”), uma rebatida para o campo interno que provoca a sua
eliminação (“infield out”) ou uma jogada de escolha do defensor (“fielder’s
choice”), a menos que seja aplicada a Regra 9.04 (b);
(2) numa jogada em que ele, com as bases cheias, adquire o direito de ir à primeira base por quatro “balls” (“ball four”), por ter sido atingido por uma bola arremessada (“hit batter”, “hit batsman”, “hit by pitch”), ou por causa de Interferência ou Obstrução; ou
(3) quando, com menos de duas eliminações, a defensiva comete um erro numa jogada em que o corredor da terceira base teria anotado ponto normalmente.
(b) O Anotador Oficial não deve creditar um ponto empurrado ao batedor
(1) quando sua rebatida “ground”
provoca uma jogada dupla forçada ou jogada dupla forçada ao contrário; ou
(2) quando é imputado um erro a
um defensor porque ele erra um lançamento à primeira base que teria completado
uma jogada dupla forçada.
(c) Quando um corredor anota
ponto enquanto um defensor segura demais a bola, ou lança-a para uma base
equivocada, a decisão sobre creditar ou não um ponto empurrado ao batedor
depende da apreciação do Anotador Oficial. Geralmente, se o corredor avançar sem
parar e anotar ponto, o Anotador Oficial creditará um ponto empurrado a esse
jogador; se o corredor parar uma vez e reiniciar o avanço ao notar a falha da
defensiva, o Anotador Oficial registrará que o ponto foi anotado numa jogada de
escolha do defensor (“fielder’s choice”).
9.05 Rebatidas Indefensáveis
(“Base Hits”)
Rebatida indefensável é um dado
estatístico creditado a um batedor quando ele chega a salvo (“safe”) a uma
base, conforme está exposto nesta Regra 9.05.
(a) O Anotador Oficial deve
creditar uma rebatida indefensável a um batedor quando:
(1) Ele chega a salvo à primeira
base (ou a qualquer base subsequente) numa bola “fair” que para sobre o solo,
que toca uma cerca –sem ter tido contato com um defensor–, ou passa por cima de
uma cerca.
(2) Ele chega a salvo à primeira
base numa bola “fair” rebatida com tanta força ou tão fracamente
que qualquer defensor que tentasse fazer uma jogada com ela não
teria obtido êxito.
Comentário – Regra 9.05 (a)
(2): O Anotador Oficial deve creditar uma rebatida indefensável ao batedor
se o defensor que tenta apanhar a bola não consegue fazer uma jogada, mesmo que
tal defensor desvie essa bola ou a intercepte na frente de outro defensor que
poderia ter eliminado um corredor.
NOTA: “Desviar” significa
ter contato com a bola e diminuir a sua velocidade ou mudar a sua
direção.
(3) Ele chega a salvo à primeira
base numa bola “fair” que dá um pulo anormal, de forma que um defensor não
consegue apanhá-la com um esforço normal; ou que toca o “pitcher’s plate” ou
qualquer base (incluindo o “home plate”), antes de ter contato com um defensor,
e pula tão irregularmente que um defensor não consegue apanhá-la mediante um
esforço normal.
(4) Ele chega a salvo à primeira
base numa bola “fair” que, sem ter tido contato com um defensor, está em
território “fair” quando alcança o campo externo, a menos que, na opinião do
Anotador Oficial, ela poderia ter sido apanhada com um esforço normal.
(5) Uma bola “fair” que não tenha
tido contato com um defensor toca um corredor ou um árbitro. O Anotador Oficial
não deve anotar uma rebatida indefensável ao batedor quando um corredor é
declarado eliminado por ter sido atingido por um “Infield Fly”.
(6) Um defensor tenta sem sucesso
eliminar um corredor precedente, e, na opinião do Anotador Oficial, o
batedor-corredor não teria sido eliminado na primeira base mediante um esforço
normal.
Comentário – Regra 9.05
(a): Ao aplicar a Regra 9.05 (a), o Anotador Oficial deve sempre dar ao
batedor o benefício da dúvida. O melhor caminho a seguir é anotar uma rebatida
indefensável quando uma jogada excepcional de um defensor não resulta em uma
eliminação.
(b) O Anotador Oficial não deve creditar uma rebatida indefensável quando:
(1) Um corredor sofre eliminação
forçada numa bola rebatida, ou teria sofrido eliminação forçada se a defensiva
não tivesse cometido erro.
(2) Não obstante ele tenha acertado uma rebatida que seria, claramente, um “base hit”, o corredor forçado a avançar em consequência dessa rebatida deixa de tocar a base seguinte para a qual está avançando, e, por essa razão, é declarado eliminado em apelação. O Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor, mas nenhum “hit”.
(3) O arremessador, o receptor ou qualquer defensor do campo interno apanha uma bola rebatida e elimina um corredor precedente que estava tentando avançar uma base ou procurando retornar para sua base original; ou teria eliminado tal corredor, com um esforço normal, se a defensiva não tivesse cometido erro. O Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor, mas nenhum “hit”.
NOTA 1: Com sua rebatida o batedor “empurrou” um corredor à base seguinte. Esse corredor, porém, foi eliminado por toque ao ultrapassar, correndo ou deslizando, essa base. Nesse caso, deve ser anotado um “hit” ao batedor.
NOTA 2: “Defensor do campo
interno” a que se refere esta regra é aquele que ocupa sua posição normal no
campo interno. Se esse defensor se deslocar para o campo externo e ficar
posicionado em qualquer parte dessa área, não será considerado um defensor do
campo interno. Por exemplo, quando havia corredor na segunda base, houve uma
rebatida “fly” para o espaço entre o interbases e o jardineiro esquerdo. O
corredor saiu muito pouco da base, achando que a bola poderia ser apanhada no
ar. Ao ver o interbases derrubar a bola, correu para a terceira base, mas foi
eliminado pela bola lançada por ele. Nesse caso, não se aplica esta regra; deve
ser anotado um “hit” ao batedor. Quando a bola rebatida é manuseada por
um defensor do campo externo também deve ser anotado um “hit” ao batedor, a
menos que o corredor sofra eliminação forçada.
(4) Um defensor tenta sem sucesso eliminar um corredor precedente, e, na opinião do anotador, o batedor-corredor poderia ter sido eliminado na primeira base.
Comentário – Regra 9.05 (b): A Regra 9.05 (b) não deve ser aplicada se o defensor simplesmente olha na direção de outra base, ou simula um lançamento a outra base, antes de tentar eliminar o batedor-corredor na primeira base.
(5) Um corredor é declarado eliminado por ter estorvado um defensor que estava tentando apanhar uma bola rebatida, a menos que, na opinião do anotador, o batedor-corredor teria chegado a salvo à primeira base se a Interferência não tivesse ocorrido.
9.06 Determinação do Valor de Rebatidas Indefensáveis (“Base Hits”)
O Anotador Oficial deve anotar uma rebatida indefensável (“base hit”) como de uma base (“one-base hit”), duas bases (“two-base hit”) ou três bases (“three-base hit”), ou como “home run”, quando não ocorre erro da defensiva ou eliminação. Para determinar isso, deve observar o seguinte:
(a) Excetuando-se os casos previstos nas Regras 9.06 (b) e 9.06 (c), é uma rebatida de uma base (“one-base hit”) se o batedor para na primeira base; é uma rebatida de duas bases (“two-base hit”) se o batedor para na segunda base; é uma rebatida de três bases (“three-base hit”) se o batedor para na terceira base; e é um “home run” se o batedor toca todas as bases e anota ponto.
(b) Quando, com um ou mais corredores em base, o batedor avança mais de uma base num “safe hit”, e a equipe na defensiva faz uma tentativa de eliminar um corredor precedente, o anotador oficial deve determinar se esse batedor acertou uma legítima rebatida de duas bases ou três bases, ou se ele avançou além da primeira base em jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”).
Comentário – Regra 9.06: O Anotador Oficial não deve creditar uma rebatida de três bases ao batedor quando um corredor precedente é eliminado no “home plate”, ou teria sido eliminado não fosse um erro da defensiva. O Anotador Oficial não deve creditar uma rebatida de duas bases ao batedor quando um corredor precedente que está tentando avançar a partir da primeira base é eliminado na terceira base, ou teria sido eliminado não fosse um erro da defensiva. Entretanto, com exceção do que vimos acima, o Anotador Oficial não deve determinar o valor dos “base hits” pelo número de bases conquistadas por um corredor precedente. Um batedor pode merecer uma rebatida de duas bases, mesmo que um corredor precedente avance uma base –ou não avance; ele pode merecer somente uma rebatida de uma base, mesmo que chegue à segunda base e um corredor precedente avance duas bases.
Por exemplo:
(1) Corredor na primeira base. O batedor rebate em direção ao jardim direito (“right field”). O jardineiro direito (“right fielder”) lança à terceira base para tentar eliminar o corredor, mas não logra êxito; o batedor chega à segunda base. O Anotador Oficial deve creditar ao batedor uma rebatida de uma base.
(2) Corredor na segunda base. O batedor acerta um “fair fly” (rebatida “fly” para o território “fair”). O corredor espera até certificar-se de que a bola não será apanhada e, então, avança somente até a terceira base, enquanto o batedor chega à segunda base. O Anotador Oficial deve creditar ao batedor uma rebatida de duas bases.
(3) Corredor na terceira base. O batedor acerta um “fair fly” bem alto. O corredor inicia a corrida, mas logo depois retorna para retocar a base, achando que a bola seria apanhada. A bola não é apanhada, mas o corredor não consegue anotar ponto, embora o batedor tenha chegado à segunda base. O Anotador Oficial deve creditar ao batedor uma rebatida de duas bases.
(c) Quando o batedor tenta conseguir uma rebatida de duas bases ou três bases, deslizando a uma base, ele tem de ficar em contato com a última base para a qual tenha avançado. Se um batedor-corredor ultrapassar a base e for eliminado por toque antes de retornar com segurança a essa base, ele será creditado somente com tantas bases quantas tiver alcançado a salvo. Se um batedor-corredor ultrapassar a segunda base e for eliminado por toque, o Anotador Oficial creditará uma rebatida de uma base a esse jogador; se o batedor-corredor ultrapassar a terceira base e for eliminado por toque, o Anotador Oficial creditará uma rebatida de duas bases a esse jogador.
Comentário – Regra 9.06 (c): Se o batedor-corredor ultrapassar a segunda base ou a terceira base, correndo, e for eliminado por toque ao tentar retornar, o Anotador Oficial creditará a esse jogador a última base que tiver tocado. Se um batedor-corredor continuar correndo após tocar a segunda base com seus pés, e for eliminado por toque ao tentar retornar, o Anotador Oficial creditará uma rebatida de duas bases a esse jogador. Se um batedor-corredor continuar correndo após tocar a terceira base com seus pés, e for eliminado por toque ao tentar retornar, o Anotador Oficial creditará uma rebatida de três bases a esse jogador.
(d) Quando o batedor, após acertar uma rebatida indefensável (“safe hit”), é declarado eliminado por ter deixado de tocar uma base, a última base que ele tiver alcançado a salvo determinará se o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma rebatida de uma base, duas bases ou três bases. Se um batedor-corredor é declarado eliminado por ter omitido o “home plate”, o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma rebatida de três bases. Se um batedor-corredor é declarado eliminado por ter omitido a terceira base, o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma rebatida de duas bases. Se um batedor-corredor é declarado eliminado por ter omitido a segunda base, o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma rebatida de uma base. Se um batedor-corredor é declarado eliminado por ter omitido a primeira base, o Anotador Oficial deve imputar-lhe um “at bat”, mas nenhuma rebatida.
NOTA: Este item da regra deve ser aplicado não só quando o batedor que acertou um “hit” é eliminado por ter deixado de tocar uma base, mas também quando ele é eliminado por ter ultrapassado um corredor precedente.
(e) Quando o árbitro concede duas bases, três bases ou um “home run” ao batedor-corredor, de acordo com as prescrições das Regras 5.06 (b) (4) ou 6.01 (h), o Anotador Oficial deve creditar a esse batedor-corredor uma rebatida de duas bases ou três bases, ou um “home run”, conforme for.
(f) Com exceção do caso previsto na Regra 9.06 (g), quando um batedor decide um jogo com uma rebatida indefensável (“safe hit”) que “empurra” os pontos necessários para pôr sua equipe em vantagem no placar, o Anotador Oficial deve creditar-lhe apenas uma rebatida de tantas bases quantas tiver avançado o corredor que anotou o ponto da vitória, e isso somente se o batedor também tiver avançado o mesmo número de bases conquistadas por esse corredor.
Comentário – Regra 9.06 (f): O Anotador Oficial deve aplicar esta regra mesmo quando o batedor, teoricamente, tem direito a mais bases em razão da rebatida de bases extras “automática” que lhe é concedida, de acordo com vários dispositivos das Regras 5.05 e 5.06 (b) (4).
O Anotador Oficial deve creditar ao batedor uma base tocada no curso natural da jogada, mesmo que o ponto da vitória seja anotado momentos antes na mesma jogada. Por exemplo, o placar está empatado na segunda metade do nono “inning”, com um corredor na segunda base. O batedor rebate a bola ao campo externo (“outfield”) –é uma rebatida indefensável (“base hit”)– e, após tocar a primeira base, avança em direção à segunda base. O corredor anota ponto após o batedor tocar a primeira base, mas pouco antes de ele alcançar a segunda base. Se o batedor-corredor tivesse alcançado a segunda base, o Anotador Oficial creditaria uma rebatida de duas bases a esse jogador.
NOTA: É necessário que o batedor avance realmente o número de bases descrito acima. Por exemplo, na segunda metade do último “inning”, com um corredor na segunda base, o batedor acerta um “hit”; a bola toca o solo uma vez e salta para as arquibancadas. Para o batedor ser creditado com um “hit” de duas bases, é necessário que ele avance legalmente até a segunda base. Se, porém, o batedor acertar um “hit” como o do exemplo acima quando há corredor na terceira base, será anotado um “hit” de uma base, mesmo que ele (batedor) avance até a segunda base.
(g) Quando o batedor encerra um jogo com um “home run” rebatido para fora do campo de jogo, tanto ele como os corredores em base são autorizados a anotar ponto.
9.07 Bases Roubadas (“Stolen Bases”) e Eliminado Roubando Base (“Caught Stealing”)
O Anotador Oficial deve creditar uma base roubada a um corredor, sempre que ele avança uma base sem o auxílio de uma rebatida (“hit”), uma eliminação (“putout”), um erro (“error”), uma eliminação forçada (“force-out”), uma jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”), uma bola arremessada defensável que passa para trás do receptor (“passed ball”), um arremesso descontrolado (“wild pitch”) ou um ato ilegal do arremessador quando há corredor ou corredores em base (“balk”), sujeitando-se às seguintes condições:
(a) Quando um corredor parte para a base seguinte antes de o arremessador soltar a bola, e o arremesso resulta no que normalmente é anotado como “wild pitch” ou “passed ball”, o Anotador Oficial deve creditar uma base roubada a esse corredor e não deve anotar a jogada mal executada, a menos que, em consequência da má jogada, o corredor que está roubando base avance uma base adicional, ou outro corredor também avance, caso em que deve ser anotado o “wild pitch” ou o “passed ball”, assim como a base roubada.
NOTA 1: Se um corredor tiver iniciado a corrida antes do arremesso, para tentar roubar a base seguinte, ser-lhe-á creditado um roubo de base, mesmo que esse arremesso resulte em “wild pitch” ou “passed ball”, nos seguintes casos:
(1) Quando um corredor que não tenha obtido o direito de ir à base seguinte num “ball four” avança uma ou mais bases.
(2) Quando, no terceiro “strike”, é anotado um “wild pitch” ou “passed ball” em relação ao avanço do batedor ou de um corredor. Entretanto, se houver duas eliminações e corredor na primeira, primeira e segunda ou primeira, segunda e terceira base, o avanço de cada corredor não será anotado como roubo de base; e se houver duas eliminações e corredor na primeira e terceira base, o avanço do corredor da primeira base também não será anotado como roubo de base.
NOTA 2: Um corredor está tentando roubar a base seguinte no momento em que o receptor ou qualquer defensor comete Interferência (Interferência da Defensiva). Se esse corredor for autorizado a ocupar a base seguinte, de acordo com a Regra 5.06 (b) (D), ser-lhe-á creditado um roubo de base.
(b) Após receber a bola arremessada, o receptor faz um mau lançamento ao tentar impedir um roubo de base. Nesse caso, o Anotador Oficial deve creditar uma base roubada ao corredor. O Anotador O ficial não deve imputar um erro, a menos que o lançamento descontrolado permita que o corredor que está roubando base avance uma ou mais bases adicionais, ou permita que outro corredor avance, caso em que deve ser creditada uma base roubada ao corredor e imputado um erro ao receptor.
(c) Quando um corredor, ao tentar um roubo de base, ou após ser surpreendido fora da base, consegue evitar ser eliminado numa jogada de perseguição (“run-down play”) e avança para a base seguinte, sem o auxílio de um erro da defensiva, o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma base roubada. Se outro corredor também avança nessa jogada, o Anotador Oficial deve creditar bases roubadas a ambos os corredores. Se um corredor avança enquanto outro corredor que está tentando roubar base escapa ileso de uma jogada de perseguição e consegue retornar a salvo à base que ocupava originalmente, sem o auxílio de um erro da defensiva, o Anotador Oficial deve creditar uma base roubada ao corredor que avançou à base seguinte.
(d) Quando, numa tentativa de roubo duplo ou triplo de base, um corredor é eliminado antes de alcançar e ocupar a base que pretendia roubar, nenhum outro corredor deve ser creditado com uma base roubada.
NOTA: Não deve ser creditada uma base roubada não só quando um corredor é eliminado de fato, mas também quando, na opinião do Anotador Oficial, esse corredor, certamente, seria eliminado se a defensiva não cometesse erro.
(e) Quando um corredor ultrapassa uma base, deslizando, e é eliminado por toque enquanto tenta retornar a essa base ou avançar à base seguinte, o Anotador Oficial não deve creditar uma base roubada a esse corredor.
(f) Quando, na opinião do Anotador Oficial, um corredor que está tentando um roubo de base chega a salvo (“safe”) à base seguinte por causa de um lançamento errado, a esse corredor não deve ser creditada uma base roubada. O Anotador Oficial deve creditar um “assist” (assistência) ao defensor que fez o lançamento, imputar um erro a esse defensor e um “caught stealing” (eliminado roubando base) ao corredor.
(g) O Anotador Oficial não deve anotar uma base roubada quando um corredor avança somente por causa da indiferença da equipe na defensiva com relação ao seu avanço. O Anotador Oficial deve anotar tal jogada como um “fielder’s choice” (jogada de escolha do defensor).
Comentário – Regra 9.07 (g): Ao julgar se a equipe na defensiva foi indiferente com relação ao avanço de um corredor, o Anotador Oficial deve considerar todas as circunstâncias, incluindo o “inning” e o placar do jogo; se a equipe na defensiva segurou o corredor em base; se o arremessador fez alguma tentativa de surpreender o corredor fora da base antes de este avançar; se o defensor de quem normalmente se espera a cobertura da base para a qual o corredor está avançando fez um movimento com esse objetivo; se a equipe na defensiva teve um motivo estratégico legítimo para ignorar o avanço do corredor; ou se a equipe na defensiva poderia estar tentando, ilicitamente, negar o crédito de uma base roubada ao corredor. Por exemplo, com corredor na primeira e terceira base, o corredor da primeira base avança à segunda base. Se o Anotador Oficial achar que a equipe na defensiva teve um motivo estratégico legítimo –impedir que o corredor da terceira base anote ponto aproveitando o lançamento à segunda base– para ignorar o avanço à segunda base, deve creditar normalmente uma base roubada ao corredor da primeira base. O Anotador Oficial pode concluir que a equipe na defensiva está tentando, ilicitamente, negar o crédito de uma base roubada ao corredor se, por exemplo, ela ignora o avanço de um corredor que está próximo de alcançar um recorde da Liga ou de sua carreira, ou de um título estatístico da Liga.
(h) O Anotador Oficial deve imputar um “caught stealing” a um corredor se tal corredor é eliminado, ou teria sido eliminado não fosse um erro da defensiva, quando:
(1) tenta roubar uma base;
(2) é surpreendido fora da base e tenta avançar (qualquer movimento em direção à base seguinte deve ser considerado como uma tentativa de avançar); ou
(3) ultrapassa deslizando a base que está roubando.
Comentário – Regra 9.07 (h): Naqueles casos em que a bola arremessada escapa do receptor e o corredor é eliminado ao tentar avançar, o Anotador Oficial não deve imputar um “caught stealing”. O Anotador Oficial não deve imputar um “caught stealing” quando um corredor adquire o direito de avançar devido a uma Obstrução ou quando um corredor é declarado eliminado em razão da Interferência cometida pelo batedor. O Anotador Oficial não deve imputar um “caught stealing” a um corredor se a esse corredor não teria sido creditada uma base roubada caso tivesse chegado a salvo a uma base (por exemplo, quando um corredor que tenta avançar depois que o receptor deixa escapar a bola arremessada é eliminado pelo lançamento feito por esse receptor).
NOTA 1: Este item da regra deve ser aplicado somente quando, no momento em que o corredor acima referido inicia o avanço, não há corredor na base seguinte, ou mesmo que haja, esse corredor está tentando um roubo de base.
NOTA 2: Se um corredor surpreendido fora da base for eliminado ao tentar retornar à base onde se encontrava, ou conseguir evitar ser eliminado devido a um erro da defensiva, não será anotado um “caught stealing” a esse corredor.
9.08 Sacrifícios (“Sacrifices”)
(a) Deve ser anotado um “bunt” de sacrifício quando, com menos de duas eliminações, o batedor faz avançar um ou mais corredores por meio de “bunt” e é eliminado na primeira base, ou teria sido eliminado se a defensiva não cometesse erro, a menos que, na opinião do Anotador Oficial, esse batedor tenha executado “bunt” com o objetivo exclusivo de obter um “base hit”, e não com o propósito de fazer um corredor (ou corredores) avançar sacrificando sua própria chance de alcançar a primeira base. Nesse caso, o Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor.
Comentário – Regra 9.08 (a): Para determinar se o batedor sacrificou sua própria chance de alcançar a primeira base com o propósito de fazer um corredor avançar, o Anotador Oficial deve dar ao batedor o benefício da dúvida. O Anotador Oficial deve considerar todas as circunstâncias do momento em que ocorreu essa jogada, incluindo o “inning”, a quantidade de eliminações e o placar.
(b) Deve ser anotado um “bunt” de sacrifício quando, com menos de duas eliminações, um defensor apanha uma bola rebatida por meio de “bunt”, sem cometer erro, mas não consegue eliminar um corredor precedente que está avançando a uma base. Excetua-se o caso em que, num “bunt”, uma tentativa de eliminar um corredor precedente não tem êxito, e na opinião do Anotador Oficial o batedor não teria sido eliminado na primeira base mediante um esforço normal, caso em que deve ser anotada uma rebatida de uma base, e não um “bunt” de sacrifício.
NOTA: O defensor apanha uma bola rebatida por meio de “bunt” e, em vez de fazer uma jogada sobre o batedor-corredor, imediatamente, desvia a atenção para outro corredor, ou simula um lançamento a outra base. Se por causa disso não conseguir eliminar o batedor-corredor na primeira base, ao batedor será anotado um “hit” simples (de uma base), e não um “bunt” de sacrifício.
(c) Não deve ser anotado um “bunt” de sacrifício quando qualquer corredor é eliminado ao tentar avançar uma base num “bunt”, ou teria sido eliminado se a defensiva não cometesse erro, caso em que o Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor.
NOTA 1: O corredor da primeira base avançou à segunda base, auxiliado por um “bunt”, mas ultrapassou-a deslizando e foi eliminado por toque. Nesse caso, o corredor da primeira base, não obstante tenha sido empurrado com segurança à segunda base, foi eliminado devido ao seu próprio erro; e como o batedor cumpriu devidamente sua obrigação, deve ser creditado com um “bunt” de sacrifício.
NOTA 2: Quando um corredor é eliminado, ou um corredor que seria eliminado facilmente chega a salvo a uma base em consequência de uma má jogada –o defensor faz um mau lançamento, derruba a bola ou não a segura firmemente –, não deve ser anotado um “bunt” de sacrifício, e sim, um erro da defensiva. Entretanto, se o anotador oficial julgar que o corredor teria avançado à base seguinte mesmo que a defensiva não tivesse cometido erro, deverá anotar um “bunt” de sacrifício ao batedor; e se o corredor avançar bases adicionais aproveitando um mau lançamento, por exemplo, deverá anotar também o erro da defensiva.
(d) Deve ser anotado um “fly” de sacrifício quando, com menos de duas eliminações, o batedor rebate a bola para o ar, e depois que um defensor do campo externo (“outfielder”), ou um defensor do campo interno (“infielder”) que havia corrido para o campo externo,
(1) apanha a bola em voo, em território “fair” ou “foul”, um corredor anota ponto, ou
(2) derruba a bola, e um corredor anota ponto (neste caso, se o Anotador Oficial julgar que esse corredor teria anotado ponto, após retocar a base, se a bola tivesse sido apanhada).
Comentário – Regra 9.08 (d): O Anotador Oficial deve anotar um “fly” de sacrifício de acordo com a Regra 9.08 (d) (2), mesmo que outro corredor seja eliminado em jogada forçada provocada pelo batedor que se tornara um corredor.
NOTA: Por exemplo, um “out”, corredor na primeira e terceira base. O batedor acertou um “fly” na direção do jardim direito (“right field”). Quando os dois corredores estavam sobre suas respectivas bases, o jardineiro direito (“right fielder”) derrubou a bola. O corredor da terceira base anotou ponto, tranquilamente, mas o corredor da primeira base sofreu eliminação forçada na segunda base com a bola lançada pelo jardineiro direito. Nesse caso, se o Anotador Oficial julgar que o corredor da terceira base anotou ponto aproveitando o erro do jardineiro direito ou a eliminação forçada na segunda base, não creditará um “fly” de sacrifício ao batedor. Se, porém, o Anotador Oficial julgar que o corredor da terceira base teria anotado ponto após retocar a base se a bola “fly” tivesse sido apanhada, anotará um “fly” de sacrifício ao batedor.
9.09 Eliminações (“Putouts”)
“Putout” é um dado estatístico creditado a um defensor cuja ação causa a eliminação de um batedor-corredor ou corredor, conforme está exposto nesta Regra 9.09.
(a) O Anotador Oficial deve creditar um “putout” a cada defensor que:
(1) Apanha uma bola rebatida em voo, seja “fair” ou “foul”.
(2) Apanha uma bola rebatida ou lançada e toca uma base para eliminar um batedor ou corredor.
Comentário – Regra 9.09 (a) (2): O Anotador Oficial deve creditar um “putout” a um defensor se esse defensor apanha uma bola lançada e toca uma base para reivindicar uma eliminação numa jogada de apelação.
(3) Toca um corredor que está fora da base que conquistara legalmente.
(b) O Anotador Oficial deve creditar um “putout” automático ao receptor quando:
(1) Um batedor é declarado eliminado por três “strikes” (“strikeout”).
(2) Um batedor é declarado eliminado por ter rebatido um arremesso ilegalmente.
(3) Um batedor é declarado eliminado em razão de um “bunt” executado depois de contados dois “strikes” ter resultado em “foul ball”.
Comentário – Regra 9.09 (b) (3): Vide a exceção na Regra 9.15 (a) (4).
(4) Um batedor é declarado eliminado por ter tido contato com a bola por ele rebatida.
NOTA: Este item da regra deve ser aplicado quando o batedor tem contato com a bola nas proximidades do “home plate”. Quando o contato ocorre nas proximidades da primeira base, a eliminação deve ser creditada ao defensor da primeira base.
(5) Um batedor é declarado eliminado por ter interferido na ação do receptor (Interferência da Ofensiva).
(6) Um batedor é declarado eliminado por ter deixado de bater no seu turno correto.
Comentário – Regra 9.09 (b) (6): Vide Regra 9.03 (d).
(7) Um batedor é declarado eliminado por recusar-se a tocar a primeira base depois de receber uma base por “balls”, depois de ser atingido por um arremesso, ou depois de uma Interferência cometida pelo receptor.
(8) Um corredor é declarado eliminado por recusar-se a avançar da terceira base ao “home plate”.
NOTA: Além dos casos citados acima, credite um “putout” ao receptor nos seguintes casos:
(1) Quando o batedor é eliminado com a aplicação da Regra 5.09 (a) (8) porque, após acertar uma rebatida “fair”, seu “bat” tem contato com a bola rebatida, em território “fair”.
(2) Quando o batedor ou um jogador da ofensiva estorva uma jogada do receptor que está tentando apanhar uma bola “fly” (“fair” ou “foul”), e por essa razão o batedor é declarado eliminado.
(3) Quando o receptor que está tentando apanhar uma bola “fly” não consegue realizar a defesa em razão da Interferência cometida por um espectador, e por essa razão o batedor é declarado eliminado.
(4) Quando o batedor é declarado eliminado por ter mudado de um “batter’s box” a outro.
(5) Quando, com menos de duas eliminações, o corredor da terceira base é declarado eliminado porque o batedor comete Interferência e impede que o receptor faça uma jogada no “home base”.
(c) Casos em que o Anotador Oficial deve creditar “putouts” automáticos a um defensor [Não deve creditar “assists” (assistências) nestas jogadas, a menos que estejam especificadas]:
(1) Quando o batedor é declarado eliminado num “Infield Fly” que não é apanhado, o Anotador Oficial deve creditar o “putout” ao defensor que, na sua opinião, poderia ter agarrado a bola.
(2) Quando um corredor é declarado eliminado por ter tido contato com uma bola “fair” (incluindo um “Infield Fly”), o Anotador Oficial deve creditar o “putout” ao defensor que estava mais perto da bola.
(3) Quando um corredor é declarado eliminado por ter corrido fora da linha para evitar ser tocado, o Anotador Oficial deve creditar o “putout” ao defensor de quem esse corredor tenha se esquivado.
(4) Quando um corredor é declarado eliminado por ter ultrapassado outro corredor, o Anotador Oficial deve creditar o “putout” ao defensor que estava mais perto do local onde foi cometida a infração.
NOTA: Se realmente tiver ocorrido uma jogada quando um corredor subsequente é eliminado por ter ultrapassado um corredor precedente, será atribuído um “putout” e um “assist” aos defensores que tenham participado dessa jogada. Mesmo quando não tiver ocorrido realmente uma jogada, dependendo da opinião do Anotador Oficial, será anotado um “putout” e um “assist” a esses defensores. Caso o Anotador Oficial julgue que não deve ser atribuído um “assist”, será anotado somente um “putout”.
(5) Quando um corredor é declarado eliminado por ter corrido as bases em ordem inversa, o Anotador Oficial deve creditar o “putout” ao defensor que cobriu a base que esse corredor deixou ao iniciar a corrida.
(6) Quando um corredor é declarado eliminado por ter estorvado um defensor, o Anotador Oficial deve creditar o “putout” ao defensor que sofreu a Interferência, a menos que esse defensor esteja em ação para lançar a bola quando ocorre a Interferência, caso em que o Anotador Oficial deve creditar o “putout” ao defensor para quem o lançamento seria efetuado, e deve creditar um “assist” ao defensor cujo lançamento sofreu a Interferência.
(7) Quando um batedor-corredor é declarado eliminado por causa da Interferência cometida por um corredor precedente, conforme está prescrito na Regra 5.09 (a) (13), o Anotador Oficial deve creditar o “putout” ao defensor da primeira base. Se o defensor que sofreu a Interferência estava em ação para lançar a bola, o Anotador Oficial deve creditar-lhe um “assist”, mas deve creditar somente um “assist” em qualquer uma das jogadas previstas nas Regras 9.09 (c) (6) e 9.09 (c) (7).
9.10 Assistências (“Assists”)
“Assist” é um dado estatístico creditado a um defensor que toma parte na eliminação de um batedor-corredor ou corredor, conforme está exposto nesta Regra 9.10.
(a) O Anotador Oficial deve creditar um “assist” a cada defensor que:
(1) Lança ou desvia uma bola rebatida ou lançada, de forma que resulte em uma eliminação (“putout”), ou teria resultado em uma eliminação não fosse um erro subsequente da defensiva. Deve ser creditado somente um “assist” (e não mais) para cada defensor que lança ou desvia a bola num “run-down play” (jogada de perseguição) que resulte em uma eliminação, ou teria resultado em uma eliminação não fosse um erro subsequente da defensiva.
Comentário – Regra 9.10 (a) (1): Um mero contato sem consequências com a bola não deve ser considerado um “assist”. “Desviar” significa diminuir a velocidade ou mudar a direção da bola e, dessa forma, participar efetivamente da jogada para eliminar um batedor ou corredor. Se uma eliminação resulta de uma jogada de apelação dentro do curso natural de jogada, o Anotador Oficial deve creditar “assists” a cada defensor, excetuando-se o defensor que faz a eliminação, cuja ação resultou na eliminação. Se uma eliminação resulta de uma jogada de apelação iniciada no lançamento feito pelo arremessador a um defensor, depois de a jogada anterior ter terminado, o Anotador Oficial deve creditar um “assist” ao arremessador, somente ao arremessador.
(2) Lança ou desvia a bola durante uma jogada que resulta na eliminação de um corredor, por Interferência ou por correr fora da linha.
(b) O Anotador Oficial não deve creditar um “assist”:
(1) A um arremessador num “strikeout” (eliminação por “strike”), a menos que ele apanhe a bola de um terceiro “strike” não agarrado e faça um lançamento que resulte em uma eliminação.
NOTA: No segundo caso deste item da regra, será anotado um erro ao arremessador se ele fizer um mau lançamento e não conseguir eliminar o batedor ou um corredor, mas desde que, na avaliação do Anotador Oficial, a jogada teria resultado em eliminação se a bola tivesse sido lançada corretamente.
(2) A um arremessador quando, numa jogada resultante de um arremesso legal, o receptor que recebeu a bola arremessada lança a um defensor e elimina um corredor que está fora da base ou está tentando roubar a base seguinte, ou toca um corredor que está tentando anotar ponto.
NOTA: Ao ver o corredor da terceira base arrancar para “home”, o arremessador lançou a bola ao receptor após tirar o pé de apoio do “pitcher’s plate”. Se o receptor eliminar esse corredor, será creditado um “assist” ao arremessador.
(3) A um defensor cujo mau lançamento permite que um corredor avance, mesmo que, posteriormente, esse corredor seja eliminado em consequência de uma jogada contínua. Uma jogada que segue uma má jogada –tenha ou não havido erro– é uma nova jogada, e o defensor que faz uma má jogada não deve ser creditado com um “assist”, a menos que tome parte na nova jogada.
9.11 Jogadas Duplas (“Double Plays”) e Jogadas Triplas (“Triple Plays”)
O Anotador Oficial deve creditar uma participação numa jogada dupla ou tripla a cada defensor que consiga uma eliminação (“putout”) ou uma assistência (“assist”) quando dois ou três jogadores são eliminados entre o momento em que um arremesso é efetuado e o momento em que, em seguida, a bola se torna morta ou volta às mãos do arremessador que está em posição de arremesso, a menos que ocorra um erro ou uma má jogada entre as eliminações.
Comentário – Regra 9.11: O Anotador Oficial deve creditar uma jogada dupla ou tripla também se uma jogada de apelação, depois que a bola está nas mãos do arremessador, resulta em uma eliminação adicional.
NOTA 1: Mesmo que ocorram duas eliminações dentro de um determinado período, não será considerada uma jogada dupla se não houver correlação entre ambas as eliminações. Ou seja, para ser considerada uma jogada dupla, o defensor que foi creditado por um “putout” na primeira jogada deve participar da eliminação na segunda jogada. Com relação a uma jogada tripla deve-se proceder da mesma forma.
NOTA 2: Por exemplo, quando a primeira base estava ocupada, o batedor acertou um “ground”. O defensor da primeira base apanhou a bola e lançou-a, imediatamente, ao interbases. Este, após eliminar o corredor da primeira base na jogada forçada, fez o lançamento de volta à primeira base e eliminou também o batedor-corredor. Nesta jogada dupla, o defensor da primeira base e o interbases foram creditados, cada um, com um “assist” e um “putout”, mas com relação à jogada dupla deve ser anotada apenas uma participação para cada um.
9.12 Erros
Erro é um dado estatístico imputado a um defensor cuja ação ajuda a equipe na ofensiva, conforme está exposto nesta Regra 9.12.
(a) O Anotador Oficial deve imputar um erro a um defensor:
(1) cuja má jogada [“fumble” (atrapalhar-se na hora de apanhar a bola), “muff” (deixar cair ou escapar a bola) ou “wild throw” (mau lançamento)] prolongue a “vez de bater” de um batedor, ou prolongue a vida de um corredor, ou permita que um corredor avance uma ou mais bases, a menos que –com menos de duas eliminações e corredor na terceira base– tal defensor, na opinião do Anotador Oficial, tenha derrubado, deliberadamente, um “foul fly” (“fly” rebatido para o território “foul”), para evitar que o corredor da terceira base anote ponto após a pegada (“catch”);
Comentário – Regra 9.12 (a) (1): A morosidade no manuseio da bola, que não caracterize claramente uma má jogada, não deve ser interpretada como um erro. Por exemplo, o Anotador Oficial não deve imputar um erro a um defensor se tal defensor apanha uma bola “ground” corretamente, mas não lança a bola à primeira base a tempo de eliminar o batedor. Não é necessário que o defensor toque a bola para que lhe seja imputado um erro. Se uma bola “ground” passa entre as pernas do defensor, ou um “fly” (bola rebatida para o ar) vai ao solo sem ser tocado por um defensor, o Anotador Oficial deve imputar um erro ao defensor que, na sua avaliação, poderia ter apanhado a bola mediante um esforço normal. Por exemplo, deve ser imputado um erro a um “infielder” (defensor do campo interno) quando uma bola “ground” passa ao lado (qualquer lado) desse defensor, e, na opinião do Anotador Oficial, qualquer defensor nessa posição que fizesse um esforço normal teria efe-tuado a defesa e eliminado um corredor. Deve ser imputado um erro a um “outfielder” (defensor do campo externo) se esse defensor permite que um “fly” caia ao solo, e, na opinião do Anotador Oficial, qualquer defensor nessa posição que fizesse um esforço normal teria apanhado a bola. Se um lançamento é baixo, alto ou passa longe do defensor, ou toca o solo, e um corredor alcança uma base, quando numa jogada perfeita teria sido eliminado, o Anotador Oficial deve imputar um erro ao defensor que lançou a bola.
O Anotador Oficial não deve anotar equívocos mentais ou de julgamento como erros, a menos que uma regra específica determine outra coisa. Uma falta de atenção de um defensor, que o leve a fazer uma má jogada –como jogar a bola para as arquibancadas ou rolar a bola em direção ao “pitcher’s plate”, acreditando, erroneamente, ter concretizado três eliminações, e permitindo, dessa forma, que um corredor ou corredores avance(m)– não deve ser considerado um equívoco mental para os propósitos desta regra, e nesse caso o Anotador Oficial deve imputar um erro ao defensor que comete tal engano. O Anotador Oficial não deve imputar um erro se o arremessador deixa de cobrir a primeira base numa jogada e permite que um batedor-corredor chegue a salvo (“safe”) àquela base. O Anotador Oficial não deve imputar um erro a um defensor que, por engano, lança a uma base errada numa jogada.
O Anotador Oficial deve imputar um erro a um defensor que provoca uma má jogada de outro defensor –por exemplo, fazer a bola pular para fora da luva de outro defensor ao ter contato com ele. Em tal jogada, quando o Anotador Oficial imputa um erro a um defensor que estorva outro defensor, não deve ser imputado um erro ao defensor que é estorvado.
(2) quando tal defensor deixa cair um “foul fly” e prolonga a “vez de bater” de um batedor, sem levar em conta se esse batedor, posteriormente, chega à primeira base ou é eliminado;
NOTA: Será anotado um erro somente quando, na avaliação do Anotador Oficial, um defensor poderia ter apanhado a bola mediante um esforço normal.
(3) quando tal defensor apanha uma bola lançada ou uma bola “ground” a tempo de eliminar o batedor-corredor, e deixa de tocar a primeira base ou o batedor-corredor;
(4) quando tal defensor apanha uma bola lançada ou uma bola “ground” a tempo de eliminar um corredor numa jogada forçada, e deixa de tocar a base ou o corredor;
NOTA: Será anotado um erro não só quando o defensor deixa de tocar a base ou o corredor, numa jogada forçada (“force play”), conforme estabelece a regra acima, mas também no caso em que ele deixa de tocar o corredor numa jogada de toque (“tag play”).
(5) cujo mau lançamento permite que um corredor chegue a salvo a uma base, quando, na opinião do Anotador Oficial, uma jogada perfeita teria eliminado esse corredor, a menos que tal lançamento descontrolado tenha sido efetuado para tentar impedir um roubo de base;
(6) cujo mau lançamento, efetuado numa tentativa de impedir o avanço de um corredor, permite que esse corredor ou qualquer outro corredor avance uma ou mais bases além daquela que teria conquistado se a bola não tivesse sido lançada descontroladamente;
(7) cujo lançamento dá um pulo anormal, toca uma base ou o “pitcher’s plate”, ou toca um corredor, um defensor ou um árbitro, permitindo, assim, o avanço de algum corredor; ou
Comentário – Regra 9.12 (a) (7): O Anotador Oficial deve aplicar esta regra mesmo quando pareça ser uma injustiça a um defensor cujo lançamento foi correto. Por exemplo, o Anotador Oficial deve imputar um erro a um “outfielder” (defensor do campo externo) cujo lançamento correto à segunda base atinge a almofada e volta ao campo externo, permitindo, assim, que um corredor ou corredores avance(m), porque todas as bases conquistadas por um corredor devem ser consideradas como de responsabilidade desse defensor.
NOTA: Mesmo quando um defensor não consegue apanhar a bola por ter sido prejudicado pela iluminação noturna ou luz solar, deve ser anotado um erro ao jogador que efetuou o lançamento.
(8) cuja falha em parar, ou tentar parar, uma bola lançada corretamente permite que um corredor avance, desde que tenha havido necessidade de fazer o lançamento. Se isso ocorrer com um lançamento feito à segunda base, o Anotador Oficial deverá determinar quem teria que ter parado a bola –o defensor da segunda base ou o interbases–, e imputar o erro ao defensor que deixou de cumprir a sua obrigação.
Comentário – Regra 9.12 (a) (8): Se, na opinião do Anotador Oficial, não havia necessidade de fazer o lançamento, deve ser imputado um erro ao defensor que lançou a bola.
(b) O Anotador Oficial deve imputar somente um erro em qualquer lançamento descontrolado, sem levar em conta a quantidade de bases conquistadas por um ou mais corredores.
(c) Quando um árbitro concede uma ou mais bases ao batedor ou a um corredor (ou corredores), por causa de Interferência ou Obstrução, o Anotador Oficial deve imputar um erro ao defensor que cometeu a falta (Interferência ou Obstrução), sem levar em conta quantas bases o batedor ou o(s) corredor(es) pode(m) avançar.
Comentário – Regra 9.12 (c): O Anotador Oficial não deve imputar um erro se, na sua opinião, a Obstrução não altera o resultado da jogada.
NOTA: Por exemplo, o batedor acertou um “hit” que provavelmente seria de três bases, mas quando iniciou o avanço à segunda base, após passar pela primeira base, foi obstruído pelo defensor da primeira base; o árbitro concedeu-lhe a terceira base. Nesse caso, será anotado um “hit” de três bases ao batedor e não será imputado um erro ao defensor da primeira base. Num outro exemplo, quando o corredor da primeira base foi apanhado numa Jogada de Perseguição (“Run-Down Play”) entre a primeira base e a segunda base, o defensor da segunda base cometeu Obstrução; o árbitro concedeu a esse corredor o direito de ir à segunda base. Nesse caso, deve ser imputado um erro ao defensor da segunda base.
(d) O Anotador Oficial não deve imputar um erro
(1) ao receptor que, após receber o arremesso, faz um lançamento descontrolado ao tentar impedir um roubo de base, a menos que o mau lançamento permita que o corredor que está roubando base avance uma ou mais bases adicionais, ou permita que qualquer outro corredor avance uma ou mais bases;
(2) a um defensor que faz um lançamento descontrolado se, na sua opinião, o corredor não teria sido eliminado mediante um esforço normal por um lançamento correto, a menos que o mau lançamento permita que algum corredor avance além da base que ele teria alcançado se a bola não tivesse sido lançada descontroladamente;
NOTA: Um defensor conseguiu apanhar uma bola rebatida “difícil”, mas na hora de lançar desequilibrou-se; e por essa razão o lançamento saiu descontrolado. Nesse caso, não será anotado um erro a esse defensor, mesmo que tenha havido possibilidade de eliminar o batedor ou um corredor, não fosse o mau lançamento. Entretanto, se esse lançamento descontrolado permitir que algum corredor avance além da base que ele teria alcançado se a bola não tivesse sido mal lançada, será anotado um erro a esse defensor.
(3) a um defensor que faz um lançamento descontrolado ao tentar completar uma jogada dupla ou tripla, a menos que o mau lançamento permita que algum corredor avance além da base que ele teria alcançado se a bola não tivesse sido lançada descontroladamente;
Comentário – Regra 9.12 (d): Quando um defensor deixa cair uma bola lançada que, se fosse agarrada, teria completado uma jogada dupla ou tripla, o Anotador Oficial deve imputar um erro ao defensor que derrubou a bola e creditar um “assist” ao defensor que fez o lançamento.
(4) a um defensor que, após atrapalhar-se (“fumble”) na hora de apanhar um “ground”, ou derrubar uma bola rebatida que está em voo ou uma bola lançada, recupera a bola a tempo de concretizar uma eliminação forçada em alguma base; ou
NOTA 1: Aplica-se este item da regra não só quando se concretiza uma eliminação, mas também quando um defensor que se posiciona na base não apanha legalmente uma bola lançada e prejudica a eliminação forçada. Nesse caso, deve ser anotado um erro ao defensor que não apanhou legalmente a bola lançada.
NOTA 2: Aplica-se este item da regra também no seguinte caso: um defensor que recebeu a bola lançada poderia ter eliminado, tranquilamente, um corredor se o tocasse ou tocasse a base. Como não o fez, permitiu que esse corredor chegasse a salvo (“safe”) à base; mas lançou imediatamente a bola a outra base e eliminou um corredor (incluindo o batedor-corredor).
(5) a um defensor quando é anotado um “wild pitch” (arremesso descontrolado) ou um “passed ball” (bola arremessada defensável que passa para trás do receptor).
(e) O Anotador Oficial não deve imputar um erro quando o batedor é autorizado a ir à primeira base por quatro “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batter”, “hit batsman”, “hit by pitch”), ou quando ele alcança a primeira base em consequência de um “wild pitch” ou “passed ball”.
Comentário – Regra 9.12 (e): Para suplementar as regras de anotação relativas a “wild pitches” e “passed balls”, vide Regra 9.13.
NOTA: O receptor não agarrou o terceiro “strike”, mas apanhou rapidamente a bola do chão e lançou-a à primeira base. O lançamento, porém, foi mal executado e permitiu que o batedor-corredor chegasse a salvo (“safe”) à primeira base. Nesse caso, se o Anotador Oficial achar que o batedor-corredor teria sido eliminado não fosse o mau lançamento, não deverá anotar um “wild pitch” ou “passed ball”, e sim um erro do receptor. Entretanto, se o Anotador Oficial julgar que o batedor-corredor teria chegado a salvo à primeira base, mesmo que não houvesse o lançamento descontrolado, não deverá anotar um erro ao receptor; deverá anotar um “wild pitch” ou “passed ball”. Naturalmente, se o batedor-corredor avançar mais de uma base, ou os outros corredores avançarem além dessas bases que teriam conquistado, ainda que o lançamento tivesse sido perfeito, deverá ser anotado um “wild pitch” ou “passed ball” e, ao mesmo tempo, um erro ao receptor que fez o mau lançamento.
(f) O Anotador Oficial não deve imputar um erro quando um corredor ou corredores avança(m) em consequência de um “passed ball”, um “wild pitch” ou um “balk”.
(1) Quando o quarto “ball” declarado é um “wild pitch” ou “passed ball”, e devido a isso
(A) o batedor-corredor avança a uma base além da primeira base;
(B) um corredor forçado a deixar a sua base em consequência do quarto “ball” concedido ao batedor avança mais de uma base; ou
(C) um corredor que não é obrigado a deixar a sua base avança uma ou mais bases, o Anotador Oficial deve anotar a base por “balls” (“base on balls”) e também o “wild pitch” ou “passed ball”, conforme for.
(2) Quando o receptor recupera a bola depois de um “wild pitch” ou “passed ball” no terceiro “strike” e elimina o batedor-corredor, tocando-o ou lançando a bola à primeira base, mas outro corredor (ou corredores) avança(m), o Anotador Oficial deve anotar o “strikeout” (eliminação por “strike”), o “putout” (eliminação) e os “assists” (assistências) –se houver– e atribuir o(s) avanço(s) de outro(s) corredor(es) na jogada a um “fielder’s choice” (jogada de escolha do defensor).
Comentário – Regra 9.12 (f): Para suplementar as regras de anotação relativas a “wild pitches” e “passed balls”, vide Regra 9.13.
NOTA: Deve-se aplicar a Regra 9.12 (f) (2) também quando o receptor elimina outro corredor em vez de eliminar o batedor-corredor. Entretanto, se um corredor avançar num “wild pitch” ou “passed ball” quando o batedor é eliminado de acordo com a Regra 5.09 (a) (3) –com menos de duas eliminações, o terceiro “strike” não é agarrado quando a primeira base está ocupada–, esse avanço será anotado ao corredor, e ao batedor será anotada uma eliminação por “strike” (“strikeout”).
9.13 Arremessos Descontrolados (“Wild Pitches”) e Bolas Arremessadas Defensáveis que Passam para Trás do Receptor (“Passed Balls”)
Um “wild pitch” está definido em Definições de Termos (“Wild Pitch”). Um “passed ball” é um dado estatístico imputado contra um receptor cuja ação tenha causado o avanço de um corredor (ou corredores), conforme está exposto nesta Regra 9.13.
(a) O Anotador Oficial deve imputar um “wild pitch” a um arremessador quando um arremesso feito legalmente é tão alto, tão fora do “home plate” ou tão baixo que o receptor não consegue parar e controlar a bola com um esforço normal, e assim permite que um corredor (ou corredores) avance(m). O Anotador Oficial deve imputar um “wild pitch” a um arremessador quando um arremesso feito legalmente toca o solo ou o “home plate” antes de chegar às mãos do receptor, e este, não conseguindo parar a bola, permite que um corredor (ou corredores) avance(m). Quando o terceiro “strike” é um “wild pitch” que permite o avanço do batedor à primeira base, o Anotador Oficial deve anotar um “strikeout” (eliminação por “strike”) e um “wild pitch”.
(b) O Anotador Oficial deve imputar um “passed ball” a um receptor quando ele deixa passar para trás uma bola arremessada legalmente que deveria ter sido agarrada ou controlada com um esforço normal, e permite que um corredor (ou corredores) avance(m). Quando o terceiro “strike” é um “passed ball” que permite o avanço do batedor à primeira base, o Anotador Oficial deve anotar um “strikeout” e um “passed ball”.
Comentário – Regra 9.13: O Anotador Oficial não deve imputar um “wild pitch” ou “passed ball” se a equipe na defensiva concretiza uma eliminação antes que um corredor avance. Por exemplo, com corredor na primeira base, um arremesso toca o solo e desvia do receptor. Se este apanhar a bola e fizer o lançamento à segunda base a tempo de eliminar o corredor, não será imputado um “wild pitch” ao arremessador. O Anotador Oficial atribuirá o avanço de qualquer outro corredor, na jogada, a um “fielder’s choice” (jogada de escolha do defensor). Se um receptor derruba um arremesso, por exemplo, com um corredor na primeira base, mas apanha a bola e lança-a à segunda base a tempo de eliminar esse corredor, o Anotador Oficial não deve imputar um “passed ball” ao receptor. O Anotador Oficial deve atribuir o avanço de qualquer outro corredor, na jogada, a um “fielder’s choice”.
Para suplementar as regras de anotação relativas a “wild pitches” e “passed balls”, vide Regras 9.07 (a), 9.12 (e) e 9.12 (f).
9.14 Base por “Balls” (“Base on Balls”)
Uma base por “balls” está definida em Definições de Termos ("Base on Balls”)
(a) O Anotador Oficial deve anotar uma base por “balls” sempre que um batedor é autorizado a ir à primeira base por terem sido declarados quatro “balls”, mas quando o quarto “ball” atinge o batedor, deve ser anotado um “hit batter” (batedor atingido por um arremesso).
Comentário – Regra 9.14 (a): Vide Regra 9.16 (h) para saber como proceder quando mais de um arremessador estão envolvidos na concessão de uma base por “balls”. Vide também a Regra 9.15, que trata de situações em que um batedor substituto recebe uma base por “balls”.
(b) O Anotador Oficial deve anotar uma base por “balls” intencional quando o arremessador não tenta fazer o último arremesso ao batedor em direção à zona de “strike”, mas joga a bola longe do “home plate”, propositadamente, enquanto o receptor está fora do “catcher’s box”.
(c) Se um batedor autorizado a “andar” (“walk”) for declarado eliminado por recusar-se a avançar à primeira base, o Anotador Oficial não lhe creditará uma base por “balls”; imputar-lhe-á um “at bat”.
(d) O Anotador Oficial deve anotar uma base por “balls” intencional quando um batedor é autorizado a ir à primeira base porque o técnico da equipe na defensiva informa o árbitro sobre a intenção da equipe em deixar o batedor “andar” (“walk”).
9.15 Eliminações por “Strike” (”Strikeouts”)
“Strikeout” é um dado estatístico creditado a um arremessador e imputado a um batedor quando o árbitro declara três “strikes” contra esse batedor, conforme está exposto nesta Regra 9.15.
(a) O Anotador Oficial deve anotar uma eliminação por “strike” sempre que:
(1) um batedor é eliminado por um terceiro “strike” agarrado pelo receptor;
(2) um batedor é eliminado por um terceiro “strike” não agarrado pelo receptor quando, com menos de duas eliminações, há um corredor na primeira base;
(3) um batedor se torna um corredor porque um terceiro “strike” não é agarrado; ou
(4) um “bunt” executado depois de contados dois “strikes” é declarado “foul ball”, a não ser que tal “bunt” resulte em “foul fly” (“fly” que cai em território “foul”) e um defensor efetue a defesa, caso em que o Anotador Oficial não deve anotar uma eliminação por “strike”; deve creditar um “putout” ao defensor que apanha esse “foul fly”.
(b) Quando um batedor deixa o jogo com dois “strikes” contra ele, e o batedor substituto completa a vez de bater (“turn at bat”) com uma eliminação por “strike”, o Anotador Oficial deve imputar o “strikeout” e o “at bat” ao primeiro batedor. Se o batedor substituto completar a vez de bater de qualquer outra maneira, inclusive obtendo uma base por “balls”, o Anotador Oficial anotará a ação como tendo sido realizada por esse batedor substituto.
NOTA: Num turno de “batting” atuaram três batedores. Se o terceiro batedor for eliminado por “strike”, anote a eliminação por “strike” e o “at bat” ao batedor que estava em ação no momento em que foi declarado o segundo “strike”.
9.16 Pontos Limpos (“Earned Runs”) e Pontos Concedidos (“Runs Allowed”)
Ponto limpo é aquele pelo qual o arremessador é responsável. Para determinar os pontos limpos, o Anotador Oficial deve reconstruir o “inning” sem os erros (que exclui a Interferência do receptor) e os “passed balls”, dando o benefício da dúvida sempre ao arremessador na hora de definir quais bases teriam sido alcançadas em jogadas sem erros. Para o propósito de determinar os pontos limpos, uma base por “balls” intencional, independente das circunstâncias, deve ser interpretada exatamente como qualquer outra base por “balls”.
(a) O Anotador Oficial deve imputar um ponto limpo a um arremessador cada vez que um corredor chega ao “home base” com a ajuda de “safe hits” (rebatidas indefensáveis), “sacrifice bunts” (“bunts” de sacrifício), um “sacrifice fly” (“fly” de sacrifício), “stolen bases” (bases roubadas), “putouts” (eliminações), “fielder’s choices” (jogadas de escolha do defensor), “bases on balls” (bases por “balls”), “hit batters” (batedores atingidos por um arremesso), “balks” (faltas cometidas pelo arremessador quando há corredor ou corredores em base) ou “wild pitches” (arremessos descontrolados) –incluindo um arremesso descontrolado no terceiro “strike” que permite o avanço do batedor à primeira base– antes que a equipe na defensiva tenha tido oportunidades de defesa para eliminar a equipe na ofensiva. Para o propósito desta regra, uma penalidade por Interferência da Defensiva deve ser interpretada como uma oportunidade de defesa. Um “wild pitch” é somente um erro do arremessador, e contribui para um ponto limpo da mesma forma que uma base por “balls” ou um “balk”.
Comentário – Regra 9.16 (a): Exemplos de pontos limpos imputados a um arremessador:
(1) O arremessador Peter elimina Abel e Baker, os dois primeiros batedores de um “inning”. Charlie chega à primeira base num erro cometido por um defensor. Daniel acerta um “home run”. Edward acerta um “home run”. Peter elimina Frank e termina o “inning”. Foram anotados três pontos, mas nenhum ponto limpo é imputado a Peter, porque –reconstruído o “inning” sem os erros– Charlie deveria ter sido o terceiro eliminado desse “inning”.
(2) O arremessador Peter elimina Abel. Baker acerta uma rebatida de três bases. Enquanto enfrenta Charlie, Peter faz um arremesso descontrolado (“wild pitch”) e permite que Baker anote ponto. Peter elimina Daniel e Edward. Foi anotado um ponto. Esse ponto deve ser imputado a Peter, porque o “wild pitch” contribui para um ponto limpo.
Se, num “inning”, um batedor-corredor que chega à primeira base por causa da Interferência cometida pelo receptor anotar um ponto, subsequentemente, tal ponto não será considerado um ponto limpo. O Anotador Oficial não deve, porém, assumir que tal batedor teria sofrido eliminação se não houvesse a Interferência do receptor (diferente, por exemplo, de situações em que o batedor-corredor chega a salvo à primeira base por causa de um erro cometido por um defensor). Como tal batedor não teve chance de completar a sua vez de bater, não é possível saber o que teria acontecido com ele se o receptor não tivesse cometido a Interferência. Compare os seguintes exemplos:
(3) Com duas eliminações, Abel chega à primeira base num erro cometido pelo interbases, que fez uma má jogada com uma bola “ground”. Baker acerta um “home run”. Charlie é eliminado por três “strikes”. Foram anotados dois pontos, mas nenhum deles é ponto limpo, porque –reconstruído o “inning” sem o erro– Abel teria ocasionado a terceira eliminação desse “inning”.
(4) Com duas eliminações, Abel chega à primeira base por causa da Interferência cometida pelo receptor. Baker acerta um “home run”. Charlie é eliminado por três “strikes”. Foram anotados dois pontos, mas um (do Baker) é um ponto limpo, porque o Anotador Oficial não pode assumir que Abel teria sido eliminado para terminar o “inning” se o receptor não tivesse cometido a Interferência.
NOTA 1: A expressão “oportunidade de defesa para eliminar um jogador da equipe na ofensiva” utilizada no item (a) desta regra indica o caso em que a equipe na defensiva elimina o obatedor ou corredor e o caso em que, por causa de erro, não consegue concretizar a eliminação. Nos textos seguintes referiremos a essas oportunidades simplesmente como “oportunidades de eliminação”. O final do item (a) desta regra sugere que os pontos anotados depois de a equipe na defensiva ter tido duas oportunidades de eliminação de jogadores da equipe contrária não serão considerados pontos limpos, nas seguintes situações:
(1) Quando esse ponto é anotado aproveitando-se da terceira oportunidade de eliminação, ou quando essa eliminação é concretizada, ou ainda, quando anotado depois disso.
(2) Quando esse ponto é anotado num lance em que o terceiro jogador não é eliminado por causa de erro, ou depois disso.
EXEMPLO 1: Nenhuma eliminação. “A” rebateu um “hit” na direção do jardineiro central. “B” fez “bunt” na direção do arremessador. Este efetuou a defesa e fez o lançamento à primeira base, mas o defensor da primeira base derrubou a bola. Assim, a equipe na ofensiva ficou com corredor na primeira e na segunda bases. Depois que “C”, com “bunt” na direção do defensor da terceira base, empurrou os dois corredores para a terceira e segunda base, respectivamente, “D” acertou um “fly” para o jardineiro central e foi eliminado. “A” anotou ponto após retocar base. “E” foi eliminado por três “strikes”. Nesse “inning” não houve ponto limpo.
EXEMPLO 2: Nenhuma eliminação. “A” acertou um “ground” e chegou a salvo à primeira base graças ao erro do defensor da terceira base. “B” é eliminado por três “strikes”. O defensor da segunda base apanhou a bola “ground” rebatida por “C” e tentou eliminar “A” na segunda base (eliminação forçada), mas sem sucesso; o interbases derrubou a bola. Assim, a equipe na ofensiva ficou com corredor na primeira e na segunda bases. “D” acertou um “home run”, “E” foi eliminado com um “ground” na direção do arremessador e “F” sofreu eliminação por “strike”. Neste “inning” não houve ponto limpo.
Para contar as “oportunidades de eliminação” de jogadores da equipe na ofensiva, há várias situações, conforme relação abaixo:
(1) Conta-se uma oportunidade de eliminação do batedor nos seguintes casos: quando sua vez de bater é prolongada porque um defensor não apanha um “foul fly”; quando ele chega à primeira base por Obstrução; quando ele chega à primeira base num terceiro “strike” que passa para trás do receptor (exceto “wild pitch” no terceiro “strike”); quando ele chega à primeira base graças a erro de um defensor e quando chega à primeira base numa jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”) relacionada com sua rebatida, em que o defensor tenta eliminar um corredor que havia escapado de uma eliminação por causa de erro da defensiva.
(2) Se um batedor que teve sua vez de bater prolongada –porque um defensor não apanhou um “foul fly”– for eliminado ou chegar à primeira base graças a erro de um defensor, a impressão que se tem é que houve duas oportunidades de eliminação, mas será contada somente uma. Agora, se esse batedor chegar à primeira base numa jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”) relacionada com sua rebatida, serão contadas duas oportunidades de eliminação, independentemente de ter havido ou não oportunidade de eliminação do corredor que se tornara alvo da ação defensiva. Com relação ao batedor, considera-se que houve uma oportunidade de eliminação.
(3) Se um batedor ou corredor que tenha se livrado da oportunidade de eliminação anterior for eliminado por motivo que não tenha relação com a ação de outro batedor, como, por exemplo, um roubo de base ou um ato semelhante, ou uma tentativa de roubar bases adicionais, ou se ele escapar novamente da eliminação por causa de um erro da defensiva, será contada uma oportunidade de eliminação, apesar de aparentar ter havido duas.
(4) Se um batedor ou corredor, após ter se livrado uma vez da oportunidade de eliminação, for eliminado numa jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”) relacionada com a ação de outro batedor, ou se ele escapar dessa eliminação por causa de erro da defensiva, serão contadas duas oportunidades de eliminação.
(5) Se um batedor ou corredor que tenha se livrado de uma oportunidade de eliminação for envolvido numa eliminação dupla juntamente com outro batedor, serão contadas duas oportunidades de eliminação, apesar de aparentar ter havido três.
NOTA 2: (1) A condição para que um ponto seja considerado um ponto limpo é: deve ser anotado com o auxílio de um “hit”, “bunt” de sacrifício ou “fly” de sacrifício, roubo de base, “putout”, “fielder’s choice”, base por “balls” (base por “balls” intencional), “balk” e arremesso descontrolado. (2) Não é considerado um ponto limpo quando ele é anotado por causa de erro da defensiva, Interferência do receptor ou outro defensor, Obstrução, “passed ball”, “foul fly” não agarrado.
Se o avanço do batedor à primeira base, ou o avanço do corredor à segunda e terceira base, ou ao “home base”, for feito conforme o item (2) acima, o ponto anotado não será considerado um ponto limpo. Entretanto, mesmo quando um corredor que avança à segunda e terceira base conforme o item (2) anota ponto, se o Anotador Oficial achar que tal ponto teria sido conquistado ainda que não tivesse havido uma má jogada, será atribuído um ponto limpo ao arremessador. Vide Regra 9.16 (d).
E mais, se um corredor que teria sido eliminado não fosse um erro da defensiva anotar ponto, não será atribuído um ponto limpo ao arremessador. Por outro lado, mesmo que tenha havido erro da defensiva, se o Anotador Oficial achar que esse corredor teria avançado, independentemente do erro, será atribuído um ponto limpo ao arremessador –o item (2) acima não será levado em consideração. Solicita-se muita atenção aos dois pontos acima.
(b) Não será um ponto limpo se for anotado por um corredor que chega à primeira base:
(1) por meio de uma rebatida ou de outra maneira, depois de sua vez de bater ter sido prolongada devido a um “foul fly” não agarrado;
(2) por causa de Interferência ou Obstrução.
(3) por causa de um erro da defensiva.
NOTA: Deve-se aplicar este item da regra mesmo quando um batedor chega à primeira base aproveitando uma jogada de escolha do defensor (relacionada com sua ação) sobre um corredor que tenha escapado de uma oportunidade de eliminação devido a um erro da defensiva.
(c) Não será um ponto limpo se for anotado por um corredor cujo direito de ocupar bases tenha sido prolongado por um erro, e se esse corredor teria sido eliminado numa jogada sem erro.
NOTA: Em princípio, este item da regra deve ser aplicado somente quando a ação defensiva sobre um corredor ocorre realmente, mas não resulta em eliminação por causa de um erro. Este item da regra pode ser aplicado sem problemas quando, numa situação de Jogada Forçada, o defensor, sem fazer uma jogada para eliminar o corredor, comete um erro –por exemplo, atrapalha-se na hora de apanhar a bola (“fumble”) ou deixa a bola passar para trás–, e, na opinião do Anotador Oficial, esse corredor escapa da eliminação devido a esse erro.
(d) Não será um ponto limpo se for anotado por um corredor que avança com a ajuda de um erro, um “passed ball”, uma Interferência da Defensiva ou uma Obstrução, e se, na opinião do Anotador Oficial, o ponto não teria sido anotado sem o auxílio de uma má jogada.
NOTA 1: Este item da regra deve ser aplicado somente quando, na opinião do Anotador Oficial, o corredor não teria avançado ou anotado ponto não fosse um erro da defensiva. Em outros casos, ou seja, apesar de o corredor ter avançado em consequência de má jogada, se o Anotador Oficial julgar que o ponto teria sido anotado mesmo sem o auxílio de erros, deverá atribuir um ponto limpo ao arremessador.
EXEMPLO 1: “A”, que chegara à primeira base por meio de um “hit”, avançou à segunda base num “passed ball”, e depois, empurrado pelo “hit” simples de “B”, anotou ponto. Esse ponto não é considerado um ponto limpo –se “B” tivesse rebatido um “hit” de três bases, seria considerado um ponto limpo. Se “B” tivesse ido à primeira base por “ball four”, e “A”, anotado ponto por meio de um “hit” simples de “C”, teríamos um ponto limpo.
EXEMPLO 2: “A” foi à primeira base por “ball four”. “B” acertou um “ground” e chegou a salvo à primeira base devido ao erro cometido pelo defensor da terceira base –corredor na primeira e na segunda bases. “C” e “D” andaram (“ball four”) e “A” anotou ponto. Se “B” não tivesse chegado à primeira base por causa de erro da defensiva, “A” não teria anotado ponto. Por essa razão, o ponto empurrado por “D” não é considerado um ponto limpo. Entretanto, se “D” tivesse rebatido um “hit” de duas bases e empurrado os pontos de “A” e “B”, o ponto de “A” seria considerado um ponto limpo.
EXEMPLO 3: “A” foi à primeira base por “ball four” e, aproveitando um “passed ball”, avançou à segunda base. “B” acertou um “ground” na direção do defensor da terceira base e foi eliminado. “A”, que permanecera na segunda base, anotou ponto com um “hit” simples de “C”. Como “A” havia chegado à segunda base devido a um erro da defensiva, e não pela bola rebatida por “B”, seu ponto não é considerado um ponto limpo. Se “C” tivesse rebatido um “hit” de três bases e empurrado o ponto de “A”, seria anotado um ponto limpo.
NOTA 2: O batedor vai à primeira base por Interferência do receptor ou de outro defensor quando as bases estão cheias, e assim o corredor da terceira base anota ponto. Esse ponto não é considerado um ponto limpo.
NOTA 3: Qualquer avanço de corredores ocorrido em consequência da ação de um batedor que teve a sua vez de bater prolongada devido a um “foul fly” não agarrado será tratado como um avanço decorrente de má jogada.
(e) No momento de decidir se um ponto anotado é um ponto limpo ou não, um erro cometido por um arremessador é tratado exatamente da mesma forma que um erro de qualquer outro defensor.
(f) Sempre que ocorre um erro da defensiva, o benefício da dúvida na hora de determinar para que bases teriam avançado os corredores, não fosse o erro, deve ser dado ao arremessador.
(g) Quando os arremessadores são substituídos durante um “inning”, o Anotador Oficial não deve imputar ao arremessador substituto um ponto (limpo ou não) anotado por um corredor que estava ocupando uma base no momento em que ele entrou no jogo, nem os pontos anotados por qualquer corredor que chega a uma base num “fielder’s choice” (jogada de escolha do defensor) que elimina um corredor deixado em base pelo arremessador anterior.
Comentário – Regra 9.16 (g): É intenção da Regra 9.16 (g) imputar a cada arremessador a quantidade de corredores que tenha deixado ocupar bases, em vez de saber quem eram esses corredores. Quando um arremessador é substituído após ter deixado corredores em base, ele deve ser responsabilizado por todos os pontos anotados posteriormente, inclusive pela quantidade de corredores deixados em base quando saiu do jogo, a menos que tais corredores sejam eliminados sem que tenha havido ação do batedor (isto é, roubando base, surpreendido fora da base, ou declarado eliminado por Interferência quando um batedor-corredor não alcança a primeira base na jogada). Por exemplo:
(1) Peter está arremessando. Abel vai à primeira base em uma base por “balls” (“base on balls”). Roger substitui Peter. Baker rebate um “ground” e é eliminado, mas empurra Abel à segunda base. Charlie é eliminado num “fly”. Daniel acerta uma rebatida de uma base (“single”) e Abel anota ponto. O ponto de Abel é imputado a Peter.
(2) Peter está arremessando. Abel vai à primeira base em uma base por “balls”. Roger substitui Peter. Baker provoca a eliminação forçada (“force-out”) de Abel na segunda base. Charlie rebate um “ground” e é eliminado, mas empurra Baker à segunda base. Daniel acerta uma rebatida de uma base e Baker anota ponto. O ponto de Baker é imputado a Peter.
(3) Peter está arremessando. Abel vai à primeira base em uma base por “balls”. Roger substitui Peter. Baker acerta uma rebatida de uma base e empurra Abel à terceira base. Charlie rebate um “ground” ao interbases. Abel é eliminado no “home plate” e Baker avança à segunda base. Daniel é eliminado num “fly”. Edward acerta uma rebatida de uma base e Baker anota ponto. O ponto de Baker é imputado a Peter.
(4) Peter está arremessando. Abel vai à primeira base em uma base por “balls”. Roger substitui Peter. Baker vai à primeira base em uma base por “balls”. Charlie é eliminado num “fly”. Abel é surpreendido fora da base e é eliminado. Daniel acerta uma rebatida de duas bases (“double”) e empurra Baker, da primeira base para “home”. O ponto de Baker é imputado a Roger.
(5) Peter está arremessando. Abel vai à primeira base em uma base por “balls”. Roger substitui Peter. Baker vai à primeira base em uma base por “balls”. Sierra substitui Roger. Charlie provoca a eliminação forçada de Abel na terceira base. Daniel provoca a eliminação forçada de Baker na terceira base. Edward acerta um “home run” e são anotados três pontos. O Anotador Oficial deve imputar um ponto a Peter, um ponto a Roger e um ponto a Sierra.
(6) Peter está arremessando. Abel vai à primeira base em uma base por “balls”. Roger substitui Peter. Baker vai à primeira base em uma base por “balls”. Charlie acerta uma rebatida de uma base e enche as bases. Daniel provoca a eliminação forçada de Abel no “home plate”. Edward acerta uma rebatida de uma base e empurra Baker e Charlie para “home”. O Anotador Oficial deve imputar um ponto para Peter e um ponto para Roger.
(7) Peter está arremessando. Abel vai à primeira base em uma base por “balls”. Roger substitui Peter. Baker acerta uma rebatida de uma base, mas Abel é eliminado ao tentar chegar à terceira base. Aproveitando o lançamento feito à terceira base, Baker avança à segunda base. Charlie acerta uma rebatida de uma base e Baker anota ponto. O ponto de Baker é imputado a Roger.
NOTA 1 - EXEMPLO (1): “A” acertou um “ground” na direção da segunda base e chegou à primeira base graças ao erro cometido pelo defensor da segunda base. Após esse lance, o arremessador P1 foi substituído por P2. P2 concedeu base por “balls” a “B”. A rebatida de “C” resultou em eliminação forçada de “A” na terceira base. “D” acertou um “home run” e foram anotados três pontos. O ponto de “C” deve ser imputado a P1 (não é um ponto limpo), e os pontos de “B” e “D”, a P2 (são pontos limpos). EXEMPLO (2): “A” acertou um “ground” na direçãoda terceira base e chegou à primeira base graças ao erro cometido pelo defensor da terceira base. Após esse lance, o arremessador P1 foi substituído por P2. P2 concedeu base por “balls” a “B”. A rebatida de “C” resultou em eliminação forçada de “A” na terceira base. “D” acertou um “hit” simples e empurrou “B” ao “home plate”. “E” e “F” foram eliminados normalmente. O ponto de “B” deve ser imputado a P1 (não é um ponto limpo).
NOTA 2: Os casos em que o número de corredores de responsabilidade do arremessador anterior é reduzido são os seguintes: (1) quando um corredor deixado pelo arremessador anterior é eliminado em jogada dupla juntamente com o batedor enfrentado pelo arremessador substituto; (2) quando dois corredores deixados pelo arremessador anterior são eliminados em jogada dupla pela ação do batedor enfrentado pelo arremessador substituto –neste caso reduz-se somente um; (3) inclui também o caso em que o corredor é eliminado ao tentar avançar uma base adicional.
(h) Um arremessador substituto não deve ser responsabilizado quando o primeiro batedor que ele enfrenta vai à primeira base por “ball four” (quatro “balls”) se tal batedor tem uma determinada vantagem na contagem de “ball” e “strike” quando ocorre a substituição.
(1) Se, no momento em que ocorre a mudança de arremessadores, a contagem de bolas é
2 “balls”, nenhum “strike”,
2 “balls”, 1 “strike”,
3 “balls”, nenhum “strike”,
3 “balls”, 1 “strike”,
3 “balls”, 2 “strikes”,
e o batedor obtém uma base por “balls”, o Anotador Oficial deve imputar a responsabilidade sobre esse batedor e a base por “balls” ao arremessador anterior, e não ao arremessador substituto.
(2) Qualquer outra ação desse batedor, como chegar a uma base por meio de uma rebatida indefensáve (“hit”), um erro (“error”), uma jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”), uma eliminação forçada (“force-out”), ou por ter sido atingido por uma bola arremessada (“hit by pitch”), será causa para que a responsabilidade sobre ele seja imputada ao arremessador substituto.
Comentário – Regra 9.16 (h): As disposições da Regra 9.16 (h) (2) não devem ser interpretadas de maneira que afetem –ou conflitem com– as disposições da Regra 9.16 (g).
(3) Se, no momento em que ocorre a mudança de arremessadores, a contagem de bolas é
2 “balls”, 2 “strikes”,
1 “ball”, 2 “strikes”,
1 “ball”, 1 “strike”,
1 “ball”, nenhum “strike”
nenhum “ball”, 2 “strikes”,
nenhum “ball”, 1 “strike”,
o Anotador Oficial deve imputar a responsabilidade sobre esse batedor e sua ação ao arremessador substituto.
(i) Quando ocorre mudança de arremessadores durante um “inning”, o arremessador substituto não deve ter o benefício das oportunidades de eliminação anteriores não aproveitadas, para determinar os pontos limpos.
Comentário – Regra 9.16 (i): É intenção da Regra 9.16 (i) imputar ao arremessador substituto os pontos limpos pelos quais ele é o único responsável. Em alguns casos, pontos imputados como limpos contra o arremessador substituto podem ser anotados como pontos permitidos contra a equipe. Por exemplo:
(1) Com duas eliminações, e Peter arremessando, Abel vai à primeira base em uma base por “balls”. Baker vai à primeira base num erro. Roger substitui Peter. Charlie acerta um “home run” e são anotados três pontos. O Anotador Oficial deve imputar dois pontos permitidos a Peter, um ponto limpo a Roger e três pontos permitidos à equipe (porque o “inning” deveria ter terminado com a terceira eliminação quando Baker bateu se não fosse cometido um erro).
(2) Com duas eliminações, Peter, que está arremessando, concede base por “balls” a Abel e Baker e é substituído por Roger. Charlie alcança a primeira base num erro. Daniel acerta um “home run” e são anotados quatro pontos. O Anotador Oficial deve imputar dois pontos permitidos a Peter e dois pontos permitidos a Roger (porque o “inning” deveria ter terminado com a terceira eliminação quando Charlie bateu se não fosse cometido um erro).
(3) Nenhuma eliminação e Peter arremessando. Abel vai à primeira base em uma base por “balls”. Baker alcança a primeira base num erro. Roger substitui Peter. Charlie acerta um “home run” e são anotados três pontos. Daniel e Edward sofrem eliminação por “strike”. Frank alcança a primeira base num erro. George acerta um “home run” e são anotados dois pontos. O Anotador Oficial deve imputar dois pontos (um dos quais limpo) a Peter e três pontos (um dos quais limpo) a Roger e cinco pontos (dois dos quais limpos) à equipe (porque somente Abel e Charlie teriam anotado ponto num “inning” reconstruído sem os erros).
NOTA: Este item da regra é utilizado para determinar os pontos limpos que devem ser imputados ao arremessador substituto que entra durante um “inning”. Por essa razão, podem surgir casos em que a soma de pontos limpos atribuídos aos arremessadores sejam maiores que os pontos limpos de uma equipe. Um arremessador substituto, ainda que tenha saído do jogo deixando corredores em situação de anotar pontos limpos, pode receber o benefício das oportunidades de eliminação não aproveitadas (por erros ou “passed balls”) que surgirem depois disso.
9.17 Arremessador Vencedor (“Winning Pitcher”) e Arremessador Perdedor (“Losing Pitcher”)
(a) O Anotador Oficial deve creditar a vitória àquele arremessador cuja equipe assume a liderança no placar enquanto ele está no jogo, ou durante o “inning” na ofensiva no qual ele é removido do jogo, e mantém essa vantagem até o término da partida, a menos que
(1) tal arremessador seja um arremessador abridor e se aplique a Regra 9.17 (b), ou (2), se aplique a Regra 9.17 (c).
Comentário – Regra 9.17 (a): Sempre que o placar está empatado, o jogo torna-se uma nova contenda, para o efeito de determinar o arremessador vencedor. Uma vez que a equipe oponente fique em vantagem no placar, todos os arremessadores que tenham atuado até esse momento e tenham sido substituídos perdem o direito de serem creditados com a vitória. Se o arremessador contra quem a equipe oponente conseguiu tomar a dianteira no placar continuar arremessando até que sua equipe recupere a vantagem e a mantenha até o final do jogo, esse arremessador será o arremessador vencedor.
(b) Se o arremessador cuja equipe assume a liderança no placar enquanto ele está no jogo, ou durante o “inning” na ofensiva no qual ele é removido do jogo –a vantagem no placar é mantida até o término da partida–, for um arremessador abridor que não tenha completado
(1) cinco “innings” de um jogo que dura seis ou mais “innings” na defensiva, ou
(2) quatro “innings” de um jogo que dura cinco “innings” na defensiva, o Anotador Oficial deverá creditar a vitória ao arremessador substituto (se houver somente um arremessador substituto), ou ao arremessador substituto que, na sua opinião, tenha sido o mais eficiente (se houver mais de um arremessador substituto).
Comentário – Regra 9.17 (b): É intenção da Regra 9.17 (b) fazer um arremessador substituto jogar pelo menos um “inning” completo, ou arremessar quando a equipe necessita de uma eliminação importante numa situação de jogo (incluindo o placar), para que lhe seja creditada a vitória. Se o primeiro arremessador substituto atuar eficientemente, o Anotador Oficial não deverá presumir que ele seja o arremessador vencedor, porque a regra exige que a vitória seja creditada ao arremessador que tenha sido o mais eficiente, e um arremessador substituto subsequente poderá ter sido o mais eficiente. O Anotador Oficial, ao determinar qual arremessador substituto foi o mais eficiente, deve considerar a quantidade de pontos e pontos limpos concedidos por cada arremessador substituto, a quantidade de corredores que cada arremessador substituto deixou ocupar bases e a situação do jogo no momento em que cada arremessador substituto entrou no jogo. Se dois ou mais arremessadores substitutos tiverem apresentado eficiência similar, o Anotador Oficial deverá considerar o primeiro substituto como o arremessador vencedor.
(c) O Anotador Oficial não deve creditar a vitória a um arremessador substituto que tenha atuado por pouco tempo e sem eficiência, quando pelo menos um arremessador substituto subsequente arremessa eficientemente e ajuda sua equipe a manter a vantagem no placar. Em tal caso, o Anotador Oficial deve considerar como o arremessador vencedor o arremessador substituto subsequente que, na sua opinião, tenha sido o mais eficiente.
Comentário – Regra 9.17 (c): O Anotador Oficial geralmente deve –mas não é obrigado a– considerar a atuação de um arremessador substituto como ineficiente e breve se tal arremessador arremessa menos de um “inning” e permite que dois ou mais pontos limpos sejam anotados (mesmo que esses pontos sejam imputados ao arremessador anterior). O Comentário da Regra 9.17 (b) orienta como escolher o arremessador vencedor dentre os vários arremessadores substitutos subsequentes.
(d) Arremessador perdedor é aquele que é responsável pelo ponto que dá à equipe vencedora uma vantagem que ela mantém até o fim do jogo.
Comentário – Regra 9.17 (d): Sempre que o placar está empatado, o jogo torna-se uma nova contenda, para o efeito de determinar o arremessador perdedor.
(e) Uma Liga pode marcar um jogo fora do campeonato [por exemplo, “Major League All-Star Game” (Jogo dos Astros das Grandes Ligas)] para o qual não se aplicam as Regras 9.17 (a) (1) e 9.17 (b). Em tal jogo, o Anotador Oficial deve considerar como o arremessador vencedor aquele (arremessador) cuja equipe assume a liderança no placar enquanto ele está no jogo, ou durante o “inning” na ofensiva no qual ele é removido do jogo, e mantém essa vantagem, a menos que esse arremessador seja “nocauteado” (“knocked out”) após sua equipe ficar em vantagem, e o Anotador Oficial entenda que o arremessador vencedor deve ser um arremessador subsequente.
9.18 Vitórias Sem Permitir que a Equipe Oponente Anote Ponto (“Shutouts”)
“Shutout” é um dado estatístico creditado a um arremessador que não concede ponto(s) num jogo. Será creditado um “shutout” a um arremessador quando ele atua desde o início até o fim do jogo, sem conceder ponto(s); ou entra no jogo no primeiro “inning”, na seguinte situação: nenhuma eliminação e nenhum ponto anotado pela equipe oponente; e, além de fechar o “inning” sem conceder ponto(s), continua arremessando até o fim do jogo (sem permitir que a equipe contrária anote ponto). Quando dois ou mais arremessadores se revezam para concretizar um “shutout”, o estatístico da Liga deve fazer uma anotação sobre tal fato no registro oficial da Liga sobre arremessadores.
9.19 Jogos Salvos por Arremessadores Substitutos (“Saves for Relief Pitchers”)
Jogo salvo é um dado estatístico creditado a um arremessador substituto, conforme está exposto nesta Regra 9.19.
O Anotador Oficial deve creditar um jogo salvo a um arremessador substituto quando tal arremessador preenche todas as quatro das seguintes condições:
(a) Ele é o arremessador fechador num jogo vencido por sua equipe.
(b) Ele não é o arremessador vencedor.
(c) A ele é atribuído pelo menos 1/3 de um “inning” arremessado.
(d) Ele satisfaz uma das seguintes condições:
(1) entra no jogo com uma vantagem de não mais do que três pontos e arremessa pelo menos um “inning”;
(2) entra no jogo, independentemente da contagem, com o potencial ponto de empate nas mãos do corredor em base, do batedor de turno, ou do batedor seguinte (isto é, o possível ponto de empate, ou já está numa base, ou é um dos primeiros dois batedores que ele vai enfrentar); ou
(3) arremessa pelo menos três “innings”.
9.20 Estatísticas
O Escritório do Comissário deve designar um estatístico oficial. Este deve manter um registro cumulativo de todos os dados sobre rebatidas, defesas, corridas e arremessos especificados na Regra 9.02 para todos os jogadores que tenham tomado parte em jogos de campeonato da Liga ou em jogos pós-temporada.
Terminada a temporada, o estatístico deve preparar um relatório tabulado, incluindo todos os registros individuais e das equipes para cada jogo de campeonato, e submetê-lo ao Escritório do Comissário. Esse relatório deve identificar cada jogador por seu nome e sobrenome e indicar se cada batedor é destro, canhoto ou ambidestro, e se cada defensor e arremessador é destro ou canhoto.
Quando um jogador relacionado na escalação (“lineup”) inicial é substituído antes de jogar na defensiva, ele não deve ser registrado nas estatísticas da defensiva, a menos que jogue realmente numa posição defensiva durante o jogo. Todos esses jogadores, entretanto, devem ser registrados nas estatísticas da ofensiva como tendo participado de um jogo, desde que tenham sido anunciados para entrar no jogo ou relacionados no formulário oficial de escalação.
Comentário – Regra 9.20: O Anotador Oficial deve registrar um jogador como tendo atuado na defensiva se esse jogador permanecer no campo pelo menos até ser efetuado um arremesso ou ser executada uma jogada. Se um jogo é dado por terminado (por exemplo, devido a chuva) depois que um substituto entra no campo, mas antes de ser efetuado um arremesso ou antes de ser executada uma jogada, o Anotador Oficial deve registrar tal jogador nas estatísticas da ofensiva como tendo participado do jogo, mas não deve registrá-lo em nenhuma estatística defensiva. Se um jogo é dado por terminado (por exemplo, devido a chuva) depois que um arremessador substituto entra no campo, mas antes de ser efetuado um arremesso ou antes de ser executada uma jogada, o Anotador Oficial deve registrar tal arremessador nas estatísticas da ofensiva como tendo participado do jogo, mas não deve registrá-lo em nenhuma estatística da defensiva como tendo participado do jogo.
Qualquer jogo realizado para definir a classificação, no caso de empate entre duas ou mais equipes, deve ser incluído nas estatísticas para essa temporada de campeonato.
9.21 Determinação das Médias e Porcentagens
Para calcular:
(a) A porcentagem de jogos ganhos e perdidos, divida o número de jogos ganhos pela soma de jogos ganhos e perdidos.
(b) A média de “batting”, divida a quantidade total de “safe hits” (rebatidas indefensáveis) –não o total de bases alcançadas com essas rebatidas– pelo total de “at bats”, conforme está definido na Regra 9.02 (a).
(c) A porcentagem de “slugging”, divida o total de bases de todos os “safe hits” pelo total de “at bats”, conforme está definido na Regra 9.02 (a).
(d) A média de defesa, divida a soma de “putouts” (eliminações) e “assists” (assistências) pela soma de “putouts”, “assists” e erros (que devem ser chamados de chances).
(e) A média de pontos limpos (“earned runs”) permitidos por um arremessador, multiplique o total de pontos limpos imputados a esse arremessador por 9 e divida o resultado pela quantidade total de “innings” arremessados por ele, incluindo frações de um “inning”.
Comentário – Regra 9.21 (e): Por exemplo, 9 1/3 “innings” arremessados e 3 pontos limpos permitidos resultam em uma média de pontos limpos permitidos de 2,89:
3
ER x 9 = 2,89.
9 1/3
(f) A porcentagem de bases conquistadas, divida a soma de “hits” (rebatidas), “bases on balls” (bases por “balls”) e “hit by pitch” (batedor atingido por um arremesso) pela soma de “at bats”, “bases on balls”, “hit by pitch” e “sacrifice flies” (“flies” de sacrifício).
Comentário – Regra 9.21 (f): Para calcular a porcentagem de bases conquistadas, não leve em consideração as chegadas à primeira base devido a Interferência ou Obstrução.
9.22 Critérios para Indicar os Melhores Jogadores Individuais
Para assegurar a uniformidade nos critérios para indicar os melhores jogadores individuais (batedores, arremessadores e defensores) das Ligas Profissionais, tais jogadores devem cumprir as seguintes exigências mínimas de atuação:
(a) O melhor jogador em “batting”, “slugging” ou idas a base deve ser aquele com a melhor média de “batting”, a melhor porcentagem de “slugging” ou a melhor porcentagem de bases conquistadas, conforme for, desde que tenha ido ao “batter’s box”, em jogos de campeonato da Liga, tanto quanto ou mais que o número de jogos programados para cada equipe na Liga de seu clube, nessa temporada, multiplicado por 3,1, no caso de um jogador da “Major League” (Grandes Ligas), e por 2,7, no caso de um jogador da “Minor League”. O total de idas ao “batter’s box” deve incluir os “at bats” oficiais, mais as bases por “balls” (“bases on balls”), “hit by pitch” (batedor atingido por um arremesso), “sacrifice hits” (“hits” de sacrifício), “sacrifice flies” (“flies” de sacrifício) e concessões da primeira base por causa de Interferência ou Obstrução. Não obstante a exigência de quantidade mínima de idas ao “batter’s box”, qualquer jogador que tenha atuado como batedor menos vezes do que o número exigido, mas cuja média seria a mais alta mesmo que lhe fosse imputada a quantidade mínima de idas ao “batter’s box”, deve ser indicado como o melhor batedor, o batedor com a melhor porcentagem de “slugging” ou o batedor com a melhor porcentagem de idas a base, conforme for.
Comentário – Regra 9.22 (a): Por exemplo, se a “Major League” programa 162 jogos para cada clube, um jogador deve ir ao “batter’s box” pelo menos 502 vezes (162 x 3,1 = 502) para ser indicado como o melhor batedor, o batedor com a melhor porcentagem de “slugging” ou o batedor com a melhor porcentagem de idas a base. Se uma “Minor League” programa 140 jogos para cada clube, um jogador deve ir ao “batter’s box” pelo menos 378 vezes (140 x 2,7 = 378) para ser indicado como o melhor batedor, o batedor com a melhor porcentagem de “slugging” ou o batedor com a melhor porcentagem de idas a base. Frações de uma ida ao “batter’s box” devem ser arredondadas (para cima ou para baixo) para o mais próximo número inteiro. Exemplo: 162 x 3,1 = 502,2, que é arredondado para 502 (quantidade mínima de idas ao “batter’s box”).
Se, por exemplo, Abel tem a mais alta média de “batting” entre aqueles com 502 idas ao “batter’s box” numa “Major League” com uma média de “batting” de 0,362 (181 “base hits” em 500 “at bats”), e Baker tem 490 idas ao “batter’s box”, 440 “at bats” e 165 “base hits” (média de “batting” de 0,375), Baker será considerado o melhor batedor, porque, somando-lhe mais 12 “at bats”, ele terá ainda a maior média de “batting” do que Abel: 0,365 (165 “base hits” em 452 “at bats”) para 0,362 de Abel.
(b) O melhor arremessador na “Major League” deve ser aquele com a menor média de pontos limpos (“earned runs”) permitidos, desde que tenha arremessado, em jogos de campeonato da Liga, pelo menos tantos “innings” quanto o número de jogos programados para cada equipe na Liga de seu clube, nessa temporada. O melhor arremessador numa “Minor League” deve ser aquele com a menor média de pontos limpos permitidos, desde que tenha arremessado, em jogos de temporada de campeonato da Liga, pelo menos o número de “innings” correspondente a 80% da quantidade de jogos programados para cada clube, em sua Liga.
Comentário – Regra 9.22 (b): Por exemplo, se a “Major League” programa 162 jogos para cada clube, o arremessador deve arremessar pelo menos 162 “innings”, para ser indicado como o melhor arremessador. Um arremessador com 161 2/3 “innings” não seria indicado. Se uma “Minor League” programa 140 jogos para cada clube, o arremessador deve arremessar pelo menos 112 “innings”, para ser indicado como o melhor arremessador. Frações de um “inning” devem ser arredondadas para a mais próxima terça parte de um “inning”. Por exemplo, 80% de 144 jogos é 115,2; assim, 115 1/3 “innings” seria o mínimo exigido para um arremessador ser indicado como o melhor numa “Minor League” com 144 jogos programados. 80% de 76 jogos é 60,8; assim, 60 2/3 “innings” seria o mínimo exigido para um arremessador ser indicado como o melhor numa “Minor League” com 76 jogos programados.
(c) O melhor defensor deve ser aquele com a maior média de defesa em cada posição, desde que sejam satisfeitas as seguintes condições:
(1) Um receptor tem de ter atuado como tal em pelo menos metade da quantidade de jogos programados para cada clube, em sua Liga, na temporada de campeonato;
(2) Um defensor do campo interno (“infielder”) ou campo externo (“outfielder”) tem de ter atuado em sua posição em pelo menos 2/3 da quantidade de jogos programados para cada clube, em sua Liga, na temporada de campeonato; e
(3) Um arremessador tem de ter arremessado pelo menos tantos “innings” quanto a quantidade de jogos programados para cada clube, em sua Liga, nessa temporada, a menos que outro arremessador tenha uma média de defesa tão alta ou maior e tenha tido mais oportuni- dades em um menor número de “innings”. Nesse caso, esse outro arremessador deve ser o melhor defensor.
9.23 Normas para Recordes Consecutivos
(a) RECORDE DE “BASE HITS” CONSECUTIVOS
Um recorde de “base hits” consecutivos não deve ser interrompido se a atuação do batedor resulta em “base on balls” (base por “balls”), “hit batsman” (batedor atingido por um arremesso), Interferência da Defensiva, Obstrução ou um “bunt” de sacrifício. Um “fly” de sacrifício interrompe esse recorde.
(b) RECORDE DE JOGOS CONSECUTIVOS BATENDO “BASE HITS”
Um recorde de jogos consecutivos batendo “base hits” não deve ser interrompido se todas as atuações de um batedor (uma ou mais) num jogo resultam em “base on balls”, “hit batsman”, Interferência da Defensiva, Obstrução ou um “bunt” de sacrifício. O recorde deve ser interrompido se o jogador acerta um “fly” de sacrifício e não um “base hit”.
Um recorde individual de jogador que participa de jogos consecutivos batendo “base hits” deve ser determinado pelos jogos consecutivos nos quais ele tenha atuado, e não pelos jogos de seu clube.
(c) RECORDE DE JOGOS CONSECUTIVOS
Um recorde de jogos consecutivos deve ser prolongado se o jogador atua durante uma metade de “inning” na defensiva, ou se ele completa a sua vez de bater –chegando a uma base ou sendo eliminado. Uma atuação como corredor substituto somente não prolonga o recorde. Se um jogador é expulso de um jogo por um árbitro antes que possa cumprir as exigências desta Regra 9.23 (c), o recorde desse jogador deve continuar.
(d) JOGOS SUSPENSOS
Para o propósito desta Regra
9.23, todas as atuações realizadas para completar um Jogo Suspenso devem ser
consideradas como ocorridas na data original do jogo.
DEFINIÇÕES DE TERMOS
(Todas as definições estão
relacionadas em ordem alfabética)
“ADJUDGED” (APRECIAÇÃO) é uma
decisão do árbitro baseada em sua apreciação.
“APPEAL ” (APELAÇÃO) é o ato de
um jogador da defensiva reclamar alegando violação de regras pela equipe na
ofensiva.
“BALK” (ATO ILEGAL DO
ARREMESSADOR) é um ato ilegal cometido pelo arremessador quando há corredor ou
corredores em base, que dá a todos os corredores o direito de avançar uma base.
“BALL” (BOLA) é um arremesso que
não passa pela zona de “strike”, em voo, a menos que o batedor gire o “bat”
para tentar rebatê-lo. Se o arremesso toca o solo e pula através da zona de
“strike”, é um “ball”.
“BASE” (BASE) é um dos quatro
pontos que têm de ser tocados –em ordem– por um corredor para anotar um ponto;
o termo é mais comumente usado para designar as almofadas de lona e a placa de
borracha que marcam os locais das bases.
“BASE COACH” (ORIENTADOR DE
BATEDOR E CORREDORES) é um membro da equipe, uniformizado, que fica no “coach’s
box” da primeira ou terceira base para orientar o batedor e os
corredores.
“BASE ON BALLS” (BASE POR
“BALLS”) é a concessão da primeira base garantida a um batedor quando: (a)
durante a sua vez de bater, recebe quatro arremessos fora da zona de “strike”;
(b) o técnico da equipe na defensiva informa o árbitro sobre sua intenção de
deixá-lo “andar” (“walk”). Se o técnico informa o árbitro sobre essa intenção,
o árbitro deve conceder a primeira base ao batedor como se ele tivesse recebido
quatro arremessos fora da zona de “strike”.
“BATTER” (BATEDOR) é um jogador
da ofensiva que ocupa sua posição no “batter’s box”.
“BATTER-RUNNER”
(BATEDOR-CORREDOR) é um termo que identifica o jogador da ofensiva que, ao
completar a sua vez de bater, se torna um corredor –até que seja eliminado ou
até que termine a jogada na qual se tornara corredor.
“BATTER’S BOX” (ÁREA DO BATEDOR)
é a área dentro da qual o batedor deve ficar durante a sua vez de bater.
“BATTERY” (BATERIA) é a dupla
arremessador-receptor.
“BENCH” or “DUGOUT” (BANCO ou
ABRIGO) é o local com assentos reservados a jogadores, substitutos (reservas) e
outros membros da equipe uniformizados quando não estão atuando no campo de
jogo.
“BUNT” (TOQUE) é uma bola
rebatida por meio de um toque intencional com o “bat” (sem girar o “bat”), a
fim de fazê-la rolar lentamente dentro do campo interno.
“CALLED GAME” (JOGO DADO POR
TERMINADO) é um jogo que, por alguma razão, o árbitro principal dá por
terminado.
“CATCH” (PEGADA LEGAL) é o ato de
um defensor apanhar uma bola em voo e conseguir mantê-la firmemente segura em
sua mão ou luva, desde que para isso não use seu boné, protetor, bolso ou
qualquer outra parte do seu uniforme. Não é uma pegada legal, contudo, se,
simultaneamente ao –ou imediatamente após– seu contato com a bola, colide com
um jogador ou uma parede, ou cai ao chão, e em razão dessa colisão ou queda
derruba a bola. Não é uma pegada legal se uma bola “fly” (bola rebatida para o
ar) que tem contato com um defensor atinge um membro da equipe na ofensiva ou
um árbitro e depois é agarrada por outro defensor. Para a pegada ser válida, o
defensor deve segurar a bola por um tempo suficiente para provar que teve
controle absoluto dela, e que ela caiu no lance seguinte, ou seja,
no momento de retirá-la da luva ou no ato do lançamento. Se o
defensor que apanha a bola derrubá-la no momento de fazer um lançamento após a
pegada, será decidido que ela foi agarrada legalmente.
Comentário – (“CATCH”): Uma
pegada é legal se a bola é finalmente retida por um defensor, ainda que tenha
havido “malabarismo” (tenha pipocado após bater na luva); uma pegada é legal
também se uma bola que desvia após ter contato com um defensor é agarrada por
outro defensor antes que ela toque o solo. Os corredores podem deixar suas
bases no instante em que o primeiro defensor toca a bola. Um defensor pode
esticar-se sobre uma cerca, grade, corda ou outra linha demarcatória para
efetuar uma pegada (“catch”). Ele pode saltar sobre o topo de uma cerca, ou
sobre lonas que podem estar em território “foul”. Não deve ser declarada uma
Interferência quando um defensor se estica sobre uma cerca, grade, corda ou
para dentro das arquibancadas para apanhar uma bola e o público estorva a sua
ação, impossibilitando a pegada. Ele faz isso a seu próprio risco.
Se um defensor, ao tentar apanhar
uma bola na beira do “dugout”, é amparado por jogador ou jogadores de qualquer
das equipes –para evitar uma queda evidente– e consegue concretizar uma pegada,
isso deve ser permitido (a pegada é legal).
NOTA: Se uma bola
ricocheteia após bater na máscara ou protetor do receptor que está tentando
apanhá-la, e, na sequência, é agarrada firmemente com a mão ou “mitt” antes que
ela toque o solo, a pegada é legal. [Com relação a um “foul tip”, vide Definições
de Termos (“FOUL TIP”.] Se, contudo, a bola não for apanhada com a mão ou
“mitt” –se for apanhada, por exemplo, com o protetor ou máscara–, a pegada não
será legal.
“CATCHER” (RECEPTOR) é o defensor
que ocupa sua posição atrás do “home base”.
“CATCHER’S BOX” (ÁREA DO
RECEPTOR) é aquela área dentro da qual o receptor deve permanecer até que o
arremessador solte a bola.
“CLUB” (CLUBE) é uma pessoa ou
grupo de pessoas que tem a responsabilidade de reunir o pessoal da equipe,
providenciar o campo de jogo e as instalações necessárias e representar a
equipe perante a Liga.
“COACH” (ORIENTADOR) é um membro
da equipe, uniformizado, que é designado pelo técnico para executar as tarefas
que lhe são determinadas por ele, as quais não se limitam às funções de um
“base coach”.
“DEAD BALL” (BOLA MORTA) é uma
bola que fica fora de jogo por causa de uma suspensão temporária da partida
determinada legalmente.
“DEFENSE” or “DEFENSIVE” (DEFESA
ou DEFENSIVA) é a equipe, ou qualquer jogador da equipe, que está atuando no
campo.
“DOUBLE-HEADER” (RODADA DUPLA) é
uma programação em que dois jogos regularmente marcados ou remarcados são
realizados em imediata sucessão.
“DOUBLE PLAY” (JOGADA DUPLA) é
uma jogada da defensiva na qual dois jogadores da ofensiva são eliminados em
consequência de uma ação contínua, desde que não haja erro entre as
eliminações.
(a) Jogada dupla forçada é aquela
em que ambas as eliminações são feitas em jogadas forçadas.
(b) Jogada dupla forçada ao
contrário é aquela em que a primeira eliminação é feita em jogada forçada, e a
segunda, sobre um corredor que não tem mais a obrigação de desocupar a base em
razão da primeira eliminação. Exemplos de jogada dupla forçada ao contrário:
Corredor na primeira base, um eliminado; o batedor acerta uma rebatida “ground”
para o defensor da primeira base; este pisa a primeira base (primeira
eliminação da jogada) e, em seguida, lança ao defensor da segunda base ou
interbases para concretizar a segunda eliminação da jogada, esta por toque
(“tag play”). Outro exemplo: Bases cheias, nenhum eliminado; o batedor acerta
uma rebatida “ground” ao defensor da terceira base; este pisa a terceira base
(primeira eliminação da jogada) e, em seguida, lança a bola ao receptor para
concretizar a segunda eliminação da jogada, esta por toque.
“DUGOUT” (ABRIGO) – Vide
definição de “BENCH”.
“FAIR BALL” (REBATIDA VÁLIDA) é
uma bola rebatida que para em território “fair” entre o “home base” e a
primeira base, ou entre o “home base” e a terceira base; ou que está em ou
sobre território “fair” quando passa, rolando ou pulando, pela primeira ou terceira
base e segue para o campo externo; ou que toca a almofada da primeira, segunda
ou terceira base; ou que cai primeiro em território “fair” sobre a –ou além da–
primeira base ou terceira base; ou que, enquanto está em ou sobre território
“fair”, toca o corpo de um árbitro ou jogador; ou que, enquanto está sobre
território “fair”, sai do campo de jogo, em voo.
Um “fair fly” deve ser julgado de
acordo com a posição da bola em relação à linha de “foul”, incluindo o poste de
“foul”, e não pela posição do defensor –se ele está em território “fair” ou
“foul”– no momento em que toca a bola.
Comentário – (“FAIR
BALL”): Se uma bola “fly” cai no campo interno entre o “home base” e a
primeira base, ou entre o “home base” e a terceira base, e depois salta para o
território “foul”, sem ter contato com um jogador ou árbitro e antes de passar a
primeira ou terceira base, é um “foul ball”; ou se a bola para em território
“foul”, ou tem contato com um jogador, em território “foul”, é um “foul ball”.
Se uma bola “fly” cai sobre a 1ª ou 3ª base, ou em território “fair” além da 1ª
ou 3ª base, e depois salta para o território “foul”, é uma rebatida “fair”.
Se uma bola rebatida –que não
tenha tido contato com um defensor– atinge o “pitcher’s plate” e ricocheteia
para o território “foul” entre o “home base” e a primeira base, ou entre o
“home base” e a terceira base, é um “foul ball”. [Comentário – (“FOUL BALL”)]
Os clubes, cada vez mais, estão
instalando postes de “foul” altos nas linhas da cerca, com uma tela de arame
estendida ao longo do lado do poste em território “fair”, acima da cerca, para
dar aos árbitros condições para julgar com mais precisão as bolas “fair” ou
“foul”.
NOTA: Se uma bola rebatida
atinge qualquer coisa além do terreno natural, por exemplo, um
“bat” abandonado pelo batedor, a máscara que o receptor deixa caído no solo
etc., em território “fair”, a bola continua em jogo.
PERGUNTA: Uma bola rebatida,
após atingir o corredor que está na terceira base, rola para o território
“fair”. Que decisão deve ser dada? E se essa bola rolasse para o território
“foul”?
RESPOSTA: Uma rebatida é considerada
“fair” ou “foul” conforme a posição do corredor no momento em que ele é
atingido pela bola. Se ele for atingido em território “fair”, a rebatida será
“fair”. O corredor, portanto, deverá ser eliminado por ter sido atingido por
uma bola “fair”, em território ”fair”. Vide Regra 5.09 (b) (7).
“FAIR TERRITORY” (TERRITÓRIO
“FAIR”) é aquela parte do campo de jogo situada dentro das linhas da primeira e
terceira base, elas incluídas, que vai do “home base” até a borda inferior da
cerca do fundo e perpendicularmente para cima. Todas as linhas de “foul”
estão em território “fair”.
“FIELDER” (DEFENSOR) é qualquer
jogador da defensiva.
“FIELDER’S CHOICE” (JOGADA DE
ESCOLHA DO DEFENSOR) é o ato de um defensor que apanha um “fair grounder” (bola
“fair” que vai rolando ou pulando sobre o solo) e, em vez de fazer o lançamento
à primeira base para eliminar o batedor-corredor, joga a bola a outra base numa
tentativa de eliminar um corredor precedente. O termo é também usado por
anotadores para: (a) registrar o avanço do batedor-corredor que conquista uma
ou mais bases extras quando o defensor que apanha sua rebatida “safe hit”
(rebatida por meio da qual o batedor alcança uma base) tenta eliminar um
corredor precedente; (b) registrar o avanço de um corredor (que não seja por
roubo de base ou erro) enquanto um defensor está tentando eliminar outro
corredor; e (c) registrar o avanço de um corredor, feito unicamente por causa
da indiferença da equipe na defensiva (roubo não defendido).
“FLY BALL” (BOLA REBATIDA PARA O
AR) é uma bola rebatida em voo que ganha altura em sua trajetória para o ar.
“FORCE PLAY” (JOGADA FORÇADA) é
uma jogada na qual um corredor perde legalmente o seu direito de ocupar uma
base porque o batedor se torna um batedor-corredor.
Comentário – (“FORCE
PLAY”): A confusão com respeito a Jogada Forçada se esclarece ao lembrar
que, frequentemente, a situação “forçada” deixa de existir durante a jogada.
Exemplo: Corredor na primeira base, um eliminado. O batedor acerta uma rebatida
“ground” forte para o defensor da primeira base, e este, pisando a almofada,
elimina o batedor-corredor. A situação “forçada” desaparece nesse momento, e em
razão disso o corredor que está avançando à segunda base tem de ser tocado. Se
houvesse corredor na terceira ou segunda base, e ele tivesse pisado o “home
base” antes da eliminação por toque (“tag-out”) na segunda base, o ponto seria
válido. Se a bola tivesse sido lançada primeiro à segunda base, e em seguida à
primeira base, a jogada na segunda base seria uma eliminação forçada
(“force-out”) –segunda eliminação–, e o lançamento de retorno à primeira base
antes de o batedor-corredor pisar a base teria completado a terceira
eliminação. Nesse caso, nenhum ponto seria anotado.
Exemplo (não é uma eliminação
forçada): Um “out”. Corredor na primeira e terceira base. O batedor acertou um
“fly” para o campo externo e foi eliminado –dois “outs”. O corredor da terceira
base fez “retouch” (retocou a base) e pisou o “home plate”. Entretanto, o
corredor da primeira base, que tinha deixado a almofada antes de a bola ser
apanhada, não conseguiu retocar a base antes que o lançamento feito do campo
externo chegasse às mãos do defensor da 1ª base e foi eliminado –três
“outs”. Neste caso, como a terceira eliminação não ocorreu em jogada
forçada, se o árbitro julgar que o corredor da 3ª base tocou o “home plate”
antes de o corredor da 1ª base ser eliminado, será anotado um ponto.
“FORFEITED GAME” (JOGO
CONFISCADO) é um jogo que o árbitro principal dá por encerrado em razão de
violação de regras, declarando vencedora a equipe não infratora pela contagem
de 9-0.
“FOUL BALL” (REBATIDA NULA) é uma
bola rebatida que para em território “foul” entre o “home base” e a primeira
base, ou entre o “home base” e a terceira base; ou que está em ou sobre
território “foul” quando passa, rolando ou pulando, pela primeira ou terceira
base; ou que cai primeiro em território “foul” além da primeira ou terceira
base; ou que, enquanto está em ou sobre território “foul”, toca o corpo de um
árbitro ou jogador ou qualquer objeto estranho ao terreno natural.
Um “foul fly” deve ser julgado de
acordo com a posição da bola em relação à linha de “foul”, incluindo o poste de
“foul”, e não pela posição do defensor –se ele está em território “foul” ou
“fair”– no momento em que toca a bola.
Comentário – (“FOUL
BALL”): Se uma bola rebatida –que não tenha tido contato com um defensor–
atinge o “pitcher’s plate” e ricocheteia para o território “foul” entre o “home
base” e a primeira base, ou entre o “home base” e a terceira base, é um “foul
ball”.
Se uma bola “fly” cai no campo
interno entre o “home base” e a primeira base, ou entre o “home base” e a
terceira base, e depois salta para o território “foul”, sem ter contato com um
jogador ou árbitro e antes de passar a primeira ou terceira base, é um “foul
ball”; ou se a bola para em território “foul”, ou tem contato com um jogador,
em território “foul”, é um “foul ball”. Se uma bola “fly” cai sobre a 1ª ou 3ª
base, ou em território “fair” além da 1ª ou 3ª base, e depois salta para o
território “foul”, é uma rebatida “fair”. [Comentário – (“Fair Ball”)]
NOTA 1: Se uma bola rebatida
(incluindo “bunt”) toca o “bat” em poder do batedor, em território “foul”, é um
“foul ball” (se o toque tiver sido involuntário, obviamente). Se uma bola
rebatida (incluindo “bunt”) toca o “bat” nas mãos do batedor ou o corpo do
batedor enquanto este ainda se encontra dentro do “batter’s box”, o árbitro
deve declarar um “foul ball” (não importa se isso ocorre em território “fair”
ou “foul”).
NOTA 2: Se uma bola rebatida
toca qualquer coisa além do terreno natural, tais como o “back net”,
cercas, o “bat” abandonado pelo batedor, a máscara que o receptor deixa
caído no solo, ou a escova do árbitro caída no chão, em território “foul”,
é um “foul ball”, mesmo que, posteriormente, ela role para o território “fair”
e pare dentro dessa área.
“FOUL TERRITORY” (TERRITÓRIO
“FOUL”) é aquela parte do campo de jogo situada fora das linhas da primeira e
terceira base, estendidas até a cerca e perpendicularmente para cima.
“FOUL TIP” é uma bola
rebatida que vai brusca e diretamente do “bat” ao receptor e é agarrada
legalmente. Não é um “foul tip”, a menos que seja agarrado, e um “foul tip” que
é agarrado é um “strike”; a bola permanece em jogo.
“GROUND BALL” (BOLA NO CHÃO) é
uma bola rebatida que vai rolando ou dando saltos baixos sobre o solo.
“HOME TEAM” (EQUIPE LOCAL) é a
equipe em cujo campo é realizado o jogo. Se o jogo é realizado em campo neutro,
a equipe local deve ser designada por mútuo acordo.
NOTA: A equipe adversária da
equipe local é denominada equipe visitante.
“ILLEGAL” or “ILLEGALLY” (ILEGAL
ou ILEGALMENTE) significa contrário a estas regras.
“ILLEGAL PITCH” (ARREMESSO
ILEGAL) é (1) um arremesso feito ao batedor quando o arremessador não está com
seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate”; (2) um arremesso de retorno
rápido (“quick return pitch”). Um arremesso ilegal quando há corredor(es) em
base é um “balk”.
NOTA: Um arremesso deve ser
declarado ilegal também quando o arremessador o executa infringindo o que está
estabelecido nas Regras 5.07 (a) (1) e 5.07 (a) (2).
“INFIELDER” (DEFENSOR DO CAMPO
INTERNO) é um defensor que ocupa uma posição no campo interno.
“INFIELD FLY”. A Regra de
“Infield Fly” deve ser aplicada quando o batedor acerta um “fair fly” –exceto
um “line drive” ou um “fly” resultante de “bunt”– que pode ser agarrado por um
defensor do campo interno mediante um esforço normal, na seguinte situação: a
primeira e segunda base, ou a primeira, segunda e terceira base estão ocupadas
e há menos de duas eliminações. O arremessador, o receptor e qualquer
defensor do campo externo posicionado no campo interno, na jogada, devem ser
considerados defensores do campo interno para os propósitos desta regra.
Quando parecer evidente que uma
bola rebatida será um “Infield Fly”, o árbitro deverá declarar, imediatamente,
“Infield Fly”, para beneficiar os corredores. Se a bola estiver perto das
linhas de base, o árbitro deverá declarar “Infield Fly” se for “Fair”.
A bola estará viva e os
corredores poderão avançar, correndo o risco de a bola ser apanhada no ar, ou
poderão retocar a base e avançar depois que a bola é tocada por um defensor,
como em qualquer bola “fly”. Se a rebatida se tornar um “foul ball”, ela será
tratada da mesma forma que qualquer “foul”.
Se num “Infield Fly” declarado a
bola cai ao chão sem ter contato com um defensor e rola ou salta para o
território “foul”, antes de passar a primeira ou terceira base, é um “foul
ball”. Se num “Infield Fly” declarado a bola cai ao chão sem ter contato com um
defensor, fora das linhas de base, e rola ou salta para o território “fair”,
antes de passar a primeira ou terceira base, é um “Infield Fly”.
Comentário – (“INFIELD
FLY”): Para aplicar a regra de “Infield Fly”, o árbitro deve julgar se a
bola pode ser agarrada normalmente por um defensor do campo interno. Não deve
se basear em algumas limitações arbitrárias, tais como o gramado ou as linhas
de base. O árbitro deve também declarar um “Infield Fly” mesmo quando a bola é
apanhada por um defensor do campo externo, se, na sua opinião, ela poderia ter
sido agarrada facilmente por um defensor do campo interno. O “Infield Fly” não
é, de maneira alguma, considerado uma jogada de apelação (“appeal play”). A
opinião do árbitro tem de prevalecer, e a decisão deve ser tomada
imediatamente.
Quando é declarado um “Infield
Fly”, os corredores podem avançar a seu próprio risco. Se num “Infield Fly”
declarado o defensor derrubar, intencionalmente, um “fair fly”, a bola
continuará em jogo, a despeito das disposições da Regra 5.09 (a) (12) [Regra
6.05 (l)]. A regra de “Infield Fly” terá prioridade.
Se uma Interferência é declarada
durante um “Infield Fly”, a bola permanece viva até que o árbitro decida se a
rebatida é “fair” ou “foul”. Se for “fair”, ambos –o corredor que cometeu a
falta e o batedor– serão eliminados. Se for “foul”, o corredor será
declarado “out” e o batedor voltará a bater (mesmo que a bola seja apanhada).
NOTA: Deve-se aplicar a
regra de “Infield Fly” somente quando os árbitros se manifestam sobre o lance.
“IN FLIGHT” (EM VOO)
designa uma bola rebatida, lançada ou arremessada que não
tenha ainda tocado o solo ou algum objeto, exceto um defensor.
“IN JEOPARDY” (EM PERIGO) é um
termo que indica que a bola está em jogo e um jogador da ofensiva pode ser
eliminado.
“INNING” (ENTRADA) é aquela parte
de um jogo durante a qual as equipes se alternam na ofensiva e na defensiva, e
na qual três jogadores de cada equipe devem ser eliminados. O turno de cada
equipe na ofensiva corresponde a um meio-“inning”.
NOTA: Quando a equipe
visitante (aquela que inicia o jogo atacando primeiro) está atuando na
ofensiva, dizemos que estamos na primeira metade de um “inning”, e quando a
equipe local (aquela que inicia o jogo defendendo primeiro) está atuando na
ofensiva, dizemos que estamos na segunda metade de um “inning.
“INTERFERENCE” (INTERFERÊNCIA)
(a) Interferência da Ofensiva é
um ato mediante o qual um membro da equipe na ofensiva interfere, obstrui,
impede, estorva ou confunde qualquer defensor que está tentando fazer uma
jogada.
(b) Interferência da Defensiva é
um ato mediante o qual um defensor estorva um batedor ou impede que ele rebata
um arremesso.
(c) Interferência do Árbitro
ocorre (1) quando um árbitro de “home” estorva, impede ou prejudica um
lançamento do receptor que está tentando evitar um roubo de base ou eliminar um
corredor fora da base (“pick-off play”); ou (2) quando uma bola “fair” que não
tenha passado um defensor atinge um árbitro, em território “fair”.
(d) Interferência do Espectador
ocorre quando um espectador se estica para fora das arquibancadas e sobre o
campo de jogo, ou entra no campo de jogo, ou atira um objeto, e estorva um
jogador que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola viva.
“LEAGUE” (LIGA) é um grupo de
clubes cujas equipes jogam entre si seguindo uma programação preestabelecida,
de acordo com estas regras, para o Campeonato da Liga.
“LEGAL” or “LEGALLY” (LEGAL ou
LEGALMENTE) é o que está de acordo com estas regras.
“LINE DRIVE” (BOLA REBATIDA QUE
VAI EM LINHA RETA) é uma bola rebatida que vai em linha reta, com força, do
“bat” a um defensor, sem tocar o solo.
“LIVE BALL” (BOLA VIVA) é uma
bola que está em jogo.
“MANAGER” (TÉCNICO) é uma pessoa
designada pelo clube para ser o responsável pelas ações da equipe no campo, e
para representar a equipe nas comunicações com os árbitros e com a equipe
adversária. Um jogador pode ser designado para exercer as funções do técnico.
“OBSTRUCTION” (OBSTRUÇÃO) é o ato
de um defensor que, sem estar de posse da bola e sem estar em ação para apanhar
a bola, impede o avanço de um corredor.
“OFFENSE” (OFENSIVA) é a equipe,
ou qualquer jogador da equipe, que está atuando na ofensiva.
“OFFICIAL SCORER” (ANOTADOR
OFICIAL) – Vide Regra 9.00.
“ORDINARY EFFORT” (ESFORÇO
NORMAL) é o esforço que um defensor com habilidade média numa posição deve
demonstrar numa jogada, levando-se em devida consideração a condição do campo e
as condições climáticas.
Comentário – (“ORDINARY
EFFORT”): O termo “esforço normal”, mencionado várias vezes nas Regras
Oficiais de Anotação [por exemplo, Regras 9.05 (a) (3), 9.05 (a) (4), 9.05 (a)
(6), 9.05 (b) (3) (Rebatidas Indefensáveis), 9.08 (b) (Sacrifícios), Comentário
– 9.12 (a) (1), 9.12 (d) (2) (Erros), e 9.13 (a), 9.13 (b) (“Wild Pitches” e
“Passed Balls”) e nas Regras Oficiais de Beisebol (por exemplo, Definições de
Termos, “Infield Fly”) diz respeito a um padrão objetivo com referência a algum
defensor específico]. Em outras palavras, mesmo que um defensor faça seu melhor
esforço, se ele não conseguir o que um defensor com habilidade média nessa
posição teria feito numa situação, o anotador oficial deverá imputar um erro a
esse defensor.
“OUT” (ELIMINAÇÃO) é uma das três
eliminações necessárias para que as equipes se alternem no ataque e na defesa.
“OUTFIELDER” (DEFENSOR DO CAMPO
EXTERNO) é um defensor que ocupa uma posição no campo externo, que é a área do
campo de jogo mais distante do “home base”.
“OVERSLIDE” or “OVERSLIDING”
(ULTRAPASSAR DESLIZANDO) – Ocorre quando um jogador da ofensiva desliza a uma
base (exceto quando avança do “home” à primeira base) com tal impulso que perde
contato com a base.
“PENALTY” (PENALIDADE) é a
aplicação destas regras sobre um ato ilegal.
“PERSON” (CORPO) é qualquer parte
do corpo, roupa ou equipamento de um jogador ou de um árbitro.
“PITCH” (ARREMESSO) é uma bola
atirada ao batedor pelo arremessador.
Comentário – (“PITCH”): Todas as
outras bolas atiradas de um jogador a outro são lançamento.
“PITCHER” (ARREMESSADOR) é o
defensor designado para arremessar a bola ao batedor.
“PITCHER’S PIVOT FOOT” (PÉ DE
APOIO DO ARREMESSADOR) é aquele pé que está em contato com o “pitcher’s plate”
enquanto o arremessador executa o arremesso.
“PLAY” (ORDEM PARA JOGAR A BOLA)
é a ordem do árbitro para iniciar o jogo ou para reiniciá-lo depois que a bola
se torna morta.
“QUICK RETURN PITCH” (ARREMESSO
DE RETORNO RÁPIDO) é um arremesso feito com clara intenção de surpreender um
batedor que não está devidamente preparado. É um arremesso ilegal.
“REGULATION GAME” (JOGO
REGULAMENTAR) – Vide Regra 7.01.
“RETOUCH” (RETOQUE) é o ato de um
corredor que retorna a uma base como se exige legalmente.
NOTA: Com referência ao
“retouch”, o corredor que está fora de sua base quando uma bola “fly” é
apanhada no ar, ou deve retornar à base de origem e ficar em contato com ela,
ou deve retocá-la e iniciar a corrida após a bola ser tocada por um defensor.
Vide Regras 5.09 (b) (5) e 5.09 (c) (1).
“RUN” or “SCORE” (CARREIRA ou
PONTO) é o ponto anotado por um jogador da ofensiva que, tornando-se um
corredor, toca a primeira, segunda e terceira base e o “home base”, nessa
ordem.
“RUN-DOWN” (JOGADA DE
PERSEGUIÇÃO) é uma jogada em que a defensiva tenta eliminar um corredor entre
bases.
“RUNNER” (CORREDOR) é um jogador
da ofensiva que está avançando na direção de uma base, tocando uma base, ou
retornando a uma base.
“SAFE” (SALVO ou SEGURO) é uma
declaração do árbitro indicando que o corredor tem o direito de permanecer na
base que estava tentando alcançar.
“SET POSITION” (POSIÇÃO “SET”) é
uma das duas posições legais para arremessar.
“SQUEEZE PLAY” (JOGADA DE
PRESSÃO) é um termo para designar uma jogada na qual uma equipe, com corredor
na 3ª base, tenta anotar ponto por meio de um “bunt”.
“STRIKE” (ARREMESSO BOM) é um
arremesso legal que é assim declarado pelo árbitro quando:
(a) O batedor tenta rebatê-lo,
girando o “bat” ou por meio de “bunt”, mas erra (o “bat” não toca a bola).
(b) O batedor não tenta
rebatê-lo, e qualquer parte da bola passa, em voo, através de alguma parte da
zona de “strike”.
(c) Com menos de dois “strikes”,
a bola rebatida resulta em “foul”.
(d) Uma tentativa de “bunt”
resulta em “foul”.
NOTA: Após contados dois
“strikes”, rebatidas “foul” subsequentes não são levadas em consideração. Num
“bunt”, porém, uma bola “foul” depois de dois “strikes” é contada normalmente
como “strike”, e o batedor é eliminado, automaticamente, por três “strikes”
(“strike out”). Entretanto, se esse “bunt” resulta em “fly” e um defensor
apanha a bola legalmente, o árbitro deve declarar um “fly out” (eliminação por
“fly”).
(e) O batedor tenta rebatê-lo,
girando o “bat” ou por meio de “bunt”, e a bola toca o seu corpo ou a sua
roupa.
(f) A bola em voo toca o batedor,
na zona de “strike”.
(g) Resulta em “foul tip”.
“STRIKE ZONE” (ZONA DE “STRIKE”)
é aquela área sobre o “home plate”, cujo limite superior é uma linha horizontal
no ponto médio entre o topo dos ombros e o topo da calça do uniforme, e o
limite inferior é uma linha na parte mais baixa da rótula do joelho. A zona de
“strike” deve ser determinada de acordo com a postura habitual do batedor
quando ele se prepara para rebater uma bola arremessada. (Vide diagrama da ZONA
DE “STRIKE” no Anexo 5.)
NOTA: O árbitro de “home”
não deve ser enganado pelo batedor que, com o intuito de diminuir a zona de
“strike”, adota uma postura diferente da habitual no “batter’s box” enquanto
aguarda o arremesso.
“SUSPENDED GAME” (JOGO SUSPENSO)
é um jogo interrompido que deve ser completado em uma data futura.
“TAG” (TOQUE) é o ato de um
defensor tocar uma base com o corpo enquanto mantém a bola firmemente segura na
mão ou luva; ou tocar um corredor com a bola, ou com a mão ou luva que está
segurando a bola, enquanto mantém a bola firmemente segura na mão ou luva. Não
é um “tag”, entretanto, se, simultaneamente ou logo após tocar a base ou um
corredor, o defensor derruba a bola. Para o “tag” ser válido, o defensor deve
segurar a bola por um tempo suficiente para provar que teve controle absoluto
dela. Se o defensor que efetuou um “tag” derrubar a bola no momento em que está
fazendo um lançamento após tocar uma base ou um corredor, decidir-se-á que o
lance foi legal. Para os propósitos desta definição, qualquer joia que um
jogador está usando (por exemplo: colares, braceletes, etc.) não deve ser
considerada uma parte do corpo do jogador.
“THROW” (LANÇAMENTO) é o ato de
impulsionar a bola com a mão e braço em direção a um determinado ponto. Deve
ser distinguido, sempre, do arremesso.
“TIE GAME” (JOGO EMPATADO) é um
jogo regulamentar que é declarado encerrado quando cada equipe tem o mesmo
número de pontos.
“TIME” (TEMPO) é a manifestação
de um árbitro anunciando uma paralisação legal da partida, durante a qual a
bola permanece morta.
“TOUCH” (TOQUE) – Tocar um
jogador (ou árbitro) significa ter contato com qualquer parte do seu corpo,
ou com qualquer parte do uniforme ou equipamento usado por ele,
mas não com joia (por exemplo: colares, braceletes, etc.) usada por ele.
Comentário –
(“Touch”): Considera-se que o equipamento está sendo usado por um jogador
ou árbitro se ele está em contato com o lugar a que se destina.
“TRIPLE PLAY” (JOGADA TRIPLA) é
uma jogada da defensiva na qual três jogadores da ofensiva são eliminados em
consequência de uma ação contínua, desde que não haja erro entre as
eliminações.
“WILD PITCH” (ARREMESSO
DESCONTROLADO) é um arremesso tão alto, tão baixo ou tão fora do “home plate”
que não pode ser apanhado pelo receptor mediante um esforço normal.
“WINDUP POSITION” (POSIÇÃO
“WINDUP”) é uma das duas posições legais para arremessar.
NOTA: O pronome “ele” e
outros pronomes masculinos, bem como alguns termos masculinos (defensor,
batedor, arremessador, receptor etc.) que aparecem nestas Regras Oficiais de
Beisebol, devem ser entendidos no seu sentido genérico, ou seja, incluem tanto
pessoas do sexo masculino como do sexo feminino.
ANEXOS
ANEXO 1
DESENHO DO CAMPO DE JOGO

ANEXO 2
“LAYOUT” DO “HOME PLATE”, 1ª BASE, 2ª BASE E 3ª BASE

ANEXO 3
“LAYOUT” DO MONTÍCULO DO ARREMESSADOR

Montículo do Arremessador (“Pitching Mound”): Um círculo com 18’ (5,486 m) de diâmetro, cujo centro está a 59’ (17,983 m) da parte traseira do “home plate”.
Colocar a borda dianteira da placa de borracha a 18” (45,72 cm) atrás do centro do montículo.
A borda dianteira da placa de borracha deve ficar a 60’ e 6” (18,44 m) do “home plate”.
O declive começa a 6” (15,24 cm) da parte dianteira da placa de borrachaO grau de declive de um ponto inicial a 6” (15,24 cm) na frente do “pitcher’s plate” para um ponto a 6’ (1,828 m) em direção ao “home plate” deve ser de 1” (2,54 cm) para 1’ (30,48 cm); e esse grau de declive deve ser uniforme.
O nível da área ao redor da placa de borracha deve ser de 6” (15,24 cm) na frente da placa, 18” (45,72 cm) para cada lado e 22” (55,88 cm) para a parte de trás da placa. Nível de área total 5" (1,524 x 34”.
ANEXO 4

(A) Largura da palma – 7 ¾”
(B) Largura da palma – 8”
(C) Abertura superior do trançado – 4 ½” (o trançado não
pode ter largura maior do que 4 ½” em qualquer ponto)
(D) Abertura inferior do trançado – 3 ½”
(E) Topo à base do trançado – 5 ¾”
(F) Costura da forquilha do primeiro dedo – 5 ½”
(G) Costura da forquilha do polegar – 5 ½”
(H) Costura da forquilha – 13 ¾”
(I) Topo do polegar à borda inferior – 7 ¾”
(J) Topo do primeiro dedo à borda inferior – 13”
(K) Topo do segundo dedo à borda inferior – 11 ¾”
(L) Topo d o terceiro dedo à borda inferior – 10 ¾”
(M) Topo do quarto dedo à borda inferior – 9”
ANEXO 5
ÍNDICE

Regras 1.00 a 8.00
Nota: Para quaisquer itens não relacionados e para informação adicional, vide Definições de Termos.
Abandonando esforço para correr as bases
Comentário – 5.05 (a) (2) , 5.05
(b), 5.09 (b) (2), 5.09 (b) (11), 5.09 (c) (3).
Acidente com um jogador ou
árbitro
5.12 (b) (3,8).
Anotador Oficial
5.10 (d), 8.03 (a) (8);
Anotação de base por “balls”
(“base on balls”) intencional quando o técnico da equipe na defensiva informa o
árbitro sobre a intenção de deixar o batedor “andar” (“walk”) - 9.14 (d);
Conduta – 9.01 (a), 9.01 (c);
Vide também Definições de Termos
(“BASE ON BALLS”) e Regra 9.00.
Aparente quarta eliminação
5.09 (c) (4).
Apelações
5.06 (b) (3) (D) Nota, Comentário
– 5.06 (b) (4) (I), 5.09 (b) (5,11 – 12), 5.09 (c), 6.03 (b), 8.02 (c);
Limitação de pedido de apelação
sobre “swing” interrompido – Comentário – 8.02 (c);
“Swing” interrompido (para
encerrar o “inning”) – Comentário – 8.02 (c).
Árbitro
8.00;
Atingido por arremesso ou
lançamento – 5.06 (b) (4) (I), 5.06 (c) (7), Comentário – 5.09 (a) (2), 6.01
(f);
Atingido por bola rebatida – 5.05
(a) (4), 5.05 (b) (4), 5.06 (b) (3) (B), 5.06 (c) (6);
Bola arremessada fica alojada no
corpo (ou contra o corpo) ou equipamento – 5.06 (c) (7), Comentário – 5.06 (c)
(7);
Controle dos encarregados da
manutenção do campo – 4.08 (g);
Decisão sobre condições de jogo –
4.03 (d), 4.04 (b-c)), 5.12 (b) (1);
Declaração de “Time – 5.12 (b)
(3,8);
Deveres antes de iniciar o jogo –
4.01;
Iluminação do campo – 4.01 (g),
5.12 (b) (1-2);
Mudança de decisão após consulta
– 8.02 (c), Comentário – 8.02 (c);
Relatório por escrito ao
Presidenten da Liga – 7.03 (d), 8.04.
Arremessador
Ambidestro – 5.07 (f);
Arremessa, intencionalmente, no
corpo do batedor – 6.02 (c) (9);
Arremessos de aquecimento – 5.07
(b), Comentário – 5.10 (l);
Arremessos preparatórios – 5.07
(b), Comentário – 5.10 (l);
Bola alterada – 3.01, 6.02 (c)
(2-7);
Bola lançada por arremessador
posicionado sobre o “pitcher’s plate” vai para área de bola morta – 5.06 (b)
(4) (H);
Limitação de arremessos de
aquecimento – 5.07 (b);
Limite de tempo para aquecer
arremessadores entre “innings” – 5.07 (b);
Limite de tempo para executar o
arremesso – 5.07 (c);
Machucado – 5.07 (b,f),
Comentário – 5.10 (d), 5.10 (f-g);
Mangas da camisa do uniforme –
3.03 (e);
Muda para posição defensiva –
Comentário – 5.10 (d);
Número mínimo de batedores a
enfrentar (Regra somente da NAPBL) – 5.10 (g);
Pé de apoio – 5.07 (a) (1-2),
Comentário – 5.07 (a) (2), 5.07 (e);
Posição legal – 5.07 (a) (1-2);
Posicionar-se sobre o “pitcher’s
plate” após tocar sua boca ou lábios – 6.02 (c) (1);
Restrições para executar
arremesso – 5.07 (a);
Retardamento de jogo – 5.07 (c);
Ter em seu poder qualquer
substância estranha – 6.02 (c) (7);
Torna-se um defensor do campo
interno (“infielder”) – 5.07 (e);
Visitas do técnico ou “coach” –
5.10 (l).
Arremessador ambidestro
5.07 (f).
Arremessador – Movimento quando
há corredor na 1ª e na 3ª bases
Comentário – 6.02 (a) (3).
Arremesso
Atinge o batedor – 5.05 (b) (2),
5.06 (c) (1), 5.09 (a) (6), Definições de Termos (“BALL”, “STRIKE”);
Atinge o corredor que está
tentando anotar ponto – 5.06 (c) (8), 5.09 (a) (14);
Definições de Termos (“BALL”);
Definições de Termos (“STRIKE”);
Entra em área de bola morta –
5.06 (b) (4) (H);
Fica alojado no equipamento do
receptor ou árbitro – 5.06 (b) (4) (I), 5.06 (c) 7);
Limite de tempo para executar o
arremesso – 5.07 (c);
No corpo do batedor
(intencionalmente) – 6.02 (c) (9).
Arremesso de Retorno Rápido
Definições de Termos (“ILLEGAL
PITCH”, “QUICK RETURN PITCH”), 5.07 (a) (3), Comentário – 6.02 (a) (2), 6.02
(b).
Arremesso Ilegal
Definições de Termos (“ILLEGAL
PITCH”, “QUICK RETURN PITCH”), Comentário – 5.07 (a) (2), 6.02 (a) (5), 6.02
(b).
Arremesso no corpo do batedor
(intencionalmente)
6.02 (c) (9).
Arremesso toca o solo
Definições de Termos (“BALL”).
“Backswing” (movimento do “bat”
para trás) atinge o receptor
Comentário – 6.03 (a) (3).
“Balk”
5.02 (a), 6.01 (g), e várias
violações (Regra 5.07);
Penalidade – 5.06 (b) (3) (A),
5.06 (c) (3), 6.02;
Quando está fazendo uma apelação
– Comentário – Regra 5.09 (c).
Base
2.01, 2.02, 2.03, Definições de
Termos (“BASE”);
Deslocada – 5.09 (b) (4)
Regra Aprovada A, B.
“Base Coaches”
5.03;
Capacetes – 3.08 (e);
Interferência – 6.01 (a) (8-9),
6.01 (b), 6.01 (d), 6.01 (f);
Restrições – 5.03 (a-c), 5.03
Penalidade, 5.10 (k), 6.04 (a).
Base deslocada
5.09 (b) (4) – Regra Aprovada A,
B.
Base por “balls” (Técnico
sinaliza sua intenção de deixar o batedor andar (“walk”)
Definições de Termos (“BASE ON
BALLS”), Comentário – 5.05 (b) (1).
“Bat”
3.02;
Alterado – 6.03 (a) (4).
“Bat” Ilegal
3.02, 6.03 (a) (5), Comentário –
6.03 (a) (5).
Batedor/Batedor-Corredor
Ação ilegal – 6.03;
Atingido pela bola rebatida –
Comentário – 5.05 (b) (2), 5.06 (c) (6) (1), 5.09 (a) (7), 6.01 (a) (11);
Atingido pelo arremesso – 5.05
(b) (2), 5.06 (c) (1), 5.09 (a) (6), Definições de Termos (“BALL”,
“STRIKE”);
“Backswing” (movimento do “bat”
para trás) atinge o receptor - 6.03 (a) (3);
Batedor torna-se um corredor –
5.05;
Interfere na ação do receptor
depois de terceiro “strike” não agarrado – 6.01 (a) (1), Comentário – 6.01 (a)
(1);
Interferência cometida por 5.09
(a) (7-9, 11), 5.09 (b) (8), 601 (a), 6.03 (a) (3-4), 6.03 (a) (3 - 4) Exceção
e Comentário;
Interferência na ação do batedor
– 5.05 (b) (3), 5.06 (b) (3) (D);
Não avança à 1ª base – 5.05 (a)
(2), 5.05 (b);
Posição no “batter’s box”–
Definições de Termos, 5.04 (b), 5.04 (b) (4-5), 6.03 (a) (1-3).
Batedor/Corredor de Emergência
Vide substituições.
Batedor Designado
5.11;
Arremessador do jogo atua como
batedor ou corredor de emergência no lugar do Batedor Designado – 5.11 (a)
(10).
Batedor fora de ordem
6.03 (b).
“Batter’s Box”
2.01;
Definições de Termos (“BATTER’S
BOX”), 5.04 (b), 6.03 (a), Anexo 2.
“Bench/”Dugout”
2.05, Definições de Termos
(“BENCH”/“DUGOUT”);
Bola viva desviada para dentro –
5.06 (b) (4) (H);
Equipamento – 3.10;
Ocupantes – Comentário – 5.10
(b), 5.10 (k), 6.04 (a, c-e), 8.04 (c);
Tentativas de apanhar a
bola/jogada – Definições de Termos – Comentário – “CATCH”), 5.06 (b) (3)
(C), Comentário – 5.09 (a) (1), 5.12 (b) (6), 6.01 (b).
Bola
3.01;
Bolas Oficiais – 4.01 (c-e);
Desfigurada – 3.01, 6.02 (c-d).
Bola derrubada
intencionalmente
5.09 (a) (12).
Bola “fair”
Definições de Termos (“FAIR
BALL”);
Derrubada intencionalmente – 5.09
(a) (12);
Desviada para fora do campo –
5.05 (a) (8-9), 5.06 (b) (4) (A,F);
Sai do campo – 5.05 (a) (6-8),
5.06 (b) (4) (F);
Toca corredor ou árbitro – 5.05
(a) (4), 5.05 (b) (4), 5.06 (b) (3) (B), Comentário – 5.06 (c) (6), 5.09 (b)
(7), 6.01 (a) (11).
Bola fica presa
5.05 (a) (7), 5.06 (b) (4)
(F-G,I), 5.06 (c) (7), Comentário – 5.09 (a) (2).
Bola “Foul”
Definições de Termos (“FOUL
BALL”), 5.06 (c) (5), 5.09 (a) (7-8).
Bola lançada para fora do campo
Apelação, durante 5.09 (c);
Comentário – 4.01 (e), 5.06 (b)
(4) (G-I), 5.07 (e);
Interferência do espectador –
Comentário – 6.01 (e);
Obstrução, durante 6.01 (h) (1) –
Comentário;
Regras de Campo – 4.05.
Bola morta (“Time”) e reinício do
jogo
Definições de Termos (“DEAD
BALL”), 5.01 (b), Comentário – 5.04 (b) (2), 5.06 (c), 5.12.
Bola rebatida ilegalmente
5.06 (c) (4), 6.03 (a) (1).
Campo de jogo
2.01.
Capacete
3.08, Comentário – 5.09 (a) (8).
“Catcher’s Box”
2.01 (Anexo 2), Definições de
Termos (“CATCHER’S BOX”), 5.02 (a), 6.02 (a) (12).
“Coach”
Definições de Termos (“COACH”),
4.02 (b), 5.03, 6.01 (a) (8-9), 6.01 (b), 6.01 (d), Comentário – 6.01 (d), 6.01
(f).
Como uma equipe anota ponto
1.04, Comentário – 5.06 (b) (3)
(B), 5.08, 5.09 (a) (14), 5.09 (b) (8), Comentário – 5.09 (c), 5.09 (d), 6.01
(g);
Apelação (solicitação de quarto
“out”) - 5.09 (c).
Concessão de bases
Apelação – 5.09 (c);
“Balk” – 5.06 (c) (3), 6.01 (g);
Interferência do espectador –
Comentário – 6.01 (e);
Interferência do receptor – 6.01
(c);
Lançamento descontrolado feito
por arremessador posicionado sobre “pitcher’s plate” – 5.06 (b) (4) (G-I), 5.07
(e);
Lançamento descontrolado feito
por defensor do campo interno – 5.06 (b) (4) (G);
Obstrução – Comentário – 6.01 (a)
(10), Comentário – 6.01 (h) (1);
Regras de campo – 4.05.
Condições do Tempo e Campo
4.03 (e), Comentário – 4.03,
4.04, 4.08 (d,g), 5.12 (b) (1), Comentário – 5.04 (b) (2), 6.02 (c) (1)
Exceção, 7.02 (a) (5), 7.02 Exceção, 7.02 (a) Nota;
Clima e condições similares têm
prioridade – 7.02 (a) Nota;
Responsabilidades do Clube – 4.03
(e), 4.04 (a).
Confisco
4.07 (b), 4.08 (g), 7.03, 8.03
(a) (6), 9.03 (e).
Confraternização
4.06.
Contagem de “Ball”/”Strike”,
Apelação sobre decisão
8.02 (c).
Corredor
Abandona esforço para correr as
bases – Comentário – 5.05 (a) (2), 5.05 (b), 5.09 (b) (2,11), 5.09 (c) (3);
Atingido por bola arremessada –
5.06 (c) (8), 5.09 (a) (14);
Atingido por bola rebatida – 5.05
(b) (4), 5.06 (c) (6), 5.09 (b) (7), Comentário – 5.09 (b) (7), 6.01 (a) (11);
Atingido por bola rebatida (antes
ou depois de passar um defensor) – 5.06 (c) (6), 5.09 (b) (7), Comentário –
5.09 (b) (7), 6.01 (a) (11);
Atingido por “Infield Fly” –
(quando está sobre a base ou fora da base) – 5.09 (b) (7);
Avançando ou retornando depois de
ter sido eliminado – Comentário – 6.01 (a) (5);
Colide, intencionalmente, com o
receptor – 6.01 (i) (1);
Desvia do caminho da base para
fugir do toque de um defensor – 5.09 (b) (1);
Direito a uma base – 5.06 (a)
(1-2), Comentário – 6.01 (a);
Direito do corredor precedente
avançar não é afetado – Comentário – Regra 5.06 (b) (3) (B);
Dois corredores atingidos pela
mesma bola rebatida – Comentário – 5.09 (b) (7);
É proibido correr as bases em
ordem inversa – 5.09 (b) (10);
“Flying Start” para retocar a
base – Comentário – 5.09 (c) (1);
Interfere após anotar ponto –
6.01 (a) (5);
Interfere enquanto está em
contato com uma base – Comentário – 6.01 (a) ;
Interfere, intencionalmente, com
o defensor – Comentário – 5.09 (a) (13), 5.09 (b) (3), 6.01 (a) (5-7), 6.01
(j);
Interfere para evitar uma Jogada
Dupla – 6.01 (j);
Machucado – 5.12 (b) (3) (A);
Necessidade de retocar a base
(“retouch”) - Definições de Termos (“RETOUCH”), Definições de Termos (“INFIELD
FLY”), Comentário – 5.06 (b) (4) (I), 5.06 (c) (5), 5.09 (b) (5), 5.09 (c) (1);
Necessidade de tocar as bases –
5.06 (b) (1), 5.09 (b) (4) Regra Aprovada (B);
Retorno proibido – Comentário –
5.06 (a)/5.06 (c), Comentário – 5.08 (a), 5.09 (c) (2) Regra Aprovada e Comentário;
Ultrapassa um corredor precedente
– 5.09 (b) (9).
Vide também Batedor-Corredor.
Defensor
Atira sua luva e toca a bola
(equipamento fora do lugar onde normalmente é usado) – 5.06 (b) (3) (E), 5.06
(b) (4) (A-E);
Especificações da luva – 304,
3.05, 3.06, 3.07, Anexo 4;
Mangas da camisa do uniforme –
3.03 (e);
Pisa ou cai para dentro de área
fora de jogo – 5.06 (b) (3) (C), Comentário – 5.09 (a) (1), 5.12 (b) (6);
Posicionamento no campo de jogo –
5.02.
Defensor pisa área fora de jogo
ou cai para dentro de área fora de jogo
5.06 (b) (3) (C), 5.09 (a) (1),
5.12 (b) (6).
Deixar batedor andar,
intencionalmente (“Intentional walk”) –Técnico sinaliza sua intenção de
deixar o batedor andar (“walk”)
Como Anotador Oficial anota –
9.14 (d);
Definições de Termos (“BASE ON
BALLS”), Comentário – 5.05 (b) (1).
Desfigurar, descorar a bola
3.01, 6.02 (c).
Direito do corredor precedente
avançar não é afetado
Comentário – Regra 5.06 (b) (3)
(B).
“Dugout”
vide “Bench”.
Encarregados da manutenção do
campo
4.03 (e), 4.08 (g), 7.03 (c).
Enganar o corredor escondendo a
bola
6.02 (a) (9).
Equipamento
Base – 2.03;
Base Principal (“Home Base) –
2.02;
“Bat” - 3.02;
“Bench” - 2.05;
Bola – 3.01;
Capacete – 3.08;
Comercialização – 3.09;
Luva/“Mitt” - 3.04, 3.05, 3.06,
3.07;
“Pitcher’s Plate” - 2.01, 2.04;
Uniformes – 3.03.
Equipamento eletrônico no campo
3.10 (B).
Equipamento fora do lugar onde
normalmente é usado
5.06 (b) (3) (E), 5.06 (b) (4)
(A-E).
Equipamento toca ilegalmente uma
bola viva
5.06 (b) (3) (E), 5.06 (b) (4)
(A-E).
Escuridão/Iluminação no campo
4.01 (g), 5.12 (b) (1-2), 7.02
(a) Nota, 7.02 (a) (4).
Espectadores
4.05, 4.07, 5.06 (b) (3)
(C), 5.12 (b) (6), 6.04 (a) (1-2), 6.04 (b), 8.01 (e);
Interferência – Definições de
Termos [“INTERFERENCE” (d)], 6.01 (e).
Expulsão
6.04 (a, c-e), 8.01, 8.02, 8.04).
Faixa de três pés
2.01, 5.09 (a) (11).
Falha no sistema de iluminação
5.12 (b), 7.02 (a).
“Fielder’s Choice”
Definições de Termos (“FIELDER’S
CHOICE”), 9.12 (f) (2).
“Flying Start”
Comentário – 5.09 (c) (1).
Formulários de Escalação (“Lineup
Cards”)
4.03, 5.11 (a) (1,11).
“Foul Tip”
Definições de Termos (“FOUL
TIP”), Comentário – 5.06 (c) (7), Comentário – 5.09 (a) (2), Comentário – 5.09
(b) (5).
“Home Run”
5.05 (a) (5,9), 5.06 (b) (4) (A).
“Infield Fly”
Atinge corredor (sobre ou fora da
base) – 5.09 (b) (7), 5.09 (b) (7) – EXCEÇÃO;
Definições de Termos (“INFIELD
FLY”), 5.09 (a) (5,12), 5.09 (b) (7) Exceção.
Interferência
Batedor sai do “batter’s box” -
Comentário – 6.03 (a) (3);
Cometida pelo batedor depois do
terceiro “strike” não agarrado – 6.01 (a) (1), Comentário – 6.01 (a) (1);
Corredor atingido por bola
rebatida – 5.05 (a) (4), 5.05 (b) (4), 5.06 (c) (6), 5.09 (b) (7), 6.01 (a)
(11);
Da defensiva – Definições de
Termos [“INTERFERENCE” (b)], 5.05 (b) (3), 5.06 (b) (3) (D), 6.01 (d,g);
Da ofensiva – Definições de
Termos [“INTERFERENCE” (a), 5.05 (b) (4), 5.06 (c) (6-7), 5.09 (a) (8-9
,13-15), 5.09 (b) (3,7-8,13), 6.01 (a-b,d), 6.03 (a) (3);
Do árbitro – Definições de Termos
[“INTERFERENCE” (c)], 5.05 (b) (4), 5.06 (c) (2-6);
Do batedor – 5.09 (a) (8), 5.09
(b) (8), 6.01 (a) (3);
Do “coach” - 6.01 (a) (8),
Comentário – 6.01 (d), 6.01 (f);
Do espectador – Definiçõies de
Termos [“INTERFERENCE” (d)], 6.01 (e);
Do receptor – 5.05 (b) (3), 5.06
(b) (3) (D,E), 6.01 (g);
Enquanto está em contato com a
base – Comentário – 6.01 (a) (1); vide também “Base Coaches”, Batedor e
Receptor;
Intencional (Jogada Dupla) – 5.09
(a) (13), Comentário – 5.09 (a) (13), 5.09 (b) (3), 6.01 (a) (6-7), 6.01 (j);
Pessoas que podem permanecer no
campo – 4.07 (a).
Jogada Forçada/Eliminação Forçada
Definições de Termos (“FORCE
PLAY”), 5.09 (b) (6);
Jogada Forçada
restabelecida - 5.09 (b) (6).
Jogador de mão dupla
4.03 (c).
Jogador ou árbitro incapacitado
para continuar atuando
5.10 (f-g,i), 5.12 (b) (3,8).
Jogo empatado
Definições de Termos (“TIE
GAME”), 7.01 (d), 7.02.
Jogo nulo
4.04 (c), 7.01 (e).
Jogo Protestado
7.04, 8.02 (b).
Jogo Regulamentar
1.06, 7.01, 7.01 (g), 7.02;
Jogo de sete “innings” - 7.01 (a)
Exceção.
Jogo Suspenso
7.01 (d), 7.02;
Regra da NAPBL – 4.08 (a) (1),
7.02 (a) (1), 7.02 (b);
Regra da NAPBL (opcional) – 7.02
(a) (7-9).
Joia
Comentário – 5.05 (b) (2),
Definições de Termos (“TAG”, “TOUCH”).
Lançamento
Arremessador – 5.07 (a) (1-2),
6.02 (a) (2-4), 6.02 (a) Regra Aprovada, Comentário (B) – 6.02 (a), 6.02
(c) (8);
Definições de Termos (“THROW”);
Interferência com – 5.06 (b) (4)
(E), 5.06 (c) (2), 5.09 (a) (8,11,13), 5.09 (b) (3), 6.01 (a) (10), 6.01 (b,f),
6.03 (a) (3).
Lançamentos/Arremessos de
aquecimento
5.07 (b), Comentário – 5.10 (d),
Comentário – 5.10 (l);
Arremessadores – 5.07 (b),
Comentário – 5.10 (l);
Defensores, exceto arremessadores
– Comentário – 5.10 (d).
Limitação do número de visitas ao
montículo por jogo
5.10 (m).
Limites de tempo
7.02 (a) (2), 7.02 (a) Nota, 8.03
(a) (7).
Luva/”Mitt”
3.04, 305, 3.06, 3.07;
Toca ilegalmente uma bola viva –
5.06 (b) (4) (A,C,E).
Marcadores no campo
3.10 (b).
Mínimo de Três Batedores
5.10 (g), Comentário – 5.10 (g),
5.10 (i) – Nota, 5.10 (m) (4), Comentário – 7.02 (c).
Mudanças duplas
5.10 (b);
Procedimento do técnico/”coach”
quando faz mudanças duplas – Comentário – Regra 5.10 (b).
Obstrução
Definições de Termos
(“OBSTRUCTION”), Comentário – 6.01 (a) (10), 6.01 (h);
Por espectadores – Comentário –
5.08 (b).
Omissão de base ou “home plate”
Comentário – 5.06 (b) (4) (I),
5.09 (b) (12), 5.09 (c) (2-4).
Vide também Apelações e Corredor
(necessidade de tocar).
Ordem de Batedores
4.03, 5.04 (a), 5.10 (a-f, j),
8.03 (a) (8).
Pegada legal
Definições de Termos (“CATCH”),
5.09 (a) (1-2).
Pitcher’s Plate”
2.01, 2.04.
Placar de um jogo
7.01 (g).
Pontos que encerram um jogo
5.08 (b), Comentário – 5.09 (b)
(1,2), Comentário – 5.09 (c), 7.01 (g) (3).
Posição “Set”
5.07 (a) (2).
Posição “Windup”
5.07 (a) (1).
Presidente da Liga
Árbitros – 8.01 (a), 8.03 (c),
8.04;
Arremessador – Proibições – 6.02
(c) (1-6,9);
Definições de Termos (“LEAGUE
PRESIDENT”), 3.03 (k), Definições de Termos (“MANAGER”), 4.01 (c), 4.02 (a),
4.08 (c) Exceção, 7.02 (b) (5), 7.04;
Protesto – 7.03, 7.04.
Proteção policial
4.07 (b).
Qualificação para utilizar o
campo para jogos de “Wild Card” ou “Division Series”
7.02 (b)n(5).
Receptor
Bola arremessada fica alojada em
equipamento – 5.06 (b) (4) (I), 5.06 (c) (7);
Interferência com – Definições de
Termos [INTERFERENCE” (c)], 5.06 (c) (2), 5.09 (b) (8), 6.03 (a) (3);
Interferência por – Definições de
Termos [“INTERFERENCE” (b)], 5.05 (b) (3), 5.06 (b) (3) (D), 6.01 (c,g);
Posicionamento – 5.02 (a,c), 6.01
(a) (12).
Recolhedor/Recolhedora de “bat”
3.08 (f), 4.07 (a), 5.10 (k).
Regra sobre “batter’s box”
5.04 (b);
Regulamento da NAPBL – Comentário
– 5.04 (b) (2), 5.04 (b) (4).
Regra sobre colisão
6.01 (i).
Regras de Anotação (Anotador
Oficial)
9.00.
Regras de Campo
4.05, 8.03 (a) (9).
Responsabilidade sobre o campo
por causa do tempo ou das condições do campo
4.03 (e), Comentário – 4.03.
Restrições a jogadores
Colocar bola dentro do uniforme –
Comentário – 5.06 (c) (7);
Conduta geral – Comentário – 5.10
(b), 6.04 (a,d-e);
Devem permanecer no “bench” -
5.10 (k);
Não devem se confraternizar com
jogadores de equipes oponentes – 4.06;
Não podem sentar nas
arquibancadas – 4.06.
Retardamento de jogo
Confisco por retardamento – 7.03
(a);
Pelo arremessador – Comentário –
5.04 (b) (2), 5.07, 6.02 (a) (8), 6.02 (d) (3);
Pelo batedor – 5.04 (b) (3-4).
Retocar a base (“Tagging Up”)
Definições de Termos (“INFIELD
FLY”, “RETOUCH” ), 5.06 (b) (4) (I), 5.06 (c) (5), 5.09 (b) (5), 5.09 (c) (1).
Reunião Pré-Jogo
4.03.
Rodadas Duplas
4.04 (a-b), 4.08, 7.02 (a) (1),
7.02 (b).
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