quinta-feira, 31 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

NOO’ vem de “NO” (nou), que quer dizer não, nenhum, nenhuma etc.

‘NOO AUTO’: Vem de “NO OUT” (nou aut) = nenhum eliminado, nenhuma eliminação; ‘NOO BOORU’, de “NO BALL” (nou ból) = nenhum "ball"; ‘NOO KAUNTO’, de “NO COUNT” (nou kaunt) = não se conta, não é contado; ‘NOO DAN’, de “NO DOWN” (nou daun) = nenhum abatido (nenhum jogador da ofensiva eliminado, nenhuma eliminação); ‘NOO EERA’, de “NO ERROR” (nou érar) = nenhum erro, sem erro; ‘NOO GUEEMU’, de “NO GAME” (nou guéim) = jogo anulado, jogo sem validade; ‘NOO HITTO’, de “NO HIT” (nou hit) = nenhuma rebatida indefensável; ‘NOO PUREI’, de “NO PLAY” (nou pléi) = jogada nula; ‘NOO RANNA’ (o R não tem o som áspero), de “NO RUNNER” (nou rânar) = nenhum corredor; ‘NOO SUTORAIKU’, de “NO STRIKE” (nou straik) = nenhum "strike"; ‘NOO TATTI’, de “NO TOUCH” (nou tâtch) = não tocou (quando o defensor não consegue tocar o batedor-corredor/corredor com a bola); ‘NOO BAUNDO’, de “NO BOUND” (nou  baund) = nenhum pulo, nenhum salto, nenhum ricochete (usamos esse termo quando um defensor apanha uma bola "fly" ou "liner" antes que ela toque o solo); etc. etc.

FLEX ABRIDOR RETORNA AO JOGO

Softbol
 
O Flex abridor, que iniciou a partida defendendo a 3ª base, foi substituído no quarto “inning”. Quando retornou ao jogo , no “inning” seguinte, passou a defender a 2ª base. Houve um reingresso ilegal?
 
Não. O Flex abridor pode retornar ao jogo uma vez, ou para atuar outra vez somente como defensor, ou na posição do JD na ordem de batedores. Se reingressar para bater no lugar do JD, ele jogará na ofensiva e na defensiva; o jogo continuará com nove jogadores. O Flex que retorna ao jogo pode ocupar qualquer posição defensiva, da mesma forma que qualquer outro jogador.

(Regra 4 – Seção 5i-1 e 2)

CORREDOR ATINGIDO POR UM "INFIELD FLY"

Corredor na 1ª e 2ª base, um eliminado, fly para as proximidades da 2ª base. O árbitro declarou “INFIELD FLY!” e eliminou o batedor. No momento em que o interbases estava se preparando para efetuar a defesa, a bola foi desviada pelo vento e atingiu a cabeça do corredor da 2ª base, que se encontrava fora da base.
 
Decisão: O batedor é out pela regra de Infield Fly, e o corredor da 2ª base também é out por ter sido atingido por uma bola fair. É um “double play” (jogada dupla).

[Comentário – Regra 7.08 (f)]

Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans

quarta-feira, 30 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

NIRUIDA’: É um termo japonês. Significa rebatida de duas bases (‘NIRUI’ = duas bases; ‘DA’ = rebatida). ‘NIRUIDA’ = “TWO-BASE HIT” (tuu-béis hit).

NOKKU’: Vem de “KNOCK” (nók), que significa ação de bater, bater em etc. Designa o treinamento de defesa por meio de bolas batidas pelo treinador.

‘NOKKU BATTO’: Vem de “KNOCK BAT” (nók baet). É um "bat" especial para treinadores.

DEFENSOR DO CAMPO EXTERNO USANDO ‘FASTO MITTO’ (“FIRST MITT”)*

Uma bola rebatida para o campo externo foi apanhada no ar. O técnico da equipe na ofensiva aproximou-se do árbitro e reclamou que o defensor que efetuou a defesa estava usando ‘fasto mitto’. A jogada deve ser anulada?
 
Não. A eliminação é válida. O árbitro, porém, deve exigir que o defensor passe a usar luva apropriada.
 
Qualquer jogador pode usar luva, mas somente o receptor e o defensor da 1ª base podem usar “mitt”.
 
(Regra 1.14/Regulamento do beisebol profissional)
 
Fonte: DIAMOND CHALLENGE, de Jim Evans
 
*‘Fasto mitto’ = luva especial para defensor da 1ª base.
 
ooo 0 ooo
 
No softbol também somente o receptor e o defensor da 1ª base podem usar “mitt”.
 
(Regra 3 – Seção 4)
 
O batedor-corredor não é eliminado quando um defensor faz uma jogada sobre ele enquanto está usando uma luva ilegal. O técnico da equipe prejudicada tem a opção de (a) aceitar o resultado da jogada, ou (b) mandar o batedor bater novamente, assumindo a contagem de “ball” e “strike” anterior ao arremesso. Os outros corredores têm de retornar às bases que estavam ocupando no momento do arremesso.
 
(Regra 8 – Seção 3, Regra 8 – EFEITO – Seção 3)

terça-feira, 29 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

NAIYA’ é um termo japonês. Quer dizer campo interno (‘NAI’ = interno, dentro; ‘YA’ = campo).
 
‘NAIYA FURAI’ = rebatida "fly" para o campo interno; ‘PITCHA FURAI’ = rebatida "fly" na direção do arremessador; ‘KYATTI FURAI’ = rebatida "fly" na direção do receptor; ‘FASTO FURA’I = rebatida "fly" na direção do defensor da 1ª base; ‘SECANDO FURAI’ = rebatida "fly" na direção do defensor da 2ª base; ‘SAADO FURAI’ = rebatida "fly" na direção do defensor da 3ª base; ‘SHOOTO FURAI’ = rebatida "fly" na direção do interbases.  ‘NAIYA’ = “INFIELD” (infiild).
 
‘NAIYA GORÔ’ = rebatida "ground" para o campo interno. ‘PITCHA GORÔ’ (ou ‘PII GORÔ’) = rebatida "ground" na direção do arremessador; ‘FASTO GORÔ’ = rebatida "ground" na direção do defensor da primeira base; ‘SECANDO GORÔ’ = rebatida "ground" na direção do defensor da segunda base; etc. etc.
 
‘NAIYA HITTO’ =  rebatida para o campo interno por meio da qual o batedor-corredor alcança a primeira base, com segurança ("safe"), sem que tenha ocorrido erro na ação defensiva.

ELIMINAÇÃO FORÇADA (“FORCE OUT”)

Ocorreu num jogo de softbol: Corredor na 1ª base. O batedor executou “bunt” e, enquanto corria para a 1ª base, tirou o capacete da cabeça, intencionalmente. O receptor apanhou a bola e lançou-a à 2ª base. O corredor da 1ª base deslizou para tentar alcançar a base, mas chegou atrasado –a bola lançada chegou antes às mãos do defensor da 2ª base, que estava sobre a “almofada”. Como o árbitro deve decidir esta jogada?
 
O batedor-corredor deve ser eliminado. A bola permanece em jogo. A eliminação forçada na 2ª base deve ser mantida. Isso porque a eliminação do batedor-corredor por ter removido o capacete, intencionalmente, não cancela a situação de Jogada Forçada.
 
[Regra 3 – Seção 6f (ii), Regra 3 - EFEITO – Seção 6f (ii) - 2 – vide NOTA]

É “BALK”?

Aconteceu num jogo do Campeonato Paulista de Beisebol - 2012 - Categoria Adultos.

O arremessador na “Set Position” deu um passo em direção à 2ª base para tentar uma jogada sobre o corredor, mas como nenhum defensor estava cobrindo a base, jogou a bola ao interbases.  É “balk”?

Não. De acordo com o Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of  Professional Baseball Leagues, não há infração se um arremessador tenta uma jogada para surpreender o corredor da 2ª base e, vendo que  nenhum defensor está cobrindo a base, joga a bola ao interbases ou ao defensor da 2ª base, mesmo que  eles não estejam perto da “almofada” nem estejam fazendo uma tentativa real para eliminar o corredor.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘MITTO’: Vem de “MITT” (mit), um tipo especial de luva que oferece maior proteção à mão de uma pessoa. No beisebol, há luva especial para receptor –‘KYATTI MITTO’ = “CATCHER’S MITT” (kaetshar’s mitt) - e também para defensor da primeira base – ‘FASTO MITTO’ = “FIRST (BASEMAN'S) MITT” [farst (béismaen's) mit].

‘MOOSHON’: Vem de “MOTION” (moushan), que quer dizer movimento, gesto etc. Esse termo é usado principalmente quando o arremessador faz qualquer movimento naturalmente relacionado com seu arremesso ao batedor.

‘NAIS’: Vem de “NICE” (nais), que quer dizer bom/boa, bonito/bonita, belo/bela. ‘NAIS BANTO’: Vem de “NICE BUNT” (nais bânt) = bonito/belo “bunt”; ‘NAIS BOORU’: Vem de “NICE BALL” (nais ból) = boa/bonita/bela bola; ‘NAIS BATTINGU’: Vem de “NICE BATTING” (nais baeting) = boa/bonita/bela rebatida  etc. etc.

JOGADOR DE EMERGÊNCIA

Softbol

Um batedor não conseguiu se posicionar no “batter’s box” em razão de uma entorse no tornozelo. Como não havia nenhum suplente disponível que pudesse entrar no seu lugar, o técnico resolveu utilizar um jogador que já tinha atuado como “pinch-runner” (corredor de emergência). Isso é permitido?

Não. Esse jogador poderá entrar no jogo somente como Jogador de Emergência, ou seja, na eventualidade de um companheiro se ferir a ponto de perder sangue.

(Regra 1 – Seção 87, Regra 4 – Seção 11)

CONCESSÃO DE BASES

Jogo de beisebol da categoria Infantil realizado num campo em que não havia cercas laterais.

Corredor na 2ª base, rebatida “ground” para o campo interno. O interbases apanhou a bola e, após ameaçar uma jogada sobre o corredor, fez um mau lançamento à 1ª base. A bola tocou o solo e ultrapassou a linha dos 10m (linha limítrofe do campo de jogo).   Aí surgiu uma dúvida sobre concessão de bases: o lance é de uma base ou duas bases? Uns achavam que o corredor e o batedor-corredor deveriam ser autorizados a avançar duas bases; outros eram de opinião de que a concessão deveria ser de uma base.

O correto é conceder duas bases ao corredor e ao batedor-corredor [Regra 7.05 (g)]. Deve-se conceder uma base se um “wild pitch”* ou “passed ball”*, ou uma bola lançada a uma base por um defensor posicionado sobre o “pitcher’s plate”, ultrapassa a linha dos 10m [Regra 7.05 (h), vide CT - 03 – item 2].

*“Wild pitch” é um arremesso –tão  alto, tão baixo, ou tão fora do “home plate”—que o  receptor não consegue parar e controlar com um esforço normal.

*“Passed ball” é um arremesso que passa para trás, mas que poderia ter sido agarrado ou controlado pelo receptor, com um esforço normal.

domingo, 27 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘MANEEJA’: Vem de “MANAGER” (maenidjar), que quer dizer administrador, gerente, diretor etc. No esporte, é o técnico: aquela pessoa designada pelo clube para ser o responsável pelas ações da equipe no campo, e para representá-la nas comunicações com os árbitros e com a equipe adversária. Entre nós, esse termo é usado para designar a pessoa que cuida da administração da equipe.

‘MAN RUI’ (o R não tem o som áspero): É um termo japonês. Significa bases cheias. (MAN = cheia; RUI = base)

‘MAN RUI HOOMU RAN’: Vem de ‘MAN RUI’ + “HOME RUN” (houm rân). É aquela jogada em que o batedor acerta um “home run” quando as bases estão cheias. ‘MAN RUI HOOMU RAN’ = “GRAND SLAM” (graend slaem) = êxito completo.

“SWING” INTERROMPIDO?

Este lance também ocorreu no XIX Campeonato Brasileiro de Beisebol Interclubes – Categoria Quarentão (40 anos) – realizado nos dias 19 e 20 de maio de 2012.

O arremessador jogou uma bola com bastante efeito. O batedor afastou-se com receio de ser atingido pelo arremesso, mas como já havia iniciado o “swing”, não conseguiu interromper o movimento do “bat”.  O árbitro declarou um “strike” –considerou que houve “swing”. O batedor não aceitou essa decisão; argumentou que o movimento do “bat” não caracterizava um “swing”, já que foi feito involuntariamente quando tentou se esquivar da bola. O árbitro, porém, manteve a decisão –de acordo com seu ponto de vista, o batedor afastou-se quando o “bat” já estava passando sobre o “home plate”.

sábado, 26 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘KYATTI’: Vem de “CATCHER” (kaetchar), que quer dizer apanhador, agarrador. É o defensor que fica posicionado atrás do "home plate", e cuja função principal é apanhar (agarrar) as bolas arremessadas. “CATCHER” = receptor.

‘KYATTI DOOGU’: ‘DOOGU’ quer dizer equipamento. ‘KYATTI DOOGU’ = equipamento do receptor. 

KYATTI MITTO’: Vem de “CATCHER'S MITT” (kaetchar’s mit) = luva especial para receptor.

‘KYUUSHIN’: É um termo japonês.  É o árbitro que decide se uma bola arremessada é "ball" ou "strike". ‘KYUUSHIN’ = árbitro de "home".

BATEDOR ATINGIDO PELO ARREMESSO NA ZONA DE “STRIKE”

Aconteceu num jogo do XIX Campeonato Brasileiro de Beisebol Interclube – Categoria Quarentão (40 anos) – realizado nos dias 19 e 20 de maio de 2012.
 
Contagem de bolas arremessadas (“ball count”): dois “strikes”. O batedor iniciou o “swing”, porém desistiu na última hora, e quando tentou levar o “bat” para trás, a bola atingiu o seu antebraço; o árbitro declarou um “strike” e eliminou-o (“strikeout”). O batedor não gostou da decisão e reclamou energicamente. O “base coach” da 3ª base deixou a sua posição e, bastante irritado, dirigiu-se ao árbitro e reivindicou um “hit by pitch” (‘detto booru’).
 
Depois de muita discussão, a decisão foi mantida, porque, na opinião do árbitro, o batedor foi atingido pelo arremesso na zona de “strike”.
 
[Regras: 2.00 “STRIKE” (f), 6.08 (b) (1)]
 
Se o lance apresentado acima tivesse ocorrido no softbol, seria aplicada a Regra 7 – Seção 4h.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘KOOTI’: Vem de “COACH” (koutch), que quer dizer treinador, orientador. A equipe na ofensiva deve colocar dois "coaches" no campo (um no lado da primeira base, e outro, no lado da terceira base). Esses "coaches", que são conhecidos por “BASE COACHES” (béis koutches), têm a função de orientar corredores e batedores.
 
‘KORUDO GUEEMU’: Vem de “CALLED GAME” (kóld guéim). É um jogo que, por alguma razão, é encerrado pelo árbitro principal antes de serem completados os "innings" regulamentares. Um “CALLED GAME” pode ser decretado por causas acidentais (chuva, más condições do campo, escuridão etc.), e não somente em razão de diferença dilatada na contagem de pontos como muitos pensam.
 
‘KUINIGUE’: É um termo japonês. Significa ato de comer e fugir. Usamos esse termo quando um batedor come ‘sanshin’ –comer ‘sanshin’ significa não conseguir rebater o terceiro "strike"— e corre para a 1ª base porque o receptor não agarra a bola.

BATEDOR-CORREDOR RETORNA À 1ª BASE DEPOIS DE ULTRAPASSÁ-LA

O batedor-corredor ultrapassou a 1ª base correndo e voltou imediatamente à “almofada”, por dentro do território “fair”. Se ele fosse tocado com a bola por um defensor, antes de retornar à base, seria declarado eliminado?  

Não. O corredor pode voltar à 1ª base depois de ultrapassá-la, correndo ou deslizando, tanto por dentro do território “fair” como pelo território “foul”. Se, porém, ele tentar avançar ou ameaçar avançar à 2ª base, perderá o direito de retornar sem correr o risco de ser eliminado, e será declarado “out” se for tocado com a bola por um defensor, antes de pisar a base, independentemente de onde se encontre –em território “fair” ou “foul”.

[Beisebol – Regras: 7.08 (c) – EXCEÇÃO, vide NOTA 1; 7.08 (j)]

(Softbol – Regras: 8 – Seção 6b, 8 – Seção 9i, 8 – Seção 10i)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

KAUNTAA’: Vem de “COUNTER” (k'auntar), que quer dizer contador. É o famoso "KATI KATI", aquele aparelho para contar "ball", "strike", "out", "inning". “COUNTER” = “INDICATOR” (indikeitar).

‘KAUNTO’: Vem de “COUNT” (kaunt), que quer dizer contagem. ‘AUTO KAUNTO’: Vem de “OUT COUNT” (aut kaunt) = contagem de eliminações; BOORU KAUNTO’: Vem de “BALL COUNT” (ból kaunt) = contagem de bolas arremessadas.

‘KENSEI’: É um termo japonês. Fazer ‘KENSEI’ significa reprimir, suster a ação ou movimento de, segurar etc. No beisebol, esse termo é usado para designar aquela jogada em que o arremessador tenta segurar o corredor na base, ou eliminar o corredor que está fora da base.

‘KOONA’: Vem de “CORNER” (kóórna), que quer dizer canto, esquina.AUTO KOONA’:  Vem de “OUT CORNER” (aut kóórna) = canto externo; ‘IN KOONA’: Vem de “IN CORNER” (in kóórna) = canto interno. ‘AUTO KOONA’ = arremesso colocado no canto externo da zona de "strike" do batedor. ‘IN KOONA’ = arremesso colocado no canto interno da zona de "strike" do batedor.  

“BASE COACH”* ESTORVA UMA JOGADA

Rebatida “fly” na direção do “coach’s box”* da 3ª base. O defensor da 3ª base deslocou-se rapidamente e tentou apanhar a bola, mas não conseguiu porque o “base coach” o estorvou (não desocupou o espaço que ele necessitava para efetuar a defesa).

Decisão: Se, na opinião do árbitro, o defensor da 3ª base teria conseguido apanhar a bola no ar caso o “base coach” tivesse saído do lugar onde se encontrava, deve ser declarada uma Interferência da Ofensiva;  o batedor é “out”.

(Beisebol - Regra 7.11 - PENALIDADE)

(Softbol – Regra 8 – Seção 2k – vide EXCEÇÃO e NOTA)

*“Base coach” é um membro da equipe, uniformizado, que fica no “coach’s box” da 1ª ou 3ª base para orientar o batedor e os corredores.

*“Coach’s box” é a área destinada ao “base coach”.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

IIJI BOORU’: Vem de “EASY BALL” ('iizi ból), que quer dizer bola fácil. É uma bola rebatida que pode ser apanhada por um defensor mediante um esforço normal.  

‘IIJI FURAI’: Vem de “EASY FLY” (‘iizi flai), que quer dizer “fly” fácil. É uma bola “fly” que pode ser apanhada por um defensor mediante um esforço normal.

‘KAABU’: Vem de “CURVE” (kâârv), que quer dizer curva. É um arremesso que faz curva quando se aproxima do "home plate". Um arremesso que faz curva é denominado “CURVEBALL” (kâârvból).

‘KABAA’: Vem de “COVER” (kâvar), que significa cobrir, cobertura.  Para mandar um defensor cobrir um companheiro, numa ação defensiva, alguns técnicos e jogadores costumam gritar ‘KABAA’.

‘KARABURI’: É um termo japonês. Dizemos que um batedor fez ‘KARABURI’ quando ele faz “swing” e seu “bat” não tem contato com a bola arremessada. [‘KARA’ = vazio(a); em vão; ‘BURI’ = ato de girar (o "bat"); ‘KARABURI’ = girar o "bat" em vão].

JOGADOR IRREGULAR É DESCOBERTO PELA EQUIPE NA DEFENSIVA

Aconteceu no Campeonato Paulista de Beisebol – 2012 – Categoria Adultos.

Jogo: São Paulo x UniSantana. (Nesse jogo estava sendo usada a Regra de Batedor Designado.) 

Num determinado “inning”, o arremessador da UniSantana deixou o montículo (“mound”) e foi ocupar uma posição defensiva. Terminou, assim, a função do Batedor Designado dessa equipe para o resto do jogo [Regra 6.10 (b)].  No “inning” seguinte, quando UniSantana passou para a ofensiva, o jogador que estava atuando como “DH” entrou para bater. Logo após o primeiro arremesso a ele –foi declarado “strike”—, o técnico do São Paulo percebeu a irregularidade e reclamou ao árbitro de “home”. O ex-“DH” (jogador irregular) foi retirado do jogo e em seu lugar entrou o batedor correto, assumindo o “ball count” (um “strike”).

A decisão dada pelos árbitros da partida está correta. Não há penalidade, a menos que o ato (utilizar um jogador irregular no jogo) tenha sido praticado intencionalmente. Na hipótese de isso ter acontecido, a equipe infratora poderá ser punida de alguma forma (expulsão do jogador irregular, expulsão do técnico, ou com outras medidas que os árbitros julgarem adequadas).

Como não há regra que trata especificamente de um caso como o ocorrido, os árbitros devem resolver o problema valendo-se da Regra 9.01 (c), que diz: Cada árbitro tem autoridade para decidir quaisquer situações que não estejam especificamente cobertas por estas regras.

terça-feira, 22 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘HOOMU’: Vem de “HOME” (houm), que significa casa, origem etc. No beisebol, é o termo que designa o local onde está colocada a base principal.
 
HOOMU BEESSU’: Vem de “HOME BASE” (houm béis). Quer dizer base principal. ‘HOOMU BEESSU’ = “HOME PLATE” (houm pléit).
 
‘HOOMU IN’: Vem de “HOME IN” (houm in). É o termo que o árbitro de "home" usa para indicar que um corredor anotou ponto.
 
‘HOOMU RAN’ (o R não tem o som áspero): Vem de “HOME RUN” (houm rân), termo que designa uma bola rebatida "fair" que passa diretamente (sem tocar o solo) a cerca do campo externo e permite que o batedor-corredor anote um ponto.
 
HOOMU SUTIIRU'. Vem de "Home Steal" (houm stiil), que significa roubo de "home".

BOLA REBATIDA DESVIADA POR UM DEFENSOR DO CAMPO INTERNO ATINGE UM CORREDOR

Corredor na 1ª base, um eliminado. O corredor está tentando um “steal” (roubo de base) no momento em que o arremessador está efetuando o arremesso. O batedor acerta uma rebatida “ground” na direção do arremessador; a bola bate na sua luva e desvia. O defensor da 2ª base, seguramente, teria chance de fazer uma jogada sobre ela. A bola, entretanto, atinge o corredor e impossibilita a defesa. O corredor deve ser eliminado? 
Não. A bola permanece viva e em jogo, já que não foi cometida uma Interferência intencional.
 
[Regras: 5.09 (f), 7.09 (k)]

Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues

segunda-feira, 21 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘GURAABU’ ou ‘GUROOBU’: Vem de “GLOVE” (glâv), que quer dizer luva.

‘HAAFU SUINGU’: Vem de “HALF SWING” (haaf swing), que significa meio-“swing” (o batedor não gira o "bat" completamente).

‘HIA BOORU’: Vem de “FAIR BALL” (féa ból). Significa rebatida válida. Alguns dizem simplesmente ‘HIA’. ‘HIA’ vem de “FAIR”, e não de “HERE” (hiar) como  alguns pensam. 

HITTO’: Vem de “HIT” (hit), do termo “BASE HIT” (béis hit). Significa rebatida indefensável –aquela por meio da qual o batedor alcança a 1ª base, ou qualquer base subsequente, com segurança ("safe"), sem que tenha ocorrido erro na ação defensiva.

HITTO ENDO RAN’ (o R não tem o som áspero): Vem de “HIT AND RUN” (hit aend rân), que significa bater e correr. É uma jogada em que o batedor tem de rebater a bola arremessada, com certeza, porque o corredor já está iniciando a corrida para a base seguinte.

BOLA REBATIDA PASSA UM DEFENSOR DO CAMPO INTERNO E ATINGE UM CORREDOR

Corredor na 2ª base, um eliminado, rebatida “ground” na direção do espaço entre o defensor da 3ª base e o interbases. O defensor da 3ª base move-se rapidamente na direção da bola para tentar efetuar a defesa; o interbases coloca-se atrás dele;  enquanto isso, o corredor avança. A bola passa para trás –sem ser tocada pelo terceira base—e atinge o corredor no caminho da base. (O interbases tinha chance de fazer uma jogada sobre a bola.)

Decisão: O corredor da 2ª base é “out” e o batedor-corredor é autorizado a ir à 1ª base.
 
[Comentário – Regra 5.09 (f), Regra 7.09 (k)]
 
Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues

domingo, 20 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘GUETTSUU’: Vem de “GET TWO” (guét tuu), que significa pegar dois (eliminar dois corredores numa jogada).


‘GUETTSUU PUREI’: Vem de “GET TWO PLAY” (guét tuu pléi), que significa jogada para pegar dois (eliminar dois corredores).


‘GUETTSUU SAADO’: Vem de “GET TWO THIRD” (guét tuu saard). É a jogada para tentar eliminar o corredor da segunda base, na terceira base, e o batedor-corredor, na primeira base (ou talvez o corredor da primeira base, na segunda base).


'GUETTSUU SECANDO’: Vem de “GET TWO SECOND” (guét tuu sékand). É a jogada para tentar eliminar o corredor da primeira base, na segunda base, e o batedor-corredor, na primeira base.

ÁRBITRO DE “HOME” CONSTATA A PRESENÇA DE SUBSTÂNCIA ESTRANHA NA BOLA ARREMESSADA

O batedor fez “swing” para tentar rebater o arremesso, porém seu “bat” nem sequer teve contato com a bola porque ela fez um efeito anormal e desviou da zona de “strike”. Perplexo, ele virou-se para o árbitro e solicitou-lhe que examinasse a bola. Feita a checagem, foi constatado que havia sido aplicada alguma substância estranha nela. O arremessador deve ser advertido?

O arremessador deve ser expulso do jogo, imediatamente, e suspenso, automaticamente, por 10 jogos.  Deve ser declarado um “ball”, e se houver corredor(es) em base, um “balk”.


[Regra 8.02 (a) (4) – PENALIDADE: a) e  d)]

sábado, 19 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘GAIYA’: É um termo japonês. Significa campo externo (‘GAI’ = externo, fora; ‘YA’ = campo). ‘GAIYA’ = “OUTFIELD” (outfiild).
 
‘GAIYA FURAI’ = rebatida “fly” para o campo externo.  ‘REFUTO FURAI’ (o R de ‘REFUTO’ não tem o som áspero) = rebatida “fly” na direção do jardim esquerdo; ‘CENTA FURAI’ = rebatida “fly” na direção do jardim central;  ‘RAITO FURAI’ (o R de ‘RAITO’ não tem o som áspero) = rebatida “fly” na direção do jardim direito.  
 
‘GORÔ’: Vem de ‘GURAUNDO’ –é assim que os japoneses pronunciam o termo “GROUND” (graund).  É uma bola rebatida que vai rolando ou pulando sobre o solo.
 
‘GUEEMU’: Vem de “GAME” (guéim), que quer dizer jogo, partida. 
 
‘GUEEMU SETO’: Vem de “GAME SET” (guéim sét), que quer dizer jogo decidido. O árbitro de “home” usa esse termo para encerrar o jogo.

ARREMESSADOR ESFREGA A BOLA NA TERRA

Depois que uma bola lançada saiu do campo, o árbitro pôs em jogo uma bola de reserva, que não havia sido utilizada até aquele momento. O arremessador pediu para trocar com outra já usada. Sua solicitação, porém, não foi atendida –não havia outra bola de reserva. Ele, então, procurou remover o lustro da bola esfregando-a no chão. Isso é permitido?

Não. O árbitro deve pedir a bola e remover do jogo o infrator. Além disso, o infrator deve ser suspenso, automaticamente, por 10 jogos.

No beisebol amador, o árbitro deve, inicialmente, advertir o infrator e pedir a bola. Na reincidência, porém, o jogador deve ser removido do jogo.

(Regra 3.02 – PENALIDADE,  vide NOTA)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘FOOSSU AUTO’: Vem de “FORCE OUT” (fóórs aut) = ELIMINAÇÃO FORÇADA. Ocorre quando um corredor perde o direito à base que está ocupando porque o batedor se torna um batedor-corredor. 

‘FOOSSU PUREI’: Vem de “FORCE PLAY” (fóórs pléi), que quer dizer jogada forçada. É aquela jogada na qual um corredor perde legalmente o direito de ocupar uma base porque o batedor se torna um batedor-corredor.

‘FURAI’: Vem de “FLY” (flai), do termo “FLY BALL” (flai ból). É uma bola rebatida que toma altura em sua trajetória para o ar.

‘FURII BATTINGU’: Vem de “FREE BATTING” (frii baeting), que quer dizer “batting” livre. É um treinamento em que os batedores rebatem livremente as bolas arremessadas.

CONCESSÃO DE BASES

Com corredor(es) em base, um arremesso descontrolado (“wild pitch”) passou pelo receptor e bateu no “backstop” (barreira situada atrás do “home plate”). A bola ricochetou e rolou em direção a uma área fora de jogo. O receptor foi atrás da bola, “mergulhou” no chão e tentou bloqueá-la, mas não conseguiu –a bola bateu na sua mão e saiu do campo.

Decisão: Se o árbitro julgar que a bola, inevitavelmente, sairia do campo, será concedida uma base a todos os corredores a partir da posição que eles ocupavam  no momento do arremesso.

[Regra 7.05 (h)]

Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues

quinta-feira, 17 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘FAURU BOORU’: Vem de “FOUL BALL” (faul ból).  Significa rebatida nula. Alguns dizem simplesmente ‘FAURU’.
 
‘FOA BOORU’: Vem de “FOUR BALL” (fóór ból). Significa quatro arremessos declarados "ball". O mesmo que ‘BOORU FOA’ = “BALL FOUR” (ból fóór).
 
FOOKU’: Vem de “FORK” (fórk) = garfo, forquilha etc., do termo “FORK BALL” (fórk bóól). É uma bola arremessada que cai bruscamente quando se aproxima do "home plate". O arremesso, feito com a bola colocada entre os dedos indicador e médio, segue o seu curso com mais velocidade do que um “CURVEBALL” (kâârvból) = bola curva.

BATEDOR SAI DO “BATTER’S BOX” SEM SOLICITAR “TIME”

Na segunda metade do sétimo “inning”, com dois “outs”, a equipe “A” tem um corredor na 3ª base. Contagem de bolas: 0 - 2 (nenhum “ball” - dois “strikes”). Enquanto o arremessador da equipe “B” está iniciando os movimentos para efetuar o arremesso seguinte, o batedor sai do “batter’s box” sem solicitar “Time” ao árbitro de “home”.  Que decisão deve dar o árbitro?
 
O batedor não deve deixar a sua posição no “batter’s box” depois que o arremessador assume a “Set Position” ou inicia o “Windup”. Se o arremessador efetuar o arremesso, o árbitro deverá declarar “ball” ou “strike”, de acordo com sua apreciação. Se o batedor sair do “batter’s box”, intencionalmente, e retardar o jogo, e nenhuma das exceções relacionadas na Regra 6.02 (d) (1) (i) a (viii) for aplicada, o árbitro concederá um “strike” sem que o arremessador tenha de efetuar o arremesso. A bola torna-se morta e nenhum corredor pode avançar. O árbitro concederá “strikes” adicionais, sem que o arremessador tenha de efetuar o arremesso, se o arremessador permanecer fora do “batter’s box" e continuar retardando o jogo.  
 
Se, com corredor(es) em base, o arremessador –após iniciar o “Windup” ou assumir a “Set Position”—não completa o arremesso porque o batedor abandona o “batter’s box”, o árbitro não deve declarar um “balk”; deve declarar um “strike” automático se o batedor, após ter sido advertido pelo árbitro, permanecer fora do “batter’s box” e estiver retardando o jogo.  
 
O arremessador pode sair do “batter’s box” antes de o arremessador assumir a “Set Position” ou iniciar o “Windup”, desde que peça “Time” ao árbitro de “home”.
 
[Regra 6.02 (b) – PENALIDADE, Comentário – Regra 6.02 (b); Comentário - Regra 6.02 (d) (1)]

quarta-feira, 16 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

FAIN PUREI’:  Vem de “FINE PLAY” (fain pléi). Quer dizer jogada bonita.

‘FAITO’: Vem de “FIGHT” (fait), que quer dizer luta, briga, lutar, brigar etc.

FASTO’: Vem de “FIRST” (farst), que quer dizer primeiro(a). Usamos esse termo para designar tanto o defensor da 1ª base –“FIRST BASEMAN” (farst béismaen)—como o local onde está colocada a almofada da 1ª base –“FIRST BASE” (farst béis).

FASTO MITTO’: Vem de “FIRST (BASEMAN'S) MITT” [farst (béismaen's) mit]. É aquela luva especial para defensor da primeira base.

DOIS CORREDORES SÃO ATINGIDOS PELA MESMA BOLA “FAIR”

Corredor na 1ª e 2ª base, um eliminado, rebatida “ground” forte para o campo interno. A bola desvia após atingir o corredor que está avançando em direção à 3ª base e toca o corredor que está se aproximando da 2ª base. Uma bola “fair” teve contato com dois corredores. Ambos devem ser eliminados?

Não. Se dois corredores são atingidos pela mesma bola “fair”, somente aquele que foi atingido primeiro é “out”. Isso porque a bola torna-se morta, imediatamente, no momento em que tem contato com um corredor.

[Comentário – Regra 7.08 (f)]

terça-feira, 15 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘DETTO BOORU’ (o termo, “importado” do Japão como ‘DEDDO BOORU’, virou ‘DETTO BOORU’ para nós): Vem de “DEAD BALL” (déd ból), que quer dizer bola morta. É uma bola que está fora de jogo em razão de uma paralisação temporária da partida determinada legalmente. No beisebol brasileiro, o termo ‘DETTO BOORU’ é usado para designar aquele lance em que o batedor atingido por um arremesso adquire o direito de ir à primeira base.
 
Temos observado que muitos, inclusive alguns árbitros, dizem ‘GUETTO BOORU’ em vez de ‘DETTO BOORU’ (aqui no Brasil, é claro!). Pessoal, ‘GUETTO BOORU’ é outra coisa; é aquele jogo praticado principalmente por pessoas da terceira idade.
 
Quando um batedor leva um ‘DETTO BOORU’, o árbitro de “home” deve sinalizar a ocorrência –bater o antebraço esquerdo com a mão direita aberta—e indicar a 1ª base com a mão esquerda.
 
‘DOROPPU’: Vem de “DROP” (dróp), que quer dizer gota, pingo, cair repentinamente etc. É uma bola arremessada que cai (como gota, pingo, repentinamente) quando se aproxima do "home plate".

BASE COACH GRITA “TIME!” PARA PROVOCAR UM BALK

Corredor na 1ª e 3ª base. O arremessador está na Posição Set. Quando ele levanta o pé livre e o direciona ao home plate,  o base coach da 3ª base grita “TIME!”. Em razão disso, o arremessador não completa o arremesso. O árbitro deve declarar um  balk?

Não. Nesse lance, quem cometeu falta foi o base coach; ele infringiu a Regra 4.06 (a) (3). Deve, portanto, ser penalizado.

Vejamos o que diz essa regra:

Em nenhum momento um técnico, jogador, suplente, “coach”, treinador ou “bat boy” (recolhedor de “bat”) deve, seja do “bench”, do “coach’s box”, do campo de jogo, ou de qualquer outro lugar, pedir TIME, usar qualquer outra palavra ou frase, ou praticar qualquer ato, enquanto a bola está viva e em jogo, com o evidente propósito de tentar fazer o arremessador cometer um “balk”.

PENALIDADE: O infrator deve ser removido do jogo e deixar o campo de jogo. Se for cometido um balk, a falta será anulada.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A JOGADA DE PERSEGUIÇÃO (“RUN-DOWN PLAY”) DEVE PROSSEGUIR?

Quando o corredor da 1ª base estava tentando um “steal” (roubo de base), o batedor saiu do “batter’s box” e atrapalhou o receptor no momento em que ele se levantou para lançar à 2ª base. Apesar disso, o receptor conseguiu completar o lançamento, e aí teve início uma Jogada de Perseguição. Essa jogada deve prosseguir normalmente?

Não. O árbitro deve declarar “TIME”, imediatamente, e eliminar o batedor pela infração cometida (Interferência). O corredor tem de retorna à 1ª base. 


[Beisebol - Regra 6.06 (c) – vide NOTA 2]

(Softbol - Regra 7 – Seção 6k-1, Regra 7 – EFEITO – Seção 6k)

domingo, 13 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘BOOKU’: Vem de “BALK” (bóók), que, entre outras coisas, quer dizer falha, falta. Esse termo designa um ato ilegal que o arremessador comete quando há corredor(es) em base. Quando ocorre um “BALK”, todos os corredores adquirem o direito de avançar uma base.

‘BOORU’: Vem de “BALL” (ból)”, cuja tradução é bola. É uma bola arremessada que não passa na zona de "strike", em voo, e que o batedor não tenha tentado rebatê-la. Se o arremesso toca o chão e pula através da zona de "strike", é um “BALL”.

BOORU FOA’: Vem de “BALL FOUR” (ból fóór). Significa quatro arremessos declarados "ball". O mesmo que ‘FOA BOORU’ = “FOUR BALL” (fóór ból).

BOOTOO’: É um termo japonês. Significa bola arremessada de maneira rude, violenta; arremesso longe do alvo. É um arremesso tão alto, tão baixo ou tão fora do “home plate” que não pode ser apanhado pelo receptor mediante um esforço normal. No beisebol brasileiro, o pessoal usa esse termo para designar qualquer bola atirada de maneira descontrolada, ou seja, tanto um arremesso descontrolado como um lançamento descontrolado.  ‘BOOTOO’ = “WILD PITCH” (waild pitch) = Arremesso descontrolado. Lançamento descontrolado = “WILD THROW “(waild srou) = ‘AKUSSOOKYUU’, em japonês.

‘CENTA’: Vem de “CENTER” (séntar), que quer dizer centro, meio. Usamos esse termo para designar tanto a área central do campo externo –“CENTER FIELD” (s’entar fiild) = jardim central—como o jogador que defende essa área –“CENTER FIELDER” (s’entar fiildar) = jardineiro central.  

OBSTRUÇÃO

DEFENSOR COMETE A FALTA QUANDO ESTÁ SENDO REALIZADA UMA JOGADA  SOBRE UM CORREDOR OBSTRUÍDO

Aconteceu num jogo de beisebol. Corredor na 2ª e 3ª base. O corredor da 2ª base, surpreendido pela bola lançada pelo arremessador, deu origem a uma Jogada de Perseguição (“Run-Down Play”). Ao tentar retornar à 2ª base, colidiu com o interbases, que não estava de posse da bola, nem estava em ação para apanhar a bola. O árbitro apontou a Obstrução cometida pelo defensor.

Decisão: A bola torna-se morta. Ao corredor da 2ª base deve ser concedida a 3ª base; o corredor da 3ª base, forçado, pode avançar para “home”.

Se uma jogada está sendo feita sobre o corredor obstruído, ou se o batedor-corredor é obstruído antes de tocar a primeira base, a bola torna-se morta e todos os corredores devem avançar, sem o risco de serem eliminados, às bases que, na opinião do árbitro, teriam alcançado se o defensor não tivesse cometido a falta. Ao corredor obstruído deve ser concedida pelo menos uma base além da última base tocada legalmente antes da Obstrução. Os corredores precedentes que forem forçados a deixar suas bases em razão da concessão de bases por Obstrução podem avançar sem o risco de serem eliminados.

COMO DECLARAR UMA OBSTRUÇÃO

Quando uma jogada está sendo feita sobre um corredor obstruído, o árbitro deve assinalar a Obstrução da mesma maneira que quando declara “TIME”, com ambas as mãos acima da cabeça. A bola torna-se morta, imediatamente, quando o árbitro faz esse sinal.

Se nenhuma jogada está sendo feita sobre o corredor obstruído, o árbitro deve apenas apontar a falta e aguardar a conclusão do lance. Só depois disso deve declarar “TIME” e impor as penalidades –se houver—que, na sua opinião, anularão o ato da Obstrução.

[Regra 7.06 (a), Comentário - Regra 7.06 (a), Regra 7.06 (b)]

No softbol, sempre que ocorre uma Obstrução, deve ser sinalizada uma Bola Morta Demorada (“Delayed Dead Ball”). A bola permanece viva até que a jogada seja concluída. Ao corredor obstruído, e a cada um dos corredores afetados pela Obstrução, será concedida a base que, na opinião do árbitro, teriam alcançado se não tivesse ocorrido a falta do defensor. Se o corredor obstruído é eliminado antes de chegar à base que teria alcançado se não tivesse ocorrido a Obstrução, deve ser declarada uma bola morta. Ao corredor obstruído, e a cada corredor afetado pela Obstrução, será concedida a base que, na opinião do árbitro, teriam alcançado se a defensiva não tivesse cometido a falta. Um corredor obstruído nunca pode ser eliminado entre as duas bases onde ocorreu a Obstrução.

(Regra 8 – Seção 7b, Regra 8 – EFEITO – Seção 7b)

sábado, 12 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘BATTO’: Vem de “BAT” (baet), cuja tradução é bastão, taco. É o equipamento que o batedor usa para rebater a bola arremessada.

BEESSU’: Vem de “BASE” (béis), base em português. É um dos quatro pontos que têm de ser tocados por um corredor, para anotar um ponto. O termo é mais comumente usado para designar as almofadas de lona e a placa de borracha que marcam os locais das bases.

‘BEESSU HITTO’: Vem de “BASE HIT” (béis hit), que significa rebatida indefensável –aquela por meio da qual o batedor alcança a 1ª base, ou qualquer base subsequente, com segurança ("safe"), sem que tenha ocorrido erro na ação defensiva.

‘BENTI’: Vem de “BENCH” (béntch), cuja tradução é banco, assento etc. É o local reservado para os membros de uma equipe.

BOOGAI’: É um termo japonês. Significa estorvar, interferir, obstruir. Esse termo é usado para designar uma INTERFERÊNCIA (da ofensiva, da defensiva, do árbitro, do espectador) ou OBSTRUÇÃO.

BOLA REBATIDA ATINGE O “BAT” QUE O BATEDOR DEIXA LARGADO NO CHÃO, EM TERRITÓRIO “FOUL”

O batedor acertou uma rebatida “ground” fraca ao longo da linha de “foul” da 1ª base. A bola atingiu o “bat” que ele deixou largado no chão, em território “foul”, e desviou para o território “fair. É  “fair ball” ou “foul ball”?

Uma bola rebatida que, enquanto está em ou sobre território “foul”, toca o corpo de um árbitro ou jogador, ou qualquer objeto estranho ao terreno natural, é “foul ball”, ainda que, posteriormente, ela role para o território “fair”. É uma bola morta.
[Beisebol - Regra 2.00 “FOUL BALL” – vide NOTA 2, Comentário – Regra 6.05 (h)]

(Softbol – Regra 1 – Seção 37d)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

“STRIKE” POR QUÊ?


Bases cheias. O batedor assumiu uma postura não habitual dentro do “batter’s box” –ficou agachado—a fim de tentar obter  “base on balls” (base por “balls”). O primeiro arremesso passou sobre o “home plate” e acima de sua cabeça; o árbitro declarou-o “strike”. “Strike” por quê?, perguntou o batedor.

O árbitro respondeu-lhe simplesmente: Porque a bola passou na zona de “strike”.

ZONA DE “STRIKE”: É aquela área sobre o “home plate”, cujo limite superior é uma linha horizontal no ponto médio entre o topo dos ombros e o topo da calça do uniforme, e o limite inferior é uma linha na parte mais baixa da rótula do joelho. A zona de “strike” deve ser determinada de acordo com a postura habitual do batedor quando ele se prepara para rebater uma bola arremessada.


[Regras: 2.00 “STRIKE ZONE” (ZONA DE “STRIKE”), 2.00 “BASE ON BALLS” (BASE POR “BALLS”) – vide Regra 6.08 (a)] 


Fonte: EL BEISBOL -  Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

Se isso tivesse ocorrido no softbol, seria também declarado um “strike”.

ZONA DE “STRIKE”: É aquele espaço –sobre qualquer parte do “home plate”—entre as axilas e a parte superior dos joelhos do batedor quando ele assume a sua postura habitual para rebater a bola arremessada.

(Regras: 1 – Seção 6, 1 – Seção  93a – vide Regra 8 – Seção 1c)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O BATEDOR PASSOU DE UM “BATTER’S BOX” A OUTRO

Quando o arremessador iniciou os movimentos de arremesso, o batedor passou de um “batter’s box” a outro. Isso é permitido?

Beisebol

Não. O batedor deve ser eliminado por ação ilegal. O batedor não pode mudar de um “batter’s box” para outro enquanto o arremessador está devidamente posicionado e pronto para arremessar.

[Regra 6.06 (b)]


NOTA: O batedor deve ser eliminado com a aplicação deste item da regra quando passa de um “batter’s box” para outro no momento em que o arremessador, com o pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate”, está olhando os sinais do receptor.

Softbol

Não. O batedor deve ser eliminado quando muda de um “batter’s box” para outro, passando na frente do receptor, enquanto o arremessador está recebendo a senha ou aparenta estar recebendo uma senha, com os pés em contato com o “pitcher’s plate”. A bola torna-se morta e cada corredor tem de retornar à base que, na opinião do árbitro, foi tocada no momento do arremesso.

(Regra 7 – Seção 6j, Regra 7 – EFEITO – Seção 6a-j, Regra 9 – Seção 1b)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

TERMOS USADOS NO BEISEBOL BRASILEIRO

‘BASTAA’: Vem de “BUSTER” (bâstar), que significa coisa surpreendente. Usamos esse termo para designar aquela rebatida para surpreender a defesa (o batedor fica preparado para "bunt" e rebate normalmente).
 
BATTAA’: Vem de “BATTER” (baetar), cuja tradução é batedor. É aquele jogador da ofensiva que se posiciona no "BATTER’S BOX" (baetars bóks), para rebater a bola arremessada.
 
‘BATTAA AUTO’: Vem de “BATTER OUT” (baetar aut), que quer dizer batedor eliminado.
 
‘BATTAA BOKKUSSU’: Vem de “BATTER’S BOX” (baetars bóks). É a área dentro da qual o batedor deve permanecer durante a sua vez de bater.
 
‘BATTINGU’: Vem de “BATTING” (baeting), que significa ato de rebater a bola arremessada.

O CORREDOR É “OUT”?

Corredor na 1ª base, um eliminado, contagem de bolas: 3 – 1 (três “balls” – um “strike”). O batedor girou o “bat” para tentar rebater o arremesso seguinte. A bola roçou levemente o “bat” (fez “tip”) e foi de encontro ao peito do receptor, e isso após ter tocado a sua luva (“mitt”).  O receptor apanhou-a no rebote e fez um lançamento perfeito à 2ª base. O corredor da 1ª base, que estava tentando um “steal” (roubo de base), foi tocado antes de chegar à 2ª base. Ele é “out”? 

Sim, porque, nessa jogada, ocorreu um “foul tip”*; a bola, portanto, estava viva e em jogo.

*“FOUL TIP”

Beisebol: É uma bola rebatida que vai brusca e diretamente do “bat” às mãos do receptor e é agarrada legalmente. Se a bola vai do “bat” ao corpo, máscara ou protetor do receptor e, no rebote, é agarrada antes que toque o solo, a pegada não é legal, a menos que essa bola tenha tocado primeiro a sua mão ou o seu “mitt”. Se a bola não é agarrada legalmente, é um “foul ball”, e não um “foul tip”. Qualquer “foul tip” é um “strike”. A bola permanece em jogo.

[Regras: 2.00 “FOUL TIP”, 2.00 “STRIKE” (g)]

Softbol: É uma bola rebatida que: a) vai diretamente do “bat” às mãos do receptor; b) não sobe além da cabeça do batedor; c) é agarrada legalmente pelo receptor. NOTA: Se a bola não for agarrada, não será um “foul tip”; será um “foul ball”. Qualquer “foul tip” é um “strike”. A bola permanece em jogo. A pegada não será considerada um “catch” (bola agarrada legalmente) se a bola apanhada pelo receptor for um “rebound” (ricochete), a menos que ela tenha tocado primeiro a sua mão ou a sua luva.

(Regras: 1 – Seção 39 – vide NOTA, 7 – Seção 4c, Regra 7 – EFEITO – Seção 4c)

terça-feira, 8 de maio de 2012

REGRAS DE ANOTAÇÃO

Um eliminado, corredor na 2ª base, “bunt” para empurrar o corredor à 3ª base. A bola rebatida foi rolando lentamente em direção ao arremessador e parou.  O receptor apanhou-a e tentou uma jogada na 3ª base, mas não obteve êxito. O batedor-corredor chegou à 1ª base.
Deve ser anotado um “bunt” de sacrifício (“sacrifice bunt”).

Regra 10.09 (b): Anote um “bunt” de sacrifício quando, com menos de duas eliminações, um defensor apanha uma bola rebatida por meio de “bunt”, sem cometer erro, mas não consegue eliminar um corredor precedente que está avançando uma base. EXCEÇÃO: Quando, num “bunt”, uma tentativa de eliminar um corredor precedente não tem êxito, e na opinião do anotador uma jogada perfeita não teria eliminado o batedor na 1ª base, a esse batedor deve ser anotado um “hit” de uma base, e não um “bunt” de sacrifício.   

BOLA REBATIDA É ATINGIDA ACIDENTALMENTE PELO “BAT” QUE O BATEDOR ATIRA AO CHÃO

Um eliminado, corredor na 2ª base, “bunt” para empurrar o corredor à 3ª base. A bola rebatida –que estava rolando lentamente em direção ao arremessado— foi atingida acidentalmente pelo “bat” que o batedor atirou ao chão, ao iniciar a corrida, e parou. O receptor apanhou-a e tentou uma jogada na 3ª base, mas não obteve êxito. O batedor-corredor chegou à 1ª base. 

Decisão: A bola torna-se morta, imediatamente, quando um “bat” atirado atinge uma bola “fair”. O batedor é “out” e o corredor retorna à 2ª base.

[Beisebol - Regra 6.05 (h), Comentário – Regra 6.05 (h)]

 (Softbol – Regra 7 – Seção 6i – vide EXCEÇÃO, Regra 7 – EFEITO – Seção 6a-j)