domingo, 31 de agosto de 2014

PROCEDIMENTO PARA INICIAR UM JOGO

Esgotado o tempo de treinamento, e terminada a preparação do campo, os árbitros devem entrar no campo e ficar posicionados na frente do 'bakku netto'*, virados para o "pitcher's plate", na seguinte ordem, da esquerda para a direita (olhando de trás): 3ª - 2ª -  "HOME" - 1ª. O árbitro de "home" deve estar devidamente equipado, segurando a máscara com a mão esquerda.

1) Cinco minutos antes da hora marcada para o início do jogo, os árbitros devem dirigir-se até a linha de trás do "catcher's box", onde se reunirão com os técnicos das equipes oponentes.
 
2) Nessa reunião, os técnicos devem entregar suas escalações (Ordem de Batedores), com cópias, ao árbitro principal.
 
3) O árbitro principal deve conferi-las e, após assegurar-se de que a via original e as cópias são idênticas, perguntar aos técnicos se vai haver alguma mudança; deve,  também, explicar-lhes que as escalações se tornarão oficiais no momento em que cada técnico receber a cópia da escalação da equipe contrária, e que, depois disso, não serão permitidas alterações, exceto as previstas nas regras. (A via que fica com o árbitro será a Ordem de Batedores oficial.) Se houver algum regulamento de campo, os técnicos devem ser informados.
 
4) Após fazer outras recomendações que achar necessárias, o árbitro deve determinar qual equipe vai atacar primeiro e avisar o anotador oficial.
 
5) Quando os defensores  e o batedor tiverem ocupado seus lugares, os  dois "coaches", o batedor seguinte e os árbitros de base estiverem devidamente posicionados, o árbitro de "home" deverá declarar "PLAY BALL" para iniciar o jogo.
   
BAKKU NETTO’* vem do inglês “BACK NET” (baek nét), que quer dizer rede de trás. É a barreira situada a 60 pés (18,288m) atrás do "home plate". O mesmo que “BACKSTOP” (baekstap).

sábado, 30 de agosto de 2014

LANCES INCRÍVEIS!!! ...


Ocorrem também em jogos da MLB!!!
 

BOLA MORTA – AVANÇO OU RETORNO DE CORREDORES

Geralmente, quando a bola está viva e uma jogada está em andamento, os corredores podem avançar ou ser eliminados, mas por várias razões a bola é considerada morta. Algumas vezes, durante situações de bola morta, os corredores podem avançar; outras vezes têm de retornar às bases que estavam ocupando anteriormente. As situações mais comuns são:

a) Se uma bola rebatida é declarada “foul”, os corredores têm de retornar às bases que estavam ocupando anteriormente [Regra 5.09 (e)].
 
b) Se um batedor é atingido por uma bola arremessada e adquire o direito de ir à 1ª base, os corredores avançam somente se forem forçados [Regra 5.09 (a)].
 
c) Se um defensor cai para dentro de um “dugout” ou arquibancadas após apanhar uma bola “fly”, os corredores avançam uma base [Regras: 5.10 (f),  7.04 (c)].
 
d) Se uma bola é lançada para dentro de um “dugout” ou arquibancadas, os corredores avançam duas bases [Regra 7.05 (g)].
 
e) Se um árbitro declara “TIME” quando um acidente incapacita um jogador ou árbitro, os corredores não podem avançar [Regra 5.10 (c)].
 
f) Se um técnico pede “TIME” para uma substituição –e um árbitro atende à sua solicitação–, os corredores não podem avançar [Regra 5.10 (d)].
 
g) Se um árbitro declara “TIME”, os corredores não podem avançar [Regra 5.10].
 
h) Se o árbitro de “home” atrapalha, acidentalmente, o receptor que está fazendo um lançamento para tentar eliminar um corredor, os corredores não podem avançar [Regra 5.09 (b)].
 
Fonte: Baseball Rules in Pictures, de G. Jacobs & J. R. McCrory

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

CORREDORES PISAM O “HOME BASE” ANTES DE O BATEDOR-CORREDOR SER ELIMINADO EM APELAÇÃO POR TER OMITIDO UMA BASE

Dois eliminados. Indians tinha corredor nas três bases quando seu batedor “limpador de bases” acertou um “hit” grande ao jardim central –a bola bateu no muro e desviou; ele chegou à 3ª base, porém sem pisar a 2ª base. O defensor da 2ª base, que notara a falha, pediu a bola e apelou; o batedor-corredor foi declarado eliminado (terceiro “out”). 
 
Como a terceira eliminação não havia ocorrido antes de os corredores pisarem o “home base”, foram anotados três pontos. O batedor, porém, deve ser creditado com um “single” (rebatida de uma base) somente.
 
[Regras: 4.09 (a), 7.02, 7.10 (b), 10.06 (d)]

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker           

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

CORREDOR COMETE INTERFERÊNCIA PARA EVITAR UMA JOGADA DUPLA

Um “out”, corredor na 1ª e 2ª base, rebatida “ground” na direção do interbases. Para evitar uma Jogada Dupla (“Double Play”), o corredor da 2ª base apanhou a bola rebatida. Que decisão deve ser dada?
 
Beisebol
 
A bola torna-se morta. O corredor da 2ª base é “out” por Interferência, e o batedor-corredor também é “out” em razão da ação de seu companheiro de equipe.  O corredor da 1ª base não pode avançar.
 
[Regra 7.09 (f)]
 
Softbol
 
A bola torna-se morta. O corredor da 2ª base é “out” por Interferência, e o corredor da 1ª base (corredor subsequente imediato) também é “out”. O batedor-corredor permanece na 1ª base.
 
(Regras: 8 – Seção 1e, 8 – Seção 9m – vide NOTA: Seção k-m, 8 – EFEITO – Seção 9k-s, 9 – Seção 1f)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

COLISÃO ENTRE RECEPTOR E CORREDOR QUE ESTÁ TENTANDO ANOTAR PONTO

No momento em que o corredor passou pela 3ª base e estava avançando para “home”, o receptor ficou parado sobre a linha de “foul” da 3ª base esperando a bola lançada pelo jardineiro direito. O corredor e o receptor chocaram-se –a colisão foi violenta. O receptor recebeu a bola e tocou o corredor, que estava caído no chão, inconsciente.   O árbitro deve eliminá-lo?
 
Não. Como o receptor não estava prestes a receber a bola lançada, no momento da colisão, o árbitro deve declarar uma Obstrução; o corredor deve ser autorizado a pisar o “home plate”.  

[Regra  7.06 (a) (b)]

Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans           

OBSTRUÇÃO

É o ato de um defensor que, sem ter a posse da bola e sem estar em ação para apanhar a bola, impede o avanço de um corredor. Quando ocorre uma Obstrução, o corredor deve ser autorizado a avançar pelo menos uma base além daquela que havia tocado legalmente antes de o defensor cometer a falta. Se a defensiva estiver fazendo uma jogada sobre o corredor obstruído, ou se o batedor-corredor for obstruído antes de tocar a 1ª base, a bola estará morta e todos os corredores deverão avançar, sem o risco de serem eliminados, às bases que, na opinião do árbitro, teriam alcançado se não tivesse ocorrido a Obstrução. Se a defensiva não estiver fazendo uma jogada sobre o corredor obstruído, o jogo deverá prosseguir até que todas as ações estejam concluídas; o árbitro deverá, então, declarar “TIME” e impor as penalidades –se houver  que, na sua opinião, anularão o efeito da Obstrução.

[Regras: 2.00 “OBSTRUCTION”, 7.06 (a), 7.06 (b)]

terça-feira, 26 de agosto de 2014

CORREDOR COMETE INTERFERÊNCIA PARA EVITAR UMA JOGADA DUPLA

Nenhum “out”, corredor na 1ª base, rebatida “ground” na direção da 2ª base. O defensor da 2ª base efetuou a defesa e lançou para o interbases, que estava cobrindo a 2ª base, mas o corredor da 1ª base tocou a bola com a mão e desviou-a, a fim de evitar uma Jogada Dupla (“Double Play”). Que decisão deve ser dada a este lance?
 
A bola torna-se morta. O corredor da 1ª base é “out” (Interferência da Ofensiva), e o batedor-corredor também é “out” devido à falta cometida por seu companheiro de equipe.

[Beisebol – Regras: 6.05 (m), 7.08 (b)]
 
(Softbol – Regras: 8 – Seção 2m-1, 8 – EFEITO – Seção 2m, 8 – Seção 9m – vide NOTA – Seção k-m, 9 – Seção 1f)

INTERFERÊNCIA

Pode ser cometida pela equipe na ofensiva ou defensiva, pelo árbitro ou por espectadores. Em qualquer Interferência a bola torna-se morta.
 
a) INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA: É um ato mediante o qual um membro da equipe na ofensiva interfere, estorva, impede, prejudica ou confunde um jogador da defensiva que está tentando fazer uma jogada. Se o árbitro eliminar o batedor, o batedor-corredor ou o corredor, por Interferência, todos os outros corredores deverão retornar à última base que, na sua opinião, havia sido tocada legalmente no momento em que ocorreu a infração, a menos que alguma coisa diferente esteja prevista nas regras. Caso o batedor-corredor não tenha tocado a 1ª base, todos os corredores devem retornar à última base que ocupavam no momento do arremesso.
 
A INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA pode ser cometida em forma de contato físico, distração verbal, distração visual, ou de qualquer forma de distração que possa estorvar o defensor que está executando uma jogada. Quando ocorre uma INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA, alguém deve ser eliminado: o batedor, o batedor-corredor, o corredor infrator, o corredor que seria o alvo da jogada, o corredor que está mais perto do “home plate” etc. Algumas vezes podem ocorrer duas eliminações num mesmo lance.
 
Exemplo de INTERFERÊNCIA em forma de distração verbal: Corredor na 2ª base. O batedor levantou um “fly” ao espaço entre o interbases e o defensor da 3ª base. Quando os defensores convergiam na direção da bola, o corredor gritou: “DEIXE PARA MIM!”. Os dois pararam, e a bola foi ao solo.
 
Exemplo de INTERFERÊNCIA em forma de distração visual: Corredor na 2ª base. O batedor acertou um “ground” na direção do interbases. Quando o defensor estava se preparando para apanhar a bola, o corredor parou por um instante na sua frente e atrapalhou a jogada.
 
b) INTERFERÊNCIA DA DEFENSIVA: É um ato mediante o qual um jogador da defensiva estorva um batedor ou impede que ele rebata um arremesso.
 
c) INTERFERÊNCIA DO ÁRBITRO: Ocorre quando:
 
1) o árbitro de “home” estorva, impede ou prejudica um lançamento do receptor no momento em que ele está tentando evitar um “roubo” de base; ou
 
2) uma bola “fair” que não tenha passado um defensor, exceto o arremessador, toca um árbitro, em território “fair”.
 
Exemplos de lances que não são considerados INTERFERÊNCIA DO ÁRBITRO:
 
(1) O árbitro de “home” estorva o receptor que está tentando apanhar uma bola “fly”.
 
(2) O árbitro da 2ª base atrapalha uma jogada ao ser atingido por uma bola lançada.
 
d) INTERFERÊNCIA DO ESPECTADOR: Ocorre quando um espectador estica os braços para dentro do campo, ou entra no campo, e toca uma bola em jogo. 
 
[Regra 2.00 “INTERFERENCE"]

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ARBITRAGEM EM BEISEBOL E SOFTBOL

Os lances que surgem enquanto são jogados os “innings” devem ser julgados e decididos pelos árbitros. Não é uma tarefa muito fácil, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças.

Para mediar uma partida de beisebol ou softbol, os árbitros devem, em primeiro lugar, conhecer as regras do jogo. Devem, também, dominar as diversas técnicas de arbitragem (posicionamento no campo, postura a ser adotada durante o jogo, movimentação dentro do campo, mecânica de cobertura de bases, gestos, impostação de voz etc.).
 
Beisebol e softbol são modalidades esportivas com quantidade muito grande de regras, algumas delas de difícil compreensão. Esse fato exige dos árbitros, além de boa memória, capacidade de interpretação. Mais do que memorizar as regras, é importante que os árbitros saibam interpretá-las corretamente.
 
E como se consegue isso? Estudando. E estudando muito!!!
 
As técnicas de arbitragem são também um tanto complexas. Os árbitros devem treinar sempre que possível, aproveitando todas as oportunidades que tiverem (participando de clínicas, atuando em jogos amistosos etc.); não se esquecendo também dos treinamentos em casa –em casa poderão fazer exercícios físicos;  procurar uma boa postura a ser adotada dentro do campo e treinar os diversos gestos, com a ajuda de um espelho; poderão exercitar a impostação de voz etc.
 
Além de estudar as regras e aprimorar as técnicas, os árbitros devem também se preparar emocionalmente. Precisam, antes de tudo, ter muita paciência. Paciência com as reclamações de jogadores, técnicos e “coaches”, que não serão poucas; reclamações essas, muitas vezes, descabidas e injustas. Paciência com as manifestações desagradáveis de torcedores, pais de jogadores, dirigentes de clubes etc., que não economizarão palavrões para criticá-los, xingá-los e ofendê-los. E sem razão na maioria das vezes. Ter paciência não significa que devam ser condescendentes. A autoridade que têm dentro do campo deve ser exercida plenamente; os atos de indisciplina e violência devem ser coibidos com veemência; os infratores devem ser  punidos com rigor. Por outro lado, devem tomar cuidado para não fazer uso abusivo de seus poderes.
 
Os árbitros não devem dar motivos para reclamações e críticas. Por isso, além de estarem bem preparados, devem envidar todos os esforços para não errar.
 
Em princípio, a função dos árbitros de beisebol e softbol resume-se, praticamente, em declarar “strike” ou “ball”, “fair” ou “foul” e “out” ou “safe”. O “pitcher” faz o arremesso: o árbitro de “home” deve decidir se esse arremesso é “strike” ou “ball”; o batedor rebate o arremesso: o árbitro responsável pelo lance deve decidir se a rebatida é “fair” ou “foul”; a rebatida é “fair” e há uma jogada sobre o batedor-corredor: o árbitro deve decidir se ele é “out” ou “safe”; a rebatida é um “fly” (“fair” ou “foul”): o árbitro que observou o lance deve decidir se o batedor é “out” ou não; o corredor tenta avançar uma ou mais bases e há uma jogada sobre ele: o árbitro deve decidir se esse corredor é “out” ou “safe”; etc. etc.

É UM JOGO SUSPENSO?

California Angels –equipe local– estava vencendo pela contagem de 5 – 4. Na primeira metade do nono “inning”, com Seattle Mariners na ofensiva, o jogo foi paralisado devido a uma repentina falha no sistema de iluminação. Depois, pouco antes de o problema ser resolvido, uma tempestade com relâmpago deixou o campo em condição inadequada para continuar o jogo.  É um Jogo Suspenso?
 
Não. Nesta situação, condições meteorológicas têm prioridade. O jogo deve ser encerrado. Vitória do Angels (5 – 4).

[Regras 4.11 (d), 4.12 (a) – NOTA]

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker           

domingo, 24 de agosto de 2014

‘TCHANSU’*

Jogo de beisebol da Categoria Veteranos: Corredor na 2ª e 3ª base, um eliminado, placar empatado na 2ª metade do 7º inning. Quando o quarto batedor entrou no batter’s box, jogadores do bench começaram a gritar “TCHANSU!” , “TCHANSU!”.
 
*‘TCHANSU’ vem do inglês “CHANCE” (tchaens), que significa chance, oportunidade, possibilidade etc. O pessoal usa esse termo quando surge uma situação em que há possibilidade de anotar ponto.

CORREDOR ELIMINADO COMETE INTERFERÊNCIA

Um “out”, bases cheias. O corredor da 3ª base, surpreendido pelo lançamento do arremessador, ficou “prensado” entre a 3ª base e o “home plate”, mas conseguiu retornar. O corredor da 2ª base, que já havia chegado à 3ª base, procurou voltar, mas foi eliminado por toque (“tag out”). Como o corredor da 1ª base havia ultrapassado a 2ª base, o defensor tentou uma jogada sobre ele, mas não conseguiu porque o corredor da 2ª base (eliminado) o estorvou. Que decisão deve ser dada a este lance?
 
A bola torna-se morta e o corredor da 1ª base –alvo da jogada– deve ser declarado “out” .

[Regra 7.09 (e)]

sábado, 23 de agosto de 2014

ARREMESSADOR SUBSTITUTO

Primeira metade do nono “inning”, um eliminado, corredor na 1ª base. Um arremessador substituto –canhoto– foi ao montículo para enfrentar um batedor canhoto. Ao ver o corredor se afastando muito da base, tentou surpreendê-lo; e na segunda tentativa conseguiu eliminá-lo. Após essa jogada, o técnico da equipe na ofensiva substituiu o batedor –mandou ao “batter’s box” um batedor destro. A equipe na defensiva pode substituir novamente o arremessador?
 
Não. O arremessador substituto que entrou na primeira metade do nono “inning” tem de arremessar pelo menos para um batedor.

Regra 3.05 (b): Se o arremessador for substituído, o novo arremessador deverá arremessar ao batedor de turno, ou ao seu substituto, até que ele seja eliminado ou alcance a primeira base, ou até que a equipe na ofensiva sofra a terceira eliminação, a menos que se machuque ou adoeça e o árbitro principal o considere incapacitado para continuar atuando como um arremessador.
 
Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans           

BEISEBOL

BEISEBOL é um jogo entre duas equipes de nove jogadores cada uma, sob a direção de um técnico. As partidas são disputadas num campo fechado com o formato aproximado de um quadrante, de conformidade com as REGRAS OFICIAIS DE BEISEBOL, e sob a jurisdição de um ou mais árbitros.

O campo de jogo é dividido em duas partes: “INFIELD” (campo interno) e “OUTFIELD” (campo externo). O “INFIELD” é um quadrilátero com 90 pés (27,431m) de cada lado. O “OUTFIELD” é a área compreendida entre as duas linhas de “foul” –que delimitam os territórios “fair” e “foul”–, formadas pela extensão de dois lados do quadrilátero. A distância do “home base” até a cerca mais próxima, arquibancadas ou outro obstáculo em território “fair” deve ser de 250 pés (76,199m) ou mais. É preferível uma distância de 320 pés (97,534m) ou mais, ao longo das linhas de “foul”, e de 400 pés (121,918m) ou mais, em direção ao “CENTER FIELD” (jardim central). O “INFIELD” e o “OUTFIELD”, incluindo as linhas demarcatórias, determinam o território “fair”, e todas as demais áreas, o território “foul”. É recomendável que a distância do “home base” ao “backstop” (barreira situada atrás do “home base”) e das linhas de base à cerca mais próxima, arquibancadas ou outro obstáculo em território “foul” seja de 60 pés (18,288 m) ou mais. A distância entre o “pitcher’s plate” e o “home base” deve ser de 60 pés e 6 polegadas (18,44 m). Conforme as condições do campo, deve ser adotado um Regulamento Especial de Campo. Em algumas categorias são usadas medidas menores.


O objetivo de cada equipe é anotar pontos. Deve ser anotado um ponto cada vez que um corredor toca legalmente a 1ª, 2ª e 3ª base e o “home base”. Para que o ponto seja válido, o corredor tem de pisar o “home base” antes que seja completada a terceira eliminação do “inning” contra a sua equipe. A equipe vencedora será aquela que tiver anotado mais pontos do que a oponente ao término de um jogo regulamentar.

Durante o jogo as equipes se alternam na ofensiva e na defensiva. Equipe na ofensiva é aquela cujos jogadores vão procurar converter-se em corredores e anotar pontos. Um batedor torna-se um corredor, ou rebatendo o arremesso para o território “fair”, ou quando é autorizado pelo árbitro de “home” a ocupar a 1ª base, por quatro “balls” (“ball four”), por ter sido atingido pela bola arremessada (“hit by pitch”) etc. Equipe na defensiva é aquela cujos jogadores, posicionando-se dentro do campo de jogo, vão tentar eliminar os batedores e os corredores e evitar que sejam anotados pontos. Os jogadores da equipe na defensiva –exceto o arremessador e o receptor, que têm seus lugares já estabelecidos– podem posicionar-se em qualquer lugar do território “fair”. Contudo, tradicionalmente, eles são colocados em posições já determinadas. No campo interno, essas posições são: 1ª base (“FIRST BASE”), 2ª base (“SECOND BASE”), 3ª base (“THIRD BASE”) e interbases (“SHORTSTOP”) –entre a 2ª e a 3ª bases. No campo externo, os jogadores ocupam as seguintes posições: jardim esquerdo (“LEFT FIELD”), jardim central (“CENTER FIELD”) e jardim direito (“RIGHT FIELD”). Depois de eliminar três jogadores da equipe na ofensiva, os defensores vão para o “dugout” (ou “bench”) e aguardam a vez de bater. Os jogadores da outra equipe vão ocupar suas posições no campo de jogo.

O jogo é dividido em nove “innings” (entradas). Muitas vezes são jogados somente 8-1/2 “innings”. Mas isso só quando a segunda metade do último “inning” não precisa ser completada, porque a equipe local (aquela que inicia o jogo defendendo primeiro) está ganhando. Há casos em que o jogo é encerrado antes do nono “inning”, por motivo de chuva, más condições do campo, escuridão, diferença dilatada no placar etc. (“called game”), como também há jogos que vão além do nono “inning”, porque, havendo empate no placar, é necessário jogar “innings” extras até que uma equipe anote mais pontos do que a outra. 

No Brasil, os jogos que terminam empatados depois de jogados os “innings” regulamentares são decididos por “Tie-Break”, sem jogar “innings” extras (CT – 03 – 5.1/5.2).

Há categorias em que o jogo é dividido em menos de nove “innings".

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

BOLA ARREMESSADA ATINGE UMA DAS MÃOS QUE ESTÃO EMPUNHANDO O “BAT”

Corredor na 2ª base, nenhum eliminado, “ball count” (contagem de arremessos) sobre o batedor: 2 – 1 (dois “balls” – um “strike”). No arremesso seguinte o batedor faz “swing” (gira o “bat”); a bola atinge uma das mãos que estão empunhando o “bat” e rola para o território “fair”. Dúvida: rebatida "fair"?
 
Não. É um "strike" [Regra 2.00 "STRIKE" (e)].  A bola fica fora de jogo (bola morta); o corredor não pode avançar [Regra 5.09 (a)].  
 
Há um mito segundo o qual as mãos que seguram o “bat” são consideradas parte desse “bat”; daí a dúvida.  Quando uma bola (arremessada ou rebatida) tem contato com as mãos que seguram o "bat", deve-se aplicar a regra como se ela tivesse tocado qualquer parte do corpo.
 
Exemplos:
 
1) Contagem de arremessos: 2 – 2 (dois “balls” – dois “strikes”). O batedor gira o “bat” para tentar rebater o arremesso seguinte. A bola atinge uma das mãos que estão empunhando o “bat” e cai em território “fair”. Esse batedor deve ser eliminado [Regra 6.05 (f)]. A bola torna-se morta [Regra 5.09 (a)] . 
 
2) O batedor tenta fugir de um arremesso descontrolado. A bola atinge uma das mãos que estão segurando o “bat” e cai em território “foul”. Esse batedor adquire o direito de ir à 1ª base, sem o risco de ser eliminado [Regra 6.08 (b)]. A bola torna-se morta e os corredores avançam se forem forçados [Regra 5.09 (a)].
 
3) O batedor tenta rebater o arremesso. A bola toca o "bat" primeiro, atinge as suas mãos e rola para o território “fair”. É uma bola “foul” (Regra 2.00 “FOUL BALL” – NOTA 1).

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

TENTATIVA DE “BUNT” DEPOIS DE DOIS “STRIKES”

Corredor na 2ª base, nenhum eliminado, contagem de arremessos: dois “strikes”. O batedor tentou um “sacrifice bunt”* e errou; a bola  arremessada tocou o solo antes do “home plate” e foi apanhada pelo receptor. O árbitro declarou o terceiro “strike”. Como o batedor correu para a 1ª base, o técnico da equipe na defensiva reclamou, alegando que ele deveria ser declarado “out” automaticamente porque não conseguiu executar “bunt” depois de dois “strikes”. Reclamou com razão?
 
Não. Nesse caso, deve ser aplicada a Regra do Terceiro “Strike”*.
 
O batedor seria eliminado automaticamente se a bola tivesse tido contato com o “bat” e se tornado “foul ball”. O batedor seria eliminado também se a bola não tivesse tocado o solo antes de ser apanhada pelo receptor.  

[Regras: 6.05 (b) – vide Comentário – Regra 6.05 (b), 6.05 (d)]

*“Sacrifice Bunt” (“bunt” de sacrifício) é aquela jogada em que, com menos de duas eliminações, o batedor faz avançar um ou mais corredores por meio de “bunt” e é eliminado na 1ª base, ou teria sido eliminado se a defensiva não cometesse erro.

(Regra 10.08)

*Regra do Terceiro “Strike”: Sob esta regra, três “strikes” nem sempre eliminam o batedor. Se o receptor derrubar a bola (a) quando a 1ª base não está ocupada, ou (b) quando a 1ª base está ocupada, mas com dois “outs”, o batedor não será declarado “out”; ele poderá correr para a 1ª base. Para eliminá-lo, o receptor terá de tocá-lo com a bola ou lançar à 1ª base. Se, com menos de dois “outs”, o receptor derrubar a bola quando a 1ª base está ocupada, o batedor será eliminado automaticamente.  Esta regra foi criada para evitar que o receptor derrube a bola do 3º “strike” com o propósito de executar uma jogada dupla.

[Regras: 6.05 (c), 6.05 (j), 6.09 (b)]

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

BOLA “FOUL” ATINGE UM ÁRBITRO

Nenhum corredor em base, dois eliminados, “ball count” (contagem de arremessos): 2 – 2 (dois “balls” – dois “strikes”). A bola rebatida na direção da 1ª base atingiu –enquanto estava em território “foul”– o árbitro da 1ª base e rolou para o território “fair”.

 
É “foul ball”. A bola torna-se morta. E como isso aconteceu após contados dois “strikes”, a rebatida não é levada em consideração. O batedor continua batendo com o mesmo “ball count”.
 
Vale lembrar que, num “bunt”, uma bola “foul” depois de dois “strikes” é contada normalmente como “strike”, e o batedor é eliminado automaticamente por três “strikes”. Entretanto, se esse “bunt” resultar em “fly” e um defensor apanhar a bola legalmente, o árbitro deverá declarar um “fly out” (eliminação por “fly”). 
 
[Regras: 2.00 “FOUL BALL”, 2.00 “STRIKE” – vide NOTA, 5.09 (e), 6.05 (d)]

terça-feira, 19 de agosto de 2014

BOLA “FAIR” ATINGE UM ÁRBITRO

Corredor na 1ª e 2ª base, dois eliminados, “ball count” (contagem de arremessos): 0 – 1 (nenhum “ball” – um “strike”). A bola rebatida em direção ao interbases atinge o árbitro da 2ª base posicionado dentro do quadrilátero.   

 
É Interferência do Árbitro. A bola torna-se morta e o batedor adquire o direito de ir à 1ª base, sem o risco de ser eliminado. Os corredores, forçados, avançam uma base.
 
Interferência do Árbitro: Ocorre quando (1) um árbitro de “home” estorva, impede ou prejudica um lançamento do receptor que está tentando evitar um roubo de base ou eliminar um corredor fora da base; ou (2) uma bola “fair” que não tenha passado um defensor atinge um árbitro, em território “fair”.

[Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (c) (2), 5.09 (f), 6.08 (d)]

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CORREDOR ELIMINADO COMETE INTERFERÊNCIA

Um “out”, corredor na 1ª e 3ª base. O receptor eliminou o corredor da 1ª base, que estava tentando roubar a 2ª base. Em seguida, o defensor da 2ª base preparou-se para fazer uma jogada sobre o corredor da 3ª base, que avançava para “home”, mas não conseguiu devolver a bola ao receptor porque o corredor eliminado na 2ª base o estorvou. Como decidir este lance?
 
A bola torna-se morta e o corredor da 3ª base deve ser declarado “out” em razão da Interferência cometida por seu companheiro já eliminado.

[Beisebol – Regra 7.09 (e)]
 
(Softbol – Regra 8 – Seção 9o)

domingo, 17 de agosto de 2014

OBSTRUÇÃO OU INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA?

O batedor rebateu o arremesso, movimentando o “bat” de cima para baixo; a bola foi em direção à linha da 1ª base. O receptor saiu de sua posição para tentar apanhá-la, no momento em que o batedor deixou o “batter’s box”. Houve uma violenta colisão entre os dois –o batedor atingiu o receptor por trás e derrubou-o. O receptor deve ser penalizado por ter obstruído o batedor-corredor ... ou o batedor-corredor deve ser punido por ter interferido na ação do receptor?
 
Quando o receptor está em ação para apanhar uma bola rebatida, e nesse momento o batedor-corredor tem contato violento com ele por trás, o árbitro deve declarar uma Interferência da Ofensiva.  O batedor-corredor deve ser eliminado.

[Regras: 7.08 (b), 7.09 (j)]
 
Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans           

sábado, 16 de agosto de 2014

BATEDOR COMETE INTERFERÊNCIA

Um “out”, corredor na 3ª base, contagem de bolas arremessadas: 2 - 1 (dois “balls” - um “strike”). O arremesso seguinte foi declarado “ball”. Como a bola passou para trás, o corredor  avançou para “home”. O receptor apanhou a bola perto do “backstop” (barreira situada atrás do “home”) e lançou-a ao arremessador, que estava cobrindo o “home base”. Ocorre que o arremessador não conseguiu tocar o corredor porque o batedor o estorvou intencionalmente. Como decidir este lance?
 
O corredor deve ser eliminado por causa da Interferência cometida pelo batedor. A contagem de bolas passa a 3 - 1 (três “balls” - um “strike”).

[Regras: 6.06 (c), 7.08 (g), vide Regra 7.09 (c)]

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

DEFENSOR ESCONDE A BOLA PARA SURPREENDER UM CORREDOR

Um defensor pode esconder a bola para surpreender um corredor fora da base; isso é legal. O que não pode é fazer isso mancomunado com arremessador a fim de enganar o corredor. Assim sendo, o árbitro deve levar em consideração a circunstância em que o defensor utiliza essa artimanha. Se o arremessador está sobre ou perto (não necessariamente com a placa entre as pernas) do "pitcher's plate", sem estar de posse da bola, quando o defensor esconde a bola, tal ato deve ser interpretado como um intento de enganar o corredor; nesse caso, deve ser declarado um "balk".
 
O simples fato de o arremessador estar dentro do círculo quando o defensor esconde a bola não caracteriza uma intenção de enganar o corredor. Exemplo: O arremessador lança à 1ª base para tentar “pegar” o corredor e continua dentro do círculo; o defensor da 1ª base finge que devolve a bola e esconde-a; o corredor tira um pé da base e leva toque enquanto está fora da “almofada”. Nesse caso, não deve ser declarado um “balk”. O arremessador não teve participação na “malandragem” do defensor da 1ª base; foi um descuido do corredor (portanto, ele deve ser declarado eliminado).

 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

NÃO FOI ANOTADO PONTO

Corredor na 1ª e 3ª base, dois eliminados. O defensor da 2ª base apanha um “ground ball” e tenta tocar o corredor da 1ª base, que está avançando à 2ª base. Para evitar o toque, o corredor para e recua alguns passos em direção à 1ª base. O defensor vai atrás dele e, finalmente, consegue eliminá-lo, mas depois que o corredor da 3ª base já havia pisado o “home plate”. Deve ser anotado um ponto?
 
Não, já que a terceira eliminação ocorreu em jogada forçada (“force play”).

[Beisebol – Regras: 2.00 “FORCE PLAY”, 4.09 (a) – EXCEÇÃO (2) – vide Regra 7.08 (e)]
 
(Softbol – Regras: 1 – Seção 35. “FORCE OUT”,  5 – Seção 7b-2)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

CORREDOR NÃO PODE DESVIAR MAIS DE TRÊS PÉS (91,44 CM) DO CAMINHO DA BASE PARA EVITAR O TOQUE DE UM DEFENSOR



Independente de onde ocorra a jogada (dentro do círculo de 26 pés que circunda o “home plate” ou fora dele), se um corredor desvia mais de três pés do caminho da base, para fugir do toque de um defensor, o árbitro deve eliminá-lo, aplicando a Regra  7.08 (a) (1).
 
Nos dois lances mostrados acima (um ocorreu dentro do círculo), os árbitros devem ter julgado que os corredores não infringiram a Regra 7.08 (a) (1), ou seja, fugiram do toque, mas não desviaram mais de três pés do caminho da base.  
 
Regra 7.08 (a) (1): Um corredor é eliminado quando desvia mais de três pés (91,44 cm) do caminho da base, para fugir do toque de um defensor, a menos que sua ação seja para evitar interferir na jogada de um defensor que está apanhando uma bola rebatida. O caminho da base de um corredor é estabelecido quando ocorre a tentativa de toque, e é uma linha reta entre o corredor e a base para a qual ele está tentando chegar a salvo.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

BATEDOR COMETE INTERFERÊNCIA

Dois “outs”, corredor na 3ª base, contagem de bolas arremessadas: 2 - 1 (dois “balls”- um “strike). O arremesso seguinte foi “ball”. Como a bola passou para trás,  o corredor avançou para “home”. O receptor apanhou a bola perto do “backstop” (barreira situada atrás do “home”) e lançou-a ao arremessador, que estava cobrindo o “home base”.  Ocorre que o arremessador não conseguiu tocar o corredor porque o batedor o estorvou intencionalmente. Como decidir este lance?
 
Como a Interferência ocorreu depois de “two-out” (dois “outs”), o árbitro deve eliminar o batedor. Não foi anotado ponto.

[Regras: 6.06 (c), 7.08 (g); vide Regra 7.09 (c) e NOTA]

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

"BAT" TOCA O 'MITTO'* DO RECEPTOR, MAS NÃO DEVE SER DECLARADA UMA INTERFERÊNCIA

Corredor na 2ª base, “ball count” (contagem de arremessos): 2 - 1 (dois “balls” - um “strike”). No momento em que o corredor estava tentando roubar a 3ª base, o batedor tentou rebater o arremesso –o “bat” nem sequer teve contato com a bola. O “swing”* foi tão forte que o “bat” deu um giro completo e, no “backswing”*, tocou involuntariamente o ‘mitto’; a bola foi ao solo e o receptor não conseguiu fazer a jogada. Como decidir este lance?

É apenas um “strike”, porém a bola torna-se morta. O corredor tem de retornar à 2ª base. Se esse lance tivesse ocorrido no terceiro “strike”, o batedor seria eliminado.
 
[Comentário – Regra 6.06 (c) – vide OBSERVAÇÃO]
 
*‘Mitto’ (‘vem de “Mitt”) = Tipo especial de luva que oferece maior proteção à mão de uma pessoa. No beisebol e softbol, há luva especial para receptor –‘Kyatti Mitto’ (vem de “Catcher’s Mitt”)– e também para defensor da 1ª base –‘Fasto Mitto' (vem de “First Basemans' Mitt”).
 
*“Swing” = Ato de girar (rodar) o “bat” para tentar rebater a bola arremessada. 
 
*Backswing" = Movimento do "bat" para trás.

domingo, 10 de agosto de 2014

FOI ANOTADO PONTO?

Corredor na 1ª e 3ª base, um eliminado, rebatida “ground” fraca na direção da 1ª base. O defensor da 1ª base efetuou a defesa e, após eliminar o batedor-corredor, pisando a base, lançou à 2ª base; o corredor da 1ª base foi tocado antes de chegar à 2ª base e completou a terceira eliminação. Quando ocorreu o lance na 2ª base, o corredor da 3ª base já havia pisado o “home plate”. Foi anotado ponto?
 
Sim, já que a terceira eliminação não ocorreu em Jogada Forçada. (A situação de Jogada Forçada tinha deixado de existir quando o batedor-corredor foi eliminado na 1ª base.)

[Beisebol – Regras: 2.00 “FORCE PLAY”, 4.09 (a), 7.08 (e)]
 
(Softbol – Regras: 1 – Seção 35. “FORCE OUT”, 5 – Seção 7a)

PITCHA PUA*

Num jogo de beisebol da Categoria Infantil o arremessador de uma das equipes concedeu dois “walks”* consecutivos.  Aí alguns jogadores do “bench” da equipe contrária gritaram: “Pitcha Pua!”, “Pitcha Pua!”.
 
*PITCHA PUA, que vem do inglês “PITCHER POOR”, significa arremessador fraco, ruim etc. Esse termo é usado para tentar desestabilizar o arremessador.
 
*“Walk” é um termo inglês utilizado no beisebol para designar aquele lance em que o batedor se torna um corredor e adquire o direito de ir à 1ª base, sem o risco de ser eliminado, quando o árbitro declara o quarto “ball”. Quando um arremessador concede um “walk”, costumamos dizer que ele ‘deixou o batedor andar’. “Walk” = “base on balls” (base por “balls”) = “ball four” (quatro “balls”).

sábado, 9 de agosto de 2014

‘MALANDRAGEM’ DE DEFENSOR DÁ RESULTADO

Com um “out”, Cardinals tem Vice Coleman na 3ª base, Willie McGee na 1ª base, e um novato no “batter’s box”. Zane Smith do Braves está atuando como arremessador substituto.
 
O novato levantou um “fly” na direção do jardim direito. O jardineiro direito Dale Murphy, notando que o batedor-corredor havia parado de correr no meio do caminho entre o “home plate” e a 1ª base, deixou a bola cair perto de seus pés; em seguida, apanhou-a  rapidamente e lançou ao defensor da 1ª base Gerald Perry. Este, primeiramente, tocou McGee, que permaneceu sobre a base, e depois pisou  a ‘almofada’.  Um “out”? Jogada Dupla? Cilada? Suponhamos que Coleman tenha feito “tag-up” (saído legalmente da base) e pisado o “home plate” antes da terceira eliminação. 
 
Ocorreu uma Jogada Dupla [Regra 7.08 (e)]. Houve cilada, mas se o novato (batedor-corredor) tivesse corrido, a artimanha de Murphy não teria funcionado. Coleman não teria anotado ponto [Regra 4.09 (a) – EXCEÇÃO: Não deve ser anotado um ponto se o corredor avança ao “home base” durante uma jogada em que a terceira eliminação é feita: (1) sobre o batedor-corredor antes que ele toque a 1ª base; (2) sobre qualquer corredor, em jogada forçada; ou (3) sobre um corredor precedente, que é declarado eliminado por ter deixado de tocar uma das bases.]

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker           

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ARREMESSADOR SIMULA UM LANÇAMENTO À 3ª BASE

Aconteceu num jogo de beisebol da Categoria Infantil. Havia corredor na 2ª e 3ª base. O arremessador na Posição “Set” deu um passo legalmente e ameaçou lançar à 3ª base para fazer o corredor retornar.  O árbitro da 3ª base declarou um “balk”. O técnico da equipe na defensiva reclamou, mas a decisão foi mantida.
 
Regulamento da CBBS
 
CT-02-1 (i): A partir de 2014, o arremessador (de todas as categorias): (a) está proibido de simular lançamento para a 3ª base e lançar para a 1ª base; (b) quando simular lançamento para a 3ª base, é obrigado a lançar.   
 
NOTA: A Regra 8.05 (b) foi alterada em 2013.
 
Nova redação: Se há corredor(es) em base, deve ser declarado um “balk” quando o arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, simula um lançamento à 1ª ou 3ª  base  (não completa o lançamento). 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

'NAIS SEN'*

Num jogo de beisebol da Categoria Veteranos o “coach” da 3ª base de uma das equipes gritou “NAIS SEN!” quando o batedor deixou um arremesso ball passar
 
*NAIS SEN vem de NICE SENKYUU; significa escolheu bem a bola. NICE (inglês) = bem, bom, boa; SENKYUU (japonês) = escolha de bola.   

NORMAS PARA REMOVER QUALQUER PARTICIPANTE DE UM JOGO

Cada árbitro tem autoridade para remover qualquer participante de um jogo. Essa autoridade nunca deve ser exercida levianamente.

Causas que motivam a expulsão de um jogador, “coach”, técnico ou outra pessoa:
 
a) Ofender um árbitro, dirigir insultos à pessoa do árbitro ou usar linguagem que possa, de alguma forma, referir-se negativamente sobre um árbitro.
 
b) Ter contato físico com um árbitro.
 
c) Negar-se a parar uma discussão e retardar o jogo, depois que o árbitro tenha proporcionado a um jogador ou técnico uma oportunidade para defender um ponto de vista. O árbitro deve advertir o jogador (ou técnico) e mandá-lo de volta à sua posição ou expulsá-lo. A advertência deve ser feita com firmeza. Deve-se evitar uma advertência precipitada.
 
d) Nenhum jogador, “coach” ou técnico pode deixar a sua posição para questionar sobre “ball”, “strike” ou “half swing”. O árbitro deve mandar o reclamante regressar imediatamente, e se a ordem não for cumprida, ele será automaticamente expulso.
 
e) Tomar atitudes desrespeitosas (dar pulos, fazer gestos violentos com os braços etc.) enquanto discute com um árbitro, ou sair do “dugout” direcionando gestos a um árbitro. Atirar qualquer coisa para fora do “dugout” (toalha, equipamento etc.) é motivo para expulsão automática.
 
f) Atirar equipamento para demonstrar contrariedade sobre uma decisão dada por um árbitro pode ser motivo para expulsão. Em algumas situações o árbitro pode advertir o jogador por esse comportamento. Mas se o árbitro considerar tal ato muito provocativo, poderá expulsar o jogador indisciplinado. Situações de expulsões imediatas ou automáticas incluem: o arremessador tem substância estranha em seu poder; o batedor, com ou sem “bat” na(s) mão(s), avança na direção do arremessador, com a intenção de brigar com ele por ter sido atingido pelo arremesso etc.
 
Fonte: Manual do Árbitro da Confederação Panamericana de Beisebol – COPABE

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

REGRAS OFICIAIS DE BEISEBOL DA MLB - ALTERAÇÕES

ALTERAÇÕES FEITAS EM 2013 E 2014 

2013 

1) Regra 1.15 (a)

Nova redação: A luva do arremessador –incluindo costuras, cordões e trançado– não pode ser branca, cinza, ou de outra cor que, na opinião do árbitro, possa distrair o batedor, de alguma maneira. Nenhum defensor, independentemente da posição que ocupe, pode usar uma luva cuja cor não esteja aprovada. 

2) Comentário – Regra 2.00 “INFIELD FLY”

Foi acrescentado: Se uma Interferência é declarada durante um “Infield Fly”, a bola permanece viva até que o árbitro decida se a rebatida é “fair” ou “foul”. Se for “fair”, ambos –o corredor que cometeu a falta e o batedor– serão eliminados.  Se for “foul”, o corredor será declarado “out” e o batedor voltará a bater (mesmo que a bola seja apanhada). 

3) Comentário – Regra 2.00 “INTERFERENCE” (a)

Nova redação: Caso o batedor-corredor não tenha tocado a 1ª base, todos os corredores devem retornar à última base que estavam ocupando no momento do arremesso; se, entretanto, durante uma jogada intermediária –com menos de duas eliminações– um corredor anota ponto, e depois o batedor-corredor é declarado “out” por Interferência fora da faixa de três pés, o corredor é “safe” e deve ser contado um ponto.  

4) Regra 2.00 “INTERFERENCE” (d)

Nova redação: Ocorre quando um espectador se estica para fora das arquibancadas e sobre o campo de jogo, ou entra no campo de jogo, e (1) toca uma bola viva, ou (2) toca um jogador e estorva uma tentativa de fazer uma jogada sobre uma bola viva.

5) Regra 2.00 “INTERFERENCE”
A frase ‘Em qualquer Interferência a bola torna-se morta’ foi suprimida.   

6) Regra 3.05 (d)

Nova redação: Se um arremessador que já está no jogo cruza a linha de “foul” a fim de ocupar seu lugar sobre o “pitcher’s plate” para iniciar um “inning”, ele deve arremessar ao primeiro batedor até que esse batedor seja eliminado ou alcance a 1ª base, a menos que o batedor seja substituído, ou o arremessador se machuque ou adoeça de tal forma que o árbitro principal o julgue incapacitado para continuar arremessando. Se o arremessador que estava atuando na ofensiva (como corredor ou batedor) não retorna ao “dugout” após ser eliminado e encerrar a metade de “inning”, ele não é obrigado a arremessar ao primeiro batedor da metade de “inning” seguinte, a menos que se posicione sobre o “pitcher’s plate” para iniciar os arremessos de aquecimento. 

7) Comentário – Regra 4.01

Nova redação do último parágrafo: As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 4.01 (e) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

8) Comentário – Regra 4.10

Nova redação: As “Major Leagues” têm determinado que as Regras 4.10 (c)  e 4.10 (e) não se aplicam a jogos de  “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

9) Comentário – Regra 4.12 (a)

Nova redação: As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 4.12 (a) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

10) Regra 4.12 (b) (4)

Nova redação: Qualquer Jogo Suspenso não completado antes do último jogo programado entre as duas equipes durante a temporada de campeonato torna-se um “called game” (jogo dado por terminado pelo árbitro), como segue: 
(i) Se tal jogo tiver sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar, e uma equipe estiver em vantagem no placar, a equipe com o maior número de pontos será declarada a vencedora [a menos que o jogo seja dado por terminado enquanto um “inning” está em andamento, e antes desse “inning” ser completado (1) a equipe visitante tenha anotado um ou mais pontos e passado a liderar o placar; (2) a equipe local não tenha recuperado a vantagem no placar; caso em que deve prevalecer a contagem do último “inning” concluído para os propósitos desta Regra 4.12 (b) (4)].
(ii) Se tal jogo tiver sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar, e cada equipe tiver o mesmo número de pontos, será declarado um “jogo empatado” [a menos que o jogo seja dado por terminado enquanto um “inning” está em andamento, e antes desse “inning” ser completado (1) a equipe visitante tenha anotado um ou mais pontos e empatado o jogo; (2) a equipe local não tenha desempatado o jogo; caso em que deve prevalecer a contagem do último “inning” concluído para os propósitos desta Regra 4.12 (b) (4)]. Um jogo empatado deve ser jogado novamente, por inteiro, a menos que o Presidente da Liga determine que um novo jogo é desnecessário para definir o campeonato da Liga; ou
(iii) Se tal jogo não tiver sido jogado o suficiente para se tornar um Jogo Regulamentar, será declarado “No Game” (“Jogo Nulo”). Nesse caso, deve ser jogado novamente, por inteiro, a menos que o Presidente da Liga determine que um novo jogo é desnecessário para definir o campeonato da Liga.

11) Comentário – Regra 4.12 (b):

Nova redação: As “Major Leagues” têm determinado que a Regra 4.12 (b) não se aplica a jogos de “Wild Card”, “Division Series”, “League Championship Series” ou “World Series”, ou a qualquer jogo adicional da temporada de campeonato da “Major League” realizado para decidir um empate.

12) Comentário – Regra 6.05 (h)

Houve alteração no segundo parágrafo: Se um “bat” inteiro for atirado para o território “fair” ou “foul” e interferir na ação de um defensor que está tentando fazer uma jogada, será declarada uma Interferência,  sem levar em conta se o ato foi intencional ou não.

13) Comentário – Regra 6.06 (c)

Houve alteração no último parágrafo: Um batedor tenta rebater a bola e erra. Ele faz um “swing” tão forte que o “bat” dá um giro completo e, no “backswing” (movimento para trás), toca o receptor ou a bola atrás dele. Se, na opinião do árbitro, o contato do “bat” com o receptor ou a bola foi involuntário, deve ser declarado um “strike” somente (e não uma Interferência). A bola, porém, torna-se morta e nenhum corredor deve avançar nessa jogada.

14) Regra 7.09 (a)

Nova redação: Depois que o árbitro declara o terceiro “strike”, o batedor estorva, de maneira clara, o receptor que está tentando apanhar a bola. Tal batedor-corredor é “out”, a bola torna-se morta, e todos os outros corredores retornam às bases que ocupavam no momento do arremesso.
Foi acrescentado um comentário.
Comentário – Regra 7.09 (a): A bola arremessada desvia ao ter contato com receptor ou árbitro e, subsequentemente, toca o batedor-corredor; isso não é considerado Interferência, a menos que, na opinião do árbitro, tal batedor-corredor estorve, de maneira clara, o receptor que está apanhando a bola. 

15) Regra 8.02 (a) (1) – PENALIDADE

Nova redação: Por violação desta parte da regra o árbitro deve retirar, imediatamente,  a bola do jogo e fazer uma advertência ao arremessador; por cada infração subsequente deve ser declarado um “ball”. Entretanto, se o arremessador efetuar o arremesso e o batedor chegar à 1ª base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), por ter sido atingido por um arremesso (“hit batsman”), ou de outra maneira, e nenhum outro corredor for eliminado antes de avançar pelo menos uma base, a jogada deverá prosseguir sem levar em consideração a infração cometida. Se o arremessador repetir a infração, estará sujeito a uma multa que será imposta pelo Presidente da Liga.

16) Regra 8.05 (b)

Nova redação: O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, simula um lançamento à 1ª ou 3ª base (não completa o lançamento).

17) Comentário – Regra 8.05 (c)

Nova redação: Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base. Se um arremessador muda a direção do pé livre, ou gira sobre esse pé sem realmente dar um passo, ou vira o seu corpo, e lança antes de dar o passo, o árbitro deve declarar um “balk”.
Um arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base; ele é obrigado a lançar cada vez que dá o passo (exceto para a 2ª base). É um “balk” se, com corredor na 1ª e 3ª base, o arremessador dá um passo em direção à 3ª base só para blefar (fazer o corredor voltar à base) e não lança; em seguida, vendo o corredor da 1ª base partir em direção à 2ª base, vira, dá um passo em direção à 1ª base e lança a essa base. É legal o arremessador simular um lançamento à 2ª base. 

18) Regra 8.05 (k)

Nova redação: O arremessador, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, deixa a bola escapar ou cair de sua mão ou luva –acidental ou intencionalmente.

2014 

1) Comentário – Regra 3.06

Nova redação: Para evitar qualquer confusão, o técnico deve dar o nome do substituto, sua posição na ordem de batedores e sua posição no campo. Quando dois ou mais jogadores substitutos da equipe na defensiva entram no jogo ao mesmo tempo, o técnico deve, imediatamente antes que eles se posicionem como defensores, designar ao árbitro principal as posições de tais jogadores na ordem de batedores da equipe, e o árbitro principal deve, então, notificar o anotador oficial. Se esta informação não é dada imediatamente ao árbitro principal, este deve ter autoridade para designar as posições dos substitutos na ordem de batedores.
Se uma mudança dupla está sendo feita, o técnico ou “coach” deve notificar primeiro o árbitro de “home”. O árbitro principal tem de ser informado sobre as substituições múltiplas e alterações na ordem de batedores antes de o técnico chamar um novo arremessador (independentemente de o técnico ou “coach” ter anunciado ou não a dupla mudança antes de cruzar a linha de “foul”). O ato de sinalizar ou fazer gesto para o “bullpen” deve ser considerado uma substituição oficial pelo novo arremessador. Não é permissível ao técnico ir ao montículo, chamar o novo arremessador, e depois informar o árbitro sobre substituições múltiplas com a intenção de alternar a ordem de batedores.  
Jogadores que tenham sido substituídos podem permanecer com sua equipe, no “bench”, ou podem aquecer arremessadores. Se um técnico entrar no jogo no lugar de um jogador, ele poderá continuar dirigindo a sua equipe, do “bench” ou do “coach’s box”. Árbitros não devem permitir que jogadores substituídos e autorizados a ficar no “bench” dirijam comentários desairosos a um jogador ou técnico da equipe contrária, ou aos árbitros.

2) Comentário – Regra 4.05 (b)

 Nova redação do segundo parágrafo: É também prática comum os “coaches” que têm uma jogada na sua base deixarem o “coach’s box”, para mandar um corredor deslizar, avançar ou retornar a uma base. Isso poderá ser permitido se o “coach” não atrapalhar a jogada de alguma maneira. A não ser no momento de trocar equipamento, os “coaches” não devem ter contato físico com corredores, principalmente quando estão dando sinais para orientá-los. 

3) Comentário – Regra 6.02 (b)

Nova redação do sétimo parágrafo: Se, com corredor(es) em base, o arremessador –na Posição “Windup” ou Posição “Set”– não completa o arremesso porque o batedor, inadvertidamente, faz com que ele interrompa os movimentos, o árbitro não deve declarar um ”balk”. Tanto o arremessador como o batedor infringiram uma regra. O árbitro deve declarar “TIME” e ordenar que ambos comecem novamente desde o princípio.

Nova redação do nono parágrafo: Se, com corredor(es) em base, o arremessador –na Posição “Windup” ou Posição “Set”– não completa o arremesso porque o batedor, inadvertidamente, faz com que ele interrompa os movimentos, o árbitro não deve declarar um “balk”; deve declarar um “STRIKE” automático se a Regra 6.02 (d) (1) determina tal penalidade.  

4) Regra 6.10 (b) (10

Nova redação: Uma vez que o arremessador do jogo atue como batedor ou corredor no lugar do Batedor Designado, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo. O arremessador do jogo pode atuar como batedor de emergência ou corredor de emergência somente no lugar do Batedor Designado.

5) Regra nova 

A Comissão de Regras de Jogo tem adotado, experimentalmente, a Regra 7.13 para a temporada de 2014.  

7.13 Colisões no “Home Plate” 

(1) Um corredor tentando anotar ponto não pode desviar do seu caminho direto para o “home plate”, com o intuito de colidir com o receptor (ou outro jogador cobrindo o “home plate”); se o árbitro julgar que o corredor tentando anotar ponto colidiu com o receptor (ou outro jogador cobrindo o “home plate”) dessa maneira, deverá declará-lo “out” (mesmo que o jogador que está cobrindo o “home plate” perca a posse da bola). Em tais circunstâncias, o árbitro deve declarar que a bola está morta; e todos os outros corredores devem retornar à última base tocada no momento da colisão.  

Comentário – Regra 7.13 (1): O corredor, sem fazer esforço para alcançar o “home plate”, abaixa o ombro e colide com o receptor, ou empurra-o com as mãos, cotovelos ou braços; esse procedimento pode ser interpretado como desvio do caminho para ir de encontro com o receptor, infringindo a Regra 7.13. Se o corredor desliza em direção ao “home plate” de maneira adequada, não deve ser julgado ter infringido a Regra 7.13. Um “sliding” deve ser considerado adequado, no caso de um “feet first slide” –o corredor desliza para tocar a base com os pés–, se nádegas e pés do corredor tocam o solo antes do contato com o receptor. No caso de um “head first slide” –o corredor desliza com a cabeça erguida e os braços esticados para tocar a base com as mãos– um corredor deve ser considerado ter deslizado adequadamente se seu corpo toca o solo antes do contato com o receptor. 

(2) A menos que esteja de posse da bola, o receptor não pode bloquear o caminho do corredor enquanto este está tentando anotar ponto. Se o árbitro achar que o receptor, sem estar de posse da bola, bloqueou o caminho do corredor, deverá declarar ou sinalizar que esse corredor é “safe”. A despeito do que foi dito acima, não ocorre uma violação desta Regra 7.13 se o receptor bloqueia o caminho do corredor a fim de apanhar um lançamento, e o árbitro decide que ele não conseguiria efetuar a defesa se não se posicionasse dessa forma, e que o contato com o corredor foi inevitável. 

6) Regra 8.02 (b) 

Foi acrescentado um comentário. 

Comentário – Regra 8.02 (b): O arremessador não pode aplicar qualquer material em nenhuma das mãos, em nenhum dedo ou em nenhum dos pulsos (por exemplo: Band-Aid, fita, Super Glue, bracelete etc.). O árbitro deve verificar se tal material é uma substância estranha para o propósito da Regra 8.02 (b); se não for, o arremessador poderá ser autorizado a arremessar com tal material na mão, dedo ou pulso. 

7) Regra 8.05 (d)

Foi acrescentado um comentário. 

Comentário – Regra 8.05 (d): Para determinar se o arremessador lança ou simula um lançamento a uma base desocupada a fim de fazer uma jogada, o árbitro deve julgar se o corredor está, realmente, tentando avançar à base seguinte, ou se ele está apenas blefando (fingindo estar tentando avançar a tal base desocupada).  

8) Comentário – Regra 8.06

Foi acrescentado um parágrafo:  Um técnico ou “coach” não deve ser considerado ter concluído sua visita ao montículo se ele deixa temporariamente o círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate” a fim de informar o árbitro sobre uma dupla mudança ou substituição que está sendo feita. 


9) Comentário – Regra 9.02 (c)

Nova redação do terceiro parágrafo: Apelações sobre um “half swing” podem ser feitas somente quando o arremesso é declarado “BALL”. O árbitro de “home”, quando solicitado a fazer a consulta, tem de recorrer a um árbitro de base e pedir sua opinião sobre o “half swing”. Se o arremesso for declarado “STRIKE” pelo árbitro de base, sua decisão prevalecerá. Apelações sobre um “half swing” têm de ser feitas antes do arremesso seguinte ou de qualquer jogada ou tentativa de jogada. Se o “half swing” ocorrer durante uma jogada que encerra um meio-“inning”, a apelação terá de ser feita antes que todos os defensores do campo interno da equipe na defensiva deixem o território “fair”. 

OBSERVAÇÃO: As alterações 16 e 17 feitas em 2013 já estão em vigor a partir de 2014. As demais alterações devem ser adotadas somente após serem oficializadas pela Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol – CBBS.