segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

'GORÔ'

Segunda metade do 9º “inning”, 5 a 4 para a equipe visitante (aquela que inicia o jogo atacando primeiro), bases cheias, 4º batedor no “batter’s box”, 3 “balls” – 2 “strikes”.
 
O arremesso seguinte veio no meio da zona de “strike”. O batedor fez um “swing” (girou o “bat”) vigoroso, mas pegou mal na bola. Conseguiu apenas uma rebatida “ground” fraca em direção ao interbases (“shortstop”) e foi eliminado ... terceira eliminação, “game set” (jogo encerrado).
 
Um torcedor, decepcionado e muito aborrecido, fez o seguinte comentário: “Esse cara teve uma grande oportunidade para virar o jogo, mas desperdiçou-a com um 'gorôzinho' mixuruca”. 
 
O que ele quis dizer com isso?
 
Lá vai a explicação: Quando ele disse 'gorôzinho' mixuruca, estava se referindo à rebatida fraca dada pelo melhor batedor da equipe. 'Gorô' vem de “ground”, do termo inglês “ground ball”, que significa bola no chão, bola rebatida que vai rolando ou pulando sobre o solo. 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

"FOUL TIP" OU "FOUL BALL"?

Aconteceu num jogo de beisebol. Contagem de bolas (“ball count”): 0–2 (nenhum “ball”–dois “strikes”). O batedor girou o “bat” para tentar rebater o arremesso seguinte, mas não teve bom  êxito. A bola triscou o “bat” e foi para trás; e ao ter contato com a luva do receptor (“catcher’s mitt”) pulou e bateu na sua máscara. Em seguida, o receptor agarrou-a antes que ela tocasse o solo. O árbitro de “home”, corretamente, declarou um “foul tip” e eliminou o batedor.
Muitos que assistiram ao jogo, porém, não concordaram com essa decisão. Para eles o árbitro deveria ter declarado um “foul ball” (argumento: o receptor não efetuou uma pegada legal). (E ficaram discutindo sobre o assunto por muito tempo.)
Para evitar dúvida num caso como este, basta consultar as Regras 2.00 “FOUL TIP” e 6.05 (b).
Vamos a essas regras:
Regra 2.00 “FOUL TIP”: É uma bola rebatida que vai brusca e diretamente do “bat” às mãos do receptor e é agarrada legalmente. Se a bola vai do “bat” ao corpo, máscara ou protetor do receptor e, no rebote, é agarrada antes que toque o solo, a pegada não é legal, a menos que ela tenha tocado primeiro a sua mão ou a luva. Se a bola não for agarrada legalmente, será um “foul ball”, e não um “foul tip”.  Qualquer “foul tip” é um “strike”. A bola permanece em jogo.
Regra 6.05 (b): Um batedor é eliminado quando o terceiro “strike” é agarrado legalmente pelo receptor. Comentário: “Agarrado legalmente” significa que a bola entrou na luva do receptor, sem tocar o solo. A pegada não é legal se a bola se aloja na roupa ou equipamento do receptor; ou se ela toca o árbitro e, em seguida, é apanhada pelo receptor, no rebote. Um “tip” (bola arremessada que trisca o “bat”) toca primeiro a luva do receptor e, em seguida, bate no seu corpo ou protetor; se ele apanhar a bola com ambas as mãos contra o seu corpo ou protetor antes que ela toque o solo, será um “foul tip”, um “strike”, portanto; e se for o terceiro “strike”, o batedor será eliminado.
Se um lance assim ocorrer no softbol, será aplicada a Regra 7 – Seção 6l. Ver Regras: 1 – Seção 39 e 7 – Seção 4c)
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Quando ocorre um “foul tip”, o árbitro de “home” deve sinalizar que a bola roçou levemente o “bat”. E isso antes de declarar “STRIKE!” e fazer o gesto correspondente.
Luva do receptor = “kyatti mitto” = “catcher’s mitt”.
Contagem de bolas = “booru kaunto” = “ball count”.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"FOUL TIP" OU "FLY OUT"?

Aconteceu num jogo de softbol. Contagem de bolas sobre o batedor: 1 – 1 (um “ball” – um “strike”). O batedor executou “bunt” e mandou a bola à frente do “home plate”. O receptor, reagindo instantaneamente, saltou e agarrou-a antes que ela tocasse o solo. A bola rebatida não havia subido além da cabeça do batedor. O árbitro de “home”, que observou o lance, decidiu que foi um “foul tip”; declarou um “strike” e fez o batedor retornar ao “batter’s box”. O que você acha da decisão dada pelo árbitro?
Não foi um “foul tip”. Está definido que “foul tip” é uma bola rebatida que não sobe além da cabeça do batedor, vai diretamente do “bat” à luva do receptor (“catcher’s mitt”) e é legalmente agarrada antes de tocar o solo. Neste caso, a bola não subiu além da cabeça do batedor, porém não foi diretamente à luva do receptor; foi o receptor que fez um esforço para apanhá-la. Essa jogada deve ser tratada da mesma forma que um “fly” apanhado legalmente por qualquer defensor.
(Regras:  1 – Seção 39, 7 – Seção 4c, 8 – Seção 2b)
Fonte: Official Softball Rule Case Book (JSA – Japan Softball Association)
Se um lance assim ocorrer no beisebol, será aplicada a Regra 6.05 (a). Ver Regras: 2.00 “FOUL TIP” e 2.00 “STRIKE” (g).

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"FAIR" OU "FOUL"?

O batedor acertou uma rebatida “fly” para as proximidades da linha de “foul” do jardim direito (“rightfield”). O defensor estendeu sua luva para fora da linha, sem sair do território “fair”, e tentou efetuar a defesa. A bola bateu na luva e foi ao solo. O batedor chegou à 2ª base. Essa rebatida é considerada “fair”?
Não. A posição da bola no momento em que teve contato com a luva do defensor é fator determinante neste caso. Essa rebatida é simplesmente um “foul ball”.
(Beisebol: Regra 2.00 “FOUL BALL”)
(Softbol: Regra 1 – Seção 37 – NOTA 1)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SUBSTITUIÇÃO NÃO ANUNCIADA

Um “out”, corredor na 2ª base. O batedor de emergência (“pinch hitter”) acertou uma rebatida indefensável (“hit”) na direção do jardim central (“centa”*). O corredor da 2ª base anotou ponto e o batedor-corredor chegou a salvo à 2ª base. Como a substituição do batedor não fora anunciada, o técnico da equipe na defensiva reclamou e pediu a anulação da jogada. O árbitro deve aceitar a reclamação? 

Beisebol

Não. O batedor substituto não anunciado é considerado dentro do jogo quando ocupa sua posição no “batter’s box”. Qualquer jogada realizada por/sobre ele é legal.

[Regras: 3.08 (a) (2), 3.08 (b)]

Softbol

Sim. O substituto não anunciado deve ser “Declarado Desqualificado” e eliminado. O corredor da 2ª base tem de retornar à base que estava ocupando no momento do arremesso.   

(Regra 4 - Seção 8b – EXCEÇÃO  - Seção 8b-1)

* ”Centa” vem de “center” do termo “centerfield”.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"INFIELD FLY" E BOLA "FLY" DERRUBADA INTENCIONALMENTE

A regra de “Infield Fly” deve ser aplicada na seguinte situação: (a) há menos de duas eliminações; (b) há corredor na 1ª e 2ª ou 1ª, 2ª e 3ª base; (c) o batedor levanta um “fly” (bola rebatida para o ar) para o território “fair”, que pode ser apanhado por um defensor do campo interno (“infielder”) mediante um esforço normal. O arremessador, o receptor e qualquer defensor do campo externo (“outfielder”) que tenha se posicionado no campo interno (“infield”), na jogada, devem ser considerados defensores do campo interno para os propósitos desta regra.
A regra de bola “fly” derrubada intencionalmente deve ser aplicada na seguinte situação: (a) há menos de duas eliminações; (b) há corredor na 1ª, 1ª e 2ª, 1ª e 3ª ou 1ª, 2ª e 3ª base; (c) um defensor do campo interno derruba, intencionalmente, um “fly” ou “line drive” (bola rebatida que vai em linha reta, com força, sem tocar o solo) que poderia ser apanhado mediante um esforço normal, em território “fair”. O arremessador, o receptor ou um defensor do campo externo posicionado no campo interno serão tratados como defensores do campo interno. Já o defensor do campo interno posicionado no campo externo, desde o início, não será considerado um defensor do campo interno.
Frequentemente estas duas regras são confundidas. Vejamos as diferenças:
a)      Regra de “Infield Fly”: (1) “line drive” e “fly ball” resultante de “bunt”  não são incluídos; (2) a 1ª e 2ª, ou 1ª, 2ª e 3ª base devem estar ocupadas; (3) o batedor é eliminado automaticamente, ainda que o defensor não toque a bola; (4) a bola permanece em jogo; (5) os corredores podem avançar, correndo o risco de serem eliminados.

b)      Regra de bola “fly” derrubada intencionalmente: (1) “line drive” e “fly ball” resultante de “bunt” são incluídos; (2) a 1ª base deve estar ocupada (pode haver corredor na 1ª e 2ª,  1ª e 3ª ou 1ª, 2ª e 3ª base); (3) o batedor é eliminado somente quando o defensor tem contato com a bola; (4) a bola torna-se morta; (5) os corredores têm de retornar às bases que ocupavam no momento do arremesso.

[Beisebol – Regras: 2.00 “INFIELD FLY”, 6.05 (e), 6.05 (l)]
(Softbol – Regras: 1 – Seção 56, 1 – Seção 59, 8 – Seção 2e,  8 – Seção 2l)  

sábado, 19 de fevereiro de 2011

INCRÍVEL!!!

É incrível, mas realmente aconteceu um lance assim anos atrás num jogo de beisebol: um batedor executou “bunt” para as proximidades da linha da 1ª base. O receptor apanhou a bola e ao tentar efetuar o toque no batedor-corredor, que corria logo à sua frente, deixou-a cair dentro do bolso traseiro da calça do jogador da ofensiva –naquela época, o bolso traseiro não era uma peça embutida como é hoje; era uma peça pregada externamente à calça e tinha uma boca grande. Valendo-se disso, o batedor-corredor deu a volta no quadrilátero e pisou o “home plate”. Que problema hein! Como resolvê-lo?

Num caso como este, a bola torna-se morta no momento em que a bola entra no bolso da calça; por essa razão, o batedor-corredor deve parar na 1ª base.

[Regra 9.01 (c)]

Fonte: EL BEISBOL – Árbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"INFIELD FLY"?

O JARDINEIRO DIREITO DERRUBA UM “FLY” QUE O DEFENSOR DA 2ª BASE TERIA APANHADO COM FACILIDADE  
Um “out”, corredor na 1ª e 2ª base, rebatida “fly” para trás do defensor da 2ª base. O defensor da 2ª base afastou-se rapidamente e teria condição de efetuar a defesa com facilidade, mas como o jardineiro direito (“rightfielder”) –que estava indo em direção à bola– gritou “É MINHA!”, ele (o segunda base) parou. O “rightfielder”, entretanto, não teve êxito na jogada –a bola bateu na sua luva e foi ao solo. As bases ficaram lotadas. Ocorre que, quando a bola subiu, os árbitros haviam declarado “INFIELD FLY!”. Você concorda com a decisão dada pelos árbitros?
Sim, porque o batedor levantou um “fly” facilmente defensável pelo defensor da 2ª base quando, com menos de duas eliminações (um “out”), havia corredor na 1ª e na 2ª bases. O batedor é “out” (deve ser retirado da 1ª base). Os corredores podem permanecer nas bases que alcançaram (2ª e 3ª). Isso porque, quando é declarado um “Infield Fly”, a bola continua viva e em jogo; os corredores podem avançar a seu próprio risco.  Vale lembrar que a regra de “Infield Fly” deve ser aplicada somente quando os árbitros se manifestam sobre a jogada declarando “INFIELD FLY!” (a decisão deve ser dada imediatamente). Lembramos também que “Infield Fly” não é, de maneira alguma, uma jogada de apelação (“appeal play”); a opinião dos árbitros tem de prevalecer   
[Beisebol: Regra 2.00 “INFIELD FLY”, Regra 6.05 (e)]
(Softbol: Regra 1 – Seção 56, Regra 8 – Seção 2e, Regra 8 – EFEITO – Seção 2a-e)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ENGANANDO O CORREDOR

O batedor acertou um “hit” e chegou a salvo à 2ª base. A bola foi devolvida ao interbases. O arremessador, que havia se aproximado do interbases, fingiu ter retirado a bola de sua luva e, em seguida, foi caminhando para sua posição; e quando ele parou perto do “pitcher’s plate”, o corredor saiu da base e foi tocado com a bola pelo interbases. O árbitro da 2ª base declarou um “balk”.  

A decisão foi acertada, já que o arremessador, deliberadamente, enganou o corredor.

Os árbitros devem ter em mente que o propósito da regra de “balk” é evitar que o arremessador engane, deliberadamente, o corredor de base. Se o árbitro tiver alguma dúvida, a “intenção” do arremessador deverá prevalecer. O ato de permanecer sobre o “pitcher’s plate”, ou nas proximidades do “pitcher’s plate”, sem estar de posse da bola, deve ser interpretado como um intento de enganar o corredor.

(Comentário – Regra 8.05)

Para marcar um “balk”, o árbitro não deve fazer o gesto de bola morta, imediatamente. Deve apenas assinalar a infração, apontando para o arremessador. Isso porque pode ocorrer uma jogada depois da declaração de “balk”, e dependendo do resultado dessa jogada a falta cometida pelo arremessador não é levada em consideração (nesse caso, a bola permanece em jogo).

(Regra 8.05 – PENALIDADE, Regra 8.05 – NOTA 1)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

JOGADA DE APELAÇÃO

Corredor na 1ª base, um eliminado. O batedor acertou uma rebatida de duas bases (“two-base hit”). O corredor da 1ª base correu as bases e tentou anotar ponto. Na jogada no “home”, o receptor não conseguiu tocar o corredor, e este, ao deslizar para a base (“home plate”), ultrapassou-a sem ter contato com ela. Enquanto o receptor perseguia o corredor para completar a jogada, o batedor-corredor disparou em direção à 3ª base. Vendo isso, o receptor lançou a bola ao defensor da 3ª base (o batedor-corredor foi eliminado por toque pouco antes de chegar à base). A equipe na defensiva pode ainda apelar no “home” sobre o corredor que estava originalmente na 1ª base?

Sim, porque a jogada do receptor sobre o batedor-corredor, na 3ª base, era ainda parte da ação contínua iniciada com a bola rebatida. (No caso acima, a equipe na defensiva perderia o direito de apelar se não se manifestasse antes do arremesso seguinte, ou de qualquer jogada ou tentativa de jogada).

(Beisebol: Regra 7.10)

[Softbol: Regra 8 – EFEITO – Seção 9g-j/1 (a)]

domingo, 13 de fevereiro de 2011

SUBSTITUIÇÃO DE JOGADOR

Softbol

Nenhum eliminado, corredor na 1ª e na 3ª bases, rebatida “ground” na direção do interbases. Antes que a jogada dupla 6 – 4 – 3 fosse completada, o corredor da 3ª base chegou ao “home plate”. Logo em seguida, a equipe contrária apelou, alegando que o defensor da 2ª base havia entrado no jogo sem ser anunciado ao árbitro de “home”. E a apelação foi aceita.

O substituto não anunciado deve ser removido do jogo e desqualificado como jogador. Um substituto legal deve entrar na 2ª base. O técnico da equipe na ofensiva pode optar pelo resultado da jogada ou pelo direito de o último batedor bater novamente, assumindo a contagem de “ball” e “strike” que tinha antes da descoberta do Jogador Ilegal (neste caso, cada corredor deve retornar à base que estava ocupando antes da jogada).

Se o técnico da equipe que cometeu a infração, ou o jogador infrator, informar o árbitro antes da apelação da equipe contrária, não haverá qualquer penalidade, independentemente do tempo que ojogador tenha permanecido ilegalmente no jogo. Todas as ações anteriores à descoberta do jogador irregular serão legais.

(Regra 4 – Seção 8)

Fonte: Official Softball Rule Case Book (JSA – Japan Softball Association)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BATEDOR FORA DE ORDEM

Beisebol
Corredor na 2ª base (“secando”*). O sexto batedor entra no “batter’s box” na vez do oitavo batedor e obtém “ball four” (quatro “balls”). O último arremesso foi mal executado, e a bola passou para trás do receptor. O batedor alcançou a 2ª base e o corredor chegou à 3ª base (“saado”*). A equipe na defensiva apelou antes do primeiro arremesso ao batedor seguinte. Como o árbitro deve decidir esta jogada?
Deve declarar eliminado o oitavo batedor, anular o “base on balls” (base por bolas) obtido pelo sexto batedor e mandar o corredor retornar à 2ª base. O próximo batedor será o nono –o jogador cujo nome vem em seguida ao do batedor eliminado por não ter batido na sua vez. O corredor da 2ª base poderia permanecer na 3ª base se, no momento do arremesso, estivesse tentando roubar essa base. 
[Regra 6.07 (a) (b) (d-1), Regra 6.07 (b) - NOTA]
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 * “Secando” vem de “second” do termo “second base”.
* “Saado” vem de “third” do termo “third base”.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

NOSSO BLOG

Como estamos indo? Façam comentários. Enviem notícias. Apresentem ideias, sugestões, críticas, enfim,
PARTICIPEM, COLABOREM, DIVULGUEM.

REGRAS DE ANOTAÇÃO

Até o oitavo “inning” o arremessador não havia sofrido “hit”. No nono “inning”, com um eliminado e corredor na 1ª base, o batedor rebateu o arremesso. A bola foi rolando no espaço entre a 1ª e a 2ª bases e atingiu o corredor que estava avançando à 2ª base. Essa ocorrência impediu que o defensor da 2ª base executasse uma jogada. O árbitro eliminou o corredor por Interferência da Ofensiva. A performance do arremessador continua intacta?   
Não, porque, nesse lance, o batedor é creditado com um “base hit”.
[Regra 10.05 (e)]

LANCE INUSITADO

Num jogo de beisebol entre equipes da categoria infantil ocorreu um lance inusitado:  corredor na 2ª base, rebatida indefensável (“hit”) para o jardim esquerdo (“leftfield”). A bola devolvida pelo jardineiro esquerdo (“leftfielder”) atingiu a cabeça do corredor da 2ª base, que se encontrava entre a 3ª base e o “home plate”, e foi para o ar; em seguida, caiu acidentalmente dentro do capacete que estava em sua mão –o corredor estava segurando o capacete para ajeitá-lo na sua cabeça, uma vez que, ao ser atingido pela bola lançada, havia sido deslocado de sua posição. O corredor continuou avançando, sem largar o capacete (com a bola dentro), e só o fez pouco antes de pisar o “home plate”. Enquanto isso, o batedor-corredor chegou à 3ª base. O árbitro de “home” eliminou o corredor; o batedor-corredor permaneceu na 3ª base. Foi uma decisão acertada?

Não. O árbitro deveria ter paralisado o jogo no momento em que a bola caiu dentro do capacete, fazendo o gesto de “bola morta”, e ordenado o retorno do corredor e do batedor-corredor (o corredor, à 3ª base, e o batedor-corredor, à base que havia alcançado antes de a bola cair dentro do capacete).

[Regra 9.01 (c)]

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

JOGADA 'MALANDRA'

Nenhum eliminado, corredor na 1ª base. O batedor acertou um “ground” (bola rebatida que vai rolando ou pulando sobre o solo) na direção da 2ª base. O interbases (“shortstop”) posicionou-se sobre a 'almofada' da 2ª base e estava preparado para receber a bola. O defensor da 2ª base efetuou a defesa, mas vendo que não haveria tempo nem para lançar a bola ao companheiro nem para pisar a base, optou por uma jogada 'malandra': colocou a bola –sem soltá-la de sua mão- dentro da luva do interbases e, em seguida,  fez o lançamento à 1ª base. O batedor-corredor foi declarado “out”.  Houve jogada dupla?
Não. O corredor da 1ª base não foi eliminado na 2ª base. Isso porque o interbases não manteve a bola firmemente segura em sua luva enquanto tocava a base, conforme manda a regra –o defensor da 2ª base apenas encostou a bola na sua luva. O batedor-corredor é “out”, mas o corredor da 1ª base permanece na 2ª base.
(Regra 2.00 “TAG”)
Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez
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Esse lance ocorreu num jogo de beisebol. Se acontecer num jogo de softbol, será aplicada a Regra 1 – Seção 62b.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

"FAIR" OU "FOUL"?

O primeiro batedor do “inning” acertou uma rebatida forte. A bola passou sobre a 3ª base, em voo, e tocou o solo, em território “foul”. Ocorre que, devido à irregularidade do terreno, ela desviou para o território “fair” e passou por cima do “refuto”* (jardineiro esquerdo). Enquanto isso, o batedor-corredor chegou à 2ª base. Essa rebatida é considerada “hia booru”* (bola rebatida válida)?
Não. Quando uma bola rebatida “in flight” (em voo) cai primeiro em território “foul” além da 1ª ou 3ª base, é “foul ball”, independentemente de onde ela pare (em território “foul” ou “fair”).
(Beisebol: Regra 2.00 “FOUL BALL”)
[Softbol: Regra 1 – Seção 37 (c)]
* “REFUTO” (o R não tem o som aspirado) vem de “left” do termo “leftfielder”.
* “HIA BOORU”. Por que nós, brasileiros, dizemos que uma bola rebatida válida é “HIA BOORU”, ou simplesmente “HIA” ?
Aqueles que não conhecem a origem do termo “HIA” acreditam, equivocadamente, que ele  vem do inglês “HERE” (hiar), que quer dizer AQUI; eles acham que, quando o árbitro aponta para o território “fair” para sinalizar que uma bola rebatida para as proximidades das linhas de “foul” é válida, está indicando “HERE”, ou seja, “AQUI”, para mostrar o local onde a bola caiu, parou ou teve contato com um defensor.
Não é nada disso. “HIA” vem de “HUEA” –é assim que os japoneses pronunciam o termo “FAIR”.
O H de “HIA BOORU”, “HIA” e “HUEA” tem o som aspirado.
DECISÃO: “FAIR” OU “FOUL”

a) ÁRBITRO DE “HOME”: Deve tirar a máscara do rosto e dar alguns passos à frente, para acompanhar a trajetória da bola rebatida. Quando a bola vai rolando ou saltando rente à linha de “foul”, deve segui-la movimentando-se sobre a linha de “foul”. Para observar a jogada, deve posicionar-se sobre a linha de “foul” (tendo a linha entre as pernas). Nesse momento, deve estar com as mãos colocadas acima dos joelhos. Se a decisão for “fair”, deve manifestar-se somente através de gesto (apontar para o território “fair”, com a mão direita ou esquerda); não deve declarar “FAIR BALL”! ou “FAIR”!. Se a decisão for “foul”, deve estender ambos os braços à frente do seu corpo, ligeiramente acima e para fora dos seus ombros, com a mão direita aberta e segurando a máscara com a mão esquerda.  Deve declarar “FOUL BALL”! ou “FOUL”! e apontar para o território “foul”, com a mão direita ou esquerda.

b) ÁRBITRO DA 1ª/3ª BASE: Deve ir atrás de bolas rebatidas para as proximidades da linha de “foul”. Sempre que possível, deve parar sobre a linha de “foul” (tendo a linha entre as pernas), para acompanhar a trajetória da bola e dar a sua decisão. Nesse momento, deve estar com as mãos colocadas acima dos joelhos. Se a decisão for “fair”, deve apenas apontar para o território “fair”, com a mão direita ou esquerda. Se a decisão for “foul”, deve fazer o gesto correspondente (o mesmo do árbitro de “home”) e declarar “FOUL BALL”! ou “FOUL”!. Em seguida, deve apontar para o território “foul”, com a mão direita ou esquerda.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CADÊ O BEIJO?

Um árbitro, certa vez, desconfiando que o arremessador estava aplicando substância estranha na bola, correu para o montículo (“mound”) e examinou-o minuciosamente.  Primeiramente checou o boné, a luva e o uniforme do jogador. Para completar a investigação, passou a mão nos seus cabelos.  
Enquanto o árbitro procedia à averiguação em vão, o arremessador disse: “Você está esquecendo de alguma coisa”.
“O quê?”, perguntou o árbitro.
“Normalmente, aquele que passa a mão nos meus cabelos me dá um beijo também”, respondeu o arremessador.
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Don Forker.

JOGADA INTELIGENTE

“Ground Ball” forte. O defensor da 1ª base efetuou a defesa, mas a bola ficou presa numa parte do entrelaçamento (trançado) da luva. Para ganhar tempo, ele tirou a luva da mão, com a bola dentro, e jogou-a ao arremessador, que estava cobrindo a 1ª base. O batedor-corredor pisou a base depois que o arremessador agarrou a luva. O árbitro deve declará-lo eliminado?
A ação do defensor da 1ª base –jogar a luva, com a bola dentro, ao arremessador– não violou nenhuma regra. O batedor-corredor é “out”.
Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A BOLA ESCAPA DA MÃO DURANTE OS MOVIMENTOS DE ARREMESSO

Corredor na 1ª base. Quando o arremessador estava fazendo os movimentos de arremesso, a bola escapou de sua mão. Vendo isso, o corredor tentou avançar à 2ª base. O arremessador apanhou a bola, que estava caído nas proximidades do “pitcher’s plate”, e lançou-a à 2ª base. O corredor foi tocado pelo 'shooto'*  antes de alcançar a 'almofada'. Como deve ser decidido este lance?
*'Shooto' vem do inglês “shortstop”.
Beisebol
Como havia corredor em base e a bola não cruzou a linha de “foul”, é “balk”. O corredor deve ser autorizado a avançar uma base, sem o risco de ser eliminado.
[Comentário – Regra 8.01 (d)]
Softbol
Se o árbitro julgar o lance como uma casualidade, a partida terá prosseguimento normal. Será contado um “ball” ao batedor e o corredor será declarado eliminado porque a bola permanece em jogo. Se, porém, a ocorrência tiver sido provocada intencionalmente –o arremessador não deve derrubar a bola, ou fazê-la rolar ou saltar, intencionalmente, a fim de evitar que ela seja rebatida-, será declarado um Arremesso Ilegal; o corredor será autorizado a avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, e ao batedor será contado um “ball”.
(Regra 6 – Seção 3m, Regra 6 – Seção 11, Regra 6 – EFEITO – Seções 1 – 7)

BOLA ARREMESSADA NÃO CRUZA A LINHA DE "FOUL"

Foi efetuado um arremesso com efeito. A bola afastou-se de sua trajetória antes de alcançar o batedor e, ao tocar a borda dianteira do “home plate”, voltou ao campo interno, ou seja, não cruzou a linha de “foul”. Como havia corredores em base, o árbitro, imediatamente, penalizou o arremessador com um “balk”. Obviamente a equipe na defensiva reclamou. 
O que teria levado o árbitro a proceder tão equivocadamente?
A única explicação é que ele deve ter aplicado, erroneamente, a parte da Regra 8.01 (d), que diz:
Comentário – Regra 8.01 (d): Se a bola escapa da mão do arremessador e cruza a linha de “foul”, deve ser declarado um “ball”; se não cruzar a linha de “foul”, nada será declarado. Se isso ocorrer quando há corredor(es) em base, será declarado um “balk”.
Esse comentário é sobre uma bola que ESCAPA da mão do arremessador. No caso citado acima a bola não escapou da mão do arremessador; ela foi arremessada legalmente.
O árbitro deveria ter declarado um “ball” (desde que o batedor não tenha girado o “bat” para tentar rebater o arremesso). A bola permanece em jogo e os corredores podem avançar correndo o risco de serem eliminados.