quarta-feira, 30 de março de 2011

CONCESSÃO DE BASES

Corredor na 2ª base. O defensor da 3ª base apanhou a bola rebatida, mas não conseguiu eliminar o batedor-corredor na 1ª base com o seu lançamento. O defensor da 1ª base, na tentativa de eliminar o corredor que avançava para a 3ª base, fez um lançamento descontrolado e mandou a bola para fora do campo.  O corredor da 2ª base foi autorizado a ir para “home”, e o batedor-corredor, à 2ª base. A concessão de bases foi feita corretamente?

Não. Ao batedor-corredor deveria ser concedida a 3ª base, uma vez que, quando o defensor da 1ª base fez o lançamento descontrolado, ele já havia chegado à 1ª base.

[Beisebol - Regra 7.05 (g)]

(Softbol – Regra 8 – Seção 7f, EFEITO – Seção7f)

terça-feira, 29 de março de 2011

JOGADA RARA

Corredor na 3ª base, dois eliminados, contagem de bolas: 1 – 2 (1 “ball” – 2 “strikes”). O batedor tentou rebater o arremesso seguinte, mas não logrou êxito. A bola passou sem ter contato com o “bat”, bateu no joelho do receptor e foi para o ar. O receptor saiu de sua posição, deu alguns passos à frente do “home plate” e conseguiu apanhá-la antes que ela tocasse o solo. O corredor da 3ª base pisou o “home plate” e o batedor chegou à 1ª base.  Como o árbitro deve decidir este lance?
Foi uma jogada rara, mas legal. O árbitro deve eliminar o batedor (“strikeout”) e encerrar o “inning”.
[Beisebol – Regras: 2.00 “CATCH”, 6.05 (b)]
(Softbol – Regras: 1 – Seção 15, 7 – Seção 6l)

segunda-feira, 28 de março de 2011

BATEDOR FORA DE ORDEM

Um eliminado, nenhum corredor. O terceiro batedor bateu no turno do segundo batedor e acertou um potente "ground" na direção da 3ª base, mas foi eliminado na 1ª base. A equipe na defensiva apelou sobre o erro na ordem de batedores imediatamente após a jogada na 1ª base.
Beisebol
O segundo batedor, que deixou de bater na sua vez, deve ser declarado “out”. A jogada na 1ª base deve ser anulada.  O batedor seguinte será aquele cujo nome vem em seguida ao do batedor correto eliminado em apelação, ou seja, o terceiro batedor.
[Regras: 6.07 (b),  6.07 (d) (1)]
Softbol
A eliminação do terceiro batedor na 1ª base deve ser mantida. O segundo batedor, que deixou de bater na sua vez, deve ser declarado “out”. Com três eliminados, ocorre a mudança ataque x defesa, e quem começa batendo no próximo “inning” é o quarto batedor.
(Regra 7 – Seção 2 – EFEITO – Seção 2c-d/2)

sexta-feira, 25 de março de 2011

VISITA AO ARREMESSADOR

O técnico da equipe na defensiva entrou no campo para substituir o arremessador, após ter notificado o árbitro de “home”. Enquanto o arremessador substituto efetuava os arremessos de aquecimento, passou-lhe algumas instruções e retornou ao “dugout”.  Logo em seguida, seu auxiliar se dirigiu ao montículo e conversou por algum tempo com o novo arremessador.

Perguntas:

1)      Deve-se contar uma visita ao novo arremessador porque o técnico permaneceu no montículo para conversar com ele? 
2)      Deve-se contar uma visita ao novo arremessador porque um auxiliar foi ao montículo para conversar com ele depois que o técnico se retirou do campo?
3)      Se o árbitro de “home” estiver ocupado para cumprir outras obrigações, quem deve controlar isso?
4)      O técnico da equipe na ofensiva pode chamar o(s) corredor(es) e o batedor, para passar-lhes instruções, aproveitando o “TIME” solicitado pela equipe na defensiva?

Vamos às respostas:

1)      Não. O técnico que entra no campo para substituir o arremessador pode permanecer no montículo para conversar com o novo arremessador. Isso não é interpretado como uma visita a esse arremessador.
2)      Sim. Se, após o técnico deixar o campo, seu auxiliar se dirigir ao montículo para conversar com o novo arremessador, será contada uma visita a esse arremessador.
3)      Os árbitros de base.
4)      Pode. Mas o(s) corredor(es) e o batedor têm de estar prontos para jogar quando a visita ao arremessador terminar.  Não será contado um “TIME” do ataque.  


quinta-feira, 24 de março de 2011

O CORREDOR RETORNA À 1ª BASE DEPOIS DE ULTRAPASSÁ-LA

Após chegar a salvo (“safe”) à 1ª base e ultrapassá-la correndo, o corredor retornou imediatamente à “almofada”, por dentro do território “fair”. Se esse corredor for tocado com a bola por um defensor, antes de alcançar a base, será eliminado?
Não. O corredor pode retornar à 1ª base, depois de ultrapassá-la correndo ou deslizando, tanto por dentro do território “fair” como pelo território “foul”. Se, porém,  ele tentar ou ameaçar avançar à 2ª base, perderá o seu direito de retornar, e poderá ser eliminado se for tocado por um defensor antes de pisar a base, independente de onde esteja –em território “fair” ou “foul”.
[Beisebol - Regra 7.08 (c) – EXCEÇÃO, vide NOTA 1; Regra 7.08 (j)]
(Softbol – Regras: 8 – Seção 6b, 8 – Seção 9i, 8 – Seção 10i)

terça-feira, 22 de março de 2011

POSICIONAMENTO DO CORREDOR ANTES DE INICIAR A CORRIDA


Categoria Pré-Infantil

De acordo com a CT – 03 – 2 – 2.1 (a), o corredor não pode sair da base antes de o arremessador soltar a bola do arremesso. O infrator será declarado “out”.

Por causa dessa restrição, o corredor que pretende avançar à base seguinte procede da seguinte forma: fica com um pé sobre a base (tocando a borda dianteira da “almofada”), e o outro pé, atrás da base (sobre o solo). Pouco antes de o arremessador completar o arremesso, dá um passo à frente com o pé de trás, mantendo o outro pé em contato com a base. Quando o arremessador solta a bola, ele já estará iniciando a corrida; poderá, assim, aumentar seu impulso à frente. Esse procedimento é legal. Se, porém, o pé da frente sair da base antes de o arremessador soltar a bola, o corredor será eliminado.

AS MÃOS QUE SEGURAM O "BAT" NÃO SÃO CONSIDERADAS UMA PARTE DESSE "BAT"

Contagem de bolas: 2-1 (dois “balls”-um “strike”).  Quando o batedor fez “swing” para tentar rebater o arremesso seguinte, a bola teve contato com suas mãos e rolou em direção ao arremessador. A jogada teve prosseguimento e o batedor-corredor foi eliminado na 1ª base. Essa eliminação deve ser mantida?

Não, porque nesse lance não houve rebatida. O árbitro deveria ter declarado um “strike” (o batedor girou o “bat”) e uma bola morta (a bola arremessada tocou uma parte do corpo do batedor –as mãos que seguram o “bat” -, e sempre que isso acontece a bola torna-se morta).

Se esse lance tivesse ocorrido depois do segundo “strike”, o batedor seria eliminado automaticamente (“strikeout”).

[Beisebol - Regras: 2.00 “STRIKE” (e), 5.09 (a), 6.05 (f), 6.08 (b) – REGRA APROVADA]

(Softbol – Regras: 7 – Seção 4f, 7 – Seção 6a-1, 8 – Seção 1f - NOTA, 9 – Seção 1d)

domingo, 20 de março de 2011

EXPULSÃO DE UM JOGADOR ENQUANTO UMA JOGADA ESTÁ EM ANDAMENTO

Numa jogada apertada no “home”, o receptor não gostou da decisão “safe” dada pelo árbitro e, muito irritado, atirou a bola na direção do jardim direito (“rightfield”). O árbitro expulsou-o do jogo. Enquanto isso, outro corredor pisou o “home base” e anotou ponto. O técnico reclamou ao árbitro, alegando que o avanço do segundo corredor deveria ter sido impedido no momento da expulsão, uma vez que sua equipe estava com oito jogadores. Reclamou com razão?  
Não. De acordo com a Regra 9.01 (d), se um jogador é expulso enquanto uma jogada está em andamento, a penalidade terá efeito somente quando essa jogada tiver sido concluída. O ponto anotado pelo segundo corredor, portanto, é válido.
Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

sábado, 19 de março de 2011

REGRAS DE ANOTAÇÃO

Rebatida indefensável (“base hit”) para o jardim direito. O batedor tocou a 1ª base e avançou à 2ª. Imaginando que a bola seria lançada à 3ª base, ultrapassou a 2ª base após pisá-la. Ocorre que o jardineiro direito lançou ao defensor da 2ª base –foi um lançamento perfeito. O defensor da 2ª base apanhou a bola e tocou o corredor, que ainda se encontrava fora da base (“tag out”). Deve ser atribuída uma rebatida simples ou dupla ao batedor?
Como o batedor foi eliminado após ultrapassar a 2ª base, correndo, a ele deve ser atribuída uma rebatida dupla.
[Comentário – Regra 10.07 (c)]

sexta-feira, 18 de março de 2011

"RETOUCH" ILEGAL

O corredor Rickey Henderson do Oakland A’s está na 3ª base. Na segunda metade do nono “inning” o jogo está empatado (3-3) e há uma eliminação. O batedor José Conseco acertou uma rebatida “fly” na direção do jardineiro esquerdo (“leftfielder”) Jim Rice do Red Sox. Henderson deu alguns passos para trás da “almofada” da 3ª base a fim de iniciar a corrida para “home” tomando impulso a partir dessa posição –esse movimento é conhecido por “flying start” ou “running start”. No momento em que Rice apanhou a bola, Henderson iniciou a corrida com passadas largas, tocou a “almofada” e chegou ao “home plate” facilmente.
Henderson anotou ponto? Oakland A’s venceu?
A resposta será NÃO se qualquer defensor do Red Sox tocar a 3ª base e fizer uma apelação ao árbitro dessa base. “Running Start” não é permitido numa jogada de “tag-up”.
[Regras: 2.00 “RETOUCH”, 7.08 (d), 7.10 (a), Comentário - Regra 7.10 (a)]
Até o início dos anos 50, a jogada de Henderson era considerada legal. Alvin Dark, interbases (“shortstop”) do New York Giants, utilizou esse expediente repetidas vezes e obteve vantagem para si e para sua equipe. Por essa razão, foi criada a regra que coíbe esse tipo de artimanha.
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker
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“Flying Start” não é permitido também no softbol.
(Regras: 1 – Seção 95, 8 – Seção 9y, 9 – Seção 2ad)

"RETOUCH" LEGAL

Rebatida “fly” longa ao campo externo (“outfield”). O jardineiro esquerdo (“leftfielder”) afastou-se rapidamente e tentou efetuar a defesa, mas não obteve êxito  –a bola bateu na sua luva e pulou para trás. O jardineiro central (“centerfielder”), que também havia corrido na direção da bola e estava logo atrás de seu companheiro, conseguiu apanhá-la antes que ela tocasse o solo.  Quando a bola teve contato com a luva do jardineiro esquerdo, o corredor da 2ª retocou a sua base e avançou para a 3ª base. A saída de base foi legal?
A saída foi legal, pois o corredor pode deixar a sua base no instante em que o primeiro defensor toca a bola.
(Beisebol – Regra:  2.00 “RETOUCH”- NOTA, Comentário - Regra 2.00 “CATCH”)
(Softbol – Regras: 1 – Seção 95, 8 – Seção 5e)

terça-feira, 15 de março de 2011

"INFIELD FLY" E POSSÍVEL "INFIELD FLY"

Os árbitros devem observar se a bola “fly” rebatida para o “infield” (campo interno) pode ser apanhada por um defensor do campo interno (ou um defensor do campo externo posicionado no campo interno, na jogada) mediante um esforço normal. (Devem tomar cuidado se estiver ventando; uma decisão apressada poderá causar problemas.) Quando um defensor do campo interno se coloca embaixo da bola e se prepara para apanhá-la, ou seja, quando é evidente que a rebatida é um “Infield Fly”, os árbitros devem apontar para cima, com a mão direita, e declarar “ ‘INFIELD FLY’! “. Em bolas rebatidas para as proximidades das linhas de “foul”, o árbitro deve parar sobre a linha (deve ter a linha entre as pernas) e declarar “ ‘INFIELD FLY SE FOR FAIR’! ” (erguer o braço direito e apontar para cima). Se a bola –sem ter contato com um defensor- cai em território “fair” e rola ou salta para o território “foul” antes de passar a 1ª/3ª base, o árbitro deve declarar “ ‘FOUL BALL’! “. Se a bola –sem ter contato com um defensor- cai fora das linhas de “foul” e rola ou salta para o território “fair” antes de passar a 1ª/3ª base, o árbitro deve aplicar a regra de “Infield Fly”. 
Para alertar os companheiros sobre um possível “Infield Fly”, os árbitros devem comunicar-se através de senha. No beisebol: um toque no peito, na aba do boné ou no topo da cabeça (com a mão direita ou esquerda). A indicação da quantidade de eliminações é facultativa. No softbol: um toque no peito, com a mão direita ou esquerda. Não há necessidade de indicar a quantidade de eliminações.
O árbitro de “home” deve sinalizar primeiro, mas se ele não o fizer, um árbitro de base poderá tomar a iniciativa.
Para anular a senha de possível “Infield Fly”, os árbitros devem utilizar outro sinal: roçar o braço esquerdo com a mão direita aberta.
No beisebol, a regra de “Infield Fly” deve ser aplicada somente quando os árbitros sinalizam e declaram que o lance é de “Infield Fly”. Já no softbol, se o lance preenche todas as condições de um “Infield Fly”, a regra deve ser aplicada mesmo quando os árbitros deixam de apontar a ocorrência.

INTERFERÊNCIA DO ÁRBITRO


O corredor da 1ª base estava tentando um roubo de base. No momento em que o receptor levantou o braço para fazer o lançamento à 2ª base, o árbitro de “home” estorvou-o (a mão do receptor tocou, acidentalmente, a máscara do árbitro). Mesmo assim, a jogada teve continuidade. O corredor foi eliminado. Essa eliminação é válida?

É válida. Houve uma Interferência do árbitro, mas ela não deve ser levada em consideração porque o lançamento do receptor eliminou o corredor. 

[Beisebol – Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (c) (1),  5.09 (b), vide NOTA]

(Softbol – Regras: 1 – Seção 60b, 8 – Seção 8i, EFEITO – Seção 8i-1)

segunda-feira, 14 de março de 2011

FOI OU NÃO "INFIELD FLY"?

Um eliminado, corredor na 1ª e 2ª base, rebatida “fly” para o campo interno (“infield”). Quando a bola começou a cair entre o arremessador e o defensor da 2ª base, o árbitro de "home" declarou " 'INFIELD FLY'! " e eliminou o batedor. O defensor da 2ª base “mergulhou” para efetuar a defesa, mas não conseguiu –a bola tocou a sua luva e rolou na direção do arremessador. Vendo isso, o corredor da 2ª base tentou avançar à 3ª base, porém foi eliminado por toque pela bola lançada pelo arremessador (terceira eliminação).
O técnico da equipe na ofensiva reclamou. Alegou que o lance não caracterizava um  “Infield Fly” porque o defensor da 2ª base teve que fazer um esforço grande para tentar apanhar a bola em razão da pequena altura alcançada por ela.
Reclamou com razão?
Não. O argumento apresentado pelo técnico não deve ser levado em consideração. Se o árbitro julgou que a bola poderia ser apanhada pelo defensor da 2ª base mediante um esforço normal, sua opinião tem de prevalecer; não cabe apelação. (O “infield Fly” não é considerado uma jogada de apelação.)
Vale lembrar que, num “Infield Fly”, o arremessador, o receptor e qualquer defensor do campo externo que tenha se posicionado no campo interno, na jogada, devem ser considerados defensores do campo interno. Vale lembrar também que, num “Infield Fly”, a bola continua viva; os corredores podem avançar, correndo o risco de a bola ser apanhada no ar, ou podem retocar a base e avançar depois que a bola tem contato com um defensor, como em qualquer bola “fly”. Se num “Infield Fly” declarado a bola cair ao chão, sem ter contato com um defensor, e rolar ou saltar para o território “foul” antes de passar a 1ª ou 3ª base, será um “foul ball”. Se num “Infield Fly” declarado a bola cair ao chão, sem ter contato com um defensor, fora das linhas de base e rolar ou saltar para o território “fair” antes de passar a 1ª ou 3ª base, será um “Infield Fly”.
No beisebol, a regra de “Infield Fly” deve ser aplicada somente quando os árbitros apontam a ocorrência.
No softbol, se o lance preencher todas as condições de um “Infield Fly”, a regra deve ser aplicada ainda que os árbitros deixem de apontar a ocorrência.
[Beisebol – Regras: 2.00 “INFIELD FLY” (vide NOTA), 6.05 (e)]
(Softbol – Regras: 1 – Seção 56, 8 – Seção 2e)

domingo, 13 de março de 2011

OBSTRUÇÃO

Corredor na 2ª e 3ª base, “hitto”* em direção ao jardim central. O corredor da 3ª base cruzou o “home plate”. O corredor da 2ª base chegou à 3ª base, mas enquanto avançava foi obstruído pelo interbases, que estava parado entre a 2ª e a 3ª bases esperando o lançamento do jardineiro central. Alguns torcedores que viram o lance acharam que o corredor deveria ser mandado para “home” em razão da falta cometida pela defensiva.

O árbitro que apontou a infração, entretanto, manteve o corredor na 3ª base –na sua opinião, o corredor não teria conseguido avançar além da 3ª base mesmo que não tivesse ocorrido a Obstrução.

[Beisebol – Regras: 2.00 “OBSTRUCTION”, 7.06 (a) (b)]

(Softbol – Regras: 1 – Seção 66, 8 – Seção 7b – EFEITO – Seção 7b)

* “Hitto” vem do inglês “hit”.  É uma rebatida indefensável por meio da qual o batedor avança uma ou mais bases. É um “hit” de uma base ( “one-base hit”) se o batedor para na 1ª base; é um “hit” de duas bases (“two-base hit”) se o batedor para na 2ª base; é um “hit” de três bases (“three-base hit”) se o batedor para na 3ª base; é um quadrangular (“home run”) se o batedor toca todas as bases e anota ponto.

O ARREMESSADOR COMETEU "BALK"?

Corredor na 1ª base. O arremessador (destro) deu uma parada após o movimento preliminar conhecido por “stretch”. No momento em que o corredor partiu para a 2ª base, fez um giro completo, sem hesitar, em direção à 1ª base e, continuando o movimento, lançou à 2ª base. O corredor foi tocado antes de chegar à base. O arremessador cometeu “balk”?

Não. Esse lance não deve ser interpretado como um lançamento a uma base desocupada ou uma simulação de lançamento à 1ª base. A jogada é legal e o corredor é “out”.

[Comentário – Regra 8.05 (b)]

sexta-feira, 11 de março de 2011

PEGADA LEGAL?

O batedor acertou uma rebatida “fly” grande entre o jardineiro esquerdo (“leftfielder”) e o jardineiro central (“centerfielder”). Os dois correram a todo o vapor na direção da bola. O jardineiro esquerdo apanhou a bola, mas, ao chocar-se com o jardineiro central, derrubou-a. Essa pegada é considerada legal?
Não. Quando um defensor apanha uma bola “fly” e derruba-a imediatamente após se chocar com um companheiro, a pegada não é legal. 
(Beisebol: Regra 2.00 “CATCH”)
(Softbol: Regra 1 – Seção 15-D)

quinta-feira, 10 de março de 2011

CONCESSÃO DE BASES

Corredor na 2ª base, rebatida indefensável (“hit”) para “refuto”* (jardim esquerdo). O jardineiro esquerdo (“leftfielder”), ao tentar “pegar” o corredor no “home”, jogou um “bootoo”* e mandou a bola para uma área de bola morta. Quando o “leftfielder” lançou a bola, o batedor-corredor já havia chegado à 1ª base. O árbitro da 1ª base concedeu-lhe a 2ª base. Você concorda com a decisão dada?

Não. O árbitro deveria ter concedido duas bases a partir da base onde o batedor-corredor se encontrava quando o defensor soltou a bola do lançamento, Ou seja, o batedor-corredor teria o direito de ocupar a 3ª base.

[Beisebol: Regra 7.05 (g)]

(Softbol: Regra 8 – Seção 7f,  EFEITO – Seção 7f)

* “Refuto” (o R não tem o som aspirado) vem de “left” do termo “leftfield”.

* “Bootoo” é um termo japonês que significa bola arremessada de maneira rude, violenta; arremesso descontrolado; arremesso longe do alvo. É um arremesso tão alto, tão baixo ou tão fora do “home plate” que não pode ser apanhado pelo receptor mediante um esforço normal.

No beisebol brasileiro esse termo é usado para designar qualquer bola atirada descontroladamente, ou seja, tanto um arremesso descontrolado como um lançamento descontrolado. Quando um defensor faz um mau lançamento, o pessoal diz ... jogou um “bootoo”. “Bootoo” = “wild pitch” = arremesso descontrolado; lançamento descontrolado é “wild throw” = “aku sookyuu”, em japonês.

quarta-feira, 9 de março de 2011

GOZADOR DE ÁRBITROS

Nick Altrock, “coach” da 3ª base do Senators, era um perfeito gozador de árbitros. Um dia, o árbitro Bill McGowan prejudicou várias vezes a sua equipe, com decisões incorretas, e Altrock estava visivelmente aborrecido com isso.
Num determinado “inning”, um batedor mandou um “foul ball” para as arquibancadas do lado da 3ª base. McGowan levantou os braços e declarou: “FOUL BALL!”.  E ao virar o rosto para as arquibancadas onde a bola caiu, viu uma mulher sendo carregada numa maca. Demonstrando preocupação, perguntou ao “coach” Altrock: “A bola atingiu-a?”.
“Não”, respondeu Altrock maliciosamente. “Como sua última decisão foi correta, ela desmaiou”.
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

BATEDOR FORA DE ORDEM

A ordem de batedores é primeiro, segundo, terceiro e quarto.  Mas o terceiro batedor abriu o “inning” e acertou uma rebatida de duas bases (“two-base hit”). O segundo batedor rebateu um “fly” de sacrifício e empurrou o corredor à 3ª base. Em seguida, o primeiro batedor entrou no “batter’s box”, e quando o arremessador efetuou um arremesso a equipe na defensiva apelou. Como decidir este caso?
O primeiro arremesso ao segundo batedor legalizou a rebatida de duas bases do terceiro batedor, e o arremesso ao primeiro batedor legalizou o “fly” de sacrifício do segundo batedor. O próximo batedor seria o terceiro. Como, porém, ele se encontra na 3ª base, o quarto batedor deve ir ao “batter’s box”, assumindo o “ball count” (contagem de bolas) do primeiro batedor. 
[Beisebol: R. 6.07 (c), Comentário – R. 6.07, R. 6.07 - REGRA APROVADA – Jogada nº 6]
(Softbol: Regra 7 – Seção 2 – EFEITO – Seção 2c-d/1, 3 e 4)

segunda-feira, 7 de março de 2011

DEFENSOR ATIRA A LUVA PARA PARAR UMA BOLA REBATIDA "FAIR"

O quarto batedor da equipe “A” acertou um “line drive” na direção do espaço entre o jardim direito e o jardim central.  Contrariado, o jardineiro direito atirou sua luva e atingiu a bola rebatida antes de ela chegar ao muro. O batedor-corredor tocou  a 1ª, 2ª e 3ª base e tentou um “inside-the-park home run” (quadrangular em que a bola rebatida permanece dentro do campo), mas a bola lançada pelo jardineiro central ao defensor da 2ª base, e deste para o receptor, eliminou-o no “home plate”.
O técnico da equipe “A” reclamou ao árbitro alegando que a jogada sobre o batedor-corredor, no “home plate”, deveria ser anulada porque a bola havia se tornado morta no momento em que a luva atirada teve contato com a bola. A reclamação deve ser aceita? 
Não. Quando a luva atirada atinge uma bola “fair”, o batedor-corredor é autorizado a avançar três bases, sem o risco de ser eliminado. Ele pode tentar anotar ponto, mas corre o risco de ser eliminado, uma vez que a bola continua viva e em jogo.
[Beisebol: Regra 7.05 (c)]
(Softbol: Regra 8 – Seção 7e, EFEITO – Seção 7e-1, Regra 9 – Seção 2f)
“Inside-the-park home run” = “Running home run” = 'Raningu' (o R não tem o som áspero). Vale lembrar que uma rebatida é considerada “inside-the-park home run” somente quando a corrida até “home” ocorre sem que tenha havido erro da defensiva.

domingo, 6 de março de 2011

BATEDOR OBTÉM "BALL FOUR" E ULTRAPASSA A 1ª BASE

O batedor autorizado a ir à 1ª base por “ball four” (quatro “balls”) ultrapassou a 'almofada' após pisá-la, e quando retornava a ela foi tocado pelo defensor da 1ª base, que estava de posse da bola que lhe fora lançada pelo receptor. O árbitro não o declarou eliminado e permitiu o retorno.   

A decisão dada pelo árbitro está correta. Mesmo quando obtém “ball four”, o batedor-corredor pode ultrapassar a 1ª base. Se, porém, depois de ultrapassá-la, não retornar imediatamente, ou tentar ir para a 2ª base, poderá ser eliminado por toque.

[Beisebol- Regras: 7.08 (c) – EXCEÇÃO, 7.08 (c) - NOTA 1, 7.08 (j)]

(Softbol – Regras:  8 – Seção 6b, 8 – Seção 9i, 8 – Seção 10i)

sábado, 5 de março de 2011

O RECEPTOR ESTORVA O BATEDOR

Situação: Nenhum eliminado, corredor na 2ª e na 3ª bases. Apesar de ter sido estorvado pelo receptor, o batedor acertou uma rebatida indefensável (“hit”) à frente do jardineiro direito (“raito”*). O corredor da 3ª base chegou ao “home plate”, mas o corredor da 2ª base foi eliminado por toque pouco antes da 3ª base.  

Decisão: O técnico da equipe na ofensiva pode optar entre (a) aceitar a concessão pela falta cometida pelo receptor ou (b) aceitar o resultado da jogada. Se optar por (a), o jogo será reiniciado com as bases cheias, nenhum eliminado. Se optar por (b), será anotado um ponto, e o jogo será reiniciado com um corredor em base, um eliminado.

[Beisebol: Regra 6.08 (c), vide Comentário – Regra 6.08 (c), exemplos e NOTA]

[Softbol: Regra 8 – Seção 1d, EFEITO – Seção 1d (2 e 4]

No beisebol, a falta cometida pelo receptor é tratada como uma Interferência da Defensiva; no softbol, como uma Obstrução.  

* ”Raito” (o R não tem o som aspirado) vem de “right” do termo “rightfielder”. 

sexta-feira, 4 de março de 2011

PEGADA LEGAL?

Com um corredor na 2ª base, o batedor levantou um “fly” entre o defensor da 3ª base e o interbases. O defensor da 3ª base “pediu” a bola e posicionou-se devidamente para apanhá-la –seria uma defesa fácil.  A bola, entretanto, pulou ao ter contato com sua luva, atingiu a cabeça do corredor e, na sequência, foi agarrada pelo interbases, antes de tocar o solo. Essa pegada é considerada legal?
Não. Se uma bola “fly” que tem contato com um defensor atinge um membro da equipe na ofensiva ou um árbitro e, em seguida, é agarrada por outro defensor, a pegada não é considerada legal.
(Beisebol: Regra 2.00 “CATCH”)
(Softbol: Regra 1 – Seção 15-E)

CURSO DE ARBITRAGEM DE BEISEBOL - 2011

Sob orientação de Francisco Gentil Espildora, Paulo Yamada, Akira Kiyuna e Paulo Suzuki, e com a colaboração de Chunyti Moritaca (nosso presidente), Eiki Uehara, Moacir Kadowaki, Alberto Iwano, Celso Satake, Masatoshi Yokota e Hélio Tacacura, todos árbitros da AAABSB, foi realizado mais um curso de arbitragem de beisebol no mês de fevereiro próximo passado. Participaram 21 alunos, que foram enviados pelos seguintes clubes: Anhanguera (3), Coopercotia (4), Gecebs (4), Giants (3), Mogi (1), Nippon-Blue Jays (3), Pirituba (1) e São Paulo (2). As aulas, teóricas e práticas, foram ministradas no Coopercotia Atlético Clube (nos dias 5-6, 12-13, 19-20 e 26) e no Estádio do Bom Retiro (no dia 27). No dia 27 os alunos foram submetidos a uma prova de avaliação.

Esperamos que os novos árbitros tenham assimilado bem os ensinamentos que lhes foram passados.

Nossos agradecimentos ao Coopercotia Atlético Clube e à administração do Estádio do Bom Retiro, que nos disponibilizaram os espaços necessários para o curso.

quinta-feira, 3 de março de 2011

BASE DUPLA

Num jogo de softbol, o batedor acertou uma rebatida longa na direção do espaço entre o jardineiro direito (“rightfielder”) e o jardineiro central (“centerfielder”) e chegou à 3ª base. Ao passar pela 1ª base, pisou a parte da base dupla que está em território “fair”. A equipe na defensiva apelou ao árbitro, alegando que o batedor-corredor deveria ser eliminado por ter omitido a 1ª base. O árbitro deve aceitar a apelação?
Não. Quando, em bolas rebatidas para o “outfield” (“gaiya”*), não ocorre jogada na 1ª base, o batedor-corredor pode pisar tanto a porção “foul” como a porção “fair” da base dupla.
[Regra 2 – Seção 4h-1 (e)]
No softbol, a base dupla está aprovada para uso na 1ª base (Regra 2 – Seção 4h-1). No beisebol da Little League, o uso de base dupla na 1ª base é admissível em todos os níveis de jogo [Regra 1.06 – NOTA (2), Regra 7.15].
* “Gaiya” é um termo japonês. Significa campo externo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

SAFE OU OUT?

Num jogo entre Phillies e Dodgers, o árbitro Beans Reardon atrapalhou-se no momento em que Richie Ashburn entrou deslizando à 3ª base, defendida por Billy Cox. Ele gritou "SAFE!”, mas sinalizou OUT.

“Afinal, qual é a decisão: SAFE ou OUT?”, perguntou Ashburn ao árbitro.

Para escapar da situação embaraçosa que criara, Reardon raciocinou rápido e respondeu: “Eu disse SAFE, mas trinta mil espectadores viram o meu gesto de OUT. Você está em desvantagem. Fora daqui!”.

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

BATEDOR-CORREDOR RECUA EM DIREÇÃO AO "HOME PLATE"

Corredor na 2ª base, “ground ball” (bola rebatida que vai rolando ou pulando sobre o solo) em direção à 1ª base. O defensor da 1ª base avançou e apanhou a bola. Para evitar ou retardar o toque do defensor da 1ª base, o batedor-corredor parou, recuou em direção ao “home” e acabou pisando o “home plate”. Enquanto isso, o corredor avançou à 3ª base. O batedor-corredor pode fazer isso?

Beisebol
O batedor-corredor pode recuar em direção ao “home plate”. Esse procedimento é permitido, desde que não desvie para os lados. Mas no momento em que ele chega ao “home plate” o árbitro deve eliminá-lo. O avanço do corredor à 3ª base é válido, já que a bola permanece em jogo.   

[Regra 7.08 (i) – NOTA]

Softbol
O batedor-corredor deve ser eliminado no momento em que dá um passo para trás na  direção do “home plate”.  A bola fica fora de jogo. O corredor tem de retornar à 2ª base (a base que estava ocupando no momento do arremesso).

(Regra 8 – Seção 2i, Regra 2 – EFEITO – Seção 2g-k)

terça-feira, 1 de março de 2011

O BATEDOR VAI EM DIREÇÃO AO "DUGOUT" EM VEZ DE TENTAR ALCANÇAR A 1ª BASE

Um eliminado, corredor na 2ª base. Ao ver o receptor derrubar o terceiro “strike”, o corredor arrancou em direção à 3ª base. O receptor recuperou rapidamente a bola e lançou-a à 3ª base, mas não obteve êxito na jogada. O batedor, que estava se dirigindo ao “dugout” achando que havia sido eliminado, ao ser alertado pelo técnico correu para a 1ª base.

Beisebol
O batedor deve ser declarado eliminado tão logo deixe o círculo de terra que circunda o “home plate”. O roubo da 3ª base é válido, já que a bola permanece em jogo.

[Regra 6.09 (b) (1), Comentário – Regra 6.09 (b)]

Softbol
O jogo deve prosseguir normalmente. Desde que não entre no “dugout”, o batedor tem o direito de correr à 1ª base, a qualquer momento, conforme estabelece a Regra do Terceiro “Strike”. Como a bola permanece em jogo, o roubo da 3ª base é válido.

(Regra 8 – Seção 1b, Ver Regra 8 – Seção 2d-3)

REGRA DO TERCEIRO “STRIKE”
Sob esta regra, três “strikes” nem sempre eliminam o batedor. Se o receptor derrubar a bola (1) quando a 1ª base está desocupada ou (2) quando a 1ª base está ocupada, mas com dois “outs”, o batedor não será declarado eliminado; ele poderá tentar alcançar a 1ª base. Para eliminá-lo, o receptor terá de tocá-lo com a bola ou lançar à 1ª base. Se, com menos de dois “outs”, a 1ª base estiver ocupada, o batedor será eliminado automaticamente. Esta regra foi criada para evitar que o receptor derrube a bola do terceiro “strike” com o propósito de executar uma jogada dupla.