terça-feira, 30 de junho de 2015

GANDULA APANHA UMA BOLA “FAIR”

Corredor na 1ª base. Rebatida “fair” na direção da 3ª base –a bola rolou para o território “foul” após passar a base. A gandula (“ballgirl”) apanhou-a e, em seguida, jogou-a ao chão.
 
 
O ato da gandula é interpretado como uma Interferência intencional, sem levar em consideração qual teria sido sua intenção. A bola fica morta e o árbitro deve impor as penalidades que, na sua opinão, anularão o ato da Interferência. No caso apresentado acima, o corredor da 1ª base foi mandado à 3ª base, e o batedor-corredor, à 2ª base.

Para decidir se uma Interferência é intencional ou não, o árbitro deve basear-se na ação da pessoa. Se um gandula faz um esforço para não ser atingido por uma bola lançada ou rebatida, mas, mesmo assim, não consegue evitar o incidente, ele estaria envolvido numa Interferência não intencional.

(Regra 3.15)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

ARREMESSADOR NA “SET POSITION” FAZ UM LANÇAMENTO “SNAP”* A UMA BASE SEM DAR PASSO COM O PÉ LIVRE NA DIREÇÃO DESSA BASE

Dave Righetti do Yankees entrou no jogo como arremessador substituto e Rickey Henderson do A’s estava ocupando a 1ª base. Righetti lançou cinco vezes ao defensor da 1ª base, Don Mattingly, para segurar o corredor na base. Numa das vezes, quando Henderson afastou-se muito da 'almofada', Righetti –que estava sobre o “pitcher’s plate” na “set position”– fez um lançamento “snap” a Mattingly sem direcionar o passo à 1ª base. Mattingly tocou Henderson com a bola. Foi “balk” ou “pickoff*?
 
O arremessador deve dar um passo na direção da base antes de efetuar o lançamento [Comentário - Regra 8.01 (c)]. Righetti cometeu um “balk”. Henderson deve ser mandado à 2ª base.
 
Realmente, Righetti tem um bom “snap”, mas na jogada apresentada acima ele teria que ter dado um passo para trás da placa com o pé de apoio –tornando-se assim um “infielder”– antes de lançar à 1ª base. Assim, teria eliminado Henderson.

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker      

*“Snap” = mover rapidamente, bruscamente. No beisebol, dizemos que um jogador tem bom “snap” quando ele consegue atirar a bola movimentando rapidamente (bruscamente) o punho. 
 
*“Pickoff” (colher, apanhar) = ‘Kensei’ (reprimir, suster a ação ou movimento de, conter, reter, segurar etc.). No beisebol, esses termos são usados para designar aquela jogada em que o arremessador tenta segurar o corredor na base, ou eliminar o corredor que está fora da base.

domingo, 28 de junho de 2015

PRIMEIRO “HOME RUN” DE PAULO ORLANDO NA MLB

Jogo Kansas City Royals vs. New York Yankees. Primeira metade do 6º “inning”, nenhum corredor em base, um “out”, contagem de arremessos: 3 – 2, placar: KC (0) – NYY (5). Paulo Orlando rebate forte e manda a bola para fora da cerca do jardim direito.
 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

CORREDOR QUE ACABARA DE ANOTAR PONTO AGARRA O RECEPTOR E IMPEDE QUE ELE FAÇA UMA JOGADA SOBRE O BATEDOR-CORREDOR

Bases cheias, nenhum eliminado. Quando o arremessador iniciou os movimentos de arremesso, os corredores arrancaram em direção às bases seguintes. O batedor deu uma tacada forte; a bola tocou o solo e pulou na direção do montículo (“mound”). O arremessador apanhou-a e fez um lançamento perfeito ao receptor, mas não conseguiu eliminar o corredor da 3ª base, que chegou deslizando ao “home plate”. Após tocar a base, o corredor levantou-se rapidamente e, agarrando o receptor, impediu que ele fizesse uma jogada sobre o batedor-corredor. Quem deve ser declarado “out”?
 
O batedor-corredor deve ser declarado “out” em razão da Interferência cometida por um corredor precedente que acabara de anotar ponto. Os demais corredores retornam.

[Regras: 6.05 (m), 7.09 (e)]
 
Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans              

quinta-feira, 25 de junho de 2015

“HIT BY PITCH” OU BOLADA INTENCIONAL?

Arremessar na cabeça de um batedor é antidesportivo e extremamente perigoso. Deve ser –e é– condenado por todos. Os árbitros devem agir sem hesitação na aplicação da Regra 8.02 (d).



Se o árbitro julgar que o ato do arremessador foi intencional, poderá tomar qualquer das seguintes medidas:
 
(1) expulsar o arremessador, ou o técnico e o arremessador, do jogo, ou
 
(2)  advertir o arremessador e o técnico de ambas as equipes de que outro arremesso dessa natureza resultará na expulsão imediata desse arremessador (ou um substituto) e do técnico.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CORREDORES ELIMINADOS ANTES DE RETORNAREM A SUAS BASES NUM “FLY” AGARRADO LEGALMENTE

Corredor na 1ª e 2ª base, nenhum eliminado. Quando o arremessador iniciou os movimentos de arremesso, os corredores arrancaram em direção às bases seguintes. O batedor acertou uma rebatida “fly” para o jardim esquerdo (“leftfield”). No momento em que a bola foi apanhada, o corredor da 2ª base estava perto da 3ª base, e o da 1ª base havia chegado à 2ª base. O jardineiro esquerdo (“leftfielder”) despachou a bola ao defensor da 2ª base; este, de posse da bola, pisou a base antes de o corredor da 2ª base retornar e, em seguida, tocou o corredor da 1ª base, que ainda se encontrava sobre a 2ª base.
 
Decisão: Ambos os corredores são eliminados nessa confusa jogada, por terem sido tocados pelo defensor da 2ª base antes de retornarem a suas bases.   (A base que precisa ser retocada depois que uma bola “fly” é agarrada legalmente é aquela a partir da qual o corredor deve avançar, ou seja, a base que ele estava ocupando no momento do arremesso.)

[Regra 7.08 (d) – vide NOTA]

Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans               

terça-feira, 23 de junho de 2015

ARREMESSADOR, QUE ESTAVA COBRINDO A 1ª BASE PARA RECEBER UM LANÇAMENTO, FERIU O TORNOZELO

Rebatida “ground” na direção do espaço entre a 1ª e a 2ª bases. O defensor da 1ª base efetuou a defesa nas proximidades da linha de base e lançou ao arremessador, que havia se deslocado para a 1ª base a fim de receber a bola. (O batedor-corredor, ao dar um passo grande para tentar alcançar a base antes de o arremessador apanhar a bola, pisou o seu tornozelo.)  
 
 
No softbol é mais difícil ocorrer acidente como esse. Isso porque, na 1ª base, usa-se Base Dupla. O batedor-corredor que tenta alcançar a 1ª base através de uma rebatida, ou num terceiro “strike” não agarrado pelo receptor, deve pisar a parte da base dupla que está em território “foul”, e o defensor, a parte que está em território “fair”. 

[Regra 2 – Seção 4h-1 – NOTA  (b) (c)]
No beisebol da Little League, o uso de Base Dupla na 1ª base é admissível em todos os níveis de jogo.
[Regra 1.06 – NOTA (2) – vide Regra 7.15]

segunda-feira, 22 de junho de 2015

CORREDOR COLIDE, INVOLUNTARIAMENTE, COM UM DEFENSOR QUE ESTÁ PREPARADO PARA APANHAR UMA BOLA REBATIDA

Bases cheias, nenhum eliminado. Quando o arremessador iniciou os movimentos de arremesso, os corredores arrancaram em direção às bases seguintes. A bola rebatida tocou o “home base” e foi para o ar –subiu além da cabeça do batedor. O receptor estava posicionado sobre a placa esperando a bola descer; nesse momento, o corredor da 3ª base, que vinha deslizando para “home”, colidiu, involuntariamente, com ele e derrubou-o. Em razão disso, o receptor não conseguiu apanhar a bola e todos os corredores chegaram às bases seguintes. Como deve ser decidido este lance?
 
O corredor da 3ª base é “out” por ter estorvado um defensor que estava preparado para apanhar uma bola rebatida (Interferência da Ofensiva).  Ao batedor-corredor é concedida a 1ª base. Os outros corredores –forçados– avançam uma base. 

[Regras: 7.08 (b), 7.09 (j)]

Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans              

domingo, 21 de junho de 2015

ARREMESSADOR LEVA SUA MÃO –AQUELA COM A QUAL FAZ OS ARREMESSOS– À BOCA

O arremessador não deve pôr a mão na bola após tocar sua boca ou lábios enquanto está dentro do círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate, ou tocar sua boca ou lábios enquanto está em contato com o "pitcher's plate". O arremessador tem de esfregar e enxugar completamente os dedos da mão com a qual faz os arremessos, antes de tocar a bola ou o “pitcher’s plate –como fizeram os arremessadores mostrados no vídeo.  


 
[Regra 8.02 (a) (1) – vide PENALIDADE]

sexta-feira, 19 de junho de 2015

INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA

Corredor na 2ª e 3ª base, menos de dois “outs”. No momento em que o interbases se preparou para lançar à 1ª base após apanhar a bola rebatida em sua direção,  o corredor da 2ª base chocou-se com ele e estorvou a jogada sobre o batedor-corredor.  Enquanto isso o corredor da 3ª base pisou o “home base”. O árbitro da 2ª base eliminou o corredor da 2ª base pela falta cometida (Interferência da Ofensiva), mas não retornou o da 3ª base. Como a equipe na defensiva não reclamou, foi contado um ponto.
 
Se o árbitro declarar eliminado o batedor, batedor-corredor ou um corredor, por Interferência, todos os outros corredores deverão retornar à última base que, na opinião desse árbitro, fora tocada legalmente no momento da Interferência.  

[Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (a), 7.08 (b) – vide NOTA 1, 7.09 – PENALIDADE POR INTERFERÊNCIA]

quinta-feira, 18 de junho de 2015

MUDANÇA DE DECISÃO – “SAFE” PARA “OUT”

Rebatida “ground” em direção ao espaço entre a 3ª base e o interbases. O defensor da 3ª base efetua a defesa e lança à 1ª base. O defensor da 1ª base deixa a bola “pipocar” ao tocá-la com a luva, mas em seguida agarra-a firmemente; enquanto isso, o batedor-corredor pisa a base e é declarado “safe”. A equipe na defensiva não aceita a decisão. Os árbitros se reúnem e, ao constatarem através do “replay” que o batedor-corredor chegou à base depois do  “catch”, mudam a decisão.


[Regras: 2.00 “CATCH” (PEGADA LEGAL), 6.05 (j) – vide NOTA]
 
Comentário - Regra 2.00 ("CATCH"): Uma pegada é legal se a bola é finalmente retida por um defensor, ainda que tenha havido "malabarismo" (tenha "pipocado" após bater na luva); ...

quarta-feira, 17 de junho de 2015

MUDANÇA DE DECISÃO - 'WAN BAUNDO'* PARA 'NOO BAUNDO'*

Rebatida “line drive" na direção do interbases. Este efetuou a defesa  e levantou a luva para mostrar que a bola foi apanhada no ar. O árbitro da 2ª base, porém, decidiu que o defensor pegou um ‘wan baundo’. Houve reclamação da equipe na defensiva. Aí os árbitros de “home” e da 1ª base mudaram a decisão e eliminaram o batedor-corredor.
 
A bola, realmente, foi apanhada no ar, mas os árbitros de “home” e da 1ª base não deveriam ter interferido na decisão dada por seu companheiro, já que não foram solicitados por ele a fazê-lo. 
 
Regra 9.02 (c): Se houver apelação sobre uma decisão, o árbitro que tomou tal decisão poderá solicitar a opinião de outro árbitro antes de dar a decisão final. Nenhum árbitro deve criticar ou tentar mudar uma decisão de outro árbitro, nem interferir na decisão de outro árbitro, a menos que seja solicitado a fazê-lo por esse árbitro. ...
 
*‘Wan Baundo’ vem de “one bound” (wân baund), que quer dizer um pulo, um salto; é aquela bola rebatida, lançada ou arremessada que dá um pulo após tocar o solo. 
 
*‘Noo Baundo’ vem de “no bound” (nou  baund) = nenhum pulo, nenhum salto, nenhum ricochete (usamos esse termo quando um defensor apanha uma bola "fly" ou "line drive" antes que ela toque o solo).

terça-feira, 16 de junho de 2015

BATEDOR-CORREDOR RECUA EM DIREÇÃO AO "HOME PLATE"

Após ter conquistado legalmente uma base, o corredor não pode correr as bases em ordem inversa, com o propósito de confundir a defesa ou ridicularizar o jogo. O árbitro deve declarar "TIME", imediatamente, e eliminá-lo.
 
[Regra 7.08 (i)] 
 
O batedor-corredor pode recuar em direção ao "home plate", para evitar ou retardar o toque de um defensor. Mas se ele desviar para os lados ou chegar ao "home plate", será declarado "out". 
 
[Regra 7.08 (i) - NOTA]  
 
Vejam o lance mostrado no vídeo. Bases vazias, um "out", "ball count" (contagem de arremessos): 0 - 1. Rebatida "ground" fraca. No momento em que o arremessador apanhou a bola nas proximidades da faixa de três pés, o batedor-corredor recuou e, antes de chegar ao "home plate", foi em direção ao "dugout". 
 
 
O batedor-corredor que recua em direção ao "home plate" deve ser eliminado quando:
 
1) desvia para os lados ou chega ao “home plate”;

2) é tocado com a bola por um defensor, ou  a 1ª base é tocada por um defensor que está com a bola [Regra 6.05 (j)].

A decisão deve ser dada pelo árbitro de “home” ou pelo árbitro da 1ª base.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

VISITA DO TÉCNICO OU “COACH” AO ARREMESSADOR

O técnico foi ao montículo (“mound”) para acalmar o arremessador após ele ter deixado o batedor andar (“walk”, “base on balls”). O batedor seguinte acertou uma rebatida indefensável (“base hit”).  Aí o técnico se dirigiu ao defensor da 1ª base, e este, em seguida, foi conversar com o arremessador.
 
Esse procedimento deve ser tratado da mesma forma que quando o técnico ou “coach” faz uma visita ao arremessador. Portanto, como o técnico já havia entrado no campo uma vez, o arremessador deve ser removido do jogo.

[Regra 8.06 ]

domingo, 14 de junho de 2015

sábado, 13 de junho de 2015

“FOUL TIP” – TERCEIRO "STRIKE"

Corredor na 3ª base, um “out”, “ball count” (contagem de bolas arremessadas): 3 – 2 ( três “balls” – dois “strikes”). No arremesso seguinte o árbitro sinalizou um “foul tip” e eliminou o batedor.
 

“Foul Tip” é uma bola rebatida que vai brusca e diretamente do “bat” às mãos do receptor e é agarrada legalmente. Por cada “foul tip” é contado um “strike”.
 
Quando ocorre um “foul tip”, o árbitro deve fazer um gesto indicando que a bola triscou o “bat” –conforme mostra o vídeo– e, em seguida, declarar “strike”.
 
[Regra: 2.00 “FOUL TIP”, vide Comentário – Regra 6.05 (b)]  

sexta-feira, 12 de junho de 2015

ELIMINAÇÃO FORÇADA NO “HOME” E INTERFERÊNCIA DO BATEDOR-CORREDOR

Bases cheias, nenhum eliminado. A bola rebatida tocou o “home base” e foi para o ar –subiu além da cabeça do batedor. O receptor, que estava posicionado sobre a base esperando a bola descer, efetuou a defesa e lançou à 1ª base. A bola lançada atingiu as costas do batedor-corredor –que estava correndo dentro do território “fair” (à esquerda da linha de “foul”)– quando ele já estava perto da base. Como deve ser decidido este lance?
 
O corredor da 3ª base é “out” no “home” (jogada forçada). O batedor-corredor é “out” por ter sido atingido pelo lançamento quando corria dentro da área “fair”, ou seja, fora da faixa de três pés. A bola fica morta e os demais corredores retornam a suas bases. É uma jogada dupla (“double play”).

[Regras: 6.05 (k), 7.08 (e), 7.09 – PENALIDADE]

Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans              

quinta-feira, 11 de junho de 2015

“BAT” INTEIRO ATIRADO PARA O TERRITÓRIO “FAIR”

O “bat” escapou das mãos do batedor e voou na direção do interbases, que estava se movimentando para apanhar a bola rebatida;  como, porém, o “bat” atirado não interferiu na sua ação –ele conseguiu efetuar a defesa– a jogada continuou normalmente.

 
Se esse incidente tivesse estorvado o defensor, seria declarada uma Interferência, independente de o ato ter sido intencional ou não; o batedor seria declarado “out”.

[Comentário – Regra 6.05 (h)]

quarta-feira, 10 de junho de 2015

TERMO QUE NÃO SE OUVIA HÁ MUITO TEMPO

Ao fazer um mau lançamento ao companheiro com quem estava treinando antes do início do jogo,  jogador de uma equipe  que participava do X Campeonato Brasileiro de Beisebol Interclube –Categoria 55 anos–, realizado no dia 7 de junho de 2015, disse: ‘SHIKKEI’!*.

*‘Shikkei’! (termo japonês) = Descupe! / Perdão!

LANCES OCORRIDOS EM JOGOS DO X CAMPEONATO BRASILEIRO DE BEISEBOL INTERCLUBE – CATEGORIA 55 ANOS–, REALIZADOS NO DIA 07 DE JUNHO DE 2015

1) A bola rebatida (ground) tocou a parte da almofada da 1ª base que estava ligeiramente deslocada para fora da linha de foul e rolou em direção à cerca lateral.  O árbitro da 1ª base sinalizou um foul ball. A equipe na ofensiva não reclamou.

Decisão incorreta. (Uma bola rebatida que toca a almofada da 1ª, 2ª ou 3ª base é “fair ball”.)

[Regra 2.00 “FAIR BALL” (REBATIDA VÁLIDA)]

As almofadas da 1ª base e 3ª base devem estar inteiramente dentro do campo interno (Regra 1.06). Ao notarem que elas estão fora do lugar, os árbitros devem corrigir a falha, para evitar decisão equivocada como a apresentada acima.


2) No momento em que a luva do arremessador teve contato com a bola rebatida, que  estava rolando rente à linha de foul da 3ª base, em território foul,  o árbitro de home levantou os braços e gritou: “FOUL BALL!”. O técnico da equipe na ofensiva reclamou, alegando que a rebatida deveria ser considerada válida (fair ball), uma vez que o arremessador estava em território fair quando tocou a bola.

Reclamou sem razão. Uma rebatida ground deve ser julgada –se é fair ou foul– de acordo com a posição da bola em relação à linha de foul no momento em que tem contato com um defensor. A posição do defensor –se ele estava em território fair ou foul quando tocou a bola– não é levada em consideração.

[Regras: 2.00 “FAIR BALL” (REBATIDA VÁLIDA), 2.00 “FOUL BALL” (REBATIDA NULA)]
 
3) O receptor, sem estar de posse da bola, ficou parado no caminho do corredor que estava se aproximando do “home plate”. Como o lançamento feito pelo defensor que apanhou a bola rebatida ainda estava em voo, o árbitro de “home” limitou-se a observar o corredor anotando ponto. Se houvesse possibilidade de ocorrer uma jogada, o árbitro teria que ter declarado ou sinalizado que o corredor é “safe”. 
 
Regra 7.13 (2): A menos que esteja de posse da bola, o receptor não pode bloquear o caminho do corredor enquanto este está tentando anotar ponto. Se o árbitro achar que o receptor, sem estar de posse da bola, bloqueou o caminho do corredor, deverá declarar ou sinalizar que esse corredor é “safe”. A despeito do que foi dito acima, não ocorre uma violação desta Regra 7.13 se o receptor bloqueia o caminho do corredor a fim de apanhar um lançamento, e o árbitro decide que ele não conseguiria efetuar a defesa se não se posicionasse dessa forma, e que o contato com o corredor foi inevitável. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

59º PRÊMIO PAULISTA DE ESPORTES

Longe dos holofotes. Essa é a dura rotina de quem pratica esporte amador no Brasil. E quando o assunto se refere a atletas nikkeis que escolheram uma das modalidades trazidas pelos pioneiros, a desvalorização parece ainda maior. Nesse caso, só o amor ao esporte pode explicar tanta dedicação.

Para reparar, em parte, essa injustiça, aconteceu no dia 1º de junho, na Câmara Municipal de São Paulo, a cerimônia de entrega do 59º Prêmio Paulista de Esportes. O evento teve o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura da Cidade de São Paulo e vereador Aurélio Nomura. O patrocínio foi da King Contabilidade, na figura do ex-deputado estadual, Hatiro Shimomoto.

Idealizado pelo extinto Jornal Paulista – que mais tarde se uniria com outro tradicional jornal da comunidade nipônica, o Diário Nippak, dando origem ao Nikkey Shimbun (em japonês) e Jornal Nippak (em português), que a partir da fusão encaparam a sua realização – o Prêmio Paulista de Esportes tem como objetivo valorizar e incentivar novos talentos nikkeis e reverenciar o trabalho de dirigentes abnegados. 

Foram homenageados os Srs. Akira Kiyuna, pelo Beisebol, e Taketomi Higashi, pelo Softbol. Além de outros 19 homenageados de outras modalidades esportivas.
 

 
 
 
Akira Kiyuna
 
 
Taketomi Higashi

TÉCNICO EXPULSO AO CONTESTAR UMA DECISÃO “SAFE” – “OUT”

Rebatida “ground” na direção do defensor da 2ª base. Este efetuou a defesa e lançou à 1ª base. Jogada apertada. O batedor-corredor foi declarado “safe”. O técnico da equipe na defensiva entrou no campo e reclamou, mas o árbitro da 1ª base manteve a sua decisão; e como depois disso ele se dirigiu ao árbitro de “home” e continuou reclamando energicamente, foi expulso do jogo.

 
Qualquer decisão do árbitro que implique julgamento, tais como: se uma bola rebatida é “fair” ou “foul”;  se um arremesso é “strike” ou “ball”; se um corredor é “safe” ou “out” etc. é definitiva. Nenhum jogador, técnico, “coach” ou substituto deve contestar qualquer decisão que implique julgamento.

[Regra 9.02 (a)]

segunda-feira, 8 de junho de 2015

BATEDOR-CORREDOR DECLARADO “SAFE” VAI EM DIREÇÃO AO “DUGOUT”

Uma rebatida “ground” forte ao espaço entre a 3ª base e o interbases resultou em jogada apertada na 1ª base. O árbitro decidiu “safe”. Imaginando ter sido eliminado, o batedor-corredor foi caminhando em direção à área de sua equipe. Quando ele alcançou o “dugout”, um companheiro de equipe alertou-o para retornar à 1ª base. O árbitro deve permitir isso?
 
Não. O batedor-corredor deve ser declarado eliminado por abandono de base. A bola permanece em jogo.

[Beisebol – Regra 7.08 (a) (2)]
 
(Softbol – Regra 8 – Seção 9x, Regra 8 – EFEITO – Seção 9x-y)

domingo, 7 de junho de 2015

“BALK” – A BOLA ESCAPA DA MÃO DO ARREMESSADOR

Corredor na 3ª base. No momento em que o arremessador estava fazendo os movimentos de arremesso, a bola escapou de sua mão e caiu  nas proximidades do “pitcher’s plate”. O árbitro declarou um “balk” e mandou o corredor para “home”.  


[Comentário – Regra 8.01 (d)]

sábado, 6 de junho de 2015

HOUVE PEGADA LEGAL?

No momento em que o defensor da 2ª base levantou o braço para apanhar um “fly”, a bola bateu na luva e desviou; mas como ele conseguiu agarrá-la antes de ela tocar o solo, houve pegada legal ("catch"). 

Regra 2.00 "CATCH": É o ato de um defensor apanhar uma bola em voo e conseguir mantê-la firmemente segura em sua mão ou luva, desde que para isso não use seu boné, protetor, bolso ou qualquer outra parte do seu uniforme. ...

Comentário - Regra 2.00 ("CATCH"): Uma pegada é legal se a bola é finalmente retida por um defensor, ainda que tenha havido "malabarismo" (tenha "pipocado" após bater na luva); ...  

sexta-feira, 5 de junho de 2015

BATEDOR FEZ “SWING” DANDO UM PASSO SOBRE O “HOME PLATE”

Aconteceu num jogo da Taça Federação Paulista de Beisebol Júnior – 2015: No momento em que o batedor (canhoto) fez “swing” para tentar rebater um arremesso ‘auto koona’*, o pé direito estava sobre o “home plate” e completamente fora do “batter’s box”. (O “bat” não teve contato com a bola.) O árbitro eliminou–o, alegando ação ilegal.
 
Decisão equivocada. O batedor seria “out” somente se o “bat” tivesse tocado a bola.

[Regra 6.06 (a)]

*'Auto Koona’ vem do inglês "out corner" (aut k’órna) = canto externo. Arremesso 'auto koona' é aquele direcionado ao canto (lado) externo da zona de “strike” do batedor.

 ooo 0 ooo
No beisebol, o batedor pode rebater um arremesso enquanto está com um ou ambos os pés tocando o “home plate”, desde que esse(s) pé(s) esteja(m) em contato com as linhas do “batter’s box”.
Regra 6.06 (a): Um batedor é eliminado por ação ilegal quando rebate uma bola com um ou ambos os pés no solo completamente fora do “batter’s box”.
As linhas que delimitam o “batter’s box” são consideradas dentro dessa área destinada ao batedor. Portanto, se o batedor rebate a bola enquanto seu(s) pé(s) está(ão) mantendo contato com essas linhas, a rebatida é válida, ainda que tal(is) pé(s) esteja(m) tocando o “home plate”.
No softbol, o batedor é eliminado quando rebate uma bola com qualquer parte de um pé tocando o “home plate”.
Regra 7 – Seção 6d: O batedor é eliminado quando rebate uma bola arremessada, com um ou ambos os pés em contato com o solo completamente fora das linhas do “batter’s box”, ou com qualquer parte de um pé tocando o “home plate”, independentemente de a bola rebatida ser “fair” ou “foul”.
Quando o “bat” tem contato com a bola arremessada enquanto o batedor está com um ou ambos os pés tocando o “home plate”, o árbitro deve declarar uma Rebatida Ilegal, sem levar em consideração se esse(s) pé(s) estava(m) ou não em contato com as linhas do “batter’s box”.  O batedor é “out” e a bola torna-se morta.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

CONSULTA SOBRE “HALF SWING”

Contagem de arremessos: 1 – 2 (um “ball” – dois “strikes”). O batedor (destro) iniciou o “swing” e parou; o arremesso foi declarado “ball”. Atendendo à solicitação do receptor, o árbitro de “home” consultou seu companheiro da 1ª base, e este sinalizou –fez o gesto de “strike”– que o batedor girou o "bat". [O batedor foi eliminado (“strikeout”).]

 
O técnico ou o receptor podem solicitar que o árbitro de “home” consulte um companheiro sobre um “half swing” quando o arremesso é declarado “ball”.
 
O árbitro de “home”, quando solicitado a fazer a consulta, tem de recorrer a um árbitro de base e pedir sua opinião sobre o “swing” interrompido. Se o arremesso for declarado “strike” pelo árbitro de base, sua decisão prevalecerá.
 
[Comentário – Regra 9.02 (c)]

O árbitro de “home” deve consultar o árbitro da 1ª base quando o batedor é destro, e o da 3ª base quando o batedor é canhoto.
 
Para consultar o árbitro da 1ª base, deve apontar para ele de preferência com a mão esquerda, mas pode também fazê-lo com a mão direita, saindo de sua posição. A consulta ao árbitro da 3ª base deve ser feita, sempre, com a mão esquerda.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

LANCES OCORRIDOS EM JOGOS DO XXII CAMPEONATO BRASILEIRO DE BEISEBOL INTERCLUBE – CATEGORIA 40 ANOS (QUARENTÃO)–, REALIZADOS NOS DIAS 30 E 31 DE MAIO DE 2015

1) No momento em que o arremessador iniciou o arremesso, os corredores da 1ª  e 2ª base iniciaram a corrida para as bases seguintes. O batedor tentou executar bunt, mas não teve sucesso. A bola triscou o bat e voou para trás; o receptor agarrou-a legalmente.  O árbitro de home declarou “STRIKE!” e retornou os corredores, que já haviam alcançado as bases. A equipe na ofensiva não reclamou.
 
O árbitro não deveria ter retornado os corredores, já que eles tinham avançado legalmente. (Nessa jogada ocorreu um “foul tip”, portanto a bola estava em jogo.)

(Regra 2.00 “FOUL TIP”)

2) O quarto batedor foi ao “batter’s box” na vez do terceiro batedor e andou  (“walk”, base por “balls”). Houve apelação. O terceiro batedor foi declarado eliminado. Aí o técnico da equipe na defensiva teve dúvida sobre a situação do quarto batedor –na sua opinião, ele deveria também  ser eliminado (???). (Esclarecida a dúvida, o jogo prosseguiu com o quarto batedor novamente no “batter’s box”.)

[Regra 6.07 (a) (b) (d) (1), Comentário - Regra 6.07 (d)]

terça-feira, 2 de junho de 2015

DEFENSOR APANHA UM “FOUL FLY” E CAI ALÉM DA CERCA LATERAL, NO MEIO DO PÚBLICO

Bases vazias, nenhum eliminado, rebatida “fly” para as proximidades da cerca lateral do jardim esquerdo. O jardineiro esquerdo efetuou a defesa (pegada legal) e caiu além da cerca (no meio do publico), mas não soltou a bola.

 
O batedor é “out”, e a bola torna-se morta.  (Se, porém, o defensor tivesse derrubado a bola em razão da queda, seria declarado um “foul ball”.) 

Regras: 2.00 “CATCH”, 2.00 “FOUL BALL”, 6.05 (a)]

Se nessa jogada houvesse corredor(es) em base, ele(s) seria(m) autorizado(s) a avançar uma base, sem o risco de ser(em) eliminado(s).

[Regra 7.04 (c)]

segunda-feira, 1 de junho de 2015

OBSTRUÇÃO – CONCESSÃO DE BASES

Aconteceu num jogo do XV Campeonato Brasileiro de Beisebol Interclube –Categoria  Sub 21– 2015: Corredor na 1ª e 2ª base. Rebatida indefensável ao jardim esquerdo –a bola  caiu perto da linha de “foul”. O corredor da 2ª, ao iniciar a corrida para “home” após pisar a 3ª base, chocou-se com o defensor da 3ª base e foi ao solo. Levantando-se rapidamente, deu alguns passos pra frente, mas ao notar que o jardineiro esquerdo já havia devolvido a bola ao campo interno, retornou à 3ª base (“safe”).  No momento em que o defensor da 3ª base recebeu a bola, o árbitro da 3ª base declarou “TIME” e mandou o corredor da 2ª base para “home”, o da 1ª base à 3ª base, e o batedor-corredor à 2ª base.
 
Houve dúvida sobre as bases concedidas ao corredor da 1ª base e ao batedor-corredor, mas a decisão dada foi mantida –o árbitro deve ter julgado que eles teriam avançado duas bases se o corredor da 2ª base não tivesse sido obstruído e impedido de ir para “home”.  
 
Quando um corredor é obstruído, o árbitro deve declarar “OBSTRUÇÃO” ou sinalizar a falta cometida pelo defensor. Se nenhuma jogada estiver ocorrendo sobre esse corredor, o jogo deverá prosseguir até que todas as ações estejam concluídas. O árbitro deverá, então, declarar “TIME” e impor as penalidades –se houver– que, na sua opinião, anularão o ato da Obstrução.

[Regra 7.06 (b)]