quarta-feira, 6 de agosto de 2014

REGRAS OFICIAIS DE BEISEBOL DA MLB - ALTERAÇÕES

ALTERAÇÕES FEITAS EM 2013 E 2014 

2013 

1) Regra 1.15 (a)

Nova redação: A luva do arremessador –incluindo costuras, cordões e trançado– não pode ser branca, cinza, ou de outra cor que, na opinião do árbitro, possa distrair o batedor, de alguma maneira. Nenhum defensor, independente da posição que ocupe, pode usar uma luva cuja cor não esteja aprovada. 

2) Comentário – Regra 2.00 “INFIELD FLY”

Foi acrescentado: Se uma Interferência é declarada durante um “Infield Fly”, a bola permanece viva até que o árbitro decida se a rebatida é “fair” ou “foul”. Se for “fair”, ambos –o corredor que cometeu a falta e o batedor– serão eliminados.  Se for “foul”, o corredor será declarado “out” e o batedor voltará a bater (mesmo que a bola seja apanhada). 

3) Comentário – Regra 2.00 “INTERFERENCE” (a)

Nova redação: Caso o batedor-corredor não tenha tocado a 1ª base, todos os corredores devem retornar à última base que estavam ocupando no momento do arremesso; se, entretanto, durante uma jogada intermediária –com menos de duas eliminações– um corredor anota ponto, e depois o batedor-corredor é declarado “out” por Interferência fora da faixa de três pés, o corredor é “safe” e deve ser contado um ponto.  

4) Regra 2.00 “INTERFERENCE” (d)

Nova redação: Ocorre quando um espectador se estica para fora das arquibancadas e sobre o campo de jogo, ou entra no campo de jogo, e (1) toca uma bola viva, ou (2) toca um jogador e estorva uma tentativa de fazer uma jogada sobre uma bola viva.

5) Regra 2.00 “INTERFERENCE”
A frase ‘Em qualquer Interferência a bola torna-se morta’ foi suprimida.   

6) Regra 3.05 (d)

Nova redação: Se um arremessador que já está no jogo cruza a linha de “foul” a fim de ocupar seu lugar sobre o “pitcher’s plate” para iniciar um “inning”, ele deve arremessar ao primeiro batedor até que esse batedor seja eliminado ou alcance a 1ª base, a menos que o batedor seja substituído, ou o arremessador se machuque ou adoeça de tal forma que o árbitro principal o julgue incapacitado para continuar arremessando. Se o arremessador que estava atuando na ofensiva (como corredor ou batedor) não retorna ao “dugout” após ser eliminado e encerrar a metade de “inning”, ele não é obrigado a arremessar ao primeiro batedor da metade de “inning” seguinte, a menos que se posicione sobre o “pitcher’s plate” para iniciar os arremessos de aquecimento. 

7) Comentário – Regra 4.01

Nova redação do último parágrafo: As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 4.01 (e) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

8) Comentário – Regra 4.10

Nova redação: As “Major Leagues” têm determinado que as Regras 4.10 (c)  e 4.10 (e) não se aplicam a jogos de  “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

9) Comentário – Regra 4.12 (a)

Nova redação: As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 4.12 (a) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

10) Regra 4.12 (b) (4)

Nova redação: Qualquer Jogo Suspenso não completado antes do último jogo programado entre as duas equipes durante a temporada de campeonato torna-se um “called game” (jogo dado por terminado pelo árbitro), como segue: 
(i) Se tal jogo tiver sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar, e uma equipe estiver em vantagem no placar, a equipe com o maior número de pontos será declarada a vencedora [a menos que o jogo seja dado por terminado enquanto um “inning” está em andamento, e antes desse “inning” ser completado (1) a equipe visitante tenha anotado um ou mais pontos e passado a liderar o placar; (2) a equipe local não tenha recuperado a vantagem no placar; caso em que deve prevalecer a contagem do último “inning” concluído para os propósitos desta Regra 4.12 (b) (4)].
(ii) Se tal jogo tiver sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar, e cada equipe tiver o mesmo número de pontos, será declarado um “jogo empatado” [a menos que o jogo seja dado por terminado enquanto um “inning” está em andamento, e antes desse “inning” ser completado (1) a equipe visitante tenha anotado um ou mais pontos e empatado o jogo; (2) a equipe local não tenha desempatado o jogo; caso em que deve prevalecer a contagem do último “inning” concluído para os propósitos desta Regra 4.12 (b) (4)]. Um jogo empatado deve ser jogado novamente, por inteiro, a menos que o Presidente da Liga determine que um novo jogo é desnecessário para definir o campeonato da Liga; ou
(iii) Se tal jogo não tiver sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar, será declarado “No Game” (“Jogo Nulo”). Nesse caso, deve ser jogado novamente, por inteiro, a menos que o Presidente da Liga determine que um novo jogo é desnecessário para definir o campeonato da Liga.

11) Comentário – Regra 4.12 (b):

Nova redação: As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 4.12 (b) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

12) Comentário – Regra 6.05 (h)

Houve alteração no segundo parágrafo: Se um “bat” inteiro for atirado para o território “fair” ou “foul” e interferir na ação de um defensor que está tentando fazer uma jogada, será declarada uma Interferência, independente de o ato ter sido intencional ou não.

13) Comentário – Regra 6.06 (c)

Houve alteração no último parágrafo: Um batedor tenta rebater a bola e erra. Ele faz um “swing” tão forte que o “bat” dá um giro completo e, no “backswing” (movimento para trás), toca o receptor ou a bola atrás dele. Se, na opinião do árbitro, o contato do “bat” com o receptor ou a bola foi involuntário, deve ser declarado um “strike” somente (e não uma Interferência). A bola, porém, torna-se morta e nenhum corredor deve avançar nessa jogada.

14) Regra 7.09 (a)

Nova redação: Depois que o árbitro declara o terceiro “strike”, o batedor estorva, de maneira clara, o receptor que está tentando apanhar a bola. Tal batedor-corredor é “out”, a bola torna-se morta, e todos os outros corredores retornam às bases que ocupavam no momento do arremesso.
Foi acrescentado um comentário.
Comentário – Regra 7.09 (a): A bola arremessada desvia ao ter contato com receptor ou árbitro e, subsequentemente, toca o batedor-corredor; isso não é considerado Interferência, a menos que, na opinião do árbitro, tal batedor-corredor estorve, de maneira clara, o receptor que está apanhando a bola. 

15) Regra 8.02 (a) (1) – PENALIDADE

Nova redação: Por violação desta parte da regra o árbitro deve retirar, imediatamente,  a bola do jogo e fazer uma advertência ao arremessador; por cada infração subsequente deve ser declarado um “ball”. Entretanto, se o arremessador efetuar o arremesso e o batedor chegar à 1ª base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batsman”), ou de outra maneira, e nenhum outro corredor for eliminado antes de avançar pelo menos uma base, a jogada deverá prosseguir sem levar em consideração a infração cometida. Se o arremessador repetir a infração, estará sujeito a uma multa que será imposta pelo Presidente da Liga.

16) Regra 8.05 (b)

Nova redação: O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, simula um lançamento à 1ª ou 3ª base (não completa o lançamento).

17) Comentário – Regra 8.05 (c)

Nova redação: Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base. Se um arremessador muda a direção do pé livre, ou gira sobre esse pé sem realmente dar um passo, ou vira o seu corpo, e lança antes de dar o passo, o árbitro deve declarar um “balk”.
Um arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base; ele é obrigado a lançar cada vez que dá o passo (exceto para a 2ª base). É um “balk” se, com corredor na 1ª e 3ª base, o arremessador dá um passo em direção à 3ª base só para blefar (fazer o corredor voltar à base) e não lança; em seguida, vendo o corredor da 1ª base partir em direção à 2ª base, vira, dá um passo em direção à 1ª base e lança a essa base. É legal o arremessador simular um lançamento à 2ª base. 

18) Regra 8.05 (k)

Nova redação: O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, deixa a bola escapar ou cair de sua mão ou luva –acidental ou intencionalmente.

2014 

1) Comentário – Regra 3.06

Nova redação: Para evitar qualquer confusão, o técnico deve dar o nome do substituto, sua posição na ordem de batedores e sua posição no campo. Quando dois ou mais jogadores substitutos da equipe na defensiva entram no jogo ao mesmo tempo, o técnico deve, imediatamente antes que eles se posicionem como defensores, designar ao árbitro principal as posições de tais jogadores na ordem de batedores da equipe, e o árbitro principal deve, então, notificar o anotador oficial. Se esta informação não é dada imediatamente ao árbitro principal, este deve ter autoridade para designar as posições dos substitutos na ordem de batedores.
Se uma mudança dupla está sendo feita, o técnico ou “coach” deve notificar primeiro o árbitro de “home”. O árbitro principal tem de ser informado sobre as substituições múltiplas e alterações na ordem de batedores antes de o técnico chamar um novo arremessador (independente de o técnico ou “coach” ter anunciado ou não a dupla mudança antes de cruzar a linha de “foul”). O ato de sinalizar ou fazer gesto para o “bullpen” deve ser considerado uma substituição oficial pelo novo arremessador. Não é permissível ao técnico ir ao montículo, chamar o novo arremessador, e depois informar o árbitro sobre substituições múltiplas com a intenção de alternar a ordem de batedores.  
Jogadores que tenham sido substituídos podem permanecer com sua equipe, no “bench”, ou podem aquecer arremessadores. Se um técnico entrar no jogo no lugar de um jogador, ele poderá continuar dirigindo a sua equipe, do “bench” ou do “coach’s box”. Árbitros não devem permitir que jogadores substituídos e autorizados a ficar no “bench” dirijam comentários desairosos a um jogador ou técnico da equipe contrária, ou aos árbitros.

2) Comentário – Regra 4.05 (b)

 Nova redação do segundo parágrafo: É também prática comum os “coaches” que têm uma jogada na sua base deixarem o “coach’s box”, para mandar um corredor deslizar, avançar ou retornar a uma base. Isso poderá ser permitido se o “coach” não atrapalhar a jogada de alguma maneira. A não ser no momento de trocar equipamento, os “coaches” não devem ter contato físico com corredores, principalmente quando estão dando sinais para orientá-los. 

3) Comentário – Regra 6.02 (b)

Nova redação do sétimo parágrafo: Se, com corredor(es) em base, o arremessador –na Posição “Windup” ou Posição “Set”– não completa o arremesso porque o batedor, inadvertidamente, faz com que ele interrompa os movimentos, o árbitro não deve declarar um ”balk”. Tanto o arremessador como o batedor infringiram uma regra. O árbitro deve declarar “TIME” e ordenar que ambos comecem novamente desde o princípio.

Nova redação do nono parágrafo: Se, com corredor(es) em base, o arremessador –na Posição “Windup” ou Posição “Set”– não completa o arremesso porque o batedor, inadvertidamente, faz com que ele interrompa os movimentos, o árbitro não deve declarar um “balk”; deve declarar um “STRIKE” automático se a Regra 6.02 (d) (1) determina tal penalidade.  

4) Regra 6.10 (b) (10

Nova redação: Uma vez que o arremessador do jogo atue como batedor ou corredor no lugar do Batedor Designado, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo. O arremessador do jogo pode atuar como batedor de emergência ou corredor de emergência somente no lugar do Batedor Designado.

5) Regra nova 

A Comissão de Regras de Jogo tem adotado, experimentalmente, a Regra 7.13 para a temporada de 2014.  

7.13 Colisões no “Home Plate” 

(1) Um corredor tentando anotar ponto não pode desviar do seu caminho direto para o “home plate”, com o intuito de colidir com o receptor (ou outro jogador cobrindo o “home plate”); se o árbitro julgar que o corredor tentando anotar ponto colidiu com o receptor (ou outro jogador cobrindo o “home plate”) dessa maneira, deverá declará-lo “out” (mesmo que o jogador que está cobrindo o “home plate” perca a posse da bola). Em tais circunstâncias, o árbitro deve declarar que a bola está morta; e todos os outros corredores devem retornar à última base tocada no momento da colisão.  

Comentário – Regra 7.13 (1): O corredor, sem fazer esforço para alcançar o “home plate”, abaixa o ombro e colide com o receptor, ou empurra-o com as mãos, cotovelos ou braços; esse procedimento pode ser interpretado como desvio do caminho para ir de encontro com o receptor, infringindo a Regra 7.13. Se o corredor desliza em direção ao “home plate” de maneira adequada, não deve ser julgado ter infringido a Regra 7.13. Um “sliding” deve ser considerado adequado, no caso de um “feet first slide” –o corredor desliza para tocar a base com os pés–, se nádegas e pés do corredor tocam o solo antes do contato com o receptor. No caso de um “head first slide” –o corredor desliza com a cabeça erguida e os braços esticados para tocar a base com as mãos– um corredor deve ser considerado ter deslizado adequadamente se seu corpo toca o solo antes do contato com o receptor. 

(2 )A menos que esteja de posse da bola, o receptor não pode bloquear o caminho do corredor enquanto este está tentando anotar ponto. Se o árbitro achar que o receptor, sem estar de posse da bola, bloqueou o caminho do corredor, deverá declarar ou sinalizar que esse corredor é “safe”. A despeito do que foi dito acima, não ocorre uma violação desta Regra 7.13 se o receptor bloqueia o caminho do corredor a fim de apanhar um lançamento, e o árbitro decide que ele não conseguiria efetuar a defesa se não se posicionasse dessa forma, e que o contato com o corredor foi inevitável. 

6) Regra 8.02 (b) 

Foi acrescentado um comentário. 

Comentário – Regra 8.02 (b): O arremessador não pode aplicar qualquer material em nenhuma das mãos, em nenhum dedo ou em nenhum dos pulsos (por exemplo: Band-Aid, fita, Super Glue, bracelete etc.). O árbitro deve verificar se tal material é uma substância estranha para o propósito da Regra 8.02 (b); se não for, o arremessador poderá ser autorizado a arremessar com tal material na mão, dedo ou pulso. 

7) Regra 8.05 (d)

Foi acrescentado um comentário. 

Comentário – Regra 8.05 (d): Para determinar se o arremessador lança ou simula um lançamento a uma base desocupada a fim de fazer uma jogada, o árbitro deve julgar se o corredor está, realmente, tentando avançar à base seguinte, ou se ele está apenas blefando (fingindo estar tentando avançar a tal base desocupada).  

8) Comentário – Regra 8.06

Foi acrescentado um parágrafo:  Um técnico ou “coach” não deve ser considerado ter concluído sua visita ao montículo se ele deixa temporariamente o círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate” a fim de informar o árbitro sobre uma dupla mudança ou substituição que está sendo feita. 


9) Comentário – Regra 9.02 (c)

Nova redação do terceiro parágrafo: Apelações sobre um “half swing” podem ser feitas somente quando o arremesso é declarado “BALL”. O árbitro de “home”, quando solicitado a fazer a consulta, tem de recorrer a um árbitro de base e pedir sua opinião sobre o “half swing”. Se o arremesso for declarado “STRIKE” pelo árbitro de base, sua decisão prevalecerá. Apelações sobre um “half swing” têm de ser feitas antes do arremesso seguinte ou de qualquer jogada ou tentativa de jogada. Se o “half swing” ocorrer durante uma jogada que encerra um meio-“inning”, a apelação terá de ser feita antes que todos os defensores do campo interno da equipe na defensiva deixem o território “fair”. 

OBSERVAÇÃO: As alterações 16 e 17 feitas em 2013 já estão em vigor a partir de 2014. As demais alterações devem ser adotadas somente após serem oficializadas pela Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol – CBBS.

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