quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CORREDOR EM CONTATO COM UMA BASE ESTORVA UM DEFENSOR QUE ESTÁ TENTANDO FAZER UMA JOGADA SOBRE UMA BOLA REBATIDA

“Foul Fly” na direção da 1ª base. O corredor da 1ª base, que havia iniciado a corrida para tentar um “steal” (roubo de base), retornou deslizando, e enquanto ainda estava no chão com uma mão tocando a ‘almofada’ estorvou, involuntariamente, o defensor da 1ª base e impediu que ele efetuasse a defesa. O corredor é “out’?

Não.

Um corredor que é julgado ter estorvado um defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma rebatida deve ser eliminado, independente de o ato ter sido intencional ou não. Se, porém, o corredor está em contato com a base conquistada legalmente quando estorva o defensor, ele não deve ser declarado eliminado, a menos que, na opinião do árbitro, tal estorvo –independente de ter ocorrido em território “fair” ou “foul”– tenha  sido intencional. Se o estorvo for considerado intencional, o árbitro aplicará a seguinte penalidade: com menos de duas eliminações, eliminará ambos –o corredor e o batedor; com duas eliminações, eliminará o batedor.

[Comentário – Regra 7.08 (b)]

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

CONCESSÃO DE BASES

Corredor na 1ª e 3ª base, nenhum “out”, contagem de arremessos: 1 – 1. O arremesso seguinte resultou em “passed ball”*. O corredor da 3ª base avançou para “home”. O receptor recuperou a bola rapidamente e, ao tentar eliminá-lo, fez um lançamento descontrolado ao arremessador, que estava cobrindo o “home plate” (a bola entrou no “dugout” do lado da 3ª base).

O corredor da 1ª base deve ser autorizado a avançar duas bases a partir de onde se encontrava no momento em que o receptor soltou a bola.

[Comentário – Regra 7.05 (g)]

*“Passed Ball” é uma bola arremessada defensável que passa para trás do receptor.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

BASES CONCEDIDAS TÊM DE SER TOCADAS EM ORDEM LEGAL

Rebatida “ground” ao campo interno. O interbases efetuou a defesa e fez um lançamento descontrolado (“wild throw”) à 1ª base; a bola tocou o solo e pulou para fora da cerca lateral. Como a bola ficou morta, o batedor-corredor –ele ainda não havia chegado à 1ª base– foi à 2ª base diretamente do ponto onde se encontrava (ou seja, sem pisar a 1ª base). O arremessador, de posse de nova bola, assumiu a Posição “Set”;  o árbitro de “home” declarou “PLAY”. Alertado pelos companheiros do “bench” sobre a omissão de base, o arremessador jogou a bola ao defensor da 1ª base, e este apelou ao árbitro após tocar a base.  O batedor-corredor foi declarado “out”.

Decisão correta. Embora tenha adquirido o direito de avançar duas bases, sem o risco de ser eliminado, o batedor-corredor teria de ter tocado a 1ª base antes de ir à 2ª base.

[Beisebol: Comentário – Regra 7.05 (i), Comentário – Regra 7.10 (b)]

(Softbol: Regra 8 – Seção 4h, Regra 8 – EFEITO – Seção 4e-h)

domingo, 27 de agosto de 2017

REGRA DE ANOTAÇÃO – “BUNT” RESULTA EM SACRIFÍCIO DUPLO

Corredor na 1ª base, um “out”. Jogada combinada: “bunt” de sacrifício*. A bola rebatida foi em direção ao arremessador. Este efetuou a defesa e lançou à 2ª base –o corredor foi declarado “out” (segunda eliminação); em seguida, a bola foi lançada à 1ª base –o batedor-corredor também foi eliminado (terceira eliminação).

Nessa jogada, que resultou em “double play”, o batedor não só se sacrificou, como também sacrificou um companheiro. Não deve ser anotado um “bunt” de sacrifício; deve ser imputado um “at-bat” (número de vezes que um batedor completa a sua vez de bater) ao batedor.

(Regra 10.08)

*“Bunt” de sacrifício é aquela jogada através da qual o batedor ‘empurra’ (faz avançar) um ou mais corredores por meio de “bunt”, sacrificando sua própria chance de alcançar a 1ª base.

sábado, 26 de agosto de 2017

BATEDOR FORA DE ORDEM

Softbol

Batedor C bateu na vez do B e ‘andou’ (“base on balls”). O primeiro arremesso ao batedor seguinte foi declarado Ilegal. Logo após esse arremesso, o técnico da equipe na defensiva reclamou sobre o erro na ordem de batedores. O árbitro deve aceitar a apelação?

Não. No momento em que foi efetuado o arremesso ao batedor seguinte cessou o direito de apelar. A situação do batedor C, portanto, ficou legalizada; e devido ao Arremesso Ilegal, ele deve ser autorizado a ir à 2ª base.

(Regra 7 – Seção 2 – EFEITO – Seção 2c-d/3, Regra 8 – Seção 7d)

Fonte: Questionário sobre regras de softbol elaborado pela JSA – Japan Softball Association

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

CONCESSÃO DE BASES

Corredor na 1ª base. Rebatida “ground” forte ao campo interno. O defensor da 3ª base efetuou a defesa nas proximidades da linha de “foul” e fez um mau lançamento à 2ª base; o corredor foi declarado “SAFE”. O defensor da 2ª base, que apanhara o lançamento ‘mergulhando’ ao chão, ao tentar eliminar o batedor-corredor mandou a bola para fora do campo (no momento em que ele soltou a bola, o batedor-corredor já havia pisado a base.)

Decisão: O corredor da 2ª base anota ponto e ao batedor-corredor deve ser concedida a 3ª base.

Se o batedor-corredor não tivesse chegado à 1ª base quando foi completado o lançamento, ser-lhe-ia concedida a 2ª base.

[Beisebol – Regra 7.05 (g)]

(Softbol – Regra 8 – Seção 7f, Regra 8 – EFEITO – Seção 7f)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

RECEPTOR ESTORVA O BATEDOR

Corredor na 3ª base, um eliminado. No momento em que o batedor acertou um “fly” para o jardim central, o “bat” teve contato com a luva do receptor. O corredor fez “tag up” (deixou a base legalmente) e pisou o “home plate”. O árbitro de “home” apontou a falta cometida pelo receptor.

O técnico da equipe na ofensiva pode optar pelo resultado da jogada –aceitar o ponto e a eliminação do batedor– ou pela permanência do corredor na 3ª base e concessão da 1ª base ao batedor.

[Beisebol – Regra 6.08 (c)]

(Softbol – Regra 8 – Seção 1d, Regra 8 – EFEITO – Seção 1d/2]

No beisebol, a falta cometida pelo receptor é tratada como Interferência da Defensiva [Regra 2.00 “INTERFERENCE” (INTERFERÊNCIA) (b)] , e no softbol, como Obstrução [Regra 1 – Seção 66. “OBSTRUCTION” (OBSTRUÇÃO) (a)].

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

BATEDOR AUTORIZADO A IR À 1ª BASE (“BASE ON BALLS”) É ELIMINADO POR TER PERMANECIDO NO “BATTER’S BOX”

Bases cheias, um eliminado, contagem de arremessos: 3 – 2 (três balls – dois strikes). O arremesso seguinte foi declarado BALL. Como o batedor continuou no batter’s box por algum tempo, apesar de o árbitro de home ter tentado alertá-lo sobre a situação, foi declarado OUT (o árbitro considerou sua atitude como desistência do direito de ir à 1ª base). Os corredores permaneceram nas suas bases. Aí o técnico da equipe na ofensiva dirigiu-se ao árbitro de home e reclamou que os corredores deveriam ser autorizados a avançar uma base, já que foram ‘empurrados’ pelo batedor que adquirira o direito de ir à 1ª base.  A reclamação não foi aceita.

Decisão correta.

Batedor que adquire o direito de ocupar a 1ª base em razão de uma base por "balls" ("base on balls") tem de ir até lá e tocar a ‘almofada’, para que outros corredores sejam forçados a avançar.

[Comentário – Regra 6.08 (a)]

Um árbitro internacional que esteve aqui a convite da AAABSB orientou-nos como proceder num caso como o apresentado acima.

(1) Declarar “BALL!”, com voz alta, para alertá-lo (não deve indicar a 1ª base).

2)  Se ele ainda continuar parado, limpar o home plate.

(3) Se mesmo assim não perceber a situação, declará-lo eliminado, considerando sua atitude como desistência do direito de ir à 1ª base.

(OBSERVAÇÃO: Nas categorias menores o árbitro deve avisar o batedor e mandá-lo à 1ª base.)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

ARBITRAGEM EM BEISEBOL – RESPONSABILIDADES BÁSICAS (4)

ÁRBITRO DA 3ª BASE


A posição inicial do árbitro da 3ª base é ligeiramente fora da linha de “foul”, pelo menos dois ou três passos sobre a grama do campo externo. A única outra alternativa é quando, com um corredor na 2ª base, 3ª base,  ou em ambas, começa uma jogada: o árbitro deve avançar para uma posição de onde possa observar, confortavelmente, tanto o roubo da 3ª base como a tentativa de eliminar o corredor fora da base (“pickoff play”). O árbitro da 3ª base deve dar decisões sobre “swings” interrompidos quando o batedor é canhoto.


O árbitro da 3ª base deve dar a decisão “fair”-“foul” em bola rebatida que chega à 3ª base antes de ser tocada por um defensor; deve também ‘matar’ uma bola rebatida que vai diretamente na direção do batedor e o atinge. Essa responsabilidade deve ser compartilhada com outros árbitros do grupo. Observe mais uma vez que foi usada a palavra ‘mata’. Independente do hábito que o árbitro possa ter, a melhor maneira de ‘matar’ a bola é declarar “Tempo!”; gritar <“Foul  Ball”!> poderia ser incorreto. Se o batedor está fora do “box” quando é atingido por uma bola “fair”, ele deve ser declarado eliminado (normalmente pelo árbitro de “home”). Se um árbitro de base que não tem ângulo para determinar se o batedor está dentro ou fora do “box” declarar um “foul ball”, poderá causar sérios problemas. Em caso de a visão de um dos árbitros estar encoberta por um defensor, ele tem de solicitar o auxílio de um companheiro que esteja em melhor posição para ver o lance (não ‘transfira’ a decisão para outro árbitro, mas peça sua ajuda). Isso acontece quando o árbitro de “home” está encoberto numa decisão “fair”-“foul” antes da base ou quando o árbitro da 1ª/3ª base está encoberto numa decisão “fair”-“foul” na base ou além da base.


Quando uma bola “line drive” vai diretamente na direção do árbitro da 1ª/3ª base e faz esse árbitro se mover de sua posição inicial, a responsabilidade da decisão “fair”-“foul” passa a ser do árbitro de “home”. Embora a bola tenha ultrapassado a base, o árbitro da 1ª/3ª base talvez não esteja adequadamente posicionado para dar a decisão. Esta situação é diferente daquela de ‘visão encoberta’ descrita anteriormente, na qual o árbitro da 1ª/3ª base tem ajuda do árbitro de “home”, mas continua sendo o responsável pela decisão.


Quando uma rebatida “ground” forte, após ultrapassar a 1ª/3ª base, vai em direção ao espaço entre o defensor da 1ª base e a linha de “foul” do jardim direito ou entre o defensor da 3ª base e a linha de “foul” do jardim esquerdo, o árbitro da 1ª/3ª base –respectivamente– tem de ‘perseguir’ a bola para ver o que acontece. Isso é aplicável somente quando o campo não está totalmente fechado (por exemplo, há uma abertura na cerca), ou quando há um “bull pen” (área onde os jogadores fazem aquecimento) em território “foul”, que pode provocar uma Interferência. Em ambos os casos, a presença de um árbitro perto do lance pode evitar muitos problemas e discussões.


As responsabilidades no campo externo são baseadas na posição inicial do árbitro da 2ª base. Quando o árbitro da 2ª base está ‘fora’, o árbitro da 3ª base deve observá-lo em todas as bolas “fly”, mas tem de ficar na expectativa para cobrir as bolas rebatidas para o lado direito do jardineiro esquerdo. Quando o árbitro da 2ª base está ‘dentro’, o árbitro da 3ª base é o responsável por todas as bolas rebatidas na direção do jardineiro central que vem à frente ou vai para trás ou se move para a sua direita.

Nas bolas apanhadas no campo interno, os “flies” curtos apresentam poucos problemas, mas os “line drives” baixos são verdadeiros pesadelos. O árbitro da 3ª base é o responsável por jogadas feitas pelo interbases que está se movimentando na direção da linha de “foul” e por jogadas feitas pelo defensor da 3ª base, nas quais ele consegue ver a luva do defensor. É importante que a decisão seja dada sem precipitação. O árbitro deve estar seguro do que vai decidir; deve comunicar-se com seus companheiros (contato visual) e ser firme ao dar sua decisão.


Quando a bola é rebatida, o ábitro da 3ª base deve ir numa das duas posições. Se a bola vai para o campo externo do seu lado, deve deixar a base para cobrir a jogada, mantendo um bom ângulo para observar o defensor tentando apanhá-la. Se o árbitro da 2ª base vai atrás de uma bola “fly”, o árbitro da 3ª base deve ir na direção da 2ª base para cobrir qualquer jogada naquela base (a menos que haja corredor na 3ª base, com menos de duas eliminações). Mesmo em bola rebatida que, certamente, será um “two-base hit” (rebatida de duas base), ou possivelmente um “three-base hit” (rebatida de três bases) –e o árbitro da 2ª base corre atrás da bola–, o árbitro da 3ª base deve ir à 2ª base. O árbitro de “home” deve cobrir a 3ª base. Em muitos casos o árbitro da 3ª base não tem necessidade de deixar a base; ele pode simplesmente observar a bola rebatida e preparar-se para uma jogada na 3ª base.


Durante o jogo, os árbitros devem conversar  o menos possível/ou até tentar abster-se de conversar com jogadores, “coaches”, técnicos e outros árbitros do grupo. Em algumas situações, pode haver necessidade de conversar com seus compnheiros nos intervalos entre “innings” (por exemplo, quando as mecânicas de arbitragem não estão funcionando bem  e querem evitar que os erros se repitam). A fim de evitar que os árbitros tenham de gritar para chamar a atenção de seus companheiros, deve ser usado um sinal. Se um árbitro quer conversar com um companheiro depois da próxima metade de “inning”, deve cruzar os braços na frente do peito olhando o árbitro com quem quer se comunicar (quando ele olha em sua direção). Esse árbitro reconhecerá o seu gesto, fazendo o mesmo sinal. Lembrem-se que os árbitros não devem conversar logo depois de uma situação problemática ou de uma decisão questionável. Nesses casos, deixe a conversa para a próxima metade de “inning”.

Um árbitro de base precisa realmente ir arás de todas as bolas “fly”? Sim!! O trabalho é feito por uma equipe de árbitros por uma razão: melhor cobertura. A menos que a bola rebatida seja um “hit” evidente e ‘limpo’, alguém deve ir. Quando um árbitro vai deixar a base, deve indicar a sua intenção a seus companheiros (deve dizer: “estou indo”). Se o árbitro fica de costas para sua base, deve-se considerar que ele deixou a base. Um vez que o árbitro fica de costas para sua base, não deve retornar para decidir jogadas nessa base.

Fonte: Manual de Arbitragem da Federação Internacional de Beisebol (IBAF – International BAseball Federation)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

CASOS QUE ACONTECERAM NO XV CAMPEONATO BRASILEIRO DE BEISEBOL INTERSELEÇÃO –CATEGORIA: 35 ANOS– REALIZADO NOS DIAS 19 E 20/08/2017 NO ESTÁDIO MIE NISHI

1) Corredor na 2ª base. Contagem de arremessos: 1 – 2 (um “ball” – dois “strikes”). O arremesso seguinte atingiu o braço esquerdo do batedor (destro). Quando este iniciou a caminhada em direção à 1ª base, o árbitro de “home” ‘matou’ a bola, declarou um “BALL” e mandou-o de volta ao “batter’s box”. O técnico da equipe na ofensiva reclamou, mas o árbitro manteve sua decisão aplicando a Regra 6.08 (b).

Regra 6.08 (b): O batedor torna-se um corredor e adquire o direito de ir à 1ª base, sem o risco de se eliminado (desde que avance e toque a 1ª base), quando é atingido por uma bola arremessada que ele não tenha tentado rebater, a menos que (1) isso tenha ocorrido na zona de “strike”, ou (2) ele não tenha tentado se esquivar da bola. Se a bola está na zona de “strike” quando atinge o batedor, deve ser declarado um “STRIKE”, independentemente de ele ter tentado evitar a bola ou não. Se a bola está fora da zona de “strike” quando atinge o batedor –e este não tenta evitar ser atingido– deve ser declarado um “BALL”.

2) Lance de toque na 2ª base. O árbitro da 2ª base declarou “SAFE”. Como o técnico da equipe na defensiva reclamou, os árbitros se reuniram e, com base na opinião de um dos árbitros –de acordo com esse árbitro o corredor desviou do caminho da base para fugir do toque–, mudaram a decisão.  O corredor eliminado não se manifestou, mas o técnico da equipe na ofensiva reclamou veementemente. A decisão “OUT”, porém, foi mantida e o jogo teve prosseguimento.

domingo, 20 de agosto de 2017

ARBITRAGEM EM BEISEBOL – RESPONSABILIDADES BÁSICAS (3)

ÁRBITRO DA 2ª BASE


Durante o jogo, o árbitro da 2ª base está na melhor posição para facilitar a comunicação e orientar a equipe de árbitros. Se o árbitro da 2ª base for um bom comunicador, melhorará enormemente a mecânica de arbitragem.


Sem corredor(es) em base, a posição inicial do árbitro da 2ª base é na área central do campo, cerca de seis metros além da beira da grama do campo externo. A escolha do lado em que vai ficar (no lado direito ou no lado esquerdo da área central) depende do batedor. Deve permanecer sempre no lado para onde o batedor tende a ‘puxar’ a bola, já que a maioria dos defensores se posiciona no lado oposto do batedor. A exceção é quando há corredor somente na 3ª base, com menos de duas eliminações. Nesse caso, a posição inicial do árbitro da 2ª base é cerca de seis metros atrás do interbases. O árbitro da 2ª base deve ser capaz de cobrir jogadas na 3ª base quando o árbitro da 3ª base vai atrás da bola em território “foul”.


Quando há corredor(es) em base, a posição inicial do árbitro da 2ª base é no lado do defensor da 2ª base, na beira da grama do campo interno e perto do canto recortado (esta posição se denomina ‘B profunda’). Em todas as situações em que há um corredor ou uma ameaça na 2ª base, o árbitro da 2ª base deve ficar nessa posição, independente da quantidade de eliminações. Em outras palavras,  com um corredor somente na 3ª base, o árbitro da 2ª base deve ir para fora do quadrilátero outra vez. Esta posição ‘B profunda’ dá ao árbitro uma excelente visão, não só da jogada tentando surpreender o corredor fora da base, mas também  do toque(“tag”) no corredor da 1ª base que está roubando a 2ª base. Além disso, é muito mais fácil cobrir a 2ª e a 1ª bases quando o árbitro da 1ª base vai atrás da bola.


Em caso de os defensores estarem tentando impedir a anotação de um ponto, posicionando-se dentro do quadrilátero, o árbitro da 2ª base deve permanecer atrás desses defensores, perto da beira da grama do campo externo. Em rebatida “fly” para o campo externo, o árbitro da 2ª base não deve ir atrás da bola; deve entrar no quadrilátero e responsabilizar-se pelo “tag up” (saída de base) do corredor da 2ª base e por outras jogadas no campo interno.


O árbitro da 2ª base não tem responsabilidade alguma de decidir “fair”-“foul” ou responder à consulta sobre “half swing”, porém quando ele está posicionado dentro do quadrilátero, deve, ocasionalmente, ‘matar’ uma bola rebatida que vai diretamente na direção do batedor e o atinge; deve dividir essa responsabilidade com os outros árbitros de base. Independente do hábito que esse árbitro possa ter, a melhor maneira de ‘matar’ a bola é declarar “Tempo!”; gritar <“Foul  Ball”!> poderia ser incorreto. Se o batedor está fora do “box” quando é atingido por uma bola “fair”, ele deve ser declarado eliminado (normalmente pelo árbitro de “home”). Se um árbitro de base que não tem ângulo para determinar se o batedor está dentro ou fora do “box” declarar um “foul ball”, poderá causar sérios problemas.


Quando o árbitro da 2ª base está posicionado fora do quadrilátero, ele é o guia da equipe de árbitros; deve observar todas as bolas rebatidas para o campo externo e determinar qual árbitro deve ir atrás de bolas “fly”. Qualquer rebatida “fly” ou “line drive” que vai na direção de um defensor do campo externo, ou na direção do espaço entre defensores do campo externo, pertence ao árbitro da 2ª base. Parar, observar e reagir é absolutamente vital. Quando a bola é rebatida, o árbitro da 2ª base deve parar por um instante, o suficiente para ver para onde a bola está indo; observar para que direção os defensores do campo externo estão se movendo para efetuar a defesa; e correr decididamente, ou na direção do defensor, mantendo um bom ângulo para ver a tentativa de apanhar a bola, ou na direção do campo interno. O árbitro da 1ª base e o da 3ª base devem se movimentar com base no que o da 2ª base faz. Se o movimento do árbitro da 2ª base for hesitante ou incerto, seus companheiros não saberão o que fazer. Mesmo que faça uma má avaliação e se movimente na direção errada, o árbitro da 2ª base deve continuar correndo decididamente e seguir adiante (razoavelmente). É melhor ter o árbitro da 1ª base dando uma decisão sobre uma bola apanhada no espaço jardim direito-jardim central (caso o árbitro da 2ª base tenha resolvido entrar no quadrilátero) do que ter dois árbitros correndo atrás da mesma bola “fly”. Naturalmente, não é correto o árbitro da 2ª base decidir “fair”-“foul” só por ter ido, por engano, na direção de uma bola rebatida para as proximidades da linha de “foul”. Quando está posicionado  dentro do quadrilátero, o árbitro da 2ª base não tem responsabilidade alguma de observar o defensor que está apanhando uma bola rebatida para o campo externo. O árbitro da 1ª base e o da 3ª base dividem essa responsabilidade.


Quando está posicionado fora do quadrilátero, o árbitro da 2ª base não tem responsabilidade alguma sobre bolas apanhadas no campo interno. Se, porém, está posicionado dentro, ele geralmente tem o melhor ângulo para observar as jogadas feitas  pelo defensor da 2ª base e pelo interbases (a não ser que o defensor esteja ‘mergulhando’ para o lado oposto do árbitro) e muitas vezes tem a melhor visão de uma jogada feita por um defensor que está se movendo pra frente. Como em qualquer bola apanhada no campo interno, é importante que a decisão seja dada sem precipitação.

Se o árbitro da 2ª base está posicionado fora do quadrilátero quando ocorre a rebatida, ele deve ir para uma das duas direções: ou se movimenta em direção à bola,  mantendo um bom ângulo para observar o defensor tentando apanhá-la, ou corre decididamente na direção da 2ª base para esperar uma eventual jogada nessa base sobre o batedor-corredor. Se o árbitro da 2ª base está dentro do quadrilátero quando a bola é rebatida, ele deve fazer uma das três coisas: (1) Pode permanecer onde está. Se nenhum dos outros árbitros de base  vai atrás da bola, deve simplesmente decidir as jogadas que ocorrem na (ou perto da) 2ª base. (2) Se o árbitro da 1ª base deixa a sua base numa bola “fly”, o árbitro da 2ª base ou o árbitro de “home” podem ter que cobrir a 1ª base para decidir as jogadas naquela base. (3) Se o árbitro da 3ª base deixa a sua base numa bola “fly”, o árbitro da 2ª base ou o árbitro de “home” podem ter que cobrir a 3ª base para decidir as jogadas naquela base. Para definir qual dos dois árbitros deve cobrir a base ‘abandonada’, é preciso saber se a jogada começa com um corredor na posição de anotar ponto. Se este for o caso, o árbitro de “home” geralmente permanece na sua posição, e o árbitro da 2ª base faz a cobertura se houver necessidade. Quando não há corredor(es) na posição de anotar ponto, o árbitro de “home” deve cobrir a 3ª base. Isso é válido também para situações em que a bola “fly” é facilmente apanhada.


Durante o jogo, os árbitros devem conversar  o menos possível/ou até tentar abster-se de conversar com jogadores, “coaches”, técnicos e outros árbitros do grupo. Em algumas situações, pode haver necessidade de conversar com seus companheiros nos intervalos entre “innings” (por exemplo, quando as mecânicas de arbitragem não estão funcionando bem  e querem evitar que os erros se repitam). A fim de evitar que os árbitros tenham de gritar para chamar a atenção de seus companheiros, deve ser usado um sinal. Se um árbitro quer conversar com um companheiro depois da próxima metade de “inning”, deve cruzar os braços na frente do peito olhando o árbitro com quem quer se comunicar (quando ele olha em sua direção). Esse árbitro reconhecerá o seu gesto, fazendo o mesmo sinal. Lembrem-se que os árbitros não devem conversar logo depois de uma situação problemática ou de uma decisão questionável. Nesses casos, devem deixar a conversa para a próxima metade de “inning”.

Um árbitro de base precisa realmente ir arás de todas as bolas “fly”? Sim!! O trabalho é feito por uma equipe de árbitros por uma razão: melhor cobertura. A menos que a bola rebatida seja um “hit” evidente e ‘limpo’, alguém deve ir. Quando um árbitro vai deixar a base, deve indicar a sua intenção a seus companheiros (deve dizer: “estou indo”). Se o árbitro fica de costas para sua base, deve-se considerar que ele deixou a base. Um vez que o árbitro fica de costas para sua base, não deve retornar para decidir jogadas nessa base.


Fonte: Manual de Arbitragem da Federação Internacional de Beisebol (IBAF – International BAseball Federation)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ARBITRAGEM EM BEISEBOL – RESPONSABILIDADES BÁSICAS (2)

ÁRBITRO DA 1ª BASE


A posição inicial do árbitro da 1ª base é ligeiramente fora da linha de “foul”, um a dois metros atrás do defensor da 1ª base, mas pelo menos seis metros atrás da base; quando há corredor na 1ª base, deve ficar a, aproximadamente, dois a três metros da base, com o pé direito perto da linha de “foul”; deve estar preparado para observar a tentativa de jogada sobre o corredor.


Com quatro árbitros, as decisões sobre “swings” interrompidos são muito simples. O árbitro que está ‘de frente’ ao batedor decide, respondendo à consulta sobre “half swing” feita pelo árbitro de “home”; ou seja, o árbitro da 1ª base responsabiliza-se pela decisão se o batedor é destro, mas fica isento de toda responsabilidade quando o batedor é canhoto.


As responsabilidades sobre decisões “fair”-“foul” não devem trazer surpresas. O árbitro da 1ª base deve dar a decisão “fair”-“foul” em bola rebatida que chega à 1ª base antes de ser tocada por um defensor; deve também ‘matar’ uma bola rebatida que vai diretamente na direção do batedor e o atinge. Essa responsabilidade deve ser compartilhada com outros árbitros do grupo. Observe que foi usada a palavra ‘mata’. Independente do hábito que o árbitro possa ter, a melhor maneira de ‘matar’ a bola é declarar “Tempo!”; gritar <“Foul  Ball”!> poderia ser incorreto. Se o batedor está fora do “box” quando é atingido por uma bola “fair”, ele deve ser declarado eliminado (normalmente pelo árbitro de “home”). Se um árbitro de base que não tem ângulo para determinar se o batedor está dentro ou fora do “box” declarar um “foul ball”, poderá causar sérios problemas.


Em caso de a visão de um dos árbitros estar encoberta por um defensor, ele tem de solicitar o auxílio de um companheiro que esteja em melhor posição para ver o lance (não ‘transfira’ a decisão para outro árbitro, mas peça sua ajuda). Isso acontece quando o árbitro de “home” está encoberto numa decisão “fair”-“foul” antes da base ou quando o árbitro da 1ª/3ª base está encoberto numa decisão “fair”-“foul” na base ou além da base.


Quando uma bola “line drive” vai diretamente na direção do árbitro da 1ª/3ª base e faz esse árbitro se mover de sua posição inicial, a responsabilidade da decisão “fair”-“foul” passa a ser do árbitro de “home”. Embora a bola tenha ultrapassado a base, o árbitro da 1ª/3ª base talvez não esteja adequadamente posicionado para dar a decisão. Esta situação é diferente daquela de ‘visão encoberta’ há pouco descrita, na qual o árbitro da 1ª/3ª base tem ajuda do árbitro de “home”, mas continua sendo o responsável pela decisão.


Quando uma rebatida “ground” forte, após ultrapassar a 1ª/3ª base, vai em direção ao espaço entre o defensor da 1ª base e a linha de “foul” do jardim direito ou entre o defensor da 3ª base e a linha de “foul” do jardim esquerdo, o árbitro da 1ª/3ª base –respectivamente– tem de ‘perseguir’ a bola para ver o que acontece. Isso é aplicável somente quando o campo não está totalmente fechado (por exemplo, há uma abertura na cerca), ou quando há um “bull pen” (área onde os jogadores fazem aquecimento) em território “foul”, que pode provocar uma Interferência. Em ambos os casos, a presença de um árbitro perto do lance pode evitar muitos problemas e discussões.


As responsabilidades no campo externo são baseadas na posição inicial do árbitro da 2ª base. Quando o árbitro da 2ª base está ‘fora’, o árbitro da 1ª base deve observá-lo em todas as bolas “fly”, mas tem de ficar na expectativa para cobrir as bolas rebatidas para o lado esquerdo do jardineiro direito. Quando o árbitro da 2ª base está ‘dentro’, o árbitro da 3ª base determina a cobertura do campo externo. O árbitro da 3ª base deve responsabilizar-se por todas as bolas rebatidas na direção do jardineiro central que vem à frente ou vai para trás ou se move para a sua direita.


Nas bolas apanhadas no campo interno, os “flies” curtos apresentam poucos problemas, mas os “line drives” baixos são verdadeiros pesadelos. O árbitro da 1ª base é o responsável por jogadas feitas pelo defensor da 2ª base que está se deslocando na direção da linha de “foul” e por jogadas feitas pelo defensor da 1ª base, nas quais ele consegue ver a luva do defensor. Em qualquer bola apanhada no campo interno, a decisão não deve ser dada apressadamente. O árbitro deve estar seguro do que vai decidir; deve comunicar-se com seus companheiros (contato visual) e ser firme ao dar sua decisão.


Quando a bola é rebatida, o árbitro da 1ª base pode ir em qualquer das quatro direções. Em rebatida “ground” para o campo interno, deve ficar posicionado e atento para uma jogada na 1ª base. Em bola “fly” para o jardim direito, deve deixar sua base para ver o que acontece. Em rebatida indefensável ‘limpa’ ou em bola “ground” que rola para o campo externo, deve ir pra frente, movimentando-se em território “foul”, e observar o batedor-corredor tocar a 1ª base. Se a jogada exige que o árbitro de “home” cubra a 3ª base, deve ir para “home” somente quando o batedor-corredor/ou corredor se dirige à 3ª base.


A quarta opção é chamada ‘o deslocamento’. Em resumo: tem início uma jogada, com um corredor na posição de anotar ponto; a bola rebatida para o campo externo vai na direção da área do árbitro da 3ª base; o árbitro da 1ª base entra  no quadrilátero, observa o batedor-corredor tocar a 1ª base e fica preparado para decidir jogadas na 1ª ou 2ª base, deixando o árbitro da 2ª base livre para cobrir uma jogada na 3ª base.


Durante o jogo, os árbitros devem conversar  o menos possível/ou até tentar abster-se de conversar com jogadores, “coaches”, técnicos e outros árbitros do grupo. Em algumas situações, pode haver necessidade de conversar com seus companheiros nos intervalos entre “innings” (por exemplo, quando as mecânicas de arbitragem não estão funcionando bem  e querem evitar que os erros se repitam). A fim de evitar que os árbitros tenham de gritar para chamar a atenção de seus companheiros, deve ser usado um sinal. Se um árbitro quer conversar com um companheiro depois da próxima metade de “inning”, deve cruzar os braços na frente do peito olhando o árbitro com quem quer se comunicar (quando ele olha em sua direção). Esse árbitro reconhecerá o seu gesto, fazendo o mesmo sinal. Lembrem-se que os árbitros não devem conversar logo depois de uma situação problemática ou de uma decisão questionável. Nesses casos, devem deixar a conversa para a próxima metade de “inning".


Um árbitro de base precisa realmente ir arás de todas as bolas “fly”? Sim!! O trabalho é feito por uma equipe de árbitros por uma razão: melhor cobertura. A menos que a bola rebatida seja um “hit” evidente e ‘limpo’, alguém deve ir. Quando um árbitro vai deixar a base, deve indicar a sua intenção a seus companheiros (deve dizer: “estou indo”). Se o árbitro fica de costas para sua base, deve-se considerar que ele deixou a base. Um vez que o árbitro fica de costas para sua base, não deve retornar para decidir jogadas nessa base.


Fonte: Manual de Arbitragem da Federação Internacional de Beisebol (IBAF – International BAseball Federation)