REGRAS DE ANOTAÇÃO
É possível anotar um “at bat” a um jogador que
não tenha atuado, realmente, como batedor?
Sim, é possível. Em 1989, Rafael Ramirez do
Astros pode atestar isso. O técnico do Houston, Art Howe, mudou a ordem de
batedores habitual antes do jogo numa agradável tarde de verão. Ele trocou a
posição de Ramirez com a de Alex Trevino, mas os jogadores não foram avisados
sobre a mudança no “lineup” antes de o jogo começar.
Trevino foi ao “batter’s box” na vez de Ramirez e
acertou um “hit” (rebatida indefensável). Mas antes do primeiro arremesso a
Kevin Bass –o batedoro seguinte–, a
equipe contrária apelou, alegando que Trevino batera fora de turno.
Inicialmente, os árbitros decidiram que houve uma
dupla eliminação: declararam Trevino “out” por ter batido fora de ordem e
eliminaram também Bass. Como, porém,
Howe reclamou, os árbitros mudaram a decisão corretamente; eliminaram
Ramirez, por ter deixado de bater na sua vez, e mandaram Bass (batedor correto)
ao “batter’s box”. A rebatida indefensável de Trevino foi anulada, mas ele não
foi considerado como tendo completado a sua vez de bater. Por outro lado, a Ramirez,
que sequer atuou como batedor, foi imputado um “at bat”.
[Regra
10.03 (d)]
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker
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