quarta-feira, 30 de novembro de 2011

INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA DEPOIS DE CONCLUÍDA UMA JOGADA SOBRE OUTRO JOGADOR

Um eliminado, corredor na 3ª base. Rebatida forte em direção ao espaço entre o interbases e o defensor da 3ª base. O corredor, achando que seria um “base hit” (rebatida indefensável), arrancou para “home”. O defensor da 3ª base, deslocando-se rapidamente, efetuou a defesa, mas seu lançamento para “home” não conseguiu eliminar o corredor.  Imediatamente, o receptor tentou uma jogada na 1ª base, porém a bola lançada atingiu as costas do batedor-corredor;  e como este estava fora da faixa de três, o árbitro declarou-o eliminado por Interferência. O corredor que pisou o “home plate” anotou ponto ou deve retornar à 3ª base?

Como a Interferência ocorreu depois de concluída uma jogada sobre outro corredor, a jogada anterior tem validade –deve ser contado um ponto. (Se no caso apresentado acima houvesse dois eliminados, não seria anotado ponto.)

 [Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (a) – vide NOTA, 4.09 (a) – EXCEÇÃO (1), 6.05 (k)]

Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues – Seção 4 – Item 4.2

terça-feira, 29 de novembro de 2011

INTERFERÊNCIA DA DEFENSIVA

Quando o batedor fez “swing”, seu “bat” tocou levemente o “mitt” do receptor, mas não teve contato com a bola. O receptor apanhou a bola e lançou-a rapidamente à 3ª base para eliminar o corredor que estava tentando um roubo de base, mas não obteve êxito. O árbitro de “home” apontou a Interferência do receptor, mandou o batedor à 1ª base e manteve o corredor na 3ª base. O árbitro decidiu corretamente?

Como o corredor estava tentando roubar a 3ª base quando ocorreu a Interferência do receptor, a decisão dada pelo árbitro está correta.

Regra 7.04 (d): O corredor pode avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, quando, no momento em que está tentando roubar uma base, o batedor sofre Interferência do receptor ou de qualquer outro defensor.

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

“INNING” COM QUATRO “OUTS”

A equipe “A” está na ofensiva. Dois “outs”, bases lotadas, rebatida “ground” forte. A bola passa entre o defensor da 3ª base e o interbases e rola para o jardim esquerdo. Os corredores da 3ª e 2ª pisam o “home plate” antes de o corredor da 1ª ser tocado por um defensor, na jogada de perseguição (“run-down play”) entre a 2ª e a 3ª bases, e completar a terceira eliminação do “inning”. O defensor da 1ª base da equipe “B”, alegando que o batedor-corredor foi à 2ª base sem tocar a 1ª base, apela ao árbitro. O árbitro aceita a apelação e elimina o batedor-corredor. Quatro eliminações num “inning”? Os dois corredores que cruzaram o “home plate” anotaram ponto?

Beisebol
Em jogadas de apelação, a equipe na defensiva pode solicitar que um árbitro reconheça uma aparente “quarta eliminação”. Isso é possível quando a terceira eliminação ocorre numa jogada em que é permitida uma apelação sobre outro corredor. Foi o que ocorreu no exemplo apresentado acima. Os corredores que cruzaram o “home plate” não anotaram ponto porque o batedor-corredor foi eliminado antes de chegar à 1ª base –um corredor eliminado em apelação por ter omitido uma base é considerado como se tivesse sido eliminado antes de alcançá-la.

[Regra 4.09 (a) – EXCEÇÃO (1), Regra 7.10]

Softbol
Não será anotado um ponto se a terceira e/ou a última eliminação do “inning” for o resultado de uma jogada em que o batedor-corredor é eliminado antes de tocar legalmente a 1ª base. Podem ser feitas apelações para uma eliminação adicional, depois da terceira eliminação, para invalidar ponto(s) ou restabelecer a ordem de batedores correta.

(Regra 5 – Seção 7b/1, Regra 5 – Seção 7c, Regra 8 – Seção 9 – EFEITO – Seção 9g-j/4)

domingo, 27 de novembro de 2011

DECISÃO “FAIR” OU “FOUL”

ÁRBITRO DE “HOME”

1) Tirar a máscara do rosto e dar alguns passos à frente, para observar a bola rebatida. 

2) Quando a bola vai rolando ou saltando rente à linha de “foul”, deve segui-la movimentando-se sobre a linha de “foul” e, no momento oportuno, parar para acompanhar a trajetória da bola. Nesse momento, deve estar com as mãos colocadas acima dos joelhos e ter a linha de “foul” entre as pernas.

3) Se a decisão for “fair”: manifestar-se somente através de gesto (apontar para o território “fair”, com a mão direita ou com a mão esquerda segurando a máscara). Não deve declarar “FAIR” ou “FAIR BALL”.

4) Se a decisão for “foul”: estender ambos os braços acima da cabeça e para fora dos seus ombros, com a mão direita aberta e com a máscara na mão esquerda; declarar “FOUL BALL”, ou simplesmente “FOUL”, e apontar para o território “foul”, com a mão direita ou com a mão esquerda segurando a máscara.

sábado, 26 de novembro de 2011

POSICIONAMENTO E POSTURA DO ÁRBITRO DE “HOME”

a) Deve posicionar-se atrás do receptor. Quando o batedor é destro, deve permanecer à esquerda do receptor, colocando o pé direito na direção do meio do corpo do receptor e o outro pé à esquerda do corpo do receptor.  A ponta do pé direito deve estar alinhada com o calcanhar do pé esquerdo. Quando o batedor é canhoto, deve permanecer à direita do receptor, colocando o pé esquerdo na direção do meio do corpo do receptor e o outro pé à direita do corpo do receptor. A ponta do pé esquerdo deve estar alinhada com o calcanhar do pé direito. Os pés devem estar separados (mais ou menos a largura dos ombros).

b) Deve agachar-se naturalmente no momento em que o arremessador inicia os movimentos de arremesso e aproximar-se o máximo possível do receptor, para poder acompanhar o trajeto da bola arremessada –por cima do seu ombro esquerdo (quando o batedor é destro) ou direito (quando o batedor é canhoto). Não deve curvar o tronco quando vai se agachar. Há árbitros que procuram proteger os braços e as mãos (ficam com as mãos entre as pernas ou atrás do corpo  –na altura dos quadris), outros colocam as mãos acima dos joelhos. Deve permanecer imóvel e acompanhar a trajetória da bola apenas com os olhos –seus olhos  devem estar no nível do limite superior da zona de “strike”. Deve tomar cuidado para não atrapalhar a movimentação do receptor. Essa postura deve ser mantida até que a bola arremessada seja rebatida ou agarrada pelo receptor, ou tenha contato com o “mitt”.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

“STRIKEOUT” INCOMUM

Dois eliminados, corredor na 3ª base, contagem de bolas arremessadas: 1 – 2 (um  “ball” - dois “strikes”). No arremesso seguinte, o batedor fez “swing”, mas falhou –a bola passou sem ter contato com o “bat”, bateu na caneleira do receptor e foi para o ar. No momento em que a bola estava caindo diante do “home plate”, o receptor movimentou-se rapidamente e conseguiu agarrá-la antes de ela tocar o solo. O corredor da 3ª base pisou o “home plate” e o batedor-corredor chegou à 1ª base.  Como o árbitro deve decidir esta jogada?

Ainda que tenha sido incomum, o lance foi legal (o terceiro “strike” foi agarrado legalmente pelo receptor); o batedor é “out” por três “strikes” e encerra a metade de “inning”. “Agarrado legalmente” significa que a bola entrou no “mitt” do receptor, sem tocar o solo.

[Beisebol: Regra 2.00 “IN FLIGHT”, Regra 6.05 (b), Comentário – Regra 6.05 (b)]

(Softbol: Regra 1 – Seção 52, Regra 7 – 6l)

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

JOGADA DUPLA FORÇADA

Um eliminado, corredor na 1ª e 2ª base, rebatida “fly” para o espaço entre a 1ª e a 2ª bases.  O defensor da 2ª, que estava cobrindo a sua base para uma eventual jogada sobre o corredor, correu rapidamente para efetuar a defesa, mas não conseguiu –a bola tocou o solo sem ter contato com sua luva. Imaginando que seria aplicada a regra de “Infield Fly”, os corredores permaneceram nas bases. Os árbitros, porém, nada declararam. O defensor da 2ª base recuperou a bola e lançou-a ao defensor da 3ª base, e este, após pisar a “almofada”, fez o lançamento ao interbases, que estava cobrindo a 2ª base. Que decisão deve ser dada a esta jogada?

Os corredores da 1ª e 2ª foram eliminados em jogada dupla forçada. (Jogada dupla forçada é aquela em que ambas as eliminações são forçadas.) Nesta jogada não ocorreu um “Infield Fly”, já que o defensor da 2ª base não conseguiria apanhar a bola com um “esforço normal”.

A regra de “Infield Fly” deve ser aplicada na seguinte situação: a) há menos de duas eliminações; b) a 1ª e a 2ª, ou a 1ª, a 2ª e a 3ª bases estão ocupadas; c) o batedor acerta um “fair fly” (“fly” rebatido para o território “fair”) --não incluindo um “fly” resultante de “bunt” ou um “line drive”-- que pode ser agarrado por um defensor do campo interno mediante um esforço normal. O arremessador, o receptor e qualquer defensor do campo externo que tenha se posicionado no campo interno, na jogada, devem ser considerados defensores do campo interno para os propósitos desta regra.

[Beisebol – Regras:  2.00 “DOUBLE PLAY”, 2.00 “FORCE PLAY”, 2.00 “INFIELD FLY”, 7.08 (e)]

(Softbol – Regras:   1 – Seção 26, 1 – Seção 35, 1 – Seção  56, 8 – Seção 9c) 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ELEIÇÃO DA DIRETORIA E MEMBROS DO CONSELHO FISCAL DA AAABSB – BIÊNIO 2012 - 2013

Realizada no dia 15/11/2011. A  chapa SITUAÇÃO --única apresentada à mesa-- foi aprovada por unanimidade.

Presidente                          Chunyti Moritaca (São Paulo)

1º Vice-Presidente             Everaldo Marcos Medeiros (São Paulo)

2º Vice-Presidente             Tatuo Yamaguchi (Paraná)

3º Vice-Presidente             Otacílio Sakai (Mato Grosso do Sul)

Conselho Fiscal:

Membros Efetivos             Jorge Koiti Hidaka

                                           Soichiro Sunto

                                           Yukio Hatano

Membros Suplentes:          Ângelo Carlos Frigo

                                           Arlindo Kiyoshi Yamamoto

                                           Reinaldo T. Kamizaki

SUBSTITUIÇÃO NÃO ANUNCIADA

A equipe visitante substituiu o jardineiro esquerdo (“leftfielder”) sem notificar o árbitro principal. Passado algum tempo, o substituto realizou uma jogada sensacional:  apanhou um “fly” --a bola estava passando sobre o muro-- estendendo a luva para fora do campo e evitou um “home run” (para isso, saltou e se apoiou no topo do muro). A equipe contrária reclamou, argumentando que a jogada deveria ser anulada, uma vez que o jogador que efetuou a defesa havia entrado no jogo sem ser anunciado ao árbitro. O motivo apresentado justifica a reclamação?

Beisebol
Não. Um defensor substituto é considerado dentro do jogo quando chega à posição que o defensor substituído ocupava normalmente e o árbitro de “home” reinicia o jogo.

[Regra 3.08 (a) (3)]

Softbol

Sim.  Se o substituto não anunciado for descoberto depois de efetuar uma jogada e antes do arremesso seguinte, legal ou ilegal, ou antes que os defensores deixem o campo, ou antes que os árbitros deixem o jogo, ele será “Declarado Desqualificado”, e a equipe na ofensiva terá o direito de optar pelo resultado da jogada ou pelo direito de o último batedor bater novamente, assumindo a contagem de “ball” e “strike” que tinha antes da descoberta da irregularidade.

(Regra 4 – Seção 8b, vide Regra 4 – EFEITO – Seções 2 - 4)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

DEVERIA SER APLICADA A REGRA 7.07?

Jogada de “home steal” (roubo de “home”). O receptor, posicionado no seu “box” (atrás do “home plate”), apanhou a bola arremessada quando ela estava passando sobre o “home plate” e tocou o pé esquerdo do corredor, que veio deslizando para tentar anotar ponto. O árbitro de “home”, que estava bem posicionado para observar a jogada, eliminou o corredor.  O técnico da equipe na ofensiva reclamou; queria que o árbitro imputasse um “balk” ao arremessador e mandasse o batedor à 1ª base, aplicando a Regra 7.07, porque o receptor apanhou a bola antes de ela passar o “home plate”.

A reclamação foi indevida. A Regra 7.07 deve ser aplicada somente quando o receptor ou qualquer outro defensor, sem estar de posse da bola, pisa o (ou sai à frente do) “home plate”, ou toca o batedor ou o seu “bat”, enquanto o corredor da 3ª base está tentando anotar ponto por meio de um “squeeze play”* ou “home steal”. Na jogada apresentada acima, o receptor estava devidamente posicionado no “catcher’s box”, nem tocou o batedor ou o seu “bat”. Foi um lance normal.

Nessa jogada, o batedor teria o direito de ir à 1ª base [Regra 6.08 (c)] e o corredor da 3ª base anotaria ponto [Regra 7.04 (d)] se o receptor tivesse estorvado o batedor ou impedido que ele rebatesse o arremesso (Interferência da Defensiva) no momento em que estendeu os braços sobre o “home plate” para apanhar a bola. Vide Regra 2.00 “INTERFERENCE” (b).

 *”Squeeze Play” = Jogada em que uma equipe, com um corredor na 3ª base, tenta anotar ponto por meio de um “bunt”.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

INTERFERÊNCIA DO ESPECTADOR

Segunda metade do nono “inning”. A equipe local estava perdendo por um ponto. Situação: dois eliminados, nenhum corredor em base. O quarto batedor acertou um “fly” grande em direção ao “leftfield” (jardim esquerdo), que certamente passaria sobre a cerca; seria o “home run” do empate. O “leftfielder” (jardineiro esquerdo) afastou-se rapidamente até as proximidades da cerca e tentou efetuar a defesa, mas não conseguiu –a bola bateu na sua luva e saiu do campo, em território “fair”. O defensor, porém, reclamou; alegou que um espectador interferiu na jogada e impediu que ele apanhasse a bola. 

Como resolver este caso?
Se o árbitro conseguir ver que, realmente, um espectador atrapalhou o defensor, deve eliminar o batedor (Interferência do Espectador). Do contrário, deve validar o “home run”.

(Regra 3.16 – REGRA APROVADA, Comentário – Regra 3.16)
Num caso real ocorrido no início dos anos 60, o “pinch-hitter” (batedor de emergência) Mickey Mantle do Yankees estava no “batter’s box” e Jackie Brandt do Orioles  era o jardineiro esquerdo. Mantle acertou um espetacular “home run” e empatou o jogo. Brandt, porém, alegou que um espectador havia interferido na sua jogada. Ele disse que, quando se afastou até as proximidades da cerca do Yankee Stadium e tentou saltar para apanhar a bola, um espectador --que estava encoberto pelo corpo de Brandt (estava, portanto, fora do campo de visão do árbitro)-- segurou-o por trás e impediu que ele efetuasse a defesa.  

Como os árbitros não viram a Interferência do Espectador, validaram o “home run”, e o jogo terminou empatado.  O Yankees, depois, venceu o jogo na prorrogação.
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

domingo, 20 de novembro de 2011

ZONA DE “STRIKE”

É aquela área sobre o “home plate”, cujo limite superior é uma linha horizontal no ponto médio entre o topo dos ombros e o topo da calça do uniforme, e o limite inferior é uma linha na parte mais baixa da rótula do joelho.

A zona de “strike” deve ser determinada:

(1)   De acordo com a postura habitual do batedor quando ele se prepara para rebater uma bola arremessada. (O árbitro não deve ser enganado por um batedor que, com o intuito de confundi-lo, assume uma postura diferente daquela que adota normalmente.)  

(2)   Levando em consideração os limites sobre o “home plate” e os limites superior e inferior em relação ao batedor. A decisão quanto aos limites sobre o “home plate” não deve variar, pois esses limites correspondem às dimensões da placa; são, portanto, absolutamente constantes. Já os limites superior e inferior em relação ao batedor são variáveis de acordo com a estatura e as características de cada batedor. Podemos dizer que, na prática, a zona de “strike” é determinada de acordo com o critério de cada árbitro, ou seja, é o espaço que o árbitro determina baseando-se num padrão imaginário que ele julgue estar de acordo com a regra.

Como outras pessoas, além do árbitro --arremessador, receptor, batedor, técnico, “coach”, espectador etc.--, têm também o seu padrão de zona de “strike” (cada um diferente do outro), os comentários e/ou as críticas sobre a decisão (“ball” ou “strike”) do árbitro de “home” nem sempre coincidem.

sábado, 19 de novembro de 2011

ARREMESSADOR SUBSTITUÍDO TEVE QUE VOLTAR AO MONTÍCULO (“MOUND”)

O arremessador abridor* deve arremessar ao primeiro batedor (ou a qualquer batedor que o substitua) até que este seja eliminado ou alcance a 1ª base, a menos que se machuque ou adoeça, e o árbitro principal o considere incapacitado para continuar arremessando [Regra 3.05 (a)]. Se o arremessador é substituído, o substituto deve arremessar ao batedor de turno (ou a qualquer batedor que o substitua) até que este seja eliminado ou alcance a 1ª base, ou até que a equipe na ofensiva sofra a terceira eliminação, a menos que se machuque ou adoeça, e o árbitro principal o considere incapacitado para continuar jogando como um arremessador [Regra 3.05 (b)].

O árbitro de “home” Greg Kosc teve dificuldade com estas regras durante um jogo realizado em 1989 entre Twins e Red Sox. A equipe anfitriã Twins estava derrotando o Red Sox naquela noite, e tinha dois corredores em base, com um “out”. Naquele momento, o técnico de Minnesota, Tom Kelly, colocou o batedor canhoto Jim Dwyer como “pinch hitter” (batedor de emergência). Para enfrentar a situação, o técnico do Red Sox, Joe Morgan, mandou ao montículo o arremessador canhoto Joe Price.  Dwyer pretendia executar “bunt” no primeiro arremesso, mas na última hora ele tentou interromper o movimento do “bat”. Kosc declarou um ”strike” ao arremesso. Dwyer questionou veementemente a decisão, e o árbitro acabou retirando-o do jogo.
Então, Kelly mandou o batedor destro Carmen Castillo ao “batter’s box” para ocupar o lugar de Dwyer. Morgan, por outro lado, chamou o arremessador destro Mike Smithson para enfrentar Castillo. Depois que Smithon completou seus arremessos de aquecimento, Kelly informou o árbitro de que Joe Price não havia cumprido o que determina a Regra 3.05 (b).

O chefe dos árbitros, Barnet, mandou Smithson de volta ao “bull pen” e ordenou o retorno de Price, que estava no “dugout”, ao montículo [Regra 3.05 (c)]. Price continuou arremessando e eliminou Castillo (“strikeout”).

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

*Arremessador abridor é aquele designado no “Batting Order” (Ordem de Batedores) entregue ao árbitro principal, conforme está estabelecido nas Regras 4.01 (a) e 4.01 (b).

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

JOGADOR RELACIONADO DUAS VEZES NO “LINE-UP CARD”

Os árbitros e os técnicos reuniram-se no “home plate” para discutir as regras de campo e fazer a troca dos “line-up cards” (formulários de escalação das equipes). Terminada a reunião, e depois que os técnicos deixaram a área do “home plate”, o árbitro de “home” descobriu que o técnico da equipe visitante (aquela que inicia o jogo atacando primeiro) havia relacionado um jogador duas vezes no formulário de escalação. O árbitro deve avisar o técnico para fazer a correção ou deve ficar calado?

Erros óbvios que sejam notados pelo árbitro de “home” antes de declarar “Play Ball” para iniciar o jogo devem ser levados ao conhecimento do técnico ou capitão da equipe que os cometeu, para que a correção possa ser feita antes de o jogo começar.

 (Comentário – Regra 4.01)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

BOLA REBATIDA "FAIR" ATINGE UM CORREDOR

Um eliminado, corredor na 1ª e na 3ª bases. Os defensores do campo interno (“infielders”), visando evitar um “squeeze play”*, estão posicionados adiantadamente. O batedor, porém, acerta um “gound ball”* forte na direção do defensor da 1ª base; a bola passa entre suas pernas e atinge o corredor da 1ª base que está avançando à 2ª base.  

Beisebol

Se uma bola “fair” passa através ou ao lado de um defensor do campo interno e toca um corredor que está imediatamente atrás dele, esse corredor não deve ser eliminado, a menos que, na opinião do árbitro, outro defensor do campo interno teria condição de apanhar essa bola e concretizar uma eliminação.

 [Regra 7.09 (k)]

 Softbol

O corredor não deve ser eliminado quando, enquanto está fora da base, é atingido por uma bola rebatida “fair” não tocada, sobre a qual, na opinião do árbitro, nenhum defensor teria conseguido fazer uma jogada para concretizar uma eliminação.

 (Regra 8 – Seção 10d)

 *“Squeeze Play”: É uma jogada em que uma equipe, com corredor na 3ª base, tenta anotar ponto por meio de “bunt”.

 *“Ground Ball”: É uma bola rebatida que vai rolando ou pulando sobre o solo. “Ground Ball” = ‘Gorô’.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

BOONEN-KAI 2011 DA AAABSB

A Associação de Árbitros e Anotadores de Beisebol e Softbol do Brasil convida os associados,

familiares e amigos para participar da nossa tradicional festa de final de ano:

Data: 16/12/2011 (sexta-feira) a partir de 19:00 hs

Local: Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjinkai do Brasil

Av. Lins de Vasconcelos, 3352 - Vila Mariana - São Paulo – SP

Estacionamento no local e também 50 metros adiante, no Posto BR.

Confirmar presença impreterivelmente até o dia 30/11/2011, com o Sr. Paulo Yamada, tel. (11)

7369.4737 e (11) 3921.4997. Valores: R$ 60,00 para homens e R$ 50,00 para mulheres.

“STRIKEOUT”???

Aconteceu num jogo de beisebol da Categoria Infantil. Bases cheias, um “out”, “ball count” (contagem de bolas): 1 – 2 (um “ball” – dois “strikes”). O batedor girou o “bat” para tentar rebater o arremesso seguinte, mas não obteve êxito. A bola triscou o “bat”, foi rapidamente para trás e ficou presa na máscara do receptor. O árbitro de “home” eliminou o batedor (“strikeout”). O técnico da equipe na ofensiva reclamou, mas o árbitro manteve a decisão. 

Decisão equivocada. O árbitro deveria ter declarado um “foul” ball.

O que teria levado o árbitro a cometer tal equívoco?  Sua decisão estaria correta se tivesse ocorrido um “foul tip”.

E o que é um “foul tip”?

É uma bola rebatida que vai rápida e diretamente do “bat” às mãos do receptor e é agarrada legalmente. Se a bola vai do “bat” ao corpo, máscara ou protetor do receptor e, no rebote, é agarrada antes que toque o solo, a pegada não é legal, a menos que ela tenha tido contato com sua mão ou seu “mitt”. Se a bola não é agarrada legalmente, é um “foul ball”, e não um “foul tip”. Um “foul tip” é um “strike”. A bola permanece em jogo.

 (Regra 2.00 “FOUL TIP”)

A pegada não é legal se a bola se aloja na roupa ou equipamento do receptor; ou se ela toca o árbitro e, em seguida, é apanhada pelo receptor, no rebote.

[Comentário – Regra 6.05 (b)]

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ARREMESSADOR - MANEIRAS LEGAIS DE ARREMESSAR

O arremessador adotou a Posição “Set” quando não havia corredor(es) em base. Isso é permitido?

O arremessador pode adotar tanto a Posição “Windup” (“Windup Position”) como a Posição “Set” (“Set Position”) a qualquer momento.

 [Regra 8.01]

 Diferenças entre as duas posições:  

 Posição "Windup": O arremessador deve ficar de frente para o batedor, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé livre. É permitido que ele tenha o seu pé “livre” sobre a placa de borracha, à frente, atrás ou fora das extremidades dessa placa. 

 [Regra 8.01 (a), Comentário – Regra 8.01 (a)]

 Posição "Set": A Posição “Set” será indicada pelo arremessador quando ele se posiciona  em frente ao  batedor, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé na frente do “pitcher’s plate”, segurando a bola com ambas as mãos à frente do corpo, e fica completamente parado. Quando não há corredor(es) em base, o arremessador não precisa ficar completamente parado antes de iniciar o arremesso.  Se, contudo, na opinião do árbitro, o arremesso efetuado teve clara intenção de surpreender o batedor, tal  arremesso deve ser considerado um arremesso apressado (“quick pitch”), para o qual a penalidade é um “ball” .
 
[Regra 8.01 (b), Comentário – Regra 8.01 (b)]

domingo, 13 de novembro de 2011

O ÁRBITRO TEVE QUE REZAR

Ocasionalmente um árbitro pode cometer um erro no campo, que não deveria acontecer. Por exemplo: Num jogo das Grandes Ligas, um árbitro muito competente, John McSherry, declarou um “Infield Fly” quando, com um “out”, a 2ª e a 3ª bases estavam ocupadas. Esse equívoco ocorreu porque ele não havia percebido que os corredores que estavam na 1ª e na 2ª bases tinham avançado às bases seguintes aproveitando um mau arremesso executado anteriormente –a situação de “Infield Fly” havia sido, portanto, removida. E vejam! Essa decisão precipitada e ilegal foi dada na presença de 50.000 espectadores. Como ele se livrou desse apuro?

Bem, só lhe restava torcer para que o interbases, Buddy Harrelson, não derrubasse a bola; e ele rezou: “Meu Deus, por favor, não deixe o Buddy Harrelson derrubar a bola!”. “Vamos Buddy!”.

Felizmente o defensor agarrou a bola, e assim McSherry ficou aliviado.

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

'PUA'

Num jogo de beisebol ou softbol, vemos, com frequência, jogadores e torcedores gritando: "‘BATTA PUA’!", “‘PITCHA PUA’!”. ‘BATTA’ vem de “BATTER” = batedor; ‘PITCHA’ vem de “PITCHER” = arremessador; ‘PUA’ vem de “POOR” = pobre, mau, medíocre, inferior, fraco etc. ‘BATTA PUA’ significa batedor fraco, ruim etc.; ‘PITCHA PUA’ significa arremessador fraco, ruim etc.

sábado, 12 de novembro de 2011

O ARREMESSADOR SAIU DO "PITCHER'S PLATE" APÓS OLHAR OS SINAIS DO RECEPTOR

Após olhar os sinais do receptor, o arremessador tirou o pé de apoio para trás do "pitcher's plate". Isso é permitido?

Sim. Entretanto, ele não pode sair do "pitcher's plate" cada vez que combina os sinais com o receptor.

[Comentário - Regra 8.01]

'KENSEI'

Num jogo de beisebol da Categoria Infantil um corredor estava se afastando abusivamente da base. Notando que o arremessador não estava atento a esse fato, o técnico da equipe na defensiva alertou-o; e disse-lhe, gritando, “Faz um ‘KENSEI’!”.

‘KENSEI’ é um termo japonês. Fazer ‘KENSEI’ significa reprimir, suster a ação ou movimento de, segurar etc. No beisebol, esse termo é usado para designar aquela jogada em que o arremessador tenta segurar um corredor na base, ou eliminar um corredor que está fora da base.

 ‘KENSEI’ = “PICK-OFF PLAY” = Jogada para segurar um corredor na base, ou “pegar” um corredor fora da base.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

BATEDOR DESIGNADO ("DH")

O arremessador do jogo foi deslocado para outra posição na defensiva e o Batedor Designado passou a atuar também na defensiva. Tais alterações encerram a função do Batedor Designado para o resto do jogo.
 
Uma vez que o Batedor Designado está “preso” na ordem de batedores (sua posição na ordem de batedores é “fixa”), ele deve continuar batendo na mesma posição. O arremessador, então, deve bater no lugar de qualquer um dos jogadores da defensiva substituídos (o técnico deve designar ao árbitro de “home”).
 
(Regra 6.10, Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues – Seção 2 – item 2.4)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CONCESSÃO DE BASES

Corredor na 1ª e 3ª base. No momento em que o batedor rebateu um “ground” na direção do interbases, o corredor da 1ª base estava tentando roubar a 2ª base. O interbases apanhou a bola e, após simular um lançamento para “home”, atirou a bola à 1ª base. O lançamento, porém, saiu descontrolado –a bola foi parar nas arquibancadas.  O corredor da 1ª base havia ultrapassado a 2ª base quando o interbases fez o lançamento à 1ª base.

Beisebol

Os corredores, incluindo o batedor-corredor, devem ser autorizados a avançar duas bases. A simulação de lançamento para “home” feita pelo interbases não é considerada uma jogada ou tentativa de jogada. Assim, o lançamento descontrolado feito à 1ª base foi a primeira jogada de um defensor do campo interno. Nesse caso, a concessão de bases deve ser feita a partir das bases onde estavam os corredores no momento do arremesso.

[Regra 7.05 (g)]

Softbol

A todos os corredores, incluindo o batedor-corredor, devem ser concedidas duas bases, e a concessão será baseada na posição que eles ocupavam quando a bola deixou a mão do defensor.

(Regra 8 – Seção 7f, Regra 8 – EFEITO – Seção 7f)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

BATEDOR FORA DE ORDEM

O nono batedor bateu na vez do oitavo batedor e foi eliminado na 1ª base. Com essa jogada a metade de “inning” foi encerrada. Quem deve iniciar batendo quando a equipe for novamente ao ataque?

Quando um batedor fora de ordem é eliminado e completa a terceira eliminação, a equipe contrária ainda pode apelar para restabelecer a ordem de batedores correta. A apelação tem de ser feita antes do primeiro arremesso a um batedor de outra equipe. Se houver essa apelação, o nono batedor deverá bater novamente. Do contrário, a situação do batedor impróprio será legalizada, e nesse caso o primeiro batedor deverá iniciar batendo.

[Beisebol: Regra 6.07 (b) (c) (d) (1)]

[Softbol: Regra 7 – Seção 2 – EFEITO – Seção 2c-d/2 (e)]

terça-feira, 8 de novembro de 2011

JOGADA DE APELAÇÃO

Corredor na 1ª e 3ª base, dois eliminados. O arremesso seguinte sai descontrolado (“wild pitch”) –a bola passa para trás e vai ao “backstop” (barreira situada atrás do “home plate”). Enquanto o receptor vai buscar a bola, o corredor da 3ª base cruza o “home plate”. O corredor da 1ª base passa pela 2ª base, sem pisá-la, e tenta chegar à 3ª base. O receptor faz um mau lançamento à 3ª base –a bola passa para trás do defensor da 3ª base-, e assim o corredor avança para “home”. O interbases (“shortstop”), que estava cobrindo a 3ª base, apanha a bola e lança-a para “home” para tentar eliminar o corredor, mas o toque do receptor é tardio; o corredor é declarado “safe”. A equipe na defensiva pode ainda apelar na 2ª base sobre o corredor que estava na 1ª base?

Sim. As jogadas tentadas pela equipe na defensiva (na 3ª base e no “home plate”) sobre o corredor que estava na 1ª base foram continuação do lance que teve início com a bola arremessada descontroladamente. Por esse motivo, a equipe na defensiva não perde o direito de fazer uma apelação por ter tentado essas jogadas, e pode ainda apelar na 2ª base sobre o corredor que estava na 1ª base. (No caso acima, a equipe na defensiva perderá o direito de apelar se não se manifestar antes do arremesso seguinte, ou de qualquer jogada ou tentativa de jogada.)

 (Regra 7.10, Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues – Seção 3 – item 3.4)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ARREMESSADOR INTERROMPE O “STRETCH”

Havia corredor(es) em base. O arremessador, que estava com o pé de apoio em contato com o "pitcher's plate" e o pé livre à frente da placa, iniciou o "stretch"* e interrompeu-o. Há alguma penalidade?

É "balk".

[Regra 8.01 (b), vide Comentário – Regra 8.05]
 
O arremessador pode lançar a uma base durante o movimento de “stretch”, desde que dê um passo na direção dessa base.
 
[Regra 8.01 (c), Comentário – Regra 8.01 (c)]
 
*"Stretch” é um movimento preliminar natural (consiste em estender os braços acima da cabeça ou à frente do corpo) que o arremessador faz antes de assumir a Posição “Set”.

sábado, 5 de novembro de 2011

‘BOOGAI’

‘BOOGAI’ é um termo japonês.  Significa estorvar, obstruir, interromper, interferir. No beisebol e softbol esse termo é usado para designar aquele lance em que (1) um membro da equipe na ofensiva interfere, obstrui, impede, estorva ou confunde um defensor que está tentando fazer uma jogada (Interferência da Ofensiva); (2) um defensor estorva um batedor ou impede que ele rebata um arremesso (Interferência da Defensiva –no softbol esse lance é tratado como Obstrução); (3) (a) um árbitro de “home” estorva, impede ou prejudica um lançamento do receptor que está tentando evitar um roubo de base ou eliminar um corredor fora da base; ou (b) uma bola “fair” que não tenha passado um defensor, exceto o arremessador, atinge um árbitro em território “fair” (Interferência do Árbitro); (4) um espectador se estica para fora das arquibancadas, ou entra no campo de jogo, e (a) toca uma bola viva ou (b) toca um defensor e estorva uma jogada que ele está tentando fazer sobre uma bola viva (Interferência do Espectador).

Em 2010, a Major League Baseball acrescentou o seguinte comentário à Regra 2.00 “INTERFERENCE” (c): Interferência do árbitro pode ocorrer também quando ele estorva o receptor que está devolvendo a bola ao arremessador. (Observação: Esta alteração não deve ser aplicada, por enquanto, em nossos jogos.)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CONCESSÃO DE BASES

Um eliminado, contagem de bolas (“ball count”): 3 – 1 (três “balls” – um “strike”). O arremesso seguinte foi mal executado. A bola tocou o solo, desviou após atingir a caneleira do receptor e rolou para dentro do “dugout” do lado da 1ª base. O batedor foi mandado à 1ª base (“walk”*). O técnico da equipe na ofensiva reclamou; na sua opinião, o árbitro deveria conceder-lhe a 2ª base, uma vez que ele já havia obtido o direito de ir à 1ª base no quarto “ball”. Você concorda com isso?

Não. Se o batedor se torna um corredor num “wild pitch” (arremesso descontrolado)  que dá aos corredores o direito de avançar uma base, ele (batedor-corredor) deve ser autorizado a avançar somente até a 1ª base.

 [Beisebol: Regra 7.05 (i)]

 (Softbol: Regra 8 – EFEITO – Seção 7c)

*WALK” = “deixar andar” = lance em que o batedor adquire o direito de ir à 1ª base, sem o risco de ser eliminado,  quando quatro arremessos são declarados “BALL”.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O BATEDOR SAIU DO “BATTER’S BOX” NO MOMENTO EM QUE O ARREMESSADOR INICIOU O “WINDUP”

Nenhum corredor em base. Quando o arremessador iniciou o “windup”, o batedor  saiu repentinamente do “batter’s box”. Apesar do imprevisto, o arremessador não se perturbou; com muita tranquilidade disparou um violento ‘AUTO KOONA’*. O arremesso deve ser anulado? 

Não, o arremesso é válido.  O árbitro de “home” deve declarar “ball” ou “strike”, de acordo com sua apreciação.

 [Regra 6.02 (b) – PENALIDADE, vide Comentário – Regra 6.02 (b)]


*‘AUTO KOONA’ vem do inglês “OUT CORNER” (aut k’órna), que significa canto externo.


Arremesso ‘AUTO KOONA’ é aquele direcionado ao canto (lado) externo da zona de “strike” do batedor.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

BATEDOR TEVE QUE ABRIR MÃO DE UM DIREITO ADQUIRIDO

Dois eliminados, corredor na 3ª base, contagem de bolas sobre o batedor: 3 “balls” – 1 “strike”. O arremessador inicia um “windup” grande e lento. Aproveitando-se disso, o corredor tenta um “home steal” (roubo de “home”). Colhido de surpresa, o arremessador descontrola-se e faz um mau arremesso --quarto “ball”. O receptor apanha a bola com dificuldade, mas consegue eliminar o corredor –terceira eliminação.  

Como a jogada no “home plate” completou a terceira eliminação, o batedor foi “prejudicado” –teve que abrir mão de um direito adquirido.

[Regra 6.08 (a)]

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ARREMESSADOR MUDA DA POSIÇÃO "WINDUP" PARA A POSIÇÃO "SET"

Corredor na terceira base. O arremessador, que havia assumido claramente a Posição "Windup", colocou seu pé livre à frente do "pitcher's plate" e mudou para a Posição "Set"; e isso sem tirar o pé de apoio para trás da placa. Há algum problema?

É “balk”. O corredor da terceira base anota ponto. O arremessador não pode mudar para a Posição “Set” depois de ter assumido a Posição “Windup”.

[Regras 5.09 (c), 8.01 (a)]

Posição "Windup": O arremessador deve ficar de frente para o batedor, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé livre.  O pé livre pode ficar sobre a placa de borracha, ou à frente, atrás ou fora das extremidades dessa placa.

[Regra 8.01 (a), Comentário - Regra 8.01 (a)]

Posição "Set": A Posição “Set” será indicada pelo arremessador quando ele se posiciona  em frente ao  batedor, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé à frente do “pitcher’s plate”, segurando a bola com ambas as mãos à frente do corpo, e fica completamente parado. Sem corredor(es) em base, o arremessador não precisa ficar completamente parado. Se, contudo, na opinião do árbitro, ele joga a bola com clara intenção de surpreender o batedor, tal arremesso deve ser considerado um “arremesso apressado” (“quick pitch”), para o qual a penalidade é um “ball” ["balk" quando há corredor(es) em base].  

[Regra 8.01 (b), Comentário – Regra 8.01 (b), Comentário – Regra 8.05 (e)]