terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

"PITCHING" (TÉCNICAS DE ARREMESSO) PARA GANHAR O JOGO - 11

Trabalho elaborado por MAMORU ABE (Voluntário sênior da JICA para a comunidade nikkei) 

3) Pressão entre arremessador e batedor no jogo real

a) O arremessador pressiona o batedor

Para descobrir as características do batedor, nada melhor do que assistir previamente ao treino da equipe adversária. Mas se prestar atenção aos mínimos detalhes, como o modo de girar o bastão antes de entrar no “batter’s box”, a postura que toma enquanto aguarda o arremesso, o posicionamento no “batter’s box”, etc., será possível imaginar mais ou menos as suas características.

Há exceções, mas como tendência geral temos o seguinte:

1) Batedor que se posiciona colocando o pé da frente na direção do canto externo

É o batedor que se posiciona próximo à linha do “batter’s box” (“closed stance”). Tem mais facilidade (é “forte”) para rebater as bolas que vêm entre o centro e os cantos externos da base, e tem como ponto fraco os arremessos colocados no canto interno (“in corner”) superior e no canto externo (“out corner”) inferior. Se ele, posicionando-se dessa forma, tiver a intenção e a técnica para rebater os arremessos colocados no canto interno, em direção ao jardim direito (“rightfield”), essa bola rebatida alcançará longa distância. Recomenda-se atacar o ponto fraco com “shoot” (bola que aumenta de velocidade quando se aproxima do batedor) e “curve” (bola que faz curva quando se aproxima do batedor).

2) Batedor que se posiciona abrindo o pé da frente, movendo-o para trás

O batedor que se posiciona dessa maneira (“open stance”) é “forte” em bolas colocadas no canto interno e nas bolas com efeito, mas é “fraco” nas bolas rápidas direcionadas ao canto interno superior e ao canto externo inferior. As bolas colocadas no canto externo, muitas vezes, são rebatidas só com a força dos punhos.

Sendo assim, as bolas altas devem ser rápidas e as bolas baixas, rápidas ou “curve”.

3) Batedor que se posiciona, inclinando o corpo sobre o “home plate”

Tem mais facilidade para rebater as bolas colocadas entre o centro e o canto interno, mas não para rebater as bolas que vêm no canto exterior inferior. Assim, para o canto externo inferior, arremessar bolas rápidas, “curve” e “slider” (bolas mais rápidas que “curve”), e para o canto interno, bolas rápidas para fora da zona de “strike”.

4) Batedor que se posiciona longe do “home plate”

Rebate habilmente para a direção contrária a bola que vem no canto externo. Por isso, deve-se pressionar o canto interno com arremessos rápidos, utilizando, especialmente, bolas com a rotação de “shoot”, e o canto externo inferior, com “curve”.

5) Batedor que segura “curto” o bastão (empunha o bastão com as mãos afastadas da extremidade do cabo), mantendo-o inclinado

Tem tendência para ser “forte” em bolas altas, principalmente quando elas são rápidas. O bastão inclinado facilita o movimento inicial do “swing”, e permite rebater bolas rápidas e “rise”. Por outro lado, são poucos os batedores que conseguem rebater bolas “drop” baixas.

6) Batedor que segura “comprido” o bastão (empunha o bastão com as mãos encostadas na extremidade do cabo), mantendo-o na posição vertical

Como segura o bastão na posição vertical, leva tempo para movimentá-lo até o “meet point” (ponto de contato da bola com o bastão) em bolas altas, sendo, por isso, pouco hábil para rebater esse tipo de bola. Mas tem tendência para ser um bom batedor de bolas rápidas baixas e “drop”. Sendo assim, será melhor enfrentá-lo com bolas rápidas altas no canto interno ou com bolas “curve” e “slider” baixas.

7) Batedor que se posiciona adiantado no “batter’s box”

É hábil para rebater bolas altas, principalmente as bolas com efeito (bolas lentas). Ele acha que a bola do arremessador é comparativamente mais lenta que a sua força para rebatê-la. Por isso, recomenda-se enfrentá-lo com bolas rápidas baixas no canto interno, bolas rápidas baixas no canto externo ou ainda com “curve”.

8) Batedor que se posiciona recuado no “batter’s box”

Tem facilidade para rebater bolas rápidas que passam um pouco acima do cinto. Ele acha que a bola do arremessador é comparativamente mais rápida que a sua força para rebatê-la. Portanto, recomenda-se enfrentá-lo com bolas rápidas baixas e “change up” (bola que muda de velocidade).

9) Batedor que empunha o bastão de modo que as segundas articulações dos dedos da mão superior e as primeiras articulações dos dedos da mão inferior formem uma linha reta, envolvendo-o com a palma da mão inferior

É hábil para rebater as bolas que passam entre o centro e o canto externo superior, e como consegue girar o pulso com força, a bola rebatida é forte e rápida. A probabilidade de rebater “line drive” (rebatida em linha reta) é grande.

10) Batedor que empunha o bastão segurando-o na extremidade do cabo

Consegue manusear o bastão com facilidade; por isso, pode sair-se relativamente bem com qualquer tipo de arremesso. Peca um pouco no fator impacto.

11) Batedor que utiliza bastão com empunhadura fina

Consegue fazer “swing” de forma a aproveitar o impulso da cabeça (parte mais grossa) do bastão. Geralmente consegue acertar rebatidas de longo alcance.

12) Batedor que utiliza bastão com empunhadura grossa

Geralmente prioriza o “meet” (acertar a bola), e consegue rebater da mesma forma as bolas colocadas em diversos cursos; é hábil para rebater bolas rápidas.

13) Batedor que projeta a parte superior do corpo em direção ao arremessador

É “forte” contra arremessadores de bolas rápidas que fazem arremessos sem muita variação, mas muitas vezes não se dá bem com bolas que vêm caindo próximo aos joelhos ou com bolas com variação de velocidade.

É importante também atentar para o “swing” que o batedor faz antes de entrar no “batter’s box”, pois muitas vezes esse procedimento permite descobrir o tipo de bola que o referido batedor rebate com mais naturalidade. Mas há batedor que faz o “swing” para rebater a bola mais difícil para ele e aquele que o faz imaginando a variação dos arremessos. A tendência geral é como foi explanado acima, porém às vezes um batedor muito hábil induz o adversário a erro com uma postura que contradiz a teoria. Acreditamos que as jogadoras brasileiras não tenham ainda chegado a esse nível técnico.

1 comentário:

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