sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

“BUNT”

Rebatidas que hoje definimos como “bunt” eram, originalmente, conhecidas como “baby hits” (rebatidas fracas). Ninguém tem uma pista de quem inventou o termo “bunt”. É igualmente impossível dizer com certeza quem executou deliberadamente um “bunt”. Alguns historiadores atribuem o feito a Dickey Pearce, um interbases (“shortstop”) baixinho e troncudo que atuou de meados de 1850 até 1877; era um batedor fraco, mesmo diante de arremessos executados por baixo (“underhand pitching”). Pearce aprendeu a executar “bunt” por necessidade, mas se ele foi o primeiro a rebater o arremesso dessa maneira será sempre discutível.

Fonte: The Rules of Baseball, de David Nemec

OBSTRUÇÃO

Corredor na 2ª base. O batedor acertou uma rebatida indefensável (“base hit”) na direção do jardim esquerdo (“leftfield”). Quando fez a curva após pisar a 1ª base, colidiu com o defensor da 1ª base e foi ao solo. Enquanto isso, o jardineiro esquerdo (“leftfielder”) fez um lançamento perfeito ao defensor da 1ª base, e este, com a bola na mão, tocou o batedor-corredor, que ainda continuava no chão.  O batedor-corredor deve ser eliminado?
 
Não, uma vez que ele foi obstruído pelo defensor da 1ª base; deve permanecer na primeira base.

[Regra 7.06 (b)]

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ÁRBITRO DE “HOME” – MOVIMENTAÇÃO COM RELAÇÃO A UMA JOGADA NO “HOME PLATE”

Para decidir uma jogada no “home plate” (“force play” ou “tag play”), o árbitro de “home” deve permanecer atrás da base e, conforme a direção da bola lançada, movimentar-se para a esquerda ou para a direita.

CORREDOR COLIDE COM UM DEFENSOR

Aconteceu num jogo de beisebol: Um “out”, corredor na 2ª base, rebatida “ground” na direção da 3ª base. O defensor da 3ª base tentou efetuar a defesa, mas a bola passou por ele sem ser tocada; quando o interbases, que lhe estava fazendo ‘kabaa’*, se preparou para apanhá-la, o corredor da 2ª base chocou-se com ele. 
 
O corredor da 2ª base é “out” em razão da falta cometida (Interferência da Ofensiva). É bola morta. O batedor-corredor deve ser autorizado a ir à 1ª base.

[Regras: 7.08 (b), 7.09 (j), 7.09 - PENALIDADE]

Se esse lance tivesse ocorrido no softbol, seria dada a mesma decisão.

(Regras:  8 – Seção 9m, 8 – EFEITO – Seção 9k-s, 9 – Seção 1f)

*‘Kabaa’ vem de “cover” (kâvar), que significa cobrir, cobertura. Fazer ‘kabaa’ = dar cobertura. Para mandar um defensor cobrir um companheiro, numa ação defensiva, alguns técnicos e jogadores costumam usar esse termo. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CBBS - BEISEBOL CATEGORIA VETERANOS

Calendário da Categoria Veterana - 2014
Publicado em 28 de Janeiro de 2014, às 16h50

Abaixo, segue o calendário para as categorias do beisebol Veterano:

FEVEREIRO

II - Camp.Bras. de Beisebol Interclubes – Cat. (70 anos) Setentão
Data 08 e 09 de Fevereiro Local – São Paulo

VIII - Camp.Bras. de Beisebol Interclubes – Cat. (30 anos) – Trintão
Data 22 e 23 de Fevereiro – Local: São Paulo



MARÇO

IV Cam.Bras.de Beisebol Interclubes - Cat. (45) anos
Data 08 e 09 de Março – Local São Paulo

V - Camp.Bras.de Beisebol Interclubes-Semi-Veteranos – Cat. (60 anos) - Sessentão
Data 22 e 23 de Março – Local São Paulo



ABRIL

XII - Camp. Bras. de Beisebol Interclubes - Cat. Pré-Veterano (35 anos)
05 e 06 de Abril. Local: São Paulo

XVII - Camp. Bras. de Beisebol Interclubes – Cat. (50 anos) - Cinquentão
Data 26 e 27 de Abril. Local: São Paulo



MAIO

IV - Camp.Bras.de Beisebol Interclubes - Cat. (65 anos) -
17 e 18 de Maio – Local: São Paulo

XXI – Camp. Bras. de Beisebol Interclubes – Cat. (40 anos) Quarentão
Data 24 e 25 de Maio. Local: São Paulo



JUNHO

IX - Camp.Bras. de Beisebol Interclubes - Cat. (55 anos) Cinqüenta e Cinco
Data 07 e 08 de Junho – Local: São Paulo

JULHO

VII- Camp.Bras.de Beisebol Interseleção – Cat. Pré-Veterano ( 30 anos) Trintão
Data 05 e 06 de Julho – Local: São Paulo

XX - Camp.Bras.de Beisebol Interseleção–Cat. (45 anos)Quarenta e cinco)
Data 19 e 20 de Julho – Presidente Prudente



AGOSTO

XXII - Camp. Bras. De Beisebol Interseleção – Cat. (60 anos) Sessentão
Data 02 e 03 de Agosto - Local: São Paulo

XXII - Camp.Bras. de Beisebol Interseleção – Cat. (35 anos) Trinta e cinco)
Data – 16 e 17 de Agosto – Local: São Paulo



SETEMBRO

LIX - Camp.Bras. de Beisebol Interseleção – Cat. (40 anos) Quarentão
Data 06 e 07 de Setembro - Local São Paulo

XXVI - Camp. Bras. de Beisebol Interseleção - Cat. (55 anos) Cinqüenta e Cinco
Data 27 e 28 de Setembro - Local: São Paulo.



OUTUBRO

XVI - Camp. Bras. de Beisebol Interseleção – Cat .Super Veteranos (65 nos).
Data 11 e 12 de Outubro - Local: Londrina



NOVEMBRO

XLIV - Camp. Bras. de Beisebol Interseleção – Cat. (50 anos) Cinquentão
Data: 01 e 02 de Novembro - Local: São Paulo

XI - Camp.Brás. de Beisebol Interseleção - Cat. (70 anos) Setentão
Data: 15 e 16 de Novembro - Local : São Paulo

Obs: site dos veteranos: beisebolveterano.blogspot.com



 
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INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA? ... OBSTRUÇÃO? ... OU ... "OUT"?

O batedor rebateu o arremesso fazendo um movimento de cima para baixo com o “bat”. A bola tocou o chão, pulou bem alto e foi em direção à linha da 1ª base. O arremessador deslocou-se rapidamente na direção da bola para efetuar a defesa. No momento em que apanhou a bola, desequilibrou-se e foi ao solo; e ao levantar-se, colidiu com o batedor-corredor, que não conseguiu evitar o choque (o ombro esquerdo do batedor-corredor bateu nas costas do arremessador). Antes de o batedor-corredor chegar à 1ª base, o arremessador tocou-o com a bola. Como deve ser decidido este lance?
 
Uma vez que o arremessador conseguiu efetuar a defesa e estava de posse da bola, ele não cometeu Obstrução. Por outro lado, o batedor-corredor também não cometeu falta (Interferência da Ofensiva), já que ele colidiu com o arremessador acidentalmente. Foi uma jogada normal; a eliminação do batedor-corredor é válida.

[Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (a), 2.00 “OBSTRUCTION”, 6.05 (j)]

Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans           

ÁRBITRO DE “HOME” – MOVIMENTAÇÃO COM RELAÇÃO A UMA BOLA REBATIDA

a) Quando ocorre uma rebatida, o árbitro de “home” deve fazer uma das quatro coisas: 1) afastar-se do receptor e ir alguns passos à frente para ter uma visão clara da situação; 2) acompanhar o batedor na direção da 1ª base até a metade da distância entre o “home plate” e a 1ª base, para ajudar o árbitro da 1ª base caso ocorra alguma jogada fora do comum (nenhum corredor em situação de anotar ponto); 3) permanecer na sua posição porque um corredor pode avançar na direção do “home plate”; 4) mover-se na direção da 1ª base ou 3ª base quando o árbitro da 1ª base ou 3ª base vai ao campo externo.
 
b) Num “foul fly” entre o “home plate” e o “backstop” (barreira situada atrás do “home plate”), o árbitro de “home” deve observar a bola rebatida e se afastar imediatamente do receptor; deve continuar olhando o receptor (não a bola) e correr decididamente na direção de uma posição que lhe permita ter um bom ângulo para ver a tentativa de apanhar a bola. Pouco antes de o receptor chegar ao “backstop”, o árbitro deve olhar a bola para ver se ela toca a cerca.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ÁRBITRO DE “HOME” – DECISÃO SOBRE BOLAS REBATIDAS

a) O árbitro de “home” é o responsável pelas decisões “fair” ou “foul” ao longo das duas linhas de “foul” –até certo ponto (esse ponto é a base). Há sempre um árbitro posicionado ao longo de cada linha de “foul”; assim, o árbitro de “home” deve decidir “fair” ou “foul” em qualquer bola rebatida que para ou é tocada/apanhada antes de chegar à base. Em caso de a visão de um dos árbitros estar encoberta por um defensor, ele tem de solicitar o auxílio de um companheiro que tenha uma melhor visão (não deve transferir a decisão para outro árbitro; deve pedir ajuda). Isso ocorre quando o árbitro de “home” está encoberto numa decisão “fair” ou “foul” antes da base, ou quando o árbitro da 1ª base ou 3ª base está encoberto numa decisão “fair” ou “foul” sobre ou além da base. O árbitro de “home” deve tomar a maioria das decisões sobre bolas rebatidas para o campo interno, porque o defensor que faz a jogada raramente encobre a sua visão.
 
b) Quando uma bola “line drive” (bola rebatida que vai em linha reta, com força, do “bat” a um defensor, sem tocar o solo) vai diretamente na direção do árbitro da 1ª base ou 3ª base e faz esse árbitro se mover de sua posição inicial, a responsabilidade da decisão “fair” ou “foul” passa a ser do árbitro de “home”. Embora a bola tenha ultrapassado a base, o árbitro da 1ª base ou 3ª base talvez não estivesse adequadamente posicionado para dar a decisão. Esta situação é diferente daquela de “visão encoberta”, na qual o árbitro da 1ª base ou 3ª base tem ajuda do árbitro de “home”, mas continua sendo o responsável pela decisão.

CORREDOR ATINGIDO POR BOLA REBATIDA ENQUANTO ESTÁ SOBRE UMA BASE

Nenhum “out”. A bola rebatida –um “liner”*– atinge o corredor da 1ª base, que se encontra sobre a “almofada”. O defensor da 1ª base –posicionado atrás da base– apanha a bola e dá ‘tatti’*  no corredor, que continua em contato com a base. Em seguida, pisa a 1ª base. É uma jogada dupla (“double play”)?
 
Softbol
 
Não. O corredor não é “out”. Como a bola não havia passado um defensor do campo interno (excluindo o arremessador) quando o atingiu, ela torna-se morta imediatamente. O batedor deve ser autorizado a ir à 1ª base, e o corredor da 1ª base, à 2ª base, sem o risco de serem eliminados.
 
(Regras: 8 - Seção 1e, 8 - EFEITO - Seção 1e-3, 8 - Seção 10m, 9 - Seção 1g -2)
 
Fonte: Official Softball Rule Case Book, editado pela JSA - Japan Softball Association

Beisebol
 
Não. O corredor é “out”. A bola torna-se morta. O batedor adquire o direito de ir à 1ª base, sem o risco de ser eliminado.

[Regra 7.08 (f) - vide Regras 5.09 (f) e 7.09 (k)]

*“Liner” é uma bola rebatida que vai em linha reta, com força, do “bat” a um defensor, sem tocar o solo. “Liner” = “Line Drive”.
 
*Dar ‘tatti’  significa tocar o corredor (ou batedor-corredor) com a bola firmemente segura na mão ou luva.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ÁRBITRO DE “HOME” – DECISÃO SOBRE ARREMESSOS

a) O árbitro de “home” dá a decisão sobre um arremesso através de “call” e gesto. “Call” quer dizer brado, grito. Quando esta palavra é empregada em esportes e jogos, está se referindo à manifestação verbal da decisão tomada pelo árbitro. O gesto é uma complementação de “call”, e deve mostrar claramente a decisão tomada pelo árbitro. Uma decisão correta de um árbitro poderá ser questionada se seu “call” e/ou gesto não forem convincentes. Se todos os espectadores conseguissem ouvir a voz do árbitro (“call”), talvez não houvesse necessidade dos gestos. Um árbitro pode imitar os gestos de seus colegas, porém nunca deve fazê-lo sem entender as razões de tais gestos.
 
b) A decisão sobre um arremesso não deve ser dada apressadamente.
 
c) O árbitro de “home” deve estar atento para a contagem dos arremessos. Quando tiver alguma dúvida, deve conferir com seus companheiros.

BOLA REBATIDA DESVIADA POR ARREMESSADOR ATINGE UM CORREDOR

Corredor na 1ª base. A bola rebatida bateu no pé do arremessador e desviou; o corredor –que estava avançando à 2ª base– não conseguiu evitar que ela o atingisse. O defensor da 2ª base (1) não teria possibilidade de efetuar a defesa; (2) teria possibilidade de efetuar a defesa e concretizar uma eliminação.
 
Em ambos os casos o corredor não é “out” e a bola permanece em jogo. 
 
[Beisebol – Regra 5.09 (f)]
 
(Softbol – Regra 8 – Seção 10f)

domingo, 26 de janeiro de 2014

SHINNENKAI DA AAABSB

Leiam a matéria publicada no site www.arbitrosdebeisebol.com em 25/01/2014.

CBBS - COMUNICADO

Palestra de Martin Brunner no Brasil - descoberto aos 14, alcançando as grandes ligas com 24Publicado em 25 de Janeiro de 2014, às 12h23

A MLB e a CBBS convidam todos os dirigentes de clubes para a palestra de Martin Brunner, a ser realizada no dia 01 de fevereiro as 16 horas no hotel Clarion, na rua Jerônimo da Veiga, 248, Itaim - São Paulo, SP. Os participantes deverão confirmar presença até o dia 31 de janeiro.

Brunner focará sua palestra na Academia Regenburg, que ele administra desde sua criação há 10 anos, tendo formado 10 atletas contratados para o beisebol profissional da MLB. Com o lema "descoberto aos 14, alcançando as grandes ligas com 24", ele também falará dos métodos para levantar fundos para o projeto. Além disso, a palestra abordará a busca por contato e reconhecimento dos clubes profissionais e os planos de crescimento e expansão da academia.

A apresentação será em inglês e haverá uma sessão de perguntas e respostas ao final. O número de vagas é limitado. Confirme sua presença no email secretaria@cbbs.com.br

ÁRBITRO DE “HOME” – INÍCIO E REINÍCIO DO JOGO

a) É importante que o jogo seja iniciado na hora marcada, sem atraso.
 
b) No momento em que o arremessador chega perto do “pitcher’s plate”, o árbitro de “home” deve entregar-lhe a bola e autorizar a execução dos arremessos preparatórios. No início de cada metade de “inning”, ou quando um arremessador substituto entra no jogo, são permitidos no máximo oito arremessos preparatórios, que devem ser feitos ao receptor, dentro de um minuto. Dependendo das circunstâncias, essa quantidade pode ser reduzida. Por outro lado, se numa emergência um arremessador tiver que entrar no jogo sem ter tido oportunidade para se aquecer, o árbitro de “home” deverá autorizar-lhe mais de oito arremessos (a quantidade que achar necessária). Antes do último arremesso preparatório, o árbitro de “home” deve declarar “Mais um Arremesso!” (ou “Último Arremesso!”), apontando para o arremessador.
 
c) Depois que o receptor lança a uma base –geralmente à 2ª base– após apanhar o último arremesso preparatório, o árbitro de “home” deve limpar o “home plate”.
 
NOTA: O árbitro não deve limpar o “home plate” dando as costas para o público; deve fazê-lo de costas para o arremessador.
 
d) Em seguida, após colocar a máscara no rosto, deve posicionar-se atrás do receptor e chamar o batedor.
 
NOTA: O árbitro de “home” deve permanecer fora (ao lado) do “catcher’s box” –nunca atrás do receptor– quando vai colocar a máscara no rosto.
 
e) O momento para o árbitro de “home” declarar “Play Ball” ou “Play”, para indicar que o jogo deve ser iniciado, ou reiniciado após uma paralisação, é quando o arremessador, de posse da bola, se posiciona sobre o “pitcher’s plate”, e o batedor ocupa o seu lugar no “batter’s box”.

HOUVE ABANDONO DE ESFORÇO PARA IR À BASE SEGUINTE?

Softbol
 
Batedor chega à 1ª base através de “bunt”, porém, achando que a rebatida fora  “foul”, sai da base e esboça voltar ao “batter’s box”. O defensor da 1ª base, de posse da bola, apela ao árbitro, alegando que o batedor-corredor abandonara o esforço para ir à base seguinte. Ele deve ser eliminado?
 
Não. O batedor-corredor que chega à 1ª base deve ser considerado como tendo abandonado o esforço para alcançar a base seguinte somente quando entra no “bench”.

(Regra 8 – Seção 9x)

Fonte: Official Softball Rule Case Book, editado pela JSA – Japan Softball Association
 
No beisebol, o batedor-corredor deve ser declarado "out" quando alcança uma distância razoável em direção ao “batter’s box”.

[Regra 7.08 (a) (2)]

sábado, 25 de janeiro de 2014

SITUAÇÃO DE JOGADA FORÇADA DEIXOU DE EXISTIR

Um eliminado, corredor na 1ª base, rebatida “fly” para o jardim central. O corredor, que havia iniciado a corrida rumo à 2ª base, voltou alguns passos em direção à 1ª base julgando que a bola seria apanhada no ar; e nesse momento, foi ultrapassado pelo batedor-corredor. (O batedor-corredor foi declarado "out".) Ocorre que o jardineiro central não efetuou a defesa; mas conseguiu pegar rapidamente a bola do solo e fez um lançamento perfeito à 2ª base. O corredor da 1ª base tentou alcançar a 2ª base deslizando, mas chegou alguns segundos depois que o defensor da 2ª base recebeu a bola. Dê a sua decisão.   
 
O corredor é “safe”; para eliminá-lo, o defensor teria de tê-lo tocado com a bola. Isso porque a situação de jogada forçada tinha deixado de existir quando o batedor-corredor foi declarado "out" por ter ultrapassado o corredor precedente.   

[Beisebol – Regras: 2.00 “FORCE PLAY”, 7.08 (e), 7.08 (h)]
 
(Softbol – Regras: 1 – Seção 35 “FORCE OUT”, 8 – Seção 9f)

ÁRBITRO DE “HOME” – ITENS BÁSICOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS

a) O árbitro de “home” deve:
 
1)  Assegurar-se de que um saquinho de breu está colocado sobre o solo, atrás do “pitcher’s plate”, antes de iniciar o jogo.
 
2) Contar os arremessos preparatórios.
 
3) Observar como o arremessador recebe as senhas do receptor e qual a posição dos seus pés.
 
4) Acompanhar os movimentos do arremessador e observar se ele está obedecendo a regra que exige uma parada completa. 
 
5) Observar se o arremessador efetua o arremesso dentro de 12 segundos após receber a bola (quando não há corredor em base).
 
6) Indicar ao anotador se um ponto é válido ou não.
 
7) Movimentar-se de preferência pela esquerda quando vai entrar no quadrilátero, após uma rebatida, porque o receptor, ao sair de sua posição, tem tendência de ir para a direita.
 
8) Sair de sua posição –para a direita ou para a esquerda, conforme a direção da bola– num “wild pitch” ou “passed ball”, ou num “catcher’s fly”, para não estorvar o receptor.
 
9) Tirar a máscara do rosto, sem pressa, enquanto se movimenta a uma direção (deve tirar sempre com a mão esquerda, mas se o fizer com a mão direita, deverá passar rapidamente para a mão esquerda). A máscara não deve ser colocada debaixo do braço.
 
10) Declarar “Time” no momento oportuno.
 
b) O árbitro de “home” não deve:
 
1) Iniciar um “inning” enquanto os “coaches” da equipe na ofensiva não tiverem ocupado seus lugares no “coach’s box”.
 
2) Permitir que deixem qualquer equipamento (máscara, “bat”, capacete etc.) fora do “dugout”.
 
3) Permitir que o batedor saia constantemente do “batter’s box”. Se permitir que ele saia, deverá exigir que permaneça bem perto do “box” (dentro do círculo ao redor do “home plate”).
 
4) Permitir que um arremessador use uma luva de golfe (ou outro tipo de luva) na mão que usa a luva de beisebol enquanto está atuando na sua posição. Outros defensores não estão sujeitos a essa restrição, porém eles não podem esfregar a bola com a luva de golfe (ou outro tipo de luva).
 
5) Permitir que um jogador use munhequeira ou outro tipo de faixa de cor branca enquanto está atuando como batedor ou defensor. Os jogadores, especialmente os arremessadores, não devem ser autorizados a usar joias que possam incomodar outros jogadores.
 
6) Indicar a 1ª base, num “ball four”, ou declarar “Batter Out”, num “strike out”.
 
7) Fazer o gesto de bola morta, imediatamente, quando o arremessador comete “balk”;  deve apenas declarar “Balk”, apontando para o arremessador.
 
8) Entregar uma nova bola ao arremessador ou ao receptor, depois de um “home run” rebatido para fora do campo, até que todos os corredores tenham tocado o “home plate”.
 
c) O árbitro de “home” não precisa indicar a contagem de bolas (“ball count”) a cada arremesso; deve fazê-lo a cada três arremessos; quando é solicitado a fazê-lo; quando a contagem é três “balls” ou  dois “strikes”, ou quando a contagem é  três “balls” e dois “strikes”. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

RECICLAGEM PARA ÁRBITROS DE BEISEBOL

Será realizada nos meses de fevereiro e março, a reciclagem obrigatória dos árbitros de beisebol.

08 e 09 de fevereiro de 2014 – Indaiatura e Gecebs

15 e 16 de fevereiro de 2014 – Maringá e Gecebs

22 e 23 de fevereiro de 2014 – Curitiba

08 e 09 de março de 2014 – Marília

Início das atividades às 07:00 hs e devem se apresentar com uniforme e equipamento completos.
 
Todos os árbitros são obrigados a participar da Reciclagem 2014. Se um árbitro perder a Reciclagem próximo a sua cidade, deverá se deslocar e fazer a Reciclagem em outra cidade e data.
 
A inscrição/participação é gratuita.Todo o material que será usado na Reciclagem está disponível para download aqui.
 
Caso o árbitro não tenha acesso à Internet, o material será entregue pelos instrutores e será cobrada a taxa de R$ 15,00.

DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS ÁRBITROS

a) Os árbitros têm a obrigação de inspecionar as delimitações do campo de jogo, as instalações etc. e esclarecer todas as regras de campo aos técnicos das duas equipes.
 
b) Os árbitros devem exigir que se cumpram, rigorosamente, todas as regras que tratam dos implementos de jogo e do equipamento dos jogadores.
 
c) Nenhum árbitro tem o direito de desprezar ou questionar as decisões tomadas por outros árbitros.
 
d) Um árbitro pode consultar um companheiro ou companheiros, a qualquer momento. A decisão final, porém, deve ser dada sempre pelo árbitro responsável pelo lance.
 
e) A decisão de um árbitro não pode ser alterada por outro árbitro, a menos que um erro evidente de interpretação ou aplicação de regra seja reconhecido.

CORREDOR PRECEDENTE ULTRAPASSA O CORREDOR SUBSEQUENTE

Nenhum “out”, corredor na 1ª e 2ª base, rebatida “fly” ao espaço entre os jardins direito e central. O corredor da 2ª base estava mais ou menos no meio do caminho entre a 2ª e 3ª base, e o da 1ª base já havia ultrapassado a 2ª base. O jardineiro direito apanhou a bola no ar (“catch”) e lançou à 1ª base; o lançamento, porém, foi mal executado –a bola desviou ao tocar o solo e saiu do campo de jogo. O corredor da 2ª base voltou e tocou novamente a 2ª base, porém, no retorno, ultrapassou o corredor da 1ª base.
 
Neste caso, ainda que a bola tenha se tornado morta, os corredores têm de retornar às suas bases.  O corredor da 1ª base é “out” por ter sido ultrapassado fisicamente pelo corredor precedente.  O corredor da 2ª base deve ser autorizado a ir para “home” –concessão de duas bases a partir de onde ele estava no momento do lançamento.
 
Quando o corredor precedente ultrapassa o subsequente no retorno a suas bases, deve-se eliminar o subsequente.

[Beisebol – Regras: 7.05 (g), 7.08 (h) – vide NOTAS 1 e 2]
 
(Softbol – Regras: 8 – Seção 7f, 8 – EFEITO – Seção 7f, 8 – Seção 9f)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ÁRBITROS – EQUIPAMENTO

Os árbitros devem estar sempre preparados com o equipamento completo, que compreende: máscara com protetor de garganta, protetor de tórax, caneleiras, “counter”/ “indicator”  (aparelho que conta os “balls”, “strikes” e “outs”, conhecido entre nós por ‘kati-kati’), escova, sacola para bolas e protetor de genitália. É desejável que tal equipamento seja de uso individual.

“FLYING START” OU “RUNNING START”

O corredor da 3ª base posicionou-se cerca de três metros atrás da 3ª base e, tomando impulso a partir dessa posição, iniciou a corrida para “home” após pisar a “almofada” no momento em que o defensor apanhou a bola em voo. Ele fez aquele movimento conhecido por “flying start” ou “running start”. Isso é permitido?
 
Não. O corredor deve ser eliminado. A bola permanece viva.
 
No softbol, o corredor deve ser eliminado imediatamente. 
 
(Regra 8 – Seção 9y, Regra 8 – EFEITO – Seção 9x-y)

No beisebol, o corredor será eliminado somente se houver apelação. É uma jogada de apelação.
 
[Comentário - Regra 7.10 (a)]

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CORREDOR RECEBE AJUDA FÍSICA DE COMPANHEIROS DO "BENCH"

Softbol

Na segunda metade do sétimo “inning” o jogo estava empatado. Com dois “outs” e corredor na 2ª e 3ª base, o batedor acertou um “single” (rebatida indefensável de uma base). Como o corredor da 3ª base –que poderia ter anotado o ponto da vitória tranquilamente– cruzou o “home plate” sem pisá-lo e esboçou ir para o “bench”, companheiros entraram no campo e empurraram-no para fazê-lo corrigir a falha cometida. Que decisão deve dar o árbitro se ele conseguir tocar a base a tempo?
 
O corredor é “out” por ter recebido ajuda física de companheiros de equipe. A bola permanece em jogo.

(Regra 8 – Seção 9e, Regra 8 – EFEITO – Seção 9a-e)

Fonte: Official Softball Rule Case Book, editado pela JSA – Japan Softball Association

ÁRBITROS – TRAJE ADEQUADO

Lembre-se que, enquanto está dentro do campo ou fora dele, você é o representante do beisebol. Vista-se adequadamente para entrar no/sair do estádio e quando está em locais públicos. Use sempre trajes compatíveis com a sua posição. Jeans e tênis não são apropriados para entrar no/sair do estádio.
 
Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues
 
Os árbitros devem preocupar-se com o visual. Para causar uma boa impressão aos jogadores, técnicos, “coaches”, espectadores etc., devem apresentar-se devidamente uniformizados –boné preto, camisa azul-claro (manga curta), calça cinza, cinto preto, sapato preto e meia de cor escura. O uniforme deve ser mantido em boas condições (camisa e calça sempre lavadas e bem passadas, boné limpo, sapatos engraxados e polidos etc.).

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ÁRBITRO DE “HOME” - FUNÇÕES

a) Quando as condições climáticas ou as condições do campo de jogo não são favoráveis, somente o árbitro de “home” do primeiro jogo tem autoridade para decidir se uma segunda partida do dia deve ou não ser iniciada.
 
b) O árbitro de “home” deve ter o comando total do jogo e ser o responsável pela boa condução da partida.
 
c) Sua principal função é julgar os arremessos do “pitcher”, ou seja, declará-los “ball” ou “strike”.
 
d) Algumas de suas outras funções: tomar decisões sobre bolas rebatidas; declarar “Infield Fly”, “Balk”, Interferência da Defensiva, Interferência da Ofensiva etc.; observar se o batedor está rebatendo legalmente; se o batedor-corredor está correndo dentro da faixa de 3 pés; se o batedor executou “bunt” ou rebateu normalmente; se um arremesso tocou ou não o corpo do batedor etc. Deve decidir todas as jogadas que ocorrem no “home plate”. Em jogadas que exigem o deslocamento do árbitro da 3ª base para o campo externo, deve cobrir a 3ª base e decidir as jogadas nessa base (Manual de Arbitragem da IBAF). Deve determinar quando declarar um “Forfeited Game”.

CORREDOR RECEBE AJUDA FÍSICA DO “BASE COACH”

Beisebol

Corredor na 1ª base, “home run” sobre a cerca do jardim central. No momento em que passou pela 3ª base, o batedor-corredor quase ultrapassou o corredor da 1ª base. Para evitar que isso ocorresse, o “base coach” saiu à sua frente e segurou-o. Tal procedimento é permitido?
 
Não. O batedor-corredor deve ser eliminado em razão da ajuda física que recebeu do “base coach”.

[Regra 7.09 (h)]

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

“SWING” INTERROMPIDO - HOUVE "HALF SWING"?

Quando o árbitro de “home” declara “BALL” a um arremesso num “swing” interrompido, a equipe na defensiva pode apelar. Nesse caso, o árbitro de “home” deve dar uma decisão imediatamente, mas tem de consultar o árbitro de base apropriado se for solicitado pelo técnico da defensiva ou receptor. O árbitro de “home” pode, por sua própria vontade, pedir a ajuda do árbitro de base apropriado se estiver em dúvida sobre um “swing” interrompido.
 
Se o grupo está trabalhando com três árbitros, o árbitro de “home” deve sempre solicitar o auxílio do árbitro da 1ª base, com um batedor destro no “batter’s box”, e do árbitro da 3ª base quando um batedor canhoto está no “box”.
 
Quando o batedor está com dois “strikes” no momento em que ocorre uma interrupção de “swing”, e o arremesso seguinte é um “passed ball” ou “wild pitch” (ou outro arremesso que engane o receptor), o procedimento correto do árbitro de “home” é pedir o auxílio do árbitro de base IMEDIATAMENTE (enquanto o receptor vai buscar a bola), sem esperar por uma solicitação da defensiva. Dessa maneira, defensiva e ofensiva poderão se prevenir rapidamente sobre a decisão final a ser dada.
 
Técnicos, “coaches” ou jogadores não podem questionar a decisão dada em apelação num “swing” interrompido. Se um técnico, “coach” ou jogador deixa a sua posição para discutir com qualquer árbitro sobre a decisão dada num “swing” interrompido, ele deve ser advertido de que isso não é permitido; e se continuar discutindo, poderá ser expulso, pois, nesse caso, estará reclamando sobre uma decisão “ball” ou “strike”.
 
Todas as decisões em “swing” interrompido devem ser declaradas com voz alta e claramente pelo árbitro de “home”. Se o arremesso é um “ball”, e o batedor não gira o “bat” para tentar rebatê-lo, a mecânica a ser usada pelo árbitro de “home” é: <“Ball”, não girou!>. Se o arremesso é um “ball”, mas o batedor faz um “half swing”,  a mecânica a ser usada é: <Sim, girou”!>. (Apontar diretamente para o batedor e, em seguida, fazer o gesto de “strike”.)
 
A decisão do árbitro num “swing” interrompido deve ser baseada inteiramente em sua apreciação (se o batedor girou ou não o “bat” para tentar rebater a bola arremessada).
 
Corredores e árbitros têm de estar atentos para a possibilidade de o árbitro de base, ao ser consultado pelo árbitro de “home” sobre um “swing” interrompido, mudar a decisão –de “ball” para “strike”–, caso em que o corredor corre o risco de ser eliminado pelo lançamento do recepto. O receptor e o árbitro também têm de estar atentos em situações de roubo de base se o árbitro consultado pelo árbitro de “home” mudar a decisão –de “ball” para “strike”.  Por exemplo, consideremos a seguinte jogada:
 
Jogada: Corredor na 1ª base, contagem de bolas arremessadas sobre o batedor: 3 – 1. No momento em que o corredor está roubando a 2ª base, o batedor tenta rebater o arremesso, mas interrompe o “swing”. O árbitro de “home” declara: <”Ball”, não girou!>. Mesmo assim, o receptor joga a bola à 2ª base, e o corredor é tocado antes de alcançar a “almofada”.
 
Decisão: O árbitro de base deve observar a jogada atentamente, mas não deve dar nenhuma decisão sobre ela, porque, quando ocorre a jogada de toque na 2ª base, é realmente “ball four” –e continuará sendo– até que seja feita uma apelação e a decisão sobre o “swing” interrompido seja mudada de “ball” para “strike”. Por esse motivo, depois que a jogada na 2ª base é completada, o árbitro de base deve simplesmente anunciar: <É “ball four”!>, para evitar uma confusão da parte dos jogadores. Se o técnico da defensiva ou receptor solicitar uma apelação sobre o “swing” interrompido, o árbitro de “home” pedirá ajuda a um companheiro. Se a decisão for <Não, não girou!>, a decisão inicial de “ball four” pevalecerá. Contudo, se a decisão for <Sim, girou!>, o árbitro de base responderá à consulta, declarando enfaticamente que houve “half swing”. O árbitro da 2ª base, então, deve virar-se e, com muita ênfase, declarar se o corredor é “out” ou”safe” na 2ª base, dependendo do que ele tiver observado quando ocorreu o lance nessa base.
 
Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. - National Association of Professional Baseball Leagues

CONSULTA INDEVIDA

Dois eliminados, contagem de bolas: 0 – 2 (nenhum “ball” – dois “strikes”). No arremesso seguinte o batedor interrompeu o “swing” (a bola passou para trás do receptor e foi parar no “backstop”); achando que o “bat” havia passado sobre toda a extensão do “home plate”, arrancou em direção à 1ª base, porém foi chamado de volta ao “batter’s box” pelo árbitro de “home”, que declarara “ball” ao arremesso. Não desejando desistir tão facilmente da “vantagem” obtida, recorreu ao árbitro da 1ª base e pediu a sua opinião –“ball” ou “strike”– sobre a bola arremessada. O árbitro da 1ª base deve atendê-lo ou deve ignorar a consulta?
 
Ele não deve responder à consulta. Somente o árbitro de “home” pode solicitar a decisão de um árbitro de base, num “half swing”, e isso mediante solicitação do técnico ou receptor da equipe na defensiva. A decisão “ball” dada pelo árbitro de “home” deve ser mantida.

[Comentário – Regra 9.02 (c)]

domingo, 19 de janeiro de 2014

COLISÃO ENTRE RECEPTOR E BATEDOR-CORREDOR

Batedor destro executa um “bunt” e manda a bola na direção da linha da 1ª base. No momento em que sai do “batter’s box” e inicia a corrida para a 1ª base, colide com o receptor que está indo no encalço da bola.  Esse contato caracteriza uma Interferência do batedor-corredor, uma Obstrução do receptor, ou deve ser desconsiderado?
 
Quando o receptor e o batedor-corredor que está indo em direção à 1ª base têm contato no momento em que o primeiro está apanhando a bola, geralmente não há infração, e nada deve ser declarado. O árbitro deve desconsiderar o choque entre os dois e continuar o jogo.

[Comentário – Regra 7.09 (j)]

Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans           

BATEDOR-CORREDOR COMETEU INTERFERÊNCIA?

Corredor na 1ª base. Batedor do Cincinnati Reds executa um “bunt” de sacrifício (“sacrifice bunt”) e, ao sair do “batter’s box” para iniciar a corrida à 1ª base, tem contato com o receptor que está apanhando a bola. Apesar disso, ele (receptor) consegue efetuar a defesa e lançar à 2ª base. O lançamento, porém, sai descontrolado –a bola vai parar no jardim central. Vendo isso, o corredor continua avançando; passa legalmente pela 2ª base e chega “safe” á 3ª base numa jogada apertada. O técnico do Boston Red Sox reclama que o batedor-corredor cometera Interferência, porém os árbitros decidem que o lance foi normal.
 
 
Quando o batedor-corredor que está indo à 1ª base e o receptor que está tentando apanhar a bola colidem, geralmente não há infração, e nada deve ser declarado. Isso não significa, entretanto, que o batedor-corredor e o receptor podem chocar-se intencionalmente. Em caso de colisão intencional, deve ser declarada uma Interferência ou uma Obstrução. Obstrução por um defensor que está tentando apanhar uma bola deve ser declarada somente em casos muito flagrantes e violentos, porque as regras lhe dão o direito do caminho; porém, obviamente, tal direito do caminho não é uma permissão para, por exemplo, tropeçar intencionalmente num corredor, mesmo quando está apanhando a bola. Uma colisão inevitável não pode ser interpretada como uma infração, nem da parte do corredor nem da parte do receptor.

 [Comentário – Regra 7.09 (j)]

sábado, 18 de janeiro de 2014

CORREDOR COMETE INTERFERÊNCIA APÓS ANOTAR PONTO

Jogo Miami Marlins vs. New York Mets, 7º “inning”, Marlins no ataque.  Corredor na 2ª base, dois “outs”, “ball count”: 1 – 1. Placar: Marlins 2 x Mets 3. Rebatida indefensável na direção do jardim direito.  O jardineiro direito para a bola e lança para “home”. O receptor apanha a bola e se prepara para fazer uma jogada sobre o batedor-corredor que está a caminho da 2ª base, mas não consegue porque o corredor, após pisar o “home plate”, tromba violentamente com ele –os dois vão ao solo.  O árbitro de “home” aponta a Interferência cometida pelo corredor e elimina o batedor-corredor (alvo da jogada).  [Foi aplicada a Regra 7.09 (e).]
 
 
Regra 7.09 (e): Deve-se declarar uma Interferência da Ofensiva quando um batedor ou corredor que acabara de ser eliminado, ou um corredor que acabara de anotar ponto, estorva ou impede uma jogada subsequente sobre um corredor. Neste caso, o corredor que seria o alvo da jogada deve ser declarado eliminado em razão da Interferência cometida por seu companheiro de equipe.

INTERFERÊNCIA COMETIDA POR CORREDOR JÁ ELIMINADO

Se qualquer batedor ou corredor que acabara de ser eliminado estorva ou impede uma jogada subsequente que está sendo feita sobre um corredor, o corredor que seria o alvo dessa jogada deve ser declarado eliminado em razão da Interferência cometida por seu companheiro de equipe. O corredor deve ser capaz de alcançar a base com a mão ou pé em caso de estar tentando atrapalhar uma jogada dupla.
 
Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. - National Association of Professional Baseball Leagues
 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CORREDOR OBSTRUÍDO EM "RUN-DOWN PLAY" – CONCESSÃO DE BASES

Rebatida “ground” na direção do interbases. O corredor da 2ª base foi surpreendido fora da base, e aí teve início uma jogada de perseguição (“run-down play”). Enquanto ocorria essa jogada, o corredor colidiu com o interbases, que havia acabado de lançar a bola ao defensor da 2ª base.
 
Decisão: A bola fica fora de jogo (bola morta). O corredor deve ser mandado à 3ª base, e o batedor-corredor, à 2ª base.
 
[Beisebol – Regras: 2.00 “OBSTRUÇÃO”, 7.06 (a)]
 
(Softbol – Regras: 1 – Seção 66b, 8 – Seção 7b, 8 – EFEITO – Seção 7b)

MOVIMENTAÇÃO DE ÁRBITROS EM “RUN-DOWN PLAY”

Os árbitros devem movimentar-se entre as bases –um dentro e outro fora da linha de base– mantendo uma distância razoável dos defensores e do corredor. A decisão sobre o lance deve ser confiada ao árbitro com melhores condições para observar o toque no corredor, porém a prioridade é do árbitro da base para onde o corredor está tentando avançar ou retornar. Assim, o árbitro da outra base deve procurar não perseguir o corredor além de um determinado ponto da distância entre as bases. Os árbitros devem tomar cuidado para não ficar na mesma linha do corredor. Devem, também, preocupar-se com a “regra de três pés” e com a aproximação do corredor subsequente.

 
 
 
 
"Run-down play": é uma jogada em que a defensiva tenta eliminar um corredor entre bases.
 
(Regra 2.00 "RUN-DOWN" (JOGADA DE PERSEGUIÇÃO)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

OBSTRUÇÃO

O batedor acertou um “hit” (rebatida indefensável) longo em direção à linha do jardim direito (“rightfield”), e ao fazer a curva após pisar a 2ª base foi obstruído pelo defensor da 2ª base, que fingiu tocá-lo, sem estar de posse da bola. O batedor-corredor parou por um instante, mas continuou correndo; e pouco antes de alcançar a 3ª base levou ‘tatti’* do defensor da 3ª base. Como decidir este lance?

É Obstrução.  O batedor-corredor deve ser autorizado a ir à 3ª base.

[Regra 7.06 (b)]

*‘Tatti’ vem de “touch” (tâtch), que quer dizer toque, contato etc. Levou ‘tatti’ = Foi tocado com a bola firmemente segura na mão ou luva.

CONDUÇÃO DE JOGO

COMO CONDUZIR UMA PARTIDA SATISFATORIAMENTE
 
Os árbitros são os responsáveis pelo bom andamento de uma partida. Portanto, devem:
 
1) Estar concentrados no jogo o tempo todo.
 
2) Conhecer profundamente as regras do jogo; dominar as diversas técnicas de arbitragem (posicionamento, postura, movimentação, gestos, impostação de voz etc.); aplicar corretamente as regras e tomar decisões claras e seguras; enfim, devem saber trabalhar razoavelmente bem, com regularidade.
 
3) Manter um bom ritmo de jogo:
 
a)      Exigir que as equipes entrem no/saiam do campo sem perda de tempo.
 
b)      Exigir que os arremessos de aquecimento sejam feitos dentro do tempo estabelecido.
 
c)      Exigir que o arremessador se posicione rapidamente e efetue o arremesso.
 
d)       Exigir que o receptor devolva a bola rapidamente ao arremessador.
 
e)      Não permitir que o batedor saia do “batter’s box” constantemente.
 
f)       Não permitir que o receptor saia de sua posição a cada arremesso.
 
g)      Exigir que o batedor seguinte entre no “batter’s box” logo que o batedor precedente completa a sua vez de bater.
 
h)      Coibir que o arremessador faça lançamentos desnecessários a uma base.
 
i)        Num “foul ball” muito evidente, não há necessidade de declarar “FOUL BALL!” e fazer o gesto correspondente, a menos que haja corredor(es) avançando nas bases (entregar, imediatamente, uma nova bola ao receptor ou ao arremessador e mandar seguir o jogo, declarando “PLAY!”).
 
j)        Não paralisar o jogo desnecessariamente (por exemplo: declarar “TIME!” cada vez que vai limpar o “home plate”).
 
Enfim, devem evitar perda de tempo e manter o jogo sempre em andamento. A duração de uma partida depende muito do ritmo de jogo imposto pelos árbitros.
 
4) Ter bom senso:
 
a)      Dependendo das circunstâncias, não ficar muito restritos às minúcias da regra na hora de tomar determinadas decisões.
 
b)      Um lance polêmico deve ser decidido pelo consenso de todos os árbitros, sempre usando o bom senso.
 
5) Ter humildade:
 
a)      Devem ser humildes.
 
b)      Nunca devem pensar em APARECER. Lembrem-se: os árbitros só aparecem quando cometem algum erro.
 
6) Ajudar-se mutuamente:
 
a)      Devem atuar em harmonia e ajudar-se mutuamente. Devem reunir-se rapidamente para conversar e definir a decisão correta a ser tomada.
 
b)      Devem ter espírito de companheirismo. Devem respeitar os princípios éticos.
 
7) Ter bom relacionamento com técnicos e jogadores:
 
a)      Saber ouvir e esclarecer as dúvidas.
 
b)      Ser cordiais e tranquilos. 
 
c)      Manter o autocontrole.
 
d)      Saber suportar as pressões dos técnicos e jogadores.  
 
8) Ter autoridade:  
 
a)      Exercer a autoridade com rigor, sem, no entanto, fazer uso abusivo de seus poderes.
 
b)      Ser rigorosos, sem ser arrogantes e prepotentes.
 
9) Ter credibilidade.
 
Se estiverem suficientemente preparados, poderão adquirir a confiança dos jogadores, técnicos, “coaches”, espectadores etc.