sábado, 30 de junho de 2012

ARREMESSO LEGAL OU ILEGAL?

Softbol

O arremessador posicionou-se sobre o “pitcher’s plate” segurando a bola com as duas mãos à frente do corpo. Em seguida, ergueu as mãos juntas até a altura do peito e, após dar uma parada, moveu-as para cima da cabeça e deu nova parada. Na sequência, soltou as mãos, levou-as para trás do corpo e, finalmente, efetuou o arremesso fazendo o movimento de ‘molinete’ (“windmill”).   
 
O arremesso feito dessa forma é legal. O arremesso inicia quando o arremessador separa uma mão da bola ou faz qualquer movimento relacionado com sua maneira de arremessar. Neste caso, o arremessador não separou as mãos logo após a primeira parada, mas como os movimentos foram contínuos, ele não cometeu infração.

(Regra 6 – Seção 1e, Seção 2)

Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK – editado pela JSA – Japan Softball Association

ARREMESSADOR COMPLETA O ARREMESSO APÓS TER COMETIDO UM “BALK”

Corredor na 2ª base, contagem de bolas: 3 - 1 (três “balls” - um “strike”). O arremessador cometeu um “balk”, que foi imediatamente apontado pelos árbitros. Não obstante, o arremesso foi completado, e o árbitro de “home” considerou-o “ball”. O batedor foi mandado à 1ª base e o corredor da 2ª base, à 3ª base. O árbitro de “home” decidiu corretamente?
 
Decisão errada. Como havia corredor somente na 2ª base, o árbitro deveria ter aplicado a penalidade estipulada para “balk” –mandar o corredor à 3ª base e anular o arremesso. Se houvesse corredor na 1ª, 1ª e 2ª ou 1ª, 2ª e 3ª, a decisão estaria correta, pois o jogo deveria continuar sem levar em consideração a falta cometida pelo arremessador, porque o batedor alcançaria a 1ª base, por “ball four”, e todos os corredores avançariam pelo menos uma base.

[Regra 8.05 – PENALIDADE, Ver NOTA 1]

sexta-feira, 29 de junho de 2012

CORREDOR COMETE INTERFERÊNCIA PARA EVITAR UMA JOGADA DUPLA

Nenhum eliminado, corredor na 1ª e 3ª base. O corredor da 1ª base estava tentando roubar a 2ª base no momento em que o batedor acertou um “ground” na direção do interbases. Prevendo uma jogada dupla, ele (corredor da 1ª base) deslizou, intencionalmente, para atingir o defensor da 2ª base –que estava cobrindo a sua base à espera do lançamento do interbases—e derrubou-o.


Beisebol

O corredor da 1ª base deve ser declarado eliminado por ter interferido, intencional e deliberadamente, na ação de um defensor, com clara intenção de evitar uma jogada dupla. O batedor-corredor também deve ser declarado eliminado em razão da falta cometida por seu companheiro de equipe. A bola torna-se morta e o corredor da 3ª base tem de retornar à sua base.


[Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (a), 7.09 (f)]


Softbol

O corredor da 1ª base deve ser declarado eliminado, e o batedor-corredor (corredor subsequente imediato) também deve ser declarado eliminado. A bola torna-se morta e o corredor da 3ª base tem de retornar à sua base.


(Regras: 1 – Seção 60a, 8 – Seção 9m - NOTA - Seção 9k-m, 8 -  EFEITO – Seção 9k-s)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

BATEDOR ELIMINADO POR TRÊS “STRIKES” ESTORVA UMA JOGADA DO RECEPTOR

Aconteceu num jogo de beisebol: Corredor na 1ª e 2ª base, um “out”. O batedor eliminado por três “strikes” atrapalhou o receptor e impediu que ele fizesse uma jogada sobre os corredores, que estavam avançando para as bases seguintes.  O árbitro de “home” apontou a Interferência da Ofensiva e mandou os corredores retornar às suas bases. Você concorda?

Neste lance, o árbitro de “home” não foi feliz na sua decisão; ele deveria ter eliminado o corredor que seria o alvo da jogada devido à Interferência cometida por seu companheiro de equipe.


[Regra 2.00 “INTERFERENCE” (a), Regra 7.09 (e)]


Se isso tivesse ocorrido no softbol, o corredor que estava mais perto do “home plate”, no momento da Interferência, seria declarado eliminado.


(Regra 1 – Seção 60a, Regra 8 – Seção 9o)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

MAIS TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘BOORU BAKKU’: Vem de “BALL BACK” (ból baek), que quer dizer voltar, retornar, devolver a bola. O árbitro usa esse termo para mandar os jogadores da defensiva encerrar o treinamento com bola que estão fazendo dentro do campo.

‘BOORU IN PUREI’: Vem de “BALL IN PLAY” (ból in pléi), que quer dizer bola em jogo. É uma bola viva –aquela com a qual se pode fazer uma jogada.

‘SUNAPPU’: Vem de “SNAP” (snaep), que significa mover rapidamente, bruscamente. No beisebol, dizemos que um jogador tem bom ‘SUNAPPU’ quando ele movimenta rapidamente (bruscamente) o punho para atirar a bola.

BATEDOR RECUSA-SE A ENTRAR NO “BATTER’S BOX”

Após discutir sobre um arremesso declarado “strike”, o batedor, muito nervoso, abandonou o seu posto. Apesar de ter sido advertido três vezes pelo árbitro, ele se recusou a entrar no “batter’s box”. O que deve fazer o árbitro?
 
Beisebol
 
O árbitro deve declarar um “strike” automático, ou seja, sem que o arremessador tenha de efetuar o arremesso. A bola fica morta e os corredores não podem avançar. Depois dessa penalidade, o batedor poderá se posicionar corretamente no “batter’s box”; a contagem regular de “ball” e “strike” continuará. Se o batedor não entrar no “batter’s box” antes de serem contados três “strikes”, será declarado “out”. O árbitro deve dar ao batedor uma oportunidade razoável para ele se posicionar corretamente no “batter’s box”, após a declaração de um “strike” de acordo com a Regra 6.02 (c).

[Regras: 6.02 (c) e 6.02 (d) (1), Comentário – Regra 6.02 (c), Comentário – Regra 6.02 (d) (1)].

Softbol
 
O árbitro declara um “strike” quando o batedor não entra no “batter’s box” dentro de dez (10) segundos depois que o árbitro declara “PLAY BALL”. A bola torna-se morta e os corredores têm de retornar a suas bases, sem o risco de serem eliminados.

(Regra 7 – Seção 4i, Regra 7 – EFEITO – Seção 4d-j)

terça-feira, 26 de junho de 2012

O ARREMESSADOR OLHOU NA DIREÇÃO DO RECEPTOR ENQUANTO SE APROXIMAVA DO “PITCHER’S PLATE”



Softbol


Enquanto se aproximava do “pitcher’s plate”, o arremessador olhou fixamente na direção do receptor. Em seguida, pisou legalmente o “plate”, deu uma parada e efetuou o arremesso. Ele cometeu alguma infração?


Não. De acordo com a Regra 6 – Seção 1d, para combinar a senha com o receptor o arremessador deve ficar com os pés em contato com o “pitcher’s plate” e com as mãos separadas. No caso apresentado acima, o arremessador não combinou a senha com o receptor enquanto se aproximava do “pitcher’s plate”; ele simplesmente olhou na direção do receptor, e isso não caracteriza uma infração.  O arremesso efetuado, portanto, foi legal.  


Fonte: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK – editado pela JSA – Japan Softball Association (Associação de Softbol do Japão)

ARREMESSADOR COMPLETA O ARREMESSO APÓS TER COMETIDO UM “BALK”

Com corredor na 1ª e 2ª base, o arremessador cometeu um “balk”. Os árbitros apontaram imediatamente a infração, porém, mesmo assim, o arremesso foi completado. A bola arremessada atingiu o braço esquerdo do batedor (“hit by pitch”). O árbitro de “home” concedeu uma base a cada corredor e anulou o arremesso. O batedor não foi mandado à 1ª base. Você concorda com isso?  

Neste lance o árbitro de “home” equivocou-se. Quando o arremessador comete um “balk”, a bola torna-se morta e cada corredor pode avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, a menos que o batedor alcance a 1ª base –através de uma rebatida indefensável, um erro, quatro “balls”, por ter sido atingido pela bola arremessada, ou de outra maneira—e todos os outros corredores avancem pelo menos uma base, caso em que a falta cometida pelo arremessador não é levada em consideração.  

(Regra 8.05 – PENALIDADE – vide NOTA 1)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

BOLA LANÇADA PELO RECEPTOR ATINGE O BATEDOR-CORREDOR DENTRO DO TERRITÓRIO “FAIR”

Softbol
 
O receptor derrubou a bola do terceiro “strike” e, apanhando-a no território “foul” do lado da 1ª base, lançou apressadamente ao defensor da 1ª base, que estava tocando a porção “foul” da base dupla.  A bola lançada atingiu o batedor-corredor dentro do território “fair”. Ele é “out”?
 
Não. Em qualquer jogada com bola viva feita do território “foul” do lado da 1ª base, o batedor-corredor e o jogador da defensiva podem usar tanto a porção “foul” como a porção “fair” da base dupla. Quando o jogador da defensiva usa a porção “foul”,  o batedor-corredor pode correr em território “fair”, e se for atingido por um lançamento feito do território “foul” do lado da 1ª base, não haverá penalidade, pois isso não caracteriza uma Interferência. A faixa de três pés duplica-se em lançamentos feitos do território “foul” do lado da 1ª base. (Quando o defensor está usando a porção “foul” para apanhar a bola lançada, a faixa de três pés passa para o território “fair”.)  

[Regra 2 – Seção 4h – 1 – NOTA (b) e NOTA (c) – vide EXCEÇÃO]

O ARREMESSADOR DESEQUILIBROU-SE E NÃO COMPLETOU O ARREMESSO

Nenhum corredor em base. O arremessador desequilibrou-se no momento em que se preparava para arremessar e caiu ao solo. Por essa razão, não completou o arremesso. O árbitro de “home” declarou um "ball". Na sua opinião, o árbitro decidiu corretamente?
 
Não. No lance citado o arremessador não soltou a bola; mesmo que a tivesse soltado, o árbitro deveria contar um "ball" somente se ela ultrapassasse a linha de "foul".

[Comentário – Regra 8.01 (d)]

domingo, 24 de junho de 2012

“BAT” COM A SUPERFÍCIE PINTADA


Softbol

Um batedor estava usando “bat” com a superfície pintada.  Há algum problema?

Um “bat” com a superfície pintada é considerado um “bat” alterado; deve ser retirado do jogo. O batedor é eliminado quando entra no “batter’s box” com um “bat” alterado, ou é descoberto usando um “bat” alterado. O batedor é também expulso do jogo.

É permitido que seja pintado o nome, as iniciais, o número do uniforme ou outro sinal ou marca na extremidade do cabo, com o propósito de identificar o dono de cada “bat”. 

(Regra 1 – Seção 1, Regra 7 – Seção 6b – vide NOTA, NOTA – Seção b-c)




CÍRCULO DE 18 PÉS QUE CIRCUNDA O “PITCHER’S PLATE”

Um grupo de beisebolistas, inclusive alguns árbitros, estavam discutindo sobre o círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”. Para quê serve o círculo?, perguntou um deles.
 
1)  O círculo delimita o montículo do arremessador (“pitching mound”).
 
(Diagrama 3)
 
2) O arremessador não deve levar sua mão (aquela com a qual faz os arremessos) para sua boca ou lábios enquanto se encontra dentro do círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”. EXCEÇÃO: Desde que haja acordo entre ambos os técnicos, em jogo a ser realizado num dia frio o árbitro pode permitir que o arremessador sopre sua mão.
 
[Regra 8.02 (a) (1)]
 
OBSERVAÇÃO: Em 2011, a Regra 8.02 (a) (1) foi alterada.
 
Nova redação: O arremessador não deve pôr a mão na bola após tocar sua boca ou lábios enquanto está dentro do círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”, ou tocar sua boca ou lábios enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”. O arremessador tem de esfregar e enxugar completamente os dedos da mão com a qual faz os arremessos, antes de tocar a bola ou o “pitcher’s plate”. EXCEÇÃO: Desde que haja acordo entre ambos os técnicos, em jogo a ser realizado num dia frio o árbitro pode permitir que o arremessador sopre sua mão
 
Essa alteração deve ser adotada aqui somente depois de oficializada pela Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol – CBBS.
 
3) Um técnico ou “coach” é considerado ter concluído sua visita ao arremessador quando deixa o círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”.
 
(Regra 8.06)

sábado, 23 de junho de 2012

"LEFTFIELDER" APANHA UM "FOUL FLY" ENQUANTO ESTÁ USANDO UM 'FASTO MITTO'*

Aconteceu num jogo da X Taça Brasil de Softbol Feminino Juvenil. Jogada: Nenhuma corredora em base, rebatida “foul fly” para o campo externo. A defensora do jardim esquerdo (“leftfielder”) apanhou a bola no ar.  O técnico da equipe na ofensiva, ao perceber que a defensora que efetuou a defesa estava usando ‘fasto mitto’,  reclamou imediatamente.
 
Os árbitros deram a seguinte decisão:
 
1        – mandaram a defensora trocar o ‘fasto mitto’ por uma luva normal e
 
2        – concederam a 1ª base à batedora.
 
Decisão equivocada. Os árbitros deveriam ter mandado a batedora bater novamente, assumindo a contagem de bolas arremessadas (“ball count” ) anterior ao arremesso que deu origem à jogada.
 
Vejamos a regra que trata deste assunto:

Regra 8 – Seção 3: O batedor-corredor não é eliminado quando um defensor faz uma jogada sobre ele enquanto está usando uma luva ilegal.

EFEITO – Seção 3: O técnico da equipe na ofensiva tem a opção de (a) aceitar o resultado da jogada, ou (b) mandar o batedor bater novamente, assumindo a contagem de “ball” e “strike” anterior ao arremesso. Os outros corredores têm de retornar às bases que estavam ocupando no momento do arremesso.

Exemplo:
 
Corredor na 3ª base, um eliminado. O jardineiro esquerdo que está usando uma luva ilegal (‘fasto mitto’) apanha um “foul fly”. O corredor sai após retocar legalmente a base e pisa o “home plate”.
 
O técnico da equipe na ofensiva tem a opção de aceitar o resultado da jogada (ter dois eliminados e um ponto anotado) ou mandar o batedor bater novamente (assumindo o “ball count” anterior ao arremesso) e continuar com um eliminado e corredor na 3ª base.

(Regra 8 – Seção 3, Regra 8 – EFEITO – Seção 3)

*‘Fasto mitto’ é uma luva especial para defensor da 1ª base.

O ARREMESSADOR MEXEU OS OMBROS DEPOIS DA PARADA COMPLETA

Quando havia corredor na 1ª e 2ª base, o arremessador que estava completamente parado após assumir a Posição “Set” mexeu os ombros para o lado da 1ª base.  Há alguma penalidade?

É “balk”. Depois da parada completa, nenhum movimento deve ser feito; não é permitido mexer qualquer parte do corpo, a não ser o pescoço.

[Regra 8.01 (b) – NOTA 2]

sexta-feira, 22 de junho de 2012

EQUIPAMENTO ABANDONADO NO CAMPO DE JOGO

Softbol
 
Uma bola lançada atingiu a luva que estava abandonada no campo de jogo. Que decisão deve ser tomada
 
(1)   quando a luva é da equipe na defensiva?
 
(2)   quando a luva é da equipe na ofensiva?
 
Quando a luva é da equipe na defensiva, cada corredor deve ser autorizado a avançar duas bases, sem o risco de ser eliminado, e a concessão será baseada na posição do corredor quando a bola deixou a mão do defensor. A bola torna-se morta.   

[Regra 3 – Seção 7, Regra 3 - EFEITO - Seção 7 - c (ii), Regra 8 – Seção 7f, Regra 8 – EFEITO – Seção 7f]

Quando a luva é da equipe na ofensiva, os corredores têm de retornar às bases que estavam ocupando no momento em que a bola foi bloqueada. Se essa ocorrência impedir que um defensor execute uma jogada, o corredor (que seria o alvo da jogada) será declarado eliminado. (Se esse jogador tiver anotado ponto antes de ser decretada a Bola Bloqueada, o corredor que estiver mais perto do “home” será declarado eliminado.) A bola torna-se morta.

(Regra 3 – Seção 7, Regra 3 – EFEITO – Seção 7a/b, Regra 8 – Seção 7f – EXCEÇÃO 3)

FONTE: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)

JOGADA DE APELAÇÃO


Nenhum corredor. O batedor acertou uma rebatida de duas bases (“two-base hit”), mas omitiu a 1ª base. Foi declarado “TIME”. A bola voltou às mãos do  arremessador. Este, posicionando-se sobre o “pitcher’s plate”, fez o “stretch”* calmamente e assumiu a Posição “Set”. (A equipe na defensiva pretende apelar sobre a omissão da 1ª base.) O arremessador saiu do “pitcher’s plate”, legalmente, olhou o corredor da 2ª base e, em seguida, lançou à 1ª base para fazer a apelação. O lançamento, porém, foi mal executado –a bola passou pelo defensor da 1ª base e permaneceu dentro do campo de jogo. O corredor alcançou a 3ª base enquanto o defensor foi apanhar a bola. A equipe na defensiva pode ainda apelar na 1ª base?


Sim. Uma vez que a bola está viva e em jogo, se o defensor apanhar a bola e voltar à 1ª base, imediatamente, será permitida a apelação.


[Regra 7.10 (b)]


Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues

*“Stretch” é aquele movimento preliminar que o arremessador faz antes de assumir a Posição “Set”.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

BATEDOR DE EMERGÊNCIA ENTRA NO JOGO SEM SER ANUNCIADO AO ÁRBITRO DE "HOME"


Roberto Sánchez entrou no jogo como “pinch-hitter” (batedor de emergência) no lugar de Roberto Rodriguez, sem ser anunciado ao árbitro de “home”, e acertou um “one-base hit” (rebatida indefensável de uma base). O técnico da equipe oponente reclamou, alegando que a rebatida deveria ser anulada porque Sánchez era um batedor ilegal. A reclamação procede? 

Não. Um batedor é considerado dentro do jogo no momento em que ocupa sua posição no “batter’s box”. O jogo deve continuar com Roberto Sánchez na 1ª base.

[Regra 3.08 (a) (2)]

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

No softbol, o substituto não anunciado é “Declarado Desqualificado” e eliminado. Se a jogada ocorrer quando há corredor(es) em base, esse(s) corredor(es) terá(ão) de retornar à(s) base(s) que estava(m) ocupando no momento do arremesso. Todas as eliminações ocorridas na jogada serão mantidas.

(Regra 4 – Seção 8b – EXCEÇÃO 1)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

BOLA LANÇADA ATINGE EQUIPAMENTO ABANDONADO NO CAMPO DE JOGO


Softbol

Corredor na 1ª base, rebatida indefensável (“hit”) para as proximidades da linha do jardim esquerdo (“leftfield”). Quando o corredor da 1ª base, passando pela 2ª base, arrancou em direção à 3ª base, o jardineiro esquerdo (“leftfielder”) lançou àquela base. A bola, porém, desviou e atingiu o “bat” que a equipe na ofensiva deixou abandonado no círculo do batedor seguinte do lado da 3ª base.

A bola fica fora de jogo (morta). Se esse equipamento abandonado, ao ser atingido pela bola lançada, causar uma Interferência, o corredor da 1ª base que correu para a 3ª base será eliminado. Se, porém, não for evidente a ocorrência de uma jogada, o corredor não será declarado eliminado, mas terá de retornar à última base tocada no momento em que a bola foi declarada morta.

(Regra 1 – Seção 69, Regra 3 – Seção 7 – EFEITO – Seção 7a-b)

QUAL É O PLACAR?


Yankees estava vencendo por 1 - 0 na primeira metade do oitavo “inning” quando Don Mattingly acertou um “home run” com as bases lotadas (“grand-slam”). Em seguida, devido a uma forte pancada de chuva, o árbitro encerrou o jogo. O escore final é 1 - 0 ou 5 - 0?

É 5 - 0.  O quadrangular de quatro pontos de Mattingly  é mantido porque não alterou a situação do jogo. A regra que considerava o escore do último “inning” completado anteriormente foi mudada em 1980. Se o “home run” de Mattingly tivesse alterado o resultado e dado a Yankees a liderança no placar, o jogo teria sido suspenso e completado numa data futura. E se o “home run” de Mattingly tivesse sido rebatido na segunda metade do “inning”, o jogo teria sido encerrado com vitória de Yankees pela contagem de 5 - 0.

[Regra 4.11 (d)]

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

terça-feira, 19 de junho de 2012

DOIS "BALKS" INCONTESTÁVEIS

Na rodada do Campeonato Paulista de Beisebol 2012 – Categoria Adultos—, que teve lugar no Estádio do Bom Retiro, no dia 17/06/2012, ocorreram dois “balks” incontestáveis.
 
No primeiro jogo, o lance foi assim: Havia corredores em base. Enquanto o arremessador fazia os movimentos de arremesso, a bola escapou de sua mão e rolou em direção à linha de “foul” da 1ª base; e quando ela parou antes da linha, o árbitro da 3ª base declarou um “balk”. O técnico da equipe na defensiva reclamou –queria que fosse declarado um “ball” e não um “balk”—, mas o árbitro, corretamente, manteve a sua decisão.
 
[Comentário – Regra 8.01 (d)]
 
No segundo jogo, o arremessador, que estava na “Set Position”, simulou um lançamento à 1ª base (não completou o lançamento) para “segurar” o corredor. Os árbitros apontaram a falta imediatamente. Neste caso, não houve reclamação.
 
[Regra 8.05 (b)]

SUBSTITUIÇÃO CORRETA?


Softbol
 O arremessador abridor “A”, que havia entrado no jogo como o FLEX, foi declarado ilegal em razão de sua equipe ter excedido o limite de reuniões defensivas, no quinto “inning”; por isso, o técnico substituiu-o por outro arremessador. O jogador “A” deixou o jogo e foi ao “bench”. No último “inning”, quando chegou a vez de JD no “batting”, “A” entrou como “pinch-hitter” (batedor de emergência) e, na segunda metade desse “inning”, foi defender a 1ª base. Essa substituição é correta?
 Sim, é correta. O arremessador abridor “A” removido de sua posição em razão de excesso de reuniões defensivas pode reingressar e bater no lugar do JD; e pode ocupar qualquer posição na defensiva, exceto a de arremessador.
 (Regra 4 - EFEITO – Seção 8g – vide NOTA e EXCEÇÃO; Regra 5 – EFEITO – Seção 8b – vide NOTA)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘WAINDAPPU POSISHON’: Vem de “WINDUP POSITION” (waindâp pazishan). É uma das duas maneiras legais de arremessar.

‘WAN AUTO’: Vem de “ONE OUT” (wân aut), que significa um jogador da ofensiva eliminado, uma eliminação.

‘WAN BAUNDO’: Vem de “ONE BOUND” (wân baund), que quer dizer um pulo, um salto; é aquela bola rebatida ou lançada que dá um pulo após tocar o solo.  

‘WAN BEESSU’: Vem de “ONE BASE” (wân béis), que quer dizer uma base.

‘WAN BEESSU HITTO’: Vem de “ONE-BASE HIT” (wân-béis hit). É uma rebatida indefensável de uma base.

‘WAN BOORU’: Vem de “ONE BALL” (wân ból), que quer dizer um arremesso ruim.

‘WAN DAN’: Vem de “ONE DOWN” (wân daun), que significa um abatido (um jogador da ofensiva eliminado, uma eliminação).

‘WAN SUTORAIKU’: Vem de “ONE STRIKE” (wân straik), que significa um arremesso bom.

‘WESTO BOORU’: Vem de “WASTE BALL” (wéist ból), que quer dizer bola desperdiçada. É um arremesso feito, intencionalmente, para passar fora da zona de "strike".

DEFENSOR DA 1ª BASE TOCA A BASE COM A MÃO

O defensor da 1ª base recebeu a bola lançada pelo interbases, mas deixou-a escapar da luva; apanhando-a rapidamente do solo,  “mergulhou” no chão e conseguiu tocar a base com a mão antes que o batedor-corredor a alcançasse. O batedor-corredor foi declarado eliminado.

A decisão dada pelo árbitro está correta. Numa jogada forçada, o defensor –com a bola na luva ou na mão—pode tocar a base com qualquer parte do seu corpo.


[Beisebol – Regra 6.05 (j)]

(Softbol – Regra 8 – Seção 2c)

REGRAS DE ANOTAÇÃO


Rebatida “ground” fraca na direção do defensor da 3ª base. Este apanha a bola e, subestimando a velocidade do corredor, lança à 1ª base com excessiva tranquilidade. O batedor-corredor é “safe”. Deve ser anotado um erro ao defensor?
Desde que não seja a causa de uma jogada mal executada, a demora para lançar a bola não deve ser considerada um erro.

(Comentário - Regra 10.13)

domingo, 17 de junho de 2012

ALTERAÇÕES FEITAS NAS REGRAS OFICIAIS DE BEISEBOL


ALTERAÇÕES FEITAS NAS REGRAS OFICIAIS DE BEISEBOL (MLB)

(2009)

1)      Regra 2.00 (“INTERFERENCE”) (d). Nova redação: Ocorre uma Interferência do Espectador quando este se estica para fora das arquibancadas, ou entra no campo de jogo, e (1) toca uma bola viva ou (2) toca um jogador e estorva uma tentativa de fazer uma jogada sobre uma bola viva.
 
2)      Regra 8.01 (f) (nova). Um arremessador deve indicar de forma clara, ao árbitro principal, ao batedor e aos corredores a mão com a qual pretende arremessar, o que pode ser feito usando sua luva na outra mão enquanto está tocando o “pitcher’s plate”. Não é permitido que o arremessador arremesse com a outra mão até que: o batedor seja eliminado ou se torne um corredor; o “inning” termine; o batedor seja substituído por um “pinch-hitter” (batedor de emergência); ou o arremessador se machuque. Em caso de o arremessador mudar a mão para efetuar os arremessos durante um “at-bat” (vez de bater), em razão de um ferimento, ele não poderá voltar a arremessar com a outra mão, pelo resto do jogo. Ao arremessador não será dada a oportunidade para fazer arremessos preparatórios (aquecimento) depois de mudar a mão para arremessar. Qualquer mudança de mãos para efetuar arremessos deve ser indicada claramente ao árbitro principal.

(2010)

1)      Foi acrescentado um Comentário à Regra 1.10 (c), que diz:  Se a substância (alcatrão de pinho) for aplicada sobre uma extensão maior do que 18 polegadas (45,70 cm), o árbitro, por sua iniciativa própria ou mediante reclamação da equipe adversária, deverá mandar o batedor usar outro “bat”. O batedor poderá usar o “bat” rejeitado, posteriormente no jogo, somente se o excesso de substância for removido. Se não houver contestação antes de o “bat” ser usado, a transgressão da Regra 1.10 (c) não anulará qualquer ação ou jogada no campo, e protestos sobre tal jogada não serão permitidos. 
 
2)      Regra 1.16 (e) (nova). Todos os “base coaches” devem usar um capacete protetor enquanto estão exercendo suas funções.
 
3)      Regra 1.16 (f). Nova redação: Todos os gandulas devem usar capacete protetor com proteção para as duas orelhas enquanto estão exercendo suas funções.
 
4)      Regra 2.00 (“INTERFERENCE”) (c). Nova redação: Ocorre uma Interferência do árbitro quando o árbitro de “home” estorva, impede ou prejudica um lançamento do receptor que está tentando evitar um roubo de base ou eliminar um corredor que está fora da base. Foi acrescentado o seguinte Comentário: A Interferência do árbitro pode ocorrer também quando um árbitro estorva um receptor que está devolvendo a bola ao arremessador.

5)      Regra 3.03. Foi acrescentado: Se um jogador que tenha sido substituído tentar retornar –ou retornar- ao jogo em qualquer posição, o árbitro principal deverá  mandar o técnico remover tal jogador do jogo, imediatamente, ao notar a sua presença, ou ao ser informado sobre a sua presença por outro árbitro ou por outro técnico. Se tal ordem para remover o substituto irregular ocorrer antes de começar o jogo, com esse jogador no campo, um substituto legal poderá  entrar no seu lugar. Se tal ordem para remover o substituto irregular ocorrer depois de começar o jogo, com esse jogador no campo, o substituto legal deverá ser considerado como se tivesse sido removido do jogo (além da remoção do jogador substituto ilegal), e ele não poderá entrar no jogo.
 
6)      Comentário – Regra 3.03. Foi acrescentado: Qualquer jogada que ocorra enquanto um jogador que deixara o jogo depois de ter sido substituído participa novamente desse jogo deve ser considerada válida. Se o árbitro achar que o jogador retornou ao jogo sabendo que isso contraria a regra de substituição de jogadores, poderá expulsar o técnico.
 
7)      Regra 4.01.  Nova redação:
 
(a)    Primeiro, o técnico da equipe local, ou seu representante, deve entregar sua Ordem de Batedores, em duplicata, ao árbitro principal.
 
(b)   Em seguida, o técnico da equipe visitante, ou seu representante, deve entregar sua Ordem de Batedores, em duplicata, ao árbitro principal.

8)      Regra 4.01 (c) (nova).  Como uma cortesia, cada “lineup card” (formulário de escalação) apresentado ao árbitro principal deve anotar as posições defensivas que serão ocupadas pelos jogadores relacionados na ordem em que vão bater. Em caso de utilizar um Batedor Designado, o “lineup card” deve indicar o jogador que deve bater no lugar do arremessador. Vide Regra 6.10 (b). Os possíveis jogadores substitutos devem ser anotados no “lineup card”, mas aqueles que não forem relacionados como tais poderão também entrar no jogo.
 
9)      Regra 6.05 (g). Foi acrescentado: Se o batedor está posicionado legalmente no “batter’s box” (vide Regra 6.03) –e na opinião do árbitro ele não teve intenção alguma de interferir no curso da bola-, uma bola rebatida que  atinge o seu corpo ou o seu “bat” deve ser declarada  “foul ball”.
 
10)  Regra 6.05 (h). Foi acrescentado: Se o batedor está posicionado legalmente no “batter’s box” (vide Regra 6.03) –e na opinião do árbitro ele não teve intenção alguma de interferir no curso da bola-, uma bola rebatida que  atinge o seu corpo ou o seu “bat” deve ser declarada  “foul ball”.
 
11)  Regra 6.10 - Batedor Designado. Nova redação:  Qualquer Liga pode optar pelo uso da Regra 6.10 (b), conhecida como a Regra do Batedor Designado (“Designated Hitter Rule”).
 
(a) No caso de uma competição Inter-Ligas entre clubes de Ligas que usam a Regra do Batedor Designado e clubes de Ligas que não a usam, a decisão sobre utilizar ou não tal regra deve ser tomada da seguinte forma: 
 
(1) Em jogos de “World Series” (Séries Mundiais) ou de exibição, a regra será usada ou não, conforme o costume da Liga do clube local.
 
(2) Em “All-Star games” (jogos entre equipes compostas dos melhores jogadores), a regra será usada somente se ambas as equipes e ambas as Ligas concordarem.
 
(b) A Regra do Batedor Designado estabelece o seguinte:

(1) Um batedor pode ser designado para bater no lugar do arremessador inicial e de todos os arremessadores subsequentes, em qualquer jogo, sem que isso afete a situação legal do(s) arremessador(es) no jogo. Caso uma equipe pretenda usar um Batedor Designado, o jogador que deve bater no lugar do arremessador tem de ser escolhido antes do jogo e estar incluído no formulário de escalação (“lineup card”) apresentado ao árbitro principal. Se uma equipe relacionar 10 jogadores no seu “lineup card”, sem indicar um deles como o Batedor Designado, e o erro for percebido por um árbitro ou por qualquer dos técnicos (ou pela pessoa designada por esse técnico para entregar o “lineup”) antes da ordem “Play” para iniciar o jogo, o árbitro principal deverá mandar o técnico que cometeu a falha mencionar qual dos nove jogadores, exceto o arremessador, será o Batedor Designado.
 
Comentário – Regra 6.10 (b) (1): A não indicação do Batedor Designado quando são relacionados 10 jogadores na Ordem de Batedores é um erro “óbvio” que pode ser corrigido antes do início de um jogo. Vide Comentário – Regra 4.01. 
 
(2) O Batedor Designado indicado na escalação inicial (“starting lineup”) tem de bater pelo menos uma vez, a menos que a equipe contrária substitua o arremessador.
 
(3) Uma equipe não é obrigada a designar um batedor para o arremessador, mas se deixar de fazê-lo antes do jogo, ficará impedida de usar um Batedor Designado para esse jogo.
 
(4) Podem ser usados batedores de emergência para um Batedor Designado. Qualquer batedor que substitua um Batedor Designado torna-se, daí em diante, o novo Batedor Designado. Um Batedor Designado substituído não pode retornar ao jogo em nenhuma circunstância.
 
(5) O Batedor Designado pode ser usado na defesa e continuar batendo na mesma posição na ordem de batedores, mas o arremessador, então, tem de bater no lugar do jogador da defensiva substituído, a menos que sejam feitas várias substituições, e nesse caso o técnico tem de designar o lugar de cada um na ordem de batedores.

(6) Um substituto pode entrar no lugar do Batedor Designado, como corredor de emergência, e esse corredor deve, daí em diante, assumir a função de Batedor Designado. Um Batedor Designado não pode ser um corredor de emergência.
 
(7) Um Batedor Designado está “preso” à ordem de batedores. Não são permitidas substituições múltiplas que possam alterar a rotação do Batedor Designado na ordem de batedores. 
 
(8) Uma vez que o arremessador do jogo seja removido do montículo (“mound”) para uma posição na defesa, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.   
 
(9) Uma vez que um batedor de emergência atue no lugar de qualquer jogador na ordem de batedores e entre depois no jogo para arremessar, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.

(10) Uma vez que o arremessador do jogo atue como batedor no lugar do Batedor Designado, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo. O arremessador do jogo pode entrar como batedor de emergência somente no lugar do Batedor Designado.
 
(11) Se uma equipe relacionar 10 jogadores no “lineup card”, sem indicar um deles como o Batedor Designado, e o técnico da equipe oponente comunicar essa omissão ao árbitro principal depois de iniciado o jogo, 
 
(i) o arremessador terá de bater no lugar do jogador relacionado no “lineup card” que não tenha assumido uma posição na defesa, se a equipe tiver entrado no campo para atuar na defesa, ou
 
(ii) se a equipe não tiver ainda entrado no campo para atuar na defesa, o arremessador será colocado na ordem de batedores no lugar de qualquer jogador escolhido pelo técnico dessa equipe.

Em qualquer caso, o jogador cujo lugar na ordem de batedores é ocupado pelo arremessador deve ser considerado como se tivesse sido substituído e removido do jogo; e a função do Batedor Designado termina para o resto do jogo. Qualquer jogada que tenha ocorrido antes de a infração ser levada ao conhecimento do árbitro principal deve ser mantida. Vide Regra 6.07 (Batendo Fora de Turno).
 
(12) Uma vez que um Batedor Designado assuma uma posição na defesa, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.
 
(13) Um substituto do Batedor Designado não precisa ser anunciado até que chegue a vez do Batedor Designado na ordem de batedores.
 
(14) Se um jogador da defesa vai ao montículo (isto é, substitui o arremessador), termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.

(15) O Batedor Designado não pode ficar no “bullpen”, a menos que esteja servindo de receptor a um arremessador.
 
12)  Regra 7.04 (e). Um defensor remove seu boné, sua máscara ou qualquer parte do seu uniforme do lugar onde normalmente são usados e toca, intencionalmente, uma bola arremessada. A bola permanece em jogo e a concessão é feita a partir da posição do corredor no momento em que a bola foi tocada.
 
Esta regra não é nova.  A Regra 7.05 (j) passou a ter este número.

13)  Regra 8.02 (a) (1). Nova redação: O arremessador não deve levar a sua mão –aquela que utiliza para fazer os arremessos- em contato com sua boca ou lábios enquanto se encontra dentro do círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”.  Isso será permitido se ele não estiver em contato com o “pitcher’s plate”, e desde que enxugue completamente os dedos (da mão com a qual faz os arremessos) antes de se posicionar no montículo (“mound”).  EXCEÇÃO: Desde que haja acordo entre ambos os técnicos, em jogo a ser realizado num dia frio o árbitro pode permitir que o arremessador sopre sua mão.
 
14)  Regra 9.02 (c). Nova redação: Se houver apelação sobre uma decisão, o árbitro que tomou tal decisão poderá solicitar a opinião de outro árbitro antes de dar a decisão final.  Nenhum árbitro deve criticar ou tentar mudar uma decisão de outro árbitro; deve manifestar-se sobre uma decisão dada por outro árbitro somente quando solicitado a fazê-lo por esse árbitro. Se os árbitros se consultam após uma jogada e mudam a decisão dada por um companheiro, eles têm autoridade para tomar todas as medidas que julgarem necessárias –segundo seus critérios- para anular os resultados e as consequências da decisão anterior que estão mudando, inclusive colocando corredores onde eles acharem que deveriam estar depois da jogada se a decisão final tivesse sido tomada como a decisão inicial, desconsiderando Interferência ou Obstrução que possa ter ocorrido na jogada; falhas de corredores no “tag up” baseadas na decisão inicial no campo; corredores ultrapassando outros corredores ou omitindo bases etc., tudo segundo os critérios dos árbitros.  Nenhum jogador, técnico ou “coach” deve ser autorizado a discutir sobre os critérios adotados pelos árbitros para solucionar a jogada, e qualquer pessoa que se manifestar com esse objetivo poderá ser expulso.
 
15)  Comentário - Regra 9.02 (c). Foi acrescentado: É permitido que um técnico peça um esclarecimento sobre a jogada e sobre os critérios que eles usaram para anular os resultados e as consequências da decisão anterior que estão mudando. Entretanto, uma vez que os árbitros esclareçam o resultado da jogada, ninguém pode alegar que os árbitros usaram seus critérios de maneira diferente.

(2011)

1) Regra 2.00 “TAG” (TOQUE): Foi acrescentado: Não é um “tag”, entretanto, se, simultaneamente ou logo após tocar a base ou um corredor, o defensor derruba a bola. Para o “tag” ser válido, o defensor deve segurar a bola por um tempo suficiente para provar que teve controle absoluto dela. Se o defensor que efetua o “tag” derruba a bola no momento em que está fazendo um lançamento após tocar uma base ou um corredor, deve-se decidir que o lance foi legal.
 
2) Regra 3.15 (nova redação): Com exceção de jogadores e “coaches” uniformizados, técnicos, repórteres fotográficos credenciados pela equipe local, árbitros, policiais uniformizados e vigilantes ou outros empregados do clube local, ninguém deve ser autorizado a permanecer no campo durante um jogo. Em caso de uma interferência não intencional cometida sobre uma jogada por qualquer pessoa autorizada a permanecer no campo de jogo (exceto membros da equipe na ofensiva que estão participando do jogo, ou “base coaches”, que interferem na ação de um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida ou lançada; ou um árbitro), a bola continua viva e em jogo. Se a interferência for intencional, a bola se tornará morta no momento em que a falta é cometida, e o árbitro deverá impor as penalidades que, na sua opinião, anularão o ato da Interferência.
 
NOTA: Vide Regras 7.08 (b) e 7.11. (Esta NOTA foi suprimida.)
 
Comentário – Regra 3.15: Para Interferência cometida por membros da equipe na ofensiva ou “base coaches”, que estão excetuados na Regra 3.15, vide Regra 7.11. Vide também Regras 5.09 (b), 5.09 (f) e 6.08 (d), que tratam de Interferência cometida por um árbitro, e Regra 7.08 (b), que versa sobre Interferência cometida por um corredor. 
 
Para decidir se uma interferência é intencional ou não o árbitro deve basear-se na ação da pessoa. Por exemplo: um gandula (recolhedor de “bat” ou catador de bola) faz um esforço para não ser atingido por uma bola lançada ou rebatida, mas, mesmo assim, não consegue evitar o incidente. Nesse caso, ele estaria envolvido numa interferência não intencional. Se, porém, ele chutar, apanhar ou empurrar a bola, tal ato será interpretado como uma interferência intencional, sem levar em consideração qual teria sido sua intenção.
 
JOGADA: O batedor rebateu o arremesso em direção ao interbases (“shortstop”). Este apanhou a bola, mas fez um mau lançamento à primeira base. O “coach” da primeira base, para evitar ser atingido pela bola, jogou-se ao chão, e o defensor da primeira base, ao tentar interceptar o lançamento descontrolado, tropeçou nele; o batedor-corredor conseguiu chegar à terceira base. A decisão sobre esse lance –se deve ou não ser declarada uma Interferência do “coach”- fica a critério do árbitro; se, na sua opinião, o “coach” fez todo o possível para evitar interferir na jogada, não deve declarar uma Interferência. Se, porém, ele julgar que o “coach” estava apenas fingindo não estorvar a jogada, decidirá que houve Interferência.
 
3) Regra 6.05 (foi acrescentado um item): (o) Um membro de sua equipe (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando apanhar ou defender uma bola rebatida. Vide Regra 7.11. Para Interferência cometida por um corredor, vide Regra 7.08 (b).
 
4) Regra 7.08 (foi acrescentado um item): (l) No momento em que está sendo realizada uma jogada sobre ele, um membro de sua equipe (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando apanhar uma bola lançada. Vide Regra 7.11. Para Interferência cometida por um corredor, vide Regra 7.08 (b).

5) Regra 7.11 (nova redação): Os jogadores, “coaches” ou qualquer membro de uma equipe na ofensiva devem desocupar qualquer espaço (inclusive os dois “dugouts” ou “bullpens”) que seja necessário a um defensor que está tentando apanhar uma bola rebatida ou lançada. Se um membro da equipe na ofensiva (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando apanhar ou defender uma bola rebatida, a bola torna-se morta, o batedor é declarado eliminado e todos os corredores retornam às bases que estavam ocupando no momento do arremesso. Se um membro da equipe na ofensiva (exceto um corredor) atrapalha um defensor que está tentando apanhar uma bola lançada, a bola torna-se morta, o corredor sobre o qual está sendo feita a jogada deve ser declarado eliminado e todos os corredores retornam à última base ocupada legalmente no momento da Interferência.
 
6) Regra 8.02 (a) (1) (nova redação): Pôr a mão na bola após tocar sua boca ou lábios enquanto está dentro do círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”, ou tocar sua boca ou lábios enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”. O arremessador tem de esfregar e enxugar completamente os dedos da mão com a qual faz os arremessos antes de tocar a bola ou o “pitcher’s plate”. EXCEÇÃO: Desde que haja acordo entre ambos os técnicos antes do início de um jogo a ser realizado num dia frio, o árbitro pode permitir que o arremessador sopre sua mão.
 
7) Comentário - Regra 8.02 (d) (nova redação): O pessoal da equipe não pode entrar na área de jogo para discutir ou contestar uma advertência feita de acordo com a Regra 8.02 (d). Se um técnico, “coach” ou jogador deixa o “dugout” ou a sua posição para contestar uma advertência, o arbitro deve chamar a sua atenção e mandar parar. Se ele continuar, poderá ser expulso.
 
Arremessar na cabeça de um batedor é antidesportivo e extremamente perigoso.  Deve ser –e é- condenado por todos. Os árbitros devem agir sem hesitação na aplicação desta regra.

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘TSUU BEESSU’: Vem de “TWO BASE” (tuu béis), que quer dizer duas bases.

‘TSUU BEESSU HITTO’: Vem de “TWO-BASE HIT” (tuu-béis hit). É uma rebatida indefensável de duas bases.

‘TSUU BOORU’: Vem de “TWO BALL” (tuu ból), que quer dizer dois arremessos ruins.

‘TSUU DAN’: Vem de “TWO DOWN” (tuu daun), que significa dois abatidos (dois jogadores da ofensiva eliminados, duas eliminações).

‘TSUU SUTORAIKU’: Vem de “TWO STRIKE” (tuu straik), que significa dois arremessos bons.

O DEFENSOR ESQUECEU DE DAR ‘TATTI’* NO CORREDOR

Bases cheias, nenhum eliminado, rebatidafly” para o campo interno. O árbitro da 2ª base declarou “INFIELD FLY”! e eliminou o batedor-corredor. O interbases apanhou a bola no ar e, vendo o corredor da 1ª fora da base, lançou rapidamente ao defensor da 1ª base –o corredor foi declarado eliminado. Em seguida, a bola foi lançada à 2ª base para tentar “pegar” o corredor, que havia dado alguns passos em direção à 3ª base depois que o interbases fez o lançamento à 1ª base. O defensor da 2ª base recebeu a bola e pisou a “almofada” –o corredor foi declarado “safe”.
 
O árbitro decidiu corretamente. Para eliminar esse corredor, o defensor teria que tê-lo tocado com a bola.

[Beisebol – Regras: 2.00 “INFIELD FLY”, 6.05 (e), 7.08 (c), 7.08 (d)]

(Softbol – Regras: 1 – Seção 56, 8 – Seção 2e, 8 – Seção 9b, 8 – Seção 9g)


*‘TATTI’: Vem de “TOUCH” (tâtch), que quer dizer toque, contato etc. Dar ‘TATTI’, como costumamos dizer, é tocar o corredor com a bola firmemente segura na mão ou luva.