sexta-feira, 19 de agosto de 2022

 

REGRAS OFICIAIS DE BEISEBOL

 2022

(REVISADAS E ATUALIZADAS)

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 As anotações em letras menores foram extraídas do Livro de Regras editado no Japão

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OFICIALIZADAS PELA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BEISEBOL E SOFTBOL

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 Tradução:

 ASSOCIAÇÃO DE ÁRBITROS E ANOTADORES DE BEISEBOL E SOFTBOL DO BRASIL

 SUMÁRIO

 

1.00 OBJETIVOS DO JOGO................................................................................................

2.00 O CAMPO DE JOGO

2.01 Traçado do Campo..................................................................................................

2.02 “Home Base”...........................................................................................................

2.03 Bases.......................................................................................................................

2.04 “Pitcher’s Plate”......................................................................................................

2.05 “Benches”................................................................................................................

3.00 EQUIPAMENTO E UNIFORMES

3.01 Bola.........................................................................................................................

3.02 “Bat”........................................................................................................................

3.03 Uniforme de Jogadores...........................................................................................

3.04 Luva do Receptor (“Mitt”).......................................................................................

3.05 Luva do Defensor da Primeira Base........................................................................

3.06 Luva de Defensores.................................................................................................

3.07 Luva do Arremessador............................................................................................

3.08 Capacetes................................................................................................................

3.09 Mensagem Indevida de Comercialização................................................................

3.10 Equipamento no Campo.........................................................................................

4.00 PRELIMINARES DO JOGO

4.01 Deveres dos Árbitros...............................................................................................

4.02 Técnico de Campo...................................................................................................

4.03 Troca de Formulários de Escalação (“Lineup Cards”).............................................

4.04 Condições do Tempo e Campo................................................................................

4.05 Regras Especiais de Campo.....................................................................................

4.06 Confraternização – Não é Permitida.......................................................................

4.07 Segurança................................................................................................................

4.08 Rodadas Duplas (“Doubleheaders”)........................................................................

5.00 O JOGO

5.01 Iniciando o Jogo (“Play Ball”).................................................................................

5.02 Posições Defensivas................................................................................................

5.03 “Base Coaches”.......................................................................................................

5.04 Batedor...................................................................................................................

(a) Ordem de Batedores..............................................................................................

(b) “Batter’s Box”........................................................................................................

(c) Quando o Batedor Completa a Sua Vez de Bater...................................................

5.05 Quando o Batedor se Torna um Corredor..............................................................

5.06 Correndo as Bases...................................................................................................

(a) Ocupando a Base...................................................................................................

(b) Avançando nas Bases.............................................................................................

(c) Bolas Mortas (“Dead Balls”)...................................................................................

5.07 Arremessador..........................................................................................................

(a) Arremesso Legal.....................................................................................................

(1) Posição “Windup” .............................................................................................

(2) Posição “Set” ....................................................................................................

(b) Arremessos Preparatórios (Aquecimento)............................................................

(c) Arremessador – Retardamento de Jogo................................................................

(d) Lançamento para as Bases.....................................................................................

(e) Arremessador Tira o Pé de Apoio do “Pitcher’s Plate” – Consequência................

(f) Arremessadores Ambidestros................................................................................

5.08 Como uma Equipe Anota Ponto..............................................................................

5.09 Eliminação (“Out”)..................................................................................................

(a) Eliminação do Batedor...........................................................................................

(b) Eliminação de um Corredor...................................................................................

(c) Jogadas de Apelação..............................................................................................

(d) Corredor Precedente Deixa de Tocar uma Base – Consequência..........................

(e) Equipes se Alternam no Ataque e na Defesa.........................................................

5.10 Substituições e Trocas de Arremessadores (Incluindo Visitas ao Montículo).........

5.11 Regra do Batedor Designado..................................................................................

5.12 Declarando “Time” (Tempo) e “Dead Balls”  (Bolas Mortas)..................................

6.00 JOGADA INCORRETA, AÇÃO ILEGAL  E MÁ CONDUTA

6.01 Interferência, Obstruçaõ e Colisões com Receptor.................................................

(a) Interferência do Batedor ou Corredor...................................................................

(b) Defensor – Direito do Caminho.............................................................................

(c) Interferência do Receptor......................................................................................

(d) Interferência Não Intencional................................................................................

(e) Interferência do Espectador..................................................................................

(f) Interferência do “Coach” e Árbitro.........................................................................

(g) Interferência num “Squeeze Play” (Jogada de Pressão) ou “Steal of  Home” (Roubo de “Home”)        

(h) Obstrução..............................................................................................................

(i) Colisões no “Home Plate”.......................................................................................

(j) Deslizando para Bases em Tentativas de “Double Play” (Jogada Dupla)................

6.02 Ação Ilegal do Arremessador..................................................................................

(a) “Balks”....................................................................................................................

(b) Arremessos Ilegais com as Bases Desocupadas.....................................................

(c) Arremessador – Proibições....................................................................................

6.03 Ação Ilegal do Batedor...........................................................................................

(a) Batedor Eliminado por Ação Ilegal.........................................................................

(b) Batedor Fora de Ordem.........................................................................................

6.04 Conduta Antidesportiva..........................................................................................

7.00 ENCERRANDO O JOGO

7.01 Jogos Regulamentares............................................................................................

7.02 Jogos Suspensos, Jogos Adiados e Jogos Empatados..............................................

7.03 Jogos Confiscados...................................................................................................

7.04 Jogos Protestados...................................................................................................

8.00 O ÁRBITRO

8.01 Qualificações e Autoridade do Árbitro....................................................................

8.02 Apelação sobre Decisões do Árbitro.......................................................................

8.03 Posição do Árbitro...................................................................................................

8.04 Relatório..................................................................................................................

INSTRUÇÕES GERAIS AOS ÁRBITROS.................................................................................

9.00 O ANOTADOR OFICIAL

9.01 Anotador Oficial (Regras Gerais).............................................................................

9.02 Relatório do Anotador Oficial.................................................................................

9.03 Relatório do Anotador Oficial (Regras Adicionais)..................................................

9.04 Pontos Empurrados (“Runs Batted In”)...................................................................

9.05 Rebatidas Indefensáveis (“Base Hits”)....................................................................

9.06 Determinação do Valor de Rebatidas Indefensáveis (“Base Hits”).........................

9.07 Bases Roubadas (“Stolen Bases”) e Eliminado Roubando Base (“Caught

Stealing”).........................................................................................................................

9.08 Sacrifícios (“Sacrifices”)...........................................................................................

9.09 Eliminações (“Putouts”)..........................................................................................

9.10 Assistências (“Assists”)............................................................................................

9.11 Jogadas Duplas (“Double Plays”) e Jogadas Triplas (“Triple Plays”)........................

9.12 Erros........................................................................................................................

9.13 Arremessos Descontrolados (“Wild Pitches”) e Bolas Arremessadas Defensáveis que Passam para Trás do Receptor (“Passed Balls”).......................................................

9.14 Base por “Balls” (“Base on Balls”)...........................................................................

9.15 Eliminações por “Strike” (“Strkeouts”)...................................................................

9.16 Pontos Limpos (”Earned Runs”) e Pontos Concedidos (“Runs Allowed”)...............

9.17 Arremessador Vencedor (“Winning Pitcher”) e Arremessador Perdedor (“Losing Pitcher”)..........................................................................................................................

9.18 Vitórias Sem Permitir que a Equipe Oponente Anote Ponto (“Shutouts”).............

9.19 Jogos Salvos por Arremessadores Substitutos (“Saves for Relief Pitchers).............

9.20 Estatísticas...............................................................................................................

9.21 Determinação das Médias e Porcentagens.............................................................

9.22 Critérios para Indicar os Melhores Jogadores Individuais.......................................

9.23 Normas para Recordes Consecutivos......................................................................

DEFINIÇÕES DE TERMOS....................................................................................................

ANEXOS..............................................................................................................................

1 Desenho do Campo de Jogo.........................................................................................

2 “Layout” do “Home Plate”, 1ª, 2ª e 3ª bases...............................................................

3 “Layout” do Montículo do Arremessador....................................................................

4 Dimensões da Luva de Defensor..................................................................................

5 Zona de “Strike ............................................................................................................

ÍNDICE .........................................................................................................................

       1.00 OBJETIVOS DO JOGO

1.01 Beisebol é um jogo entre duas equipes de nove jogadores cada uma, sob a direção de um técnico. As partidas são realizadas num campo fechado, de acordo estas regras e sob a jurisdição de um ou mais árbitros.

1.02 O objetivo da equipe na ofensiva é converter seu batedor em corredor, e fazer os corredores avançar.  

1.03 O objetivo da equipe na defensiva é evitar que os jogadores da ofensiva se tornem corredores, e impedir seu avanço nas bases.

1.04 Quando um batedor se torna um corredor e toca todas as bases legalmente, ele anota um ponto para sua equipe.

1.05 O objetivo de cada equipe é ganhar, anotando mais pontos do que a oponente.

1.06 A vencedora do jogo será aquela equipe que tiver anotado o maior número de pontos, de acordo com estas regras, ao término de um Jogo Regulamentar. 

2.00 CAMPO DE JOGO

 2.01 Traçado do Campo

 O campo deve ser traçado de conformidade com as instruções abaixo, suplementadas pelos diagramas em Anexos 1, 2 e 3. 

O “infield” (campo interno) deve ser um quadrado com 90 pés (27,432 m) de cada lado.  O “outfield” (campo externo) deve ser a área compreendida entre as duas linhas de “foul”, formadas pela extensão de dois lados do quadrilátero, conforme diagrama em Anexo 1. A distância do “home base” (base principal) até a cerca mais próxima, arquibancadas ou outro obstáculo em território “fair” (“fair territory”) deve ser de 250 pés (76,20 m) ou mais.  É preferível uma distância de 320 pés (97,536 m) ou mais, ao longo das linhas de “foul”, e de 400 pés (121,92 m) ou mais, em direção ao “center field” (jardim central). O “infield” deve estar disposto de tal forma que as linhas de base e o “home plate” estejam no mesmo nível. O “pitcher’s plate” (placa do arremessador) deve estar 10 polegadas (25,40 cm) acima do nível do “home plate”. O grau de inclinação de um ponto a 6 polegadas (15,24 cm)  na frente do  “pitcher’s plate” até um ponto a 6 pés (1,828 m) na direção do “home plate” deve ser de 1 polegada por cada pé  (2,54 cm por cada 30,48 cm), e esse grau de inclinação deve ser uniforme. O “infield” e o “outfield”, incluindo as linhas de “foul”, formam o território “fair”, e todas as demais áreas, o território “foul”.

É desejável que a linha que vai do “home base” à segunda base, passando pelo “pitcher’s plate”, esteja orientada na direção ESTE-NORDESTE.

Recomenda-se que a distância do “home base” ao “backstop” (barreira situada atrás do “home base”), e das linhas de base para a cerca mais próxima, arquibancadas ou outro obstáculo em território “foul” seja de 60 pés (18,288 m) ou mais. Vide Anexo 1.

Uma vez definida a localização do “home base”, deve-se medir, com uma fita métrica, 127 pés e 3 3/8 polegadas (38,795 m) na direção desejada para determinar a segunda base.  Do “home base”, deve-se medir 90 pés (27,432 m) em direção à primeira base; da segunda base,  deve-se  medir  90 pés (27,432 m)  em  direção à primeira base; a interseção dessas linhas determina a primeira base.  Do “home base”, deve-se medir 90 pés (27,432 m) em direção à terceira base; da segunda base, deve-se medir 90 pés (27,432 m) em direção à terceira base; a interseção dessas linhas determina a terceira base. A distância entre a primeira base e a terceira base é de 127 pés e 3 3/8 polegadas (38,795 m).  Todas as medidas a partir do “home base” devem ser tomadas do ponto onde as linhas da primeira e terceira base se cruzam.

O “catcher’s box”, os “batters’ boxes”, os “coaches’ boxes”, as linhas da faixa de três pés (91,44 cm) em direção à primeira base e os círculos destinados ao batedor seguinte devem ser traçados conforme demonstram os diagramas em Anexos 1 e 2.

As linhas de “foul” e todas as outras linhas de jogo indicadas nos diagramas por linhas em negrito devem ser marcadas com tinta ou giz –não se deve usar giz tóxico ou cáustico–, ou com outro material branco.

As linhas do gramado e as dimensões indicadas nos diagramas são aquelas usadas em muitos campos, mas não são obrigatórias, e cada clube deve determinar o tamanho e o formato das áres gramadas e sem grama do seu campo de jogo.

NOTA: (a) Qualquer campo de jogo construído por um Clube profissional, depois de 1º de  junho de 1958, deve ter uma distância mínima de 325 pés (99,06 m) do “home base” até a cerca mais próxima, arquibancadas ou qualquer outro obstáculo nas linhas de “foul” do “right field” (jardim direito) e “left field” (jardim esquerdo), e uma distância mínima de 400 pés (121,92 m) até a cerca do “center field” (jardim central).

(b) Nenhum campo de jogo já existente deve ser reformado após 1º de junho de 1958, de tal maneira que reduza a distância entre o “home base” e os postes de “foul”, e entre o “home base” e a cerca do “center field”, abaixo do mínimo especificado no item (a) acima.

2.02 “Home Base”

O “home base” deve ser marcado por uma placa de borracha branqueada de cinco lados. Deve ser um quadrado de 17 polegadas (43,18 cm) com dois dos cantos removidos, para que  uma  borda  tenha  17 polegadas (43,18 cm)  de comprimento,  dois  lados  paralelos tenham 8 ½ polegadas (21,59 cm), e os dois lados restantes, que convergem para um ponto formando um ângulo, tenham 12 polegadas (30,48 cm). Deve ser colocado no solo, com a ponta na interseção das linhas que se estendem do “home base” em direção à primeira base e terceira base; com a borda de 17 polegadas (43,18 cm) voltada para o “pitcher’s plate”; e com os dois lados de 12 polegadas (30,48 cm) coincidindo com as linhas da primeira e terceira base. As bordas superiores do “home base” devem ser chanfradas, e a placa deve ser fixada no solo de forma que fique no mesmo nível da superfície do terreno. (Vide desenho D em Anexo 2.)

2.03 Bases

A primeira, a segunda e a terceira bases devem ser marcadas com almofadas de lona branca ou cobertas com borracha, firmemente presas no terreno, conforme ilustra o Diagrama 2. As almofadas da primeira base e terceira base devem estar inteiramente dentro do campo interno. A almofada da segunda base deve estar centrada na segunda base. As almofadas devem ser quadradas, com 15 polegadas (38,10 cm) de lado, espessura mínima de 3 polegadas (7,62 cm) e máxima de 5 polegadas (12,70 cm), e recheadas com material mole.

2.04 “Pitcher’s Plate” 

O “pitcher’s plate” deve ser uma placa retangular de borracha branqueada, medindo 24 por 6 polegadas (60,96 cm x 15,24 cm).  Deve ser colocado no solo, conforme demonstram os Diagramas 1 e 2, de tal forma que a distância entre o “pitcher’s plate” e o “home base” (a parte traseira do “home plate”) seja de 60 pés e 6 polegadas (18,44 m).

2.05 “Benches”

O Clube local deve fornecer bancos (“benches”) para os jogadores de cada equipe (local e visitante). Tais bancos não devem estar a menos de 25 pés (7,62 m) das linhas de base. Eles devem ser cobertos e fechados nos fundos e nas laterais.

 3.00 – EQUIPAMENTO E UNIFORMES

3.01 Bola 

A bola deve ser uma esfera formada por fios enrolados ao redor de um pequeno núcleo de cortiça, borracha ou material similar, coberta com duas tiras de couro branco de cavalo ou boi, firmemente costuradas uma a outra.  Ela não deve pesar nem menos de 5 onças (141,74 g) nem mais de 5 ¼ onças (148,82 g) e medir nem menos de 9 polegadas (22,86 cm) nem mais de 9 ¼ polegadas (23,49 cm) de circunferência.

Nenhum jogador deve descorar ou danificar a bola, intencionalmente, esfregando-a com terra, resina, parafina, alcaçuz, papel-lixa, papel-esmeril ou outra substância estranha.

PENALIDADE: O árbitro deve pedir a bola e remover do jogo o infrator. Além disso, o infrator deve ser suspenso, automaticamente, por 10 jogos. Com referência a um arremessador que danifica a bola, vide Regras 6.02 (c) (2) a (6).

NOTA: No beisebol amador, o árbitro deve, inicialmente, advertir o infrator e pedir a bola. Na reincidência, porém, o jogador deve ser removido do jogo.

Comentário – Regra 3.01: Se uma bola ficar parcialmente avariada num jogo, ela permanecerá em jogo até que a jogada seja completada.

3.02 “Bat”

(a) O “bat” deve ser um bastão liso e arredondado, com não mais de 2,61 polegadas (6,63 cm) de diâmetro na parte mais grossa e não mais de 42 polegadas (1,067 m) de comprimento. O “bat” deve ser uma peça de madeira sólida.

NOTA: Nenhum "bat" laminado, ou em fase de testes, deve ser usado  no beisebol profissional (tanto numa temporada  de campeonato como em jogos de exibição) até que o  fabricante  tenha  obtido  a  aprovação  de  seu desenho e método de fabricação por parte da Major League Baseball.

(b) “Cupped bats” (“bats” cavados). A ponta do “bat” pode ter uma cavidade de até 1 ¼ polegada (3,17 cm) de profundidade, mas essa cavidade não pode ter nem mais de 2 polegadas (5,08 cm) nem menos de 1 polegada (2,54 cm) de diâmetro. A cavidade tem que ser curva e nenhuma substância estranha pode ser adicionada.

(c) O cabo do “bat” pode ser coberto ou tratado com algum material ou substância, para melhorar a empunhadura. Tal material ou substância não pode ser aplicado sobre uma extensão maior do que 18 polegadas (45,72 cm) da extremidade mais fina do “bat”. O não cumprimento deste dispositivo deve causar a remoção desse “bat” do jogo.

NOTA: Se o árbitro descobrir que o “bat” não está de acordo com as especificações do item “c” acima enquanto o batedor está ainda no “batter’s box”, ou depois que esse “bat” tiver sido utilizado no jogo, isso não será motivo para que o batedor seja declarado eliminado ou expulso do jogo.

Comentário – Regra 3.02 (c):Se a substância (alcatrão de pinho) for aplicada sobre uma extensão maior do que 18 polegadas (45,72 cm), o árbitro, por sua iniciativa própria ou mediante reclamação da equipe adversária, deverá mandar o batedor usar outro “bat”. O batedor poderá usar o “bat” rejeitado, posteriormente no jogo, somente se o excesso de substância for removido. Se não houver contestação antes de o “bat” ser usado, a transgressão da Regra 3.02 (c) não anulará qualquer ação ou jogada no campo.   

(d) No beisebol profissional não é permitido o uso de “bat” colorido, a menos que haja autorização por parte da Major League Baseball.

3.03 Uniforme de Jogadores

(a) Todos os jogadores de uma equipe devem usar uniformes que sejam idênticos em cor, estado e estilo. Nas costas de todas as camisas do uniforme deve ser colocado um número com pelo menos 6 polegadas (15,24 cm) de altura. 

(b) Qualquer parte de uma camiseta (“undershirt”) que fique exposta à vista deve ser de cor firme e uniforme para todos os jogadores da equipe. Qualquer jogador, com exceção do arremessador, pode ter números, letras ou insígnias grudadas às mangas da camiseta.

(c) Nenhum jogador cujo uniforme não seja idêntico ao de seus companheiros de equipe deve ser autorizado a participar do jogo.

(d) Uma Liga pode estipular que cada equipe deve usar um uniforme característico para todas as ocasiões, ou que cada equipe deve ter dois jogos de uniformes: brancos para jogos locais e de cor diferente para jogos em que atue como visitante.

(e) O comprimento das mangas pode variar para cada jogador, mas as mangas de cada jogador devem ter, aproximadamente, o mesmo comprimento. Nenhum jogador deve usar uniforme com mangas desgastadas, desfiadas ou rasgadas; e nenhum arremessador deve usar camiseta com mangas de cor branca, cinza, ou de uma cor que, na opinião do árbitro, possa distrair o batedor de alguma forma.

(f) Nenhum jogador deve colocar no seu uniforme tiras ou qualquer outro material de cor diferente da de seu uniforme.

(g) Nenhuma parte do uniforme deve incluir um desenho que imite ou sugira a forma de uma bola de beisebol.

(h) Botões de vidro e metal polido não devem ser usados num uniforme.

(i) Nenhum jogador deve anexar ao salto ou à ponta de seus sapatos algo que não sejam as peças normalmente usadas (travas e proteção do bico). Sapatos com pregos pontiagudos, similares aos usados no golfe ou atletismo, não devem ser usados.

NOTA: Enquanto estão atuando dentro do campo de jogo –tanto na defensiva como na ofensiva– os jogadores não podem usar agasalho sobre o uniforme. Exceção: o arremessador do momento que se torna corredor. Os “base coaches” (orientadores de batedores e corredores) podem usar agasalho sobre o uniforme a qualquer momento. Os agasalhos dos jogadores e dos “base coaches” devem ser idênticos.

(j) Em nenhuma parte do uniforme deve ser permitido colocar marcas, logotipos ou nome de empresas, a título de publicidade. Não obstante o precedente ou algo mais nas regras, um Clube pode permitir a patrocinadores comerciais de ter terceiros o direito de colocar seu nome, logos e/ou marcas no uniforme, desde que o emblema ou desenho seja aprovado antes pelo "Office of the Commissioner" após consultar a Associação de Jogadores.

(k) Uma Liga pode exigir que os uniformes das equipes a ela filiadas tenham os nomes dos respectivos jogadores inscritos nas costas. Qualquer nome que não seja o último nome do jogador tem de ser aprovado pelo “Office of the Commissioner”. Se isso for adotado, todos os uniformes terão de conter os nomes dos respectivos jogadores.

3.04 Luva do Receptor (“Mitt”)

O receptor (“catcher”) pode usar um tipo especial de luva (“mitt”) de couro que não tenha mais de 38 polegadas (96,52 cm) de circunferência, nem mais de 15 ½    polegadas (39,37 cm)   desde o   extremo superior até a parte inferior. Esses limites devem incluir todos os cordões e qualquer tira   de couro ou guarnição colocada na borda externa do “mitt”. O espaço entre a seção do polegar e a seção dos dedos do “mitt” não deve exceder 6 polegadas (15,24 cm) na parte superior do “mitt” e   4    polegadas (10,16 cm) na base da forquilha do polegar.  A rede não deve medir mais de 7 polegadas (17,78 cm) através de sua parte superior, ou mais de 6 polegadas (15,24 cm) desde o extremo superior até a base da forquilha do polegar. A rede pode ser formada, ou com cordões que se entrelaçam, passando através de furos feitos no couro, ou com uma peça de couro no centro, que pode ser uma extensão da palma, ligada ao “mitt” com cordões, e construída de forma que não exceda as medidas acima mencionadas.

3.05 Luva do Defensor da Primeira Base

O defensor da primeira base pode usar uma luva ou “mitt” de couro que não tenha mais de 13 polegadas (33,02 cm) de comprimento, da parte superior até a parte inferior, e não mais de 8 polegadas (20,32 cm) de largura através da palma, medidas da base da forquilha do polegar até a borda externa do “mitt”. O espaço entre a seção do polegar e a seção dos dedos do “mitt” não deve exceder 4 polegadas (10,16 cm) na parte superior do “mitt” e 3 ½ polegadas (8,89 cm) na base da forquilha do polegar. O “mitt” deve ser confeccionado de tal forma que esse espaço seja permanentemente fixo e não possa ser aumentado, estendido, alargado ou aprofundado pelo uso de alguns materiais ou algum processo. A rede do “mitt” não deve medir mais de 5 polegadas (12,70 cm) do seu topo até a base da forquilha do polegar. A rede pode ser formada, ou com cordões que se entrelaçam, passando através de furos feitos no couro, ou com uma peça de couro no centro, que pode ser uma extensão da palma, ligada ao “mitt” com cordões, e construída de tal forma que não exceda as medidas acima mencionadas. O trançado não deve ser feito de cordões entrelaçados ou enrolados, e não pode formar uma espécie de alçapão de rede. A luva pode ser de qualquer peso.

3.06 Luva de Defensores

Cada defensor (que não seja o receptor) pode usar uma luva (“glove”) de couro. As medidas relacionadas com o tamanho da luva devem ser consideradas tendo por base o lado da frente da luva ou o lado que ela recebe a bola. A fita métrica deve ser colocada em contato com a superfície ou a parte que se está medindo e seguir todos os contornos nesse processo. A luva não deve medir mais de 13 polegadas (33,02 cm) desde a ponta de qualquer dos quatro dedos até a borda inferior (da luva), passando pela parte destinada a receber a bola. A luva não deve ter mais de 7 ¾ polegadas (19,67cm) de largura, desde a costura interna da base do primeiro dedo, ao longo da base dos outros dedos, até a borda externa do dedo mínimo da luva. O espaço ou área entre o polegar e o primeiro dedo, chamado forquilha, pode ser preenchido com entrelaçado de couro ou um aparador (“back stop”). O trançado pode ser feito de duas tiras de couro comum, para fechar inteiramente a área da forquilha, ou pode ser feito de uma série de tubos de couro, ou de uma série de painéis de couro, ou de tiras de couro entrelaçadas. O trançado não deve ser feito de cordões entrelaçados ou enrolados, e não pode formar uma espécie de alçapão de rede. O trançado pode ser flexível quando é feito para cobrir toda a área da forquilha. Quando é feito de uma série de seções, estas devem estar unidas entre si. Essas seções não podem ser elaboradas de maneira que possam permitir o desenvolvimento de depressões por curvaturas das bordas dessas seções.

O trançado deve ser feito para controlar o tamanho da abertura da forquilha. Essa abertura não deve medir mais de 4 ½  polegadas (11,43 cm) no topo, nem mais de 5 ¾ polegadas (14,59 cm) de profundidade, e deve ter 3 ½ polegadas (8,89 cm) de largura na sua base. A abertura da forquilha não deve ter mais de 4 ½ polegadas (11,43 cm) em qualquer ponto abaixo do seu topo.  O trançado deve estar preso em cada lado, como também na parte superior e inferior da forquilha.  A ligação deve ser feita com cordões de couro, para que as conexões sejam seguras. Se elas esticarem ou se tornarem frouxas, devem ser ajustadas à sua condição apropriada. A luva pode ser de qualquer peso. Vide Anexo 4 (Diagrama das dimensões da luva).

3.07 Luva do Arremessador

(a) A luva do arremessador –incluindo costuras, cordões e trançado– não pode ser branca, cinza, ou de outra cor que, na opinião do árbitro, possa distrair o batedor, de alguma maneira. Nenhum defensor, independentemente da posição que ocupe, pode usar uma luva cuja cor seja mais clara do que uma cor PANTONE padrão nº 14.   

(b) Nenhum arremessador deve colar em sua luva qualquer material estranho de uma cor diferente da cor da luva. 

(c) O árbitro principal deve retirar do jogo, por iniciativa própria, por recomendação de outro árbitro, ou mediante reclamação do técnico da equipe adversária –desde  que concorde com ele–, qualquer luva que infrinja as Regras 3.07 (a) ou 3.07 (b).

3.08 Capacetes

Uma Liga Profissional deve adotar a seguinte regra referente ao uso de capacetes.

(a) Todos os jogadores devem usar algum tipo de capacete protetor enquanto estão atuando como batedores e como corredores.

(b) Todos os jogadores das “Minor Leagues” (Ligas Menores) devem usar um capacete com proteção para as duas orelhas enquanto estão atuando como batedores.  

(c) Todos os jogadores da “Major League” têm de usar um capacete com proteção para uma orelha (ou para as duas orelhas, conforme a opção do jogador).

(d) Todos os receptores devem usar um capacete protetor apropriado e máscara para o rosto enquanto estão recebendo um arremesso. 

(e) Todos os “base coaches” (orientadores de batedores e corredores) devem usar um capacete protetor enquanto estão exercendo suas funções.

(f) Todos os “bat boys”/”bat girls” (recolhedores/recolhedoras de “bat”) ou “ball boys”/”ball girls” (catadores/catadoras de bola) devem usar um capacete com proteção para as duas orelhas enquanto estão exercendo suas funções.

Comentário – Regra 3.08: Se o árbitro observar qualquer infração a estas regras, deverá ordenar que a falha seja corrigida. Se, na opinião do árbitro, essa correção não é feita dentro de um tempo razoável, o infrator deve ser expulso do jogo. O árbitro deve, ainda, recomendar alguma ação disciplinar apropriada.

3.09 Mensagem Indevida de Comercialização

O equipamento de jogo, incluindo bases, “pitcher’s plate”, bolas, “bats”, uniformes, “mitts” do receptor (“catcher’s mitts”), luvas do defensor da primeira base (“first baseman’s gloves”), luvas de defensores do campo interno e externo e capacetes protetores, que é tratado com detalhes nestas regras, não deve conter quaisquer mensagens indevidas de comercialização do produto. As inscrições dos fabricantes em tal equipamento têm de ser de bom gosto quanto ao tamanho e conteúdo do logotipo do fabricante ou da marca do produto. As disposições desta Regra 3.09 devem ser aplicadas somente às Ligas Profissionais.

NOTA:  Fabricantes que planejam fazer mudanças inovadoras no equipamento de beisebol para as Ligas Profissionais de Beisebol devem submeter seus projetos ao Comitê de Regras Oficiais de Jogo antes de iniciarem a produção.

3.10 Equipamento no Campo

(a) Os membros da equipe na ofensiva devem recolher ao “dugout” todas as luvas ou outros materiais que estão abandonados no campo de jogo enquanto sua equipe está atacando. Nenhum equipamento deve ser deixado no campo, nem em território “fair”, nem em território “foul".

(b) É proibido o uso de quaisquer marcadores no campo que criem um sistema de referência tangível (no campo). 

                                              4.00 – PRELIMINARES DO JOGO

4.01 Deveres dos Árbitros

Antes de iniciar o jogo, o árbitro deve:

(a) Exigir que todas as regras que dispõem sobre implementos de jogo e equipamento de jogadores sejam rigorosamente cumpridas.

(b) Certificar-se de que todas as linhas do campo de jogo (linhas em negrito nos Anexos nº 1 e nº 2) estão marcadas com cal, giz ou outro material branco facilmente distinguível do solo ou grama.

(c) Receber do Clube local um estoque de bolas regulamentares, cuja quantidade e qualidade devem ser certificadas ao Clube local pelo Escritório do Comissário. O árbitro deve examinar as bolas e assegurar-se de que elas são regulamentares, e que estão esfregadas e com o lustro removido corretamente. O árbitro deve ser a única pessoa autorizada para julgar as condições das bolas que serão usadas no jogo.

(d) Certificar-se de que o Clube local tem uma reserva de, pelo menos, uma dúzia de bolas regulamentares prontamente disponíveis para uso se forem solicitadas.

(e) Ter em seu poder, pelo menos, duas bolas de reserva, e solicitar o reabastecimento de tais bolas à medida que forem se tornando necessárias no transcorrer do jogo. Essas bolas de reserva devem ser postas em jogo quando:

(1) uma bola tenha sido rebatida para fora do campo de jogo ou para dentro da área dos espectadores;  

(2) uma bola tenha perdido a cor ou tenha se tornado inadequada para continuar em uso;

(3) o arremessador solicita a troca de bola.

Comentário – Regra 4.01 (e): O árbitro não deve entregar uma bola de reserva ao arremessador até que a jogada esteja terminada e a bola anteriormente usada esteja morta. Depois que uma bola lançada ou rebatida sai do campo de jogo, a partida não deve ser reiniciada com uma bola de reserva até que os corredores tenham alcançado as bases às quais tenham sido autorizados a avançar.  Depois de um “home run” rebatido para fora do campo de jogo, o árbitro não deve entregar uma nova bola ao arremessador ou ao receptor até que o batedor que rebateu o quadrangular tenha cruzado o “home plate”.

(f) Assegurar-se de que um saquinho de breu oficial está colocado sobre o solo, atrás do “pitcher’s plate”, antes do início de cada jogo.

(g) O árbitro principal deve ordenar que as luzes do campo de jogo sejam acesas sempre que, na sua opinião, a escuridão torne arriscado continuar jogando com luz natural.

4.02 Técnico de Campo

(a) O Clube deve designar o técnico ao Escritório do Comissário ou ao árbitro principal, no mínimo trinta minutos antes do horário programado para o início do jogo.

(b) O técnico pode avisar o árbitro principal que ele delegou funções específicas prescritas pelas regras a um jogador ou “coach”, e que qualquer ato desse representante designado será oficial. O técnico deve, sempre, responsabilizar-se pela conduta de sua equipe, pela observância das regras oficiais, e pelo respeito aos árbitros.

c) Se um técnico deixa o campo, ele deve designar um jogador ou “coach” como seu substituto, e esse técnico substituto deve ter as obrigações, os direitos e as responsabilidades do técnico. Se o técnico se omitir ou se recusar a designar seu substituto antes de deixar o campo, o árbitro principal deverá designar um membro da equipe como técnico substituto.

4.03 Troca de Formulários de Escalação (“Lineup Cards”)

A menos que o Clube local tenha informado previamente que o jogo fora adiado, ou que seu início será retardado, o árbitro, ou árbitros, deve(m) entrar no campo de jogo cinco minutos antes da hora estabelecida para iniciar o jogo e dirigir-se diretamente ao “home base”, onde se reunirá(ão) com os técnicos das equipes oponentes. Em sequência:

(a) Primeiro, o técnico da equipe local, ou seu representante, deve entregar sua Ordem de Batedores, em duplicata, ao árbitro principal.

(b) Em seguida, o técnico da equipe visitante, ou seu representante, deve entregar sua Ordem de Batedores, em duplicata, ao árbitro principal.

(c) Como uma cortesia, no “Lineup Card” entregue ao árbitro principal deve estar anotada a posição defensiva de cada jogador relacionado na Ordem de Batedores. Se vai utilizar um Batedor Designado, o “Lineup Card” deve mencionar o jogador que deve bater no lugar do arremessador. Vide Regra 5.11 (a). Como uma cortesia, possíveis jogadores substitutos devem também estar relacionados no “Lineup Card”, mas aquele que não for incluído na lista (de possíveis substitutos) não será considerado “jogador não habilitado para entrar no jogo”.

De acordo com a Regra 2(b) (2) da Major League, cada Clube da Major League tem de designar, antes do início de um jogo, no seu “lineup card” (formulário de escalação da equipe), cada jogador qualificado para entrar nesse jogo como um arremessador, um defensor, ou um “Two-Way Player” (“Jogador de Mão Dupla”: que joga como defensor e arremessador), como segue:

(1) Do Dia da Abertura até 31 de agosto da temporada de campeonato e durante jogos pós-temporada, Clubes da Major League podem designar no máximo 13 arremessadores para um jogo.

(2) De 1 de setembro até o fim da temporada de campeonato –incluindo “tiebreaker games” (jogos de desempate)– Clubes da Major League podem designar no máximo 14 arremessadores para um jogo.

(3) Jogadores classificados como “Two-Way Player” sob a Regra 2(b) (2) da Major League podem atuar como arremessadores durante um jogo, sem serem considerados na contagem do limite de arremessadores do Clube.

(4) Nenhum jogador no “lineup card” (formulário de escalação da equipe), a não ser os designados pelo Clube como “Two-Way Players” ou arremessadores, pode atuar como arremessador em um jogo de temporada regular ou pós-temporada, exceto nos casos em que o jogador entra como arremessador após o nono “inning” em um jogo de “innings” extras, ou em um jogo em que sua equipe está perdendo ou  ganhando com diferença de 6 pontos ou mais quando o jogador entra para arremessar; considerando, contudo, que qualquer jogador adicionado na Lista de Ativos como 27º jogador antes de 1 de setembro não deve contar para o limite de 13 arremessadores.

(d) O árbitro principal deve certificar-se de que a via original e as cópias das Ordens de Batedores são idênticas. Em seguida, deve entregar uma cópia de cada Ordem de Batedores ao técnico da equipe contrária. A via que fica com o árbitro será a Ordem de Batedores oficial. No momento em que o árbitro entrega as Ordens de Batedores aos técnicos, fica estabelecida a sequência em que os batedores devem ir ao “batter’s box”. Depois disso, os técnicos não podem fazer substituições, exceto as previstas nas regras.

(e) Tão logo a equipe local entregue sua Ordem de Batedores ao árbitro principal, a responsabilidade sobre o campo de jogo fica inteiramente a cargo dos árbitros, e, a partir desse momento, o árbitro principal terá autoridade exclusiva para determinar quando um jogo deve ser dado por terminado, suspenso ou reiniciado, por causa do tempo ou das condições do campo de jogoO árbitro principal deve dar o jogo por terminado somente depois de decorridos, pelo menos, 30 minutos após a paralisação.  O árbitro principal pode continuar a paralisação, desde que acredite em alguma possibilidade de reiniciar a partida. Nada nesta Regra tem a intenção de afetar a autoridade de um Clube para paralisar ou continuar um jogo, seguindo as normas sobre mau tempo, ameaça de mau tempo e segurança contra relâmpagos que tenham sido estabelecidas pela Liga antes do início do campeonato.

Comentário – Regra 4.03: Erros óbvios na Ordem de Batedores, que sejam percebidos pelo árbitro principal antes de declarar “PLAY” para iniciar o jogo, devem ser levados ao conhecimento do técnico ou capitão da equipe que os cometeu, para que a correção possa ser feita antes de o jogo começar.  Por exemplo, se um técnico, inadvertidamente, tiver relacionado somente oito jogadores na Ordem de Batedores, ou tiver relacionado dois jogadores com o mesmo sobrenome, mas sem uma letra inicial que os identifique, e o erro for notado pelo árbitro antes de declarar “PLAY”, ele deverá mandar corrigir tal erro antes de iniciar o jogo. As equipes não devem ser surpreendidas, mais tarde, por algum erro que, obviamente, foi cometido por descuido, e que poderia ter sido corrigido antes do início do jogo.

O árbitro principal deve sempre tentar completar um jogo. Sua autoridade para reiniciar a partida após uma ou mais paralisações de 30 minutos cada deve ser absoluta, e ele deve encerrar um jogo somente quando não houver qualquer possibilidade de completá-lo.

As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 4.03 (e) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

4.04 Condições do Tempo e Campo

(a) Somente a equipe local tem autorização para decidir se um jogo deve ou não ser iniciado, por causa de mau tempo ou condições inadequadas do campo de jogo, exceto para a segunda partida de uma rodada dupla convencional ou dividida. Nada nesta Regra tem a intenção de afetar a autoridade de um Clube para paralisar ou continuar um jogo, seguindo as normas sobre mau tempo, ameaça de mau tempo e segurança contra relâmpagos que tenham sido estabelecidas pela Liga antes do início do campeonato.

EXCEÇÃO: O Escritório do Comissário pode suspender  a aplicação desta regra durante as últimas semanas da temporada de seu campeonato, para garantir que esse campeonato seja decidido, cada ano, por seus méritos. Quando o adiamento ou a não realização de um jogo entre duas equipes quaisquer nas séries finais da temporada de um campeonato pode afetar a classificação final de qualquer Clube na Liga, o Escritório do Comissário, a pedido de qualquer Clube da Liga, pode assumir a autoridade concedida por esta regra à equipe local.

NOTA: No beisebol amador não se aplica este item da regra.

(b) O árbitro principal do primeiro jogo é o único que tem o direito de decidir se o segundo jogo de uma rodada dupla convencional ou dividida deve ou não ser iniciado, por causa de mau tempo ou más condições do campo de jogo.

(c) Um jogo adiado deve ser tratado da mesma maneira que um jogo dado por terminado antes de se tornar um jogo regulamentar; deve ser declarado um “Jogo Nulo”, de acordo com a Regra 7.01 (e).

4.05 Regras Especiais de Campo

O técnico da equipe local deve apresentar ao árbitro principal e ao técnico da equipe adversária algumas regras de campo que ele julgue necessárias para solucionar eventuais problemas que surjam com espectadores que invadem o campo de jogo; com bolas rebatidas ou lançadas sobre esses espectadores; ou em razão de outras contingências. Se essas regras forem aceitas pelo técnico da equipe contrária, elas serão legais; do contrário, o árbitro principal deve elaborar e fazer cumprir um regulamento especial de campo que ele julgue necessário por causa das condições do campo. Esse regulamento não deve conflitar com as regras de jogo oficiais.

4.06 Confraternização – Não é Permitida

Jogadores uniformizados não devem se dirigir a –ou se misturar com– espectadores, nem sentar nas arquibancadas antes, durante ou depois de um jogo. O técnico, “coach” ou jogador não deve se dirigir a espectadores antes ou durante um jogo. Jogadores de equipes oponentes não devem se confraternizar em momento algum enquanto estão uniformizados.

NOTA: No beisebol amador, jogadores de equipes que vão participar do próximo jogo podem se confraternizar, mesmo quando estão uniformizados.

4.07 Segurança

(a) Com exceção de jogadores e “coaches” uniformizados, técnicos, repórteres fotográficos credenciados pela equipe local, árbitros, policiais uniformizados e vigilantes ou outros empregados do Clube local, ninguém deve ser autorizado a permanecer no campo durante um jogo.

(b) A equipe local deve providenciar proteção policial suficiente para preservar a ordem. Se uma pessoa, ou pessoas, entra(m) no campo durante um jogo e interfere(m) de alguma forma numa jogada, a equipe visitante pode recusar-se a jogar até que o campo seja desimpedido.

PENALIDADE: Se o campo não for desimpedido num período de tempo razoável, tempo esse nunca inferior a 15 minutos após a recusa da equipe visitante em prosseguir o jogo, o árbitro principal poderá confiscar o jogo a favor da equipe visitante.

NOTA: O árbitro principal é o responsável pelo controle desse tempo. O árbitro principal deve envidar todo o esforço para que o campo seja desimpedido e, somente em último caso, após consultar os demais árbitros, deve dar o jogo por terminado.

4.08 Rodadas Duplas (“Doubleheaders”)

(a) (1) Somente dois jogos de campeonato devem ser realizados numa data. A complementação de um Jogo Suspenso não deve infringir esta regra, exceto para jogos nas “Minor Leagues”. Vide Comentário – Regra 7.02 (b)

(2) Se estiverem programados dois jogos para serem realizados num dia, com cobrança de um ingresso, o primeiro jogo será aquele regularmente marcado para essa data. 

(b) Após o início do primeiro jogo de uma rodada dupla convencional ou dividida, esse jogo deve ser completado antes de o segundo jogo da rodada dupla começar.

(c) O segundo jogo de uma rodada dupla deve começar trinta minutos depois de concluído o primeiro jogo, a não ser que um intervalo maior (que não exceda quarenta e cinco minutos) seja estabelecido pelo árbitro principal e anunciado aos técnicos oponentes ao término do primeiro jogo.

EXCEÇÃO: Se o Escrit tiver aprovado uma solicitação do Clube local por um intervalo maior entre os jogos para algum evento especial, o árbitro principal deverá definir um intervalo mais longo e anunciá-lo aos técnicos oponentes. O árbitro principal do primeiro jogo deverá responsabilizar-se pelo controle do tempo de intervalo entre os jogos.

NOTA: Obtendo o consentimento dos técnicos de ambas as equipes, não há inconveniência em iniciar o segundo jogo de uma rodada dupla dentro de 30 minutos após o término do primeiro jogo.

(d) O árbitro deve iniciar o segundo jogo de uma rodada dupla, sempre que possível, e o jogo deve continuar desde que as condições do campo, as restrições locais de horário ou as condições climáticas permitam.

(e) Quando uma rodada dupla regularmente programada tiver seu início retardado por algum motivo, qualquer jogo que for iniciado será o primeiro jogo da rodada dupla.

(f) Quando um jogo reprogramado for parte de uma rodada dupla, esse jogo reprogramado será o segundo jogo, e o primeiro jogo será aquele regularmente programado para essa data.

(g) Entre jogos de uma rodada dupla, ou sempre que um jogo é paralisado por causa de más condições do campo de jogo, o árbitro principal deve ter o controle dos encarregados da manutenção do campo e seus auxiliares, a fim de deixar o campo de jogo em condições adequadas para a partida.

PENALIDADE: Por violação desta regra, o árbitro principal pode confiscar o jogo (“forfeited game”) a favor da equipe visitante.

                                                                5.00 – O JOGO

5.01 Iniciando o Jogo (“Play Ball”)

a) Na hora marcada para iniciar o jogo, os jogadores da equipe local devem ocupar suas posições defensivas, o primeiro batedor da equipe visitante deve ocupar sua posição no “batter’s box”, o árbitro de “home” deve declarar “PLAY”, e o jogo deve começar.  

(b) Depois que o árbitro declara “PLAY”, a bola está viva e em jogo, e assim permanece até que, por causa legal ou porque o árbitro declara “TIME” para paralisar o jogo, se torne morta.

(c) O arremessador deve efetuar o arremesso ao batedor, que pode escolher entre rebater a bola ou deixá-la passar.

5.02 Posições Defensivas

Quando a bola é posta em jogo no início de uma partida, ou durante uma partida, todos os defensores, com exceção do receptor, devem estar em território “fair”.

(a) O receptor deve colocar-se logo atrás do “home plate”.  Ele pode deixar sua posição a qualquer momento para apanhar um arremesso ou fazer uma jogada, exceto quando estão sendo concedidos quatro “balls” intencionais (“intentional base on balls”) ao batedor, e nesse caso tem de permanecer com ambos os pés dentro das linhas do “catcher’s box” até que a bola 0deixe a mão do arremessador.

PENALIDADE: “Balk”.

(b) O arremessador deve estar posicionado legalmente quando vai arremessar a bola ao batedor.

(c) Com exceção do arremessador e do receptor, um defensor pode posicionar-se em qualquer lugar do território “fair”.

NOTA: Um defensor, exceto o receptor, não deve se posicionar em território “foul” antes de o arremessador efetuar o arremesso ao batedor. Uma infração a esta regra, porém, não resulta em penalidade. Se o árbitro perceber que algum defensor se encontra nessa situação, deverá adverti-lo, imediatamente, e, após mandar se posicionar corretamente, continuar o jogo. Se, entretanto, ocorrer uma jogada antes da advertência do árbitro, o resultado dessa jogada não será anulado, a menos que a equipe na defensiva leve alguma vantagem em razão do posicionamento ilegal do defensor.

5.03 "Coaches” de Base

(a) A equipe na ofensiva deve colocar dois “base coaches” no campo durante a sua vez de bater, um perto da primeira base e outro perto da terceira base.

(b) “Base Coaches” devem ser limitados a dois e devem estar com o uniforme da equipe.

(c) “Base Coaches” têm de permanecer dentro do “coach’s box”, de acordo com esta Regra, exceto quando há jogada em sua base, quando ele pode deixar sua área para mandar um corredor deslizar, avançar ou retornar a uma base; desde, porém, que não atrapalhe a jogada de alguma maneira. Os “base coaches” não devem tocar o corredor, a não ser no momento de troca de equipamento; não devem ter contato físico com ele, principalmente quando estão dando sinais para orientá-lo. 

PENALIDADE: Se um “coach” está posicionado mais perto do “home plate” do que do “coach’s box”, ou mais perto do território “fair” do que do “coach’s box”, antes de uma bola rebatida passar por ele, o árbitro deve –após reclamação do técnico da equipe oponente – aplicar rigorosamente a regra. O árbitro deve advertir o “coach” e instruí-lo para retornar ao “box”. Se ele não retornar, será removido do jogo. Além disso, “coaches” que infringem esta Regra podem ser punidos pelo Escritório do Comissário.

NOTA 1: É permitido que o técnico ocupe o lugar de um “base coach” designado para o jogo.

NOTA 2: Desde que não atrapalhe uma jogada, o “coach” pode sair do “coach’s box” para orientar seus corredores. Não é permitido, porém, que o “coach” da 3ª base chegue perto do “home plate” para orientar o corredor que está tentando anotar ponto.

5.04 Batedor

(a) Ordem de Batedores

(1) Cada jogador da equipe na ofensiva deve bater na ordem em que seu nome aparece no formulário de escalação (“Batting Order”) de sua equipe.

(2) A ordem de batedores deve ser seguida do começo ao fim do jogo, a menos que um jogador seja substituído por outro. Nesse caso, o substituto deve ocupar o lugar do jogador substituído na ordem de batedores.

(3) O primeiro batedor em cada “inning” depois do primeiro “inning” deve ser o jogador cujo nome vem em seguida ao do último jogador que completara legalmente a sua vez de bater no “inning” anterior.

(b) “Batter’s Box”

(1) O batedor deve posicionar-se rapidamente no “batter’s box” quando chega  a sua vez de bater.

(2) O batedor não deve deixar a sua posição no “batter’s box” depois que o arremessador assume a Posição “Set” ou inicia o “Windup”. PENALIDADE: Se o arremessador efetuar o arremesso, o árbitro deverá declarar “BALL” ou “STRIKE”, de acordo com sua apreciação.

Comentário – Regra 5.04 (b) (2): O batedor que sai do “batter’s box” corre o risco de ser surpreendido com um arremesso “strike”, a menos que peça “TIME” ao árbitro. O batedor não tem liberdade de entrar no/sair do “batter’s box” a seu bel-prazer.

Uma vez que tenha se posicionado no “batter’s box”, o batedor não deve ter permissão para sair dessa área para usar o saquinho de resina ou alcatrão de pinho, a menos que esteja havendo uma demora no andamento do jogo ou, na opinião dos árbitros, as condições climáticas justifiquem uma exceção.

Os árbitros não devem declarar “TIME” a pedido do batedor ou de qualquer membro de sua equipe, uma vez que o arremessador tenha iniciado o “Windup” ou assumido a Posição “Set”, mesmo que o batedor alegue “poeira em seus olhos”, “óculos embaçados”, “que não viu o sinal”, ou por qualquer outra causa.

Os árbitros podem atender ao pedido de “TIME” de um batedor, mesmo após ele ter entrado no “batter’s box”, mas não devem permitir que os batedores saiam do “batter’s box”, sem motivo algum. Se os árbitros não forem condescendentes, os batedores entenderão que, uma vez dentro do “batter’s box”, têm de permanecer lá até que a bola seja arremessada. Vide Regra 5.04 (b) (4).

Se o arremessador demora demais depois que o batedor se posiciona no “batter’s box”, o árbitro pode permitir que esse batedor saia momentaneamente do “box” se julgar que a demora é injustificada.

Se, com corredor(es) em base, o arremessador –na Posição “Windup” ou Posição “Set”– não completa o arremesso porque o batedor, inadvertidamente, faz com que ele interrompa os movimentos, o árbitro não deve declarar um “balk”. Tanto o arremessador como o batedor infringiram uma regra. O árbitro deve declarar “TIME” e ordenar que ambos comecem novamente desde o princípio.

O parágrafo seguinte deve ser acrescentado ao Comentário – Regra 5.04 (b) (2) para jogo da “Minor League”:

Se, com corredor(es) em base, o arremessador –após iniciar o “Windup” ou assumir a Posição “Set”– não completa o arremesso porque o batedor sai do “box”, o árbitro não deve declarar um “balk”. Tal ação do batedor deve ser tratada como uma violação da Regra sobre “Batter’s Box”, e ele está sujeito às penalidades estipuladas na Regra 5.04 (b) (4) (A).

(3) Se o batedor se recusa a ocupar sua posição no “batter’s box” na sua vez de bater, o árbitro deve declarar um “STRIKE”. A bola torna-se morta e nenhum corredor pode avançar. Depois dessa penalidade, o batedor pode se posicionar corretamente no “batter’s box”; a contagem regular de “ball” e “strike” deve continuar. Se o batedor não ocupar sua posição correta antes de serem contados três “strikes”, será declarado “out”.

Comentário – Regra 5.04 (b) (3): Após declarar um “strike” de acordo com a Regra 5.04 (b) (3), e antes de declarar “strikes” sucessivos de acordo com a Regra 5.04 (b) (3), o árbitro deve dar ao batedor uma oportunidade razoável para ele se posicionar corretamente no “batter’s box”.

(4) Regras Sobre “Batter’s Box”  

(A) Durante o tempo que fica posicionado no “batter’s box”, na sua vez de bater, o batedor deve manter pelo menos um pé dentro das linhas, a menos que seja aplicada uma das seguintes exceções, e nesse caso ele pode sair do “box”, mas não da área de terra que circunda o “home plate”: 

(i) O batedor gira o “bat” para tentar rebater o arremesso.

(ii) Há apelação a um árbitro de base sobre um “swing” interrompido.

(iii) O batedor é surpreendido, ou forçado a sair do “batter’s box”, por um arremesso.

(iv) Um membro de qualquer das equipes pede “TIME” e o árbitro atende à solicitação.

(v) Um jogador da defensiva tenta uma jogada sobre um corredor em qualquer base.

(vi) O batedor simula um “bunt”.

(vii) Ocorre um “wild pitch” ou “passed ball”.

(viii) O arremessador deixa a área de terra do montículo depois de receber a bola.

(ix) O receptor deixa o “catcher’s box” para transmitir senhas da defensiva aos companheiros.

Se o batedor deixa o “batter’s box”, intencionalmente, e retarda o jogo, e nenhuma das exceções relacionadas na Regra 5.04 (b) (4) (A) (i) a (ix) é aplicada, o árbitro deve adverti-lo quando ele viola esta Regra pela primeira vez num jogo. Para a segunda violação e violações subsequentes desta Regra num jogo, o Escritório do Comissário pode aplicar uma penalidade adequada. Em jogo da “Minor League”, para a segunda violação e violações subsequentes desta Regra num jogo, o árbitro deve conceder um “strike”, sem que o arremessador tenha de efetuar o arremesso. A bola torna-se morta e nenhum corredor pode avançar. 

(B) O batedor pode deixar o “batter’s box” e a área de terra que circunda o “home plate” quando é declarado “Time”:  

(i) em caso de acidente com ferimento ou que possa ter causado ferimento;

(ii) para substituição de jogador(es);

(iii) para uma das equipes se reunir.

Comentário – Regra 5.04 (b) (4) (B): Os árbitros devem aconselhar o batedor seguinte a entrar rapidamente no “batter’s box” depois que o batedor precedente alcança uma base ou é eliminado.

(5) Posição legal do batedor: O batedor deve posicionar-se com ambos os pés dentro do “batter’s box”.

REGRA APROVADA: As linhas que definem o “box” estão dentro do “batter’s box”.

(c) Quando o Batedor Completa a Sua Vez de Bater

Um batedor completa legalmente a sua vez de bater quando é eliminado ou se torna um corredor.

5.05 Quando o Batedor se Torna um Corredor

(a) O batedor torna-se um corredor quando:

(1) Acerta uma rebatida “fair”.

Comentário – Regra 5.05 (a): Se o batedor rebate um arremesso que toca o solo primeiro, a ação seguinte deve ser a mesma de quando ele rebate uma bola em voo.

(2) O terceiro “strike” declarado pelo árbitro não é agarrado, desde que (1) a primeira base não esteja ocupada, ou (2) haja duas eliminações quando a primeira base está ocupada. 

Comentário – Regra 5.05 (a) (2): Um batedor que não percebe sua situação num terceiro “strike” não agarrado, e que por isso não tenta avançar à primeira base, deve ser declarado eliminado tão logo deixe o círculo de terra que circunda o “home plate”.

(3) Se o arremesso toca o solo e pula através da zona de “strike”, é um “ball”. Se tal arremesso toca o batedor, este deve ser autorizado a ir à primeira base. Se, depois de dois “strikes”, o batedor gira o “bat” (faz “swing”) para tentar rebater esse arremesso e não faz contato com a bola, deve-se considerar que não houve pegada legal para os propósitos das Regras 5.05 (b) e 5.09 (a) (3).

(4) Uma bola “fair”, após passar um defensor, exceto o arremessador, ou após ter contato com um defensor, incluindo o arremessador, atinge um árbitro ou corredor, em território “fair”.

(5) Uma bola “fair fly” passa sobre uma cerca, ou cai nas arquibancadas, a uma distância de 250 pés (76,20 m) ou mais do “home base”. Tal rebatida dá ao batedor o direito a um “home run” (quadrangular), desde que ele toque todas as bases legalmente. Uma bola “fair fly” que sai do campo de jogo num ponto com menos de 250 pés do “home base” dá ao batedor o direito de avançar somente até a segunda base.

(6) Uma bola “fair”, após tocar o solo, pula para as arquibancadas, ou passa através, por cima ou por baixo de uma cerca, ou através ou por baixo de um placar, ou através ou por baixo de uma cerca viva. Nesse caso, o batedor e os corredores devem ser autorizados a avançar duas bases.

(7) Qualquer bola “fair” que, antes ou depois de tocar o solo, passa através ou por baixo de uma cerca, ou através ou por baixo de um placar, ou através de alguma abertura na cerca ou placar, ou através ou por baixo de uma cerca viva, ou fica presa numa cerca ou placar. Nesse caso, o batedor e os corredores devem ser autorizados a avançar duas bases.

(8) Qualquer bola “fair” que salta após tocar o solo é desviada por um defensor e cai dentro das arquibancadas, ou passa por cima ou por baixo de uma cerca, em território “fair” ou “foul”. Nesse caso, o batedor e todos os corredores devem ser autorizados a avançar duas bases.

(9) Qualquer bola “fair fly” é desviada por um defensor e cai dentro das arquibancadas, ou passa sobre a cerca, em território “foul”. Nesse caso, o batedor deve ser autorizado a avançar até a segunda base. Se, porém, a bola desviada cair dentro das arquibancadas, ou passar sobre a cerca, em território “fair”, ao batedor será concedido um “home run”. Todavia, se essa bola “fair fly” for desviada para um ponto com menos de 250 pés (76,20 m) do “home plate”, o batedor será autorizado a avançar somente duas bases.

NOTA: A concessão de duas bases ao batedor e aos corredores deve ser feita a partir da posição que eles ocupavam no momento do arremesso.

(b) O batedor torna-se um corredor e adquire o direito de ir à primeira base, sem o risco de ser eliminado (desde que avance e toque a primeira base), quando:

(1) O árbitro declara o quarto “ball”.

Comentário – Regra 5.05 (b) (1): Um batedor autorizado a ir à primeira base em razão de uma base por “balls” (“base on balls”) –incluindo uma concessão da primeira base a um batedor por um árbitro, após o sinal do técnico da equipe na defensiva informando sua intenção de deixar o batedor andar (“walk”)– tem de ir até lá e tocar a almofada, para que outros corredores de base sejam forçados a avançar. Aplica-se isso quando as bases estão cheias e também quando um corredor substituto entra no jogo.

Se o corredor que está avançando, pensando que há uma jogada, ultrapassa deslizando a base antes ou depois de tocá-la, ele pode ser eliminado por toque de um defensor. Se esse corredor não tocar a base a que tem direito e tentar avançar além dessa base, poderá ser eliminado se um defensor tocá-lo ou tocar a base omitida.

(2) É atingido por uma bola arremessada que ele não tenha tentado rebater, a menos que (A) isso tenha ocorrido na zona de “strike”, ou (B) ele não tenha tentado se esquivar da bola.  

Se a bola está na zona de “strike” quando atinge o batedor, deve ser declarado um “STRIKE”, independentemente de ele ter tentado evitar a bola ou não. Se a bola está fora da zona de “strike” quando atinge o batedor –e este não tenta evitar ser atingido– deve ser declarado um “BALL”.

REGRA APROVADA: Quando o batedor é atingido por um arremesso, a bola torna-se morta –mesmo quando ele não adquire o direito de ir à primeira base– e nenhum corredor pode avançar.

NOTA 1: A posição do batedor –à frente ou atrás do “home plate”– quando é atingido por um arremesso “strike” não é levada em consideração. 

NOTA 2: Mesmo nos casos em que o arremesso atinge o batedor, fora da zona de “strike”, o árbitro poderá declarar um “strike” se julgar que esse arremesso teria passado na zona de “strike” não fosse o contato com o batedor, independentemente de este ter tentado se esquivar da bola ou não.  

NOTA 3: Somente o árbitro de “home” pode julgar e decidir se o batedor tentou ou não se esquivar do arremesso; se ele achar que o acidente foi inevitável devido à natureza da bola arremessada, deverá conceder-lhe a primeira base.

NOTA 4: Quando um arremesso toca o solo e atinge o batedor apesar de ele ter tentado se esquivar da bola, o árbitro deve conceder-lhe a primeira base. Exclui-se, entretanto, o caso em que o batedor é atingido por um arremesso que toca o solo após ter passado pela zona de “strike”.

Comentário – Regra 5.05 (b) (2): Um batedor não deve ser considerado “atingido por um arremesso” se a bola toca somente a joia que ele está usando (por exemplo: colar, bracelete etc.).

(3) O receptor ou qualquer defensor interfere na sua ação. Se ocorrer uma jogada a despeito da Interferência, o técnico da equipe na ofensiva poderá avisar o árbitro de “home” sobre sua decisão de renunciar à penalidade da Interferência e aceitar a jogada. Tal escolha deve ser feita imediatamente depois de concluída a jogada. Entretanto, se o batedor chegar à primeira base por meio de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batsman”), ou de outra maneira, e todos os demais corredores avançarem pelo menos uma base, a jogada prosseguirá sem levar em conta a Interferência.

Comentário – Regra 5.05 (b) (3): Se a Interferência do receptor for declarada com uma jogada em andamento, o árbitro permitirá que essa jogada continue, porque o técnico poderá preferir aceitar a jogada. Se o batedor-corredor deixa de tocar a primeira base, ou um corredor omite a base seguinte, tais jogadores devem ser considerados como se tivessem chegado a essas bases, conforme está estabelecido em NOTA da Regra 5.06 (b) (3) (D).

Exemplos de jogadas que o técnico pode preferir aceitar:

1. Corredor na terceira base, um “out”. O batedor acerta um “fly” para o campo externo. O corredor deixa a base legalmente e anota ponto, mas é declarada uma Interferência do receptor. O técnico da equipe na ofensiva pode preferir aceitar o ponto e a eliminação do batedor ou optar pela permanência do corredor na terceira base e concessão da primeira base ao batedor.

2. Nenhum “out”, corredor na segunda base. O batedor, apesar da Interferência do receptor, executa “bunt” e envia o corredor para a terceira base, mas é eliminado na primeira base. O técnico da equipe na ofensiva pode escolher entre ter um corredor na terceira base, com uma eliminação, ou ter corredor na primeira e na segunda bases, sem eliminação.

Se um corredor estiver tentando anotar ponto por meio de um “steal” (roubo de base) ou “squeeze play” (jogada de pressão) a partir da terceira base, será aplicada uma penalidade adicional. Vide Regra 6.01 (g). 

Se o receptor tiver contato com o batedor antes que o arremessador solte a bola, isso não será interpretado como uma Interferência sobre esse batedor, de acordo com a Regra 5.05 (b) (3). Em tais casos, o árbitro deve declarar “TIME” e ordenar que o arremessador e o batedor recomecem desde o início.

NOTA 1: A opção pela jogada deve ser feita imediatamente depois de concluída essa jogada. A escolha feita não pode ser alterada uma vez que ela tenha sido comunicada ao árbitro.

NOTA 2: Caso o técnico opte pela  penalidade da Interferência, deve-se aplicar a seguinte interpretação: Se o receptor ou qualquer defensor estorvar  um batedor ou impedir que ele rebata uma bola arremessada, será concedida a primeira base a esse batedor; e se no momento em que a falta é cometida um corredor estiver tentando anotar ponto por meio de um “steal” (roubo de base) ou “squeeze play” (jogada de pressão) a partir da terceira base, a bola ficará fora de jogo (bola morta), o corredor da terceira base anotará ponto e ao batedor será concedida a primeira base. Se a Interferência da Defensiva for cometida quando o corredor da terceira base não está tentando anotar ponto por meio de “steal” ou “squeeze play”, a bola estará morta, ao batedor será concedida a primeira base e os corredores que, em razão disso, forem obrigados a desocupar suas bases poderão avançar. Os corredores que não estavam tentando roubar base, ou não tinham a obrigação de deixar suas bases, deverão permanecer nas bases que estavam ocupando no momento da Interferência. 

(4) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor atinge um árbitro ou um corredor, em território “fair”.

Se uma bola “fair” toca um árbitro depois de ter passado um defensor, exceto o arremessador, ou depois de ter tido contato com um defensor, incluindo o arremessador, a bola permanece em jogo.

5.06 Correndo as Bases

(a) Ocupando a Base

(1) Um corredor adquire o direito a uma base desocupada quando a toca antes de ser eliminado. Ele pode, então, permanecer nessa base até ser eliminado ou até que seja forçado a deixá-la vaga para outro corredor que tenha obtido legalmente o direito de ocupá-la.

Comentário – Regra 5.06 (a)/Regra 5.06 (c): Se um corredor adquire legalmente o direito a uma base, e o arremessador assume sua posição de arremesso, tal corredor não pode retornar à base anteriormente ocupada.

(2) Dois corredores não podem ocupar uma base, mas se, enquanto a bola está viva, dois corredores estão tocando uma base, o corredor subsequente será eliminado quando for tocado, e o corredor precedente terá o direito de ocupar essa base, a menos que seja aplicada a Regra 5.06 (b) (2)

(b) Avançando nas Bases

(1) Ao avançar, um corredor deve tocar a primeira, segunda e terceira base e o “home base”, nessa ordem. Se for forçado a retornar, deverá tocar todas as bases em ordem inversa, a menos que a bola esteja morta sob qualquer das disposições da Regra 5.06 (c). Em tais casos, o corredor pode ir diretamente à base de origem.

NOTA 1: Mesmo que tenha adquirido o direito de avançar, sem o risco de ser eliminado, devido a uma jogada ocorrida enquanto a bola estava em jogo (exemplos: lançamento descontrolado, “home run”, rebatida “hit” que sai do campo de jogo etc.), o corredor que tiver de avançar ou retornar a uma base terá de tocar legalmente cada base. 

NOTA 2: O corredor deve, obrigatoriamente, retornar e retocar uma base se: (1) avança para a base seguinte enquanto uma bola “fly” está em voo, e essa bola é agarrada legalmente por um defensor –Vide Regra5.09 (b) (5); (2) passa por uma base, sem tocá-la –Vide Regra 5.09 (c) (2); (3) está na iminência de ultrapassar um corredor precedente –Vide Regra 5.09 (b) (9); se ambos tiverem de retornar, deverão fazê-lo também em ordem inversa, e sem que o corredor precedente ultrapasse o subsequente.

(2) Numa jogada  em que um corredor é forçado a avançar pelo batedor que se tornara um corredor, dois corredores estão ocupando uma base para a qual o corredor subsequente é obrigado a ir. Nesse caso, o corredor subsequente tem o direito de ocupar essa base, e o corredor precedente será eliminado quando for tocado, ou quando um defensor, de posse da bola, pisar a base para a qual ele (corredor precedente) é obrigado a avançar.

(3) Cada corredor, com exceção do batedor, pode avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, quando:

(A) É declarado um “balk”.

(B) O avanço do batedor, sem o risco de ser eliminado, obriga-o a deixar a base que está ocupando; ou uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor, incluindo o arremessador, ou não tenha passado um defensor, exceto o arremessador, atinge outro corredor ou o árbitro (somente se for forçado a avançar).

Comentário – Regra 5.06 (b) (3) (B): Um corredor que tenha sido forçado a avançar, sem o risco de ser eliminado, pode ultrapassar a base que lhe fora concedida, mas a seu próprio risco. Mesmo que tal corredor forçado a avançar seja eliminado após ultrapassar a base e complete a terceira eliminação antes que um corredor precedente, também forçado a avançar, toque o “home plate”, o direito desse corredor precedente avançar não é afetado; ele pode anotar ponto.

JOGADA: Duas eliminações, bases cheias. O batedor anda (base por “balls”), mas o exultante corredor da segunda base, ao ultrapassar a terceira base e dar alguns passos em direção ao “home”, é eliminado pela bola lançada pelo receptor (“tag out”). Embora isso tenha ocorrido depois de dois “outs”, o ponto é válido, uma vez que o corredor da 3ª base já havia sido “empurrado” para “home” pelo batedor que obtivera base por “balls” (“base on balls”), e o que os corredores precisavam fazer era avançar e tocar a base seguinte.

NOTA: Esta regra deve ser aplicada somente quando o batedor obtém “ball four” (quatro “balls”) e força o avanço dos corredores em base às bases seguintes, sem o risco de serem eliminados.

(C) Um defensor, após apanhar uma bola “fly”, pisa qualquer área fora de jogo ou cai para dentro de qualquer área fora de jogo. 

Comentário – Regra 5.06 (b) (3) (C): Se um defensor, após efetuar uma pegada legal (“legal catch”), pisa qualquer área fora de jogo, ou cai para dentro de qualquer área fora de jogo, a bola torna-se morta e cada corredor deve avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, a partir da última base tocada legalmente no momento em que o defensor pisou/caiu para dentro de tal área fora de jogo.

(D) Enquanto está tentando roubar uma base, o batedor sofre Interferência do receptor ou de qualquer outro defensor.

NOTA: Este item da regra não deve ser aplicado quando há corredor na base que está sendo roubada, a menos que esse corredor também esteja tentando roubar a base seguinte. Assim, se a base para a qual o corredor está tentando avançar estiver ocupada, e se o corredor dessa base não estiver tentando roubar a base seguinte, o avanço do corredor subsequente não será permitido, apesar de ele ter tentado um roubo de base. Este item da regra não deve ser aplicado também se o corredor da base que está sendo roubada estiver simplesmente fora da almofada, sem intenção de avançar à base seguinte.

NOTA: Quando um corredor adquire o direito de ir a uma base, sem o risco de ser eliminado, enquanto a bola está em jogo (ou, de acordo com alguma regra, está em jogo depois que o corredor chega à base que lhe fora concedida), e deixa de tocar tal base antes de tentar avançar à base seguinte, ele perde a proteção contra o risco de ser eliminado, ou seja, ele poderá ser eliminado se for tocado antes de retornar à base omitida, ou se essa base for tocada.

NOTA: Por exemplo, rebatida “hit” entre o jardineiro central (“center fielder”) e o jardineiro esquerdo (“left fielder”). Este último, na tentativa de parar a bola, atirou sua luva contra ela. (A bola teve contato com a luva e rolou em direção à cerca do fundo.). O batedor-corredor, que adquirira o direito de avançar três bases, deu alguns passos rumo ao “home base”, mas ao perceber, no meio do caminho, que omitira a terceira base, tentou retornar para pisá-la. A essa altura, porém, ele já não poderia voltar sem o risco de ser eliminado, pois, num caso como esse, a bola continua viva e em jogo. Portanto, se um defensor apelar após tocá-lo ou tocar a terceira base, ele será eliminado. Vide Regra 5.06 (b) (4) (C).

(E) Um defensor remove seu boné, máscara ou qualquer parte do seu uniforme do lugar onde normalmente são usados e toca, intencionalmente, uma bola arremessada. A bola permanece em jogo e a concessão é feita a partir da posição do corredor no momento em que a bola foi tocada.

(4) Cada corredor, incluindo o batedor-corredor, pode avançar, sem o risco de ser eliminado:

(A) Para “home base” e anotar um ponto, se uma bola “fair” sai do campo de jogo, em voo, ou uma bola “fair” que, na opinião do árbitro, poderia ter saído do campo de jogo, em voo, é desviada pela ação de um defensor, que atira sua luva, seu boné ou qualquer peça do seu uniforme com esse objetivo.  Em ambos os casos, é necessário que cada corredor toque legalmente todas as bases.

NOTA 1: Se uma bola “fair” que, na opinião do árbitro, teria claramente saído do campo de jogo, em voo, for tocada por um espectador ou atingir um pássaro, será declarado um “home run”. Se uma bola lançada, ou uma bola rebatida que está em voo, atingir um pássaro, o jogo deverá prosseguir normalmente; a bola permanecerá em jogo e continuará sendo considerada “em voo”. Entretanto, se essa bola lançada ou rebatida atingir um pássaro ou um animal que está sobre o solo, não será mais considerada “em voo”, mas permanecerá em jogo. Ainda, se um arremesso atingir um pássaro, a bola estará morta, e esse arremesso não será contado. Se um cão ou outro animal segurar com os dentes uma bola rebatida “fair”, uma bola lançada, ou uma bola arremessada, o jogo será paralisado; a bola estará morta e a decisão sobre o lance ficará a critério do árbitro.

NOTA 2: Deve-se aplicar este item da regra mesmo que a bola desviada pela luva ou qualquer peça do uniforme (boné, por exemplo) atirada por um defensor caia dentro do campo de jogo.

(B) Três bases, se um defensor remove seu boné, máscara ou qualquer parte do seu uniforme do lugar onde normalmente são usados e toca, intencionalmente, uma bola “fair”. A bola permanece em jogo e o batedor pode avançar para “home”, a seu risco.

(C) Três bases, se um defensor atira sua luva, intencionalmente, e toca uma bola “fair. A bola permanece em jogo e o batedor pode avançar para “home”, a seu risco.

NOTA: Deve-se aplicar este item da regra mesmo que essa bola “fair” tenha sido tocada por um defensor.

(D) Duas bases, se um defensor remove seu boné, máscara ou qualquer parte do seu uniforme do lugar onde normalmente são usados e toca, intencionalmente, uma bola lançada. A bola permanece em jogo.

(E) Duas bases, se um defensor atira sua luva, intencionalmente, e toca uma bola lançada. A bola permanece em jogo.

Comentário – Regra 5.06 (b) (4) (B) a (E): Ao aplicar os itens (B-C-D-E), o árbitro tem de estar seguro de que a luva atirada ou o boné, máscara etc. removidos do lugar onde normalmente são usados tocaram a bola. Não haverá penalidade se a bola não for tocada. 

A penalidade referente aos itens (C-E) não deve ser aplicada contra um defensor cuja luva é arrancada de sua mão pela força de uma bola rebatida ou lançada, ou quando sua luva escapa da mão no momento em que faz um visível esforço para efetuar uma pegada legal.

NOTA: Nos atos mencionados em (B-C-D-E) desta regra, o ponto de partida para concessão de bases é a posição que o corredor ocupava no momento em que a luva atirada pelo defensor ou o boné, máscara etc. removidos do lugar onde normalmente são usados atingiram a bola rebatida ou lançada.

(F) Duas bases, se uma bola “fair” salta ou é desviada para dentro das arquibancadas situadas fora das linhas de “foul” da primeira ou terceira base; ou passa através ou por baixo de uma cerca do campo, ou através ou por baixo de um placar, ou através ou por baixo de uma cerca viva; ou fica presa em tal cerca, placar ou cerca viva. 

(G) Duas bases quando, sem espectadores dentro do campo de jogo, uma bola lançada entra nas arquibancadas ou num “bench” –sem levar em conta se ela salta de volta ao campo ou não–, ou passa por cima, por baixo ou através da cerca do campo, ou cai na parte inclinada da tela estendida sobre o “backstop” (barreira situada atrás do “home plate”), ou fica presa nas malhas da tela de arame que protege os espectadores. A bola torna-se morta. Quando tal lançamento descontrolado é a primeira jogada de um defensor do campo interno, o árbitro, ao conceder tais bases, deve basear-se na posição dos corredores no momento em que a bola foi arremessada; em todos os outros casos, o árbitro deve basear-se na posição dos corredores no momento em que o lançamento descontrolado foi efetuado.

REGRA APROVADA: Se todos os corredores, inclusive o batedor-corredor, tiverem avançado pelo menos uma base quando um defensor do campo interno faz um lançamento descontrolado na primeira jogada depois do arremesso, a concessão será feita com base na posição dos corredores no momento em que o lançamento descontrolado foi efetuado.

Comentário – Regra 5.06 (b) (4) (G): Em certas circunstâncias é impossível conceder duas bases a um corredor. Exemplo: Corredor na primeira base. O batedor acerta um “fly” curto ao jardim direito (“right field”). O corredor para entre a primeira e a segunda bases; enquanto isso, o batedor-corredor passa pela primeira base e fica atrás dele. O jardineiro direito não consegue efetuar a defesa e, ao fazer o lançamento à primeira base, manda a bola para dentro das arquibancadas.

REGRA APROVADA: Visto que quando a bola está morta nenhum corredor pode avançar além da base que lhe é concedida, o corredor que estava originalmente na primeira base vai à terceira base, e o batedor-corredor fica na segunda base.

A expressão “no momento em que o lançamento descontrolado foi efetuado” refere-se ao momento em que a bola lançada saiu realmente da mão do jogador, e não ao momento em que ela fez contato com o solo, passou um defensor que estava tentando apanhá-la ou ficou fora de jogo dentro das arquibancadas.

A posição do batedor-corredor no momento em que a bola lançada descontroladamente saiu da mão do jogador é a chave para decidir a concessão de bases.  Se o batedor-corredor não tiver chegado à primeira base, a concessão será de duas bases a todos os corredores a partir da base que ocupavam no momento em que o arremesso foi efetuado. A decisão sobre a posição do batedor-corredor –se ele havia chegado ou não à primeira base antes do lançamento– fica a critério do árbitro.

Se ocorrer uma jogada rara em que o primeiro lançamento de um defensor do campo interno cai dentro das arquibancadas ou do “dugout”, mas o batedor não se torna um corredor –como no caso em que o receptor, na tentativa de eliminar o corredor da terceira base que está avançando para anotar ponto num “passed ball” ou “wild pitch”, manda a bola para as arquibancadas–, a concessão de duas bases será da posição dos corredores no momento do lançamento. (Para o propósito da Regra 5.06 (b) (4) (G), um receptor é considerado um defensor do campo interno.)

JOGADA: Corredor na primeira base, rebatida “ground” ao campo interno. O interbases efetuou a defesa e lançou para a segunda base, mas tarde demais para eliminar o corredor nessa base. Em seguida, o defensor da segunda base fez um mau lançamento à primeira base, depois que o batedor-corredor já havia passado pela base.

DECISÃO: O corredor que havia chegado à segunda base anota ponto e o batedor-corredor vai à terceira base. (Nesta jogada, se o batedor-corredor não tivesse chegado à primeira base quando foi feito o lançamento, ser-lhe-ia concedida a segunda base.)

(H) Uma base, se uma bola arremessada ao batedor, ou lançada a uma base por um arremessador posicionado sobre o “pitcher’s plate”, para surpreender um corredor, entra nas arquibancadas ou num “bench”, ou passa sobre a/através da cerca do campo ou “backstop”. A bola torna-se morta.

REGRA APROVADA: Quando um arremesso (“wild pitch” ou “passed ball”) passa através ou ao lado do receptor, ou é desviado por ele, e vai diretamente para dentro de um “dugout” ou arquibancadas, ou além da abertura existente na cerca, ou entra em qualquer área onde a bola fica morta, a cada corredor deve ser concedida uma base. Deve-se conceder uma base também se o arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, lança a uma base e a bola vai diretamente para dentro das arquibancadas ou a qualquer área onde a bola fica morta.

Se, contudo, a bola arremessada ou lançada passa através ou ao lado do receptor ou de um defensor, e, em seguida, enquanto permanece dentro do campo de jogo, é chutada ou desviada para dentro de um “dugout”, arquibancadas ou outra área onde a bola fica morta, a concessão deve ser de duas bases a partir da posição dos corredores no momento do arremesso ou lançamento.

(I) Uma base, se o batedor se torna um corredor no quarto “Ball” ou terceiro “Strike” quando o arremesso passa o receptor e se aloja na máscara ou equipamento do árbitro.

Se o batedor se torna um corredor num “wild pitch” que dá aos corredores o direito de avançar uma base, o batedor-corredor deve ser autorizado a avançar somente até a primeira base.

Comentário – Regra 5.06 (b) (4) (I): O fato de um corredor ter adquirido o direito de avançar uma ou mais bases, sem o risco de ser eliminado, não o isenta da responsabilidade de tocar a base que lhe fora concedida e todas as bases intermediárias. Por exemplo: Rebatida “ground” para o campo interno. O defensor que efetuou a defesa fez um mau lançamento e mandou a bola para as arquibancadas. O batedor-corredor foi à segunda base, mas deixou de pisar a primeira base. Embora tenha sido autorizado a ir à segunda base, ele poderá ser eliminado por ter omitido a primeira base se, depois de o árbitro colocar a bola em jogo, houver apelação da equipe na defensiva.

Se um corredor for obrigado a retornar a uma base depois de um “catch” (bola “fly” apanhada no ar), ele terá de retocar a sua base original, mesmo que, devido a alguma regra de campo ou outra regra, lhe tenham sido concedidas bases adicionais.  Ele poderá retocar enquanto a bola está morta, e a concessão então será feita a partir da base original.

NOTA: Se o arremesso correspondente ao quarto “ball” ou terceiro “strike” passar para trás do receptor e for, em seguida, chutada ou desviada para um “dugout”, arquibancadas ou qualquer área onde a bola fica morta, serão concedidas duas bases também ao batedor.

(c)  Bolas Mortas (“Dead Balls”)

A bola torna-se morta e os corredores avançam uma base ou retornam às suas bases, sem o risco de serem eliminados, quando:

(1) Uma bola arremessada toca um batedor, ou a sua roupa, enquanto ele está posicionado legalmente no “batter’s box”; os corredores avançam se forem forçados.

 (2) O árbitro de “home” estorva o receptor no momento em que ele está fazendo um lançamento para tentar evitar um roubo de base ou eliminar um corredor fora da base; os corredores não podem avançar. 

NOTA: A Interferência será desconsiderada se o lançamento do receptor eliminar o corredor.

NOTA: Se o lançamento do receptor provocar um princípio de “run-down play” (jogada de perseguição), o árbitro deverá declarar “TIME”, imediatamente, e mandar o corredor retornar à sua base de origem.

Enquanto a bola está morta, nenhum jogador pode ser eliminado, e nenhum corredor pode avançar ou retornar a uma base, ou anotar ponto, exceto aqueles que podem avançar uma ou mais bases em razão de atos que ocorreram enquanto a bola estava viva (tais como –mas não limitados a– um “balk”, um mau lançamento, uma Interferência, um “home run” ou outra rebatida “fair” para fora do campo de jogo).

Comentário – Regra 5.06 (c) (2): Interferência do Árbitro pode ocorrer também quando ele estorva o receptor que está devolvendo a bola ao arremessador.

(3) É cometido um “balk”; os corredores avançam. Vide Penalidade 6.02 (a).

(4) Uma bola é rebatida ilegalmente; os corredores retornam.

(5) Uma bola “foul” não é agarrada, caso em que os corredores retornam a suas bases. O árbitro principal não deve pôr a bola em jogo até que todos os corredores tenham retocado suas bases.

(6) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor do campo interno, incluindo o arremessador, atinge um corredor ou um árbitro, em território “fair”; ou uma bola “fair” que não tenha passado um defensor do campo interno, exceto o arremessador, atinge um árbitro; os corredores avançam se forem forçados.

Se uma bola “fair” passa através ou ao lado de um defensor do campo interno –nenhum outro defensor do campo interno teria possibilidade de efetuar a defesa– e toca um corredor imediatamente atrás dele, a jogada deve continuar normalmente. A bola permanece em jogo e o corredor não deve ser eliminado. Se uma bola “fair”, após ter sido desviada por um defensor do campo interno, toca um corredor, o árbitro não deve declará-lo eliminado. A bola permanece em jogo.  

Comentário – Regra 5.06 (c) (6): Se uma bola “fair” toca um árbitro trabalhando no campo interno, depois de ter passado ao lado ou por cima do arremessador, ela se torna morta. Se uma bola rebatida desviada por um defensor, em território “fair”, atinge, enquanto ainda em voo, um corredor ou um árbitro, e em seguida é apanhada por um defensor, a pegada não é considerada legal, mas a bola permanece em jogo.

NOTA: Se uma bola “fair” atinge um árbitro em território “foul”, ela continua viva e em jogo.

(7) Uma bola arremessada fica alojada na máscara ou equipamento do receptor, ou no corpo, máscara ou equipamento do árbitro, e permanece fora de jogo; os corredores avançam uma base.

Comentário – Regra 5.06 (c) (7): Um “tip” (bola arremessada que trisca o “bat”) atinge o árbitro. Mesmo que um defensor apanhe a bola, no rebote, ela torna-se morta, e o batedor não pode ser eliminado. A mesma orientação deve ser seguida quando tal “tip” se aloja na máscara ou outro equipamento do árbitro. 

Se um terceiro “strike” passa o receptor e atinge um árbitro, a bola permanece em jogo.  Se essa bola for agarrada por um defensor, no rebote, antes de tocar o solo, o batedor não será eliminado nessa pegada, mas, como a bola permanece em jogo, ele poderá ser eliminado na primeira base ou por toque de um defensor.

Se uma bola arremessada se aloja na máscara ou equipamento do árbitro ou receptor e permanece fora de jogo, no terceiro “strike” ou quarto “ball”, o batedor adquire o direito de ir à primeira base, e todos os corredores avançam uma base. Se a contagem de bolas (“ball count”) sobre o batedor for menos de três “balls”, os corredores avançam uma base.

Se uma bola é colocada, intencionalmente, dentro do uniforme de um jogador (por exemplo: no bolso da calça), com o propósito de enganar um corredor, o árbitro deve declarar “TIME” e conceder pelo menos uma base –ou mais, se, na sua opinião, a falta cometida pelo defensor justifica uma pena maior– a todos os corredores.

(8) Um arremesso legal toca um corredor que está tentando anotar ponto; os corredores avançam.

 5.07 Arremessador

(a) Arremesso Legal

Há duas posições legais para arremessar: a Posição “Windup” (“Windup Position”) e a Posição “Set” (“Set Position”), e ambas podem ser usadas a qualquer momento.

Os arremessadores devem receber as senhas do receptor enquanto estão em contato com o “pitcher’s plate”.

Comentário – Regra 5.07 (a): Os arremessadores podem tirar o pé de apoio para trás da placa de borracha (“pitcher’s plate”) depois de receberem os sinais, mas não podem, em seguida, dar um passo rápido sobre essa placa e arremessar. Isso pode ser interpretado como um arremesso apressado (“quick pitch”) pelo árbitro. Quando o arremessador sai do “pitcher’s plate”, tem de abaixar suas mãos para os lados do corpo.

Não será permitido que arremessadores saiam do “pitcher’s plate” cada vez que recebem as senhas.

O arremessador não pode dar um segundo passo em direção ao “home plate” com um ou outro pé, ou recolocar seu pé de apoio para efetuar o arremesso. Se houver corredor, ou corredores, em base, será declarado um “balk”, de acordo com a Regra 6.02 (a); se as bases estiverem desocupadasa falta cometida deve ser tratada como um arremesso ilegal, de acordo com a Regra 6.02 (b).

(1) Posição “Windup”  

O arremessador deve ficar de frente para o batedor, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé livre. Dessa posição, qualquer movimento natural relacionado com seu arremesso ao batedor obriga-o a arremessar sem interrupção ou alteraçãoEle não deve levantar os pés –tanto o pé de apoio como o pé livre– do solo, a não ser no momento em que vai realmente arremessar a bola ao batedor, quando ele pode dar um passo para trás e um passo à frente com o pé livre.

Quando um arremessador segura a bola com ambas as mãos à frente do seu corpo, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé livre, ele é considerado na Posição “Windup”.

Comentário – Regra 5.07 (a) (1): É permitido que, na Posição “Windup”, o arremessador tenha o pé “livre” sobre a/à frente da/atrás da/ou fora da extremidade da placa de borracha. 

Da Posição “Windup” o arremessador pode:   

(A) jogar a bola ao batedor, ou

(B) dar um passo e lançar a uma base, numa tentativa de surpreender um corredor, ou

(C) sair da placa de borracha (após sair da placa, tem de abaixar ambas as mãos para os lados do corpo).

Para sair da placa de borracha, o arremessador tem de dar um passo para trás com o pé de apoio primeiro, e não com o pé livre. Ele não pode ir para a Posição “Set” ou fazer aquele movimento conhecido por “stretch”; se o fizer, será um “balk”.

NOTA: Se o arremessador fizer qualquer movimento natural relacionado com seu arremesso ao batedor e juntar as duas mãos à frente do seu corpo, ele só poderá arremessar ao batedor. Não poderá, portanto, lançar a uma base, dando um passo em direção a essa base, para tentar eliminar um corredor, nem tirar o pé de apoio para trás da placa. Se o fizer, será um “balk”.

(2) Posição “Set”

A Posição “Set” será indicada pelo arremessador quando ele se posiciona em frente ao batedor, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé na frente do “pitcher’s plate” –segurando a bola com ambas as mãos na frente do seu corpo –, e fica completamente parado. Da Posição “Set” ele pode arremessar ao batedor, lançar a uma base, ou dar um passo para trás do “pitcher’s plate” com o pé de apoio. Antes de assumir a Posição “Set”, o arremessador pode fazer um movimento preliminar natural conhecido por “stretch”, que consiste em estender os braços acima da cabeça ou à frente do corpo. Mas, se fizer tal movimento, deverá ir à Posição “Set” antes de jogar a bola ao batedor. Depois de assumir a Posição “Set”, qualquer movimento natural relacionado com seu arremesso ao batedor obriga-o a arremessar sem alteração ou interrupção.

Antes de iniciar os movimentos para assumir a Posição “Set”, o arremessador deve ter uma mão ao lado do corpo; dessa posição deve ir à Posição “Set”, conforme determina a Regra 5.07 (a) (2), sem interrupção e num movimento contínuo.

Em seguida ao seu “stretch”, o arremessador tem de (a) segurar a bola com ambas as mãos na frente do seu corpo e (b) dar uma parada completa. Isso deve ser exigido. Os árbitros devem observar rigorosamente se tal exigência está sendo cumprida. Constantemente os arremessadores tentam “burlar as regras” a fim de segurar os corredores nas bases, e quando o arremessador não fica completamente parado de acordo com as regras, os árbitros devem declarar um “balk” imediatamente.

Comentário – Regra 5.07 (a) (2): Sem corredor(es) em base, o arremessador não precisa ficar completamente parado quando está adotando a Posição “Set”. Se, contudo, na opinião do árbitro, um arremessador joga a bola com clara intenção de surpreender o batedor, o arremesso deve ser considerado um “quick pitch” (arremesso apressado), para o qual a penalidade é um “ball”. Vide Comentário – Regra 6.02 (a) (5).

Quando há corredor(es) em base, presume-se que um arremessador está arremessando da Posição “Set” se ele se posiciona com seu pé de apoio em contato com o/e paralelamente ao “pitcher’s plate”, e seu outro pé na frente da placa, a menos que ele informe o árbitro que   estará arremessando da Posição “Windup” sob tais circunstâncias antes do início de um “at-bat” (vez de bater). Será permitido que um arremessador informe o árbitro que ele está arremessando da Posição “Windup” durante um “at-bat” somente no caso de (i) uma substituição pela equipe na ofensiva; ou (ii) imediatamente após o avanço de um ou mais corredores (isto é, depois que um ou mais corredores avançam, mas antes de ser efetuado o próximo arremesso). 

NOTA 1: A expressão “sem interrupção ou alteração” a que se referem os itens (a) e (b) desta regra significa que, tanto na Posição “Windup” como na Posição “Set”,  o arremessador não pode parar, intencionalmente, seus movimentos de arremesso, nem confundir, propositadamente, o batedor na hora de efetuar o arremesso (balançar os braços ou pernas, ou fazer movimentos anormais).

NOTA 2: Para assumir a Posição “Set”, o arremessador deve segurar a bola com ambas as mãos na frente do seu corpo, com o pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate”, e dar uma parada completa. Ele pode juntar as mãos em qualquer posição, desde que seja na frente do seu corpo. Depois da parada completa, nenhum movimento deve ser feito; não é permitido mexer qualquer parte do corpo, a não ser o pescoço. 

NOTA 3: Para arremessar da Posição “Set”:

(1) O arremessador pode dar um passo com o pé livre para qualquer direção, desde que seja à frente do “pitcher’s plate”; o que não pode é dar um passo para os lados do “plate”.

(2) Não é permitido dar um passo para trás e um passo à frente como na Posição “Windup”.

NOTA 4: Quando há corredor(es) em base, o arremessador pode sair de sua posição a fim de executar uma jogada, mesmo após ter assumido a Posição “Set”. Nesse caso, deve tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”; não é permitido tirar para a frente ou para os lados da placa. Se o arremessador tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, não poderá arremessar ao batedor, mas poderá lançar a uma base ocupada, sem dar passo em direção a essa base e só com “snap” (movimento do punho), ou simular um lançamento a essa base.

NOTA 5: Independentemente da posição que tiver adotado –“Windup” ou “Set”–, o arremessador  deve sair do “pitcher’s plate” sem soltar as mãos que estão segurando a bola na frente do seu corpo. Após tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, deve soltar as mãos e abaixá-las para os lados do corpo. Para voltar ao “pitcher’s plate”, novamente, deve estar com as mãos separadas.     

PERGUNTA: Em seguida ao “stretch”, o arremessador juntou as mãos na altura da face e, continuando o movimento, parou na altura do peito. É um “balk”?

RESPOSTA: Não é um “balk”.  Apesar de ter contatado as mãos na altura do rosto, o movimento foi contínuo (não houve interrupção) até a parada completa na altura do peito. Seria “balk” se tivesse dado uma parada na altura do rosto.

(b) Arremessos Preparatórios (Aquecimento)

Quando um arremessador ocupa sua posição no início de cada “inning”, ou quando substitui outro arremessador, deve ser autorizado a efetuar arremessos preparatórios para seu receptor. Enquanto são efetuados esses arremessos, a partida fica paralisada. Uma Liga pode, por iniciativa própria, limitar o número de arremessos preparatórios e/ou pode limitar o tempo que tais arremessos podem consumir. Se, devido a uma repentina emergência, um arremessador é chamado para entrar no jogo sem qualquer oportunidade para se aquecer, o árbitro principal deve autorizar-lhe tantos arremessos quantos julgar necessários.

 (c) Arremessador – Retardamento de Jogo

Quando as bases não estão ocupadas, o arremessador deve efetuar o arremesso ao batedor, dentro de 12 segundos após receber a bola.  Cada vez que o arremessador retarda o jogo violando esta regra, o árbitro deve declarar “BALL”. 

O controle dos 12 segundos inicia quando o arremessador está de posse da bola e o batedor se posiciona devidamente no “batter’s box” (ou seja, está dentro do “batter’s box”, atento ao arremessador); e termina no momento em que o arremessador solta a bola.

O propósito desta regra é evitar demoras desnecessárias. O árbitro deve insistir com o receptor para que devolva a bola rapidamente ao arremessador, e deve insistir também com o arremessador para que ocupe imediatamente a sua posição sobre o “pitcher’s plate”. Demoras evidentes do arremessador devem ser penalizadas imediatamente pelo árbitro.

(d) Lançamento para as Bases

A qualquer momento durante os movimentos preliminares e até que seu movimento natural de arremesso o obrigue a atirar a bola ao batedor, o arremessador pode lançar a qualquer base, contanto que dê um passo diretamente em direção a essa base antes de fazer o lançamento.

Comentário – Regra 5.07 (d): O arremessador deve dar o passo “antes do lançamento”. Um lançamento “snap” (bola lançada só com movimento do punho) seguido pelo passo diretamente em direção à base é um “balk”.

NOTA: Para lançar à primeira base sem sair do “pitcher’s plate”, o arremessador pode mudar a posição do pé de apoio sobre a placa, desde que o faça ao mesmo tempo que direciona o pé livre à base. Se fizer o lançamento direcionando o pé livre à base após ter mudado a posição do pé de apoio sobre o “pitcher’s plate”, será “balk”.

(e) Arremessador Tira o Pé de Apoio do “Pitcher’s Plate” - Consequência

Se o arremessador tira o pé de apoio do “pitcher’s plate” dando um passo para trás com esse pé, ele se torna um defensor do campo interno. Consequentemente, se ele fizer um lançamento descontrolado dessa posição, tal lançamento será tratado da mesma forma que uma bola mal lançada por qualquer outro defensor do campo interno.

Comentário – Regra 5.07 (e): O arremessador, enquanto está fora da placa, pode lançar para qualquer base. Se ele fizer um lançamento descontrolado, tal lançamento será considerado como aquele efetuado por um defensor do campo interno, e as medidas que devem ser tomadas depois serão determinadas pelas regras que dispõem sobre bola lançada por um defensor.

(f) Arremessadores Ambidestros

Um arremessador tem de indicar de forma clara ao árbitro principal, ao batedor e aos corredores a mão com a qual pretende arremessar, o que pode ser feito usando sua luva na outra mão enquanto está tocando o “pitcher’s plate”. Não é permitido que o arremessador efetue arremessos com a outra mão até que: (a) o batedor seja eliminado ou se torne um corredor; (b) o “inning” termine; (c) o batedor seja substituído por um “pinch-hitter” (batedor de emergência); (d) o arremessador se machuque. Se o arremessador muda a mão para efetuar arremessos enquanto o mesmo batedor está no “batter’s box”, em razão de um ferimento, ele não pode voltar a arremessar com a outra mão pelo resto do jogo. Depois que muda a mão para arremessar, o arremessador não deve ser autorizado a fazer arremessos preparatórios. A mudança de mãos para efetuar arremessos tem de ser indicada claramente ao árbitro principal.

5.08 Como uma Equipe Anota Ponto

(a) Deve ser anotado um ponto cada vez que um corredor avança legalmente e toca todas as bases (primeira, segunda, terceira e “home”) antes da terceira eliminação do “inning”.

EXCEÇÃO: Não deve ser anotado um ponto se o corredor avança ao “home base” durante uma jogada em que a terceira eliminação é feita: (1) sobre o batedor-corredor antes que ele toque a primeira base; (2) sobre qualquer corredor, em jogada forçada; ou (3) sobre um corredor precedente, que é declarado eliminado por ter deixado de tocar uma das bases.

Comentário – Regra 5.08 (a): Um ponto anotado legalmente não pode ser anulado por causa de uma ação subsequente do corredor, como, por exemplo, um esforço para retornar à terceira base, acreditando ter saído dela antes de uma bola “fly” ser apanhada.

(b) Quando o ponto da vitória é anotado no último meio-“inning” de um jogo regulamentar, ou na segunda metade de um “inning” extra, em consequência de uma base por “balls” (“base on balls”), “hit batter” (o batedor é atingido por uma bola arremessada) ou qualquer outra jogada com as bases cheias que force o batedor e todos os outros corredores a avançar, sem o risco de serem eliminados, o árbitro não deve encerrar o jogo até que o corredor  forçado a avançar da terceira base tenha pisado o “home base” e o batedor-corredor tenha tocado a primeira base.

Comentário – Regra 5.08 (b): Será uma exceção se fãs entrarem repentinamente no campo e impedirem, fisicamente, que o corredor toque o “home plate” ou o batedor chegue à primeira base. Em tais casos, os árbitros devem conceder a base ao corredor em razão da obstrução cometida por fãs.

PENALIDADE: Se o corredor da terceira base se recusar a avançar para tocar o “home base” num tempo razoável, o árbitro não autorizará o ponto, eliminará o jogador infrator e ordenará o reinício do jogo. Se, com dois “outs”, o batedor-corredor se recusar a avançar para tocar a primeira base, o árbitro não autorizará o ponto, eliminará o jogador infrator e ordenará o reinício do jogo. Se, com menos de dois “outs”, o batedor-corredor se recusar a avançar para tocar a primeira base, o ponto será contado, mas o jogador infrator será eliminado.

NOTA: Na segunda metade do último “inning”, com as bases cheias, o batedor adquiriu o direito de ir à primeira base por “ball four” e empurrou o ponto da vitória. Nesse caso, somente o corredor da terceira base e o batedor-corredor são obrigados a avançar e tocar as bases seguintes; se não o fizerem dentro de um tempo razoável, o árbitro deverá eliminá-los, mesmo que não haja apelação da equipe na defensiva. Aplica-se esta regra também quando o batedor-corredor e o corredor que se dirige ao “home plate” deixam de tocar a primeira base e o “home plate”, respectivamente, e não retornam para fazê-lo decorrido um tempo razoável.

Comentário – Regra 5.08: 

REGRA APROVADA: Nenhum ponto será anotado durante uma jogada em que a terceira eliminação é feita sobre o batedor-corredor antes que ele toque a primeira base. Exemplo: Um eliminado, Jones na segunda, Smith na primeira. O batedor Brown acertou uma rebatida indefensável (“base hit”). Jones pisou o “home plate” e Smith foi eliminado pelo lançamento feito ao “home” –dois eliminados. Mas Brown omitiu a primeira base. A bola foi lançada à primeira base e Brown foi eliminado em apelação (“appeal play”) –três eliminados. Uma vez que Jones cruzou o “home plate” durante uma jogada em que a terceira eliminação foi feita sobre o batedor-corredor antes de ele tocar a primeira base, não foi anotado ponto.

REGRA APROVADA: Corredores subsequentes não são afetados por um ato de um corredor precedente, a menos que haja duas eliminações.

EXEMPLO: Um eliminado, Jones na segunda, Smith na primeira. O batedor Brown acertou um “inside-the-park home run” (quadrangular em que a bola permanece dentro do campo).  Jones deixou de tocar a terceira base em seu trajeto para “home”. Smith e Brown pisaram o “home plate”.  A defensiva apelou ao árbitro na terceira base e Jones foi eliminado. Os pontos de Smith e Brown são contados.

REGRA APROVADA: Dois eliminados, Jones na segunda, Smith na primeira. O batedor Brown acertou um “inside-the-park home run”. Os três corredores cruzaram o “home plate”, mas Jones omitiu a terceira base e foi declarado eliminado em apelação –três “outs”. As corridas de Smith e Brown foram em vão. Nenhum ponto foi anotado na jogada.

REGRA APROVADA: Um eliminado, Jones na terceira, Smith na segunda. O batedor Brown acertou um “fly” (bola rebatida para o ar) na direção do “center field” (jardim central) e foi eliminado –dois eliminados. Jones cruzou o “home plate” depois que a bola foi apanhada e Smith, aproveitando um mau lançamento para “home”, também conseguiu pisar a base principal. Mas Jones foi julgado ter deixado a terceira base antes de a bola ser apanhada, e, por essa razão, foi eliminado –três “outs”. Nenhum ponto foi anotado.

REGRA APROVADA: Dois eliminados, bases cheias. O batedor acertou um “home run” sobre a cerca, mas foi eliminado em apelação por ter omitido a primeira base –três eliminados. Nenhum ponto foi contado.

Afirmação geral:

Um corredor omite uma base ou, numa rebatida “fly” apanhada no ar, sai antecipadamente de sua base. Se um defensor, com a bola na mão, tocar a base omitida ou aquela deixada antecipadamente e apelar por uma decisão, tal corredor será eliminado se o árbitro aceitar a apelação. Todos os corredores poderão anotar ponto, se possível, exceto no caso em que, com dois eliminados, um corredor é eliminado numa apelação no momento em que deixa de tocar a almofada; nesse caso, os corredores subsequentes não anotarão ponto.

REGRA APROVADA: Um eliminado, Jones na terceira, Smith na primeira. O batedor Brown acertou um “fly” na direção do “right field” (jardim direito) e foi eliminado –dois eliminados. Jones saiu legalmente da base e cruzou o “home plate”. Smith tentou retornar à primeira base, mas a bola lançada pelo jardineiro direito chegou primeiro àquela base –três eliminados. Ocorre que Jones havia pisado o “home plate” antes de Smith ser eliminado na primeira base; consequentemente, o ponto é contado. O lance em que Smith foi eliminado não foi uma Jogada Forçada (“Force Play”).

5.09 Eliminação (“Out”)

(a) Eliminação do Batedor

Um batedor é eliminado quando:

(1) Sua rebatida “fair fly” (“fly” rebatido para o território “fair”) ou “foul fly” (“fly” rebatido para o território “foul”), exceto um “foul tip”, é apanhada legalmente (“catch”) por um defensor.

Comentário – Regra 5.09 (a) (1): Um defensor pode chegar à beira de um “dugout” (mas não pode pôr os pés dentro dele) para apanhar uma bola “fly”. Se esse defensor conseguir segurar firmemente a bola estendendo o(s) braço(s) para dentro do “dugout”, a pegada será válida. Para apanhar um “foul fly” nas proximidades de um “dugout” ou outra área fora de jogo (as arquibancadas, por exemplo), o defensor tem de ter um ou ambos os pés na/sobre a superfície do campo de jogo, incluindo a beira do “dugout”, e nenhum dos pés pode estar sobre o solo dentro do “dugout” ou em qualquer outra área fora de jogo. A bola permanece em jogo, a menos que o defensor, após fazer uma pegada legal, pise qualquer área fora de jogo ou caia para dentro de um “dugout” ou outra área fora de jogo, caso em que a bola se torna morta. Com relação a corredores, vide Comentário – Regra 5.06 (b) (3) (C).

Um “catch” (pegada legal) é o ato de um defensor apanhar uma bola em voo e conseguir mantê-la firmemente segura em sua mão ou luva, desde que para isso não use seu boné, protetor, bolso ou qualquer outra parte do seu uniforme. Não é uma pegada legal, contudo, se, simultaneamente ao –ou imediatamente após– seu contato com a bola, colide com um jogador ou uma parede, ou cai ao solo, e em razão dessa colisão ou queda derruba a bola. Não é uma pegada legal se uma bola “fly” (bola rebatida para o ar) que tem contato com um defensor atinge um membro da equipe na ofensiva ou um árbitro e depois é agarrada por outro defensor. Para a pegada ser válida, o defensor deve segurar a bola por um tempo suficiente para provar que teve controle absoluto dela, e que ela caiu no lance seguinte, ou seja, no momento de retirá-la da luva ou no ato do lançamento.  Se o defensor que apanha a bola derrubá-la no momento de fazer um lançamento após a pegada, será decidido que ela foi agarrada legalmente.

Comentário – “CATCH”: Uma pegada é legal se a bola é finalmente retida por um defensor, ainda que tenha havido “malabarismo” (tenha pipocado após bater na luva); uma pegada é legal também se uma bola que desvia após ter contato com um defensor é agarrada por outro defensor antes que ela toque o solo.  Os corredores podem deixar suas bases no instante em que o primeiro defensor toca a bola.  Um defensor pode esticar-se sobre uma cerca, grade, corda ou outra linha demarcatória para efetuar uma pegada (“catch”). Ele pode saltar sobre o topo de uma cerca, ou sobre lonas que podem estar em território “foul”. Não deve ser declarada uma Interferência quando um defensor se estica sobre uma cerca, grade, corda ou para dentro das arquibancadas para apanhar uma bola e o público estorva a sua ação, impossibilitando a pegada. Ele faz isso a seu próprio risco.

Se um defensor, ao tentar apanhar uma bola na beira do “dugout”, é amparado por jogador ou jogadores de qualquer das equipes –para evitar uma queda evidente– e consegue concretizar uma pegada, isso deve ser permitido (a pegada é legal).

NOTA: Se uma bola ricocheteia após bater na máscara ou protetor do receptor que está tentando apanhá-la, e, na sequência, é agarrada firmemente com a mão ou “mitt” antes que ela toque o solo, a pegada é legal. (Com relação a um “foul tip”, vide “FOUL TIP”, em Definição de Termos.) Se, contudo, a bola não for apanhada com a mão ou “mitt” –se for apanhada, por exemplo, com o protetor ou máscara–, a pegada não será legal. 

(2) Um terceiro “strike” é agarrado legalmente pelo receptor.

Comentário – Regra 5.09 (a) (2): “Agarrado legalmente” significa que a bola entrou na luva (“mitt”) do receptor, sem tocar o solo. Não é legal se a bola se aloja em sua roupa ou equipamento; ou se ela toca o árbitro e, em seguida, é apanhada pelo receptor, no rebote.

Se um “foul tip” atinge primeiro qualquer parte do corpo do receptor ou equipamento e é apanhado com a mão ou luva contra seu corpo ou protetor, antes que a bola toque o solo, é um “strike”, e se for o terceiro “strike”, o batedor é “out”.

(3) Com menos de duas eliminações e a primeira base ocupada, um terceiro “strike” não é agarrado pelo receptor.

NOTA: Nenhum “out” ou um “out”, corredor na primeira, primeira e segunda, primeira e terceira ou primeira, segunda e terceira base. Se num terceiro “strike” declarado pelo árbitro a bola passar para trás do receptor, ou ficar alojada na máscara ou equipamento do árbitro de “home” ou do receptor, o batedor será eliminado com a aplicação desta regra.

(4) Um “bunt” executado depois de dois “strikes” resulta em “foul ball”.

(5) É declarado um “Infield Fly”. 

(6) Tenta rebater um terceiro “strike” e a bola toca qualquer parte do seu corpo.

(7) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor toca qualquer parte do seu corpo. Se o batedor está posicionado legalmente no “batter’s box” [vide Regra 5.04 (b) (5)] –e, na opinião do árbitro, ele não teve nenhuma intenção de interferir no curso da bola–, uma bola rebatida que atinge o seu corpo ou o seu “bat” deve ser declarada “foul ball”.

(8) Após acertar uma rebatida “fair” (inclusive por meio de “bunt”), seu “bat” tem contato com a bola rebatida, em território “fair”. A bola torna-se morta e nenhum corredor pode avançar. Se a bola rebatida rola contra o “bat” que o batedor-corredor deixa caído no solo, em território “fair”, e na opinião do árbitro não houve intenção alguma de interferir no curso dessa bola, a jogada deve continuar normalmente. A bola permanece viva e em jogo. Se o batedor está posicionado legalmente no “batter’s box” [vide Regra 5.04 (b) (5)] –e, na opinião do árbitro, ele não teve nenhuma intenção de interferir no curso da bola–, uma bola rebatida que atinge o seu corpo ou o seu “bat” deve ser declarada “foul ball”. 

Comentário – Regra 5.09 (a) (8): Um “bat” se quebra e parte dele cai em território “fair”. Se essa parte for atingida por uma bola rebatida, ou atingir um corredor ou defensor, a jogada continuará; não será declarada uma Interferência. Se a bola rebatida atingir parte do “bat” quebrado, em território “foul”, será um “foul ball”. 

Se um “bat” inteiro é atirado para o território “fair” ou “foul” e interfere na ação de um defensor que está tentando fazer uma jogada, deve ser declarada uma Interferência, sem levar em conta se o ato foi intencional ou não.

Nos casos em que o capacete protetor é atingido, acidentalmente, por uma bola rebatida, em ou sobre território “fair”, ou por uma bola lançada, tal bola permanece em jogo como se ela não tivesse atingido o capacete.

Se uma bola rebatida atinge um capacete protetor ou qualquer outro objeto estranho ao terreno natural enquanto está em território “foul”, é um “foul ball”. A bola torna-se morta.

Se, na opinião do árbitro, um corredor derruba o capacete, ou atira-o contra uma bola rebatida ou lançada, com a intenção de interferir numa eventual jogada, esse corredor deve ser declarado “out”. A bola torna-se morta e os corredores devem retornar à última base tocada legalmente. (Nota: No caso de bola rebatida, à base que estava ocupando no momento do arremesso, e no caso de bola lançada, à base que estava ocupando no momento da Interferência.)

(9) Após acertar uma rebatida (inclusive por meio de “bunt”), desvia de alguma maneira, e intencionalmente, o curso da bola que continua em movimento sobre o território “foul”, enquanto corre para a primeira base.  A bola torna-se morta e nenhum corredor pode avançar.

(10) Depois de um terceiro “strike”, ou após acertar uma rebatida “fair”, é tocado por um defensor antes de chegar à primeira base, ou a primeira base é tocada antes que ele a alcance.

NOTA: Para efetuar o toque, o defensor, obviamente, deve estar de posse da bola. O toque tem de ser feito com a bola, que deve estar na mão ou na luva. Após o toque, a bola deve estar firmemente segura. Mesmo que o defensor esteja de posse da bola, se ela estiver pulando na sua mão ou luva, ou enquanto ela estiver sendo retida com os dois braços contra o seu peito, a pegada não será considerada legal, ou seja, não será válida. Nessa circunstância, ainda que o defensor tenha tocado a 1ª base antes de o batedor-corredor pisá-la, a eliminação ou não desse jogador da ofensiva fica condicionada ao momento em que ocorre a posse firme e segura da bola. Se o batedor-corredor pisar a base antes da posse firme e segura da bola, ele não será eliminado.

(11) Ao correr a última metade da distância entre o “home base” e a primeira base, sai à direita da faixa de três pés, ou entra em território “fair” (à esquerda da linha de “foul”), e, na opinião do árbitro, tal procedimento estorva o defensor que está recebendo a bola lançada à primeira base (nesse caso a bola torna-se morta); exceto quando ele pode correr fora (à direita) da faixa de três pés, ou por dentro (à esquerda) da linha de “foul”, para evitar interferir na ação de um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida.

Comentário – Regra 5.09 (a) (11): As linhas que marcam a faixa de três pés fazem parte dessa faixa. O batedor-corredor tem de estar com ambos os pés dentro da faixa de três pés ou sobre as linhas que a delimitam. É permitido que o batedor-corredor saia da faixa de três pés dando um passo, uma passada larga, esticando-se ou deslizando nas proximidades da primeira base (com o único propósito de tocar a base).

(12) Com menos de duas eliminações e corredor na primeira, primeira e segunda, primeira e terceira ou primeira, segunda e terceira base, um defensor do campo interno derruba, intencionalmente, uma bola “fair fly” (“fly” rebatido para o território “fair”) ou “line drive” (bola rebatida que vai em linha reta, com força, do “bat” a um defensor, sem tocar o solo). A bola torna-se morta e o(s) corredor(es) deve(m) retornar à(s) base(s) original(is).

REGRA APROVADA: Nesta situação, o batedor não será eliminado se o defensor do campo interno permitir que a bola caia ao solo, sem ser tocada, exceto quando se aplica a regra de “Infield Fly”.

NOTA 1: Deve-se aplicar esta regra quando o defensor derruba a bola depois de tocá-la com a mão ou com a luva. 

NOTA 2: O arremessador, o receptor, ou um defensor do campo externo posicionado no campo interno, serão tratados como defensores do campo interno. Já um defensor do campo interno posicionado no campo externo, desde o início, não será considerado um defensor do campo interno.

(13) Na opinião do árbitro, um corredor precedente interfere, intencionalmente, na ação de um defensor que está tentando apanhar uma bola lançada, ou está iniciando um lançamento numa tentativa de completar alguma jogada.

Comentário – Regra 5.09 (a) (13): O objetivo desta regra é punir a equipe na ofensiva por ação deliberada, injustificada e antidesportiva de um corredor que, em vez de tentar alcançar a base, deixa a linha de base com o evidente propósito de colidir com o defensor que está intermediando uma jogada dupla. Obviamente, esta é uma jogada cuja decisão depende da apreciação do árbitro. [Vide Regra 6.01 (j).]

NOTA: A impressão que se tem é que esta regra não determina a medida a ser tomada quando um corredor precedente que ainda não está eliminado comete uma Interferência. Entretanto, conforme está previsto na Regra 5.09 (b) (3), quando ocorre uma Interferência dessa natureza, o corredor infrator, obviamente, é “out”, mas o batedor-corredor também deve ser eliminado. É uma regra que tem como objetivo proibir a prática de jogadas violentas. Com relação à Interferência cometida por um corredor já eliminado, deve-se aplicar a Regra 6.01 (a) (5).

(14) Com duas eliminações e dois “strikes” sobre o batedor, o corredor da terceira base, ao tentar roubar “home base”, é atingido por um arremesso legal, na zona de “strike”. O árbitro deve declarar o terceiro “strike”; o batedor é eliminado e o corredor não anota ponto. Se esse lance ocorrer quando há menos de duas eliminações, o árbitro deverá declarar o ter- ceiro “strike” e eliminar o batedor. A bola torna-se morta e o corredor anota ponto.

NOTA: Se o lance ocorrer com menos de duas eliminações, os demais corredores serão autorizados a avançar uma base, sem levar em conta se haviam tentado avançar às bases seguintes ou não. Vide Regra 5.06 (c) (8).

(15) Um membro de sua equipe (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando apanhar ou defender uma bola rebatida. Vide Regra 6.01 (b). Para Interferência cometida por um corredor, vide Regra 5.09 (b) (3).

(b) Eliminação de um Corredor

Um corredor é eliminado quando:

(1) Desvia mais de três pés (91,44 cm) do caminho da base, para fugir do toque de um defensor, a menos que sua ação seja para evitar interferir na jogada de um defensor que está apanhando uma bola rebatida. O caminho da base de um corredor é estabelecido quando ocorre a tentativa de toque, e é uma linha reta entre o corredor e a base para a qual ele está tentando chegar a salvo; ou

(2) Depois de tocar a primeira base, deixa o caminho da base, demonstrando claramente ter abandonado seu esforço para tocar a base seguinte. 

Comentário – Regra 5.09 (b) (1) e (2): Um corredor que, após chegar à primeira base, deixa a linha de base e se dirige ao seu “dugout” ou à sua posição defensiva, acreditando não haver mais jogada, poderá ser eliminado se o árbitro julgar seu ato como abandono de esforço para correr as bases. Mesmo que esse corredor seja eliminado, a bola permanece em jogo em relação a qualquer outro corredor.

Esta regra cobre também as seguintes jogadas similares: Menos de dois “outs”, placar empatado na segunda metade do nono “inning”, corredor na primeira base. O batedor acerta um “home run” (quadrangular) para fora do campo de jogo (“home run” da vitória).  O corredor da primeira base passa a segunda base e, achando que o quadrangular garante automaticamente a vitória, atravessa o “diamond” (quadrilátero) e vai em direção ao seu “bench”. Enquanto isso, o batedor-corredor toca todas as bases legalmente. Neste caso, o corredor deve ser eliminado “por ter abandonado seu esforço para tocar a base seguinte”; o batedor-corredor deve ser autorizado a continuar seu avanço para “home” e anotar o ponto da vitória. Se houvesse duas eliminações, a rebatida “home run” não seria válida. Vide Regra 5.09 (d). Esta não é uma Jogada de Apelação (“Appeal Play”). 

JOGADA: Um corredor, acreditando ter sido eliminado por toque na primeira ou terceira base, vai em direção ao “dugout” e avança uma distância razoável, indicando, com essa atitude, que se considera realmente eliminado. Nesse caso, ele deve ser eliminado por abandono de base.

NOTA 1: O caminho normal do corredor compreende uma área de seis pés, três pés à esquerda e três pés à direita de uma linha reta entre as bases, tendo essa linha como centro. Se, porém, o corredor estiver fora dessa linha desde o início e ocorrer uma jogada de toque sobre ele, o caminho desse corredor será uma área de seis pés, três pés à esquerda e três pés à direita de uma linha reta entre o corredor e a base para a qual ele está tentando chegar, tendo essa linha como centro, de acordo com o item (1) desta regra. 

NOTA 2: Está estabelecido no item (1) desta regra que o corredor pode sair da faixa de seis pés para não estorvar um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida no caminho da base; ele não deve ser eliminado.  Se, entretanto, ocorrer uma jogada de toque depois que o defensor apanha a bola rebatida, o corredor não poderá sair da faixa de seis pés; se o fizer será eliminado.

NOTA 3: Com relação a corredores em situação de Jogada Forçada não se aplica a Regra 5.09 (b) (2).

(3) Interfere, intencionalmente, numa bola lançada; ou estorva um defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida [vide Regra 6.01 (j)].

PENALIDADE: Com relação a penalidades a serem aplicadas quando um corredor interfere, intencionalmente, numa bola lançada, ou estorva um defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida, vide Comentário – Regra 6.01 (a) PENALIDADE POR INTERFERÊNCIA.

(4) Com a bola viva, é tocado enquanto está fora de sua base.

EXCEÇÃO: Um batedor-corredor não poderá ser eliminado por toque depois de ultrapassar a primeira base –correndo ou deslizando– se retornar imediatamente à base.

REGRA APROVADA (A): Se o impacto de um corredor soltar uma base de sua posição, nenhuma jogada poderá ser feita sobre esse corredor, nessa base, se ele tiver conseguido alcançá-la com segurança.

REGRA APROVADA (B): Se uma base é deslocada de sua posição por um corredor durante uma jogada, qualquer corredor que o segue, na mesma jogada, deverá ser considerado como tendo tocado ou ocupado a base se, na opinião do árbitro, ele tiver tocado ou ocupado o ponto onde estava colocada a base deslocada.

NOTA 1: O batedor que obtém “base on balls” pode ultrapassar a primeira base correndo, desde que retorne imediatamente a essa base. 

NOTA 2: Num lance em que um defensor tenta tocar um corredor, frequentemente os dois se chocam –isso ocorre quando o corredor tenta evitar ser tocado ou tenta pisar uma base. Se, em razão do choque, o defensor derrubar a bola, o corredor não será eliminado. Mesmo que o defensor não derrube a bola, o corredor não deve ser eliminado enquanto ela estiver pulando na sua mão ou luva. O corredor deve ser eliminado somente quando o defensor continua segurando firmemente a bola após efetuar o toque.  A decisão sobre o tempo que o defensor tem de segurar a bola após tocar o corredor fica a critério do árbitro. Vide “CATCH”, em Definições de Termos).

(5) Não retoca sua base depois que uma bola “fly” (“fair” ou “foul”) é agarrada legalmente, antes de ser tocado, ou antes de sua base ser tocada, por um defensor. Ele não deve ser eliminado por não ter retocado sua base, depois do primeiro arremesso ao batedor seguinte, ou depois de uma jogada ou tentativa de jogada.  Esta é uma Jogada de Apelação.

Comentário – Regra 5.09 (b) (5): Os corredores não precisam retocar a base num “foul tip”. Eles podem roubar base num “foul tip”. Se um “tip” não é agarrado legalmente, torna-se um “foul” comum. Os corredores, então, têm de retornar a suas bases.

NOTA: A base que precisa ser retocada depois que uma bola “fly” é agarrada legalmente é aquela a partir da qual o corredor deve avançar, ou seja, a base que ele estava ocupando no momento do arremesso.

(6) Após ter sido obrigado a deixar a sua base porque o batedor se tornara um corredor, é tocado, ou a base seguinte é tocada, antes de ele chegar a essa base. Porém, se um corredor subsequente for eliminado numa Jogada Forçada, o corredor precedente não será mais obrigado a avançar, e ele, então, terá de ser tocado para ser eliminado. A situação de Jogada Forçada deixa de existir tão logo o corredor toque a base para a qual é obrigado a avançar, e se ele ultrapassar essa base deslizando ou correndo, terá de ser tocado para ser eliminado. Se, entretanto, após tocar a base seguinte, o corredor forçado a avançar se afastar por qualquer razão em direção à base que havia ocupado anteriormente, a situação de Jogada Forçada será restabelecida, e ele poderá, outra vez, ser eliminado se um defensor tocar a base para a qual é obrigado a avançar.

Comentário – Regra 5.09 (b) (6):

JOGADA – Corredor na primeira base e contagem de três “balls” sobre o batedor. No arremesso seguinte, que resultou em quarto “ball”, o corredor roubou a segunda base, mas, depois de tocar a almofada (deslizando ou correndo), ultrapassou-a; e antes de retornar, foi tocado por um defensor, que havia recebido a bola lançada pelo receptor. DECISÃO: O corredor é “out” (não é uma eliminação forçada).

Somente na primeira base não surgem situações de “oversliding” (ato de ultrapassar uma base deslizando) e “overrunning” (ato de ultrapassar uma base correndo), nas quais o corredor pode ser eliminado por toque. Por exemplo: com menos de duas eliminações, corredor na primeira e segunda base, ou primeira, segunda e terceira base, a bola é rebatida na direção de um defensor do campo interno, e este tenta uma jogada dupla na segunda base. O corredor da primeira base chega à segunda base antes da bola lançada, mas ultrapassa-a deslizando. A bola é lançada à primeira base, e o batedor-corredor é eliminado. O defensor da primeira base, ao perceber que o corredor da segunda base não está tocando a almofada, faz o lançamento de retorno àquela base; e o corredor é tocado fora da base. Enquanto isso, os outros corredores tinham cruzado o “home plate”. Pergunta: Esta é uma Jogada Forçada? A situação de Jogada Forçada tinha deixado de existir quando o batedor-corredor foi eliminado na primeira base? Os corredores que cruzaram o “home plate” durante essa jogada e antes da terceira eliminação, que foi completada quando o corredor foi eliminado por toque na segunda base, anotaram ponto? Resposta: Sim, anotaram ponto. O lance na segunda base não foi uma Jogada Forçada (“Force Play”); foi uma Jogada de Toque (“Tag Play”).

NOTA 1: Este item da regra dispõe sobre Eliminação Forçada (“Force Out”). Deve ser aplicado quando o batedor-corredor obriga um corredor a avançar à base seguinte.  Ocorre uma Eliminação Forçada quando:

(1) Antes que esse corredor chegue à base seguinte, um defensor toca essa base. 

(2) Antes que esse corredor chegue à base seguinte, um defensor toca-o com a bola.

(3) Esse corredor não tenta avançar à base seguinte e, enquanto fica parado sobre a base que deveria ter deixado, é tocado por um defensor. Neste caso, desde que o corredor subsequente não tenha sido eliminado, o corredor precedente perde o direito de permanecer na base que está ocupando. Em vista disso, ele será eliminado se for tocado por um defensor, ainda que esteja parado sobre essa base. Vide Regra 5.06 (b) (2). 

NOTA 2: Por exemplo, o corredor da primeira base inicia a corrida no momento em que o batedor acerta uma rebatida “fly”, mas, ao perceber que a bola poderia ser apanhada por um defensor, tenta retornar à primeira base depois de já ter tocado a segunda base. O defensor, no entanto, derruba a bola. Antes que o corredor consiga tocar novamente a segunda base, o defensor da segunda base, que havia recebido o lançamento feito pelo defensor que derrubara a bola, toca a segunda base. Nesse caso, embora o corredor já tenha pisado a segunda base na primeira corrida, ele é eliminado, uma vez que a situação de Jogada Forçada havia sido restabelecida. É uma Eliminação Forçada.

(7) É atingido, em território “fair”, por uma bola “fair” que não tenha passado através, ou ao lado, de um defensor do campo interno e nenhum outro defensor do campo interno teria chance de fazer uma jogada sobre a bola. A bola torna-se morta e nenhum corredor pode anotar ponto, nem avançar, exceto aqueles forçados a fazê-lo. EXCEÇÃO: Se um defensor está tocando sua base quando é atingido por um “Infield Fly”, ele não é eliminado, embora o batedor o seja.

Comentário – Regra 5.09 (b) (7): Se dois corredores forem atingidos pela mesma bola “fair”, somente aquele que foi atingido primeiro será eliminado. Isso porque a bola torna-se morta, imediatamente, no momento em que tem contato com um corredor.

Se um corredor é atingido por um “Infield Fly” quando não está tocando sua base, e antes que a bola tenha passado um defensor do campo interno (e nenhum outro defensor do campo interno teria chance de fazer uma jogada sobre a bola), ambos –o corredor e o batedor– são eliminados. Sem levar em consideração se um corredor está tocando ou não sua base quando é atingido por um “Infield Fly” antes que a bola tenha passado um defensor do campo interno (e nenhum outro defensor do campo interno teria chance de fazer uma jogada sobre a bola), a bola torna-se morta e nenhum corredor pode anotar ponto, nem avançar, exceto aqueles forçados a fazê-lo.

NOTA 1: Se um corredor for atingido por uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor do campo interno, em território “fair”, ele será eliminado, tenha ou não havido intenção de estorvar uma jogada (excetua-se uma Interferência cometida, intencionalmente, para evitar uma Jogada Dupla). Se o corredor estorvar um defensor que está tentando apanhar uma bola “fair” que já teve contato com outro defensor do campo interno, poderá, conforme o caso, ser eliminado com a aplicação da Regra 5.09 (b) (3).

NOTA 2: (1) Se uma bola “fair” que não tenha passado um defensor do campo interno desvia após tocar uma base e atinge um corredor, em território “fair”, esse corredor deve ser eliminado e a bola torna-se morta. (2) Se uma bola “fair” que, imediatamente após passar um defensor do campo interno, desvia após tocar uma base e atinge, em território “fair”, um corredor que está passando logo atrás dele, esse corredor não deve ser eliminado, a não ser que outro defensor teria tido chance de efetuar a defesa.

NOTA 3: Se uma bola “fair” desvia após tocar uma base e atinge um corredor, em território “foul”, esse corredor não deve ser eliminado; a bola permanece em jogo. 

NOTA 4: A “base” a que se refere este item da regra é aquela que o corredor estava ocupando no momento em que o arremesso que resultou em rebatida “fly” foi efetuado.

NOTA 5: Quando uma bola rebatida declarada “Infield Fly” atinge um corredor, a bola torna-se morta, esteja esse corredor sobre a base ou fora da base.

(8) Com menos de dois “outs”, e no momento em que tenta anotar ponto, o batedor interfere na jogada que está sendo realizada no “home base” pela equipe na defensiva. Com dois “outs”, a Interferência elimina o batedor, e nenhum ponto é contado.

NOTA 1: A expressão “jogada que está sendo realizada na base principal (“home base”) pela equipe na defensiva” inclui: (1) a jogada de um defensor, incluindo o receptor, que tenta tocar o corredor da terceira base que está avançando para anotar ponto; (2) a jogada em que um defensor vai no encalço desse corredor para tentar tocá-lo; ou (3) a jogada em que um defensor lança a bola a outro defensor para tentar eliminar esse corredor.

NOTA 2: Aplica-se este item da regra quando, com menos de duas eliminações, o batedor estorva uma jogada da defensiva no “home plate” no momento em que o corredor da terceira base está tentando anotar ponto. Não deve ser aplicado, portanto, quando o corredor da terceira base apenas esboça uma corrida em direção ao “home plate”, ou quando ele, após iniciar a corrida para “home”, tenta retornar –mesmo que o batedor estorve o receptor. Por exemplo, se o batedor atrapalha o receptor que, após apanhar a bola, está tentando tocar o corredor, ou rebate uma bola que o arremessador joga após tirar legalmente o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate” (um lançamento, portanto), para tentar eliminar um corredor no “home”, estorvando, com tal procedimento, a jogada no “home plate”, o árbitro não deve eliminar o batedor infrator, mas sim o corredor que seria o alvo dessa jogada.

NOTA 3: Aplica-se este item da regra somente quando o batedor estorva uma jogada da defensiva no “home plate”.  Não deve ser aplicado, portanto, quando a Interferência é cometida por um batedor-corredor (batedor que, completando a sua vez de bater, se torna um corredor) que não tenha sido eliminado ainda. Por exemplo, num “squeeze play”, o batedor que executou “bunt” tem contato com a bola rebatida, ou estorva um defensor que está tentando apanhar a bola rebatida, e evita a eliminação do corredor da terceira base no “home plate”. Como o batedor já havia se tornado um batedor-corredor, ele deve ser eliminado de acordo com as Regras 5.09 (a) (7) e 5.09 (b) (3). A bola torna-se morta e o corredor da terceira base tem de retornar à base que já havia conquistado no momento do arremesso, ou seja, à terceira base. Com relação à Interferência cometida por um batedor que se tornara batedor-corredor no terceiro “strike” não agarrado ou no quarto “ball”, vide Regra 6.01 (a) (1) – NOTAS.

(9) Ultrapassa um corredor precedente antes que esse corredor seja eliminado.

NOTA: O corredor subsequente é “out”.

Comentário – Regra 5.09 (b) (9): Um corredor pode ser julgado ter ultrapassado (isto é, ido à frente de) um corredor precedente, com base em suas ações ou em ações de um corredor precedente.

JOGADA: Corredor na segunda e terceira base, um “out”. O corredor da terceira base (isto é, o corredor precedente) avança em direção ao “home” e é pego numa jogada de perseguição (“run-down play”) entre a terceira base e o “home plate”. Achando que o corredor precedente seria eliminado por toque, o corredor da segunda base (isto é, o corredor subsequente) avança à terceira base. Antes de ser tocado, o corredor precedente corre para trás e vai além da terceira base, na direção do jardim esquerdo (“left field”). Nesse momento, o corredor subsequente ultrapassou o corredor precedente (por causa das ações do corredor precedente). Em razão disso, o corredor subsequente é “out” e a terceira base fica desocupada. O corredor precedente será autorizado a ocupar a terceira base se retornar para tocá-la antes de ser eliminado [vide Regra 5.06 (a) (1)], a menos que seja declarado “out” por abandono de base. 

NOTA 1: Este item da regra deve ser aplicado mesmo quando, devido a uma jogada ocorrida enquanto a bola estava viva (exemplos: mau lançamento, “home run”, rebatida indefensável que sai do campo de jogo etc.), o corredor é autorizado a avançar, sem o risco de ser eliminado.

NOTA 2: Este item da regra estabelece que o corredor subsequente deve ser eliminado no momento em que a posição dos corredores se inverte. Quando dois corredores tiverem de retornar às suas bases, deverão fazê-lo em ordem inversa, ou seja, sem que o precedente ultrapasse o subsequente. Mesmo quando o corredor precedente ultrapassa o subsequente no retorno a suas bases, o corredor que deve ser eliminado é sempre o subsequente.

(10) Após ter conquistado legalmente uma base, corre as bases em ordem inversa, com o propósito de confundir a defesa ou ridicularizar o jogo.  O árbitro deve declarar “TIME”, imediatamente, e eliminar o corredor.

Comentário – Regra 5.09 (b) (10): Se um corredor toca uma base desocupada, e depois, achando que a bola “fly” foi apanhada, ou por engano, tenta voltar à última base que estava ocupando, ele pode ser eliminado enquanto retorna. Mas se conseguir chegar a salvo (“safe”) à base que estava ocupando anteriormente, não poderá ser eliminado enquanto estiver em contato com essa base.

NOTA: Por exemplo, rebatida “ground” na direção da primeira base. Para evitar ou retardar o toque do defensor da primeira base, o batedor-corredor recua em direção ao “home plate”. Esse procedimento é permitido, desde que não desvie para os lados; mas se ele chegar ao “home plate”, será eliminado.

(11) Não retorna imediatamente à primeira base depois de ultrapassá-la correndo ou deslizando. Se tentar correr para a segunda base, poderá ser eliminado por toque. Se, após ultrapassar a primeira base correndo ou deslizando, partir em direção ao “dugout” ou em direção à sua posição, em vez de retornar imediatamente à primeira base, ele será eliminado em apelação quando for tocado ou quando a base for tocada.

Comentário – Regra 5.09 (b) (11): O batedor-corredor toca a primeira base e ultrapassa-a correndo. Se o árbitro declará-lo “safe”, ele terá “alcançado a primeira base” dentro do propósito da Regra 5.08 (a), e qualquer ponto que for anotado em tal jogada será contado, mesmo que, posteriormente, ele seja eliminado por não ter retornado imediatamente à base, conforme determina a Regra 5.09 (b) (11), e complete a terceira eliminação.

(12) Passa correndo ou deslizando pela base principal (“home base”), sem pisá-la, e como não tenta retornar para corrigir sua falha, um defensor, com a bola em sua mão, toca essa base e solicita a decisão do árbitro.

Comentário – Regra 5.09 (b) (12): Esta regra deve ser aplicada somente quando o corredor se dirige ao “bench” e obriga o receptor a persegui-lo. Não se aplica a jogadas normais em que o corredor omite o “home plate” e, imediatamente depois, faz um esforço para pisá-lo antes de ser tocado. Nesse caso, o corredor tem de ser tocado com a bola.

(13) No momento em que está sendo realizada uma jogada sobre ele, um membro de sua equipe (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando apanhar uma bola lançada. Vide Regra 6.01 (b). Para Interferência cometida por um corredor, vide Regra 5.09 (b) (3).

(c) Jogadas de Apelação

Um corredor deve ser eliminado em apelação quando:

(1) Depois que uma bola “fly” é apanhada, não retoca sua base original antes de ser tocado, ou antes de a base original ser tocada, por um defensor.  

Comentário – Regra 5.09 (c) (1): “Retocar”, nesta regra, significa ficar em contato com sua base e iniciar a corrida a partir dessa base depois que a bola é apanhada. Não é permitido que o corredor faça aquele movimento conhecido por “flying start”, em que ele inicia a corrida de uma posição atrás de sua base, pisa a almofada e avança à base seguinte. Tal corredor deve ser declarado “out” em apelação.

(2) Com a bola em jogo, não pisa cada base em ordem enquanto avança ou retorna a uma base, e é tocado, ou a base omitida é tocada, por um defensor.

REGRA APROVADA: (A) Um corredor não pode retornar para tocar uma base omitida, depois que um corredor subsequente anota ponto. (B) Quando a bola está morta, nenhum corredor pode retornar para tocar uma base omitida, ou aquela que tenha deixado antecipadamente, depois de ter avançado e tocado uma base além daquela que omitira ou deixara ilegalmente.

Comentário – Regra 5.09 (c) (2):

 JOGADA – (A) O batedor acerta um “home run” para fora do campo de jogo ou uma rebatida de duas bases (“ground rule double”) e omite a primeira base –a bola está morta. Ele pode retornar à primeira base para corrigir seu erro, antes de chegar à segunda base. Se alcançar a segunda base, não poderá retornar à primeira base, e se a equipe na defensiva apelar na primeira base, será eliminado.

JOGADA – (B) O batedor acerta uma rebatida “ground” na direção do interbases. Este faz um lançamento descontrolado e manda a bola para as arquibancadas –a bola está morta. O batedor-corredor omite a primeira base, mas é autorizado a ir à segunda base devido ao “overthrow” (mau lançamento). Ainda que lhe tenha sido concedida a segunda base, o corredor tem de tocar a primeira base antes de seguir àquela base. 

Estas são Jogadas de Apelação.

NOTA 1: A Regra Aprovada (A) deve ser aplicada sem levar em conta se a bola está viva (em jogo) ou morta (fora de jogo).

NOTA 2: Um corredor que deixa de tocar uma base não será eliminado se não houver apelação.

NOTA 3: Numa situação de bola morta, o corredor que deixa de tocar o “home base” não pode retornar para pisá-lo, depois que o arremessador, com a bola na mão (a mesma bola ou uma nova bola), se posiciona legalmente sobre o “pitcher’s plate”. 

NOTA 4: Este item da regra deve ser aplicado também quando um corredor sai antecipadamente de uma base numa bola “fly” apanhada no ar.

(3) Ultrapassa a primeira base correndo ou deslizando e não retorna a ela, imediatamente, e um defensor toca-o ou toca a base antes que ele retorne (à primeira base). 

(4) Deixa de pisar o “home base” e não tenta corrigir a falha, e um defensor, de posse da bola, toca a base. 

Qualquer apelação baseada nesta regra tem de ser feita antes do arremesso seguinte ou de qualquer jogada ou tentativa de jogada.  Se a infração ocorrer durante uma jogada que encerra um meio-“inning”, a apelação terá de ser feita antes que a equipe na defensiva deixe o campo.

Uma apelação não deve ser interpretada como uma jogada ou tentativa de jogada.

Não podem ser feitas apelações sucessivas sobre um corredor, na mesma base. Se a equipe na defensiva “erra” na sua primeira apelação, o árbitro não deve permitir uma segunda apelação sobre o mesmo corredor, na mesma base. (Significado da palavra “erra”: a equipe na defensiva, ao fazer uma apelação, joga a bola para uma área onde a bola fica fora de jogo. Por exemplo, se o arremessador, ao apelar na primeira base, joga a bola para dentro das arquibancadas, não deve ser permitida uma segunda apelação.)

Em jogadas de apelação, a equipe na defensiva pode solicitar que um árbitro reconheça uma aparente “quarta eliminação”. Se a terceira eliminação ocorrer durante uma jogada em que é permitida uma apelação sobre outro corredor, a decisão tomada na Jogada de Apelação terá prioridade para determinar a eliminação. Se houver mais de uma apelação durante uma jogada que encerra um meio-“inning”, a defensiva poderá optar pela eliminação que lhe for mais vantajosa. Para o propósito desta regra, a equipe na defensiva terá “deixado o campo” quando o arremessador e todos os defensores do campo interno tiverem saído do território “fair” e estiverem se dirigindo ao “bench” ou à sede do Clube.  

Comentário – Regra 5.09 (c): Dois corredores chegam ao “home base” quase ao mesmo tempo; o primeiro corredor não toca o “home plate”, mas o segundo toca-o legalmente; o primeiro corredor é eliminado por toque ao tentar voltar para pisar a base omitida, ou é eliminado em apelação. Nesse caso, deve-se considerar que o primeiro corredor foi eliminado antes de o segundo corredor pisar o “home plate”. Portanto, se essa eliminação for a terceira do “inning”, não será contado ponto, de acordo com a Regra 5.09 (d).

Se um arremessador comete “balk” quando está fazendo uma apelação, tal ato deve ser considerado uma jogada. Uma apelação deve ser feita de maneira inequívoca, ou através de solicitação verbal de um jogador, ou por um ato que indique claramente a intenção de apelar ao árbitro. O fato de um jogador parar casualmente sobre a base segurando a bola em sua mão não caracteriza uma apelação. A bola permanece em jogo enquanto está sendo feita uma apelação.

NOTA 1: A equipe na defensiva perde o direito de apelar não só em decorrência de uma jogada do arremessador, como também de outros defensores. Por exemplo, o batedor acertou uma rebatida indefensável –a bola tocou o solo e foi parar nas arquibancadas– e chegou à segunda base, mas deixou de tocar a primeira base. Reiniciado o jogo, o arremessador jogou a bola à primeira base para fazer a apelação, mas o lançamento saiu descontrolado; a bola ficou rolando dentro do campo de jogo; o defensor da primeira base apanhou-a e, em vez de apelar na primeira base, tentou eliminar o corredor da segunda base, que estava avançando à terceira base aproveitando o mau lançamento. Neste caso, a equipe na defensiva perde o direito de apelar na primeira base.

NOTA 2: Se a bola lançada pelo arremessador (ou defensor) para fazer uma apelação entra numa área onde  a bola fica morta, cessa o direito de apelar. Portanto, depois disso, não será permitida apelação em nenhuma base sobre nenhum corredor.

NOTA 3: Se ao término de uma metade de “inning” ou de um jogo o arremessador e os defensores do campo interno deixarem o território “fair”, a defensiva perderá o direito de apelar.

NOTA 4: Para apelar, o defensor deve manifestar-se verbalmente ou através de gesto e demonstrar claramente a sua intenção. Além disso, se dois ou mais corredores omitirem uma determinada base, o defensor deverá indicar o corredor sobre o qual está fazendo a apelação. Por exemplo: se três corredores (A, B e C) passam pela terceira base, e um deles (B) deixa de tocar a almofada, o defensor deve indicar claramente que o alvo da apelação é o corredor B. Se, porém, a apelação for feita sobre o corredor A, por equívoco, e o árbitro não aceitar essa apelação, a defensiva poderá continuar apelando sobre todos os corredores que passaram pela base.

JOGADAS:

(1) Um “out”, corredor na primeira e terceira base, “fly” grande para o campo externo. Os dois corredores iniciaram a corrida, simultaneamente, julgando que a rebatida seria indefensável, mas o jardineiro central conseguiu agarrar a bola. O corredor da terceira base, que não havia avançado muito, retornou à sua base e correu novamente para “home”. O corredor da primeira base, que, após tocar a segunda base, já estava perto da terceira base, iniciou seu retorno à primeira base. Vendo isso, o jardineiro central jogou a bola à segunda base. O defensor que apanhou a bola tocou a almofada da segunda base e apelou ao árbitro. (Quando o defensor fez a apelação, o corredor da primeira base não havia chegado à segunda base.)

PERGUNTA: Houve uma Jogada Dupla (“Double Play”)?

RESPOSTA: Não, porque o corredor que estava retornando não foi eliminado na segunda base. Para eliminá-lo, o defensor teria de ter tocado o seu corpo ou apelado na primeira base.

(2) Um “out”, corredor na primeira base, “fly” grande para o campo externo. Quando o corredor chegou perto da terceira base, passando legalmente pela segunda base, o jardineiro esquerdo agarrou a bola. O corredor tentou retornar à primeira base sem tocar a segunda base.

PERGUNTA: Como o defensor deve proceder para eliminar o corredor?

RESPOSTA: Basta tocá-lo, ou apelar após tocar a primeira ou segunda base.

(3) Dois “outs”, corredor na segunda base, rebatida “hit” de três bases. O corredor da segunda base cruzou o “home plate”, mas o batedor-corredor deixou de pisar a primeira e a segunda bases; e por essa razão foi eliminado, em apelação, na segunda base.

PERGUNTA: Foi anotado ponto?

RESPOSTA: Sim. Se a equipe na defensiva tivesse apelado desde o início na primeira base, não teria sido anotado ponto. Se, entretanto, depois de apelar na segunda base, a equipe na defensiva tivesse apelado novamente na primeira base, a terceira eliminação poderia ter sido transferida para o lance da primeira base. Nesse caso, não teria sido anotado ponto.

(4) Um “out”, corredor na primeira e segunda base, “fly” grande na direção do “right field”. Julgando que a rebatida seria indefensável, os dois corredores iniciaram a corrida enquanto a bola estava em voo. O jardineiro direito, porém, conseguiu agarrar a bola. Mesmo assim, o corredor da segunda base continuou avançando e cruzou o “home base”. O corredor da primeira base, vendo a bola ser agarrada, tentou retornar à primeira base. Enquanto isso, o defensor da primeira base apanhou a bola que lhe foi lançada pelo jardineiro direito, pisou a almofada da primeira base antes que o corredor conseguisse retornar a ela e eliminou-o. O corredor da segunda base tinha cruzado o “home base” antes da terceira eliminação ocorrida na primeira base.

PERGUNTA: Foi anotado ponto?

RESPOSTA: Sim. Embora a terceira eliminação tenha ocorrido na primeira base, a defensiva poderia ter apelado sobre a saída antecipada do corredor da segunda base e solicitado que a eliminação na segunda base fosse considerada o terceiro “out”. Nesse caso não seria anotado ponto.

(d) Corredor Precedente Deixa de Tocar uma Base - Consequência

A menos que haja duas eliminações, a situação de um corredor subsequente não será afetada se um corredor precedente deixar de tocar ou retocar uma base. Se, devido a uma apelação, o corredor precedente for eliminado e completar a terceira eliminação, nenhum corredor subsequente anotará ponto. Se essa terceira eliminação for o resultado de uma Jogada Forçada, tanto os corredores precedentes como os subsequentes não anotarão ponto.

(e) Equipes se Alternam no Ataque e na Defesa

Quando três jogadores da ofensiva são eliminados legalmente, as equipes se alternam no ataque e na defesa. A equipe que estava na ofensiva vai à defensiva e a equipe oponente passa a atacar.

5.10 Substituições e Trocas de Arremessadores (Incluindo Visitas ao Montículo)

(a) Um jogador, ou jogadores, pode(m) ser substituído(s) durante um jogo a qualquer momento em que a bola está morta. Um jogador substituto deve bater na posição do jogador substituído, na ordem de batedores da equipe. 

(b) O técnico deve comunicar, imediatamente, ao árbitro principal qualquer substituição e informar-lhe a posição que o substituto ocupará na ordem de batedores.

Comentário – Regra 5.10 (b): Para evitar qualquer confusão, o técnico deve dar o nome do substituto, sua posição na ordem de batedores e sua posição no campo. Quando dois ou mais jogadores substitutos da equipe na defensiva entram no jogo ao mesmo tempo, o técnico deve, imediatamente antes que eles se posicionem como defensores, designar ao árbitro principal as posições de tais jogadores na ordem de batedores da equipe, e o árbitro principal deve, então, notificar o Anotador Oficial. Se esta informação não é dada imediatamente ao árbitro principal, este deve ter autoridade para designar as posições dos substitutos na ordem de batedores.

Se uma mudança dupla está sendo feita, o técnico ou “coach” deve notificar primeiro o árbitro de “home”. O árbitro principal tem de ser informado sobre as substituições múltiplas e alterações na ordem de batedores antes de o técnico chamar um novo arremessador (independentemente de o técnico ou “coach” ter anunciado ou não a dupla mudança antes de cruzar a linha de “foul”). O ato de sinalizar ou fazer gesto para o “bullpen” deve ser considerado uma substituição oficial pelo novo arremessador. Não é permissível ao técnico ir ao montículo, chamar o novo arremessador, e depois informar o árbitro sobre substituições múltiplas com a intenção de alternar a ordem de batedores.  

Jogadores que tenham sido substituídos podem permanecer com sua equipe, no “bench”, ou podem aquecer arremessadores. Se um técnico entrar no jogo no lugar de um jogador, ele poderá continuar dirigindo a sua equipe, do “bench” ou do “coach’s box”. Árbitros não devem permitir que jogadores substituídos e autorizados a ficar no “bench” dirijam comentários desairosos a um jogador ou técnico da equipe contrária, ou aos árbitros.

(c) O árbitro principal deve anunciar, ou mandar anunciar, cada substituição imediatamente após ter sido notificado.

(d) Um jogador, uma vez removido de um jogo, não deve retornar a esse jogo. Se um jogador substituído tenta retornar, ou retorna, ao jogo em qualquer posição, o árbitro principal deve mandar o técnico remover tal jogador do jogo, imediatamente, ao notar a sua presença, ou ao ser informado sobre a sua presença por outro árbitro ou por qualquer um dos técnicos. Se tal ordem para remover o substituto irregular ocorre antes de começar o jogo, com esse jogador indevidamente no campo, um substituto legal pode entrar no seu lugar. Se tal ordem para remover o substituto irregular ocorre depois de começar o jogo, com esse jogador no campo, o substituto legal deve ser considerado como se tivesse sido removido do jogo (além da remoção do jogador substituto ilegal), e ele não deve entrar no jogo. Se um substituto entra no jogo no lugar de um técnico-jogador, este pode, daí em diante, atuar como “base coach”, a seu critério. Quando dois ou mais jogadores substitutos da equipe na defensiva entram no jogo ao mesmo tempo, o técnico deve, imediatamente antes de eles ocuparem suas posições como defensores, indicar ao árbitro principal as posições desses jogadores na ordem de batedores de sua equipe, e o árbitro principal deve, então, notificar o Anotador Oficial. Se tal informação não for dada imediatamente ao árbitro principal, este terá autoridade para designar as posições dos substitutos na ordem de batedores.

Comentário – Regra 5.10 (d): Um arremessador pode mudar para outra posição somente uma vez durante o mesmo “inning”; por exemplo: o arremessador não será autorizado a assumir outra posição que não seja a de arremessador mais de uma vez no mesmo “inning”.

Qualquer jogador –exceto um arremessador– que entre no jogo para substituir um defensor machucado deve ser autorizado a efetuar cinco lançamentos de aquecimento [Vide Regra 5.07 (b) para arremessadores].

Qualquer jogada que ocorra enquanto um jogador que deixara o jogo –depois de ter sido substituído– participa novamente desse jogo deve ser considerada válida. Se o árbitro achar que o jogador retornou ao jogo sabendo que isso contraria a regra de substituição de jogadores, poderá expulsar o técnico.

NOTA: No beisebol amador, um jogador removido do jogo pode ser autorizado a atuar como “base coach”.

(e) Um jogador cujo nome está na ordem de batedores de sua equipe não pode se tornar um corredor substituto de outro membro de sua equipe.Comentário – Regra 5.10 (e): O objetivo desta regra é eliminar a prática de se usar os assim chamados corredores de cortesia (“courtesy runners”). Nenhum jogador que está no jogo deve ser autorizado a atuar como um corredor de cortesia no lugar de um companheiro de equipe. Nenhum jogador que estava no jogo e fora retirado por um substituto deve retornar como um corredor de cortesia. Se um jogador que não está no “lineup” (formulário de escalação) da equipe for usado como um corredor, será tratado como um jogador substituto.

(f) O arremessador designado na Ordem de Batedores (“Batting Order”) entregue ao árbitro principal, conforme está estabelecido nas Regras 4.03 (a) e 4.03 (b), deve arremessar ao primeiro batedor, ou ao seu substituto, até que ele seja eliminado ou alcance a primeira base, a menos que se machuque ou adoeça e o árbitro principal o considere incapacitado para continuar arremessando.

(g) O arremessador abridor ou qualquer arremessador substituto tem de arremessar para, no mínimo, três batedores consecutivos, incluindo o batedor que naquele momento está no “batter’s box” (ou um batedor substituto), até que esses batedores sejam eliminados ou alcancem a primeira base, ou até que a equipe na ofensiva seja eliminada, a menos que o arremessador (abridor ou seu substituto) se machuque ou adoeça, e, na opinião do árbitro principal, fique incapacitado para continuar atuando como um arremessador.

Comentário – Regra 5.10 (g): Para ser classificado como um dos três batedores consecutivos, o batedor tem de completar a sua vez de bater, ou seja, deve ser eliminado ou se tornar um corredor. Se a equipe na ofensiva sofre a terceira eliminação antes de um arremessador substituto enfrentar seus primeiros três batedores consecutivos, esse arremessador pode ser removido do jogo, entre “innings”; mas caso ele retorne no “inning” seguinte, tem de arremessar a tantos batedores quantos forem necessários, para satisfazer a exigência da obrigatoriedade de arremessar para três batedores consecutivos. Nesse caso, devem ser incluídos batedores que completaram a vez de bater com esse arremessador no “inning” anterior (isto é, caso ele não tenha enfrentado um batedor no “inning” 1, tem de arremessar para três batedores no “inning” 2; se ele tiver enfrentado um batedor no “inning” 1, terá de arremessar para dois batedores no “inning” 2; e se tiver enfrentado dois batedores no “inning” 1, terá de arremessar para um batedor no “inning” 2. Um “walk” (base por “balls”) intencional é contado para satisfazer a quantidade de batedores exigida. A eliminação de um corredor fora da base não satisfaz a exigência da quantidade mínima de batedores, mas permitiria a remoção antecipada do arremessador se a eliminação feita fora da base termina o “inning”.

(h) Se for feita uma substituição incorreta do arremessador, o árbitro deverá ordenar o retorno do arremessador correto ao jogo até que sejam cumpridas as disposições desta regra. Se for permitido que o arremessador incorreto arremesse, qualquer jogada resultante será legal. O arremessador incorreto torna-se o arremessador correto tão logo efetue seu primeiro arremesso ao batedor, ou tão logo um corredor seja eliminado.

Comentário – Regra 5.10 (h): Se um técnico tenta remover um arremessador infringindo a Regra 5.10 (h), o árbitro deve comunicar ao técnico do Clube infrator que isso não pode ser feito. Se, por acaso, o árbitro principal tiver, inadvertidamente, anunciado a entrada de um arremessador incorreto, ele poderá ainda corrigir a situação, antes que esse arremessador arremesse. Uma vez que o arremessador incorreto efetue um arremesso, ele se torna o arremessador correto.

(i) Se um arremessador que já está no jogo cruzar a linha de “foul” a fim de ocupar seu lugar sobre o “pitcher’s plate” para iniciar um “inning”, ele deverá arremessar ao primeiro batedor até que esse batedor seja eliminado ou alcance a 1ª base, a menos que o batedor seja substituído, ou o arremessador se machuque ou adoeça de tal forma que o árbitro principal o julgue incapacitado para continuar arremessando. Se o arremessador que estava atuando na ofensiva (como corredor ou batedor) não retornar ao “dugout” após ser eliminado e encerrar a metade de “inning”, ele não será obrigado a arremessar ao primeiro batedor da metade de “inning” seguinte, a menos que se posicione sobre o “pitcher’s plate” para iniciar os arremessos de aquecimento.

NOTA: A exclusão do batedor substituto à exigência de que um arremessador que já está no jogo tem de enfrentar o primeiro batedor para iniciar um “inning”, de acordo com a Regra 5.10 (i), não se aplica a um arremessador substituto que retorna para atuar num “inning” subsequente, sem ter satisfeito a exigência de arremessar a três batedores, contida na Regra 5.10 (g). Assim, se um arremessador que não tenha cumprido a exigência de enfrentar três batedores no fim de um “inning” retorna para o “inning” subsequente, a obrigação de satisfazer essa exigência deve continuar, mesmo que a equipe oponente resolva substituir o primeiro batedor para iniciar um “inning” subsequente.

(j) Se uma substituição não for anunciada, o substituto será considerado dentro do jogo quando:

(1) Ocupa sua posição sobre o “pitcher’s plate” – se for um arremessador.

(2) Ocupa sua posição no “batter’s box” – se for um batedor.

(3) Chega à posição que o defensor substituído ocupava normalmente, e o árbitro de “home” inicia o jogo – se for um defensor.

(4) Chega à base que o corredor substituído ocupava – se for um corredor.

Qualquer jogada realizada por/sobre qualquer dos substitutos não anunciados mencionados acima será legal.

(k) Jogadores e reservas de ambas as equipes devem permanecer nos seus respectivos “benches”, a não ser que estejam realmente participando da partida, se preparando para entrar no jogo ou atuando como “coach” na primeira ou terceira base. Somente jogadores, reservas, técnicos, “coaches”, treinadores e “bat boys” (recolhedores de “bats”) podem ocupar um “bench” durante um jogo.

PENALIDADE: Por violação desta regra, o árbitro pode remover o infrator do campo depois de uma advertência.

Comentário – Regra 5.10 (k): Aqueles que constam da lista de jogadores machucados têm permissão para participar de atividades pré-jogo e permanecer no “bench” enquanto sua equipe está jogando, mas não podem tomar parte em quaisquer atividades durante o jogo, tais como aquecer um arremessador, incomodar a equipe adversária com palavras ou gestos etc. Jogadores machucados não podem entrar na área de jogo em nenhum momento, ou por nenhum motivo, durante o jogo.

NOTA: No círculo do batedor seguinte pode permanecer somente um jogador (o batedor seguinte ou seu substituto).

(l) Visitas ao Montículo – Arremessador é Removido do Jogo

Uma Liga Profissional deve adotar a seguinte regra com respeito à visita do técnico ou “coach” ao arremessador:

(1) Esta regra limita o número de visitas que um técnico ou “coach” pode fazer a um arremessador, num “inning”.

(2) Uma segunda visita ao mesmo arremessador, no mesmo “inning”, causará a remoção automática (do jogo) desse arremessador.

(3) O técnico ou “coach” está proibido de fazer uma segunda visita ao montículo enquanto o mesmo batedor está no “batter’s box”, mas

(4) se um “pinch-hitter” (batedor de emergência) substituir esse batedor, o técnico ou “coach” poderá fazer uma segunda visita ao montículo, porém terá de remover do jogo o arremessador.

Um técnico ou “coach” é considerado ter concluído sua visita ao montículo quando deixa o círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”.

Comentário – Regra 5.10 (l): O técnico ou “coach” se dirige ao receptor ou a um defensor do campo interno, e esse jogador, em seguida, vai ao montículo, ou o arremessador vai até onde ele (receptor ou defensor do campo interno) está posicionado, antes que haja uma jogada intermediária (um arremesso ou outra jogada). Esse procedimento deve ser tratado da mesma forma que quando o técnico ou “coach” vai ao montículo para conversar com o arremessador.

Se o técnico ou “coach” tentar burlar ou desprezar esta regra, procedendo dessa forma, será contada uma visita ao montículo. 

Se o “coach” vai ao montículo e remove um arremessador, e depois o técnico entra no campo e conversa com o novo arremessador, deve-se contar uma visita a esse novo arremessador nesse “inning”.

Um técnico ou “coach” não deve ser considerado ter concluído sua visita ao montículo se ele deixa temporariamente o círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate” a fim de informar o árbitro sobre uma dupla mudança ou substituição que está sendo feita.

Um técnico faz sua primeira visita ao arremessador e depois volta pela segunda vez, no mesmo “inning”, para conversar com o mesmo arremessador enquanto o mesmo batedor está no “batter’s box”; e isso depois de ter sido advertido pelo árbitro de que tal volta não seria permitida. Num caso como esse, o técnico deve ser removido do jogo, e o arremessador tem de arremessar ao batedor até que ele seja eliminado ou chegue a uma base. Depois que o batedor é eliminado ou se torna um corredor, esse arremessador tem que ser retirado do jogo. O técnico deve ser notificado de que seu arremessador será removido do jogo depois de arremessar para um batedor, para que ele possa ter um arremessador substituto aquecido. Em tal circunstância, o árbitro concederá ao arremessador substituto um tempo que, na sua opinião, seja necessário para efetuar os arremessos preparatórios

Para os propósitos desta Regra 5.10 (l), quando o arremessador é substituído, deve ser contada uma visita a esse arremessador nesse “inning”, sem levar em conta se o técnico ou “coach” vai ao “mound” (montículo), ou se o arremessador permanece no jogo numa posição diferente na defensiva.

OBSERVAÇÃO: Na eventualidade de o arremessador se ferir, o técnico poderá solicitar ao árbitro permissão para se dirigir ao montículo. Havendo essa permissão, sua visita ao arremessador não será contada.

(m) Limitação do Número de Visitas ao Montículo Por Jogo

Esta regra deve ser aplicada em jogos da “Major League”. As “Minor Leagues” podem adotar uma regra estabelecendo uma limitação diferente sobre o número de visitas ao montículo permitido num jogo, ou sem estabelecer limitação. 

(1) Visitas ao montículo, sem uma mudança de arremessador, devem ser limitadas a cinco por equipe, em nove “innings”. Para “innings” extras jogados, cada equipe deve ter direito a uma visita adicional ao montículo, por “inning”.

(2) Para os propósitos desta Regra 5.10 (m), cada vez que o técnico ou “coach” vai ao montículo para conversar com o arremessador deve-se contar uma visita. Quando um jogador deixa sua posição para conversar com o arremessador, ou um arremessador deixa o montículo para conversar com outro jogador, deve-se também contar uma visita, independentemente de onde ocorra a visita, ou da duração da visita. A ida de um técnico, “coach” ou jogador ao montículo para participar de uma reunião já em andamento não deve ser considerada uma visita independente. Não deve ser contada uma visita também nos seguintes casos:

(A) Um batedor termina a sua vez de bater; enquanto o batedor seguinte está se posicionando no “batter’s box” normalmente, o arremessador e um defensor conversam (sem se deslocarem de suas posições).

(B) Visitas ao montículo por defensores, somente para limpar sapatos (“spikes”), desde que não conversem com o arremessador; 

(C) Visitas ao montículo devido a um ferimento ou potencial ferimento sofrido por arremessador;

(D) Visitas ao montículo por defensores, após o anúncio de uma substituição feita pela equipe na ofensiva, mas antes de um arremesso ou jogada subsequente;

(E) Visitas ao montículo por defensores, que ocorrem enquanto a partida está paralisada após o árbitro ter declarado “TIME” (por exemplo: em seguida a um ferimento sofrido por um árbitro ou jogador; a presença de um espectador, objeto, ou um funcionário no campo etc.), desde que não retardem o reinício da partida.

(F) Visitas ao montículo por defensores após um “home run”, desde que retornem a suas posições antes que o corredor cruze o “home plate”; e

(G) Visitas ao montículo por defensores durante uma pausa no “inning” ou substituição de arremessador, desde que não impeçam que o arremessador cumpra o limite de tempo estabelecido para a pausa ou substituição de arremessador.

(3) Num jogo (ou em “innings” extras) em que uma equipe tem sua cota de visitas ao montículo esgotada, o árbitro de “home” percebe que o receptor e o arremessador não se entendem sobre a direção e o tipo de arremesso a ser efetuado. Nesse caso, ele (árbitro de “home”) pode, mediante solicitação do receptor, autorizar que este faça uma visita rápida ao montículo. Entretanto, qualquer visita ao montículo feita sem essa autorização, antes de a equipe esgotar sua cota de visitas, deve ser contada.

(4) Aplicação de limites de visita ao montículo. Um técnico ou “coach” que cruza a linha de “foul”, a caminho do montículo, depois que sua equipe tiver esgotado o limite de visitas ao montículo, tem de fazer uma mudança de arremessador, a não ser que esse arremessador não tenha arremessado para um mínimo de três batedores consecutivosde acordo com a Regra 5.10 (g), caso em que ele deve continuar arremessando somente para cumprir a obrigação de enfrentar seus primeiros três batedores consecutivos (ou até o fim do “inning”, o que vier primeiro), de acordo com a Regra 5.10 (g). Se um técnico ou “coach” acredita que pode ser aplicada uma exceção à regra sobre visita ao montículo, ele tem de consultar o árbitro antes de cruzar a linha de “foul”. Em situações em que uma equipe é forçada a fazer uma mudança não intencional de arremessador com a aplicação desta Regra, e nenhum arremessador substituto está fazendo aquecimento no “bullpen”, o técnico ou “coach” que infringir a Regra, excedendo a quantidade permitida de visitas, estará sujeito a ser expulso do jogo. O árbitro pode conceder ao arremessador substituto tempo adicional para se preparar para entrar no jogo.

Se um defensor faz uma visita após sua equipe ter esgotado seu limite de visitas ao montículo, ele pode estar sujeito a ser expulso se não retornar para sua posição quando ordenado pelo árbitro; contudo, o arremessador não será removido do jogo em razão de uma visita não permissível feita por um defensor. 

5.11 Regra do Batedor Designado

(a) A Regra do Batedor Designado estabelece o seguinte:

(1) Um batedor pode ser designado para bater no lugar do arremessador inicial e de todos os arremessadores subsequentes, em qualquer jogo, sem que isso afete a situação legal do(s) arremessador(es) no jogo. Caso uma equipe pretenda usar um Batedor Designado, o jogador que deve bater no lugar do arremessador tem de ser escolhido antes do jogo e estar incluído no formulário de escalação (“Lineup Card”) apresentado ao árbitro principal. Se uma equipe relacionar 10 jogadores no seu “Lineup Card”, sem indicar um deles como o Batedor Designado, e o erro for percebido por um árbitro ou por qualquer dos técnicos (ou pela pessoa designada pelo técnico para entregar o “lineup”) antes da ordem “Play” para iniciar o jogo, o árbitro principal deverá mandar o técnico que cometeu a falha mencionar qual dos nove jogadores, exceto o arremessador, será o Batedor Designado.

Comentário – Regra 5.11 (a) (1): A não indicação do Batedor Designado quando são relacionados 10 jogadores na Ordem de Batedores é um erro “óbvio” que pode ser corrigido antes do início de um jogo. Vide Comentário – Regra 4.03. 

(2) O Batedor Designado indicado na escalação inicial (“starting lineup”) tem de bater pelo menos uma vez, a menos que a equipe contrária substitua o arremessador.

(3) Uma equipe não é obrigada a designar um batedor para o arremessador, mas se deixar de fazê-lo antes do jogo, ficará impedida de usar um Batedor Designado para esse jogo.

(4) Podem ser usados “pinch-hitters” (batedores de emergência) para um    Batedor Designado. Qualquer batedor que substitua um Batedor Designado torna-se, daí em diante, o novo Batedor Designado. Um Batedor Designado substituído não pode retornar ao jogo em nenhuma circunstância.

(5) O Batedor Designado pode ser usado na defesa e continuar batendo na mesma posição na ordem de batedores, mas o arremessador, então, tem de bater no lugar do jogador da defensiva substituído, a menos que sejam feitas várias substituições, e nesse caso o técnico tem de designar o lugar de cada um na ordem de batedores.

(6) Um substituto pode entrar no lugar do Batedor Designado, como “pinch-runner” (corredor de emergência), e esse corredor deve, daí em diante, assumir a função de Batedor Designado. Um Batedor Designado não pode ser um corredor de emergência.

(7) Um Batedor Designado está “preso” à ordem de batedores. Não são permitidas substituições múltiplas que possam alterar a rotação do Batedor Designado na ordem de batedores. 

(8) Uma vez que o arremessador do jogo seja removido do montículo (“mound”) para uma posição na defesa, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.   

(9) Uma vez que um batedor de emergência atue no lugar de qualquer jogador na ordem de batedores e depois entre no jogo para arremessar, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.

(10) Uma vez que o arremessador do jogo atue como batedor ou corredor no lugar do Batedor Designado, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo. O arremessador do jogo pode atuar como batedor de emergência ou corredor de emergência somente no lugar do Batedor Designado.

(11) Se um técnico relacionar 10 jogadores no “Lineup Card”, sem indicar um deles como o Batedor Designado, e o técnico da equipe oponente comunicar essa omissão ao árbitro principal depois de iniciado o jogo, 

(A) o arremessador terá de bater no lugar do jogador relacionado no “Lineup Card” que não tenha assumido uma posição na defesa, se a equipe tiver entrado no campo para atuar na defesa, ou

(B) se a equipe não tiver ainda entrado no campo para atuar na defesa, o arremessador será colocado na ordem de batedores no lugar de qualquer jogador escolhido pelo técnico dessa equipe.

Em qualquer caso, o jogador cujo lugar na ordem de batedores é ocupado pelo arremessador deve ser considerado como se tivesse sido substituído e removido do jogo; e a função do Batedor Designado termina para o resto do jogo. Qualquer jogada que tenha ocorrido antes de a infração ser levada ao conhecimento do árbitro principal deve ser mantida. Vide Regra 6.03 (b).

(12) Uma vez que um Batedor Designado assuma uma posição na defesa, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.

(13) Um substituto para o Batedor Designado não precisa ser anunciado até que chegue a vez do Batedor Designado na ordem de batedores.

(14) Se um jogador da defesa vai ao montículo (isto é, substitui o arremessador), termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.

(15) O Batedor Designado não pode ficar no “bullpen”, a menos que esteja servindo de receptor a um arremessador.

(b) Jogador Abridor como Batedor Designado. Não é obrigatório que um Clube indique um batedor para o arremessador. Entretanto, no caso de o arremessador abridor desejar bater, ele será considerado duas pessoas diferentes para os propósitos da Regra 5.11 (a). Em tais casos, o técnico deve listar 10 jogadores no formulário de escalação de sua equipe, e esse jogador deve ser nomeado duas vezes - uma vez como o arremessador abridor e uma vez como o Batedor Designado. Assim, se o arremessador abridor voltar, ele poderá continuar como o Batedor Designado (mas não poderá mais arremessar no jogo) e, se o Batedor Designado voltar, ele poderá continuar como o arremessador (mas não poderá mais atuar como batedor). Se o jogador voltar a atuar simultaneamente como um arremessador abridor e Batedor Designado, ele não poderá voltar a atuar por um outro "two-way player" (jogador que tem a habilidade para arremessar e bater) preenchendo ambos os papeis como pessoas diferentes (isso pode ser feito somente uma vez no formulário de escalação inicial identificando que o arremessador abridor poderá bater no seu lugar.

Não obstante qualquer coisa que contrarie a Regra 5.11 (a) acima, se esse arremessador bate ou corre como Batedor Designado, tal movimento não encerra o papel do Batedor Designado para esse Clube, nem termina a vez de bater em caso de o Batedor Designado assumir a vez do arremessador na defensiva. Todavia, se esse jogador for mudado do montículo ou lista de Batedor Designado para uma posição na defesa que não seja a de arremessador, tal mudança terminará a vez do Batedor Designado para esse Clube pelo resto do jogo.

5.12 Declarando “Time” (Tempo) e “Dead Balls” (Bolas Mortas)

(a) Quando um árbitro paralisa o jogo, deve declarar “TIME”. No momento em que o árbitro principal declara “PLAY”, cessa a paralisação e a partida reinicia. Entre a declaração de “TIME” e a declaração de “PLAY” a bola está morta. 

(b) A bola torna-se morta quando um árbitro declara “TIME”. O árbitro principal deve declarar “TIME”:

(1) Quando, na sua opinião, as condições climáticas, a escuridão ou causas similares tornem impossível o prosseguimento imediato da partida.

(2) Quando a falha no sistema de iluminação torna difícil ou impossível continuar o jogo.

NOTA: Uma Liga pode adotar seus próprios regulamentos para administrar os jogos interrompidos por falha no sistema de iluminação.

NOTA 1: Quando ocorre um defeito no sistema de iluminação enquanto uma jogada está em andamento, essa jogada (não concluída) deve ser anulada. Se o incidente acontecer no instante em que a equipe na defensiva está tentando uma jogada dupla (“double play”) ou tripla (“triple play”), o lance será totalmente anulado, ainda que a primeira eliminação já tenha sido concretizada. Quando a falha na iluminação for restaurada, o jogo será reiniciado a partir da situação em que se encontrava antes do início da jogada que fora anulada.

NOTA 2: Se faltar iluminação quando está ocorrendo quaisquer dos casos em que o batedor-corredor e os corredores podem avançar sem correrem o risco de serem eliminados (“base on balls”, “balk”, Interferência da Defensiva, Obstrução etc.), o lance não será anulado. Eles poderão avançar e tocar as bases que lhes forem concedidas.

NOTA 3: Se, com uma jogada em andamento, ocorrer falta parcial de iluminação (por exemplo: queda repentina de voltagem), a decisão a ser tomada –declarar “TIME”, imediatamente, ou deixar o lance prosseguir até que seja concluído– ficará a critério do árbitro.

(3) Quando um acidente incapacita um jogador ou um árbitro.

(A) Se um acidente com um corredor for tão grave a ponto de impedi-lo de continuar avançando a uma base que lhe fora concedida, como num “home run” rebatido para fora do campo de jogo, ou   numa concessão de uma ou mais bases, um corredor substituto deverá ser autorizado a completar a jogada.

(4) Quando um técnico pede “TIME” para uma substituição, ou para conversar com um de seus jogadores.

NOTA: O técnico não deve pedir “TIME” quando está ocorrendo uma jogada.  Quando o arremessador está fazendo os movimentos de arremesso, ou no momento em que um corredor está avançando ou retornando a uma base, ou , ainda, quando uma jogada está em andamento, o técnico não deve pedir “TIME”; se o fizer, o árbitro não deve atendê-lo.  O jogo deve ser paralisado no momento em que o árbitro declara “TIME”, e não quando o técnico faz a solicitação.

(5) Quando um árbitro quer examinar a bola, consultar qualquer dos técnicos ou por qualquer causa similar.

(6) Quando um defensor, após apanhar uma bola “fly”, pisa qualquer área fora de jogo ou cai para dentro de qualquer área fora de jogo. Cada corredor deve avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, a partir da última base tocada legalmente no momento em que o defensor pisou/caiu para dentro de tal área fora de jogo.

(7) Quando um árbitro ordena a remoção de um jogador ou qualquer outra pessoa do campo de jogo. 

(8) Exceto nos casos mencionados nos parágrafos (2) e (3) (A) desta regra, nenhum árbitro deve declarar “TIME” enquanto uma jogada está em andamento.

Depois que a bola se torna morta, a partida deve ser reiniciada quando o arremessador, de posse de uma nova bola ou da mesma bola, ocupa seu lugar sobre o “pitcher’s plate” e o árbitro de “home” declara “PLAY”. O árbitro de “home” deve declarar “PLAY” tão logo o arremessador, de posse da bola, ocupe seu lugar sobre o “pitcher’s plate”.

6.00 – JOGADA INCORRETA, AÇÃO ILEGAL E MÁ CONDUTA

 6.01 Interferência, Obstrução e Colisões com Receptor

(a) Interferência do Batedor ou Corredor

É Interferência de um batedor ou corredor quando:

(1) Depois de um terceiro “strike” não agarrado, o batedor-corredor estorva, claramente, o receptor que está tentando apanhar a bola. Tal batedor-corredor é “out”, a bola torna-se morta, e todos os outros corredores retornam às bases que ocupavam no momento do arremesso. Se uma bola arremessada não agarrada permanece nas proximidades do “home plate” e, inadvertidamente, é desviada pelo batedor ou corredor, ela fica morta, e os corredores devem retornar às bases que estavam ocupando no momento do arremesso (mas se isso acontecer no terceiro “strike”, o batedor é “out).  

Comentário – Regra 6.01 (a) (1):  Se a bola arremessada desvia ao ter contato com o receptor ou árbitro e, subsequentemente, toca o batedor-corredor, o árbitro não deve declarar uma Interferência, a menos que, na sua opinião, tal batedor-corredor tenha estorvado, claramente, o receptor tentando apanhar a bola.

NOTA 1: Quando o batedor que se tornara batedor-corredor no terceiro “strike” não agarrado ou quarto “ball” estorva, claramente, o receptor que está fazendo uma jogada sobre o corredor da 3ª base, esse batedor-corredor deve ser eliminado, e o corredor tem de retornar à 3ª base (a base que ele estava ocupando no momento do arremesso). Outros corredores também têm de retornar.

NOTA 2: Quando o batedor eliminado por três “strikes”, de acordo com as Regras 5.09 (a) (2) [6.05 (b)] e 5.09 (a) (3) [6.05 (c)], estorva, claramente, o receptor que está fazendo uma jogada sobre o corredor da 3ª base, o árbitro deve eliminar também esse corredor da 3ª base, aplicando a Regra 6.01 (a) (5) [Regra 7.09 (e)].

NOTA 3: No caso da Nota 2, se houver mais de um corredor tentando roubar base, o árbitro eliminará o corredor que seria o alvo da jogada, e os demais corredores retornarão às bases que estavam ocupando no momento da Interferência. Se não for possível identificar o jogador sobre o qual seria executada a jogada, o árbitro eliminará aquele que estiver mais perto do “home plate”. Vide Regra 6.01 (a) (5) [Regra 7.09 (e) – NOTA].

(2) O batedor ou corredor desvia de alguma maneira, e intencionalmente, o curso de uma bola rebatida que continua em movimento sobre o território “foul”.

(3) Com menos de duas eliminações e um corredor na terceira base, o batedor estorva um defensor que está fazendo uma jogada no “home base”; o corredor é eliminado.

NOTA: Não se aplica este item da regra quando o batedor estorva uma jogada do receptor que está tentando surpreender o corredor da terceira base que está apenas fora da base, ou seja, não está tentando anotar ponto. Vide Regra 5.09 (b) (8).

(4) Um ou mais membros da equipe na ofensiva permanecem ou se reúnem ao redor de uma base para a qual um corredor está avançando, a fim de confundir e estorvar os defensores ou aumentar a dificuldade desses defensores. Tal corredor deve ser declarado eliminado em razão da Interferência cometida por seu(s) companheiro(s) de equipe.

(5) Um batedor ou corredor que acabara de ser eliminado, ou um corredor que acabara de anotar ponto, estorva ou impede uma jogada subsequente sobre um corredor. Tal corredor deve ser declarado eliminado em razão da Interferência cometida por seu companheiro de equipe [vide Regra 6.01 (j)].

Comentário – Regra 6.01 (a) (5): Se o batedor ou um corredor continua avançando ou retorna (ou tenta retornar) para sua última base legalmente tocada, depois de ter sido eliminado, ele não deve, só por esse ato, ser julgado como se estivesse confundindo, estorvando ou dificultando as ações de defensores. 

NOTA: Com respeito à aplicação desta regra, consideremos um caso em que, com dois ou mais corredores em base, um batedor ou corredor já eliminado estorva um defensor que está tentando uma jogada sobre um desses corredores. Se for possível identificar claramente o corredor que seria o alvo dessa jogada, o árbitro deverá eliminá-lo; não sendo possível essa identificação, deverá eliminar o corredor que estiver mais perto do “home plate”. No momento em que um desses corredores é eliminado, a bola torna-se morta, e os outros corredores têm de retornar às bases que estavam ocupando quando o defensor sofreu a Interferência. Se, entretanto, a Interferência for cometida sobre o defensor que, após apanhar a bola, estava tentando eliminar um desses corredores, em vez de fazer uma jogada sobre o batedor-corredor, o corredor que seria o alvo de tal jogada deverá ser eliminado. Os outros corredores terão de retornar às bases que estavam ocupando no momento do arremesso. O batedor-corredor, porém, adquire o direito de ir à primeira base. O corredor que for obrigado a deixar a base que estava ocupando em razão da concessão da primeira base ao batedor-corredor poderá avançar uma base, sem o risco de ser eliminado. Por exemplo, nenhuma eliminação, bases cheias, “ground ball” na direção do interbases. O corredor da terceira base é eliminado no “home” (“force out”). Se esse corredor eliminado estorvar o receptor no momento em que ele está lançando a bola à terceira base para tentar uma Jogada Dupla, o corredor da segunda base deverá ser eliminado devido à Interferência cometida pelo corredor eliminado anteriormente. Como o batedor-corredor adquire o direito de ir à primeira base, o corredor da primeira base será autorizado a avançar à segunda base.

(6) Na opinião do árbitro, um corredor interfere, intencional e deliberadamente, no curso de uma bola rebatida, ou na ação de um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida, com o evidente propósito de evitar uma Jogada Dupla. A bola torna-se morta. O árbitro deve eliminar o corredor, por Interferência, e deve eliminar também o batedor-corredor, em razão da ação de seu companheiro de equipe. Neste caso, os demais corredores não podem avançar nem anotar ponto [vide Regra 6.01 (j)].

(7) Na opinião do árbitro, um batedor-corredor interfere, intencional e deliberadamente, no curso de uma bola rebatida, ou na ação de um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida, com o evidente propósito de evitar uma Jogada Dupla. A bola torna-se morta. O árbitro deve eliminar o batedor-corredor, por Interferência, e deve eliminar também o corredor que tenha chegado mais perto do “home plate”, sem levar em conta onde a Jogada Dupla teria sido executada.  Neste caso, os demais corredores não podem avançar [vide Regra 6.01 (j)].

(8) Na opinião do árbitro, o “base coach” da terceira ou primeira base, tocando ou segurando o corredor, presta-lhe ajuda física para fazê-lo retornar à/sair da terceira ou primeira base.

(9) Com um corredor na terceira base, o “base coach” deixa seu “box” e atua de alguma maneira para atrair um lançamento de um defensor.

(10) O corredor não desvia de um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida, ou interfere, intencionalmente, numa bola lançada. Entretanto, se dois ou mais defensores tentam apanhar uma bola rebatida, e o corredor tem contato com um ou mais deles, o árbitro deve determinar qual defensor tem direito ao benefício desta regra. O corredor não deve ser eliminado só pelo fato de ter colidido com um defensor, e sim quando tem contato com o defensor que teria, realmente, a oportunidade de apanhar a bola. O árbitro deve eliminar o corredor, de acordo com a Regra 5.09 (b) (3). Se a terceira eliminação ocorre porque um corredor é declarado eliminado por interferência numa bola rebatida “foul”, o batedor-corredor é considerado ter completado a sua vez de bater, e o primeiro batedor do “inning” seguinte será o jogador que o segue na ordem de batedores (se há menos de duas eliminações, o batedor completará a sua vez de bater). Se o batedor-corredor for julgado não ter atrapalhado um defensor tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida, e se a Interferência do corredor for considerada não intencional, a ele (batedor-corredor) será concedida a primeira base.

Comentário – Regra 6.01 (a) (10): Quando um receptor e um batedor-corredor que está indo em direção à primeira base têm contato no momento em que o primeiro está apanhando a bola, geralmente não há infração, e nada deve ser declarado. “Obstrução” por um defensor que está tentando apanhar uma bola deve ser declarada somente em casos muito flagrantes e violentos, porque as regras lhe dão o direito do caminho; porém, obviamente, tal “direito do caminho” não é uma permissão para, por exemplo, tropeçar intencionalmente num corredor, mesmo quando está apanhando a bola. Se o receptor está apanhando a bola, e qualquer defensor, incluindo o arremessador, obstrui um corredor que está indo à primeira base, o árbitro deve declarar uma “Obstrução” e conceder a primeira base a esse corredor. 

(11) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor atinge o corredor, em território “fair”. Se uma bola “fair” passa através ou ao lado de um defensor do campo interno e toca um corredor que está imediatamente atrás dele, ou toca o corredor depois de ter sido desviada por um defensor, o árbitro não deve eliminar o corredor pelo fato de ter sido atingido por uma bola rebatida. Ao tomar tal decisão, o árbitro tem de estar convencido de que a bola passou através ou ao lado do defensor, e que nenhum outro defensor do campo interno tinha a chance de fazer uma jogada sobre a bola. Se, na opinião do árbitro, o corredor chuta, deliberada e intencionalmente, uma bola rebatida sobre a qual o defensor do campo interno não tenha conseguido fazer uma jogada, esse corredor, então, deve ser declarado eliminado por Interferência. 

PENALIDADE POR INTERFERÊNCIA: O corredor é “out” e a bola torna-se morta.

Se o árbitro declara eliminado o batedor, batedor-corredor ou um corredor, por Interferência, todos os outros corredores devem retornar à última base que, na opinião desse árbitro, fora tocada legalmente no momento da Interferência, a menos que alguma coisa diferente esteja prevista nestas regras.

Caso o batedor-corredor não tenha tocado a primeira base, todos os corredores devem retornar à última base que estavam ocupando no momento do arremesso; se, entretanto, durante uma jogada intermediária –com menos de duas eliminações– um corredor pisa o “home plate”, e depois o batedor-corredor é declarado “out” por Interferência fora da faixa de três pés, o corredor é “safe” e deve ser contado um ponto.

NOTA: Não se aplica este item da regra quando a Interferência ocorre depois de concluída uma jogada sobre outro corredor. Nesse caso, a jogada anterior tem validade; o corredor é declarado “out” ou “safe”. Após a ocorrência da Interferência, a bola torna-se morta.

Comentário – Regra 6.01 (a) Penalidade por Interferência: Um corredor que é julgado ter estorvado um defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida deve ser eliminado, sem levar em conta se o ato foi intencional ou não.

Se, porém, o corredor está em contato com uma base conquistada legalmente quando estorva o defensor, ele não deve ser declarado eliminado, a menos que, na opinião do árbitro, tal estorvo –independentemente de ter ocorrido em território “fair” ou “foul”– tenha sido intencional. Se o árbitro declara que o estorvo foi intencional, deve ser aplicada a seguinte penalidade: com menos de duas eliminações, deve eliminar ambos (o corredor e o batedor); com duas eliminações, deve eliminar o batedor.

NOTA 1: A expressão “defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida” tem o seguinte significado: é a ação de um defensor, desde quando ele se prepara para apanhar a bola rebatida até o momento em que completa o lançamento a um companheiro. Portanto, se o corredor interferir em qualquer fase da ação defensiva referida anteriormente, estará estorvando o defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida.

NOTA 2: Mesmo que o corredor esteja correndo dentro da área a que se referem as Regras 5.09 (a) (11) e 5.09 (b) (1), se o árbitro julgar que esse corredor estorvou o defensor que estava tentando apanhar uma bola rebatida, deverá eliminá-lo aplicando esta regra.

PERGUNTA: Um “out”, corredor na terceira base. O batedor levantou um “foul fly” para as proximidades da terceira base. O corredor, permanecendo sobre a base, estorvou o defensor da terceira base e impediu que ele apanhasse a bola. Que decisão deve dar o árbitro?

RESPOSTA: Se o árbitro julgar que o corredor interferiu, intencionalmente, na jogada do defensor da terceira base, deverá eliminar tanto o corredor como o batedor.

Se numa Jogada de Perseguição (“Run-Down Play”) entre a terceira base e o “home plate” o corredor subsequente tiver chegado à terceira base quando o corredor que está nessa Jogada de Perseguição é eliminado por Interferência da Ofensiva, o árbitro deverá mandar o corredor que se encontra sobre a terceira base de volta à segunda base.

Aplica-se este mesmo princípio quando, com uma Jogada de Perseguição entre a segunda e terceira base, o corredor subsequente alcança a segunda base (o raciocínio é que nenhum corredor deve avançar quando ocorre uma Interferência, e um corredor é considerado ocupante de uma determinada base enquanto não alcança legalmente a base seguinte).

NOTA: Corredor na primeira e terceira base. O corredor da terceira base fica “preso” entre a terceira base e o “home plate”, e é eliminado por Interferência durante a Jogada de Perseguição. Se o corredor da primeira base tiver alcançado a segunda base antes de ocorrer a Interferência, esse avanço será reconhecido.

(b) Defensor – Direito do Caminho

Os jogadores, “coaches” ou qualquer membro de uma equipe na ofensiva devem desocupar qualquer espaço (inclusive os dois “dugouts” ou “bullpens”) que seja necessário a um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida ou lançada. Se um membro da equipe na ofensiva (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando apanhar ou defender uma bola rebatida, a bola torna-se morta, o batedor é declarado eliminado e todos os corredores retornam às bases que estavam ocupando no momento do arremesso. Se um membro da equipe na ofensiva (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando apanhar uma bola lançada, a bola torna-se morta, o corredor sobre o qual está sendo feita a jogada deve ser declarado eliminado e todos os corredores retornam à última base ocupada legalmente no momento da Interferência.

NOTA: Por exemplo, o batedor levantou um “foul fly”. Para não estorvar o receptor que vinha em sua direção para tentar efetuar a defesa, o batedor seguinte, que estava exercitando com dois “bats” enquanto aguardava a sua vez de bater, saiu do círculo, deixando um dos “bats” abandonado no chão. O receptor tropeçou nesse “bat” e, em razão disso, não conseguiu apanhar a bola, que, em situação normal, seria facilmente defensável.  Se o abitro julgar que o “bat” abandonado pelo batedor seguinte atrapalhou a jogada do receptor, deve-rá eliminar o batedor (aquele que rebateu a bola arremessada).

Comentário – Regra 6.01 (b): Interferência da Defensiva é um ato mediante o qual um defensor estorva um batedor ou impede que ele rebata um arremesso.

(c) Interferência do Receptor

O batedor torna-se um corredor e adquire o direito de ir à primeira base, sem o risco de ser eliminado (desde que avance e toque a primeira base) quando o receptor ou qualquer defensor interfere na sua ação. Se ocorrer uma jogada a despeito da Interferência, o técnico da equipe na ofensiva poderá avisar o árbitro de “home” sobre sua decisão de renunciar à penalidade da Interferência e aceitar a jogada. Tal escolha deve ser feita imediatamente depois de concluída a jogada. Entretanto, se o batedor chegar à primeira base por meio de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batsman”), ou de outra maneira, e todos os demais corredores avançarem pelo menos uma base, a jogada prosseguirá sem levar em conta a Interferência.

Comentário – Regra 6.01 (c): Se a Interferência do receptor for declarada com uma jogada em andamento, o árbitro permitirá que essa jogada continue, porque o técnico poderá preferir aceitar a jogada. Se o batedor-corredor deixa de tocar a primeira base, ou um corredor omite a base seguinte, tais jogadores devem ser considerados como se tivessem chegado a essas bases, conforme está estabelecido em NOTA da Regra 5.06 (b) (3) (D).

Exemplos de jogadas que o técnico pode preferir aceitar:

1. Corredor na terceira base, um “out”. O batedor acerta um “fly” para o campo externo. O corredor deixa a base legalmente e anota ponto, mas é declarada uma Interferência do receptor. O técnico da equipe na ofensiva pode preferir aceitar o ponto e a eliminação do batedor ou optar pela permanência do corredor na terceira base e concessão da primeira base ao batedor.

2. Nenhum “out”, corredor na segunda base. O batedor, apesar da Interferência do receptor, executa “bunt” e envia o corredor para a terceira base, mas é eliminado na primeira base. O técnico da equipe na ofensiva pode escolher entre ter um corredor na terceira base, com uma eliminação, ou ter corredores na primeira e segunda base, sem eliminação.

Se um corredor estiver tentando anotar ponto por meio de um “steal” (roubo de base) ou “squeeze play” (jogada de pressão) a partir da terceira base, será aplicada uma penalidade adicional. Vide Regra 6.01 (g). 

Se o receptor tiver contato com o batedor antes que o arremessador solte a bola, isso não será interpretado como uma Interferência sobre esse batedor, de acordo com a Regra 5.05 (b) (3). Em tais casos, o árbitro deve declarar “TIME” e ordenar que o arremessador e o batedor recomecem desde o início.

(d) Interferência Não Intencional

Em caso de interferência não intencional com jogada cometidas por qualquer pessoa autorizada a estar no campo de jogo (exceto membros da equipe na ofensiva que estão atuando no jogo, ou um "base coach"), estorvando um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida ou lançada; ou um árbitro) a bola permanece viva e em jogo. Se a interferência for intencional, a bola estará morta no momento em que ocorre a falta, e o árbitro deverá impor as penalidades que, na sua opinião, anularão os efeitos da interferência. 

Comentário – Regra 6.01 (d): Quando membros da equipe na ofensiva ou “base coaches” excetuados na Regra 6.01 (d) interferem na ação de um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida ou lançada, vide Regra 6.01 (b). Vide também Regras 5.06 (c) (2), 5.06 (c) (6) e 5.05 (b) (4), que tratam de Interferência cometida por um árbitro, e 5.09 (b) (3), que cobre a Interferência cometida por um corredor.

Para decidir se uma interferência é intencional ou não, o árbitro deve basear-se na ação da pessoa. Por exemplo: um gandula (recolhedor de “bat” ou catador de bola), policial, etc. faz um esforço para não ser atingido por uma bola lançada ou rebatida, mas, mesmo assim, não consegue evitar o incidente. Nesse caso, ele estaria envolvido numa interferência não intencional. Se, porém, ele pegar, segurar, tocar a bola ou empurrá-la/chutá-la, intencionalmentetal ato será interpretado como uma interferência intencional.

JOGADA: O batedor rebateu o arremesso em direção ao interbases (“shortstop”). Este apanhou a bola, mas fez um mau lançamento à primeira base. O “coach” da primeira base, para evitar ser atingido pela bola, jogou-se ao chão, e o defensor da primeira base, ao tentar interceptar o lançamento descontrolado, tropeçou nele; o batedor-corredor conseguiu chegar à terceira base. A decisão sobre esse lance –se deve ou não ser declarada uma Interferência do “coach”– fica a critério do árbitro; se, na sua opinião, o “coach” fez todo o possível para evitar interferir na jogada, não deve declarar uma Interferência. Se, porém, ele julgar que o “coach” estava apenas fingindo não estorvar a jogada, decidirá que houve Interferência.

(e) Interferência do Espectador

Quando um espectador interfere numa jogada com qualquer bola lançada ou rebatida, a bola fica morta no momento em que ocorre a falta, e o árbitro deve impor as penalidades que, na sua opinião, anularão o ato da Interferência.

REGRA APROVADA: Se a Interferência do espectador impede, claramente, que um defensor apanhe uma bola “fly”, o árbitro deve eliminar o batedor.

Comentário – Regra 6.01 (e): Há uma diferença entre um lance em que uma bola lançada ou rebatida para as arquibancadas toca um espectador (e por isso fica morta) –mesmo que ela pule de volta ao campo– e um lance em que um espectador adentra o campo, ou estica o braço sobre, sob ou através da cerca, e toca uma bola em jogo; ou tem contato com um jogador; ou ainda, de alguma forma, atrapalha um jogador. No segundo caso, o ato do espectador é claramente intencional, e deve ser tratado como uma interferência intencional conforme a Regra 6.01 (d). O batedor e os corredores devem ser colocados onde, na opinião do árbitro, estariam se a Interferência não tivesse ocorrido.

Não deve ser declarada uma Interferência quando um defensor se estica sobre uma cerca, grade, corda ou para dentro das arquibancadas para apanhar uma bola. Ele faz isso a seu próprio risco.  Contudo, se um espectador se estica para dentro do campo de jogo, por cima de tal cerca, grade ou corda, e impede, claramente, que o defensor apanhe uma bola, o batedor deve ser eliminado devido à Interferência do espectador.

EXEMPLO: Corredor na terceira base, um “out”. O batedor acertou uma rebatida “fly” longa para o campo externo (“fair” ou “foul”). Um espectador interferiu, claramente, na jogada do jardineiro (“outfielder”) que estava tentando apanhar a bola. O árbitro declarou a eliminação do batedor em razão da Interferência do espectador, e, nesse momento, a bola tornou-se morta. O árbitro decidiu que, devido à distância alcançada pela bola rebatida, o corredor da terceira base teria anotado ponto após a pegada (“catch”) se não tivesse ocorrido a Interferência do espectador. Por isso, o corredor da terceira base foi autorizado a anotar ponto. A decisão do árbitro poderia ter sido diferente se a Interferência tivesse ocorrido mais perto do “home plate”.

(f) Interferência do “Coach” e Árbitro

Se uma bola lançada toca, acidentalmente, um “base coach”, ou uma bola arremessada ou lançada toca um árbitro, a bola permanece viva e em jogo. Entretanto, se o “coach” interferir numa bola lançada, o corredor será eliminado.

Comentário – Regra 6.01 (f): Ocorre Interferência do Árbitro (1) quando um árbitro de “home” estorva, impede ou prejudica um lançamento do receptor que está tentando evitar um roubo de base ou eliminar um corredor fora da base; ou (2) quando uma bola “fair” que não tenha passado um defensor atinge um árbitro, em território “fair”. Interferência do Árbitro pode ocorrer também quando ele estorva o receptor que está devolvendo a bola ao arremessador.

(g) Interferência num “Squeeze Play” (Jogada de Pressão) ou “Steal of Home” (Roubo de “Home”)

Se, no momento em que o corredor da terceira base está tentando anotar ponto por meio de um “squeeze play” ou “steal”, o receptor ou qualquer outro defensor, sem estar de posse da bola, pisa o/sai à frente do “home base”, ou toca o batedor ou o seu “bat”, o árbitro deve imputar um “balk” ao arremessador, e o batedor deve ser autorizado a ir à primeira base em razão da Interferência da Defensiva. A bola torna-se morta. 

NOTA 1: Se o receptor, sem estar de posse da bola, sai à frente do “home base” ou fica sobre essa base, ou tem contato com o batedor ou o seu “bat”, o árbitro deve declarar uma Interferência da Defensiva. Particularmente neste caso, a falta do receptor deve ser marcada sem levar em conta se o batedor estava no “batter’s box” ou não, ou se ele estava tentando rebater o arremesso ou não. A Interferência de qualquer outro defensor ocorre quando, por exemplo, o defensor da primeira base se posiciona bem à frente e apanha a bola arremessada antes que ela passe o “home base”, para evitar um “squeeze play”.

NOTA 2: A todos os corredores, tenham ou não tentado roubar base, deve ser concedida uma base em razão da falta (“balk”) imputada ao arremessador.

NOTA 3: Esta regra deve ser aplicada sem levar em consideração se o arremesso foi efetuado legalmente ou ilegalmente.

NOTA 4: Se, no momento em que o arremessador –transformado em defensor por ter tirado legalmente o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”– lança a bola para eliminar o corredor que está tentando anotar ponto, o receptor ficar sobre o “home base” ou sair à frente dele, a jogada será legal. Se o batedor rebater essa bola, será declarada uma Interferência da Ofensiva.

(h) Obstrução

Quando ocorre uma Obstrução, o árbitro deve declarar “OBSTRUÇÃO” ou sinalizar a falta cometida pelo defensor.

(1) Se estiver ocorrendo uma jogada sobre o corredor obstruído, ou se o batedor-corredor for obstruído antes de tocar a primeira base, a bola ficará morta e todos os corredores avançarão, sem o risco de serem eliminados, às bases que, na opinião do árbitro, teriam alcançado se o defensor não tivesse cometido a falta. Ao corredor obstruído será concedida pelo menos uma base além da última base tocada legalmente antes da Obstrução. Os corredores precedentes que forem forçados a deixar suas bases em razão da concessão de bases por Obstrução poderão avançar, sem o risco de serem eliminados.

Comentário – Regra 6.01 (h) (1): Quando está sendo realizada uma jogada sobre um corredor obstruído, o árbitro deve sinalizar a Obstrução da mesma maneira que quando declara “TIME”, com ambas as mãos acima da cabeça. A bola torna-se morta, imediatamente, quando o árbitro faz esse sinal; porém, se uma bola lançada estiver em voo antes de a Obstrução ser declarada pelo árbitro, e essa bola resultar em “wild throw” (lançamento descontrolado), os corredores serão autorizados a avançar às bases que teriam alcançado em razão do mau lançamento se não tivesse ocorrido a Obstrução. Numa jogada, um corredor surpreendido entre a segunda e a terceira bases foi obstruído pelo defensor da terceira base que estava entrando na sua base enquanto o lançamento feito pelo interbases estava em voo; se tal lançamento entrar no “dugout”, o corredor obstruído será autorizado a ir para “home”. Qualquer outro corredor em base, nesta situação, será também autorizado a avançar duas bases a partir da última base tocada legalmente antes de a Obstrução ser declarada.

NOTA 1: Se o árbitro julgar que um defensor obstruiu o corredor enquanto ocorria uma Jogada de Perseguição, terá de aplicar esta regra, obviamente. Esta regra será aplicada também quando o árbitro julgar que o corredor, inclusive o batedor-corredor que tenha chegado à primeira base, foi obstruído no momento em que um defensor tentava eliminá-lo numa base, lançando a bola diretamente a essa base.

NOTA 2: Por exemplo, quando havia corredor na segunda e terceira base, o arremessador, ao tentar eliminar o corredor da terceira base, provocou uma Jogada de Perseguição entre a terceira base e o “home base”. Enquanto ocorria essa jogada, o corredor da segunda base chegou à terceira base. O corredor da terceira base, porém, conseguiu retornar à sua base. Por essa razão, o corredor da segunda base tentou retornar à sua base, mas não conseguiu; e ficou “preso” entre a segunda e a terceira bases. Se durante essa Jogada de Perseguição o defensor da segunda base, sem estar de posse da bola, colidir com o corredor, e o árbitro reconhecer isso como uma Obstrução, a bola estará morta. O corredor da segunda base irá para a terceira base, e o da terceira base, para “home”.

NOTA 3: Por exemplo, quando havia corredor na primeira base, o batedor acertou um “hit” (rebatida indefensável) na direção do jardim esquerdo. O jardineiro esquerdo, na tentativa de impedir o avanço do corredor da primeira base para a terceira base, lançou à terceira base. O corredor da primeira base, logo após ter ultrapassado a segunda base, chocou-se com o interbases, que não estava de posse da bola.  Se o árbitro reconhecer que o interbases obstruiu o corredor, deverá sinalizar a falta cometida. A bola estará morta e ao corredor da primeira base será concedida a terceira base. Com relação ao batedor, o árbitro deverá julgar se ele poderia ou não ter chegado à segunda base. Em caso afirmativo, conceder-lhe-á a segunda base. Do contrário, mandará permanecer na primeira base.

NOTA 4: Por exemplo, quando havia corredor na primeira base, o batedor acertou um “ground” na direção do defensor da primeira base. Este apanhou a bola e lançou à segunda base para eliminar o corredor da primeira base na Jogada Forçada. Enquanto isso, o arremessador que se movimentava para cobrir a primeira base chocou-se com o batedor-corredor, pouco antes da base. Se o árbitro reconhecer que o arremessador obstruiu o batedor-corredor, deverá sinalizar a falta cometida. A bola estará morta. Nesse caso, se o árbitro achar que a eliminação forçada na segunda base ocorreu depois da Obstrução, ao batedor-corredor será concedida a primeira base, e ao corredor da primeira base, a segunda base. Se, no entanto, na opinião do árbitro, a eliminação forçada na segunda base ocorreu antes da Obstrução, o lance na segunda base será válido, e ao batedor-corredor será concedida a primeira base.

(2) Se nenhuma jogada estiver ocorrendo sobre o corredor obstruído, o jogo deverá prosseguir até que todas as ações estejam concluídas. O árbitro deverá, então, declarar “TIME” e impor as penalidades –se houver– que, na sua opinião, anularão o ato da Obstrução.

Comentário – Regra 6.01 (h) (2): Se numa situação em que a bola não está morta após uma Obstrução, de acordo com a Regra 6.01 (h) (2), um corredor obstruído avançar além da base que, na opinião do árbitro, lhe teria sido concedida em razão da falta cometida pela defensiva, ele estará fazendo isso a seu próprio risco, e poderá ser eliminado se for tocado. Essa é uma decisão que depende da apreciação do árbitro.

NOTA: O receptor, sem estar de posse da bola, não tem o direito de bloquear o caminho do corredor que está tentando anotar ponto. A linha de base pertence ao corredor, e o receptor deve estar lá somente quando está apanhando uma bola ou quando já tem a bola em sua mão.

NOTA 1: Por exemplo, quando havia corredor na segunda base, o batedor acertou um “hit” à frente do jardim esquerdo. O corredor da segunda base pisou a terceira base e avançou decididamente para anotar ponto. Vendo isso, o jardineiro esquerdo lançou para “home”, na tentativa de eliminá-lo. Nesse instante, o batedor-corredor, ao passar pela primeira base, chocou-se com o defensor da primeira base, e o árbitro, corretamente, sinalizou a Obstrução.  Como a bola lançada pelo jardineiro esquerdo passou bem acima da cabeça do receptor, o corredor da segunda base pisou tranquilamente o “home plate”. O batedor-corredor obstruído, aproveitando o mau lançamento, passou pela segunda base e tentou chegar à terceira base, mas foi tocado pelo defensor da terceira base –o arremessador, que estava na cobertura do receptor, apanhou a bola e lançou-a ao defensor da terceira base. Se o árbitro achar que o batedor-corredor avançou além da base que lhe teria sido concedida por causa da Obstrução, deverá eliminá-lo.  Se, porém, o batedor-corredor tivesse chegado a salvo (“safe”) à terceira base, ele teria direito a essa base. De qualquer modo, o ponto anotado pelo corredor da segunda base é válido.

NOTA 2: Por exemplo, o batedor, após acertar uma rebatida longa que muito provavelmente seria um “triplo” (rebatida de três bases), passou pela primeira base, sem tocá-la, pisou a segunda base e, a caminho da terceira base, foi obstruído pelo interbases –por causa disso não conseguiu chegar àquela base. O árbitro deve conceder-lhe a terceira base, que certamente ele teria alcançado se não tivesse ocorrido a Obstrução, sem levar em consideração a omissão da primeira base. Se houver apelação na primeira base, o batedor-corredor será declarado eliminado.

Comentário – Regra 6.01 (h): Se um defensor está prestes a receber uma bola lançada que está voando diretamente em sua direção, e se essa bola está perto demais de forma que ele precise se posicionar   para apanhá-la, tal defensor pode ser considerado “em ação para apanhar uma bola”. A decisão –se ele estava ou não em ação para apanhar uma bola– fica inteiramente a critério do árbitro.  Depois que um defensor tiver tentado sem êxito apanhar uma bola, ele não mais poderá ser considerado “em ação para apanhar” a bola. Por exemplo: um defensor do campo interno mergulha na direção de uma bola rebatida que vai rolando sobre o solo (“ground ball”), mas não consegue pegá-la. A bola passa para trás, mas ele continua deitado no chão e retarda o avanço de um corredor. É muito provável que ele tenha obstruído o corredor.

(i) Colisões no “Home Plate”

(1) Um corredor tentando anotar ponto não pode desviar do seu caminho direto para o “home plate”, a fim de colidir com o receptor, ou senão com a intenção de causar uma colisão que poderia ter sido evitada. Se o árbitro julgar que um corredor tentando anotar ponto colidiu com o receptor dessa maneira, deverá declará-lo “out” (independentemente de o receptor estar ou não de posse da bola). Em tais circunstâncias, o árbitro deve declarar que a bola está morta; e todos os outros corredores devem retornar à última base tocada no momento da colisão. Se o corredor desliza em direção ao “home plate” de maneira adequada, ele não deve ser julgado ter infringido a Regra 6.01 (i).

Comentário – Regra 6.01 (i) (1): O corredor, sem fazer esforço para alcançar o “home plate”, abaixa o ombro e colide com o receptor, ou empurra-o com as mãos, cotovelos ou braços; esse procedimento pode ser interpretado como desvio do caminho para ir de encontro ao receptor, infringindo a Regra 6.01 (i), ou senão como intenção de causar uma colisão que poderia ter sido evitada. Um “slide” (ato de deslizar) deve ser considerado adequado, no caso de um “feet first slide” –o corredor desliza para tocar a base com os pés–, se nádegas e pés do corredor tocam o solo antes do contato com o receptor. No caso de um “head first slide” –o corredor desliza com a cabeça erguida e os braços esticados para tocar a base com as mãos– um corredor deve ser considerado ter deslizado adequadamente se seu corpo toca o solo antes do contato com o receptor. Se um receptor bloqueia o caminho do corredor, o árbitro não deve achar que o corredor teve a intenção de causar uma colisão (evitável), infringindo esta Regra 6.01 (i) (1).   

(2) A menos que esteja de posse da bola, o receptor não pode bloquear o caminho do corredor enquanto este está tentando anotar ponto. Se o árbitro achar que o receptor, sem a posse da bola, bloqueou o caminho do corredor, deverá declarar ou sinalizar que esse corredor é “safe”. A despeito do que foi dito acima, não deve ser considerada uma violação desta Regra 6.01 (i) (2) se o receptor bloqueia o caminho do corredor numa legítima tentativa de apanhar o lançamento (por exemplo, para observar a direção, a trajetória ou o pulo da bola lançada, ou para acompanhar um lançamento feito por um arremessador ou um defensor do campo interno envolvido na jogada). Além disso, um receptor sem a posse da bola não deve ser julgado ter violado esta Regra 6.01 (i) (2) se, na opinião do árbitro, o corredor poderia ter deslizado e evitado a colisão com o receptor (ou outro jogador cobrindo o “home plate”).

Comentário – Regra 6.01 (i) (2): Um receptor não deve ser julgado ter violado a Regra 6.01 (i) (2), a menos que tenha bloqueado a base, sem estar de posse da bola (ou sem estar tentando apanhar legalmente o lançamento), e também atrapalhado ou impedido o avanço do corredor tentando anotar ponto. Um receptor não deve ser julgado ter atrapalhado ou impedido o avanço do corredor se, na opinião do árbitro, o corredor teria sido declarado “out”, não obstante o receptor ter bloqueado a base. Além disso, um receptor deve esforçar-se para evitar contato desnecessário e violento enquanto toca um corredor que está tentando alcançar o “home plate”, deslizando. Receptores que, rotineiramente, fazem contato desnecessário e violento (por exemplo, iniciar o contato usando um joelho, caneleira, cotovelo ou antebraço) com um corredor que está tentando chegar ao “home plate”, deslizando, podem ser punidos pelo Escritório do Comissário.

O termo “receptor” utilizado nesta Regra 6.01 (i) inclui outros jogadores cobrindo o “home plate”. A Regra 6.01 (i) (2) não deve ser aplicada para jogada forçada no “home plate”.

(j) Deslizando para Bases em Tentativas de “Double Play” (Jogada Dupla)

Se um corredor chega deslizando de forma inadequada para colidir com o defensor, a fim de evitar uma jogada dupla, ele deve ser eliminado por Interferência, de acordo com a Regra 6.01. Um “sliding” (ato de chegar a uma base deslizando) legítimo em conformidade com a Regra 6.01 ocorre quando um corredor:

(1)   inicia o deslizamento (isto é, faz contato com o solo) antes de alcançar a base;

(2)   é capaz e tenta alcançar a base com sua mão ou pé;

(3)   é capaz e tenta permanecer sobre a base (exceto “home plate”) depois de concluir o “sliding”; e

(4)   desliza –das proximidades da base–, sem mudar seu caminho com o propósito de colidir com um defensor. 

Um corredor que desliza de forma adequada não deve ser eliminado por Interferência sob esta Regra 6.01, mesmo quando ele tem contato com o defensor. Além disso, não deve ser declarada uma Interferência quando o contato do corredor com o defensor é causado devido ao posicionamento do defensor, ou seja, quando ele se posiciona no (ou se move para o) caminho legal do corredor em direção à base.

Não obstante o que foi dito acima, um “sliding” não será legítimo se um corredor tem (ou tenta ter) contato intencional com o defensor, levantando sua perna acima do joelho do defensor, ou colidindo com ele usando o braço ou a parte superior do seu corpo.

Se o árbitro reconhecer que o corredor infringiu esta Regra 6.01 (j), deverá declarar ambos –o corredor e o batedor-corredor– eliminados. Note, entretanto, que se o corredor já havia sido eliminado, o jogador sobre o qual a defensiva estava tentando fazer uma jogada deve, então, ser declarado “out”.

6.02 Ação Ilegal do Arremessador     

(a) “Balks”

Se há corredor(es) em base, deve ser declarado um “balk” quando:

(1) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, faz qualquer movimento naturalmente relacionado com seu arremesso e deixa de efetuar tal arremesso.

Comentário – Regra 6.02 (a) (1): Se um arremessador canhoto ou destro movimenta o pé livre além da borda traseira do “pitcher’s plate”, ele é obrigado a arremessar ao batedor, a menos que lance à segunda base num “pick-off play” (jogada para surpreender um corredor fora da base).

(2) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, simula um lançamento à primeira ou terceira base (não completa o lançamento).

NOTA: Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador pode simular um lançamento à segunda base, ocupada, desde que dê um passo diretamente em direção essa base, mas não é permitido que ameace lançar à primeira ou terceira base, ou simule um arremesse ao batedor. Se o arremessador tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, poderá simular um lançamento para qualquer base, sem dar passo, mas não poderá jogar a bola ao batedor.

(3) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, não dá um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base.

Comentário – Regra 6.02 (a) (3): Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base. Se um arremessador muda a direção do pé livre ou gira sobre esse pé, sem realmente dar um passo, ou vira o seu corpo e lança antes de dar o passo, o árbitro deve declarar um “balk”.

Um arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base; ele é obrigado a lançar cada vez que dá o passo (exceto para a segunda base). É um “balk” se, com corredor na primeira e terceira base, o arremessador dá um passo em direção à terceira base só para blefar (fazer o corredor voltar à base) e não lança; em seguida, vendo o corredor da primeira base mover-se em direção à segunda base, vira, dá um passo em direção à primeira base e lança a essa base. É legal o arremessador simular um lançamento à segunda base.

(4) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, lança ou simula um lançamento a uma base desocupada, a menos que tal ação tenha o propósito de fazer uma jogada.

Comentário – Regra 6.02 (a) (4): Para determinar se o arremessador lança ou simula um lançamento a uma base desocupada a fim de fazer uma jogada, o árbitro deve julgar se o corredor está, realmente, tentando avançar à base seguinte, ou se ele está apenas blefando (fingindo estar tentando avançar a tal base desocupada). 

PERGUNTA: Com corredor na primeira base, o arremessador lança ou simula um lançamento à segunda base desocupada. É “balk”?

RESPOSTA: Sim, é “balk”. Entretanto, se o arremessador lançar à segunda base no primeiro movimento, dando um passo em direção a essa base, para evitar que o corredor da primeira base roube a segunda base, não será “balk”. Ainda, se ele tirar o pé de apoio do “pitcher’s plate”, legalmente, poderá lançar sem dar passo.

(5) O arremessador faz um arremesso ilegal.

Comentário – Regra 6.02 (a) (5): Um arremesso apressado (“quick pitch”) é um arremesso ilegal. Os árbitros julgarão como arremesso apressado aquele efetuado antes de o batedor se posicionar razoavelmente no “batter’s box”. Com corredor(es) em base, a penalidade é um “balk”; sem corredor(es) em base, é um “ball”. Arremesso apressado é perigoso; não deve ser permitido.

(6) O arremessador efetua o arremesso, sem estar olhando para o batedor.     

(7) O arremessador faz qualquer movimento natural relacionado com seu arremesso, sem estar tocando o “pitcher’s plate”.

PERGUNTA: Quando havia corredor na primeira base, o arremessador, que estava com o “pitcher’s plate” entre suas pernas, iniciou o “stretch” (movimento preliminar) e derrubou a bola. É “balk”?

RESPOSTA: É “balk”, porque o arremessador fez um movimento natural relacionado com seu arremesso, sem estar tocando o “pitcher’s plate”.  

(8) O arremessador retarda desnecessariamente o jogo.

Comentário – Regra 6.02 (a) (8): A Regra 6.02 (a) (8) não deve ser aplicada quando é feita uma advertência de acordo com a Regra 6.02 (c) (8) –que proíbe o retardamento intencional de um jogo lançando a bola a outros defensores, sem estar tentando eliminar um corredor. Se um arremessador é expulso de acordo com a Regra 6.02 (c) (8) por continuar retardando o jogo, deve ser aplicada também a penalidade estipulada na Regra 6.02 (a) (8). A Regra 5.07 (c) –que estabelece um limite de tempo dentro do qual o arremessador tem de arremessar quando as bases estão desocupadas– deve ser aplicada somente quando não há corredor(es) em base.

(9) O arremessador, sem estar de posse da bola, permanece sobre o “pitcher’s plate” ou com o “pitcher’s plate” entre suas pernas, ou enquanto está fora do “pitcher’s plate” simula um arremesso.

(10) O arremessador, após assumir uma posição legal para arremessar, retira uma mão da bola, exceto quando vai realmente efetuar um arremesso ou um lançamento a uma base.

(11) O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, deixa a bola escapar ou cair de sua mão ou luva, acidental ou intencionalmente.

(12) O arremessador, enquanto está concedendo quatro “balls” intencionais, efetua o arremesso quando o receptor não está dentro do “catcher’s box”.

NOTA: A expressão ‘quando o receptor não está dentro do “catcher’s box’ significa: quando o receptor não está com os dois pés dentro do “catcher’s box”. Deve-se aplicar esta regra, portanto, quando, no momento em que o arremessador está concedendo quatro “balls” intencionais, o receptor apanha a bola arremessada enquanto está com um dos pés fora do “catcher’s box”.

(13) O arremessador efetua o arremesso da Posição “Set”, sem dar uma parada completa.

PENALIDADE: A bola torna-se morta e cada corredor deve avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, a menos que o batedor alcance a primeira base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batter”), ou de outra maneira, e todos os outros corredores avancem pelo menos uma base. Nesse caso, a jogada prossegue sem levar em consideração a falta cometida pelo arremessador.

REGRA APROVADA: Se o arremessador comete um “balk” e atira a bola descontroladamente a uma base ou ao “home plate”, o corredor pode avançar além da base para a qual é autorizado a ir, a seu próprio risco.

REGRA APROVADA: Um corredor que deixa de pisar a primeira base para a qual está avançando e é declarado eliminado, em apelação, deve ser considerado como se tivesse alcançado uma base, para o propósito desta regra.

Comentário – Regra 6.02 (a): Os árbitros devem ter em mente que o propósito da regra de “balk” é evitar que o arremessador engane, deliberadamente, o corredor de base. Se o árbitro tiver alguma dúvida, a “intenção” do arremessador deverá prevalecer. Entretanto, devem ser observadas certas particularidades:

(A) Posicionar-se no montículo (“mound”) com o “pitcher’s plate” entre suas pernas, sem estar de posse da bola, deve ser interpretado como um intento de enganar; portanto, deve ser declarado um “balk”.

(B) Com um corredor na primeira base, o arremessador pode fazer um giro completo, sem hesitar, em direção à primeira base e lançar à segunda base. Isso não deve ser interpretado como um lançamento a uma base desocupada.

NOTA: Com referência à Regra Aprovada (1), o(s) corredor(es) pode(m) avançar além da(s) base(s) que lhe(s) fora(m) concedida(s), a seu próprio risco, não só quando o arremessador atira a bola descontroladamente, mas também quando um defensor comete erro e não consegue apanhar uma bola atirada pelo arremessador. Quando o(s) corredor(es), aproveitando-se do lançamento/arremesso descontrolado ou do erro de um defensor, tenta(m) avançar além da(s) base(s) que lhe(s) fora(m) concedida(s) em decorrência do “balk”, o jogo deve continuar sem levar em consideração a falta cometida pelo arremessador.

(b) Arremessos Ilegais com as Bases Desocupadas’

Se o arremessador faz um arremesso ilegal quando as bases estão desocupadas, deve ser declarado um “ball”, a menos que o batedor chegue à primeira base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batter”), ou de outra maneira.

Comentário – Regra 6.02 (b): Se uma bola que escapa da mão de um arremessador cruza a linha de “foul”, deve ser declarado um “ball”; caso contrário, deve-se considerar que não houve arremesso. Isto seria um “balk” com corredor(es) em base.

NOTA: Se o árbitro de “home” declarar “BALL” a um arremesso ilegal, ele deverá apontar essa falta de maneira clara, para que o arremessador possa tomar conhecimento. Além disso, se o arremessador infringir a Regra 6.02 (c) (6), será aplicada a penalidade correspondente – vide Regra 6.02 (d).

(c) Arremessador - Proibições

O arremessador não deve:

(1) Pôr a mão na bola após tocar sua boca ou lábios enquanto está dentro do círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”, ou tocar sua boca ou lábios enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”. O arremessador tem de esfregar e enxugar completamente os dedos da mão com a qual faz os arremessos, antes de tocar a bola ou o “pitcher’s plate”.

EXCEÇÃO: Desde que haja acordo entre ambos os técnicos antes do início de um jogo a ser realizado num dia frio, o árbitro pode permitir que o arremessador sopre sua mão.

PENALIDADE: Por violação desta parte da regra o árbitro deve retirar a bola do jogo, imediatamente, e fazer uma advertência ao arremessador. Por cada infração subsequente deve ser declarado um “BALL”. Entretanto, se o arremessador efetuar o arremesso e o batedor chegar à primeira base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), por ter sido atingido pela bola arremessada (“hit by pitch”), ou de outra maneira, e nenhum outro corredor for eliminado antes de avançar pelo menos uma base, a jogada deverá prosseguir sem levar em consideração a infração cometida. Se o arremessador repetir a infração, estará sujeito a uma multa que será imposta pelo Escritório do Comissário.

(2) Cuspir na bola, em qualquer mão ou na sua luva.

(3) Esfregar a bola na sua luva, no corpo, ou na roupa.

(4) Aplicar qualquer tipo de substância estranha na bola.

(5) Desfigurar a bola de alguma maneira.

(6) Arremessar uma bola alterada de maneira proibida pela Regra 6.02 (c) (2) a (5), ou o que é denominado “shine ball” (bola brilhante), “spit ball” (bola com saliva), “mud ball” (bola enlameada) ou “emery ball” (bola lixada). É permitido que o arremessador esfregue a bola com suas mãos (sem a luva).

(7) Ter no seu corpo, ou em seu poder, qualquer substância estranha.

Comentário – Regra 6.02 (c) (7): O arremessador não pode aplicar qualquer material em nenhuma das mãos, em nenhum dedo ou em nenhum dos pulsos (por exemplo: Band-Aid, fita, Super Glue, bracelete etc.). O árbitro deve determinar se tal material é realmente uma substância estranha para o propósito da Regra 6.02 (c) (7), mas de maneira nenhuma o arremessador pode ser autorizado a arremessar com tal material na mão, dedo ou pulso.

(8) Retardar, intencionalmente, o jogo lançando a bola a outros jogadores, ao invés de arremessá-la ao receptor, quando o batedor está posicionado no “batter’s box”, exceto numa tentativa de eliminar um corredor.

PENALIDADE: Se, depois da advertência do árbitro, tal ação retardante se repetir, o arremessador será removido do jogo.

NOTA: O fato de o arremessador receber os sinais do receptor, sem estar em contato com o “pitcher’s plate, além de retardar o jogo é um mau costume. Portanto, o técnico e os “coaches” devem instruí-lo para receber os sinais, devidamente posicionado.

(9) Arremessar, intencionalmente, no corpo do batedor.

Se o árbitro julgar que o arremessador cometeu tal infração, poderá tomar qualquer das seguintes medidas:

(A) expulsar do jogo o arremessador, ou o técnico e o arremessador; ou 

(B) advertir o arremessador e o técnico de ambas as equipes de que outro arremesso dessa natureza resultará na expulsão imediata desse arremessador (ou um substituto) e do técnico.

Se, na opinião do árbitro, as circunstâncias justificam, ambas as equipes podem ser “advertidas” oficialmente antes do jogo ou a qualquer momento durante o jogo.

(O Escritório do Comissário pode tomar medidas adicionais de acordo com autoridade estipulada na Regra 8.04.)

Comentário – Regra 6.02 (c) (9): O pessoal da equipe não pode entrar na área de jogo para discutir ou contestar uma advertência feita de acordo com a Regra 6.02 (c) (9). Se um técnico, “coach” ou jogador deixa o “dugout” ou a sua posição para contestar uma advertência, o árbitro deve chamar a sua atenção e mandar parar. Se ele continuar, poderá ser expulso.

Arremessar na cabeça de um batedor é antidesportivo e extremamente perigoso. Deve ser –e é– condenado por todos. Os árbitros devem agir sem hesitação na aplicação desta regra.

(d) PENALIDADE: Por violação de qualquer parte de (c) (2) a (7): 

(1) O arremessador deve ser expulso do jogo, imediatamente, e suspenso automaticamente. Nas “Minor Leagues, a suspensão automática deve ser por 10 jogos.

(2) Se ocorrer uma jogada depois que o árbitro aponta a infração, o técnico da ofensiva poderá avisar o árbitro de “home” que ele prefere aceitar essa jogada. Tal opção deve ser feita imediatamente depois de concluída a jogada. Entretanto, se o batedor chegar à primeira base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batsman”), ou de outra maneira, e nenhum outro corredor for eliminado antes de avançar pelo menos uma base, a jogada deverá prosseguir sem levar em consideração a infração cometida.

(3) Mesmo que a equipe na ofensiva prefira aceitar a jogada, a infração não será anulada, e as penalidades do item (1) serão aplicadas.

(4) Se o técnico da equipe na ofensiva não decidir aceitar a jogada, o árbitro principal deverá declarar um “ball” automático, ou, se houver algum corredor em base, um “balk”.

(5) O árbitro deve ser a única autoridade para julgar se alguma parte desta regra foi violada.  

Comentário – Regra 6.02 (d) (1) a 6.02 (d) (5): Se um arremessador infringir a Regra 6.02 (c) (2) ou a Regra 6.02 (c) (3), e na visão da arbitragem ele não pretendia, com seu ato, alterar as características de uma bola arremessada, o árbitro poderá, a seu critério, adverti-lo, em vez de aplicar a penalidade estabelecida para infrações das Regras 6.02 (c) (2) a 6.02 (c) (6). Se, porém, o arremessador persistir em infringir qualquer dessas regras, o árbitro deverá, então, aplicar a penalidade.

Comentário – Regra 6.02 (d): Se, a qualquer momento, a bola atingir o saquinho de breu, ela estará em jogo. Em caso de chuva ou quando o campo está molhado, o árbitro pode instruir o arremessador para que leve o saquinho de breu no bolso da calça. Um arremessador pode usar o saquinho de breu com o propósito de aplicar o produto em sua(s) mão(s) sem a luva. O arremessador, bem como qualquer outro jogador, não deve aplicar breu na bola usando o saquinho; nem ter permissão para aplicar o breu do saquinho na sua luva ou espalhar breu em qualquer parte do seu uniforme usando o saquinho.

6.03 Ação Ilegal do Batedor

(a) Batedor Eliminado por Ação Ilegal

Um batedor é eliminado por ação ilegal quando:

(1) Rebate uma bola colocando um ou ambos os pés no solo totalmente fora do “batter’s box”.

Comentário – Regra 6.03 (a) (1): Se um batedor rebate uma bola para o território “fair” ou “foul” enquanto está fora do “batter’s box”, ele deve ser declarado eliminado. Os árbitros devem prestar especial atenção à posição dos pés do batedor quando ele tenta rebater uma bola enquanto o arremessador está lhe concedendo quatro “balls” intencionais. Um batedor não pode saltar, ou dar um passo, para fora do “batter’s box” e rebater a bola.

(2) Muda de um “batter’s box” para outro enquanto o arremessador está devidamente posicionado e pronto para arremessar.

NOTA: Deve-se aplicar esta regra e eliminar o batedor quando este passa de um “batter’s box” para outro no momento em que o arremessador, com o pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate”, está olhando os sinais do receptor.

(3) Sai do “batter’s box” e interfere na ação do receptor que está apanhando ou lançando uma bola, ou faz qualquer outro movimento que estorve uma jogada do receptor no “home base”.

NOTA 1: Num lance em que o batedor deixa passar o arremesso, sem girar o “bat”, o receptor não consegue agarrar a bola. Esta toca o “mitt” e, no rebote, atinge o “bat” em poder do batedor que se encontra dentro do “batter’s box”. Nesse caso, a bola continua em jogo.

NOTA 2: Esta regra inclui também o lance em que o batedor interfere na ação de um defensor (qualquer defensor, além do receptor) que está fazendo uma jogada no “home plate”. Se o corredor que está tentando avançar for eliminado, a Interferência não será levada em consideração, a despeito da intenção do batedor em atrapalhar a jogada. O jogo deverá prosseguir normalmente. Entretanto, se o corredor não for eliminado –embora tenha havido chance para isso– em razão de erro cometido por um defensor, o batedor deverá ser eliminado. Ainda, se o corredor que avança for apanhado em uma jogada de perseguição (“run-down play”), o árbitro deverá declarar “TIME”, imediatamente, e eliminar o batedor pela infração cometida (Interferência). O corredor deverá retornar à base de origem. 

(4) Atira seu “bat” para o território “fair” ou “foul” e atinge o receptor (ou a sua luva) no momento em que ele está tentando apanhar a bola arremessada, e isso quando há corredor(es) em base e/ou no terceiro “strike”. 

EXCEÇÃO para Regras 6.03 (a) (3) e (4): O batedor não será eliminado se qualquer corredor que está tentando avançar for eliminado, ou se o corredor que está tentando anotar ponto for eliminado por causa da Interferência cometida por esse batedor.

Comentário – Regra 6.03 (a) (3) e (4): Se o batedor interfere na ação do receptor, o árbitro de “home” deve declarar “INTERFERÊNCIA”. O batedor é eliminado e a bola torna-se morta. Nenhum jogador pode avançar quando ocorre tal Interferência (Interferência da Ofensiva), e todos os corredores têm de retornar à última base que, na opinião do árbitro, haviam tocado legalmente no momento da Interferência.

Se, entretanto, o receptor faz uma jogada e elimina o corredor que está tentando avançar, deve-se admitir que, na realidade, não houve Interferência, e que o corredor é “out”, não o batedor. Qualquer outro corredor que estiver ocupando uma base, nesse momento, poderá avançar, pois a regra diz que não há realmente uma Interferência se um corredor é eliminado. Nesse caso, a jogada continuará como se nenhuma infração tivesse sido cometida.

Um batedor tenta rebater a bola e erra. Ele faz um “swing” tão forte que o “bat” dá um giro completo e, no “backswing” (movimento para trás), toca o receptor ou a bola atrás dele. Se, na opinião do árbitro, o contato do “bat” com o receptor ou a bola foi involuntário, deve ser declarado um “strike” somente (e não uma Interferência). A bola, porém, torna-se morta e nenhum corredor pode avançar nessa jogada.

(5) Usa ou tenta usar um “bat” que, na opinião do árbitro, tenha sido alterado ou manipulado ilegalmente com o propósito de melhorar o fator distância ou causar uma reação anormal na bola. Isso inclui “bats” que tenham sido recheados, de superfície plana, pregados, tornados ocos, com ranhuras, ou cobertos com uma substância, como parafina, cera etc.

Não será permitido nenhum avanço nas bases [exceto avanços que não são ocasionados pelo uso de “bat” ilega, tais como “stolen base” (base roubada), “balk”, “wild pitch” (arremesso descontrolado), “passed ball” (arremesso defensável que passa para trás do receptor)], e qualquer eliminação feita durante uma jogada deve ser mantida. Além de ser declarado eliminado, o jogador deve ser expulso do jogo e pode estar sujeito a penalidades adicionais determinadas pelo Escritório do Comissário.  

Comentário – Regra 6.03 (a) (5): Um batedor será julgado como se tivesse usado ou tentado usar um “bat” alterado ou manipulado ilegalmente se ele levar tal “bat” para dentro do “batter’s box”.

(b) Batedor Fora de Ordem

(1) Um batedor deve ser declarado eliminado, em apelação, quando deixa de bater no seu turno correto e outro batedor completa uma vez de bater em seu lugar.

(2) O batedor correto pode ocupar o seu lugar no “batter’s box” a qualquer momento, antes que o batedor incorreto se torne um corredor ou seja eliminado; a contagem de “balls” e “strikes” deve ser transferida para o batedor correto.

(3) Quando um batedor incorreto se converte em corredor ou é eliminado, e a equipe na defensiva apela antes do primeiro arremesso ao batedor seguinte de qualquer das equipes, ou antes de qualquer jogada ou tentativa de jogada, o árbitro deve (1) declarar eliminado o batedor correto; e (2) anular qualquer avanço ou ponto anotado em consequência de uma rebatida do batedor incorreto, ou devido ao avanço deste à primeira base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batter”), ou de outra maneira.

(4) Se um corredor avança num roubo de base, “balk”, “wild pitch” ou “passed ball” enquanto o batedor incorreto está no “batter’s box”, tal avanço é legal.

(5) Quando um batedor incorreto se converte em corredor ou é eliminado, e é efetuado um arremesso ao batedor seguinte de qualquer das equipes antes de ser feita uma apelação, a situação do batedor incorreto fica regularizada, daí em diante, e os resultados de suas ações se tornam legais.

(6) Quando o batedor correto é declarado eliminado por não ter batido no seu turno, o batedor seguinte deve ser aquele cujo nome vem em seguida ao do batedor correto assim eliminado.

(7) Quando a situação de um batedor incorreto fica regularizada porque nenhuma apelação é feita antes do próximo arremesso, o batedor seguinte deve ser aquele cujo nome vem em seguida ao do batedor incorreto legalizado. A partir do momento em que as ações de um batedor incorreto são legalizadas, a ordem de batedores recomeça com o jogador cujo nome vem em seguida ao do batedor incorreto legalizado.

Comentário – Regra 6.03 (b) (7): O árbitro não deve alertar ninguém sobre a presença de um batedor incorreto no “batter’s box”. O objetivo desta regra é exigir constante vigilância dos jogadores e técnicos de ambas as equipes.

Há dois princípios básicos que devem ser lembrados: quando um batedor bate fora de turno, o batedor correto é o jogador que deve ser eliminado. Se um batedor incorreto chega a uma base ou é eliminado após rebater o arremesso, e nenhuma apelação é feita antes de um arremesso ao batedor seguinte, ou antes de qualquer jogada ou tentativa de jogada, esse batedor incorreto é considerado como se tivesse batido no turno correto e estabelece a ordem que deve ser seguida.

NOTA 1: As expressões “primeiro arremesso ao batedor seguinte” [item (3)], “arremesso ao batedor seguinte” [item (5)] e “próximo arremesso” [item (7)] incluem, além do arremesso propriamente dito, uma jogada ou tentativa de jogada que for feita antes do primeiro arremesso ao batedor seguinte de qualquer das equipes. Entretanto, um lançamento feito numa apelação não é considerado uma jogada.

NOTA 2: Está estabelecido que todos os avanços, bem como os pontos anotados, em consequência de uma rebatida do batedor incorreto, ou do seu avanço à primeira base, serão anulados. Da mesma forma, qualquer jogada resultante da ação do batedor incorreto será anulada. Portanto, se o batedor correto for eliminado em apelação por não ter batido na sua vez, após a eliminação do corredor da primeira base na segunda base, a Jogada Forçada concretizada na segunda base deverá ser anulada.

REGRA APROVADA: Para ilustrar as várias situações que surgem quando se bate fora de turno, suponhamos que a ordem de batedores no primeiro “inning” seja a seguinte: “A”, “B”, “C”, “D”, “E”, “F”, “G”, “H” e “I”.

JOGADA (1): “B” está no “batter’s box”.  Com a contagem de 2 “balls” e 1 “strike”, (a) a equipe na ofensiva descobre o erro ou (b) a equipe na defensiva apela.

DECISÃO: Em qualquer dos casos, “A” substitui “B” e assume a contagem de 2 “balls” e 1 “strike”.

JOGADA (2): “B” rebate e conquista duas bases (“two-base hit”). A equipe na defensiva apela (a) imediatamente; ou (b) depois de um arremesso a “C”.

DECISÃO: (a) “A” é declarado eliminado e “B” é o batedor correto; (b) “B” permanece na segunda base e “C” é o batedor correto.

JOGADA (3): “A” anda (base por “balls”). “B” também anda. “C” força “B” (“B” é eliminado na segunda base). “E” posiciona-se para bater no turno de “D”.  Enquanto “E” está no “batter’s box”, “A” anota ponto e “C” chega à segunda base num “wild pitch” (arremesso descontrolado). “E” rebate um “ground” e é eliminado, mas empurra “C” para a terceira base. A equipe na defensiva apela (a) imediatamente; ou (b) depois de um arremesso a “D”.

DECISÃO: (a) O ponto de “A” é válido e “C” tem o direito de permanecer na segunda base, uma vez que esses avanços não foram feitos em consequência da rebatida do batedor incorreto, ou do avanço deste para a primeira base. “C” tem de retornar à segunda base porque seu avanço para a terceira base resultou da rebatida do batedor incorreto. “D” é eliminado e “E” é o batedor correto. (b) O ponto de “A” é válido e “C” permanece na terceira base. O batedor correto é “F”.

JOGADA (4): Com as bases cheias e duas eliminações, “H” bate no turno de “F” e empurra três pontos com a sua rebatida de três bases (“three-base hit”). A equipe na defensiva apela (a) imediatamente; ou (b) depois de um arremesso a “G”.

DECISÃO: (a) “F” é eliminado e nenhum ponto é anotado. “G” é o batedor correto que deve começar batendo no segundo “inning”. (b) “H” permanece na terceira base e são anotados três pontos. “I” é o batedor correto.

JOGADA (5): Depois da jogada (4) (b) acima, “G” continua no “batter’s box”. (a) “H” é surpreendido fora da terceira base e completa a terceira eliminação; ou (b) G” é eliminado num “fly”, e nenhuma apelação é feita. Quem é o batedor correto que deve começar batendo no segundo “inning”?

DECISÃO: (a) É o “I”. Ele se tornou o batedor correto assim que o primeiro arremesso a “G” legalizou o triplo de “H”. (b) É o “H”. Como não houve apelação antes de um arremesso ao primeiro batedor da equipe contrária, a situação de “G” ficou legalizada.

JOGADA 6: “D” anda e “A” entra no “batter’s box”. “D” era um batedor incorreto; se for feita uma apelação antes do primeiro arremesso a “A”, “A” será eliminado.  “D” será removido da base e “B” será o batedor correto. Não há nenhuma apelação, e é efetuado um arremesso a “A”. A situação de “D” fica legalizada, e assim “E” torna-se o batedor correto. “E” pode substituir “A” a qualquer momento, antes que “A” seja eliminado ou se torne um corredor. “E”, no entanto, não faz isso. “A” é eliminado numa rebatida “fly” e “B” entra no “batter’s box”. “A” era um batedor incorreto; se for feita uma apelação antes do primeiro arremesso a “B”, “E” será eliminado, e o batedor correto será “F”. Não há nenhuma apelação, e é efetuado um arremesso a “B”. A eliminação de “A” é, agora, legalizada, e o batedor correto é “B”. ”B” anda. “C” é o batedor correto. “C” é eliminado numa rebatida “fly”.  Agora, “D” é o batedor correto, mas ele está na segunda base.  Quem é o batedor correto?

DECISÃO: O batedor correto é “E”. Quando o batedor correto está ocupando uma base, ele perde a sua vez de bater, e o batedor seguinte torna-se o batedor correto.

6.04 Conduta Antidesportiva

(a) Em nenhum momento um técnico, jogador, suplente, “coach”, treinador ou “bat boy” (recolhedor de “bat”) deve, seja do “bench”, do “coach’s box”, do campo de jogo, ou de qualquer outro lugar: 

(1) Incitar, ou tentar incitar, por meio de palavras ou gestos, uma manifestação de espectadores.

(2) Usar linguagem que, de alguma forma, se refira negativamente a jogadores da equipe contrária, um árbitro ou um espectador.

(3) Pedir “TIME”, usar qualquer outra palavra ou frase, ou praticar qualquer ato, enquanto a bola está viva e em jogo, com o evidente propósito de tentar fazer o arremessador cometer um “balk”.

(4) Fazer contato intencional com o árbitro, de alguma maneira (tocar o corpo do árbitro ou demonstrar intimidade com ele).

(b) Jogadores uniformizados não devem se dirigir a –ou se misturar com– espectadores, nem sentar nas arquibancadas antes, durante ou depois de um jogo. O técnico, “coach” ou jogador não deve se dirigir a espectadores antes ou durante um jogo. Jogadores de equipes oponentes não devem se confraternizar em momento algum enquanto estão uniformizados.

(c) Nenhum defensor deve ocupar uma posição na linha de visão do batedor e, com deliberada intenção antidesportiva, agir de alguma forma para distrair o batedor.

PENALIDADE: O infrator deve ser removido do jogo e deixar o campo de jogo. Se for cometido um “balk”, a falta será anulada.

(d) Quando um técnico, jogador, “coach” ou treinador é expulso de um jogo, ele deve deixar o campo, imediatamente, e não pode mais continuar participando desse jogo; deve permanecer no vestiário, ou vestir roupa comum e se retirar do estádio, ou sentar nas arquibancadas, bem longe do “bench” ou “bullpen” (local onde os jogadores que vão entrar no jogo fazem aquecimento) de sua equipe.

Comentário – Regra 6.04 (d): Um técnico, “coach” ou jogador que está suspenso pode estar de uniforme e pode participar de atividades pré-jogo normais do Clube. Durante o jogo, porém, pessoas que estão suspensas têm de estar sem uniforme, não podem permanecer no “dugout”, e têm de estar longe de áreas onde jogadores costumam ficar. Pessoas suspensas não têm permissão também para permanecer na sala da imprensa ou em qualquer parte de áreas de transmissão durante o andamento de um jogo, mas podem assistir ao jogo das arquibancadas ou de um local adequado.

(e) Quando os ocupantes de um “bench” discordam violentamente da decisão de um árbitro, esse árbitro deve, inicialmente, adverti-los de que tal manifestação deve cessar.

PENALIDADE: (Se eles continuarem reclamando) O árbitro deve ordenar que os infratores deixem o “bench” e se dirijam ao vestiário. Se não for possível identificar o infrator, ou infratores, poderá retirar do “bench” todos os jogadores reservas. O técnico da equipe infratora terá permissão para chamar ao campo de jogo somente aqueles jogadores necessários para as substituições que pretende fazer.

                                                     7.00 – ENCERRANDO O JOGO

7.01 Jogos Regulamentares

(a) Um jogo regulamentar consiste de nove “innings” (entradas), a menos que seja prorrogado devido a um empate no placar, ou abreviado (1) porque a equipe local não precisa atuar na ofensiva na segunda metade do nono “inning”, ou precisa atuar somente em parte dela; ou (2) porque o árbitro principal dá o jogo por terminado (“called game”).

EXCEÇÃO: As “Minor Leagues” podem adotar uma regra que permita a redução da duração de um ou ambos os jogos de uma rodada dupla para sete “innings”. Em tais jogos, quaisquer destas regras que se aplicam ao nono “inning” devem ser aplicadas ao sétimo “inning”.

(b) Se o placar está empatado depois de completados os nove “innings”, o jogo deve continuar até que (1) a equipe visitante tenha anotado maior número de pontos do que a equipe local ao final de um “inning” completo; ou (2) a equipe local anote o ponto da vitória num “inning” incompleto.

(c) Um jogo dado por terminado antes do nono “inning” (“called game”) será um jogo regulamentar:

(1) Se tiverem sido completados cinco “innings”.

(2) Se a equipe local tiver anotado em quatro “innings”, ou em quatro “innings e uma fração, mais pontos do que a equipe visitante em cinco meios-“innings” completos.

(3) Se a equipe local anotar um ou mais pontos na segunda metade do quinto “inning” e empatar o jogo.

(d) Se um jogo regulamentar é encerrado com o placar empatado, ele se torna um Jogo Suspenso. Vide Regra 7.02.

(e) Se um jogo é adiado ou senão dado por terminado antes de se tornar um Jogo Regulamentar, o árbitro principal deve declará-lo nulo (" no game"), a não ser que seja suspenso de acordo com as Regras 7.02 (a) (3), 7.02 (a) (4) ou 7.02 (a) (5). Se um jogo é adiado ou senão encerrado devido a circunstâncias extraordinárias no entendimento do "Office of the Commissioner", será um Jogo Suspenso.

(f) O Escritório do Comissário pode determinar se ingressos de um jogo regulamentar ou suspenso que tenha chegado até ou além de um ponto descrito na Regra 7.01 (c) são válidos para uso futuro.

Comentário – Regra 7.01: As “Major Leagues” têm determinado que as Regras 7.01 (c) e 7.01 (e) não se aplicam a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de X  campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

(g) O placar de um jogo regulamentar é o número total de pontos anotados por cada equipe no momento em que o jogo termina.

(1) O jogo termina quando a equipe visitante completa a primeira metade do nono “inning” e a equipe local está em vantagem no placar.

(2) O jogo termina quando, ao final do nono “inning”, a equipe visitante está em vantagem no placar.

(3) Se a equipe local anota o ponto da vitória na segunda metade do nono “inning” (ou na segunda metade de um “inning” extra após um empate), o jogo termina imediatamente após ser anotado o ponto decisivo.

EXCEÇÃO: Se o último batedor de um jogo acerta um “home run” para fora do campo de jogo, o batedor-corredor e todos os corredores em base podem anotar, de acordo com as regras sobre corredores, e o jogo termina quando o batedor-corredor toca o “home plate”.

REGRA APROVADA: O batedor acerta um “home run” para fora do campo de jogo na segunda metade do nono “inning”, ou de um “inning” extra, e garante a vitória de sua equipe, mas é declarado eliminado por ter ultrapassado um corredor precedente. O jogo termina imediatamente após ser anotado o ponto da vitória, a menos que haja duas eliminações e o ponto da vitória não tenha ainda sido anotado quando o corredor ultrapassa um corredor precedente, caso em que o “inning” termina e somente aqueles pontos anotados antes de o corredor ultrapassar outro serão contados. 

NOTA: Na segunda metade do nono “inning”, ou de um “inning” extra, com menos de dois “outs”, o batedor acerta um “home run” para fora do campo de jogo, e um dos corredores é eliminado por ter ultrapassado um corredor precedente. Nesse caso, a rebatida “home run” é reconhecida, e o jogo termina no momento em que o batedor-corredor pisa o “home plate”.

(4) Um “called game” (jogo dado por terminado antes de serem completados os “innings” regulamentares) se efetiva no momento em que o árbitro ordena o encerramento do jogo, a menos que esse jogo se torne um Jogo Suspenso de acordo com a Regra 7.02 (a).

7.02 Jogos Suspensos, Jogos Adiados e Jogos Empatados

(a) Um jogo torna-se um Jogo Suspenso, que tem de ser completado numa data futura, quando é encerrado por uma das seguintes razões:

(1) Um toque de recolher imposto por lei.

(2) Um limite de tempo permissível pelas regras da Liga.

(3) Falha na iluminação, mau funcionamento de (ou erro não intencional de operador no manuseio de) um equipamento ou dispositivo mecânico do campo sob controle do Clube local (por exemplo, teto retrátil, encerado, ou outro equipamento para remover água).

(4) Escuridão, quando uma lei impede que as luzes sejam acesas.

(5) Condições Climáticas, se o jogo é encerrado antes de se tornar um Jogo Regulamentar, ou se um Jogo Regulamentar é encerrado enquanto um "inning" está em andamento, e antes de o "inning" ser completado, e a equipe visitante tiver anotado um ou mais pontos para liderar o placar, e a equipe local não tiver recuperado a vantagem; ou

(6) É um jogo regulamentar que é dado por terminado com o placar empatado.

As “Minor Leagues” podem também adotar as seguintes regras para os Jogos Suspensos. Se forem adotadas por uma Liga Menor, a Regra 7.01 (e) não será aplicada em seus jogos.

(7) O jogo não havia se tornado um Jogo Regulamentar (4 ½ “innings” com a equipe local em vantagem no placar, ou 5 “innings” com o Clube visitante em vantagem no placar ou com a contagem empatada).

(8) Se um jogo é suspenso antes de se tornar um Jogo Regulamentar, e tem prosseguimento antes de outro jogo regularmente programado, esse jogo regularmente programado deve ser de sete “innings” de duração. Vide a exceção apresentada na Regra 7.01 (a). 

(9) Se um jogo é suspenso depois de se tornar um Jogo Regulamentar, e tem prosseguimento antes de outro jogo regularmente programado, esse jogo regularmente programado deve ser de nove “innings”.   

EXCEÇÃO: As regras opcionais 7.02 (a) (7), 7.02 (a) (8) e 7.02 (a) (9) para as “Minor Leagues” não devem ser aplicadas ao último jogo programado entre as duas equipes durante a temporada de campeonato. Uma “Minor League” pode adotar qualquer das Regras 7.02 (a) (7), 7.02 (a) (8) e 7.02 (a) (9) para seus jogos pós-temporada.

A menos que seja conduzido de outra maneira pelo "Office of the Commissioner", nenhum jogo encerrado por causa   de um toque   de recolher (Regra 7.02 (a) (1), um limite de tempo [Regra 7.02 (a) (2)], ou com o placar empatado [Regra 7.02 (a) (6)], deve ser um Jogo Suspenso, a menos que tenha sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar de acordo com a Regra 7.01 (c). Um jogo dado por terminado de acordo com as Regras 7.02 (a) (3), 7.02 (a) (4) ou 7.02 (a) (5) deve   ser   considerado um Jogo Suspenso a qualquer momento depois de iniciado.

Comentário – Regra 7.02 (a): As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 7.02 (a) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.  

(b) Um Jogo Suspenso deve ser reiniciado e completado da seguinte forma:

(1) Imediatamente antes do próximo jogo simples programado entre os dois Clubes no mesmo campo;

(2) Imediatamente antes da próxima rodada dupla programada entre os dois Clubes no mesmo campo se nenhum jogo simples estiver restando no programa; ou

(3) Se for suspenso na última data programada entre os dois Clubes, nessa cidade, deverá ser transferido e jogado no campo do Clube adversário, se possível:

(A) Imediatamente antes do próximo jogo simples programado; ou

(B) Imediatamente antes da próxima rodada dupla programada se nenhum jogo simples estiver restando no programa.

(4) Qualquer Jogo Suspenso que tenha sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar, mas que não tenha sido completado antes do último jogo programado entre as duas equipes durante a temporada de campeonato, torna-se um “called game” (jogo dado por terminado pelo árbitro), como segue:

(A) Se uma equipe está em vantagem no placar, ela deve ser declarada a vencedora, a menos que o jogo seja dado por terminado enquanto um “inning” está em andamento, e antes desse “inning” ser completado (1) a equipe visitante tenha anotado um ou mais pontos e passado a liderar o placar; (2) a equipe local não tenha recuperado a vantagem no placar; caso em que deve prevalecer a contagem do último “inning” concluído para os propósitos desta Regra 7.02 (b) (4).

(B) Se ambas as equipes estão com o mesmo número de pontos, o jogo deve ser declarado “empatado”, a menos que seja dado por terminado enquanto um “inning” está em andamento, e antes desse “inning” ser completado (1) a equipe visitante tenha anotado um ou mais pontos e empatado o jogo; (2) a equipe local não tenha desempatado o jogo; caso em que deve prevalecer a contagem do último “inning” concluído para os propósitos desta Regra 7.02 (b) (4).

(5) Qualquer jogo adiado, suspenso (que não tenha sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar), ou empatado, que não tenha sido reprogramado e completado antes do último jogo programado entre as duas equipes durante a temporada de campeonato, tem de ser jogado (ou continuado, no caso de um jogo suspenso ou empatado) até se tornar um Jogo Regulamentar se o Escritório do Comissário determinar que a não realização de tal jogo pode afetar a qualificação para a pós-temporada e/ou a vantagem de utilizar o campo local para qualquer jogo de “Wild Card” ou “Division Series”.

Comentário – Regra 7.02 (b): As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 7.02 (b)  não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

Jogos da “Minor League” não devem ser reprogramados e jogados até se tornarem regulamentares, de acordo com a Regra 7.02 (b) (5), com o propósito de determinar a qualificação para a pós-temporada, bem como a vantagem de utilizar o campo local para qualquer jogo pós-temporada.

Se um Jogo Suspenso da “Minor League” está para recomeçar, e não há nenhum jogo simples programado, somente um jogo simples será realizado após o término do Jogo Suspenso.

(c) Um Jogo Suspenso deve ser reiniciado exatamente do ponto em que estava o jogo original quando foi interrompido. A complementação de um Jogo Suspenso é uma continuação do jogo original. A escalação e a ordem de batedores de ambas as equipes devem ser exatamente as mesmas que estavam sendo seguidas no momento da suspensão, e estarão sujeitas às regras que tratam de substituição de jogadores. Qualquer jogador pode ser substituído por um companheiro que não tenha atuado no jogo antes de ocorrer a suspensão. Nenhum jogador que tenha sido substituído antes da suspensão pode retornar ao “lineup” (escalação da equipe).

Um jogador que não estava com a equipe quando o jogo foi suspenso pode ser usado como um substituto, mesmo que tenha sido inscrito no lugar de um jogador que não está mais com a equipe e, além disso, estava impedido de entrar no jogo porque havia sido substituído antes da interrupção do jogo.

Comentário – Regra 7.02 (c): Se, imediatamente antes de ser declarado um Jogo Suspenso, um arremessador não tiver arremessado a um mínimo de três batedores consecutivos, de acordo com a Regra 5.10 (g), tal arremessador pode –mas não é necessário– continuar arremessando quando o Jogo Suspenso é retomado posteriormente. Porém, se ele continuar arremessando, terá de cumprir a exigência de enfrentar seus primeiros três batedores consecutivos, de acordo com a Regra 5.10 (g); e se ele não começar arremessando no reinício do jogo, será considerado como tendo sido substituído e não poderá ser usado outra vez nesse jogo.

7.03 Jogos Confiscados 

(a) Um jogo pode ser confiscado a favor da equipe contrária quando uma equipe:

(1) Não se apresenta no campo, ou, mesmo tendo se apresentado, se recusa a começar o jogo dentro de cinco minutos após o árbitro principal ter declarado “PLAY” para iniciá-lo na hora marcada, a menos que o atraso em se apresentar, na opinião do árbitro principal, tenha sido inevitável.

(2) Emprega táticas com o evidente propósito de retardar ou abreviar o jogo.

(3) Se recusa a continuar jogando, a menos que o jogo tenha sido suspenso ou encerrado pelo árbitro principal.

(4) Não reinicia o jogo, após uma paralisação, dentro de um minuto depois de o árbitro principal ter declarado “PLAY”.

(5) Após ter sido advertida pelo árbitro, viola, intencional e persistentemente, quaisquer regras do jogo.

(6) Não obedece, dentro de um tempo razoável, à ordem do árbitro para remover um jogador do jogo.

(7) Não comparece ao segundo jogo de uma rodada dupla dentro de trinta minutos após o encerramento do primeiro jogo, a menos que o árbitro principal do primeiro jogo tenha ampliado o tempo de intervalo.

(b) Um jogo deve ser confiscado a favor da equipe contrária quando uma equipe está incapacitada ou se recusa a colocar nove jogadores no campo.

(c) Um jogo deve ser confiscado a favor da equipe visitante se, após ter sido paralisado, a ordem dada pelo árbitro para que o terreno seja preparado para o reinício do jogo não for obedecida –intencional e propositalmente– pelos encarregados da manutenção do campo.

NOTA: No beisebol amador não se aplica esta regra.

(d) Se o árbitro principal confisca um jogo, ele deve enviar um relatório por escrito ao Presidente da Liga, dentro de 24 horas depois, porém, mesmo que não o faça, sua decisão não será afetada.

7.04 Jogos Protestados

Jamais deve ser permitido protestar um jogo, independentemente de a reclamação ser baseada em decisões que impliquem um julgamento do árbitro, ou em uma alegação de que um árbitro aplicou de forma errada estas regras, ou deu uma decisão violando estas regras. 

8.00 – O ÁRBITRO

8.01 Qualificações e Autoridade do Árbitro

(a) O Escritório do Comissário deve designar um ou mais árbitros para cada jogo de campeonato da Liga. Os árbitros são responsáveis pela condução do jogo, de acordo com estas Regras Oficiais, e pela observância da disciplina e da ordem no campo de jogo durante a partida.

(b) Cada árbitro é um representante da Liga e do beisebol profissional, e está autorizado a –e incumbido de– fazer cumprir todas estas regras. Cada árbitro tem autoridade para determinar a um jogador, “coach”, técnico, diretor ou funcionário de um Clube, que faça ou se abstenha de fazer qualquer coisa que, na sua opinião, seja necessária para garantir o cumprimento destas regras e para impor as penalidades prescritas.

(c) Cada árbitro tem autoridade para resolver quaisquer situações que não estejam especificamente cobertas por estas regras.

(d) Cada árbitro tem autoridade para desqualificar qualquer jogador, “coach”, técnico ou substituto, por contestar as decisões tomadas, por conduta antidesportiva, ou por uso de linguagem antidesportiva, e expulsar do campo de jogo a pessoa que for desqualificada. Se um árbitro desqualificar um jogador enquanto uma jogada está em andamento, a penalidade terá efeito somente quando essa jogada tiver sido concluída.

 (e) Cada árbitro tem autoridade para, a seu critério, expulsar do campo de jogo (1) qualquer pessoa cuja função permita sua presença no campo, tais como o pessoal da manutenção do campo, porteiros, fotógrafos, jornalistas, pessoal de emissoras de TV etc. e (2) qualquer espectador ou outra pessoa não autorizada a permanecer dentro do campo de jogo.

8.02 Apelação sobre Decisões do Árbitro

(a) Qualquer decisão do árbitro que implique julgamento, tais como: se uma bola rebatida é “fair” ou “foul”; se um arremesso é “strike” ou “ball”; se um corredor é “safe” ou “out” etc. é definitiva. Nenhum jogador, técnico, “coach” ou substituto deve contestar qualquer decisão que implique julgamento.

Comentário – Regra 8.02 (a): Não é permitido que jogadores abandonem suas posições no campo  ou  deixem  suas  bases,  ou  que  técnicos ou “coaches” deixem o “bench” ou o “coach’s box”, para discutir sobre “BALLS” e  “STRIKES”. Eles devem ser advertidos se forem em direção ao “home plate” para contestar a decisão. Se continuarem reclamando, serão expulsos do jogo.

(b) Se houver uma dúvida razoável de que uma decisão do árbitro pode estar em conflito com as regras, o técnico poderá reclamar e pedir que se aplique a regra correta. Tal reclamação deve ser feita somente ao árbitro que tomou a decisão protestada.

NOTA 1: Se tal dúvida surge quando termina a primeira metade ou a segunda metade de um “inning”, a reclamação deve  ser feita antes que o arremessador e os defensores do campo interno deixem o território “fair”.

NOTA 2: Mesmo quando uma regra é aplicada equivocadamente, se não houver apelação, ou se o prazo para apelar tiver se esgotado, a decisão do árbitro não poderá ser alterada, não obstante ele perceba o seu erro.

(c) Se houver apelação sobre uma decisão, o árbitro que tomou tal decisão poderá solicitar a opinião de outro árbitro antes de dar a decisão final.  Nenhum árbitro deve criticar ou tentar mudar uma decisão de outro árbitro, nem interferir na decisão de outro árbitro, a menos que seja solicitado a fazê-lo por esse árbitro. Se os árbitros se consultam após uma jogada e mudam uma decisão que havia sido dada por um companheiro, eles têm autoridade para tomar todas as medidas que julgarem necessárias –segundo seus critérios– para anular os resultados e as consequências da decisão anterior que estão mudando, inclusive colocando corredores onde eles acharem que deveriam estar depois da jogada se a decisão final tivesse sido tomada como a decisão inicial, desconsiderando Interferência ou Obstrução que possa ter ocorrido na jogada; falhas de corredores no “tag up” baseadas na decisão inicial no campo; corredores ultrapassando outros corredores ou omitindo bases etc., tudo segundo os critérios dos árbitros.  Nenhum jogador, técnico ou “coach” deve ser autorizado a discutir sobre os critérios adotados pelos árbitros para solucionar a jogada, e aquele que se manifestar com esse objetivo poderá ser expulso. Não obstante o que foi exposto acima, a correção de um erro na contagem de “ball”/“strike” não deve ser permitida depois de efetuado um arremesso ao batedor seguinte, ou no caso do último batedor de um “inning” ou jogo, após todos os defensores do campo interno da equipe na defensiva deixarem o território “fair”.

Comentário – Regra 8.02 (c): É permitido que um técnico solicite um esclarecimento sobre a jogada e sobre os critérios que eles usaram para anular os resultados e as consequências da decisão anterior que estão mudando. Entretanto, uma vez que os árbitros esclareçam o resultado da jogada, ninguém pode alegar que os árbitros deveriam ter usado seus critérios de maneira diferente. 

O técnico ou o receptor podem solicitar que o árbitro de “home” consulte um companheiro sobre um “half swing” quando o arremesso é declarado “BALL” (mas não quando é declarado “STRIKE”). O técnico não pode reclamar que o árbitro deu uma decisão incorreta, mas somente que ele não consultou seu companheiro para ajudá-lo. Os árbitros de base têm de estar atentos a uma consulta do árbitro de “home” e devem responder rapidamente.  O técnico não pode reclamar sobre a decisão “BALL” ou “STRIKE” dada pelo árbitro, com o pretexto de estar pedindo informação sobre um “half swing”.

Apelações sobre um “half swing” podem ser feitas somente quando o arremesso é declarado “BALL”. O árbitro de “home”, quando solicitado a fazer a consulta, tem de recorrer a um árbitro de base e pedir sua opinião sobre o “half swing”. Se o arremesso for declarado “STRIKE” pelo árbitro de base, sua decisão prevalecerá. Apelações sobre um “half swing” têm de ser feitas antes do arremesso seguinte ou de qualquer jogada ou tentativa  de  jogada.  Se  o  “half swing”  ocorrer  durante  uma jogada que encerra um meio-“inning”, a apelação terá de ser feita antes que todos os defensores do campo interno da equipe na defensiva deixem o território “fair”.

Os corredores de base têm de prestar atenção para a possibilidade de o árbitro de base, ao ser consultado, mudar a decisão do árbitro de “home” –de  “BALL” para “STRIKE”–,  porque, nesse caso, correm o risco de serem eliminados pelo lançamento do receptor. O receptor também tem de estar atento se, numa situação de roubo de base, a decisão do árbitro de “home” for mudada pelo árbitro de base consultado –de “BALL” para “STRIKE”.

 Enquanto o árbitro de “home” está consultando um companheiro sobre “half swing”, a bola está em jogo. 

Se o técnico deixa o seu lugar para discutir com o árbitro da primeira ou terceira base sobre um “half swing”, e se, após ser advertido, continuar discutindo, poderá ser expulso, pois, nesse caso, estará discutindo sobre uma decisão “BALL” ou “STRIKE”. 

 (d) Nenhum árbitro pode ser substituído durante um jogo, a menos que ele se machuque ou adoeça.

 Se há somente um árbitro, ele deve ter completa jurisdição para administrar as regras. Ele pode posicionar-se em qualquer parte do campo de jogo para desempenhar suas funções [geralmente, atrás do receptor, mas algumas vezes, atrás do arremessador quando há corredor(es)]. Ele será considerado árbitro principal.

(e) Se há dois ou mais árbitros, um será denominado árbitro principal, e os outros, árbitros de campo.   

8.03 Posição do Árbitro 

(a) O árbitro principal deve posicionar-se atrás do receptor. (Geralmente ele é denominado árbitro de “home”.) Suas obrigações serão:

(1) Ter o comando total do jogo e ser o responsável pela correta condução da partida.

(2) Declarar e contar os “balls” e “strikes”.

 (3) Decidir e declarar se uma bola rebatida é “fair” ou “foul”, exceto aquelas que, normalmente, são de responsabilidade dos árbitros de campo.  

(4) Tomar todas as decisões sobre o batedor.

(5) Tomar todas as decisões, exceto aquelas normalmente reservadas aos árbitros de campo.   

(6) Decidir quando um jogo deve ser confiscado (“forfeited game”). 

(7) Se tiver sido fixado um limite de tempo, anunciar o fato e o tempo estabelecido antes do início do jogo.

(8)  Informar  o Anotador Oficial sobre a Ordem de Batedores Oficial (“Official Batting Order”) e sobre quaisquer alterações que forem solicitadas na escalação e na ordem de batedores.

(9) Anunciar algumas regras especiais de campo, a seu critério.

(b) Um árbitro de campo pode posicionar-se em qualquer parte do campo de jogo que ele considere ser a mais apropriada para tomar decisões sobre lances que ocorrem nas bases.  Suas obrigações são:

(1) Tomar todas as decisões sobre as bases, exceto aquelas especificamente reservadas ao árbitro principal.

(2) Declarar “Time”, “balks”, arremessos ilegais ou outras faltas cometidas por jogadores (deformar ou descorar a bola, por exemplo), juntamente com o árbitro principal.

 

(3) Ajudar o árbitro principal, de todas as maneiras, para garantir o cumprimento destas regras, e, com exceção do poder de confiscar um jogo, deve ter a mesma autoridade do árbitro principal para administrar e aplicar as regras e manter a disciplina.

(c) Se forem tomadas decisões diferentes sobre uma jogada por diferentes árbitros, o árbitro principal deverá reunir todos os árbitros para consultá-los sobre o ocorrido, sem a presença de técnicos ou jogadores. Depois dessa reunião, o árbitro principal –a menos que outro árbitro tenha sido designado pelo Escritório do Comissário– deve determinar qual decisão  deve prevalecer, baseando-se no árbitro que estava em melhor posição e na decisão que lhe tenha parecido a mais correta. O jogo deve prosseguir como se somente a decisão final tivesse sido tomada.

8.04 Relatório 

(a) O árbitro deve relatar ao Escritório do Comissário, dentro de doze horas após o término de um jogo, todas as violações de regras e outros incidentes que mereçam ser comentados, inclusive a desqualificação de um treinador, técnico, “coach” ou jogador, e as razões que o levaram a isso. 

(b) Quando um treinador, técnico, “coach” ou jogador é desqualificado por uma ofensa flagrante, tais como o uso de linguagem obscena ou indecente, ou uma atitude violenta (agressão física) sobre um árbitro, treinador, técnico, “coach” ou jogador, o árbitro deve enviar detalhes completos da ocorrência ao Escritório do Comissário, dentro de quatro horas após o término do jogo.

(c) Depois de receber o relatório do árbitro sobre a desqualificação de um treinador, técnico, “coach” ou jogador, o Escritório do Comissário deve impor a penalidade que ele achar justificada, e deve notificar a pessoa  penalizada e o técnico do Clube ao qual pertence essa pessoa penalizada.  Se a penalidade inclui uma multa, o infrator deve pagar o valor dessa multa à Liga, dentro de cinco dias após receber a notificação. Se essa multa não for paga dentro de cinco dias, o infrator não poderá participar de qualquer jogo, nem permanecer no “bench” dos jogadores durante qualquer jogo, até que a multa seja paga.

INSTRUÇÕES GERAIS AOS ÁRBITROS

Os árbitros que estão atuando no campo não devem conversar amistosamente com jogadores. Mantenham-se afastados do “coach’s box” e não conversem com o “coach” que está em serviço.

Mantenham seu uniforme em boas condições. Estejam ativos e atentos no campo.

Sejam educados –sempre– com funcionários de Clubes; evitem visitas aos escritórios de Clubes e irrefletida familiaridade com funcionários ou empregados de Clubes participantes.

Quando você entra num campo de beisebol, seu único dever é arbitrar um jogo de beisebol, como representante desse esporte.

Não permita que as críticas o impeçam de estudar  cuidadosamente as situações difíceis. Tenha sempre o Livro de Regras à sua disposição. É melhor consultar as regras e paralisar o jogo por dez minutos para solucionar um problema difícil do que, inadvertidamente, aplicar mal estas regras.

Mantenha o jogo em andamento. Um jogo de beisebol é sempre beneficiado por um trabalho enérgico e sério dos árbitros.

Você é o único representante oficial do beisebol no campo de jogo. A função do árbitro é, muitas vezes, muito difícil, e exige o exercício de muita paciência e bom julgamento; mas não se deve esquecer que o mais importante para resolver uma situação difícil é manter seu próprio temperamento e autocontrole.

Sem dúvida você vai cometer erros, mas nunca tente “compensar” depois de ter cometido um. Tome todas as decisões com base no que viu e esqueça qual é o Clube local ou visitante.

Mantenha sempre seus olhos na bola enquanto ela está em jogo. É mais importante saber onde exatamente uma bola “fly” caiu, ou onde foi parar uma bola lançada, do que saber se um corredor pisou ou não uma base. Não decida as jogadas apressadamente, nem dê as costas rapidamente quando um defensor está lançando para completar uma jogada dupla. Esteja atento para as bolas que caem depois de declarada a eliminação de um jogador.

Não corra com os braços levantados ou abaixados, indicando “out” ou “safe”. Espere a jogada ser completada antes de fazer qualquer movimento com os braços. 

Cada equipe de árbitros deve utilizar uma série de senhas simples, para que o próprio árbitro possa sempre corrigir uma decisão claramente equivocada quando estiver convencido de que cometeu um erro. Se estiver seguro de que decidiu a jogada, corretamente, não se deixe influenciar por apelações de jogadores (não atenda, por exemplo, a uma sugestão do tipo “pergunte a outro árbitro”). Se estiver em dúvida, pergunte a um de seus companheiros. Não leve nada a extremos; esteja atento e decida suas próprias jogadas. Mas lembre-se! O primeiro requisito é tomar as decisões corretamente. Se estiver em dúvida, não hesite emconsultar um companheiro. A dignidade do árbitro é importante, mas nunca tão importante como “ser correto”.

A regra mais importante para os árbitros é “ESTAR SEMPRE  EM POSIÇÃO PARA VER TODAS AS JOGADAS”. Mesmo que sua decisão esteja 100% correta, os jogadores ainda a questionarão se acharem que você não estava numa posição para ver a jogada claramente e de forma precisa.

Finalmente, seja cortês, imparcial e firme, e assim obterá o respeito de todos.

REGRAS DE ANOTAÇÃO

 Índice

Anotador Oficial: 9.01

Apelação sobre decisão de anotação: 9.01 (a)

Arremessador vencedor (“winning pitcher”) e arremessador perdedor (“losing pitcher”): 9.17

Arremessos descontrolados (“wild pitches”): 9.13

Assistências (“assists”): 9.10

Bases por “balls” (“bases on balls”): 9.14

Bases roubadas (“stolen bases”): 9.07

Batedor fora de ordem: 9.01 (b) (4), 9.03 (d)

Bolas arremessadas defensáveis que passam para trás do receptor (“passed balls”): 9.13

Como comprovar os dados da anotação (“box scores”): 9.03 (c)

Critérios para indicar os melhores jogadores individuais: 9.22

Dados da anotação (“box scores”): 9.02, 9.03 (b)

Determinação do valor de rebatidas indefensáveis (“base hits”): 9.06

Eliminações (“putouts”): 9.09

Eliminações por “strike” (“strikeouts”): 9.15

Eliminado roubando base (“caught stealing”): 9.07 (h)

Erros (errors): 9.12

Esforço normal (“ordinary effort”) – Definições de Termos 

Estatísticas: 9.20

Indiferença da defensiva: 9.07 (g)

Jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”): Definições de Termos, 9.12 (f) (2)

Jogadas duplas (“double plays”): 9.11

Jogadas triplas (“triple plays”): 9.11

Jogo confiscado (“forfeited game”): 9.03 (e)

Jogo dado por terminado (“called game”): 9.03 (e)

Jogo protestado (“protested game”): 9.01 (b) (3)

Jogo suspenso (“suspended game”): 9.01 (b) (3), 9.23 (d)

Jogos salvos por arremessadores substitutos (“saves for relief pitchers”): 9.19

Normas para anotação de atuações cumulativas: 9.23

Pontos concedidos (“runs allowed”): 9.16

Pontos empurrados (“runs batted in”): 9.04

Pontos limpos (“earned runs”): 9.16

Porcentagens e médias – como são determinadas: 9.21

Presidente da Liga (“League President”) – Definições de Termos

Rebatidas indefensáveis (“base hits”): 9.05, 9.06

Rebatidas indefensáveis que encerram um jogo (“game-ending hits”): 9.06 (f), 9.06 (g)

Relatório: 9.02, 9.03

Sacrifícios (“sacrifices”): 9.08

Substitutos: 9.03 (b)

Ultrapassar (uma base) deslizando (“oversliding”) – Definições de Termos

Vitórias sem permitir que a equipe oponente anote ponto (“shutouts”): 9.18 

 

9.00 O ANOTADOR OFICIAL

 

 9.01 Anotador Oficial (Regras Gerais)

(a) O Escritório do Comissário, com respeito a jogos da “Major League”, e a pessoa indicada pelo Comissário, com respeito a jogos da “Minor League”, deve designar um Anotador Oficial para cada jogo de campeonato da Liga, cada jogo pós-temporada ou cada “all-star game” (jogo dos astros). O Anotador Oficial deve observar o jogo da sala de imprensa, de um lugar permanente designado pelo Clube local (perto do pessoal da Liga responsável pela Coleta Oficial de Dados). O Anotador Oficial deve ter autoridade exclusiva para tomar todas as decisões relacionadas com a aplicação da Regra 9.00 que envolvam julgamento, como por exemplo, se o avanço de um batedor à primeira base é o resultado de uma rebatida indefensável (“base hit”) ou de um erro. O Anotador Oficial deve comunicar tais decisões, primeiro ao pessoal responsável pela Coleta Oficial de Dados, e em seguida, ao pessoal da mídia na sala de imprensa e às cabines de rádio, por meio de sinais com as mãos ou através de sistema de alto-falante da sala de imprensa (deve informar o locutor oficial sobre tais decisões, se solicitado). Ninguém, incluindo funcionários do Clube e jogadores, pode protestar ao Anotador Oficial ou ao pessoal da Liga responsável pela Coleta Oficial de Dados a respeito de quaisquer decisões.

O Anotador Oficial deve tomar todas as decisões que envolvam julgamento. Em ocorrência no campo que requer um julgamento do anotador, o Anotador Oficial fará um julgamento “preliminar” primeiro, geralmente usando os melhores esforços para fazê-lo em tempo hábil, de acordo com o ritmo geral de jogo, e o mais tardar até o início da jogada seguinte. Dentro de 24 horas depois que um jogo é concluído ou paralisado, o Anotador Oficial, a seu critério, tornará tal decisão “preliminar” como “final”, ou revisará a decisão inicial para torná-la uma decisão final. Um jogador ou Clube da “Major League” pode pedir que a pessoa indicada pelo Comissário revise uma decisão final de um Anotador Oficial dada num  jogo do qual tal jogador ou Clube participou, notificando o Escritório do Comissário, por escrito ou por meios eletrônicos aprovados, dentro de 72 horas após o julgamento ter se tornado final. A pessoa indicada pelo Comissário deve ter acesso a todos os vídeos importantes e disponíveis e, após refletir sobre qualquer evidência que deseja considerar, pode ordenar uma mudança numa decisão final se achar que o julgamento final do Anotador Oficial estava claramente equivocada. Nenhuma decisão que envolva julgamento deve ser mudada daí em diante. Se a pessoa indicada pelo Comissário constatar que um jogador ou Clube tem abusado do direito de apelar, fazendo apelações inúteis, repetidamente, ou agindo de má-fé, ele poderá, após uma advertência, impor devidas sanções ao Clube ou ao jogador. Um jogador ou Clube da “Minor League” pode pedir que o Escritório do Comissário revise uma decisão de um Anotador Oficial, de acordo com as regras da Liga.

Depois de cada jogo, incluindo os jogos confiscados (“forfeited games”) e os jogos declarados terminados antes de serem completados os “innings” regulamentares (“called games”), o Anotador Oficial deve preparar um relatório, de uma maneira determinada pelo Escritório do Comissário, com respeito a jogos da “Major League”, e pela pessoa indicada pelo Comissário, com respeito a jogos da “Minor League”, mencionando a data do jogo, onde ele foi realizado, os nomes das equipes que se enfrentaram e os árbitros, o placar completo do jogo e todos os registros individuais dos jogadores, compilados de acordo com o sistema especificado nesta Regra 9. O Anotador Oficial deve enviar esse relatório ao Escritório do Comissário, com respeito a jogos da “Major League” e “Minor League”, tão logo seja possível, após o encerramento do jogo. O Anotador Oficial deve enviar o relatório de qualquer Jogo Suspenso, tão logo seja possível, depois que o jogo é completado, ou após ele se tornar um “called game” porque não foi possível completá-lo conforme determina a Regra 7.02. 

Comentário – Regra 9.01 (a): O Anotador Oficial deve enviar o relatório de anotação oficial ao estatístico da Liga, em vez de enviá-lo ao escritório da Liga, se for solicitado a proceder dessa forma pela Liga. Caso haja alguma divergência em registros mantidos por um estatístico da Liga e nas decisões dadas por um Anotador Oficial, o relatório desse Anotador Oficial deve controlar. Estatísticos da Liga e anotadores oficiais devem consultar-se e cooperar para resolver quaisquer divergências.

(b) (1) Em todos os casos, o Anotador Oficial não deve tomar decisões de anotação que entrem em conflito com a Regra 9 ou qualquer outra Regra Oficial de Beisebol. O Anotador Oficial deve obedecer rigorosamente as normas de anotação estabelecidas nesta Regra 9. O Anotador Oficial não deve tomar uma decisão que entre em conflito com uma decisão do árbitro. O Anotador Oficial deve ter autoridade para decidir sobre qualquer ponto que não esteja especificamente coberto por estas regras. O Escritório do Comissário, com respeito a anotadores da “Major League” e “Minor League”, deve mandar  mudar qualquer decisão  de  um  Anotador  Oficial  que  contrarie  as  regras  de

anotação estabelecidas nesta Regra 9 e deve tomar providências para alterar uma estatística que necessite correção  em  razão  de   uma    decisão   de  anotação equivocada.

(2) Se as equipes mudam de posições (de ofensiva para defensiva  ou vice-versa) antes de ocorrer a terceira eliminação, o anotador oficial deve informar imediatamente o árbitro principal sobre o erro.

NOTA: O Anotador Oficial deve avisar o árbitro principal toda vez que ocorre erro na contagem de arremessos (quantidade de “strikes” e “balls”), ou quando uma equipe pretende fazer uma substituição indevida de arremessador.

(3) Se o jogo é suspenso, o Anotador Oficial deve registrar a situação exata do jogo no momento da suspensão, incluindo o placar, a quantidade de eliminações, a posição dos corredores, a contagem de “balls” e “strikes” ao batedor, as escalações (“lineups”) de ambas as equipes e os jogadores de cada equipe que tenham sido removidos do jogo.

Comentário – Regra 9.01 (b) (3): É importante que um jogo suspenso seja reiniciado exatamente com a mesma situação que existia no momento da suspensão.

4) O Anotador Oficial não deve chamar a atenção de um árbitro ou de qualquer membro de uma ou outra equipe para o fato de um batedor estar batendo fora de turno.

(c) O Anotador Oficial para jogos da “Major League” e “Minor League” é um representante oficial da Liga. Como tal, merece o respeito e a dignidade que lhe confere seu cargo e deve receber total proteção por parte do Escritório do Comissário. O Anotador Oficial deve relatar ao funcionário da Liga apropriada qualquer ato indigno praticado por um técnico, jogador, funcionário de Clube, dirigente de Clube, ou pessoal da mídia, durante o –ou como decorrência do– exercício das funções de Anotador Oficial. 

9.02 Relatório do Anotador Oficial

O relatório de anotação oficial deve ser preparado pelo Anotador Oficial de uma maneira determinada pela Liga e deve incluir:

(a) Os seguintes registros para cada batedor e corredor:

(1) Número de vezes que um batedor completou a sua vez de bater (“at bat”). Não deve ser registrado um “at bat” quando um jogador:

(A) faz um “bunt” de sacrifício ou rebate um “fly” de sacrifício;

(B) é autorizado a ir à primeira base no quarto “ball” (“base on balls”); 

(C) é atingido por uma bola arremessada; ou

(D) é autorizado a ir à primeira base por causa de Interferência ou Obstrução.

NOTA: Se, após uma jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”), o batedor for autorizado a ir à primeira base devido a uma Obstrução, a esse batedor será anotado um “at bat”. Mesmo quando o batedor adquire o direito de ir à primeira base devido a uma Obstrução, se o Anotador Oficial julgar sua rebatida como indefensável, anotará um “base hit” a esse batedor.

(2) Quantidade de pontos anotados (“runs scored”).

(3) Quantidade de rebatidas indefensáveis (“safe hits”).

(4) Quantidade de pontos empurrados (“runs batted in”).

(5) Rebatidas de duas bases (“two-base hits”).

(6) Rebatidas de três bases (“three-base hits”).

(7) Quadrangulares (“home runs”).

(8) Total de bases alcançadas em rebatidas indefensáveis (“safe hits”).

(9) Bases roubadas (“stolen bases”).

(10) “Bunts” de sacrifício (“sacrifice bunts”).

(11) “Flies” de sacrifício (“sacrifice flies”).

(12) Quantidade total de bases por “balls” (“bases on balls”).

(13) Lista separada de bases por “balls” intencionais (“intentional bases on balls”).

(14) Número de vezes atingido por uma bola arremessada (“hit by pitch”).

(15) Número de vezes autorizado a ir à primeira base por causa de Interferência ou Obstrução.

(16) Eliminações por “strike” (“strikeouts”).

(17) Número de vezes envolvido em jogadas duplas forçadas (“force double plays”) e jogadas duplas forçadas ao contrário (“reverse force double plays”).

Comentário – Regra 9.02 (a) (17): O Anotador Oficial não deve considerar que um batedor foi envolvido numa jogada dupla (“double play”) se o batedor-corredor é eliminado por causa de Interferência cometida por um corredor precedente.

NOTA 1: (a)  Por exemplo, com um corredor na primeira base, o defensor dessa base apanhou uma bola rebatida “ground” e, com a jogada 3-6-3, concretizou uma eliminação dupla; esta é uma jogada forçada. Se esse defensor alterasse a ordem de eliminações e fizesse a jogada 3-3-6, seria uma jogada forçada ao contrário. (b) Com as bases cheias, o defensor da terceira base apanhou uma bola rebatida “ground” e, após pisar a terceira base e eliminar o corredor da segunda base, fez a jogada 5-2 e eliminou o corredor da terceira base num “tag play” (jogada de toque). Esta também é uma jogada dupla forçada ao contrário. Como no caso de (b), toda vez que a primeira eliminação forçada ocorre fora da primeira base, e o corredor que deveria ser eliminado primeiro numa jogada forçada é eliminado por toque enquanto tenta avançar ou retornar, estamos diante de uma jogada dupla forçada ao contrário. Se um defensor derrubar um “fly” ou “liner” –não se inclui uma bola derrubada intencionalmente– e realizar uma jogada dupla como as dos exemplos acima, ao batedor não será atribuída uma rebatida de eliminação dupla.

NOTA 2: Um batedor acertou uma rebatida “ground” que poderia resultar em jogada dupla, mas, devido a um erro cometido pela defensiva depois do lance da primeira eliminação, tal jogada dupla não se concretizou. Nesse caso, deve-se anotar um erro ao defensor e uma rebatida de eliminação dupla ao batedor.

(18) Número de vezes eliminado roubando base (“caught stealing”).

(b) Os seguintes registros para cada defensor:

(1) Quantidade de eliminações (“putouts”).

(2) Quantidade de assistências (“assists”).

(3) Quantidade de erros (“errors”).

(4) Quantidade de jogadas duplas (“double plays”) de que tenha participado.

(5) Quantidade de jogadas triplas (“triple plays”) de que tenha participado.

(c) Os seguintes registros para cada arremessador:

(1) Quantidade de “innings” arremessados (“innings pitched”).

Comentário – Regra 9.02 (c) (1): Para calcular os “innings” arremessados, o Anotador Oficial deve contar cada eliminação (“putout”) como 1/3 de um “inning”. Por exemplo, se um arremessador abridor é substituído no sexto “inning”, com um jogador eliminado (“one out”), o Anotador Oficial deve atribuir-lhe 5-1/3 “innings”. Se um arremessador abridor é substituído no sexto “inning” antes de ocorrer uma eliminação (“no out”), o Anotador Oficial deve atribuir-lhe 5 “innings” e anotar quantos batedores ele enfrentou nesse “inning”. Se um arremessador substituto cede seu lugar a outro arremessador após eliminar dois batedores, o Anotador Oficial deve creditar-lhe com 2/3 de um “inning” arremessado. Se um arremessador substituto entrar num jogo e sua equipe iniciar uma jogada de apelação bem-sucedida que resulte em uma eliminação, o Anotador Oficial registrará que esse arremessador substituto arremessou 1/3 de um “inning”.

NOTA: Para determinar o número de “innings” consecutivos durante os quais um arremessador não concedeu pontos, atente para o seguinte: por exemplo, o arremessador “A” não concedeu pontos até o quinto “inning”. No sexto “inning”, após eliminar um jogador, foi substituído por “B”, deixando um corredor em base. Se esse corredor anotar ponto, a terça parte do sexto “inning” não será atribuída ao arremessador “A”, e a este serão considerados cinco “innings” sem concessão de pontos. Ao contrário, se o arremessador “B” entrar no sexto “inning”, com uma eliminação e um corredor na segunda base, mesmo que este anote ponto, os 2/3 do sexto “inning” ser-lhe-ão atribuídos se não permitir nenhum ponto adicional e eliminar dois jogadores.

(2) Quantidade total de batedores que enfrentou.

(3) Quantidade de “at bat” dos batedores que enfrentou, calculada de acordo com a Regra 9.02 (a) (1).

(4) Quantidade de rebatidas indefensáveis (“hits”) permitidas.

(5) Quantidade de pontos (“runs”) concedidos.

(6) Quantidade de pontos limpos (“earned runs”) permitidos.

(7) Quantidade de quadrangulares (“home runs”) permitidos.

(8) Quantidade de rebatidas de sacrifício (“sacrifice hits”) permitidas.

(9) Quantidade de “flies” de sacrifício (“sacrifice flies”) permitidos.

(10) Quantidade total de bases por “balls” (“bases on balls”) concedidas. 

(11) Lista separada de bases por “balls” intencionais (“intentional bases on balls”) concedidas.

(12) Quantidade de batedores atingidos por bolas arremessadas (“hit batter”, “hit batsman”, “hit by pitch”).

(13) Quantidade de eliminações por “strike” (“strikeouts”).

(14) Quantidade de arremessos descontrolados (“wild pitches”).

(15) Quantidade de faltas cometidas por arremessador, com corredor(es) em base (“balks”).

(d) Os seguintes dados adicionais:

(1) Nome do arremessador vencedor (“winning pitcher”).

(2) Nome do arremessador perdedor (“losing pitcher”).

(3) Nomes  do  arremessador  abridor (“starting pitcher”)  e  do  arremessador  fechador (“finishing pitcher”) por cada equipe.

(4) Nome do arremessador a quem foi creditado um jogo salvo (“save”) –se houver.

(e) Quantidade de bolas defensáveis que cada receptor deixou passar para trás (“passed balls”).

(f) Nomes de jogadores que tomaram parte em jogadas duplas (“double plays”) e jogadas triplas (“triple plays”).

Comentário – Regra 9.02 (f): Por exemplo, um Anotador Oficial deve anotar: Jogadas Duplas – Jones, Roberts e Smith (2). Jogada Tripla – Jones e Smith.

(g) Quantidade de corredores deixados em base por cada equipe (“left on base”). Esse total deve incluir todos os corredores que chegam a uma base, de alguma maneira, e não anotam ponto, nem são eliminados. O Anotador Oficial deve incluir nesse total um batedor-corredor cuja bola rebatida provoca a eliminação de outro corredor e completa o terceiro “out”.

(h) Nomes de batedores que rebateram quadrangulares (“home runs”) com as bases cheias.

(i) Quantidade de eliminações no momento em que é anotado o ponto da vitória, se o jogo é decidido na segunda metade do último “inning”.

(j) Pontos anotados em cada “inning” por cada equipe.

(k) Nomes dos árbitros, relacionados nesta ordem: árbitro de “home”, árbitro da primeira base,  árbitro  da   segunda  base,  árbitro  da terceira base, árbitro do jardim esquerdo (“left field”) e árbitro do jardim direito (“right field”) –estes últimos quando é adotado o sistema de seis árbitros.

(l) Duração do jogo, descontados os atrasos em razão de mau tempo, falta de iluminação ou falha tecnológica não relacionada ao andamento do jogo.

Comentário – Regra 9.02 (l): Um atraso para cuidar de um jogador, técnico, “coach” ou árbitro machucado deve ser contado para calcular a duração do jogo.

(m) Serviço oficial, quando fornecido pelo clube local.

9.03 Relatório do Anotador Oficial (Regras Adicionais)

(a) Ao elaborar o relatório de anotação oficial, o Anotador Oficial deve relacionar o nome de cada jogador e sua posição defensiva, na ordem em que ele atuou como batedor, ou teria atuado se o jogo terminasse antes de chegar a sua vez de bater.

Comentário – Regra 9.03 (a): Quando um jogador não troca sua posição com outro defensor, mas é simplesmente colocado em lugar diferente no momento em que um determinado batedor entra no “batter’s box” (por exemplo, se um defensor da segunda base vai ao campo externo para formar um quarteto de jardineiros, ou se um defensor da terceira base se posiciona entre o interbases e o defensor da segunda base), o Anotador Oficial não deve registrar isso como uma nova posição.

(b) O Anotador Oficial deve identificar no relatório de anotação oficial qualquer jogador que entre no jogo como um batedor substituto ou corredor substituto, continue ou não no jogo  daí  em  diante.  Essa identificação deve ser feita na Ordem de Batedores (“Batting Order”), com um símbolo especial que indicará um registro separado de batedores e corredores substitutos. O registro de batedores substitutos deve descrever o que eles fizeram. O registro de batedores e corredores substitutos deve incluir o nome de qualquer substituto que, após ter seu nome anunciado, teve de ceder seu lugar a outro substituto antes de entrar de fato no jogo. O segundo substituto deve ser registrado como se tivesse batido ou corrido no lugar do primeiro substituto anunciado.

Comentário – Regra 9.03 (b): Recomenda-se letras minúsculas como símbolos para batedores substitutos e números como símbolos para corredores substitutos. Por exemplo, um relatório de anotação oficial pode mencionar o seguinte: ‘a – substituiu Abel no terceiro “inning”  e  acertou  um  “single” (rebatida de uma base);  b – substituiu Baker no sexto “inning” e foi eliminado num “fly”; c – substituiu Charles no sétimo “inning” e causou uma eliminação forçada; d – substituiu Daniel no nono “inning” e foi eliminado num “rolling” (rebatida “ground”); 1 – correu no lugar de Edward no nono “inning”.’ Se um substituto, após ter seu nome anunciado, ceder seu lugar a outro substituto antes de entrar de fato no jogo, o relatório de anotação oficial registrará o substituto, por exemplo, da seguinte forma: ‘e – anunciado como substituto de Frank no sétimo “inning”.

(c) Como comprovar os Dados da Anotação (“Box Score”)

Os dados da anotação serão confirmados (ou comprovados) como corretos quando a soma de “at bats”, bases por “balls” recebidas, “hit batters”, “sacrifice bunts”, “sacrifice flies” e batedores autorizados a ir à primeira base por causa de Interferência ou Obstrução, de uma equipe, é igual à soma de pontos dessa equipe, jogadores deixados em base e eliminações realizadas (“putouts”) pela equipe contrária.

(d) Quando um jogador Bate Fora de Ordem

Um jogador bate fora de ordem e é eliminado. Antes de um arremesso ao batedor seguinte, a equipe na defensiva apela –o batedor correto é eliminado. Nesse caso, o Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor que deixou de bater na sua vez e anotar a eliminação do batedor fora de ordem e qualquer assistência (“assist”) como se a ordem de batedores tivesse sido seguida corretamente. Se um batedor fora de ordem se torna um corredor e o batedor correto é eliminado por ter deixado de bater na sua vez, o Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor correto, creditar a eliminação ao receptor e desconsiderar tudo que tem relação com a chegada do batedor incorreto a uma base, com segurança (“safe”). Se mais de um batedor bate fora de ordem, em sequência, o Anotador Oficial deve anotar todas as jogadas exatamente como elas ocorrem, ignorando a “vez de bater” do(s) jogador(es) que deixou(aram) de bater primeiro na ordem correta.

NOTA 1: O batedor incorreto A acertou um “ground” na direção do interbases e foi eliminado na primeira base. Depois dessa jogada houve apelação da equipe na defensiva, e o batedor correto B foi eliminado. Nesse caso, deve-se anotar como se B tivesse sido eliminado na primeira base com uma rebatida “ground” ao interbases.

NOTA 2: Por exemplo, o segundo batedor bate no turno do primeiro batedor e sofre eliminação por “strike”. Em seguida, o primeiro batedor é eliminado num “fly” rebatido ao jardim central –segunda eliminação. O terceiro batedor deixa passar a sua vez de bater. O quarto e o quinto batedores acertam rebatidas indefensáveis (“hits”). Nesse caso, apesar de as eliminações –do primeiro batedor (segunda eliminação) e do segundo batedor (primeira eliminação)– estarem com a ordem invertida, anote os lances nos lugares desses batedores, deixe em branco o espaço do terceiro batedor e anote as rebatidas “hit” do quarto e do quinto batedores. Consequentemente, o terceiro batedor fica com um “at bat” a menos.

(e) Jogos  Dados  por  Terminados (“Called Games”)  e  Jogos  Confiscados (“Forfeited Games”) 

(1) Se um jogo regulamentar é dado por terminado, o Anotador Oficial deve incluir o registro de todas as ações individuais e da equipe até o momento em que o jogo é encerrado, conforme está estabelecido na Regra 7.01. Se for um jogo empatado, o Anotador Oficial não registrará o nome do arremessador vencedor ou perdedor.

(2) Se um jogo regulamentar é confiscado, o Anotador Oficial deve incluir o registro de todas as ações individuais e da equipe até o momento do confisco. Se a equipe declarada vencedora em razão do confisco estiver em vantagem no placar no momento em que o jogo é confiscado, o Anotador Oficial registrará como arremessador vencedor e arremessador perdedor os jogadores que teriam sido considerados como tais se o jogo tivesse sido dado por terminado no momento do confisco. Se a equipe declarada vencedora em razão do confisco tiver anotado menos pontos do que a equipe contrária, ou se o placar estiver empatado no momento em que o jogo é confiscado, o Anotador Oficial não registrará um arremessador vencedor ou perdedor. Se um jogo for confiscado antes de se tornar um jogo regulamentar, o Anotador Oficial não registrará as anotações feitas; informará somente o fato de o jogo ter sido confiscado.

Comentário – Regra 9.03 (e): O Anotador oOicial não deve considerar que, por regra, o placar de um jogo confiscado é 9 a 0 [Vide Definições de Termos (“Forfeited Game”)], não obstante os resultados no campo no ponto em que o jogo é confiscado.

9.04 Pontos Empurrados (“Runs Batted In”)

Ponto empurrado é um dado estatístico creditado a um jogador que, atuando como batedor,  ajuda sua equipe a anotar um ou mais pontos, conforme está exposto nesta Regra 9.04.

(a) O Anotador Oficial deve creditar um ponto empurrado ao batedor cada vez que sua equipe anota ponto

(1) sem o auxílio de um erro, e sim em consequência de uma rebatida indefensável (“safe hit”) –incluindo um “home run”–, um “bunt” de sacrifício (“sacrifice bunt”), um “fly”de sacrifício (“sacrifice fly”), uma rebatida para o campo interno que provoca a sua eliminação (“infield out”) ou uma jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”), a menos que seja aplicada a Regra 9.04 (b);

(2) numa jogada em que ele, com as bases cheias, adquire o direito de ir à primeira base por quatro “balls” (“ball four”), por ter sido atingido por uma bola arremessada (“hit batter”, “hit batsman”, “hit by pitch”), ou por causa de Interferência ou Obstrução; ou

(3) quando, com menos de duas eliminações, a defensiva comete um erro numa jogada em que o corredor da terceira base teria anotado ponto normalmente.

(b) O Anotador Oficial não deve creditar um ponto empurrado ao batedor

(1) quando sua rebatida “ground” provoca uma jogada dupla forçada ou jogada dupla forçada ao contrário; ou

(2) quando é imputado um erro a um defensor porque ele erra um lançamento à primeira base que teria completado uma jogada dupla forçada.

(c) Quando um corredor anota ponto enquanto um defensor segura demais a bola, ou lança-a para uma base equivocada, a decisão sobre creditar ou não um ponto empurrado ao batedor depende da apreciação do Anotador Oficial. Geralmente, se o corredor avançar sem parar e anotar ponto, o Anotador Oficial creditará um ponto empurrado a esse jogador; se o corredor parar uma vez e reiniciar o avanço ao notar a falha da defensiva, o Anotador Oficial registrará que o ponto foi anotado numa jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”).

9.05 Rebatidas Indefensáveis (“Base Hits”)

Rebatida indefensável é um dado estatístico creditado a um batedor quando ele chega a salvo (“safe”) a uma base, conforme está exposto nesta Regra 9.05.

(a) O Anotador Oficial deve creditar uma rebatida indefensável a um batedor quando:

(1) Ele chega a salvo à primeira base (ou a qualquer base subsequente) numa bola “fair” que para sobre o solo, que toca uma cerca –sem ter tido contato com um defensor–, ou passa por cima de uma cerca.

(2) Ele chega a salvo à primeira base numa bola “fair” rebatida com tanta força ou tão fracamente  que  qualquer  defensor que tentasse fazer uma jogada com ela não teria obtido êxito.

Comentário – Regra 9.05 (a) (2): O Anotador Oficial deve creditar uma rebatida indefensável ao batedor se o defensor que tenta apanhar a bola não consegue fazer uma jogada, mesmo que tal defensor desvie essa bola ou a intercepte na frente de outro defensor que poderia ter eliminado um corredor.

NOTA: “Desviar” significa ter contato com a bola e diminuir a sua velocidade ou mudar a sua direção. 

(3) Ele chega a salvo à primeira base numa bola “fair” que dá um pulo anormal, de forma que um defensor não consegue apanhá-la com um esforço normal; ou que toca o “pitcher’s plate” ou qualquer base (incluindo o “home plate”), antes de ter contato com um defensor, e pula tão irregularmente que um defensor não consegue apanhá-la mediante um esforço normal. 

(4) Ele chega a salvo à primeira base numa bola “fair” que, sem ter tido contato com um defensor, está em território “fair” quando alcança o campo externo, a menos que, na opinião do Anotador Oficial, ela poderia ter sido apanhada com um esforço normal.

(5) Uma bola “fair” que não tenha tido contato com um defensor toca um corredor ou um árbitro. O Anotador Oficial não deve anotar uma rebatida indefensável ao batedor quando um corredor é declarado eliminado por ter sido atingido por um “Infield Fly”.

(6) Um defensor tenta sem sucesso eliminar um corredor precedente, e, na opinião do Anotador Oficial, o batedor-corredor não teria sido eliminado na primeira base mediante um esforço normal.

Comentário – Regra 9.05 (a): Ao aplicar a Regra 9.05 (a), o Anotador Oficial deve sempre dar ao batedor o benefício da dúvida. O melhor caminho a seguir é anotar uma rebatida indefensável quando uma jogada excepcional de um defensor não resulta em uma eliminação.

(b) O Anotador Oficial não deve creditar uma rebatida indefensável quando:

(1) Um corredor sofre eliminação forçada numa bola rebatida, ou teria sofrido eliminação forçada se a defensiva não tivesse cometido erro.

(2) Não obstante ele tenha acertado uma rebatida que seria, claramente, um “base hit”, o corredor forçado a avançar em consequência dessa rebatida deixa de tocar a base seguinte para a qual está avançando, e, por essa razão, é declarado eliminado em apelação. O Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor, mas nenhum “hit”.

(3) O arremessador, o receptor ou qualquer defensor do campo interno apanha uma bola rebatida e elimina um corredor precedente que estava tentando avançar uma base ou procurando retornar para sua base original; ou teria eliminado tal corredor, com um esforço normal, se a defensiva não tivesse cometido erro. O Anotador Oficial deve imputar um “at bat” ao batedor, mas nenhum “hit”.

NOTA 1: Com sua rebatida o batedor “empurrou” um corredor à base seguinte. Esse corredor, porém, foi eliminado por toque ao ultrapassar, correndo ou deslizando, essa base. Nesse caso, deve ser anotado um “hit” ao batedor.

NOTA 2: “Defensor do campo interno” a que se refere esta regra é aquele que ocupa sua posição normal no campo interno. Se esse defensor se deslocar para o campo externo e ficar posicionado em qualquer parte dessa área, não será considerado um defensor do campo interno. Por exemplo, quando havia corredor na segunda base, houve uma rebatida “fly” para o espaço entre o interbases e o jardineiro esquerdo. O corredor saiu muito pouco da base, achando que a bola poderia ser apanhada no ar. Ao ver o interbases derrubar a bola, correu para a terceira base, mas foi eliminado pela bola lançada por ele. Nesse caso, não se aplica esta regra; deve ser anotado um “hit” ao batedor.  Quando a bola rebatida é manuseada por um defensor do campo externo também deve ser anotado um “hit” ao batedor, a menos que o corredor sofra eliminação forçada.

(4) Um defensor tenta sem sucesso eliminar um corredor precedente, e, na opinião do anotador, o batedor-corredor poderia ter sido eliminado na primeira base.

Comentário – Regra 9.05 (b): A Regra 9.05 (b) não deve ser aplicada se o defensor simplesmente olha na direção de outra base, ou simula um lançamento a outra base, antes de tentar eliminar o batedor-corredor na primeira base.

(5) Um corredor é declarado eliminado por ter estorvado um defensor que estava tentando apanhar uma bola rebatida, a menos que, na opinião do anotador, o batedor-corredor teria chegado a salvo à primeira base se a Interferência não tivesse ocorrido.

9.06 Determinação do Valor de Rebatidas Indefensáveis (“Base Hits”)

O Anotador Oficial deve anotar uma rebatida indefensável (“base hit”) como de uma base (“one-base hit”), duas bases (“two-base hit”) ou três bases (“three-base hit”), ou como “home run”, quando não ocorre erro da defensiva ou eliminação. Para determinar isso, deve observar o seguinte:

(a) Excetuando-se os casos previstos nas Regras 9.06 (b) e 9.06 (c), é uma rebatida de uma base (“one-base hit”) se o batedor para na primeira base; é uma rebatida de duas bases (“two-base hit”) se o batedor para na segunda base; é uma rebatida de três bases (“three-base hit”) se o batedor para na terceira base; e é um “home run” se o batedor toca todas as bases e anota ponto.

(b) Quando, com um ou mais corredores em base, o batedor avança mais de uma base num “safe hit”, e a equipe na defensiva faz uma tentativa de eliminar um corredor precedente, o anotador oficial deve determinar se esse batedor acertou uma legítima rebatida de duas bases ou três bases, ou se ele avançou além da primeira base em jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”).

Comentário – Regra 9.06: O Anotador Oficial não deve creditar uma rebatida de três bases ao batedor quando um corredor precedente é eliminado no “home plate”, ou teria sido eliminado não fosse um erro da defensiva. O Anotador Oficial não deve creditar uma rebatida de duas bases ao batedor quando um corredor precedente que está tentando avançar a partir da primeira base é eliminado na terceira base, ou teria sido eliminado não fosse um erro da defensiva. Entretanto, com exceção do que vimos acima, o Anotador Oficial não deve determinar o valor dos “base hits” pelo número de bases conquistadas por um corredor precedente. Um batedor pode merecer uma rebatida de duas bases, mesmo que um corredor precedente avance uma base –ou não avance; ele pode merecer somente uma rebatida de uma base, mesmo que chegue à segunda base e um corredor precedente avance duas bases.

Por exemplo:

(1) Corredor na primeira base. O batedor rebate em direção ao jardim direito (“right field”). O jardineiro direito (“right fielder”) lança à terceira base para tentar eliminar o corredor, mas não logra êxito; o batedor chega à segunda base. O Anotador Oficial deve creditar ao batedor uma rebatida de uma base.

(2) Corredor na segunda base. O batedor acerta um “fair fly” (rebatida “fly” para o território “fair”). O corredor espera até certificar-se de que a bola não será apanhada e, então, avança somente até a terceira base, enquanto o batedor chega à segunda base. O Anotador Oficial deve creditar ao batedor uma rebatida de duas bases.

(3) Corredor na terceira base. O batedor acerta um “fair fly” bem alto. O corredor inicia a corrida, mas logo depois retorna para retocar a base, achando que a bola seria apanhada. A bola não é apanhada, mas o corredor não consegue anotar ponto, embora o batedor tenha chegado à segunda base. O Anotador Oficial deve creditar ao batedor uma rebatida de duas bases.

(c) Quando o batedor tenta conseguir uma rebatida de duas bases ou três bases, deslizando a uma base, ele tem de ficar em contato com a última base para a qual tenha avançado. Se um batedor-corredor ultrapassar a base e for eliminado por toque antes de retornar com segurança a essa base, ele será creditado somente com tantas bases quantas tiver alcançado a salvo. Se um batedor-corredor ultrapassar a segunda base e for eliminado por toque, o Anotador Oficial creditará uma rebatida de uma base a esse jogador; se o batedor-corredor ultrapassar a terceira base e for eliminado por toque, o Anotador Oficial creditará uma rebatida de duas bases a esse jogador.

Comentário – Regra 9.06 (c): Se o batedor-corredor ultrapassar a segunda base ou a terceira base, correndo, e for eliminado por toque ao tentar retornar, o Anotador Oficial creditará a esse jogador a última base que tiver tocado. Se um batedor-corredor continuar correndo após tocar a segunda base com seus pés, e for eliminado por toque ao tentar retornar, o Anotador Oficial creditará uma rebatida de duas bases a esse jogador. Se um batedor-corredor continuar correndo após tocar a terceira base com seus pés, e for eliminado por toque ao tentar retornar, o Anotador Oficial creditará uma rebatida de três bases a esse jogador.

(d) Quando o batedor, após acertar uma rebatida indefensável (“safe hit”), é declarado eliminado por ter deixado de tocar uma base, a última base que ele tiver alcançado a salvo determinará se o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma rebatida de uma base, duas bases ou três bases. Se um batedor-corredor é declarado eliminado por ter omitido o “home plate”, o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma rebatida de três bases. Se um batedor-corredor é declarado eliminado por ter omitido a terceira base, o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma rebatida de duas bases. Se um batedor-corredor é declarado eliminado por ter omitido a segunda base, o Anotador Oficial deve creditar-lhe uma rebatida de uma base. Se um batedor-corredor é declarado eliminado por ter omitido a primeira base, o Anotador Oficial deve imputar-lhe um “at bat”, mas nenhuma rebatida. 

NOTA: Este item da regra deve ser aplicado não só quando o batedor que acertou um “hit” é eliminado por ter deixado de tocar uma base, mas também quando ele é eliminado por ter ultrapassado um corredor precedente.

(e) Quando o árbitro concede duas bases, três bases ou um “home run” ao batedor-corredor, de acordo com as prescrições das Regras 5.06 (b) (4) ou 6.01 (h), o Anotador Oficial deve creditar a esse batedor-corredor uma rebatida de duas bases ou três bases, ou um “home run”, conforme for.

(f) Com exceção do caso previsto na Regra 9.06 (g), quando um batedor decide um jogo com uma rebatida indefensável (“safe hit”) que “empurra” os pontos necessários para pôr sua equipe em vantagem no placar, o Anotador Oficial deve creditar-lhe apenas uma rebatida de tantas bases quantas tiver avançado o corredor que anotou o ponto da vitória, e isso somente se o batedor também tiver avançado o mesmo número de bases conquistadas por esse corredor.

Comentário – Regra 9.06 (f): O Anotador Oficial deve aplicar esta regra mesmo quando o batedor, teoricamente, tem direito a mais bases em razão da rebatida de bases extras “automática” que lhe é concedida, de acordo com vários dispositivos das Regras 5.05 e 5.06 (b) (4).

O Anotador Oficial deve creditar ao batedor uma base tocada no curso natural da jogada, mesmo que o ponto da vitória seja anotado momentos antes na mesma jogada. Por exemplo, o placar está empatado na segunda metade do nono “inning”, com um corredor na segunda base. O batedor rebate a bola ao campo externo (“outfield”) –é uma rebatida indefensável (“base hit”)– e, após tocar a primeira base, avança em direção à segunda base. O corredor anota ponto após o batedor tocar a primeira base, mas pouco antes de ele alcançar a segunda base. Se o batedor-corredor tivesse alcançado a segunda base, o Anotador Oficial creditaria uma rebatida de duas bases a esse jogador.

NOTA: É necessário que o batedor avance realmente o número de bases descrito acima. Por exemplo, na segunda metade do último “inning”, com um corredor na segunda base, o batedor acerta um “hit”; a bola toca o solo uma vez e salta para as arquibancadas. Para o batedor ser creditado com um “hit” de duas bases, é necessário  que ele avance legalmente até a segunda base. Se, porém, o batedor acertar um “hit” como o do exemplo acima quando há corredor na terceira base, será anotado um “hit” de uma base, mesmo que ele (batedor) avance até a segunda base.

(g) Quando o batedor encerra um jogo com um “home run” rebatido para fora do campo de jogo, tanto ele como os corredores em base são autorizados a anotar ponto.

9.07 Bases Roubadas (“Stolen Bases”) e Eliminado Roubando Base (“Caught Stealing”)

O Anotador Oficial deve creditar uma base roubada a um corredor, sempre que ele avança uma base sem o auxílio de uma rebatida (“hit”), uma eliminação (“putout”), um erro (“error”), uma eliminação forçada (“force-out”), uma jogada de escolha do defensor (“fielder’s choice”), uma bola arremessada defensável que passa para trás do receptor (“passed ball”), um arremesso descontrolado (“wild pitch”) ou um ato ilegal do arremessador quando há corredor ou corredores em base (“balk”), sujeitando-se às seguintes condições:

(a) Quando um corredor parte para a base seguinte antes de o arremessador soltar a bola, e o arremesso resulta no que normalmente é anotado como “wild pitch” ou “passed ball”, o Anotador Oficial deve creditar uma base roubada a esse corredor e não deve anotar a jogada mal executada, a menos que, em consequência da má jogada, o corredor que está roubando base avance uma base adicional, ou outro corredor também avance, caso em que deve ser anotado o “wild pitch” ou o “passed ball”, assim como a base roubada.

NOTA 1: Se um corredor tiver iniciado a corrida antes do arremesso, para tentar roubar a base seguinte, ser-lhe-á creditado um roubo de base, mesmo que esse arremesso resulte em “wild pitch” ou “passed ball”, nos seguintes casos:

(1) Quando um corredor que não tenha obtido o direito de ir à base seguinte num “ball four” avança uma ou mais bases.

(2) Quando, no terceiro “strike”, é anotado um “wild pitch” ou “passed ball” em relação ao avanço do batedor ou de um corredor. Entretanto, se houver duas eliminações e corredor na primeira, primeira e segunda ou primeira, segunda e terceira base, o avanço de cada corredor não será anotado como roubo de base; e se houver duas eliminações e corredor na primeira e terceira base, o avanço do corredor da primeira base também não será anotado como roubo de base.

NOTA 2: Um corredor está tentando roubar a base seguinte no momento em que o receptor ou qualquer defensor comete Interferência (Interferência da Defensiva). Se esse corredor for autorizado a ocupar a base seguinte, de acordo com a Regra 5.06 (b) (D), ser-lhe-á creditado um roubo de base.

(b) Após receber a bola arremessada, o receptor faz um mau lançamento ao tentar impedir um roubo de base. Nesse caso, o Anotador Oficial deve creditar uma base roubada ao corredor. O Anotador O ficial não deve imputar um erro, a menos que o lançamento descontrolado permita que o corredor que está roubando base avance uma ou mais bases adicionais,  ou permita que outro corredor avance, caso em que deve ser creditada uma base roubada ao corredor e imputado um erro ao receptor.