domingo, 30 de setembro de 2012

“TAG” (TOQUE)


 
Corredor na 1ª base, rebatida “ground” na direção da 2ª base. O defensor da 2ª base  efetuou a defesa e
 
(1)    tocou o corredor com a luva, antes de ele alcançar a 2ª base, enquanto mantinha a bola segura em sua mão;
 
(2)   tocou a 2ª base com a mão, antes de o corredor alcançá-la, enquanto mantinha a bola segura em sua luva.
 
O corredor deve ser eliminado?
 
(1)  O corredor é “safe”. Não houve toque legal.
 
(2)   O corredor é “out”. O defensor tocou a base legalmente.

 
(Beisebol – Regra 2.00 “TAG”)
 
(Softbol – Regra 1 – Seção 62)

sábado, 29 de setembro de 2012

INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA OU OBSTRUÇÃO?


 
Corredor na 1ª base, rebatida “ground” na direção da 2ª base. O defensor da 2ª base não conseguiu segurar firmemente a bola, e quando estendeu o braço para apanhá-la do chão o corredor da 1ª base chocou-se com ele e derrubou-o. (O corredor estava no caminho da base.) Isso é Interferência da Ofensiva ou Obstrução?
 
Neste caso, como a prioridade era do defensor que estava tentando apanhar a bola rebatida, é Interferência da Ofensiva. Embora o incidente tenha ocorrido no caminho da base, o corredor teria que ter desviado do defensor para evitar a colisão. O corredor é “out” e a bola torna-se morta.

 
[Beisebol – Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (a), 7.08 (b) – vide NOTAS 1 e 2, 7.09 (j)]
 
(Softbol – Regras: 1 – Seção 60a, 8 – Seção 9m, 9 – Seção 1f)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

BASE DUPLA

Softbol

Quando havia corredor na 3ª base, houve uma rebatida “ground” na direção do arremessador. Este efetuou a defesa, porém, preocupado com o corredor da 3ª base, acabou não lançando a bola ao defensor da 1ª base, que estava preparado para recebê-la. Como não houve jogada, o batedor-corredor pisou a porção “fair” da base dupla e passou correndo. Vendo isso, o arremessador jogou a bola à 1ª base. Houve apelação alegando omissão de base.
 Para ultrapassar a 1ª base após rebater um “ground” para o campo interno, o batedor-corredor tem que pisar a porção “foul” da base dupla. Neste caso, a apelação procede.
 [Regra 2 – Seção 4h-1 (b)]
 FONTE: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK, editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

EQUIPE LOCAL ANOTA O PONTO DA VITÓRIA NA 2ª METADE DO NONO “INNING”

Jogo empatado (0 x 0) ao término da primeira metade do nono “inning”. Na segunda metade desse “inning”, com as bases cheias e um eliminado, uma rebatida indefensável de duas bases (“two-base hit”) empurra os corredores da 3ª e 2ª base para “home”. Em que momento deve ser encerrado o jogo e quantos pontos devem ser considerados?  
 
O jogo deve ser encerrado imediatamente após ser anotado o ponto decisivo. Vitória da equipe local pela contagem de 1 x 0.

[Regra 4.11 (c)]

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OBSTRUÇÃO


 
Corredor na 1ª base, rebatida “ground” na direção da 2ª base. O defensor da 2ª base tocou a bola com a luva e desviou-a para o campo externo.  O corredor da 1ª base, que estava tentando alcançar a 2ª base, colidiu com o defensor da 2ª base no caminho da base. Que decisão deve dar o árbitro?
 
É uma Obstrução. O defensor da 2ª base, que já havia perdido a oportunidade de efetuar a defesa, teria que ter deixado o caminho da base livre.


Beisebol

 
O jogo deve prosseguir até que todas as ações estejam concluídas; só depois disso o árbitro deve declarar “TIME” e impor as penalidades –se houver—que, na sua opinião, anularão o ato da Obstrução. 

 
[Regras: 2.00 “OBSTRUCTION”, 7.06 (b)]

 
Softbol


Deve ser sinalizada uma Bola Morta Demorada (“Delayed Dead Ball”). A bola permanece viva até que a jogada seja concluída. Ao corredor obstruído será concedida a base que, na opinião do árbitro, teria alcançado se não tivesse ocorrido a falta do defensor.

 

(Regras: 1 – Seção 66b – 2, 8 – Seção 7b – 2, 8 – EFEITO – Seção 7b – 1/2)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

JOGO DADO POR TERMINADO ANTES DE SEREM COMPLETADOS OS “INNINGS” REGULAMENTARES – JOGO NULO (2)


 
Completada a primeira metade do quinto “inning”, o jogo estava empatado (0 x 0). Quando o jogo foi dado por terminado na segunda metade desse “inning” por causa de chuva e más condições do campo, a equipe local tinha dois “outs” e não havia alterado a contagem. É um jogo regulamentar?
 
Como o quinto “inning” não havia sido completado e a equipe local não havia anotado ponto, não é um jogo regulamentar; é um jogo nulo (“no game”). Deve ser jogado novamente desde o início. As escalações originais podem ser mudadas quando o jogo é realizado novamente.

 
[Beisebol – Regras: 4.10 (c) (1), 4.10 (e)]
 
(Softbol –Regras: 5 – Seção 3c, 5 – Seção 3g – 1)

domingo, 23 de setembro de 2012

JOGADOR DE EMERGÊNCIA


Softbol
O batedor foi atingido pelo arremesso e fraturou um dedo do pé. O técnico da equipe na ofensiva queria utilizar um Jogador de Emergência, alegando a impossibilidade de o batedor-corredor ir à 1ª base.
Isso não deve ser permitido. A regra que dispõe sobre Jogador de Emergência pode ser usada somente quando um jogador está com hemorragia.

 (Regras: 1 – Seção 87, 4 – Seção 11)

Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK, editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

ARREMESSADOR LANÇA A UMA BASE SEM DAR UM PASSO EM DIREÇÃO A ESSA BASE

Corredor na 1ª base. O arremessador –canhoto—moveu seu pé livre na direção do “home plate”, como se fosse arremessar, porém, ao invés disso, fez um lançamento “snap”* à 1ª base e “pegou” o corredor fora da “almofada”. Há algo errado nisso?
 
Sim. Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador deve dar um passo (com o pé livre) diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base; se  não o fizer, será declarado um “balk”. No lance apresentado acima, ele teria que ter jogado a bola ao batedor, já que havia feito um movimento natural associado ao seu arremesso. 

[Regras 8.01 (c),  8.05 (c)]

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

*Lançamento “snap” é aquele feito só com o movimento do punho, sem dar um passo.

sábado, 22 de setembro de 2012

DEFENSOR APANHA UMA BOLA “FLY” APÓS CHOCAR-SE COM UMA CERCA MÓVEL


 
Softbol

 
Um defensor do campo externo choca-se com a cerca móvel que limita o campo de jogo e derruba-a; e enquanto está sobre a cerca apanha uma bola “fly”. A pegada é legal?
 
Sim. A bola permanece viva e em jogo.

 
(Regra 1 – Seção 15c)

 
Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK, editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

“SQUEEZE PLAY”* – DEFENSOR DA 1ª BASE APANHA A BOLA ARREMESSADA

Corredor na 3ª base, um eliminado. Jogada combinada: “squeeze play”. Quando o arremessador iniciou os movimentos de arremesso, o defensor da 1ª base correu em direção ao “home” e, colocando-se entre o batedor e o arremessador, apanhou a bola arremessada, para tentar eliminar o corredor. Isso deve ser permitido?
 
Não. Deve ser imputado um “balk” ao arremessador –o corredor da 3ª base anota ponto; o batedor deve ser autorizado a ir à 1ª base em razão da infração cometida pelo defensor da 1ª base (Interferência da Defensiva). A bola torna-se morta.

(Regra 7.07 – vide NOTAS 1, 2, 3 e 4)

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez
 
*”Squeeze play”: Esse termo designa uma jogada em que uma equipe, com corredor na 3ª base, tenta anotar ponto por meio de “bunt”.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

DEVE SER DECLARADO UM "BALK"?


Havia corredor(es) em base. Após iniciar o  Windup, o arremessador não completou o arremesso porque alguém do bench da equipe na ofensiva gritou “TIME!”.  É balk?

 
Não. O árbitro de home deve advertir o bench. Se tal ato se repetir, o infrator deverá ser removido do jogo e deixar o campo.  

 
[Regra 4.06 (a) (3) – PENALIDADE]

COMPORTAMENTO CONDENÁVEL


 
Corredor na 3ª base, um eliminado, rebatida fly na direção do jardim direito.  Antes de a bola ser apanhada ou tocada por um defensor, o coach da equipe na defensiva, que estava ocupando o bench do lado da 3ª base, gritou bem alto: “GO!” (“vai!”). O corredor da 3ª base, talvez induzido pela voz do coach, deixou a ‘almofada’ antecipadamente e arrancou para tentar anotar ponto. (A bola foi apanhada no ar.) A equipe na defensiva apelou ao árbitro da 3ª base. A apelação deve ser aceita?
 
Não obstante a intenção com que foi praticado tal ato –confundir o corredor—, a apelação deve ser aceita. Não há regra prevendo penalidade para um caso como esse. O corredor deve ser eliminado. Esse tipo de procedimento, porém, deve ser condenado; tanto o coach como outros membros da equipe não devem utilizar expedientes que contrariem o espírito esportivo e a ética.

 
Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK, editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ARREMESSADOR INICIA OS MOVIMENTOS DE ARREMESSO ENQUANTO O BATEDOR ESTÁ COM UM PÉ FORA DO “BATTER’S BOX”

Softbol

Quando o batedor estava com um pé fora das linhas do “batter’s box”, o arremessador iniciou os movimentos de arremesso. Como deve proceder o árbitro de “home” diante dessa situação?

Deve declarar “TIME”, impedir a execução do arremesso e exigir que o batedor fique preparado para bater posicionando-se corretamente.
(Regra 7 – Seção 3c)

Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK, editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

JOGO DADO POR TERMINADO ANTES DE SEREM COMPLETADOS OS “INNINGS” REGULAMENTARES – JOGO NULO (1)


 
Completada a primeira metade do quinto “inning”, a equipe visitante (aquela que inicia o jogo atacando primeiro) estava liderando o placar (1 x 0). Quando o jogo foi dado por terminado na segunda metade desse “inning” por causa de chuva e más condições do campo, a equipe local tinha dois “outs” e não havia alterado a contagem. O jogo é regulamentar?
 
Como o quinto “inning” não havia sido completado e a equipe local não havia anotado mais pontos do que a equipe visitante, nem empatado o jogo, não é um jogo regulamentar; é um jogo nulo (“no game”). Deve ser jogado novamente desde o início. As escalações originais podem ser mudadas quando o jogo é realizado novamente.

 
[Beisebol – Regras: 4.10 (c) (1), 4.10 (e)]
 
(Softbol –Regras: 5 – Seção 3c, 5 – Seção 3g – 1)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

JOGO DADO POR TERMINADO ANTES DE SEREM COMPLETADOS OS “INNINGS” REGULAMENTARES – VITÓRIA DA EQUIPE LOCAL (2)


 
Quando, completada a primeira metade do quinto “inning”, a equipe local (aquela que inicia o jogo defendendo primeiro) estava liderando o placar (1 x 0), o jogo foi dado por terminado por causa de chuva e más condições do campo. É um jogo regulamentar?
 
Embora o quinto “inning” não tenha sido completado, é um jogo regulamentar. Vitória da equipe local pela contagem de 1 x 0. 
 
[Beisebol - Regra 4.10 (c) (2)]
 
(Softbol - Regra 5 – Seção 4a)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

INTERFERÊNCIA DA DEFENSIVA


Ocorreu num jogo do Torneio João Nakaie - 2012 (II Taça de Clubes Campeões –Categoria Júnior—Trofeu Global Service) , realizado nos dias 15 e 16/09/2012, em Ibiúna (CT Yakult) – SP.
Quando o batedor fez “swing”, seu “bat” tocou levemente o “mitt” do receptor. A bola triscou o “bat” e foi para trás. O árbitro de “home” apontou a Interferência da Defensiva e mandou o batedor à 1ª base. Como a equipe na defensiva reclamou, o árbitro consultou seus companheiros e mudou sua decisão; declarou um “foul ball”. A equipe na ofensiva não concordou com isso, mas o árbitro manteve o “foul ball”.
A decisão dada inicialmente estava correta.
Vejamos as regras que tratam deste assunto.
Regra 2.00 “INTERFERENCE” (b): Ocorre uma Interferência da Defensiva quando um defensor estorva um batedor ou impede que ele rebata um arremesso.
Regra 6.08 (c): O batedor torna-se um corredor e adquire o direito de ir à 1ª base, sem o risco de ser eliminado, quando o receptor ou qualquer defensor interfere na sua ação.

JOGO DADO POR TERMINADO ANTES DE SEREM COMPLETADOS OS “INNINGS” REGULAMENTARES – VITÓRIA DA EQUIPE LOCAL (1)


 
Ao término da primeira metade do quinto “inning”, a equipe visitante estava liderando o placar (1 x 0). Na segunda metade desse “inning”, quando, com um “out”, a equipe local havia anotado dois pontos, o jogo foi dado por terminado por causa de chuva e más condições do campo. É um jogo regulamentar?
 
Embora o quinto “inning” não tenha sido completado, é um jogo regulamentar. Vitória da equipe local pela contagem de 2 x 1. 

 
[Beisebol - Regras: 4.10 (c) (2)]
 
(Softbol – Regra 5 – Seção 4a)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

“FLYING START”*

Corredor na 3ª base. O batedor levantou um “fly” em direção ao “leftfield” (jardim esquerdo). O corredor posicionou-se alguns passos atrás da “almofada”. No momento em que o defensor apanhou a bola, iniciou a corrida tomando impulso a partir dessa posição e pisou o “home plate”.  Foi anotado ponto?
 
Beisebol
 
Não. O corredor será declarado “out” se um defensor tocar a 3ª base e apelar ao árbitro. O movimento que ele fez é conhecido por “flying start”; é um “tag-up” ilegal.

[Regra 7.10 (a)]

Softbol

Não. O corredor deve ser declarado “out”. A bola permanece viva.

(Regras:  8 – Seção 9y, 8 – EFEITO – Seção 9x-y, 9 – Seção 2ad)

*“Flying Start” é aquele movimento em que o corredor inicia a corrida de uma posição atrás de sua base, pisa a “almofada” e avança à base seguinte.

domingo, 16 de setembro de 2012

JOGO DADO POR TERMINADO ANTES DE SEREM COMPLETADOS OS “INNINGS” REGULAMENTARES

Ao término da primeira metade do quinto “inning”, a equipe visitante (aquela que inicia o jogo atacando primeiro) estava liderando o placar (1 x 0). Na segunda metade desse “inning”, quando, com um “out”, a equipe local (aquela que inicia o jogo defendendo primeiro) anotou um ponto, o jogo foi  dado por terminado por causa de chuva e más condições do campo. É um jogo regulamentar?
 
Embora o quinto “inning” não tenha sido completado, é um jogo regula mentar. É um jogo empatado (1 x 1).
 
Um jogo regulamentar dado por terminado com o placar empatado é um Jogo Suspenso;  tem de ser completado numa data futura. Um Jogo Suspenso deve ser reiniciado exatamente do ponto em que estava o jogo original quando foi interrompido. A complementação de um Jogo Suspenso é uma continuação do jogo original. A escalação e a ordem de batedores de ambas as equipes devem ser exatamente as mesmas que estavam sendo seguidas no momento da suspensão, e estarão sujeitas às regras que tratam de substituição de jogadores.

[Regras: 4.10 (c) (3),4.10 (d), 4.12 (a) (6), 4.12 (c)]
 
No beisebol brasileiro, um jogo regulamentar empatado é decidido de acordo com o REGULAMENTO SOBRE “INNINGS” EXTRAS (“TIE-BREAKER”) da IBAF. Esse regulamento estabelece o seguinte:
 
1) Cada equipe deve iniciar o primeiro “inning” extra, com corredor na 1ª e na 2ª bases, nenhum “out”.
 
2) Cada equipe pode escolher o batedor que iniciará o primeiro “inning” extra, e essa escolha tem de ser comunicada ao árbitro principal; os dois batedores anteriores devem ocupar a 1ª e a 2ª bases.  Por exemplo, se a equipe decidir ter o 4º batedor do “lineup” ocupando o “batter’s box” no primeiro “inning” extra, o 2º batedor será colocado na 2ª base, e o 3º batedor, na 1ª base.
 
3) Uma vez que esses jogadores (batedor e corredores) são designados para o primeiro “inning” extra, a determinação da ordem de batedores no(s) “inning” (s) subsequente(s) dependerá de como termina o “inning” anterior. Ou seja, se o primeiro “inning” extra terminar com o 9º batedor completando a sua vez de bater, o “inning” seguinte iniciará com o 1º batedor no “batter’s box”; o 8º batedor será colocado na 2ª base, e o 9º batedor, na 1ª base.

(Vide CT – 03 – item 5)

No softbol, se o placar estiver empatado ao término do sétimo “inning”, o jogo será decidido através de “TIE-BREAKER” (Regra 5 – Seção 6, que diz: Começando na primeira metade do oitavo “inning”, e em cada metade de “inning” daí em diante, a equipe na ofensiva deve iniciar a sua vez de bater com o jogador a quem cabe bater em nono (em ‘Arremesso Rápido’ – modalidade que se pratica no Brasil), décimo (em ‘Arremesso Lento’), décimo primeiro (em ‘AL’ com um JE)  ou décimo segundo (em ‘AL’ Co-ed com JEs) nessa respectiva metade de “inning” sendo colocado na 2ª base. O jogador que está como corredor pode ser substituído de acordo com as regras de substituição.
 
NOTA: Se for colocado um corredor incorreto na 2ª base, o erro poderá ser corrigido tão logo seja notada a falha. Não haverá penalidade. Um jogo dado por terminado antes do sétimo “inning” com o placar empatado deve ser jogado novamente desde o início (Regra 5 – Seção 4b).

sábado, 15 de setembro de 2012

BASE DUPLA


Softbol

Segunda metade do último “inning”, placar empatado, corredor na 3ª base, dois eliminados, rebatida “ground” para o campo interno. Na tentativa de chegar “safe” à 1ª base e empurrar o ponto da vitória, o batedor-corredor fez “head sliding” (deslizou com os braços esticados na direção da base e mantendo a cabeça erguida). Num lance como esse, o batedor-corredor pode tocar qualquer parte da base dupla? 

Não. O batedor-corredor que tenta alcançar a 1ª base –correndo ou deslizando— através de uma rebatida para o campo interno deve tocar a porção “foul” da base dupla; se não o fizer, poderá ser eliminado por omissão de base.

[Regra 2 – Seção 4h-1 (b)]

FONTE: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

CORREDOR DESVIA INTENCIONALMENTE O CURSO DE UMA BOLA “FOUL”

Bases cheias. A bola rebatida –um “ground” fraco—foi rolando sobre o território “foul”, na direção da 3ª base.  O corredor da 3ª base, percebendo que ela poderia entrar na área “fair”, desviou-a com o pé para bem longe da linha de “foul”. Como deve ser decidido este lance?
 
O corredor deve ser declarado eliminado por ter cometido Interferência.

[Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (a), 7.09 (b) – vide Regra 6.05 (i)]

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

JOGADOR DE EMERGÊNCIA


Softbol

O jogador abridor “A” entrou no jogo defendendo a 2ª base e foi substituído no terceiro “inning”. Reingressou no quarto “inning” e, ao ser substituído novamente no quinto “inning”, saiu do jogo. No sexto “inning”, o jogador “B” machucou-se a ponto de perder sangue. O técnico comunicou ao árbitro de “home” que iria utilizar “A” como Jogador de Emergência. Isso deve ser permitido?

Sim. “A” pode entrar no jogo e atuar no lugar de “B” pelo resto do 6º “inning” e pelo “inning” seguinte completo. Expirado o tempo para tratamento do ferimento, “A” deve ceder o lugar para “B” ou ao seu substituto (se “B” não estiver em condição de retornar).

(Regras: 1 – Seção 87, 4 – Seção 11)
Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)    

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

BATEDOR EXECUTOU “BUNT” – UM PÉ ESTAVA ENCOSTADO NO “HOME PLATE”

Corredor na 3ª base, um eliminado, jogada para tentar anotar ponto por meio de “bunt” (“squeeze play”).  Quando o batedor tocou a bola, seu pé esquerdo estava encostado no “home plate”.  A bola rolou para o território “foul”. O batedor é “out”?  
 
O batedor é “out” se o pé encostado no “home plate” estiver completamente fora do “batter’s box”. O fato de a bola ter ido para o território “foul” é irrelevante. As linhas que definem o “box” estão dentro do “batter’s box”.

[Regras: 6.03 – REGRA APROVADA,  6.06 (a)]

Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans
 
No softbol, o batedor é “out” quando rebate a bola arremessada, com um ou ambos os pés em contato com o solo completamente fora do “batter’s box”, ou com qualquer parte de um pé tocando o “home plate”, independentemente de a bola rebatida ser “fair” ou “foul”.

(Regra 7 – Seção 6d)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

“TAG-UP” LEGAL


 
Corredor na 1ª base, nenhum eliminado, “fly” para o espaço entre “leftfield” (jardim esquerdo) e “centerfield” (jardim central).  O jardineiro esquerdo e o jardineiro central correm em direção à bola. Quando o jardineiro esquerdo estende o braço para tentar efetuar a defesa, a bola bate na sua luva e desvia; o jardineiro central –que havia chegado perto do companheiro—apanha-a no rebote antes que ela toque o solo. Como o corredor deixou a “almofada” e arrancou em direção à 2ª base no momento em que a bola teve contato com a luva do jardineiro esquerdo, a equipe na defensiva apelou, alegando “tag-up” ilegal. O corredor deve ser eliminado?
 
Não. O corredor pode deixar a base e avançar à base seguinte no momento em que o primeiro defensor tem contato com a bola.  

 
[Beisebol – Regra 2.00 “RETOUCH” – NOTA, vide Regras 7.08 (d) e 7.10 (a)]
 
(Softbol – Regras: 1 – Seção 95, 8 – Seção 5e)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ÁRBITROS NÃO DECLARAM UM “INFIELD FLY” – A DEFENSIVA EXECUTA UM “DOUBLE PLAY”

Corredor na 1ª e 2ª base, nenhum eliminado, “fly” curto em direção à 2ª base. Imaginando que seria aplicada a regra de “Infield Fly”, os corredores permaneceram  nas suas bases. A bola caiu, sem ser tocada, sobre a grama do “outfield” (campo externo”), logo atrás da base; o defensor da 2ª base apanhou-a e executou um “double play” (jogada dupla) facilmente.  Essa jogada é válida?
 
A regra de “Infield Fly” deve ser aplicada somente quando os árbitros se manifestam sobre a ocorrência. Suponhamos que, neste caso, os árbitros tenham achado, equivocadamente, que o lance não preenchia as condições de um “Infield Fly”; ainda assim, a jogada é válida –a opinião deles deve prevalecer.  

[Regra 2.00 “DOUBLE PLAY”, 2.00 “INFIELD FLY”]

No softbol, a orientação da Federação Internacional de Softbol é no sentido de aplicar a Regra 1 – Seção 56, desde que o lance preencha todas as condições de um “Infield Fly”, ainda que os árbitros não se manifestem sobre a ocorrência. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CONCESSÃO DE BASES


 
O corredor da 1ª base inicia a corrida no momento em que o arremessador está efetuando o arremesso.  O batedor levanta um “fly” para o jardim direito. O corredor da 1ª base para entre a 1ª e a 2ª bases e está preparado para retornar caso o jardineiro direito apanhe a bola; enquanto isso, o batedor-corredor pisa a 1ª base, dá alguns passos em direção à 2ª base e fica atrás dele. O jardineiro direito, porém, não consegue efetuar a defesa, e ao lançar à 1ª base manda a bola para fora do campo. Onde o árbitro deve colocar os corredores?

 
Ao corredor da 1ª base deve ser concedida a 3ª base, e ao batedor-corredor, a 2ª base. Em certas circunstâncias é impossível conceder duas bases a todos os corredores.

 
Se dois corredores estiverem entre as mesmas bases, a concessão será baseada na posição do corredor precedente.  

 
[Beisebol: Regra 7.05 (g) – vide Comentário e REGRA APROVADA]
 
(Softbol: Regra 8 – Seção 7f, Regra 8 – EFEITO – Seção 7f)

domingo, 9 de setembro de 2012

REGRAS DE ANOTAÇÃO


Dave Winfield, “rightfielder” (jardineiro direito) do Yankees, tem um braço forte; e certeiro também.  Mas, de vez em quando, um corredor adversário tenta desafiar sua habilidade para lançar. Foi o que ocorreu no verão de 1986, quando um corredor veloz do Kansas City Royal tentou ir da 1ª base à 3ª base num “single” (rebatida indefensável de uma base) ao “rightfield”  (jardim direito). O lançamento de Winfield  foi perfeito, mas atingiu o corredor –que já  havia chegado à base deslizando—e pulou para fora da linha de “foul” do “leftfield” (jardim esquerdo; o corredor anotou ponto.

Nesse lance, foi anotado um erro a Winfield. Um erro infeliz, verdade seja dita. Ele foi punido por ter efetuado um belo lançamento. Mas se não lhe tivesse sido imputado um erro, o arremessador teria sido responsabilizado por um “earned run” (ponto limpo). [Vide Comentário – Regra 10.13 (e)].  O anotador oficial ficou diante de um dilema neste caso. Alguns beisebolistas puristas acham que, na situação apresentada acima, o erro deveria ser atribuído a uma equipe, e não a um jogador individualmente.

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

REUNIÃO DA DEFENSIVA PARA ORIENTAR JOGADORES

Beisebol

Segunda metade do último “inning”, placar empatado, corredor na 1ª base, dois eliminados. O batedor obteve “ball four” e empurrou o corredor à base seguinte. Notando que o arremessador estava descontrolado, o técnico foi ao montículo para acalmá-lo e retornou.  Como depois disso o batedor seguinte acertou um “base hit” –as bases ficaram lotadas—, o técnico foi novamente ao montículo e conversou com o arremessador. Há algum problema?
 
Sim. Esse arremessador deve ser removido do jogo, de acordo com a Regra 8.06 (b).
 
Regra 8.06 (b): Uma segunda visita ao mesmo arremessador, no mesmo “inning”, causará a remoção automática (do jogo) desse arremessador.

Softbol

O técnico da equipe na defensiva chamou o arremessador à frente do “bench” e conversou com ele em território “foul”; logo depois, quando o arremessador voltou à sua posição, entrou no campo interno e passou-lhe instruções. Deve-se contar duas reuniões?
 
Sim. A primeira reunião foi considerada encerrada no momento em que o técnico voltou ao “dugout”. E como ele entrou no campo para conversar novamente com o arremessador, deve-se considerar que houve a segunda reunião. (Regra 5 – Seção 8b – NOTA 1)

sábado, 8 de setembro de 2012

JOGADOR DESIGNADO (JD)

Softbol

O JD abridor entrou para desempenhar a função do FLEX abridor. Depois, quando chegou a vez do JD bater, o FLEX entrou no “batter’s box” para bater no seu lugar. Substituições como estas devem ser permitidas?
Devem ser permitidas. O JD pode jogar na defesa no lugar do FLEX, e o FLEX pode bater no lugar do JD. No momento em que o JD entra na defesa no lugar do FLEX, este é considerado como tendo deixado o jogo, e desde que ele não reingresse o JD jogará no ataque e na defesa. (A quantidade de jogadores ficará reduzida de 10 para 9.)
Se o FLEX for um jogador abridor, como neste caso, ele poderá reingressar e bater no lugar do JD. Nesta situação, o JD é considerado como tendo deixado o jogo,  e desde que ele não reingresse o FLEX jogará no ataque e na defesa. (Neste caso também a quantidade de jogadores fica reduzida de 10 para 9.)
Alterações como estas também devem ser comunicadas ao árbitro de “home”.

(Regra 4 – Seção 5)

Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA - BATEDOR REBATE A BOLA LANÇADA PELO ARREMESSADOR

Corredor na 3ª base, um “out”. Quando o arremessador se encontrava sobre o “pitcher’s plate”, o corredor arrancou para “home”. Vendo isso, o arremessador deu um passo para trás com seu pé de apoio e jogou a bola ao receptor para tentar eliminá-lo. O batedor girou o “bat” (fez “swing”) e, com uma rebatida forte, mandou a bola para o jardim central. Enquanto isso, o corredor pisou o “home plate” tranquilamente.  
 
Decisão dada pelo árbitro: O corredor foi eliminado devido à Interferência cometida pelo batedor. Se houvesse duas eliminações quando ocorreu essa jogada, o batedor seria eliminado e não seria anotado ponto. 

 
[Regra 7.08 (g) – vide NOTAS 1, 2 e 3]

 
Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

CONFISCO DE JOGO

Um “ball boy”* –autorizado a permanecer no campo de jogo pela Comissão Técnica do Torneio—está sentado numa cadeira encostada no muro lateral do “leftfield” (jardim esquerdo). O técnico da equipe visitante (aquela que inicia o jogo atacando primeiro) recusa-se a colocar seu time em campo, alegando que o “ball boy” e sua cadeira representam um perigo a seus defensores. Que medidas deve tomar o árbitro de “home”?

 
Se não conseguir convencer esse técnico cabeça-dura de que o “ball boy” está autorizado a permanecer lá, o árbitro de “home” poderá confiscar o jogo e dar a vitória à equipe contrária pela contagem de 9 – 0.

 
[Regras: 2.00 “FORFEITED GAME”, 4.15 (c)]

 
Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans

 
OBSERVAÇÃO: Em jogo de sete “innings”, o placar é 7 – 0, e em jogo de seis “innings”,  6 – 0.

 
Regra 4.15 (c): Um jogo pode ser confiscado a favor da equipe contrária quando uma equipe se recusa a continuar jogando, a menos que a partida tenha sido paralisada ou encerrada pelo árbitro.

 
No softbol, a contagem de um jogo confiscado é 7 – 0 a favor da equipe não infratora.

 
(Regras: 1 – Seção 36, 5 – Seção 3f-2, 5 – Seção 4c)

 
Regra 5 – Seção 3f-2: O árbitro de “home” declarará um confisco de jogo a favor da equipe não infratora se, depois de iniciada a partida, uma das equipes se recusar a continuar jogando, a menos que o jogo tenha sido paralisado ou encerrado pelo árbitro.

 
*”Ball boy” = gandula =  aquele que apanha e devolve aos jogadores as bolas que ficam fora de jogo.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

SUBSTITUIÇÃO NÃO ANUNCIADA

Softbol
 
Corredor na 3ª base, dois eliminados. O jogador “B”, que substituiu o arremessador abridor “A” no “batting”, levantou um “right fly” (“fly” para o jardim direito) e foi eliminado. “Change” (mudança ataque x defesa). Aí, “A” voltou ao jogo no lugar do “B” e ocupou novamente a posição de arremessador. Quando arremessou uma bola, a equipe contrária apelou, alegando que “A” reingressara sem ser anunciado. E a apelação foi aceita.
 
Decisão: “A” deve ser removido do jogo e desqualificado como jogador. Entretanto, pode permanecer no “bench” e atuar como “base coach”. A alteração sem comunicação torna-se uma substituição ilegal no momento em que o arremessador inicia os movimentos de arremesso. É uma jogada de apelação.

(Regra 4 – Seções 7 e 8)

Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

NECESSIDADE DE RETOCAR UMA BASE ENQUANTO A BOLA ESTÁ MORTA

Corredor na 1ª base, um eliminado. A senha do técnico é de “hit and run”*. O batedor acerta um “liner”* baixo na direção do interbases. Este consegue apanhar a bola no ar (segunda eliminação), mas faz um mau lançamento (“wild throw”) à 1ª base –a bola bate no muro e sai do campo de jogo. O corredor estava entre a 1ª e a 2ª bases quando o lançamento descontrolado foi efetuado. 
 
Decisão: O corredor é autorizado a ir à 3ª base.  Ele, porém, tem de retornar e pisar outra vez a 1ª base –enquanto a bola está morta—, para depois iniciar o trajeto rumo à 3ª base, e isso antes de tocar a 2ª base. Se tocar a 2ª base, não mais poderá retornar à 1ª base; e será eliminado se a equipe na defensiva apelar na 1ª base.

[Regras: 7.05 (g), 7.10 (b)]

Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues

* “Hit and run” significa bater e correr. É uma jogada em que o batedor tem de rebater a bola arremessada, com certeza, porque o corredor já está iniciando a corrida para a base seguinte.

*“Liner” é uma bola rebatida que vai em linha reta, com força, do “bat” a um defensor, sem tocar o solo. “Liner” = “Line Drive”.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

REGRAS DE ANOTAÇÃO – VITÓRIA E JOGO SALVO

Pode um arremessador ser creditado com uma vitória e um jogo salvo no mesmo jogo? O livro de regras de beisebol nada diz a respeito.

Um jogo entre Mets e Reds, no início da temporada de 1986, que, finalmente, terminou no 14º “inning” é um exemplo. Mas primeiro vamos fazer uma retrospectiva desse jogo.

Com o placar empatado na segunda metade do 10º “inning”, Pete Rose acertou um “hit” simples (rebatida por meio da qual o batedor avança uma base) e cedeu seu lugar ao corredor de emergência (“pinch-runner”) Eric Davis, que acabou roubando a 2ª e a 3ª bases. O defensor da 3ª base do Mets, Ray Knight, entretanto, achou que Davis foi demasiadamente agressivo quando deslizou para a 3ª base. E assim teve início uma briga entre o defensor e o corredor, na qual entraram outros jogadores. Resultado da briga: Knight e Davis foram expulsos do jogo, juntamente com Mario Soto, arremessador do Reds, e Kevin Mitchell, defensor do campo externo (“outfielder”) do Mets. Darryl Strawberry, do Mets, e o “coach” Billy DeMars, do Reds, foram expulsos em outros incidentes que ocorreram mais tarde.
O técnico Davey Johnson, do Mets, não tinha ninguém, exceto um arremessador, para substituir Mitchell no campo externo. Então, ele decidiu alternar Jesse Orosco, que estava arremessando, e Roger McDowell, outro arremessador, entre o montículo (“mound”) e o campo externo. Cada um deveria arremessar em um “inning” inteiro, e depois atuar como defensor do campo externo, também em um “inning” inteiro.
Na primeira metade do 14º “inning”, Ed Hearn, do Mets, deu uma rebatida de duas bases (“two-base hit”), e Orosco obteve “ball four” (quatro “balls”) do arremessador Carl Willis, do Reds. Então, Ted Power entrou como substituto de Carl Willis, e, de cara, sofreu um “home run” de três pontos de Howard Johnson. Orosco fechou a segunda metade do 14º “inning” sem conceder ponto. 
Nesse caso, McDowell, que arremessou no 13º “inning”, é considerado o arremessador vencedor, e a Orosco deve ser creditado um jogo salvo. Mas suponhamos –apenas uma suposição—que Orosco tivesse tido dificuldade no 14º “inning” e sido substituído por McDowell. Se McDowell terminasse o “inning” sem conceder o ponto de empate ou da vitória, ele teria tecnicamente salvado sua própria vitória.
Um arremessador pode ser creditado com uma vitória ou um jogo salvo, mas não com ambos.
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

PEGADA LEGAL?


Rebatida “fly” para o campo interno. O interbases preparou-se para efetuar a defesa, mas a bola foi desviada pelo vento e, após tocar sua luva, atingiu, enquanto ainda em voo, um árbitro. Se um defensor apanhar essa bola antes de ela cair ao chão, a pegada será considerada legal?
Não, mas a bola permanece em jogo.

Beisebol

Comentário - Regra 5.09 (f): Se uma bola “fair” toca um árbitro trabalhando no campo interno, depois de ter passado ao lado ou por cima do arremessador, ela se torna morta.  Se uma bola rebatida desviada por um defensor, em território “fair”, atinge, enquanto ainda em voo, um corredor ou um árbitro, e em seguida é apanhada por um defensor, a pegada não é considerada legal, mas a bola permanece em jogo.

Softbol

Regra 1 – Seção 15-E: Uma bola rebatida que, enquanto em voo, tem contato com qualquer coisa, exceto um jogador da defensiva, é tratada como se ela tivesse tocado o solo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

JOGADOR DESIGNADO (JD)


Softbol
O JD, cujo desempenho não estava satisfatório, passou a atuar somente na defensiva. O FLEX, então passou a bater no lugar do JD. Essa substituição é correta?
É uma substituição ilegal. Quando o JD e o FLEX estão no jogo, o primeiro deve somente bater, e o segundo, somente defender. O JD pode entrar na defensiva no lugar do FLEX, e este pode atuar na ofensiva no lugar do JD, porém, em hipótese alguma os dois podem permanecer no jogo com as funções trocadas, ou seja, JD como defensor somente, e o FLEX como batedor somente.
(Regra 4 – Seção 5)

LANCES OCORRIDOS EM JOGOS DO XVIII CAMPEONATO BRASILEIRO DE BEISEBOL INTERSELEÇÕES – CATEGORIA VETERANOS (45 ANOS)—REALIZADO NOS DIAS 01 E 02/09/2012 NO ESTÁDIO DO BOM RETIRO


 
1)      Arremessador posicionado sobre o “pitcher’s plate” simulou um lançamento à 2ª base, para “segurar” o corredor, sem dar um passo diretamente em direção àquela base. Os árbitros não o puniram –deveriam ter declarado um “balk”—nem o advertiram.

 
Regra 8.05 (b) – NOTA: Enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, o arremessador pode simular um lançamento à segunda e à terceira bases, ocupadas, desde que dê um passo diretamente em direção a tais bases, mas não é permitido que simule um lançamento à 1ª base, ou um arremesso ao batedor. Se o arremessador tirar o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate”, poderá simular um lançamento para qualquer base, sem dar passo, mas não poderá jogar a bola ao batedor.

 
2)      Rebatida “ground” fraca em direção à 3ª base. O defensor da 3ª base apanhou a bola alguns centímetros fora da linha de “foul” e antes da base; e como o árbitro de “home” nada declarou, lançou à 1ª base. (O batedor-corredor foi declarado eliminado.) Ocorre que o árbitro da 3ª base, percebendo a hesitação de seu companheiro, havia sinalizado um “foul ball”. Houve reclamação da equipe na defensiva, mas a decisão “FOUL” foi mantida e o jogo prosseguiu normalmente.

 
3)      O defensor da 1ª base recebeu o lançamento fora da base e tocou o batedor-corredor antes de ele alcançar a “almofada”; o árbitro da 1ª base declarou-o eliminado. Como logo após o toque a bola foi ao solo, a equipe na ofensiva reclamou. Os árbitros se reuniram e mudaram a decisão para “safe”. [Regra 6.05 (j) – NOTA]

 
4)      “Run-down play” entre a 3ª base e o “home plate”. O lançamento feito pelo receptor atingiu o capacete protetor do corredor e desviou. O árbitro de “home” ficou em dúvida se o contato da bola com o capacete havia sido acidental ou intencional; após consultar o árbitro da 3ª base, considerou que o lance fora casual e validou a jogada (o corredor anotou ponto).  [Regra 7.08 (b)]

 
5)      Havia corredores em base. O batedor pediu “Time” e saiu repentinamente do “batter’s box” sem ser autorizado pelo árbitro. Devido a isso, o arremessador, que já havia iniciado os movimentos para arremessar, não completou o arremesso. O árbitro de “home”, apanhado de surpresa, demorou um pouco para dar uma decisão. Finalmente declarou “Time” e ordenou que ambos (arremessador e batedor) começassem novamente desde o princípio.

 
Comentário – Regra 6.02 (b): Se, com corredor(es) em base, o arremessador –após iniciar o “Windup” ou assumir a Posição “Set”—não completa o arremesso porque o batedor abandona o “batter’s box”, o árbitro não deve declarar um “balk”. Tanto o arremessador como o batedor infringiram uma regra. O árbitro deve declarar “TIME” e ordenar que ambos comecem novamente desde o princípio.

 
6)      O batedor-corredor pisou a 1ª base e ultrapassou-a, porém, achando que havia sido eliminado, deu alguns passos em direção ao “dugout”. Alertado pelo “coach” de que havia sido “safe”, retornou imediatamente à base. A equipe na defensiva reclamou e queria que ele fosse eliminado por abandono de base. O árbitro da 1ª base, corretamente, não aceitou a reclamação. (O batedor-corredor seria eliminado em apelação somente se fosse tocado, ou se a 1ª base fosse tocada, por um defensor.) [Regra 7.08 (j)]

 


 

 

 

 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

BATEDOR FAZ "SWING" E SEU "BAT" TEM CONTATO COM O "MITT" DO RECEPTOR

Corredor na 1ª base. O batedor tentou rebater um arremesso ‘auto koona’* e, quando fez “swing”, seu “bat” teve contato com o “mitt” do receptor; mesmo assim, conseguiu acertar um “ground” fraco para o espaço entre o montículo e a 1ª base.  O arremessador efetuou a defesa e lançou à 1ª base, porém o lançamento foi descontrolado –a bola foi parar no jardim direito. O corredor da 1ª base tentou anotar ponto, mas foi tocado pelo receptor –que havia recebido a bola lançada pelo jardineiro direito—antes de alcançar o “home plate”. Como deve ser decidido este lance?
 
Como o batedor chegou à 1ª base e o corredor avançou pelo menos uma base, a falta cometida pelo receptor (Interferência da Defensiva*) não é levada em consideração. O corredor é “out”.

[Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (b), 6.08 (c)]

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez
 
O caso apresentado acima ocorreu num jogo de beisebol. Se tivesse acontecido num jogo de softbol, seria dada a mesma decisão.

(Regras: 1 – Seção 66a,  8 – Seção 1d, Regra 8 – EFEITO – Seção 1d-3)

*‘AUTO KOONA’ vem do inglês “OUT CORNER” (aut k’órna), que significa canto externo. Arremesso ‘AUTO KOONA’ é aquele direcionado ao canto (lado) externo da zona de “strike” do batedor.
 
*Interferência da Defensiva: no softbol, é tratada como Obstrução.

domingo, 2 de setembro de 2012

BASE DUPLA


Softbol
Rebatida “ground” para o campo interno. O defensor da 3ª base, que estava posicionado bem afastado, efetuou a defesa e lançou à 1ª base. O defensor da 1ª base agarrou a bola depois que o batedor-corredor ultrapassou a base pisando a linha que divide a base dupla em porção “fair” e porção “foul”.  O batedor-corredor é “safe”?

Sim, porque o pé do batedor-corredor tocou a porção “foul” da base dupla, conforme exige a regra. (O fato de uma parte do pé ter tocado a porção “fair” é irrelevante.)

[Regra 2 – Seção 4h-1 (b)]

FONTE: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)