domingo, 15 de agosto de 2021

REGRA 6.02 (C) (6) – NÃO É PERMITIDO EFETUAR ARREMESSO COM “SPIT BALL” (BOLA COM SALIVA)

Por cerca de 24 anos depois que a regra anti-cuspe foi aprovada, nenhum arremessador foi expulso de um jogo especificamente por ter violado essa norma. Finalmente, em 20 de julho de 1944, num jogo noturno no St. Louis contra o New York Yankees, Nels Potter do Browns foi expulso pelo árbitro de “home” Cal Hubbard. Quase um quarto de século depois que a regra anti-cuspe entrou em vigor, Potter tornou-se sua primeira vítima quando Hubbard cansou de vê-lo soprar a bola de tal maneira que parecia estar cuspindo sobre ela. Potter insistiu que não estava fazendo nada errado e ficou irritado com Hubbard. Seu desafio ajudou a convencê-lo, pois nunca foi provado que ele estava cuspindo sobre a bola quando a soprou.

Alguns anos antes do incidente com Potter, Yankees tinha certeza de que Tommy Bridges do Detroit Tigers estava fechando o jogo cuspindo sobre a bola. O capitão dos Yankees, Joe McCarthy, finalmente convenceu o árbitro Bill McGowan para examinar bola. O receptor do Tigers, Mickey Cochrane, derrubou a bola e –após apanhá-la e fingir que estava entregando a mesma ao árbitro de “home” McGowan– rolou-a em direção à linha de “foul” da 3ª base. O estratagema de Cochrane tem sido usado uma vez ou outra desde 1920 por receptores e defensores do campo interno quando um árbitro pede para examinar uma bola suspeita.

Fonte: The Rules of Baseball, de David Nemec

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