segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SUBSTITUIÇÃO DE ARREMESSADOR

Um “out”, corredor na 3ª base. O técnico da equipe na defensiva substituiu o arremessador. Feitos os arremessos de aquecimento, e após a ordem “PLAY” dada pelo árbitro de “home”, o novo arremessador lançou a bola ao defensor da 3ª base. Este, tocando o corredor, que estava fora da base, eliminou-o. Logo após esse lance, foi solicitado o retorno do arremessador anterior, e o árbitro de “home” permitiu essa alteração. O técnico da equipe na ofensiva reclamou. Mesmo assim, o árbitro manteve a sua decisão, alegando que o retorno era legal porque o substituto já havia feito uma jogada na 3ª base. Você concorda com isso?

Não. De acordo com a Regra 3.05 (b), o arremessador substituto deve arremessar ao batedor de turno ou a quem venha a substituí-lo até que ele seja eliminado ou alcance a 1ª base, ou até que a equipe adversária sofra a terceira eliminação, a menos que se machuque ou adoeça de tal forma que o árbitro de “home” o julgue incapacitado para continuar arremessando.

domingo, 30 de janeiro de 2011

POSICIONAMENTO DO ÁRBITRO DA 1ª BASE - JOGADA FORÇADA NA 1ª BASE

                                       
Beisebol
Em jogada forçada na 1ª base, o árbitro da 1ª base deve movimentar-se para chegar a uma posição que lhe proporcione um bom ângulo para observar a bola lançada, a base, o defensor apanhando a bola e o batedor-corredor.  
Em bolas rebatidas para o espaço entre a 3ª base e um ponto (não muito afastado) à esquerda da posição normal do defensor da 2ª base, deve movimentar-se para o território ”fair” e parar numa posição de onde possa acompanhar a trajetória da bola lançada e observar a jogada. Deve permanecer afastado da base cerca de 5 a 6m.
 Em bolas rebatidas na direção do defensor da 1ª base, para o lado esquerdo extremo do defensor da 2ª base e para o jardim direito (“rightfield”), deve movimentar-se para a frente, em território “foul”, e permanecer próximo ao “coach’s box” (área destinada ao “coach”), mantendo uma distância de 5 a 6m da base. Dessa posição deve acompanhar a trajetória da bola lançada e observar a jogada.
Em jogada dupla (“double play”) na 2ª base, deve mover-se um pouco na direção da 2ª base e observar o lance naquela base. Em seguida, deve afastar-se rapidamente, com a cabeça e os olhos voltados para a bola, e permanecer em território “fair”, mantendo uma distância de 5 a 6m da base. Dessa posição deve acompanhar a trajetória da bola lançada da 2ª base e observar a jogada sobre o batedor-corredor.
Temos notado que em bolas lançadas das proximidades do “home plate” muitos árbitros permanecem na área “foul” para observar a jogada. Isso deve ser evitado. O posicionamento que recomendamos é dentro do território “fair”.
LEMBREM-SE SEMPRE. POSICIONAMENTO NA ÁREA “FOUL” SOMENTE EM TRÊS SITUAÇÕES:
(1) QUANDO A BOLA É REBATIDA NA DIREÇÃO DO DEFENSOR DA 1ª BASE. 
(2) QUANDO A BOLA É REBATIDA PARA O LADO ESQUERDO EXTREMO DO DEFENSOR DA 2ª BASE.
(3) QUANDO A BOLA É REBATIDA PARA O JARDIM DIREITO.
(1) e (2): Ocasionalmente o árbitro deve posicionar-se em território “fair” (quando o defensor apanha a bola nas proximidades da linha de base, por exemplo). 

sábado, 29 de janeiro de 2011

PEGADA LEGAL?

Aconteceu num jogo de beisebol da categoria Infantil. O defensor da 3ª base apanhou um “ground ball” (bola rebatida que vai rolando ou saltando sobre o solo) e fez  um mau lançamento à 1ª base. A bola tocou o solo e pulou na direção do defensor da 1ª base, mas este não conseguiu agarrá-la com a luva -a bola bateu no seu corpo e ficou presa na axila. Enquanto isso, o batedor-corredor pisou a base. É “out”?

Não. Nesse caso, não houve pegada ("catch") legal. Para a pegada ser válida, o defensor tem de segurar a bola com a mão ou luva, por algum tempo, e provar que teve controle absoluto dela.

No softbol também é assim.

                                                    (Beisebol: Regra 2.00 "CATCH")

                                                       (Softbol: Regra 1 - Seção 15) 





sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

REUNIÃO PARA ORIENTAR JOGADORES

Softbol
Na segunda metade do quarto “inning”, o técnico da equipe na defensiva solicitou TEMPO e reuniu-se com o arremessador. Quando este, após duas eliminações, deixou o próximo batedor “andar” (“walk”), o técnico anunciou a troca de posições entre o interbases (“shortstop”) e o arremessador; e a comunicação dessa alteração ao árbitro de “home” foi feita enquanto ele (técnico) caminhava em direção ao “pitcher’s plate”. Deve ser anotada uma reunião da defensiva?  
Não. Isso não é considerado uma reunião da defensiva para orientar jogadores.
(Regra 1 – Seção 17 – NOTA – Seção 17, Regra 5 – Seção 8b - NOTA 2)

ISSO FOI UM "STRIKE"?

Durante um jogo à noite, o batedor reclamou sobre um "strike" declarado pelo árbitro de “home”. 
 
“O.K.”, disse o árbitro, “eu o deixarei arbitrar e atuar como batedor, ao mesmo tempo”.
 
Inicialmente, o batedor hesitou, mas finalmente concordou. “O.K.” disse ele.
 
O arremesso seguinte passou 2,5 cm. fora do curso interno da zona de "strike". O "batedor-árbitro" ficou em dúvida na hora de dar a sua decisão, mas finalmente declarou: <"STRIKE"!>.
 
O “árbitro substituído” manifestou-se quase gritando contra a decisão tomada sobre o arremesso: <ISSO FOI UM "STRIKE"?>. Em seguida, após limpar o “home plate” com seu boné, disse ao “seu substituto”: “Você teve a primeira e a última chance na história para atuar como batedor e árbitro, ao mesmo tempo, e desperdiçou-a. Nunca mais! Não vou lhe dar outra oportunidade para DENEGRIR a imagem da arbitragem. De agora em diante você será apenas um batedor”.

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

JOGADA DE APELAÇÃO


Numa rebatida entre o jardim direito (“right field”) e o jardim central (“center field”), o corredor da 1ª base, que havia iniciado a corrida no momento do arremesso, estava chegando à 3ª base quando o jardineiro central (“center fielder") efetuou a defesa. O corredor parou de correr e tentou retornar. A bola foi lançada à 2ª base. O defensor dessa base apanhou a bola, pisou a “almofada” antes de o corredor alcançá-la e apelou ao árbitro.  
Pergunta: Foi feita uma apelação correta?
Resposta: Não. Para fazer uma apelação correta, um defensor tem de tocar a base a partir da qual o corredor avançou, ou seja, a base que ele estava ocupando no momento do arremesso –neste caso, a 1ª base.
[Beisebol: Regra 7.08 (d) – NOTA]
(Softbol: Regra 8 – Seção 9d,  9g)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

INTERFERÊNCIA E OBSTRUÇÃO

Muitos confundem INTERFERÊNCIA (da ofensiva) com OBSTRUÇÃO. Quem já não viu alguém usando o termo INTERFERÊNCIA para se referir a uma OBSTRUÇÃO; ou vice-versa. Mas a confusão não é só quanto ao emprego desses termos; o lance em si tem suscitado dúvidas aos técnicos, “coaches”, jogadores, aficionados etc. Vemos, com frequência, um técnico reclamando a marcação de uma INTERFERÊNCIA (da ofensiva), quando, na realidade, o lance é de OBSTRUÇÃO; ou vice-versa.  
INTERFERÊNCIA (da ofensiva): Ocorre uma Interferência (da ofensiva) quando um membro da equipe na ofensiva estorva, impede ou confunde um defensor que está tentando fazer uma jogada.
 [Beisebol: Regra 2.00 “INTERFERENCE” (a)]
(Softbol: Regra 1 – Seção 60a)
OBSTRUÇÃO:
Beisebol - Ocorre uma Obstrução quando um defensor que, sem estar de posse da bola, e sem estar em ação para apanhar a bola, impede o avanço de um corredor.
 (Regra 2.00 “OBSTRUCTION”)
Softbol - Ocorre uma Obstrução quando:
a)      Um jogador ou membro da equipe na defensiva estorva ou impede que um batedor gire o “bat” ou rebata uma bola arremessada.
b)      Um defensor impede o avanço de um corredor ou batedor-corredor que está correndo as bases legalmente enquanto: (1) não está de posse da bola, ou (2) não está em ação para apanhar uma bola rebatida, ou (3) simula um toque (“fake tag”), sem estar de posse da bola, ou (4) está de posse da bola e empurra um corredor para fora da base, ou (5) com a bola na mão, mas sem estar em ação para fazer uma jogada sobre o corredor, estorva o avanço desse corredor.  
 (Regra 1 – Seção 66)
Interferência
Corredor na 1ª base e 2ª base. A bola rebatida, que pulou bem alto ao tocar o solo, encobriu o arremessador e atingiu o corredor da 1ª base nas proximidades da 2ª base. Como decidir este lance?
No beisebol, o corredor da 1ª base deve ser eliminado. A bola torna-se morta e ao batedor-corredor deve ser concedida a 1ª base. No softbol, o corredor da 1ª base deve ser eliminado somente se, na opinião do árbitro, algum defensor teria oportunidade de fazer uma jogada para concretizar uma eliminação.
[Beisebol: Regras 7.08 (f), 7.09 (k)]
(Softbol: Regra 8 – Seção 9k)
Obstrução
Corredor na 2ª e na 3ª bases. O corredor da 3ª base, que foi apanhado num “run-down play” (jogada de perseguição) entre a 3ª base e o “home plate”, tentou retornar à 3ª base, mas levou “touch” (foi tocado) depois de ter sido obstruído pelo defensor da 3ª base. No momento em que ocorreu a Obstrução, o corredor da 2ª base estava sobre a 3ª base.
Deve ser aplicada a regra de Obstrução. O corredor da 3ª base não é “out”. No beisebol, ele tem o direito de avançar para “home”;  no softbol, ele tem o direito de retornar à 3ª base. Tanto no beisebol, como no softbol, o corredor da 2ª base tem de retornar à 2ª base.  
[Beisebol: Regra 7.06 (a)]
(Softbol: Regra 8 – Seção 7b, Regra 8 – EFEITO – Seção 7b)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

REGRAS DE ANOTAÇÃO

Na segunda metade do nono "inning" o placar está empatado em 1 – 1 e há corredor na 2ª e na 3ª bases. O batedor acerta um “line drive” (bola rebatida que vai em linha reta, com força, sem tocar o solo) em direção ao espaço entre o jardim direito e o jardim central. A bola salta sobre a cerca do fundo. É um “ground rule double” (rebatida de duas bases). Qual é o escore final? Deve ser anotado um "hit" de duas bases ao batedor?
Vitória da equipe local (aquela que inicia o jogo defendendo primeiro) pela contagem de 2 – 1. Nesta situação, são anotados somente os pontos necessários para que uma equipe ganhe o jogo. O batedor deve ser creditado com um "hit" de uma base apenas.
[Regra 10.07 (f)]

PEGADA LEGAL?

O defensor da 3ª base e o interbases correram na direção de um “fly” –o defensor da 3ª base apanhou a bola. Ao se cruzarem, os dois colidiram e foram ao chão. No momento do choque, a luva do defensor da 3ª base escapou de sua mão. O interbases, com grande esforço, conseguiu agarrar essa luva –a bola continuou dentro dela– antes que ela caísse ao solo.
Pergunta: O batedor deve ser eliminado?
Resposta: Sim. Houve uma pegada legal. Neste caso, não se deve considerar que a bola foi apanhada com uma luva destacada da mão.
(Beisebol: Regra 2.00 “CATCH”)
(Softbol: Regra 1 – Seção 15-A, Regra 8 – Seção 2-b)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CURSO DE ARBITRAGEM - 2011

A AAABSB estará realizando mais um curso para formação de árbitros de beisebol.

LOCAL: Coopercotia Atlético Clube
               Rua Valentin Nicolai, s/nº, km. 19,5 da Rodovia Raposo Tavares - sentido São Paulo.

DATAS: 5 e 6/02 - 12 e 13/02 - 19 e 20/02 - 26 e 27/02/2011 - sábados e domingos.

HORÁRIO: Início das aulas às 8,00.

TAXA: R$ 100,00.

MAIS INFORMAÇÕES: Paulo Yamada - F. 5511-7369-4737 ou 3921-4997.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"FAIR" OU "FOUL"?

A bola rebatida passou ao lado do arremessador –sem ter contato com ele–, atingiu o “pitcher’s plate” e ricochetou para o território “foul” antes da 1ª base. O defensor da 1ª base apanhou a bola e tocou o batedor-corredor. Ele é “out”?  
Não. A bola rebatida foi um “foul ball”.
 (Beisebol: Comentário – Regra 2.00 “FOUL BALL”)
(Softbol: Regra 1 – Seção 37-g)

BATEDOR FORA DE ORDEM

Softbol
Nenhum eliminado, corredor na 1ª base. O oitavo batedor foi ao “batter’s box” no turno do sexto batedor. No primeiro arremesso, o corredor roubou a 2ª base. A situação mudou para: nenhum eliminado, corredor na 2ª base. O batedor rebateu o segundo arremesso e chegou a salvo (“safe”) à 1ª base graças a um erro cometido pela equipe na defensiva. O corredor da 2ª base correu para “home”, num embalo só, mas foi eliminado por toque. Logo em seguida, houve apelação da equipe na defensiva sobre o erro na ordem de batedores. Dê a sua decisão.
Com o “tag out” (eliminação por toque) do corredor da 2ª base: um eliminado. Com o “appeal out” (eliminação por apelação) do sexto batedor, que deixou de bater na sua vez: dois eliminados. O jogo será reiniciado com dois eliminados e nenhum corredor em base. O próximo batedor será o sétimo da ordem de batedores.
[Regra 7 – Seção 2 – EFEITO – Secão 2c-d-2 (a) (b) (c)]
FONTE: OFFICIAL SOFTBALL RULE CASE BOOK editado pela Associação de Softbol do Japão (JSA – Japan Softball Association)
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No beisebol, a eliminação por toque no “home” deve ser anulada. O corredor deve retornar à 2ª base. O jogo será reiniciado com um eliminado e corredor na 2ª base. O próximo batedor será o sétimo da ordem de batedores.
(Regra 6.07 – NOTA 2, Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues  - Seção 2 – item 2.3)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

COMENTÁRIO DO CASO APRESENTADO EM 16.01.2011

A jogada, da forma como foi executada, foi legal. O árbitro deveria ter eliminado o corredor.
O propósito da regra de “balk” é evitar que o arremessador engane, deliberadamente, o corredor. Se o árbitro tiver alguma dúvida, a intenção do arremessador deverá prevalecer.
Seria “balk”, portanto, se o arremessador estivesse sobre ou perto (não necessariamente com a placa entre as pernas) do “pitcher’s plate”, porque, nesse caso, seu ato seria interpretado como um intento de enganar o corredor.
[Regra 8.05 (i), Comentário – Regra 8.05]
Depois de terminada a partida, a discussão sobre a jogada continuou. E surgiu uma dúvida: por quanto tempo o receptor pode segurar a bola?
Não há regra fixando um limite de tempo para o receptor devolver a bola ao arremessador. Porém, com base na Regra 8.04, o árbitro pode exigir que o receptor devolva a bola rapidamente ao arremessador, para evitar demoras desnecessárias.

domingo, 16 de janeiro de 2011

CASOS

O BATEDOR OBTÉM “BALL FOUR” E O RECEPTOR FAZ UMA JOGADA NA 1ª BASE
Lance ocorrido num jogo de beisebol entre equipes da categoria infantil: O árbitro de “home” declarou o quarto “ball”. Quando o batedor chegou à 1ª base, o receptor ainda não havia devolvido a bola ao arremessador; e vendo o corredor sair da base, fez o lançamento ao defensor da 1ª base. O corredor foi tocado com a bola, fora da base. O arremessador estava dentro do círculo, porém longe do "pitcher's plate". O árbitro da 1ª base declarou um "balk". 
O que você acha da decisão dada pelo árbitro? Faça seu comentário.

A BOLA SUMIU!!!

Imaginem a seguinte situação: Havia um corredor na 2ª base e outro na 1ª base quando a bola arremessada tocou o solo na frente do “home plate”, pulou em direção ao receptor e, ao tocar sua máscara, desviou para trás e se alojou na sacola de bolas do árbitro de “home”. Ninguém, com exceção do árbitro, sabia para onde ela tinha ido.

E aí, como descascar esse abacaxi? O árbitro deve paralisar o jogo e conceder bases aos corredores ou deve indicar o paradeiro da bola ao receptor? Mesmo que o árbitro dê a dica ao receptor, qual seria a bola do jogo?

Pois é, ocorreu um lance assim, em 1987, num jogo entre Yankees e White Sox. O arremesso –um “sinkerball” (bola com efeito que cai ao se aproximar do “home plate”)– foi efetuado pelo “pitcher” do White Sox.

Naquela época não havia regra que cobrisse tal situação, mas o árbitro de “home”, corretamente, recorreu à Regra 9.01 (c), que diz: Cada árbitro tem autoridade para decidir quaisquer situações que não estejam especificamente cobertas por estas regras. Então, ele paralisou o jogo, concedeu a 3ª base ao corredor da 2ª base e a 2ª base ao corredor da 1ª base –as bases que, na sua opinião, eles teriam alcançado não fosse o incidente. 

Hoje, se a bola arremessada se aloja no equipamento do árbitro ou do receptor, a bola torna-se morta e todos os corredores são autorizados a avançar uma base [Regras 5.09 (g) e 7.05 (i)].

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

Já no softbol, os corredores são autorizados a avançar à base (ou bases) que, na opinião do árbitro, teriam alcançado se não tivesse ocorrido o incidente (Regra 8 – Seção 7 l – EFEITO – Seção 7 l).

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

VOCÊ PENALIZARIA O ARREMESSADOR?

MUITOS ACHAM QUE É “BALK” MAS NÃO É
Num jogo de campeonato da categoria Adultos ocorreu o seguinte lance: Bases cheias. O arremessador posicionado sobre o “pitcher’s plate” deu um passo legalmente em direção à 2ª base para tentar surpreender o corredor fora da “almofada”, porém,  como nenhum defensor estava cobrindo a base, fez o lançamento ao interbases (“shortstop”). A equipe na ofensiva reclamou ao árbitro e solicitou que fosse aplicada a penalidade de “balk”.
Esse lance caracteriza um “balk”? Não, de acordo com a N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues. O Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. diz o seguinte na Seção 6 – Regulamentos sobre o arremesso:
6.4 – Regulamentos especiais de “balk”
(a) O arremessador deve ser penalizado com um “balk” se, ao tentar uma jogada sobre o corredor da 1ª base, lança a bola para o defensor da 1ª base que está posicionado ou na frente ou atrás da “almofada” e, evidentemente, não está tentando eliminar o corredor. Entretanto, não há nenhuma infração se o arremessador faz o lançamento diretamente à 1ª base nesta situação. Observe também que não há infração se o arremessador tenta uma jogada sobre o corredor da 2ª base ou 3ª base e faz o lançamento a um defensor do campo interno (“infielder”) que se encontra na frente ou atrás dessas bases (isto é, esta infração refere-se somente às jogadas na 1ª base).
(l) Não há infração se um arremessador tenta uma jogada para surpreender um corredor na 2ª base e, vendo que nenhum defensor está cobrindo a base, lança a bola ao interbases ou ao defensor da 2ª base, mesmo que nenhum dos dois esteja próximo à “almofada” ou esteja fazendo uma tentativa real para eliminar o corredor.
Vale lembrar que o arremessador, enquanto está tocando o “pitcher’s plate”, tem de dar um passo diretamente na direção de uma base antes de fazer ou simular um lançamento a essa base. Se um arremessador muda a direção do pé livre, ou gira sobre o pé livre, sem realmente dar um passo, é um “balk”. Para dar um passo na direção de uma base, o arremessador tem de levantar o seu pé livre inteiro do solo e abaixá-lo num local diferente daquele onde foi iniciado o movimento, e tal pé deve estar direcionado à base. O pé livre inteiro tem de ser movimentado numa direção, de forma que ele fique voltado para a base. Ele não pode levantar o seu pé livre e trazê-lo de volta ao mesmo ponto de onde foi iniciado o movimento. Ao dar o passo, o calcanhar do seu pé livre não pode voltar ao mesmo ponto de onde o pé foi levantado.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"BASE COACHES"

Tanto no beisebol como no softbol o árbitro de “home” não deve iniciar um jogo ou um “inning”, declarando “PLAY BALL” ou “PLAY”, enquanto a equipe na ofensiva não tiver colocado dois “base coaches” (orientadores), um perto da 1ª base e outro perto da 3ª base, certo? Errado.
No beisebol, a equipe na ofensiva deve (tem obrigação de) colocar dois “base coaches” no campo durante a sua vez de bater. Por essa razão, o árbitro de “home” deve pôr a bola em jogo somente após essa exigência tiver sido cumprida.
No softbol, a utilização de “base coaches” é facultativa. A regra diz que são permitidos dois “coaches”, cuja função é dar assistência e passar instruções aos membros de sua equipe enquanto estão no ataque. A equipe na ofensiva pode não querer colocar “base coaches”, mesmo sabendo que isso lhe possa trazer desvantagem. O árbitro de “home” não tem necessidade de reclamar a presença deles no campo; pode iniciar o jogo ou o “inning” sem eles.
O “base coach” pode deixar o “coach’s box” (área destinada ao “coach”) para passar instruções ao corredor (mandar deslizar, avançar ou retornar a uma base, ou desviar do caminho de um defensor), contanto que não atrapalhe a jogada, de alguma maneira. Isso vale para beisebol e softbol.
(Beisebol: Regra 2.00 “BASE COACH”, Regra 4.05)
(Softbol: Regra 4 – Seção 1)

REGRAS OFICIAIS DE SOFTBOL DA ISF (2010-2013)

Já temos as regras traduzidas para o português. Um trabalho do Departamento Técnico da AAABSB.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ALTERAÇÕES NAS REGRAS OFICIAIS DA MAJOR LEAGUE BASEBALL

Em 2009 e 2010 foram feitas várias alterações nas Regras Oficiais da Major League Baseball.


Vamos citar as mais importantes.

2009
 
Regra 2.00 (“INTERFERENCE”) (d). Nova redação: Ocorre uma Interferência do Espectador quando este se estica para fora das arquibancadas, ou entra no campo de jogo, e (1) toca uma bola viva ou (2) toca um jogador e estorva uma tentativa de fazer uma jogada sobre  uma bola viva. 
 
2010
 
1) Foi acrescentado um Comentário à Regra 1.10 (c), que diz:  Se a substância (alcatrão de pinho) for aplicada sobre uma extensão maior do que 18 polegadas (45,70 cm), o árbitro, por sua iniciativa própria ou mediante reclamação da equipe adversária, deverá mandar o batedor usar outro “bat”.O batedor poderá usar o “bat” rejeitado, posteriormente no jogo, somente se o excesso de substância for removido. Se não houver contestação antes de o “bat” ser usado, a transgressão da Regra 1.10 (c) não anulará qualquer ação ou jogada no campo, e protestos sobre tal jogada não serão permitidos. 
 
2)    Regra 1.16 (e) (nova). Todos os “base coaches” devem usar um capacete protetor enquanto estão exercendo suas funções.

3)     Regra 1.16 (f). Nova redação: Todos os gandulas (catadores de bolas e "bats") devem usar capacete protetor com proteção para as duas orelhas enquanto estão exercendo suas funções.

4)      Regra 2.00 (“INTERFERENCE”) (c). Nova redação: Ocorre uma Interferência do árbitro quando (1) ele estorva, impede ou prejudica um lançamento do receptor que está tentando evitar um roubo de base ou eliminar um corredor que está fora da base. Foi acrescentado o seguinte Comentário: A Interferência do árbitro pode ocorrer também quando um árbitro estorva um receptor que está devolvendo a bola ao arremessador.

5)      Regra 3.03. Foi acrescentado: Se um jogador substituído tenta retornar, ou retorna, ao jogo em qualquer posição, o árbitro principal deve  mandar o técnico remover tal jogador do jogo, imediatamente, ao notar a sua presença, ou ao ser informado sobre a sua presença por outro árbitro ou por outro técnico. Se tal ordem para remover o substituto irregular ocorrer antes de começar o jogo, com esse jogador no campo, um substituto legal poderá  entrar no seu lugar. Se tal ordem para remover o substituto irregular ocorrer depois de começar o jogo, com esse jogador no campo, o substituto legal deverá ser considerado como se tivesse sido removido do jogo (além da remoção do jogador substituto ilegal), e ele não poderá entrar no jogo.

6)   Comentário – Regra 3.03. Foi acrescentado:  Qualquer jogada que ocorra enquanto um jogador que deixara o jogo, depois de ter sido substituído, participa novamente desse jogo deve ser considerada válida. Se o árbitro achar que o jogador retornou ao jogo sabendo que isso contraria a regra de substituição de jogadores, poderá expulsar o técnico.

7) Regra 4.01 (c) (nova).  Como uma cortesia, cada “lineup card” (formulário de escalação) apresentado ao árbitro principal deve anotar as posições defensivas que serão ocupadas pelos jogadores relacionados na ordem em que vão bater. Em caso de utilizar um Batedor Designado, o “lineup card” deve indicar o jogador que deve bater no lugar do arremessador. Vide Regra 6.10 (b). Os possíveis jogadores substitutos devem ser anotados no “lineup card”, mas aqueles que não forem relacionados como tais poderão também entrar no jogo.

8)  Regra 6.05 (g). Foi acrescentado: Se o batedor está posicionado legalmente no “batter’s box” (vide Regra 6.03) –e na opinião do árbitro ele não teve intenção alguma de interferir no curso da bola-, uma bola rebatida que  atinge o seu corpo ou o seu “bat” deve ser declarada “foul ball”.

9)   Regra 6.05 (h). Foi acrescentado: Se o batedor está posicionado legalmente no “batter’s box” (vide Regra 6.03) –e na opinião do árbitro ele não teve intenção alguma de interferir no curso da bola-, uma bola rebatida que  atinge o seu corpo ou o seu “bat” deve ser declarada  “foul ball”.

10)   Regra 6.10 - Batedor Designado. Nova redação:  Qualquer Liga pode optar pelo uso da Regra 6.10 (b), conhecida como a Regra do Batedor Designado (“Designated Hitter Rule”).
(a) No caso de uma competição Inter-Ligas entre clubes de Ligas que usam a Regra do Batedor Designado e clubes de Ligas que não a usam, a decisão sobre utilizar ou não tal regra deve ser tomada da seguinte forma: 
(1) Em jogos de “World Series” (Séries Mundiais) ou de exibição, a regra será usada ou não, conforme o costume da Liga do clube local.
(2) Em “All-Star games” (jogos entre equipes compostas dos melhores jogadores), a regra será usada somente se ambas as equipes e ambas as Ligas concordarem.
(b) A Regra do Batedor Designado estabelece o seguinte:
(1) Um batedor pode ser designado para bater no lugar do arremessador inicial e de todos os arremessadores subsequentes, em qualquer jogo, sem que isso afete a situação legal do(s) arremessador(es) no jogo. Caso uma equipe pretenda usar um Batedor Designado, o jogador que deve bater no lugar do arremessador tem de ser escolhido antes do jogo e estar incluído no formulário de escalação (“lineup card”) apresentado ao árbitro principal. Se uma equipe relacionar 10 jogadores no seu “lineup card”, sem indicar um deles como o Batedor Designado, e o erro for percebido por um árbitro ou por qualquer dos técnicos (ou pela pessoa designada por esse técnico para entregar o “lineup”) antes da ordem “Play” para iniciar o jogo, o árbitro principal deverá mandar o técnico que cometeu a falha mencionar qual dos nove jogadores, exceto o arremessador, será o Batedor Designado.
Comentário – Regra 6.10 (b) (1): A não indicação do Batedor Designado quando são relacionados 10 jogadores na Ordem de Batedores é um erro “óbvio” que pode ser corrigido antes do início de um jogo. Vide Comentário – Regra 4.01. 
(2) O Batedor Designado indicado na escalação inicial (“starting lineup”) tem de bater pelo menos uma vez, a menos que a equipe contrária substitua o arremessador.
(3) Uma equipe não é obrigada a designar um batedor para o arremessador, mas se deixar de fazê-lo antes do jogo, ficará impedida de usar um Batedor Designado para esse jogo.
(4) Podem ser usados batedores de emergência para um Batedor Designado. Qualquer batedor que substitua um Batedor Designado torna-se, daí em diante, o novo Batedor Designado. Um Batedor Designado substituído não pode retornar ao jogo em nenhuma circunstância.
(5) O Batedor Designado pode ser usado na defesa e continuar batendo na mesma posição na ordem de batedores, mas o arremessador, então, tem de bater no lugar do jogador da defensiva substituído, a menos que sejam feitas várias substituições, e nesse caso o técnico tem de designar o lugar de cada um na ordem de batedores.
(6) Um substituto pode entrar no lugar do Batedor Designado, como corredor de emergência, e esse corredor deve, daí em diante, assumir a função de Batedor Designado. Um Batedor Designado não pode ser um corredor de emergência.
(7) Um Batedor Designado está “preso” à ordem de batedores. Não são permitidas substituições múltiplas que possam alterar a rotação do Batedor Designado na ordem de batedores. 
(8) Uma vez que o arremessador do jogo seja removido do montículo (“mound”) para uma posição na defesa, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.   
(9) Uma vez que um batedor de emergência atue no lugar de qualquer jogador na ordem de batedores e entre depois no jogo para arremessar, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.
(10) Uma vez que o arremessador do jogo atue como batedor no lugar do Batedor Designado, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo. O arremessador do jogo pode entrar como batedor de emergência somente no lugar do Batedor Designado.
(11) Se uma equipe relacionar 10 jogadores no “lineup card”, sem indicar um deles como o Batedor Designado, e o técnico da equipe oponente comunicar essa omissão ao árbitro principal depois de iniciado o jogo, 
(i) o arremessador terá de bater no lugar do jogador relacionado no “lineup card” que não tenha assumido uma posição na defesa, se a equipe tiver entrado no campo para atuar na defesa, ou
(ii) se a equipe não tiver ainda entrado no campo para atuar na defesa, o arremessador será colocado na ordem de batedores no lugar de qualquer jogador escolhido pelo técnico dessa equipe.
Em qualquer caso, o jogador cujo lugar na ordem de batedores é ocupado pelo arremessador deve ser considerado como se tivesse sido substituído e removido do jogo; e a função do Batedor Designado termina para o resto do jogo. Qualquer jogada que tenha ocorrido antes de a infração ser levada ao conhecimento do árbitro principal deve ser mantida. Vide Regra 6.07 (Batendo Fora de Turno).
(12) Uma vez que um Batedor Designado assuma uma posição na defesa, termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.
(13) Um substituto do Batedor Designado não precisa ser anunciado até que chegue a vez do Batedor Designado na ordem de batedores.
(14) Se um jogador da defesa vai ao montículo (isto é, substitui o arremessador), termina a função do Batedor Designado para o resto do jogo.
(15) O Batedor Designado não pode ficar no “bullpen”, a menos que esteja servindo de receptor a um arremessador.
 
11)   Regra 7.04 (e). Um defensor remove seu boné, máscara ou qualquer parte do seu uniforme do lugar onde normalmente são usados e toca, intencionalmente, uma bola arremessada. A bola permanece em jogo e a concessão é feita a partir da posição do corredor no momento em que a bola foi tocada.
Esta regra não é nova.  A Regra 7.05 (j) passou a ter este número.
 
12)   Regra 8.02 (a) (1). Nova redação: O arremessador não deve levar a sua mão –aquela que utiliza para fazer os arremessos- em contato com sua boca ou lábios enquanto se encontra dentro do círculo de 18 pés que circunda o “pitcher’s plate”.  Isso será permitido se ele não estiver em contato com o “pitcher’s plate”, e desde que enxugue completamente os dedos (da mão com a qual faz os arremessos) antes de se posicionar no montículo (“mound”).  EXCEÇÃO: Desde que haja acordo entre ambos os técnicos, em jogo a ser realizado num dia frio o árbitro pode permitir que o arremessador sopre sua mão.
 
13)   Regra 9.02 (c). Nova redação: Se houver apelação sobre uma decisão, o árbitro que tomou tal decisão poderá solicitar a opinião de outro árbitro antes de dar a decisão final.  Nenhum árbitro deve criticar ou tentar mudar uma decisão de outro árbitro; deve manifestar-se sobre uma decisão dada por outro árbitro somente quando solicitado a fazê-lo por esse árbitro. Se os árbitros se consultam após uma jogada e mudam a decisão dada por um companheiro, eles têm autoridade para tomar todas as medidas que julgarem necessárias –segundo seus critérios- para anular os resultados e as consequências da decisão anterior que estão mudando, inclusive colocando corredores onde eles acharem que deveriam estar depois da jogada se a decisão final tivesse sido tomada como a decisão inicial, desconsiderando Interferência ou Obstrução que possa ter ocorrido na jogada; falhas de corredores no “tag up” baseadas na decisão inicial no campo; corredores ultrapassando outros corredores ou omitindo bases etc., tudo segundo os critérios dos árbitros.  Nenhum jogador, técnico ou “coach” deve ser autorizado a discutir sobre os critérios adotados pelos árbitros para solucionar a jogada, e qualquer pessoa que se manifestar com esse objetivo poderá ser expulso.
 
14)   Comentário - Regra 9.02 (c). Foi acrescentado: É permitido que um técnico peça um esclarecimento sobre a jogada e sobre os critérios que eles usaram para anular os resultados e as consequências da decisão anterior que estão mudando. Entretanto, uma vez que os árbitros esclareçam o resultado da jogada, ninguém pode alegar que os árbitros usaram seus critérios de maneira diferente. 
 
OBSERVAÇÃO: Estas alterações devem ser adotadas somente após serem oficializadas pela Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol - CBBS.

domingo, 9 de janeiro de 2011

ARBITRAGEM

No Beisebol e Softbol muitas decisões resultam de apreciações subjetivas do que acontece e interpretações pessoais de algumas regras. Esse fato exige dos árbitros, além de habilidade para julgar as jogadas, capacidade para entender corretamente o sentido das normas. E como se consegue isso? Aperfeiçoando cada vez mais as técnicas de arbitragem e lendo sempre o Livro de Regras.

NOSSA ASSOCIAÇÃO

A Associação de Árbitros e Anotadores de Beisebol e Softbol do Brasil foi fundada em 17 de maio de 1991 por um grupo de árbitros que, na época, atuavam como membros do Departamento de Árbitros da Federação Paulista de Beisebol e Softbol – FPBS. A presidência da nova entidade foi confiada ao senhor Emil Iwamoto, líder desse grupo. Sucederam-no no cargo máximo os árbitros Watal Ishibashi, Reimei Yoshioka, Toshiyuki Onuma, Ii-sei Watanabe, Jorge Akiharu Higaki, Kiyofumi Hatanaka, novamente Jorge Akiharu Higaki e Chunyti Moritaca, eleito para o biênio 2010/2011.
O objetivo da AAABSB é formar árbitros de beisebol/softbol e anotadores, ministrando aulas teóricas e treinamentos práticos; acompanhando o trabalho desses árbitros e anotadores nos certames de que participam; e promovendo eventos para melhorar o nível técnico de nossa arbitragem e anotação. Durante estes 27 anos foram realizados cursos para formação de árbitros e anotadores, em São Paulo e outras regiões. Foram realizadas também clínicas para atualização e aprimoramento de nossos árbitros e anotadores, algumas delas sob orientação de instrutores internacionais.