quarta-feira, 31 de maio de 2017

BATEDOR-CORREDOR ATINGIDO POR BOLA LANÇADA

Aconteceu num jogo de beisebol.

Nenhum corredor em base. Rebatida “ground” fraca em direção ao arremessador. Este efetuou a defesa e lançou à 1ª base. A bola lançada atingiu o braço esquerdo do batedor-corredor, que estava correndo dentro da faixa de três pés, e desviou; mas como ele estava movimentando os braços de forma não habitual quando a bola o atingiu, o técnico da equipe na defensiva reclamou, alegando que deveria ser aplicada a Regra 7.08 (b), ou seja, o batedor-corredor deveria ser eliminado por ter estorvado, intencionalmente, a jogada. Os árbitros se reuniram e, após analisarem o caso, decidiram que o lance foi normal (ou seja, julgaram que o batedor-corredor não teve a intenção de estorvar a jogada).

Vejamos o que diz a Regra 7.08 (b): Um corredor é eliminado quando interfere, intencionalmente, numa bola lançada; ou estorva um defensor que está tentando fazer uma jogada sobre uma bola rebatida.

Se esse lance tivesse ocorrido num jogo de  softbol, seria dada a mesma decisão.

Regra 8 – Seção 2g (4): O batedor-corredor é eliminado quando interfere, intencionalmente, numa bola lançada.

Regra 8 – Seção 2g (1) – NOTA: Uma bola lançada que atinge um batedor-corredor não caracteriza, necessariamente, uma Interferência.

terça-feira, 30 de maio de 2017

FALHA DO ÁRBITRO DA 2ª BASE PROVOCA ELIMINAÇÃO DO CORREDOR DA 1ª BASE

Corredor na 1ª base, um “out”, “fly” curto para o campo externo. O jardineiro central avançou rapidamente e, com muita dificuldade (atirou-se ao chão), conseguiu apanhar a bola no ar.  Como o árbitro da 2ª base não sinalizou que houve “catch” (pegada legal) fazendo o gesto de “out”, o corredor, julgando que o defensor apanhara a bola após ela tocar o solo, avançou à 2ª base partindo de onde se encontrava (fora da base) e foi eliminado em apelação.

Beisebol

Regra 7.10 (a): Um corredor deve ser eliminado em apelação quando, depois que uma bola “fly” é apanhada, não retorna para tocar novamente a base original, e um defensor toca o seu corpo ou a base que ele deixou de retocar.

Softbol

Regra 8 – Seção 9g: O corredor é eliminado quando deixa a sua base para avançar a outra base antes que uma bola "fly" seja apanhada no ar ou tocada por um defensor.

Quando um “fly ball” (bola rebatida para o ar) é apanhado legalmente por um defensor, o árbitro que acompanhou o lance deve fazer o gesto de “out” (houve “catch”);  caso contrário, deve fazer o gesto de “safe” (não houve “catch”).

segunda-feira, 29 de maio de 2017

‘DEDDO BOORU’*?

No momento em que o arremessador completou o arremesso, o batedor (destro) deu um passo à frente com o pé esquerdo e se preparou para rebatê-lo.  Como a bola foi em sua direção, tentou esquivar-se, mas não conseguiu –foi atingido na altura do joelho da perna esquerda. Que decisão deve ser dada? 

Se o árbitro, após analisar a natureza da bola e o comportamento do batedor, julgar que o lance foi inevitável, deverá declarar um ‘deddo booru’ (nesse caso, o batedor torna-se um corredor e adquire o direito de ir à 1ª base, sem o risco de ser eliminado), a menos que isso tenha ocorrido na zona de “strike”. Se a bola está na zona de “strike” quando atinge o batedor, deve ser declarado um “STRIKE”, independentemente de ele ter tentado evitar a bola ou não. Se a bola está fora da zona de “strike” quando atinge o batedor –e este não tenta evitar ser atingido– deve ser declarado um ‘BALL”.

Quando o batedor é atingido por um arremesso, a bola torna-se morta e nenhum corredor pode avançar.

*‘Deddo Booru’ (ou ‘Detto Booru’, como costumamos dizer) vem do inglês “dead ball” (déd ból), que quer dizer bola morta (é uma bola que está fora de jogo em razão de uma paralisação temporária da partida determinada legalmente). Usamos esse termo –no beisebol e no softbol– para  designar aquele lance em que o batedor atingido por um arremesso adquire o direito de ir à 1ª base. ‘Deddo Booru’ = “Hit By Pitch”.

[Beisebol: Regra 6.08 (b) – vide REGRA APROVADA e NOTAS 1, 2, 3 e 4]

(Softbol: Regra 8 – Seção 1f, Regra 8 – EFEITO – Seção 1f – vide EXCEÇÃO)

domingo, 28 de maio de 2017

RECEPTOR DEIXA ESCAPAR O QUARTO “BALL”

O batedor pisou a 1ª base e deu alguns passos em direção à 2ª base, mas como o receptor conseguiu recuperar a bola rapidamente, parou; e ao tentar retornar, foi tocado fora da base pelo defensor da 1ª base (este estava de posse da bola que lhe foi lançada pelo receptor). É “out”?

Sim, porque a bola continua em jogo.

[Beisebol: Regra 7.08 (c)]

[Softbol: Regra 8 – Seção 9b]

sábado, 27 de maio de 2017

BATEDOR COMETE INTERFERÊNCIA

Corredor na 1ª base, um eliminado. Tentativa de “steal” (roubo de base). Quando o receptor se preparou para lançar à 2ª base, o batedor saiu do “batter’s box” e o atrapalhou (em razão disso, o lançamento foi mal executado). O árbitro de “home” sinalizou que houve Interferência. O corredor, percebendo que a bola estava rolando para “centerfield” (jardim central), passou pela 2ª base legalmente e disparou em direção à 3ª base, mas, no meio do caminho, foi tocado pelo interbases, que havia recebido a bola devolvida pelo jardineiro central.

O batedor é “out” por ter estorvado o receptor. O corredor deve retornar à 1ª base, já que a bola ficou fora de jogo (bola morta) no momento em que ocorreu a Interferência.

[Beisebol: Regra 6.06 (c)]

[Softbol: Regra 7 – Seção 6k (1), Regra 7 – EFEITO – Seção 6k]

sexta-feira, 26 de maio de 2017

“INFIELD FLY” – DEFENSOR DERRUBA A BOLA

Bases cheias, nenhum “out”. “Fly” ao espaço entre o arremessador e o interbases. Os árbitros declararam “INFIELD FLY”. O interbases efetuou a defesa, porém, ao chocar-se com o arremessador, derrubou a bola; o defensor da 2ª base, que estava nas proximidades, apanhou-a e lançou ao defensor da 3ª base. Este, ao ver o corredor da 3ª base sair da base, tocou-o e, em seguida, pisou a ‘almofada’.

Como foi aplicada a regra de “Infield Fly”, o batedor é “out” [Beisebol: Regra 6.05 (e), Softbol: Regra 8 – Seção 2e]. O corredor da 3ª base é eliminado por ter sido tocado fora da base [Beisebol: Regra 7.08 (c), Softbol: Regra 8 – Seção 9b]. Os demais corredores permanecem em suas bases.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

CASOS QUE ACONTECERAM NO VII CAMPEONATO BRASILEIRO DE BEISEBOL INTERCLUBE –CATEGORIA 65 ANOS (TAÇA OSVALDO AISAWA)– REALIZADO NOS DIAS 20/21-05-2017 NO ESTÁDIO MIE NISHI

1) Arremessador na “Set Position” tentou eliminar o corredor da 3ª base –deu um passo em direção à base e lançou ao defensor da 3ª base. O corredor alegou que deveria ser declarado um “balk” porque o arremessador efetuou o lançamento sem tirar o pé de poio para trás do “pitcher’s plate”. O árbitro da 3ª base não atendeu à reclamação. O jogo teve prosseguimento normal.

Correto. O arremessador não precisa sair do “pitcher’s plate” para executar um “pickoff play”*; o que a regra determina é que ele dê um passo diretamente em direção à base antes de efetuar o lançamento.

Se o arremessador tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, poderá lançar a uma base ocupada, sem dar passo em direção a essa base e só com “snap” (movimento do punho), ou simular um lançamento a essa base.

Até 2.012, o arremessador podia simular um lançamento à 3ª base. Em 2013, a MLB – Major League Baseball alterou a Regra 8.05 (b) e proibiu essa prática.

Nova redação da Regra 8.05 (b): Se há corredor(es) em base, deve ser declarado um “balk” quando o arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, simula um lançamento à 1ª ou 3ª base (não completa o lançamento).

CT – 02 – 1h:  (a) O arremessador (de todas as categorias) não pode simular um lançamento à 3a base e lançar à 1a base; (b) se der um passo em direção à 3ª base enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, terá de efetuar o lançamento.

*“Pickoff Play” é aquela jogada em que o arremessador tenta segurar o corredor na base, ou eliminar o corredor que está fora da base. “Pickoff Play” = ‘Kensei’.

2) O batedor executou “bunt” enquanto estava com um pé pisando uma das linhas do “batter’s box”. O receptor reclamou, alegando que ele deveria ser eliminado por ter rebatido a bola com um pé fora do “batter’s box”. O árbitro de “home” explicou-lhe que sua ação foi legal, uma vez que as linhas que delimitam o “batter’s box” são consideradas dentro dessa área destinada ao batedor.

Quando o batedor assume sua posição no “batter’s box”, ele deve ter ambos os pés completamente dentro dessa área (isto é, nenhuma parte de um ou ambos os pés deve se estender além das linhas que demarcam o “box”).

[Regra 6.06 (a)]

quarta-feira, 24 de maio de 2017

DEFENSOR DA 1ª BASE DERRUBA A BOLA, MAS O BATEDOR-CORREDOR É “OUT”

O interbases defendeu com dificuldade um “ground ball”* forte e fez um lançamento descontrolado à 1ª base. O ‘fasto’* pegou a bola, saindo da base, e conseguiu tocar a ‘almofada’ estendendo um pé. Logo em seguida, o batedor-corredor chegou deslizando e trombou violentamente com o defensor. Que decisão deve se dada se, em consequência do choque, a bola escapar da luva?

O batedor-corredor deve ser declarado “out”. Isso porque, no momento em que o defensor tocou a base, ele já havia agarrado a bola e conseguido mantê-la firmemente segura na luva.

[Beisebol: Regra 6.05 (j)]

(Softbol: Regra 8 – Seção 2c)

*“Ground Ball” é uma bola rebatida que vai rolando ou dando saltos baixos sobre o solo.

*‘Fasto’ vem do inglês “first” (farst), que quer dizer primeiro(a). Usamos esse termo para designar tanto o defensor da 1ª base –“first baseman” (farst béismaen)– como o local onde está colocada a ‘almofada’ da 1ª base –“first base” (farst béis).

terça-feira, 23 de maio de 2017

NOTA DE FALECIMENTO

Faleceu, hoje, Dona Elza Prado Suzuki, esposa do sr. Paulo Suzuki, membro do Conselho Deliberativo da AAABSB – Associação de Árbitros e Anotadores de Beisebol e Softbol do Brasil.

Queremos prestar nossa solidariedade à família neste momento tão difícil.

O enterro será amanhã (24/05), às 11,00 hs., no Cemitério Gethsêmani – Praça da Ressurreição, 1 – Vila Sônia – São Paulo.

RECLAMAÇÃO IMPROCEDENTE DA EQUIPE NA OFENSIVA

Corredor na 1ª e 2ª base, nenhum “out”. “Bunt” executado para empurrar os corredores resultou em “fly” na direção do arremessador. Este, após efetuar a defesa com facilidade, desequilibrou-se e deixou a bola cair; mas recuperou-a rapidamente e, ao ver os corredores avançando, lançou ao defensor da 3ª base –o corredor da 2ª base foi declarado “OUT”; em seguida, a bola foi lançada à 2ª base, e o corredor da 1ª base também foi eliminado. A equipe na ofensiva reclamou, alegando que os árbitros deveriam ter aplicado a regra de “Infield Fly” e eliminado somente o batedor. Reclamou com razão?

Não. A regra de “Infield Fly” não se aplica em “fly” resultante de “bunt” ou em rebatida “line drive”.

(Beisebol: Regra 2.00 “INFIELD FLY”)

(Softbol: Regra 1 – Seção 56)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

FOI ANOTADO PONTO?

Corredor na 1ª e 3ª base, um “out”, contagem de arremessos: 1 – 0 (um “ball” – nenhum “strike”). O batedor foi eliminado com um “fly” em direção ao espaço entre os jardins esquerdo e central (segundo “out”). O corredor da 3ª base fez “tag-up”* e pisou o “home base”; o da 1ª base, que iniciara a corrida no momento da rebatida, parou, e ao tentar retornar foi eliminado (terceiro “out”). (O corredor da 3ª já havia pisado a base quando o corredor da 1ª foi eliminado.) Foi anotado ponto?


Sim, porque o lance em que o corredor da 1ª base foi eliminado não foi um “Force Play” (Jogada Forçada)*.

[Regra 4.09 (a) – EXCEÇÃO (2)]

*“Tag-Up”  é aquele lance em que o corredor deixa a base, numa rebatida "fly", depois que um defensor apanha ou toca a bola.

*“Force Play” é uma jogada na qual um corredor perde legalmente o seu direito de ocupar uma base porque o batedor se torna um batedor-corredor.


Vídeo extraído de


domingo, 21 de maio de 2017

BATEDOR ELIMINADO POR AÇÃO ILEGAL

Há uma opinião, geralmente aceita, segundo a qual a Regra 6.06 (a) existe para impedir que um batedor saia do “batter’s box” para rebater a bola arremessada quando o arremessador está lhe concedendo quatro “balls” intencionalmente, mas essa regra pode ser aplicada todas as vezes que um batedor sai do “box” dando um passo pra trás, pra frente, ou pra um dos lados e rebate o arremesso. Em 1965, num jogo contra St. Louis Cardinals no Sportsman’s Park, Hank Aaron teve um “home run” anulado quando deixou o “batter’s box” e rebateu um “change-up” de Curt Simmons. O batedor do Milwaukee Braves mandou a bola ao teto do jardim direito, mas antes de ele iniciar a ‘caminhada’ nas bases o árbitro de “home’ Chris Pelekoudas declarou-o eliminado.

“Aaron havia iniciado a corrida no momento do arremesso”, disse Pelekoudas mais tarde para justificar sua decisão. “Seu pé esquerdo estava pelo menos três pés (91,44 cm) fora do “box” quando girou o “bat”. O quadrangular anulado impediu que ele alcançasse o total de 756 “home runs” em sua carreira. Entretanto, muitos grandes batedores incluindo Babe Ruth e Lou Gehrig também perderam pelo menos um “home run” durante sua carreira.

Fonte: Rules of Baseball, de David Nemec

sábado, 20 de maio de 2017

FAIXA DE TRÊS PÉS

A faixa de três pés foi incluída pela primeira vez nas regras de jogo para 1858. Em 1882, a National League ordenou que a faixa de três pés tinha de ser marcada em todos os seus campos, mas a American Association passou a exigir isso somente três anos depois.

Normalmente é permitido que um batedor-corredor corra, ou dentro da faixa de três pés, ou na parte interna da linha de “foul” da 1ª base, mas há exeções. Uma é quando, numa jogada em que o receptor ou arremessador apanha uma bola rebatida por meio de “bunt”, ele (batedor-corredor) corre na parte interna da linha de “foul” e impede que o defensor lance à 1ª base. No Jogo 4 da World Series de 1969, com o placar empatado (1 – 1) na segunda metade do décimo “inning”, o receptor do New York Mets J. C. Martin executou um “bunt” de sacrifício (“sacrifice bunt”) quando havia corredor na 1ª e 2ª base. O arremessador do Baltimore Peter Richert efetuou a defesa e lançou ao defensor da 1ª base Boog Powel. Mas a bola atingiu o punho de Martin e desviou para o território “foul”; enquanto isso, Jerry Grote arrancou para “home” e pisou a base. O técnico de Orioles Earl Weaver gritou que Martin estava correndo a última metade da distância entre o “home plate” e a 1ª base ilegalmente dentro da linha de “foul”, porém os árbitros não concordaram e validaram o ponto (ponto da vitória). Um videotape da jogada mostrou que Weaver tinha razão; Martin deveria ser eliminado, e o ponto, anulado.

Fonte: Rules of Baseball, de David Nemec

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ARREMESSADOR NA POSIÇÃO “SET” NÃO DÁ UMA PARADA COMPLETA ANTES DE INICIAR O ARREMESSO

Se o arremessador assumir a Posição “Set”, terá de dar uma parada completa antes de iniciar o arremesso, haja ou não corredor(es) em base. Certo?

Errado.

Quando não há corredor(es) em base, o arremessador na Posição “Set” não precisa ficar completamente parado antes de efetuar o arremesso. Se, porém, o árbitro julgar que ele jogou a bola com clara intenção de apanhar o batedor desprevenido, tal arremesso deve ser considerado um arremesso apressado (“quick pitch”), para o qual a penalidade é um “BALL”.

[Comentário – Regra 8.01 (b) – vide Comentário – Regra 8.05 (e)]

quinta-feira, 18 de maio de 2017

ARREMESSADOR POSICIONADO SOBRE O “PITCHER’S PLATE” DERRUBA A BOLA

Bases cheias. Arremessador posicionado no montículo com o pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé à frente do “pitcher’s plate” recebeu as senhas do receptor e, ao iniciar o “stretch”*, derrubou a bola.

Decisão: É “balk”.

Regra 8.05 (k): Se há corredor(es) em base, deve ser declarado um “balk” quando o arremessador derruba a bola, acidental ou intencionalmente, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”.

*"Stretch” é um movimento preliminar natural (consiste em estender os braços acima da cabeça ou à frente do corpo) que o arremessador faz antes de assumir a Posição “Set”.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

“TAG PLAY” (JOGADA DE TOQUE)

Bases cheias, nenhum “out”. Arremesso declarado “strike” (3º “strike”) bateu na luva do receptor e desviou. O corredor da 3ª base tentou anotar ponto. O receptor recuperou a bola e lançou rapidamente ao arremessador, que estava cobrindo o “home base”. O corredor da 3ª base pisou o “home base” depois que o arremessador –com um pé em contato com a base– recebeu a bola lançada. O árbitro declarou “SAFE”.

Decisão correta. Em razão da eliminação automática do batedor [Beisebol: Regra 6.05 (c), Softbol: Regra 7 – Seção 6m], os corredores não tinham a obrigação de avançar; para eliminar o corredor da 3ª base, portanto, o defensor teria de tê-lo tocado com a bola. [Beisebol: Regra 7.08 (c), Softbol: Regra 8 – Seção 9b] 

terça-feira, 16 de maio de 2017

BOLA “FAIR” TOCA O CORPO DO BATEDOR

Corredor na 3ª base, nenhum “out”. “Squeeze Play”*. A bola rebatida tocou o corpo do batedor no momento em que ele deu um passo para fora do “batter’s box” para iniciar a corrida e desviou. O corredor pisou o “home base” tranquilamente.

Decisão: O batedor é “out” em razão da falta cometida (Interferência da Ofensiva). O corredor tem de retornar.

Se o batedor estivesse dentro do “batter’s box” quando teve contato com a bola rebatida, e, na opinião do árbitro, ele não teve nenhuma intenção de interferir no curso da bola,  seria declarado um “foul ball”.

[Beisebol: Regra 6.05 (g)]

[Softbol: Regra 8 – Seção 2g (5)]

*“Squeeze Play” (skwiiz pléi) é aquela jogada em que uma equipe, com corredor na terceira base, tenta anotar ponto por meio de "bunt".

segunda-feira, 15 de maio de 2017

“BALK” ANULADO – JOGADA VÁLIDA

Corredor na 2ª base, nenhum “out”. O árbitro de "home" apontou a falta cometida pelo arremessador –Arremesso Ilegal– e declarou um "balk". O batedor, porém, acertou um “two-base hit” (rebatida de duas bases).  O corredor da 2ª passou legalmente pela 3ª base e tentou anotar ponto, mas foi tocado pelo receptor pouco antes de chegar ao “home base” e foi declarado “OUT”. Jogada válida?

Sim. Embora o árbitro de “home” tenha declarado um “balk”, a falta cometida pelo arremessador é anulada, já que o batedor e o corredor avançaram pelo menos uma base, e nesse caso a bola continua viva e em jogo.

[Regra 8.05 (e), Regra 8.05 – PENALIDADE]

domingo, 14 de maio de 2017

TERMO “BALK”

O termo “balk” sempre foi utilizado no beisebol. De acordo com a Seção 19 das Regras de Jogo criadas por Alexander Cartwright em 1845, um corredor não podia ser eliminado quando estava tentando avançar uma base se o arremessador cometesse “balk”. Naquela época, porém, “balk” era um arremesso feito ilegalmente, ou aquele que não era executado com “underhanded motion” (movimento em que a mão do arremessador fica em nível inferior ao do cotovelo) como no críquete.

Quarenta anos depois, na primeira temporada em que arremesso “overhand” (aquele efetuado com a mão levantada acima da altura do ombro) foi legalizado, o termo já havia começado a adquirir o atual significado; de acordo com a Regra 29, a penalidade era aplicada em qualquer das seguintes situações:

(1) Se o arremessador posicionado dentro das linhas de sua posição, pronto para arremessar ao batedor, fizesse qualquer movimento relacionado com o arremesso e deixasse de efetuar tal arremesso; (2) Se o arremessador demorasse demais para efetuar o arremesso e retardasse o jogo desnecessariamente; ou (3) se executasse o arremesso com qualquer parte do seu corpo sobre o solo fora das linhas de sua posição.

O segundo tipo de infração dependia da opinião do árbitro, enquanto que o terceiro referia-se aos limites da área do arremessador, que em 1885 era um retângulo de 4 x 6 pés.

Fonte: Rules of Baseball, de David Nemec

sábado, 13 de maio de 2017

JOGADA FORÇADA

Quando o batedor se torna um batedor-corredor, o corredor que já se encontra na 1ª base deve descupá-la e avançar à 2ª base; se nesse momento houver corredor também na 2ª base, esse corredor deverá, igualmente, avançar, o mesmo acontecendo com o corredor que estiver na 3ª base. Quando o corredor perde legalmente o direito de ocupar uma base por ter sido obrigado a deixá-la porque o batedor se tornara um corredor, estamos diante de uma Jogada Forçada.

[Beisebol: Regra 2.00 “FORCE PLAY” (JOGADA FORÇADA)]

(Softbol: Regra 1 – Seção 35)

Em jogada forçada, o corredor é eliminado quando é tocado, ou a base seguinte é tocada, antes de ele chegar a essa base.

[Beisebol: Regra 7.08 (e)]

(Softbol: Regra 8 – Seção 9c)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

CBBS - NOTÍCIA


Correios 
 
A Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol, representada pelo presidente Jorge Otsuka, e pelo vice presidente Estevão Sato, foi recebida ontem em Brasília pelo presidente nacional dos CORREIOS Sr. Guilherme Campos Júnior. Estiveram presentes o Deputado Federal Walter Ihoshi, além do presidente e do vice presidente  da Federação Brasiliense de Beisebol e Softbol Sr Valter Kazuo Takahashi e do vereador indaiatubano Sr Massao Kanesaki.
 
A reunião teve como objetivo apresentar o beisebol e o softbol brasileiro a uma das instituições que mais apoiam o esporte no Brasil.
 
A CBBS agradece por todos os esforços realizados pelo Deputado Federal Walter Ihoshi em ajudar o beisebol e softbol brasileiro. Ressaltamos que o deputado foi um dos responsáveis pelo retorno do Programa Bolsa Atleta, tão importante para a continuidade dos atletas em nossos esportes.

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ARREMESSADOR NA “SET POSITION” LANÇA A UMA BASE DESOCUPADA

Corredor na 1ª base. O arremessador estava completamente parado na “Set Position”. Ao perceber que o corredor estava tentando um “steal” (roubo de base), deu um passo com o pé livre em direção à 2ª base e lançou ao interbases.  Deve ser penalizado com um “balk” por ter lançado a uma base desocupada?

Não, já que o lançamento foi efetuado com o propósito de fazer uma jogada.

[Regra 8.05 (d)]

quinta-feira, 11 de maio de 2017

"PICKOFF PLAY"* ILEGAL

Arremessador canhoto levantou o pé livre e, após abaixá-lo ao mesmo ponto de onde foi iniciado o movimento, lançou à 1ª base para tentar ‘pegar’ o corredor fora da base.  É “balk”?

Sim, porque ele não deu um passo em direção à base.

[Regra 8.05 (c)]

Para dar o passo em direção a uma base, o arremessador tem de levantar o pé livre inteiro do solo e abaixá-lo num local diferente de onde foi iniciado o movimento, e tal pé deve estar direcionado à base. O pé livre inteiro tem de ser movimentado numa direção, de forma que ele fique voltado para a base. Ao dar o passo, o calcanhar do pé livre não pode voltar ao mesmo ponto de onde o pé foi levantado.

Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues

*“Pickoff Play” é uma jogada do arremessador para tentar segurar o corredor na base, ou eliminar o corredor que está fora da base. “Pickoff Play” = ‘Kensei’.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

ARREMESSADOR POSICIONADO SOBRE O “PITCHER’S PLATE” SIMULA UM LANÇAMENTO À 1ª BASE

Corredor na 1ª base. O arremessador (destro) na Posição “Set” deu um passo com o pé livre em direção à 1ª base e simulou um lançamento; e ao ver o corredor tentando um “steal” (roubo de base), lançou ao defensor da 2ª base, sem tirar o pé de apoio do “pitcher’s plate” e direcionando o pé livre à 2ª base.

É “balk”. Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador não pode simular um lançamento à 1ª base.

[Regra 8.05 (b)]

Até 2012 era permitido simular um lançamento à 3ª base. Em 2013, a MLB – Major League Baseball alterou a Regra 8.05 (b) e proibiu essa prática.

Nova redação da Regra 8.05 (b): Se há corredor(es) em base, deve ser declarado um “balk” quando o arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, simula um lançamento à 1ª ou 3ª base (não completa o lançamento).

terça-feira, 9 de maio de 2017

CONCESSÃO DE BASES

Corredor na 1ª base, nenhum “out”. Contagem de arremessos: 3 – 1 (três “balls” – um “strike”). “Wild Pitch” (arremesso descontrolado); a bola transpôs o ‘bakku netto’* através de uma abertura. Ao batedor-corredor deve ser concedida a 2ª base?

Não. Ele deve ser autorizado a avançar somente até a 1ª base (a concessão é de uma base a partir de onde ele estava no momento do arremesso). A bola torna-se morta.

[Beisebol:  Regra 7.05 (h) (i)]

(Softbol: Regra 8 – Seção 7c, Regra 8 – EFEITO – Seção 7c)

*‘Bakku Netto’ vem de “Back Net” (baek nét), que quer dizer rede de trás. É a barreira situada a 60 pés (18,288m) atrás do "home plate". O mesmo que “Backstop” (baekstap).

segunda-feira, 8 de maio de 2017

ARREMESSADOR NA POSIÇÃO “SET” MEXE O CORPO

Arremessador –destro– na Posição “Set” dá um passo com o pé livre em direção à 1ª base e efetua o lançamento. Ocorre que, antes de dar o passo, seu ombro esquerdo estava virado para o lado dessa base.

Decisão: É “balk”. O passo foi dado depois de ter mexido os ombros.

Regra 8.01 (a) (b) – NOTA 2: Para assumir a Posição “Set”, o arremessador deve segurar a bola com ambas as mãos à frente do seu corpo, com o pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate”, e dar uma parada completa.  ... Depois da parada completa, nenhum movimento deve ser feito; não é permitido mexer qualquer parte do corpo, a não ser o pescoço.

domingo, 7 de maio de 2017

‘KENSEI’* SEM DAR PASSO EM DIREÇÃO À BASE

No momento em que o arremessador –destro– efetuou o lançamento à 1ª base, o pé livre estava com a ponta direcionada à ‘almofada’, e o calcanhar, ligeiramente levantado; percebia-se que ele não havia dado um passo em direção à base, e sim apenas mudado a direção do pé livre girando sobre esse pé.  Movimento legal?

Não. É “balk”.

Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base. Se um arremessador muda a direção do pé livre, ou gira sobre esse pé sem realmente dar um passo, e lança antes de dar um passo, o árbitro deve declarar um “BALK”.

[Regra 8.05 (c)]

Dar um passo significa levantar o pé livre inteiro do solo e abaixá-lo num local diferente daquele de onde foi iniciado o movimento, e tal pé deve estar direcionado à base. O pé livre inteiro tem de ser movimentado numa direção, de forma que ele fique voltado para a base. Ao dar o passo, o calcanhar do pé livre não pode voltar ao mesmo ponto de onde o pé foi levantado.

Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues

*‘Kensei’ é um termo japonês. Fazer ‘KENSEI’ significa reprimir, suster a ação ou movimento de, segurar etc. No beisebol, esse termo é usado para designar aquela jogada em que o arremessador tenta segurar o corredor na base, ou eliminar o corredor que está fora da base. ‘Kensei’ = “Pickoff Play”.

sábado, 6 de maio de 2017

ARREMESSADOR SAI DO “PITCHER’S PLATE” E VOLTA A SE POSICIONAR SOBRE A PLACA ENQUANTO MANTÉM AS MÃOS JUNTAS

Corredor na 1ª base. Arremessador na Posição “Set” segura a bola com ambas as mãos à frente do seu corpo e, em seguida, tira o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, sem separar as mãos.  Ao perceber que o corredor não havia saído muito da base, volta a se posicionar sobre a placa enquanto mantém as mãos juntas.

Deve ser declarado um “balk”. (Vide Comentário – Regra 8.05)

Regra 8.01 (a) (b) – NOTA 5: Independente da posição que tiver adotado –“Windup” ou “Set”–, o arremessador deve sair do “pitcher’s plate” sem soltar as mãos que estão segurando a bola à frente do seu corpo. Após tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, deve soltar as mãos e abaixá-las para os lados do corpo. Para voltar ao “pitcher’s plate”, novamente, deve estar com as mãos separadas.