quinta-feira, 28 de abril de 2011

CONCESSÃO DE BASES

Com Tony Fernandez do Toronto Blue Jays na 1ª base, Nolan Ryan do Texas Rangers inicia um “windup” grande e lento.  No momento em que Ryan completa o arremesso, Fernandez chega à 2ª base e dá alguns passos em direção à 3ª base.
Enquanto isso, o batedor George Bell acerta um “ground ball” (bola rebatida que vai rolando ou pulando sobre o solo) na direção do interbases (“shortstop”) do Rangers. Este apanha a bola e faz um lançamento descontrolado (“wild throw”) à 1ª base –a bola cai nas arquibancadas atrás da 1ª base. Fernandez anota ponto ou deve parar na 3ª base?
Quando Fernandez arrancou em direção à 2ª base, Ryan estava posicionado sobre o “pitcher’s plate”, pronto para arremessar. Assim, Fernandez deve ser considerado como ocupante da 1ª base quando a jogada teve início. Consequentemente, ele deve ser autorizado a ir somente até a 3ª base, e Bell, até a 2ª base.
[Regra 7.05 (g)]
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

terça-feira, 26 de abril de 2011

OBSTRUÇÃO

Corredor na 2ª e 3ª base, “hitto”* em direção ao jardim central. O corredor da 3ª base cruzou o “home plate”. O corredor da 2ª base chegou à 3ª base, mas enquanto avançava foi obstruído pelo interbases, que estava parado entre a 2ª e a 3ª bases esperando o lançamento do jardineiro central. Alguns torcedores que viram o lance acharam que o corredor deveria ser mandado para “home” em razão da falta cometida pela defensiva.

O árbitro que apontou a infração, entretanto, manteve o corredor na 3ª base (isso porque, na sua opinião, o corredor não teria conseguido avançar além da 3ª base mesmo que não tivesse ocorrido a Obstrução).

[Beisebol – Regras: 2.00 “OBSTRUCTION”, 7.06 (a) (b)]

(Softbol – Regras: 1 – Seção 66, 8 – Seção 7b – EFEITO – Seção 7b)

* “Hitto” vem do inglês “hit”.  É uma rebatida indefensável por meio da qual o batedor avança uma ou mais bases. É um “hit” de uma base ( “one-base hit”) se o batedor para na 1ª base; é um “hit” de duas bases (“two-base hit”) se o batedor para na 2ª base; é um “hit” de três bases (“three-base hit”) se o batedor para na 3ª base; é um quadrangular (“home run”) se o batedor toca todas as bases e anota ponto.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

QUEM ESTÁ CERTO?

Corredor na 3ª base. O batedor posicionado com os pés encostados na linha do “batter’s box” e com o corpo inclinado para a frente foi atingido pelo arremesso.  A bola rolou em direção à 1ª base. O árbitro de “home” declarou um “strike”, “matou” a bola e mandou o corredor --que estava avançando para “home”-- retornar à sua base. O técnico da equipe na ofensiva reclamou; alegou que a bola estava em jogo, já que o arremesso foi declarado “strike”. Quem está certo?

O árbitro está certo. Quando uma bola arremessada toca o batedor ou a sua roupa enquanto ele está posicionado legalmente no “batter’s box” --mesmo quando não adquire o direito de ir à 1ª base--, a bola torna-se morta e nenhum corredor pode avançar.

[Beisebol - Regras: 2.00 “STRIKE” (f), 5.09 (a), 6.08 (b) – vide REGRA APROVADA  e NOTAS]

(Softbol - Regras: 7 – Seção 4h - EFEITO – Seção 4d-j, 9 – Seção 1d)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

ARREMESSO PERIGOSO

Num jogo contra Mariners, Tony Armas do Red Sox  rebateu “home run” nas primeiras duas vezes que foi ao “batter’s box”. Na terceira vez, com a contagem de 2-0 (dois “balls”- nenhum “strike”), ele foi atingido no cotovelo pela bola arremessada pelo arremessador canhoteiro do Seattle.  O árbitro de “home” achou que o arremessador do Mariner atingiu Armas, deliberadamente, e teve também a impressão de que o técnico do Seattle ordenara o arremesso perigoso. Que força punitiva possui o árbitro?
Se achar que o arremessador atingiu o batedor por ordem do técnico, o árbitro poderá expulsar ambos –o arremessador e o técnico– do jogo.
[Regra 8.02 (d) (1)]
Jerry Koosman e o técnico Joe Torre do Mets foram expulsos de um jogo, em 1978, por terem cometido a falta acima referida. Antes de 1978 –quando a nova regra passou a vigorar– era mais comum o arremessador ser multado e/ou suspenso.
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

quinta-feira, 21 de abril de 2011

REGRAS DE ANOTAÇÃO

Rebatida indefensável (“base hit”) para o jardim direito (“rightfield”). O batedor tocou a 1ª base e chegou deslizando à 2ª base, mas acabou ultrapassando-a. O jardineiro direito (“rightfielder”) fez um lançamento perfeito à 2ª base. O defensor da 2ª base apanhou a bola e tocou o corredor, que ainda estava fora da base (“tag out”). Como anotador, você credita ao batedor uma rebatida simples ou dupla?
Quando é eliminado depois de ultrapassar uma base deslizando, o batedor deve ser creditado com tantas bases quantas ele tiver alcançado a salvo (“safe”). Neste caso,  ele deve ser creditado com uma rebatida simples.
[Regra 10.07 (c)]

PEGADA LEGAL?

Equipe “A” no ataque. O quarto batedor acertou um “fly” grande para o “outfield” (campo externo). O “centerfielder” (jardineiro central) da equipe “B” correu até as proximidades do muro para efetuar a defesa, mas não conseguiu –a bola bateu na sua luva e pulou; em seguida, “pipocou” várias vezes após tocar a luva (mais duas vezes) e partes do seu corpo. Enquanto fazia esse “malabarismo” com a bola, o defensor foi de encontro com o muro e estatelou-se. O “rightfielder” (jardineiro direito), que também estava no lance, conseguiu apanhar a bola no ar.  O batedor foi declarado eliminado. Se a bola tivesse tocado o muro antes de ser apanhada pelo “rightfielder”, a pegada seria válida?
Não. Uma bola “fly” que tem contato com qualquer coisa, exceto um jogador da defensiva, é tratada da mesma forma como se ela tivesse tocado o solo.
(Beisebol – Regra 2.00 “CATCH”)
(Softbol – Regra  1 – Seção 15)

BASE DUPLA

Softbol
Rebatida “ground” na direção da 1ª base. A bola tocou a porção “fair” da base dupla e desviou para o território “foul” do lado da 1ª base. O defensor da 1ª base apanhou-a nas proximidades do “coach’s box” e fez o lançamento ao defensor da 2ª base, que estava cobrindo a 1ª base. No momento em que o defensor da 2ª base recebeu a bola, o batedor-corredor já havia ultrapassado a base após pisar a parte que está em território “fair”.  A equipe na defensiva apelou ao árbitro, alegando que o batedor-corredor deveria ser eliminado por ter omitido a 1ª base. O árbitro deve aceitar a apelação?
Não. Num lance como esse, o defensor e o batedor-corredor podem usar tanto a porção “foul” como a porção” fair” da base dupla.
[Regra 2 – Seção 4h-1 (c) – EXCEÇÃO]

terça-feira, 19 de abril de 2011

"BALK" OU JOGADA LEGAL?

O arremessador posicionado sobre o “pitcher’s plate” deu um passo em direção à 1ª base para fazer uma jogada sobre o corredor fora da base (“pick-off play”). No momento em que movimentou o braço para fazer o lançamento, porém, a bola escapou de sua mão e foi ao solo. (A bola parou entre o “pitcher’s plate” e a 1ª base.)  O técnico da equipe contrária gritou reclamando um “balk”. Foi “balk”?

A decisão --se foi “balk” ou não-- depende de como ocorreu o lance, ainda que o arremessador tenha soltado a bola; ele pode ter simulado um lançamento e largado a bola, e nesse caso seria “balk”; ele pode ter derrubado a bola (acidental ou intencionalmente) durante o movimento de lançamento, e nesse caso também seria “balk”. No primeiro caso, deve-se aplicar a Regra 8.05 (b), e no segundo caso, a Regra 8.05 (k). O importante, pois, é saber se o arremessador completou ou não o lançamento para fazer a jogada na 1ª base.

O fato de o arremessador ter soltado a bola é irrelevante. Veja o que diz o Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues: O arremessador será penalizado com um “balk” se, ao tentar uma jogada sobre o corredor da 1ª base, lança a bola ao defensor da 1ª base que está posicionado ou na frente ou atrás da “almofada” e, evidentemente, não está tentando eliminar o corredor. Entretanto, não haverá infração se o arremessador fizer o lançamento diretamente à 1ª base nesta situação.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

QUEM DEVE SER ELIMINADO, O BATEDOR OU O CORREDOR DA 3ª BASE?

Jogo de campeonato da categoria Veteranos: Num “squeeze play” (jogada de pressão), o batedor executou “bunt” com um pé fora do “batter’s box” (tocando o “home base”).  Aí surgiu uma dúvida. Quem deveria ser eliminado: o batedor ou o corredor da 3ª base? O jogo ficou paralisado aproximadamente trinta minutos por causa disso. Finalmente o caso foi resolvido corretamente com a aplicação das Regras 6.06 (a) e 5.09 (d) –o batedor foi declarado eliminado e o corredor retornou à 3ª base.
Regra 6.06 (a): Um batedor é eliminado por ação ilegal quando rebate uma bola com um ou ambos os pés no solo completamente fora do “batter’s box”.
Regra 5.09 (d): A bola torna-se morta quando uma bola é rebatida ilegalmente; os corredores retornam.
O corredor da 3ª base deve ser eliminado quando se aplica a Regra 7.08 (g).
Regra 7.08 (g): Um corredor é eliminado quando, com menos de dois “outs”, e no momento em que tenta anotar ponto –por meio de “squeeze play” ou “home steal” (roubo de “home”)-, o batedor interfere na jogada que está sendo realizada no “home base” pela equipe na defensiva. Com dois “outs”, a Interferência elimina o batedor e nenhum ponto é anotado.
Exemplos:
1. Dois eliminados, corredor na 3ª base. No momento em que é efetuado o primeiro arremesso ao batedor –o arremesso é declarado “ball”-, o corredor tenta um “home steal”. O batedor estorva o receptor que está preparado para fazer uma jogada sobre esse corredor.  
O batedor deve ser eliminado. Se houvesse menos de dois eliminados, o corredor seria eliminado devido à Interferência cometida pelo batedor, e a este seria contado um “ball”. [Regras  6.06 (c), 7.08 (g), 7.09 (c)]
2. Corredor na 3ª base, um eliminado, arremessador posicionado sobre o “pitcher’s plate”. O corredor “arranca” para “home”. O arremessador tira o pé de apoio para trás do “pitcher’s plate” e joga a bola ao receptor --ou seja, faz um lançamento-- para tentar eliminá-lo. O batedor rebate essa bola.
O corredor deve ser eliminado devido à Interferência cometida pelo batedor. Se houvesse duas eliminações, o batedor seria eliminado. [Regras 6.06 (c), 7.08 (g), 7.09 (c)]
[Vide Regra 7.08 (g) – NOTA 2]
O corredor que está tentando anotar ponto deve ser declarado “out” também quando um batedor eliminado por três “strikes”, de acordo com as Regras 6.05 (b) e 6.05 (c),  interfere na ação do receptor que está fazendo uma jogada no “home base”. [Regra 7.09 (e)]
O corredor da 3ª base não deve ser eliminado quando a Interferência é cometida por um batedor-corredor (batedor que, completando a sua vez de bater, se torna um corredor) que não tenha sido eliminado ainda.
Exemplo: Num “squeeze play”, o batedor tem contato com a bola rebatida, ou estorva um defensor que está tentando apanhar a bola rebatida, e evita a eliminação do corredor da 3ª base no “home base”. Como o batedor já havia se tornado um corredor, ele deve ser eliminado de acordo com as Regras 6.05 (g) e 7.08 (b). A bola torna-se morta e o corredor tem que retornar à 3ª base.
O corredor da 3ª base não deve ser eliminado também quando o batedor-corredor que avança para a 1ª base num “ball four” ou terceiro “strike” não agarrado interfere na jogada do receptor sobre o corredor da 3ª base.  Nesse caso, o batedor-corredor deve ser eliminado e o corredor deve retornar à 3ª base. Os demais corredores também devem retornar às suas respectivas bases. [Vide Regra 7.09 (a) – NOTA 1]

sexta-feira, 15 de abril de 2011

"FAIR" OU "FOUL"?

Na primeira metade do sexto “inning”, o batedor de turno deu uma rebatida forte. A bola foi pulando sobre o solo, em território “fair”, e, após passar sobre a “almofada” da 3ª base, desviou para o território “foul”. (Detalhe: a bola não passou sobre toda a extensão da “almofada”.) Essa rebatida é considerada “foul”? 
Não. Qualquer bola rebatida que vai pulando sobre o solo, em território “fair”, e passa sobre a “almofada” da 1ª ou 3ª base é considerada “fair ball”, ainda que depois desvie para o território “foul”.
(Beisebol: Regra 2.00 “FAIR BALL”)
[Softbol: Regra 1 – Seção 29 (b)]

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ARREMESSO DE RETORNO RÁPIDO

O batedor dirigiu-se ao “batter’s box” olhando para baixo e segurando o “bat” com uma mão só. Antes de ele se posicionar corretamente, o arremessador efetuou um arremesso, rapidamente, com o intuito de apanhá-lo desprevenido –a bola passou no centro da zona de “strike”.  O batedor, colhido de surpresa e fora de equilíbrio, não esboçou qualquer movimento. Como o árbitro de “home” deve decidir este lance?
Deve declarar um “ball” –o arremessador efetuou um arremesso de retorno rápido (“quick return pitch”). O árbitro deve garantir ao batedor um tempo razoável para ele se posicionar corretamente no “batter’s box”; se perceber que o arremessador está com intenção de efetuar um arremesso apressado, deve levantar a sua mão e sinalizar-lhe para esperar até que o batedor esteja devidamente preparado. Um arremesso de retorno rápido é um Arremesso Ilegal. Se for efetuado quando as bases estão desocupadas, será declarado um “ball”, a menos que o batedor alcance a 1ª base através de uma rebatida indefensável (“hit”), um erro (“error”), uma base por “balls” (“base on balls”), por ter sido atingido pela bola arremessada (“hit batter”), ou de outra maneira. Se for efetuado quando há corredor(es) em base, será declarado um “balk”, a menos que o batedor alcance a 1ª base através de uma rebatida indefensável, um erro, uma base por “balls”, por ter sido atingido pela bola arremessada, ou de outra maneira, e todos os outros corredores avancem pelo menos uma base. 
Ocorreu num jogo da Major League: Rickey Henderson é um batedor que leva muito tempo para se preparar dentro do “batter’s box”. Um dia, o arremessador destro do Angels de California, que não gosta de quebrar seu ritmo de arremessos, fez um arremesso apressado e surpreendeu Henderson.  A intenção dele era conseguir duas coisas com esse arremesso: primeiro, levar vantagem no “ball count” (contagem de bolas), e, segundo, mandar um recado para Henderson ficar preparado para bater na próxima vez que se posicionar no “batter’s box”.
[Regras: 2.00 “ILLEGAL PITCH”, 2.00 “QUICK RETURN PITCH”, 8.01 (d), 8.05 (e)]
Fontes: 1) EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez
             2) BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker
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No softbol, o arremesso é anulado. A bola torna-se morta e toda ação subsequente a esse arremesso é cancelada. 
(Regras:  1 – Seção 84, 6 – Seção 10b, 6 – EFEITO – Seção 10a-e)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

JOGADA DE APELAÇÃO

Um eliminado, corredor na 1ª base. O arremessador fez um lançamento descontrolado ao tentar um “pick-off play” (jogada para surpreender o corredor, fora da base) –a bola rolou para o território “foul” do jardim direito. O corredor passou pela 2ª base, sem pisá-la, e disparou em direção à 3ª base. O defensor da 3ª base recebeu a bola lançada pelo jardineiro direito e tocou o corredor, mas não conseguiu eliminá-lo (o corredor já tinha pisado a base quando foi tocado). A defensiva pode apelar sobre a omissão da 2ª base?

Sim. O “tag play” (jogada de toque) na 3ª base foi uma continuação do lance que teve início quando foi feito o lançamento descontrolado à 1ª base. (No caso acima, a equipe na defensiva perderá o direito de apelar se não se manifestar antes do arremesso seguinte, ou de qualquer jogada ou tentativa de jogada.)

(Regra 7.10)

terça-feira, 12 de abril de 2011

INTERFERÊNCIA DO ESPECTADOR

Ocorreu num jogo de beisebol. “Fly” fraco para as proximidades das arquibancadas do lado da 1ª base. O defensor da 1ª base foi até bem perto da cerca para apanhar a bola.  No momento em que ele efetuou a defesa, um espectador estendeu o braço para dentro do campo e tirou a bola de sua luva. O batedor deve ser eliminado?
Sim, porque o espectador impediu que o defensor mantivesse a bola dentro da luva. Ou seja, cometeu uma Interferência intencional. Não é permitido que um espectador estique o braço para dentro do campo e atrapalhe um defensor que está apanhando uma bola “fly”. A bola torna-se morta.
(Regra 3.16 – REGRA APROVADA, Comentário – Regra 3.16 – vide EXEMPLO)

NOVOS COMPANHEIROS

Foi realizada, em 06/04/2011, a cerimônia de entrega de certificados aos árbitros formados no Curso de Arbitragem de Beisebol da AAABSB.

Parabéns companheiros!

Daqui para a frente vamos contar com a colaboração de todos vocês. Estejam preparados, portanto. Não deixem de ler sempre o Livro de Regras; procurem assimilar bem as técnicas de arbitragem; não descuidem do condicionamento físico; pratiquem sempre que possível, atuando em jogos amistosos e torneios; aproveitem todas as oportunidades que tiverem para treinar. Não se esqueçam de treinar também em casa (fazer exercícios físicos; procurar uma boa postura e treinar os diversos gestos com a ajuda de um espelho; exercitar a impostação de voz etc.). Enfim, empenhem-se ao máximo para poderem melhorar cada vez mais a sua performance.

Estejam preparados também emocionalmente. Vocês devem ter muita paciência. Paciência com as reclamações de jogadores, técnicos e “coaches”, que não serão poucas. Reclamações essas muitas vezes injustas. Paciência com as manifestações desagradáveis de torcedores, pais de jogadores, dirigentes de clubes etc., que não economizarão palavras de baixo calão para criticá-los, xingá-los, ofendê-los. E sem razão, na maioria das vezes.

Sejam pacientes, mas não condescendentes. A autoridade que vocês têm dentro do campo deve ser exercida plenamente. Os atos de violência ou indisciplina devem ser coibidos com veemência. Os infratores devem ser punidos com rigor. Uma recomendação: não façam uso abusivo de seus poderes.

Vocês não devem dar motivos para reclamações e críticas. Por isso, devem envidar todos os esforços para não errar. Mas erros acontecem, infelizmente, e podem prejudicar esta ou aquela equipe. Estejam, pois, preparados para administrar as situações adversas.

BOA SORTE A TODOS!


segunda-feira, 11 de abril de 2011

DIRETORIA DA AAABSB

ASSOCIAÇÃO DE ÁRBITROS E ANOTADORES
DE BEISEBOL E SOFTBOL DO BRASIL
 
COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA DO BIÊNIO 2010-2011
 
Presidente ....................................   CHUNYTI MORITACA
1º Vice-Presidente .......................   EVERALDO MEDEIROS
2º Vice-Presidente .......................   TATSUO YAMAGUCHI (Paraná)
3º Vice-Presidente .......................   OTACÍLIO SAKAI (Mato Grosso)
 
Secretário Geral  ..........................   ADRIANO ITO
Secretário Beisebol  .....................   ALBERTO IWANO
Secretária Softbol  .......................   DIRCE KOEKE

Tesoureiro Geral   .........................   MOACIR SEIZO KADOWAKI
Tesoureiro Beisebol   ....................   YUKIO KITAMURA
Tesoureiro Softbol  ......................   JORGE AFUSO

Diretor Técnico Geral  .................   RAFAEL GUEM MURAKAMI

Diretor Técnico Beisebol:
            Capital  .............................   JOÃO ANDREOSSI
            Paraná ..............................   HIROSHI NAGANO
            Interior .............................   NAOYOSHI GOTO

Diretor Técnico Softbol:
            Capital  .............................   KWAI DIK CHUN
            Paraná ..............................   HIROSHI NAGANO
            Interior .............................   KOJI NAKAMURA

Diretor de Patrimônio  .................   EIKI UEHARA / JORGE IRIE

Coordenador Geral de Árbitros ...   PAULO YAMADA
            Capital  .............................   HÉLIO TACACURA / CELSO SATAKE
            Paraná ..............................   WALTER SHIMONO
            Interior .............................   YOSHIMI YAMAZAKI

Coordenador de Árbitros Softbol   
            Capital  .............................   PATRÍCIA HAMAMOTO
            Paraná ..............................   JORGE HIGAKI
            Interior .............................   KOJI NAKAMURA
 
ASSOCIAÇÃO DE ÁRBITROS E ANOTADORES
DE BEISEBOL E SOFTBOL DO BRASIL
 
COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA DO BIÊNIO 2010-2011
 
Coordenadora de Anotação
            Capital  .............................   MARIA SUNTO
            Norte Paraná ....................   CARMEM OKAWA
            Norte Paraná Soft ............   CARMEM OKAWA
            Sul Paraná ........................   ERISA UMEDA
            Sul Paraná Soft ................   ERISA UMEDA

Diretorias Especiais:

Diretor Social  ..............................   ARLINDO YAMAMOTO / PAULO UENO

Diretor de Marketing  ..................   MARCELO NAKAYAMA

Diretor Jurídico   ..........................   KIYOSHI MIYAGUI / AKITOSHI YOSHINAGA

Conselho Fiscal:
Membros Efetivos   ......................   JORGE HIDAKA
                                                         SOICHIRO SUNTO
                                                         YUKIO HATANO

Membros Suplentes   ....................   ANGELO FRIGO
                                                         MILTON ADACHI
                                                         LUIZ ITIKAWA

Conselho Deliberativo:
            Presidente   ......................   JORGE AKIHARU HIGAKI
            Membros   ........................   YSSAO KATAYAMA
                                                         PAULO SUZUKI
                                                         AKIRA KIYUNA
                                                         TEISUKE KADO
                                                         Prof. Dr. II-SEI WATANABE

USO DE "BAT" ALTERADO/ILEGAL

Softbol
O batedor usou um “bat” alterado/ilegal e acertou um “home run”, mas, enquanto ele dava a volta no quadrilátero pisando as bases, o receptor percebeu a irregularidade e reclamou rapidamente ao árbitro de “home”. Que decisão deve ser dada?
O batedor é eliminado quando entra no “batter’s box” com um “bat” alterado, ou é descoberto usando um “bat” alterado. O “bat” é retirado do jogo. O batedor é também expulso do jogo.
(Regra 7 – Seção 6b)
O batedor é eliminado quando entra no “batter’s box” com um “bat” ilegal, ou é descoberto usando um “bat” ilegal.  O “bat” é retirado do jogo.
(Regra 7 – Seção 6c)
A bola torna-se morta e cada corredor tem de retornar à base que, na opinião do árbitro, foi tocada no momento do arremesso.
(Regra 7 – Seção 6 - EFEITO – Seção 6a-j)
“Bat” alterado: Considera-se que um “bat” está alterado quando a estrutura física de um “bat” legal está modificada.
(Regra 1 – Seção 1)
“Bat” ilegal: é aquele que não atende às exigências da Regra 3, Seção 1.
(Regra 1 – Seção 42)

USO DE "BAT" ILEGAL (ALTERADO OU ADULTERADO)

Beisebol
O batedor usou um “bat” adulterado e acertou um “home run”, mas, enquanto ele dava a volta no quadrilátero pisando as bases, o receptor percebeu a irregularidade e reclamou rapidamente ao árbitro de “home”. Que decisão deve ser dada?
O batedor é eliminado por ação ilegal quando usa ou tenta usar um “bat” que, na opinião do árbitro, tenha sido alterado ou adulterado com o propósito de melhorar o fator distância ou causar uma reação anormal na bola. Não será permitido nenhum avanço nas bases, e qualquer eliminação feita durante uma jogada será mantida. Além de ser declarado eliminado, o jogador será expulso do jogo e poderá estar sujeito a penalidades adicionais. Um batedor será julgado como se tivesse usado ou tentado usar um “bat” ilegal se ele levar tal “bat” para dentro do “batter’s box”
(Regra 6.06 (d), Comentário – Regra 6.06 (d)]

domingo, 10 de abril de 2011

O ÁRBITRO APLICA A REGRA DE "INFIELD FLY". O DEFENSOR DERRUBA A BOLA.

Um eliminado, corredor na 1ª e 2ª base. O batedor levantou um “fly” facilmente defensável por um defensor do campo interno (“infielder”). O árbitro de “home” aplicou a regra de “INFIELD FLY”. Como o defensor derrubou a bola, os corredores arrancaram em direção às bases seguintes. A bola foi lançada rapidamente à 3ª base, e em seguida, à 2ª base. Os corredores não tinham ainda alcançado as bases. Ocorre que o defensor da 3ª base e o da 2ª base,  em vez de tocá-los com a bola, apenas pisaram as bases.   
Quando é declarado um “Infield Fly”, o batedor-corredor é eliminado automaticamente, a menos que a bola rebatida se torne um “foul ball”. A bola continua em jogo. Os corredores podem avançar correndo o risco de serem eliminados por toque. Como, no caso apresentado acima, os defensores limitaram-se a pisar as bases, os corredores não foram eliminados.  
[Beisebol: Regra 2.00 “INFIELD FLY”, Regra 6.05 (e)]
(Softbol: Regra 1 – Seção 56, Regra 8 – Seção 2e)

sábado, 9 de abril de 2011

ARREMESSADOR POSICIONADO SOBRE O "PITCHER'S PLATE" SIMULA UM LANÇAMENTO À 1ª BASE

Um arremessador canhoto cometeu “balk” quando havia corredor na 1ª base –ele deu um passo com o pé livre em direção à base, mas não lançou a bola (apenas simulou um lançamento). Como nenhum dos árbitros apontou a infração, ele repetiu esse procedimento várias vezes durante o jogo. Terminada a partida, alguém comentou com o técnico sobre a irregularidade que seu arremessador estava praticando.

O técnico não concordou com a explicação que lhe foi dada, ou seja, com o que determina a Regra 8.05 (b). “Se um arremessador destro pode simular um lançamento à 3ª base, por que a regra não permite que um arremessador canhoto faça o mesmo à 1ª base?”, perguntou ele. Ante esse questionamento, o “papo” foi encerrado.

Regra 8.05 (b): O arremessador comete um “balk” quando, enquanto está em contato com o “pitcher’s plate”, simula um lançamento para a 1ª base (não completa o lançamento).

Comentário – Regra 8.05 (c): Um arremessador deve dar um passo diretamente em direção a uma base antes de lançar a essa base, mas não é obrigado a lançar cada vez que dá o passo (exceto para a 1ª base).

sexta-feira, 8 de abril de 2011

BOLA "FLY" DERRUBADA INTENCIONALMENTE - SINALIZAÇÃO/DECISÃO

Os árbitros devem observar se o defensor do campo interno (ou um defensor do campo externo posicionado no campo interno, na jogada) derrubou, intencionalmente, um “fair fly” que poderia ser apanhado mediante um esforço normal, depois de controlar a bola com a mão ou luva. (Se a bola não tiver contato com o defensor, esta regra não será aplicada.)
Caso a intenção do defensor tenha sido clara, o árbitro deve apontar para ele, com a mão direita ou esquerda, e declarar “INTENCIONAL!”. Em seguida, deve eliminar o batedor (declarar “ ‘BATTER OUT’! ” e fazer o gesto correspondente).

BOLA "FLY" DERRUBADA INTENCIONALMENTE

Um eliminado, corredor na 1ª base.  O batedor acertou um “fly” em direção à 2ª base. O defensor da 2ª base posicionou-se embaixo da bola e, deliberadamente, deixou-a cair ao chão, sem ter contato com ela. Vendo que o corredor e o batedor-corredor não tinham corrido, o defensor da 2ª base fez o lançamento à 1ª base.  O defensor da 1ª base tocou o corredor da 1ª base e, em seguida, pisou a “almofada”. Quantos “outs” devem ser declarados?
Dois. Foi executada uma jogada dupla forçada. (Jogada dupla forçada é aquela em que ambas as eliminações são forçadas.) Como o defensor da 2ª base deixou a bola cair, sem ter contato com ela, o corredor da 1ª base teria que ter avançado à 2ª base, e o batedor-corredor, corrido à 1ª base. (Nessa jogada, o batedor-corredor não é eliminado automaticamente, e a bola continua em jogo.)
[Beisebol – Regras: 6.05 (j), 6.05 (l) - vide REGRA APROVADA e NOTAS 1 e 2,  Regra 7.08 (e)]
(Softbol – Regras: 1 – Seção 59, 8 – Seção 2c, 8 – Seção 2l - vide NOTA, 8 – Seção 9c)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O BATEDOR FAZ "SWING" E SEU "BAT" ATINGE O RECEPTOR

Beisebol

Corredor na 1ª base, um eliminado, dois “strikes”. O corredor arranca em direção à 2ª base no arremesso seguinte. O batedor tenta rebater esse arremesso, mas erra –o “bat” não tem contato com a bola. Quando completa o “swing”, seu “bat” atinge o receptor antes que ele consiga agarrar a bola. Na opinião do árbitro o contato não foi intencional. Como decidir este lance?

O batedor é eliminado por três “strikes” (“strike out”). A bola torna-se morta. O corredor retorna à 1ª base. Se esse incidente tivesse ocorrido com menos de dois “strikes” sobre o batedor, seria declarado um “STRIKE” simplesmente.

[Comentário - Regra 6.06 (c), vide OBSERVAÇÃO]

CORREDOR FORA DA BASE - PODE AVANÇAR À BASE SEGUINTE OU TEM DE RETORNAR À SUA BASE?

Softbol

Corredor na 3ª e 1ª base. O corredor da 1ª saiu da base depois do arremesso e se encontrava a aproximadamente dois metros da “almofada”. No momento em que o arremessador recebeu a bola devolvida pelo receptor, dentro do círculo do arremessador, o corredor da 1ª base arrancou para a 2ª base e conseguiu alcançá-la a salvo (“safe”). Isso é permitido?

Sim. Vejamos o que diz a regra: Se o corredor que está afastado de sua base legalmente após um arremesso não tentar avançar à base seguinte ou retornar à sua base, imediatamente, uma vez que o arremessador, de posse da bola, está dentro do círculo do arremessador, será declarado eliminado.  (O corredor não pode ficar parado onde se encontrava.)

(Regra 8 – Seção 9w, EFEITO – Seção 9w-2)

terça-feira, 5 de abril de 2011

A PRIORIDADE É DA OFENSIVA OU DA DEFENSIVA?

Jogo entre Los Angeles e Cincinnati. O terceiro batedor do Dodgers foi declarado “out” na 1ª base num lance apertado. Mas o técnico do Dodgers reclamou. Alegou que, como houve um “empate” entre o pé do corredor tocando a “almofada” e a bola lançada chegando à luva do defensor da 1ª base, o árbitro deveria ter decidido em favor do corredor. O árbitro concordou que houve um “empate”, mas discordou da alegação de que o corredor deveria ter sido beneficiado. E manteve a decisão (ele fez prevalecer a sua opinião, contrária à interpretação do técnico). Quem está certo?

Na realidade, essa questão de prioridade (da ofensiva ou da defensiva) não existe; ou o corredor pisa a base primeiro ou a bola lançada chega antes à luva do defensor. Quem decide isso é o árbitro. Se ele achar que o corredor chegou primeiro, deve declará-lo “safe”; do contrário, deve declará-lo “out”.

Steve Sax do Dodgers foi um dos “vitimizados” numa jogada assim, que acontece quase todos os dias do ano num campo das Grandes Ligas.

Alguns Livros de Regras dizem que, em caso de “empate”, a decisão deve beneficiar o corredor. (O Livro de Regras da Major League, porém, nada diz a respeito.) Por outro lado, há um mito segundo o qual, quando o corredor e a bola lançada chegam “ao mesmo tempo” a uma base, a decisão deve favorecer a defensiva. 

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

segunda-feira, 4 de abril de 2011

'ADA BOORU'

No primeiro dia do campeonato brasileiro da categoria VETERANOS – 70 ANOS (12/03/2011) o tempo não estava legal --caía uma chuva fina--, mas os jogos programados foram realizados. Num dos jogos, o arremessador de uma equipe dizia 'ADA BOORU' cada vez que solicitava a troca de bola (molhada ou suja de lama) ao árbitro de “home”.

Vocês conheciam essa expressão? Pois existe. 'ADA BOORU' vem do inglês “OTHER BALL”. Significa outra bola.

RETORNO DE CORREDORES EM "FOUL BALL"

Um jogador perguntou a um árbitro a razão de os corredores terem de retocar suas bases quando uma rebatida é declarada “foul ball”, e queria saber também se haveria alguma penalidade se eles não o fizerem.  Disse que o motivo da pergunta é que, na Itália, onde ele joga, tal procedimento não é praticado. Diante de nossa informação de que essa obrigatoriedade existe, ele queria saber se é uma regra ou uma cultura do beisebol japonês que estamos adotando aqui.
Houve várias explicações, mas o que determina essa obrigatoriedade é a Regra 5.09 (e), que diz: A bola torna-se morta e os corredores devem retornar às suas bases, sem o risco de serem eliminados, quando é declarado um “foul ball”. O árbitro não deve por a bola em jogo até que todos os corredores tenham retocado suas bases.
Não há penalidade estipulada em regra para corredores que deixam de retocar suas bases. De acordo com a interpretação do beisebol profissional, tecnicamente, o árbitro não deve por a bola em jogo até que todos os corredores tenham retocado suas bases; mas se o fizer ... todos os corredores serão considerados legais, e nenhuma apelação será autorizada.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

AQUECIMENTO DE ARREMESSADORES

O arremessador do clube local não pode fazer aquecimento no “mound” (montículo) antes do início do jogo. Do montículo ele pode fazer somente seus oito arremessos preparatórios autorizados pela Regra 8.03. Isso porque, se utilizar o montículo antes do início do jogo, o clube local poderia ter alguma vantagem. Como as condições de treinamento pré-jogo devem ser iguais para os dois arremessadores abridores, ambos devem se preparar onde normalmente os arremessadores fazem aquecimento.
Após uma paralisação causada por chuva, é permitido que o arremessador da equipe na defensiva faça aquecimento no montículo. Quando ocorre a mudança ataque x defesa (“tchendi”*), ao arremessador da equipe que vai defender será concedido, se necessário, um tempo adicional para aquecimento.  Os árbitros devem usar bom-senso em situações dessa natureza.
Se um arremessador muda para outra posição defensiva e depois retorna ao montículo durante o mesmo “inning”, será autorizado a fazer oito arremessos de aquecimento normalmente.
Se uma repentina emergência faz com que um arremessador seja chamado para entrar no jogo, sem oportunidade para se aquecer (por exemplo, o arremessador do jogo se machuca ou é expulso), o árbitro deve autorizar ao novo arremessador tantos arremessos quantos ele julgar necessários.
Um arremessador que já está no jogo pode fazer aquecimento no “bullpen” (área reservada para jogadores fazerem aquecimento), entre “innings”, contanto que não retarde o jogo.
Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues
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* “Tchendi” vem do ingês “change” = mudança, alteração.