domingo, 13 de agosto de 2017

ARBITRAGEM EM BEISEBOL – RESPONSABILIDADES BÁSICAS (1)

ÁRBITRO DE “HOME”

Obviamente, o árbitro de “home”  tem a responsabilidade de decidir se um arremesso é “ball” ou “strike”. Também responsabiliza-se pelas decisões “fair”-“foul” ao longo das linhas de “foul” –até certo ponto; esse ponto é a base. Há sempre um árbitro posicionado ao longo de cada linha de “foul”; assim,  o árbitro de “home” decide “fair”-“foul” em bola rebatida que é tocada ou apanhada antes de chegar à base; o árbitro de base (da 1ª ou 3ª base) dá a decisão “fair”-“foul” sobre bola rebatida que chega ‘voando’ à base ou que chega à base sem ser tocada. Quando uma bola rebatida não tocada atinge a base, o árbitro de base deve dar a decisão. Em caso de a visão de um dos árbitros estar encoberta por um defensor, ele tem de solicitar o auxílio de um companheiro que esteja em melhor posição para ver o lance (não ‘transfira’ a decisão para outro árbitro, mas peça sua ajuda). Isso ocorre quando o árbitro de “home” está encoberto numa decisão “fair”-“foul”  antes da base ou quando o árbitro da 1ª base ou 3ª base está encoberto numa decisão “fair”-“foul” na base ou além da base.

Quando uma bola “line drive” vai diretamente na direção do árbitro da 1ª/3ª base e faz esse árbitro se mover de sua posição inicial, a responsabilidade da decisão “fair”-“foul” passa a ser do árbitro de “home”. Embora a bola tenha ultrapassado a base, o árbitro da 1ª/3ª base talvez não esteja adequadamente posicionado para dar a decisão. Esta situação é diferente daquela de ‘visão encoberta’ há pouco descrita, na qual o árbitro da 1ª/3ª base tem ajuda do árbitro de “home”, mas continua sendo o responsável pela decisão.

Quando uma rebatida “ground” forte, após ultrapassar a 1ª/3ª base, vai em direção ao espaço entre o defensor da 1ª base e a linha de “foul” do jardim direito ou entre o defensor da 3ª base e a linha de “foul” do jardim esquerdo, o árbitro da 1ª/3ª base –respectivamente– tem de ‘perseguir’ a bola para ver o que acontece. Isso é aplicável somente quando o campo não está totalmente fechado (por exemplo, há uma abertura na cerca), ou quando há um “bull pen” (área onde os jogadores fazem aquecimento) em território “foul”, que pode provocar uma Interferência). Em ambos os casos, a presença de um árbitro perto do lance pode evitar muitos problemas e discussões.

As responsabilidades no campo externo são mais do que simples. Praticamente não há. Um dos três árbitros de base toma as decisões sobre as tentativas de apanhar a bola no campo externo.

O árbitro da 1ª/3ª base encarrega-se de todas as decisões “fair”-“foul”  em bolas rebatidas que ultrapassam as bases sem tocar o solo.

As tentativas de efetuar uma pegada legal (“catch”) no campo interno são um pouco complicadas, mas isso é assim independentemente  do número de árbitros que estão no campo.  A cobertura mais eficaz se consegue quando o árbitro de “home” dá a maioria das decisões, já que o defensor que faz a jogada raramente encobre a sua visão. O árbitro da 1ª/2ª/3ª base se encarrega da decisão se um defensor que está se movendo em sua direção tenta efetuar a defesa (“catch”). Por exemplo, quando o árbitro da 2ª base está no campo externo, o interbases ‘mergulha’ para a sua direita a fim de apanhar uma bola rebatida “line drive” baixa: o árbitro da 3ª base tem a melhor visão do lance, e deve dar a decisão. A tentativa de apanhar a bola acontece geralmente entre o árbitro da 3ª base e o corpo do interbases. Num “fly” curto entre o “home plate” e o “backstop” (tela de proteção), o árbitro de “home” deve olhar a bola rebatida  e afastar-se imediatamente do receptor; deve continuar olhando o receptor (não a bola) e correr decididamente até uma posição que lhe permita um bom ângulo para ver a tentativa de apanhar a bola. Pouco antes de o receptor se aproximar do “backstop”, o árbitro de “home” deve olhar a bola para ver se ela toca a cerca.

Quando a bola é rebatida, o árbitro de “home” deve fazer uma das quatro coisas: (1) afastar-se do receptr e ir alguns passos à frente para ter uma visão clara da situação (nenhum corredor em base); (2) acompanhar o batedor na direção da 1ª base até a marca dos 45 pés, para ajudar o árbitro da 1ª base caso ocorra uma jogada fora do normal (nenhum corredor em situação de anotar ponto); (3) permanecer na sua posição porque um corredor pode avançar na direção do “home plate”; (4) mover-se na direção da 3ª base quando uma bola rebatida faz o árbitro da 3ª base ir ao campo externo.

Durante o jogo, os árbitros devem conversar  o menos possível/ou até tentar abster-se de conversar com jogadores, “coaches”, técnicos e outros árbitros do grupo. Em algumas situações, pode haver necessidade de conversar com seus companheiros nos intervalos entre “innings” (por exemplo, quando as mecânicas de arbitragem não estão funcionando bem  e querem evitar que os erros se repitam). A fim de evitar que os árbitros tenham de gritar para chamar a atenção de seus companheiros, deve ser usado um sinal. Se um árbitro quer conversar com um companheiro depois da próxima metade de “inning”, deve cruzar os braços na frente do peito olhando o árbitro com quem quer se comunicar (quando ele olha em sua direção). Esse árbitro reconhecerá o seu gesto, fazendo o mesmo sinal. Lembrem-se que os árbitros não devem conversar logo depois de uma situação problemática ou de uma decisão questionável. Nesses casos, devem deixar a conversa para a próxima metade de “inning”.


Fonte: Manual de Arbitragem da Federação Internacional de Beisebol (IBAF – International BAseball Federation)

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