sábado, 31 de dezembro de 2011

JOGADA NULA

O mais emocionante lance ocorrido num jogo entre Mets e Giants, em 1989, foi uma jogada nula.

Ernie Riles do Giants estava na 1ª base e Kirt Manwaring era o batedor, quando havia duas eliminações. Randy Myers, o arremessador substituto do Mets, deu uma parada completa após o “stretch”, olhou o corredor e arremessou para “home”. Nesse momento, Riles arrancou em direção à 2ª base. Manwaring girou o “bat”, mas não conseguiu rebater o arremesso. O receptor Barry Lyons, ao tentar eliminar Riles, fez um lançamento descontrolado –a bola foi parar no jardim central.  

Riles, que chegara à 2ª base deslizando, levantou-se rapidamente e disparou em direção à 3ª base. Ao ver o “coach” da 3ª base sinalizando para continuar avançando, passou pela 3ª base e correu para “home”. Enquanto isso, o jardineiro central, Lenny Dykstra, apanhou a bola que rolava no chão e fez um lançamento perfeito --seria “strike” se fosse um arremesso-- ao receptor Lyons; e este, com um leve toque no corredor, concretizou a quarta eliminação do “inning”.

A terceira eliminação do “inning” ocorreu quando Manwaring fez “swing” e não conseguiu rebater o arremesso (“strikeout”), mas Riles, Lyons, Dykstra e Jerry Layne (árbitro de “home) não se lembraram disso. Mais tarde, os quatro procuraram justificar a “distração”: Riles disse, timidamente, que estava treinando seu “base running” (corrida); Lyons alegou que estava treinando seu  lançamento à 2ª base; Dykstra argumentou que estava treinando seu lançamento para “home”; e Layne afirmou que estava treinando seu gesto para declarar “out”.

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker  

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

BATEDOR SEGUINTE ATRAPALHA JOGADA

Nenhum eliminado, corredor na 1ª e 2ª base, rebatida indefensável ao jardim central.  O corredor da 2ª base passou pela 3ª base e tentou anotar ponto, mas, percebendo que o jardineiro central havia despachado a bola para “home”, retornou à 3ª base. A bola lançada, porém, desviou ao ser tocada pelo receptor. O defensor da 1ª base foi no encalço da bola, mas, ao colidir com o batedor seguinte, estatelou-se. Enquanto isso, o corredor da 3ª base, que havia iniciado a corrida quando a bola foi desviada, chegou ao “home plate”.

Beisebol
O corredor da 3ª base, sobre o qual seria executada a jogada, deve ser declarado eliminado. A bola torna-se morta. O corredor da 1ª base tem de retornar à base que estava ocupando no momento em que ocorreu a Interferência.

(Regra 7.11, Regra 7.11 – PENALIDADE)
Softbol

O corredor que está mais perto do “home plate” no momento da Interferência deve ser declarado eliminado. A bola torna-se morta. O corredor da 1ª base tem de ser mandado de volta à base que estava ocupando no momento da Interferência.  

[Regra 7 – Seção 1f, Regra 7 – EFEITO – Seção 1f-1 (a) (b)]

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

BATEDOR SAI DO "BATTER'S BOX" DEPOIS QUE O ARREMESSADOR INICIA OS MOVIMENTOS DE ARREMESSO

Corredor na 3ª base. O arremessador assumiu a Posição “Set” e iniciou os movimentos de arremesso, porém, notando que o batedor havia saído do “batter’s box”, não completou o arremesso. O árbitro de “home” declarou “balk” e mandou o corredor para “home”. A equipe na defensiva não concordou com a decisão e reclamou. E você, concorda com a decisão do árbitro?

Não. A equipe na defensiva reclamou com razão. Num caso como esse o árbitro deve declarar “TIME” e ordenar que ambos comecem novamente desde o princípio. Isso porque tanto o arremessador como o batedor infringiram uma regra.

[Comentário – Regra 6.02 (b)]  

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DECISÕES DIFERENTES SOBRE UMA JOGADA

Um “ground ball” (bola rebatida que vai rolando ou pulando sobre o solo) forte passou sobre a “almofada” da 3ª base e seguiu para o jardim esquerdo (“leftfield”). O árbitro de “home” declarou “foul”, e o da 3ª base, “fair”. Qual decisão deve prevalecer?

Quando surge este tipo de jogada, os árbitros devem reunir-se para deliberarem sobre o ocorrido --sem a presença de técnicos ou jogadores--, e o árbitro principal determinará a decisão que deve prevalecer, baseando-se no árbitro que estava em melhor posição e na decisão que lhe tenha parecido a mais correta.

[Regra 9.04 (c)]

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

“HOME RUN” OU "DOUBLE" (REBATIDA DE DUAS BASES)?

Jogo “A” x “B”. Um batedor da equipe “A” acertou uma rebatida “fly” grande na direção do jardim central ("centerfield").  O jardineiro central (“centerfielder”) da equipe “B” afastou-se rapidamente e efetuou a defesa, mas acabou soltando a bola ao chocar-se com o muro –a bola pulou de sua luva e caiu do outro lado do muro.  Foi um “home run” ou um “double” (rebatida de duas bases)?

Foi um “home run”. Deve-se considerar que a bola estava em voo. Qualquer bola em voo que transpõe a cerca, em território “fair”, é um “home run”.

 [Beisebol: Regra 6.09 (h)]

(Softbol: Regra 8 – Seção 7g-2, Regra 8 – EFEITO – Seção 7g)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"TIME" NO MOMENTO ERRADO

O batedor obteve o direito de ir à 1ª base por “ball four” (quatro “balls”). Antes que ele completasse a jogada, o técnico da equipe na ofensiva pediu “TIME” e, com permissão do árbitro, mandou outro jogador ocupar a base. Depois que foi dada a ordem “PLAY”, o arremessador lançou a bola ao defensor da 1ª base, e este, de posse da bola, reclamou ao árbitro, argumentando que o batedor deveria ser eliminado por não ter tocado a 1ª base.  Como deve ser resolvido este caso?

O árbitro deve reconhecer o erro cometido -- não deveria ter atendido ao pedido de “TIME” antes de o batedor chegar à 1ª base-- e permitir que o corredor substituto permaneça na base.

(Regra 3.03)

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

domingo, 25 de dezembro de 2011

ÁRBITROS – UNIFORME E EQUIPAMENTO

Todos os árbitros do grupo que vai atuar num jogo devem estar vestidos da mesma maneira, exceto o árbitro de “home”, que tem a opção de usar uma camisa ou paletó apropriado para sua posição; os árbitros de base podem optar pelo uso de uma camisa, pulôver e camisa, jaqueta (de náilon) para chuva ou paletó de uniforme. O árbitro de “home” não pode usar uma jaqueta (de náilon) para chuva sobre seu protetor de tórax quando está atuando no “home”. Uma vez uniformizado, nenhum árbitro deve aparecer em áreas públicas do estádio, exceto em circunstâncias especiais.

Os árbitros devem manter seus uniformes em boas condições. Os sapatos devem estar polidos, as camisas e calças, limpas e passadas, e os bonés, em bom estado.

Os árbitros da categoria AAA que são chamados para as Ligas Maiores durante a temporada não devem usar suas camisas ou bonés da Liga Maior quando retornam a suas atividades na Liga Menor.

Em todas as Ligas da Associação Nacional o árbitro de “home” é obrigado a usar um “counter”/“indicator” (instrumento para contar as bolas arremessadas a cada batedor e as eliminações ocorridas num “inning”) durante o jogo. É também aconselhável que um dos árbitros leve um relógio de bolso ou de pulso a cada jogo (de preferência fora do seu pulso) em caso de possíveis situações de chuva ou toques de recolher.

Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues

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Uniforme-padrão da AAABSB: boné preto (árbitro de “home” – aba curta; árbitro de base – aba longa); camisa azul-claro (meia-manga); calça cinza; cinto preto; sapato preto e meia de cor escura.  

Equipamento: máscara (com protetor de garganta), protetor de tórax, caneleiras, protetor de genitália, sacola para bolas, escova (para limpar bases) e “counter”/”indicator” (conhecido entre nós por ‘kati-kati’). É desejável que os árbitros estejam sempre preparados com o equipamento completo. É desejável também que tal equipamento seja de uso individual.  

sábado, 24 de dezembro de 2011

“BAT” TEM CONTATO COM A BOLA ARREMESSADA ENQUANTO O BATEDOR ESTÁ COM UM OU AMBOS OS PÉS TOCANDO O “HOME PLATE”

Softbol

Tentando evitar ser atingido pela bola arremessada --o arremesso descontrolado poderia acertar suas costas--, o batedor colocou ambos os pés sobre o “home plate”.  Nesse momento, a bola atingiu seu “bat” e rolou para o território “foul”. Como deve ser decidido este caso?

Quando o “bat” tem contato com a bola arremessada enquanto o batedor está com um ou ambos os pés tocando o “home plate”, o árbitro deve declarar uma Rebatida Ilegal, sem levar em consideração se houve ou não intenção de rebater o arremesso.  O batedor é “out” e a bola fica fora de jogo (bola morta).

Regra 7 – Seção 6d: O batedor é eliminado quando rebate a bola arremessada, com um ou ambos os pés em contato com o solo completamente fora das linhas do “batter’s box”, ou com qualquer parte de um pé tocando o “home plate”, independentemente de a bola rebatida ser “fair” ou “foul”.

Fonte: Official Softball Rule Case Book, editado pela JSA – Japan Softball Association (Associação de Softbol do Japão)

No beisebol, o batedor pode rebater uma bola arremessada, com um pé (ou ambos os pés) tocando o “home plate”, desde que esse(s) pé(s) não esteja(m) completamente fora das linhas que delimitam o “batter’s box”. (As linhas que demarcam o “batter’s box” são consideradas dentro dessa área destinada ao batedor.)

Regra 6.06 (a): Um batedor é eliminado por ação ilegal quando rebate uma bola, com um ou ambos os pés no solo completamente fora do “batter’s box”.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ARREMESSADOR INGÊNUO

Algumas vezes um técnico tem necessidade de fazer uma substituição rápida de arremessador, e o arremessador substituto não tem tempo suficiente para se preparar adequadamente. Foi o que ocorreu quando o técnico Charlie Dressen do Dodgers enviou, apressadamente, o arremessador substituto Clyde King para o montículo (“mound”), num jogo no Ebbest Field. Após efetuar os arremessos de aquecimento, King, simplesmente, não estava preparado para arremessar.
 
Percebendo isso, o interbases (“shortstop”) Pee Wee Reese, capitão da equipe, recorreu a uma artimanha. Pediu “Time” e disse aos árbitros que tinha entrado poeira em seu olho. Em seguida, foi na direção do defensor da 3ª base, Billy Cox, que o ajudou a aplicar o truque.
 
Esperava-se que, enquanto isso, King tirasse vantagem do estratagema utilizado por Reese, fazendo arremessos preparatórios adicionais. Entretanto, preocupado com o “problema” do capitão da equipe, ele interrompeu os arremessos de aquecimento, deixou o montículo e caminhou na direção da 3ª base para ver se Cox estava tendo sucesso na remoção da poeira do olho de Reese.

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011





FELIZ NATAL!



BOM ANO NOVO!



E ...



MUITO BEISEBOL E SOFTBOL!

EQUIPE COM OITO JOGADORES???

Primeira metade do quinto “inning”. O primeiro batedor andou ("walk"). O batedor seguinte acertou um “two-base hit” (rebatida de duas bases) na direção do “rightfield” (jardim direito). Nesse momento, o árbitro percebeu que a equipe na defensiva estava com oito jogadores em campo desde que o “inning” começou –estava sem o “leftfielder” (jardineiro esquerdo). O árbitro deve autorizar a permanência dos corredores nas bases ou deve reiniciar o “inning”?

O “inning” deve ser reiniciado. Nenhuma ação deve ser autorizada quando há menos de nove defensores em campo.


 (Beisebol: Regra 1.01)

 (Softbol: Regra 4 – Seção 3)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CORREDOR - DIREITO ADQUIRIDO

Enquanto ocorria um “run-down play” (jogada de perseguição) entre a 3ª base e o “home plate”, o corredor da 1ª base pisou a 2ª base e deu alguns passos em direção à 3ª base. Logo em seguida, o corredor “perseguido” foi declarado eliminado por ter empurrado o defensor que estava prestes a tocá-lo (Interferência da Ofensiva).

O árbitro deve permitir que o corredor da 1ª base permaneça na 2ª base; o raciocínio é que ele já havia alcançado aquela base legalmente, ou seja, antes de ocorrer a Interferência.  


[Beisebol – Regra 7.01, vide Regra 2.00 “INTERFERENCE” (a)]

 (Softbol – Regra 8 – Seção 4b, vide Regra 8 – Seção 8h)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

“SQUEEZE PLAY” – O RECEPTOR TOCA O “BAT” COM SEU “MITT”

Corredor na 1ª e 3ª base. O técnico, que está atuando como “coach” da 3ª base, solta a senha de “squeeze play”. O corredor da 3ª base inicia a corrida e o batedor se prepara para executar “bunt”. Nesse momento, o receptor se levanta e, estendendo demais o braço, toca o “bat” com seu “mitt”. O batedor esbraveja, e aí tem início uma discussão.  Em vista disso, o arremessador interrompe o arremesso. Como deve ser decidido este caso?

 A interrupção do arremesso não deve ser levada em consideração. O batedor será autorizado a ir à 1ª base em razão da Interferência cometida pelo receptor. E como ao arremessador é imputado um “balk” pela falta cometida pelo receptor, os corredores avançarão uma base. A bola fica morta.

 (Regra 7.07 – vide NOTAS)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"BAT BOY" (RECOLHEDOR DE "BAT") CHUTA ACIDENTALMENTE UMA BOLA ARREMESSADA

Ocorreu num jogo de beisebol: Corredor na 2ª base. Um arremesso descontrolado (“wild pitch”) passou pelo receptor e foi na direção do “backstop” (barreira situada atrás do “home plate”). O "bat boy" (recolhedor de “bat”), que ali se encontrava, tentou se esquivar da bola, mas acabou dando um chute nela acidentalmente. Em vista disso, o corredor avançou uma base além daquela que alcançaria normalmente e cruzou o “home plate”. A jogada é válida?

Não. Ainda que a Interferência tenha sido acidental, um chute é considerado um ato intencional. O avanço para “home” deve ser anulado; o corredor deve retornar à 3ª base.

(Regra 3.15, Comentário – Regra 3.15)

sábado, 17 de dezembro de 2011

APELAÇÃO SOBRE DECISÃO DADA PELO ÁRBITRO DE "HOME" NUM "HALF SWING"

Nenhum corredor em base, dois eliminados, “ball count” (contagem de bolas arremessadas): 0 – 2 (nenhum “ball” – dois “strikes”). No arremesso seguinte, o batedor iniciou o “swing” e interrompeu-o. (A bola arremessada caiu repentinamente quando se aproximou do “home plate”, tocou o solo e foi parar no “backstop”.) Achando que seu “bat” havia passado sobre toda a extensão do “home plate”, correu para a 1ª base, mas foi chamado de volta ao “batter’s box” pelo árbitro de “home”, que declarara “BALL” ao arremesso. O batedor, não desejando desistir tão facilmente da “vantagem que obtivera” (chegou à 1ª base), apelou ao  árbitro da 1ª base sobre a decisão dada pelo árbitro de "home".  O árbitro da 1ª base deve atendê-lo ou deve ignorar a apelação?

O árbitro da 1ª base não deve aceitar a apelação. A decisão “BALL” deve ser mantida. Somente o árbitro de “home” pode consultar um árbitro de base sobre um “half swing”, e isso quando solicitado a fazê-lo pelo técnico ou receptor da equipe na defensiva.  
 
[Comentário – Regra 9.02 (c)]

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

BATEDOR FORA DE ORDEM

O quinto batedor foi ao “batter’s box” no turno do terceiro batedor e chegou à 1ª base por “ball four” (quatro “balls”). Em seguida, o quarto batedor acertou uma rebatida de duas bases (“two-base hit”) e 'empurrou' o corredor da 1ª base à 3ª base. Prosseguindo, o terceiro batedor entrou no “batter’s box”. Quando foi efetuado o primeiro arremesso a ele, houve apelação da equipe na defensiva, que estranhou a ordem de batedores que estava sendo seguida.
As jogadas feitas pelos batedores impróprios (quinto e quarto) são válidas. O próximo batedor seria o quinto, mas como ele está ocupando a 3ª base, o sexto batedor deve entrar para bater, assumindo a contagem de bolas do terceiro batedor.
[Beisebol: Regra 6.07 (a) (1), (c), (d) (2)]
(Softbol: Regra 7 – Seção 2 – EFEITO – Seção 2c-d/1-3-4)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

JOGADA DE APELAÇÃO

Um eliminado, corredor na 1ª base, “hit” simples na direção do jardim central. O corredor da 1ª base passou pela 2ª base, sem pisá-la, e chegou a salvo à 3ª base. A bola voltou às mãos do arremessador. Este posicionou-se calmamente sobre o “pitcher’s plate” e assumiu a Posição “Set”. Antes de iniciar os movimentos de arremesso, alertado por um companheiro sobre a omissão da 2ª base, saiu da placa para fazer a apelação. No momento de tirar o pé do “pitcher’s plate”, porém, cometeu um “balk”, que foi imediatamente apontado pelo árbitro.  A equipe na defensiva pode ainda apelar?

Não. A equipe na defensiva não pode apelar depois de uma jogada ou tentativa de jogada, e, para os propósitos da regra 7.10,  um “balk” é considerado uma jogada.

[Regra 7.10 (b), Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues – Seção 3 – item 3.4)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"DOUBLE PLAY"?

Um eliminado, corredor na 3ª base. O batedor levantou um “fly” na direção das arquibancadas do lado da 3ª base.  O defensor da 3ª base correu rapidamente e conseguiu efetuar a defesa debruçando-se sobre o muro. Ocorre que, no momento em que apanhou a bola, desequilibrou-se e caiu no meio do público.  O corredor fez “tag-up” e arrancou para “home”, mas não conseguiu pisar o “home plate” --foi tocado pelo receptor, que havia recebido a bola lançada pelo defensor da 3ª base. Deve-se considerar uma jogada dupla (“double play”)?

Não. O batedor é “out” --“fly out”-- e a bola fica fora de jogo;  o corredor adquire o direito de avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, porque o defensor saiu do campo de jogo após apanhar a bola.
[Beisebol – Regras: 6.05 (a), 7.04 (c), Comentário – Regra 7.04 (c)]

(Softbol – Regras: 8 – Seção 2b, 8 - Seção 7i, 8 – EFEITO – Seção 7i)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ARREMESSADOR NA POSIÇÃO "SET" DÁ DUAS PARADAS ANTES DE INICIAR O ARREMESSO

Corredor na 1ª base. O arremessador posicionou-se com o pé de apoio em contato com o "pitcher's plate" e  o pé livre à frente da placa. Em seguida ao “stretch”, segurou a bola com as duas mãos enquanto movimentava os braços para baixo e deu uma parada na altura do rosto. Após essa parada, continuou movimentando os braços para baixo e deu nova parada na frente do peito antes de iniciar o arremesso.

É "balk". Se não tivesse parado o movimento para baixo após juntar as mãos,  não haveria problema algum em dar uma parada na altura do peito.

 [Regra: 8.01 (b) – vide NOTAS 2 e 5]

domingo, 11 de dezembro de 2011

‘POTEN HITTO’

‘POTEN’ é um vocábulo japonês que expressa o ruído de queda de algo. Usa-se, por exemplo, quando um objeto escapa da mão e vai ao solo <objeto tal escapou da mão e ‘poten’ no chão>. ‘HITTO’ vem do inglês “HIT” (golpe, pancada etc.), que no beisebol e softbol significa rebatida indefensável.

‘POTEN HITTO’ é um “pop fly” (bola rebatida que se eleva bastante mas não vai muito longe) que cai ao solo --nenhum defensor consegue apanhá-lo no ar-- e permite que o batedor-corredor chegue a uma base.   

sábado, 10 de dezembro de 2011

DECISÃO "FAIR" OU "FOUL"

ÁRBITRO DA 3ª BASE

Tem a responsabilidade de dar a decisão “FAIR” ou “FOUL” sobre as bolas rebatidas para as proximidades da linha de “foul” do jardim esquerdo. Para isso, deve posicionar-se, sempre que possível, sobre a linha, tendo essa linha entre as pernas. Dessa posição, deve acompanhar a trajetória da bola rebatida. Se a decisão for “FAIR”: apontar para o território “fair” com a mão direita; se a decisão for “FOUL”: fazer o gesto correspondente --levantar os braços acima da cabeça e fora de seus ombros, com as mãos abertas--, declarar “FOUL BALL!”, ou simplesmente “FOUL!”, e apontar para o território “foul” com a mão esquerda. O árbitro da 3ª base tem também a responsabilidade de dar a decisão “FAIR” ou “FOUL” sobre as bolas rebatidas que ultrapassam a 3ª base, sem tocar o solo (ou após tocar o solo, mas sem contato com defensor).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

JOGADOR FORA DO “BENCH” APANHA UMA BOLA LANÇADA

Jogo de beisebol da categoria Adultos (Taça Brasil de Beisebol – 2011): Rebatida “ground” para o campo interno. O defensor que efetuou a defesa fez um lançamento descontrolado à 1ª base –a bola foi rolando em direção ao “bench” da equipe na ofensiva. O batedor-corredor chegou à 2ª base. Ocorre que, enquanto ele avançava, um jogador que estava fora do “bench” apanhou a bola. A equipe na defensiva reclamou; queria que o avanço à 2ª base fosse anulado.  O árbitro, porém, validou a jogada, porque, na sua opinião, o batedor-corredor teria chegado àquela base de qualquer forma, ou seja, mesmo que não tivesse ocorrido a Interferência.  

Decisão correta.

Vejamos o que diz a Regra 3.15: Com exceção de jogadores e “coaches” uniformizados, técnicos, repórteres fotográficos credenciados pela equipe local, árbitros, policiais uniformizados e vigilantes ou outros empregados do clube local, ninguém deve ser autorizado a permanecer no campo durante um jogo. Em caso de uma interferência não intencional cometida sobre uma jogada por qualquer dessas pessoas autorizadas a permanecer no campo de jogo (exceto membros da equipe na ofensiva que estão participando do jogo, um “coach” no “coach’s box” ou um árbitro), a bola permanece viva e em jogo. Caso a interferência seja considerada intencional, a bola se torna morta no momento em que a falta é cometida, e o árbitro deve impor as penalidades que, na sua opinião, anularão o ato da Interferência.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

CONCESSÃO DE BASES

Corredor na 1ª base. A bola rebatida subiu demasiadamente. O defensor da 3ª base afastou-se e tentou efetuar a defesa, mas a bola bateu na sua luva e foi ao solo; e enquanto ela rolava em direção ao “leftfield” (jardim esquerdo), o batedor-corredor e o corredor da 1ª base avançaram uma base. O interbases, que estava atrás do defensor da 3ª base, apanhou a bola e lançou-a à 1ª base para tentar eliminar o batedor-corredor, que havia dado alguns passos em direção à 2ª base.  O lançamento, porém, foi mal executado –a bola saiu do campo e ficou fora de jogo. Para onde o árbitro deve mandar os corredores?  

Embora tenha sido a 1ª jogada de um defensor do campo interno depois do arremesso, a concessão de duas bases deve ser feita a partir de onde estavam os corredores no momento em que o lançamento descontrolado foi efetuado –o corredor originário da 1ª base deve ser mandado para “home” (anota ponto), e o batedor-corredor, à 3ª base. (Antes de conceder as bases, o árbitro tem de assegurar-se de que todos os corredores, incluindo o batedor-corredor, tinham avançado pelo menos uma base antes de o lançamento descontrolado ser efetuado.)

 A expressão “no momento em que o lançamento descontrolado foi efetuado” refere-se ao momento em que a bola saiu realmente da mão do jogador, e não ao momento em que ela fez contato com o solo, passou um defensor que estava tentando apanhá-la ou ficou fora de jogo (morta). 

[Regra 7.05 (g)]

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PEGADA LEGAL? BOLA VIVA OU BOLA MORTA?

Rebatida “line drive”* na direção da 2ª base. A bola passou pelo defensor da 2ª base, atingiu o árbitro que estava posicionado atrás dele e foi apanhada pelo interbases antes de tocar o solo. A pegada foi legal? A bola fica morta ou continua em jogo?

A pegada não foi legal. Uma bola rebatida “fair” que, enquanto em voo, atinge um árbitro deve ser tratada como se ela tivesse tocado o solo.
Beisebol

Como a bola rebatida passou um defensor do campo interno, não incluindo o arremessador, a bola continua em jogo.
Softbol

A bola continua em jogo, desde que nenhum defensor tenha tido chance de fazer uma jogada para concretizar uma eliminação

[Beisebol: Regra 2.00 “CATCH”, Regra 6.08 (d)]
(Softbol: Regra 1 – Seção 15-E, Regra 9 – Seção 2d-1)

*“Line Drive” é uma bola rebatida que vai em linha reta, com força, do “bat” para dentro do campo de jogo, sem tocar o solo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FOI ANOTADO PONTO?

Um eliminado, corredor na 2ª e 3ª base, rebatida “fly” ao jardim esquerdo. O corredor da 3ª deixou a base antecipadamente e cruzou o “home plate”. O lançamento feito ao receptor foi parar no “backstop”*. Aproveitando esse erro, o corredor da 2ª base também pisou o “home plate”. O corredor da 3ª base foi eliminado em apelação –segunda eliminação. A eliminação do corredor da 3ª base por ter saído antecipadamente da base afeta a situação do corredor da 2ª base?

Não. O corredor da 2ª base anotou ponto. A Regra 7.12 diz: A menos que haja duas eliminações, a situação de um corredor subsequente não será afetada se um corredor precedente deixar de tocar ou retocar uma base. Se, devido a uma apelação, o corredor precedente for eliminado e completar a terceira eliminação, nenhum corredor subsequente poderá anotar. Se essa terceira eliminação for o resultado de uma Jogada Forçada, tanto os corredores precedentes como os subsequentes não anotarão ponto.
Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

*“Backstop” = Barreira situada atrás do “home plate”.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

INTERFERÊNCIA DA DEFENSIVA

Corredor na 1ª base. O batedor acertou um “base hit” (rebatida indefensável) e chegou tranquilamente à 1ª base; o corredor da 1ª base avançou à 3ª base, porém foi eliminado em apelação por ter omitido a 2ª base. Ocorre que, no momento em que a bola foi rebatida, o árbitro de “home” havia declarado uma Interferência da Defensiva* –quando o batedor fez “swing”, seu “bat” tocou levemente o “mitt” do receptor. Essa jogada é válida?

Sim. Num caso como esse, a jogada deve prosseguir sem levar em consideração a falta cometida pelo receptor, porque o batedor chegou à 1ª base e o corredor da 1ª base avançou pelo menos uma base (ainda que tenha sido eliminado por ter omitido a 2ª base, o corredor da 1ª base é considerado como se tivesse alcançado essa base).
[Beisebol - Regra 6.08 (c), Comentário – Regra 6.08 (c)]

(Softbol - Regra 8 - Seção 1d, Regra 8 - EFEITO - Seção 1d-3 - vide NOTA)

*No softbol, a Interferência da Defensiva é tratada como Obstrução.

domingo, 4 de dezembro de 2011

DECISÃO “FAIR” OU “FOUL”

ÁRBITRO DA 1ª BASE

Tem a responsabilidade de dar a decisão “FAIR” ou “FOUL” sobre as bolas rebatidas para as proximidades da linha de “foul” do jardim direito. Para isso, deve posicionar-se, sempre que possível, sobre a linha, tendo essa linha entre as pernas. Dessa posição, deve acompanhar a trajetória da bola rebatida. Se a decisão for “FAIR”: apontar para o território “fair” com a mão esquerda; se a decisão for “FOUL”: fazer o gesto correspondente --levantar os braços acima da cabeça e fora de seus ombros, com as mãos abertas--, declarar “FOUL BALL!”, ou simplesmente “FOUL!”, e apontar para o território “foul” com a mão direita. O árbitro da 1ª base tem também a responsabilidade de dar a decisão “FAIR” ou “FOUL” sobre as bolas rebatidas que ultrapassam a 1ª base, sem tocar o solo (ou após tocar o solo, mas sem contato com defensor).

sábado, 3 de dezembro de 2011

TÉCNICO CABEÇUDO

Um dia o árbitro veterano da Liga Nacional, Doug Harvey, expulsou um técnico devido a uma reclamação que ele fizera, veementemente, contra uma de suas decisões “ball”/”strike”. O técnico, porém, continuou de forma desafiadora no “home plate” e disse que não deixaria o campo de jogo. Harvey, então, disse para o batedor entrar no “batter’s box” e mandou o arremessador efetuar o arremesso. O arremessador, a princípio, ficou indeciso, mas quando o árbitro lhe deu a ordem para arremessar, pela segunda vez, disparou um “tiro”; a bola passou zunindo perto da cabeça do técnico.

“Strike!”, berrou Harvey.

Antes do próximo arremesso, o técnico retirou-se “mansinho” do campo e foi para o vestiário.

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

JOGADA DE APELAÇÃO

Corredor na 1ª base, um eliminado, rebatida indefensável na direção do jardineiro direito. O corredor da 1ª passou pela 2ª base, sem pisá-la, e chegou a salvo à 3ª base  (não houve jogada sobre ele). A bola --devolvida ao campo interno-- voltou às mãos do arremessador. Este, posicionando-se sobre o “pitcher’s plate”, fez o “stretch”* calmamente e assumiu a “Set Position”. Antes de iniciar o movimento de arremesso, alertado por um companheiro sobre a omissão da 2ª base, deu um passo para trás da placa, legalmente, para iniciar uma apelação ao árbitro da 2ª base. Enquanto isso, o corredor originário da 1ª base (agora na 3ª base) arrancou para “home”. O arremessador, então, em vez de completar a Jogada de Apelação, lançou para “home” a fim de “pegar” o corredor, mas não obteve êxito; o corredor foi declarado “safe”. A equipe na defensiva pode ainda apelar na 2ª base?

Não. A jogada para tentar eliminar o corredor no "home" ocorreu depois de uma efetiva interrupção na ação contínua original iniciada em seguida à rebatida. Por essa razão, a equipe na defensiva perdeu seu direito de apelar.  

[Regra 7.10 (b), Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues – Seção 3 – item 3.4)
 
*“Stretch” é aquele movimento preliminar natural que o arremessador faz antes de assumir a Posição “Set”.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

LANÇAMENTOS DESNECESSÁRIOS

O arremessador, que estava na “Set Position”, efetuou vários lançamentos ao defensor da 1ª base em situações que não havia qualquer possibilidade de eliminar  o corredor,  inclusive quando este se encontrava sobre a “almofada”.  Apesar de ter sido advertido várias vezes pelo árbitro, continuou fazendo lançamentos desnecessários ao seu companheiro. Há alguma penalidade?  

Sim. O arremessador não deve retardar, intencionalmente, o jogo lançando a bola a outros jogadores, em vez de arremessá-la ao receptor, quando o batedor está posicionado no “batter’s box”, exceto numa tentativa de eliminar um corredor. (Desde que seja para tentar eliminar um corredor, o arremessador pode lançar a uma base ocupada quantas vezes desejar.) Primeiramente, o árbitro deve avisá-lo de que tal procedimento deve cessar. Se, depois da advertência do árbitro, tal ação retardante se repetir, o arremessador será removido do jogo.  [Regra 8.02 (c)] (No beisebol amador do Japão, a penalidade de expulsão não é aplicada; em vez disso, é declarado um “BALL”.)

No caso apresentado acima, o árbitro deveria ter expulsado o arremessador e declarado um “balk”. Comentário – Regra 8.05 (h): A Regra 8.05 (h) não deve ser aplicada quando é feita uma advertência de acordo com a Regra 8.02 (c) (que proíbe o retardamento intencional de um jogo lançando a bola a outros defensores, sem estar tentando eliminar um corredor). Se um arremessador é expulso de acordo com a Regra 8.02 (c) por continuar retardando o jogo, deve ser aplicada também a Regra 8.05 (h).  

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

INTERFERÊNCIA DA OFENSIVA DEPOIS DE CONCLUÍDA UMA JOGADA SOBRE OUTRO JOGADOR

Um eliminado, corredor na 3ª base. Rebatida forte em direção ao espaço entre o interbases e o defensor da 3ª base. O corredor, achando que seria um “base hit” (rebatida indefensável), arrancou para “home”. O defensor da 3ª base, deslocando-se rapidamente, efetuou a defesa, mas seu lançamento para “home” não conseguiu eliminar o corredor.  Imediatamente, o receptor tentou uma jogada na 1ª base, porém a bola lançada atingiu as costas do batedor-corredor;  e como este estava fora da faixa de três, o árbitro declarou-o eliminado por Interferência. O corredor que pisou o “home plate” anotou ponto ou deve retornar à 3ª base?

Como a Interferência ocorreu depois de concluída uma jogada sobre outro corredor, a jogada anterior tem validade –deve ser contado um ponto. (Se no caso apresentado acima houvesse dois eliminados, não seria anotado ponto.)

 [Regras: 2.00 “INTERFERENCE” (a) – vide NOTA, 4.09 (a) – EXCEÇÃO (1), 6.05 (k)]

Fonte: Manual do Árbitro da N.A.P.B.L. – National Association of Professional Baseball Leagues – Seção 4 – Item 4.2

terça-feira, 29 de novembro de 2011

INTERFERÊNCIA DA DEFENSIVA

Quando o batedor fez “swing”, seu “bat” tocou levemente o “mitt” do receptor, mas não teve contato com a bola. O receptor apanhou a bola e lançou-a rapidamente à 3ª base para eliminar o corredor que estava tentando um roubo de base, mas não obteve êxito. O árbitro de “home” apontou a Interferência do receptor, mandou o batedor à 1ª base e manteve o corredor na 3ª base. O árbitro decidiu corretamente?

Como o corredor estava tentando roubar a 3ª base quando ocorreu a Interferência do receptor, a decisão dada pelo árbitro está correta.

Regra 7.04 (d): O corredor pode avançar uma base, sem o risco de ser eliminado, quando, no momento em que está tentando roubar uma base, o batedor sofre Interferência do receptor ou de qualquer outro defensor.

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

“INNING” COM QUATRO “OUTS”

A equipe “A” está na ofensiva. Dois “outs”, bases lotadas, rebatida “ground” forte. A bola passa entre o defensor da 3ª base e o interbases e rola para o jardim esquerdo. Os corredores da 3ª e 2ª pisam o “home plate” antes de o corredor da 1ª ser tocado por um defensor, na jogada de perseguição (“run-down play”) entre a 2ª e a 3ª bases, e completar a terceira eliminação do “inning”. O defensor da 1ª base da equipe “B”, alegando que o batedor-corredor foi à 2ª base sem tocar a 1ª base, apela ao árbitro. O árbitro aceita a apelação e elimina o batedor-corredor. Quatro eliminações num “inning”? Os dois corredores que cruzaram o “home plate” anotaram ponto?

Beisebol
Em jogadas de apelação, a equipe na defensiva pode solicitar que um árbitro reconheça uma aparente “quarta eliminação”. Isso é possível quando a terceira eliminação ocorre numa jogada em que é permitida uma apelação sobre outro corredor. Foi o que ocorreu no exemplo apresentado acima. Os corredores que cruzaram o “home plate” não anotaram ponto porque o batedor-corredor foi eliminado antes de chegar à 1ª base –um corredor eliminado em apelação por ter omitido uma base é considerado como se tivesse sido eliminado antes de alcançá-la.

[Regra 4.09 (a) – EXCEÇÃO (1), Regra 7.10]

Softbol
Não será anotado um ponto se a terceira e/ou a última eliminação do “inning” for o resultado de uma jogada em que o batedor-corredor é eliminado antes de tocar legalmente a 1ª base. Podem ser feitas apelações para uma eliminação adicional, depois da terceira eliminação, para invalidar ponto(s) ou restabelecer a ordem de batedores correta.

(Regra 5 – Seção 7b/1, Regra 5 – Seção 7c, Regra 8 – Seção 9 – EFEITO – Seção 9g-j/4)

domingo, 27 de novembro de 2011

DECISÃO “FAIR” OU “FOUL”

ÁRBITRO DE “HOME”

1) Tirar a máscara do rosto e dar alguns passos à frente, para observar a bola rebatida. 

2) Quando a bola vai rolando ou saltando rente à linha de “foul”, deve segui-la movimentando-se sobre a linha de “foul” e, no momento oportuno, parar para acompanhar a trajetória da bola. Nesse momento, deve estar com as mãos colocadas acima dos joelhos e ter a linha de “foul” entre as pernas.

3) Se a decisão for “fair”: manifestar-se somente através de gesto (apontar para o território “fair”, com a mão direita ou com a mão esquerda segurando a máscara). Não deve declarar “FAIR” ou “FAIR BALL”.

4) Se a decisão for “foul”: estender ambos os braços acima da cabeça e para fora dos seus ombros, com a mão direita aberta e com a máscara na mão esquerda; declarar “FOUL BALL”, ou simplesmente “FOUL”, e apontar para o território “foul”, com a mão direita ou com a mão esquerda segurando a máscara.

sábado, 26 de novembro de 2011

POSICIONAMENTO E POSTURA DO ÁRBITRO DE “HOME”

a) Deve posicionar-se atrás do receptor. Quando o batedor é destro, deve permanecer à esquerda do receptor, colocando o pé direito na direção do meio do corpo do receptor e o outro pé à esquerda do corpo do receptor.  A ponta do pé direito deve estar alinhada com o calcanhar do pé esquerdo. Quando o batedor é canhoto, deve permanecer à direita do receptor, colocando o pé esquerdo na direção do meio do corpo do receptor e o outro pé à direita do corpo do receptor. A ponta do pé esquerdo deve estar alinhada com o calcanhar do pé direito. Os pés devem estar separados (mais ou menos a largura dos ombros).

b) Deve agachar-se naturalmente no momento em que o arremessador inicia os movimentos de arremesso e aproximar-se o máximo possível do receptor, para poder acompanhar o trajeto da bola arremessada –por cima do seu ombro esquerdo (quando o batedor é destro) ou direito (quando o batedor é canhoto). Não deve curvar o tronco quando vai se agachar. Há árbitros que procuram proteger os braços e as mãos (ficam com as mãos entre as pernas ou atrás do corpo  –na altura dos quadris), outros colocam as mãos acima dos joelhos. Deve permanecer imóvel e acompanhar a trajetória da bola apenas com os olhos –seus olhos  devem estar no nível do limite superior da zona de “strike”. Deve tomar cuidado para não atrapalhar a movimentação do receptor. Essa postura deve ser mantida até que a bola arremessada seja rebatida ou agarrada pelo receptor, ou tenha contato com o “mitt”.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

“STRIKEOUT” INCOMUM

Dois eliminados, corredor na 3ª base, contagem de bolas arremessadas: 1 – 2 (um  “ball” - dois “strikes”). No arremesso seguinte, o batedor fez “swing”, mas falhou –a bola passou sem ter contato com o “bat”, bateu na caneleira do receptor e foi para o ar. No momento em que a bola estava caindo diante do “home plate”, o receptor movimentou-se rapidamente e conseguiu agarrá-la antes de ela tocar o solo. O corredor da 3ª base pisou o “home plate” e o batedor-corredor chegou à 1ª base.  Como o árbitro deve decidir esta jogada?

Ainda que tenha sido incomum, o lance foi legal (o terceiro “strike” foi agarrado legalmente pelo receptor); o batedor é “out” por três “strikes” e encerra a metade de “inning”. “Agarrado legalmente” significa que a bola entrou no “mitt” do receptor, sem tocar o solo.

[Beisebol: Regra 2.00 “IN FLIGHT”, Regra 6.05 (b), Comentário – Regra 6.05 (b)]

(Softbol: Regra 1 – Seção 52, Regra 7 – 6l)

Fonte: EL BEISBOL – Arbitros en el Terreno, de Humberto Vázquez

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

JOGADA DUPLA FORÇADA

Um eliminado, corredor na 1ª e 2ª base, rebatida “fly” para o espaço entre a 1ª e a 2ª bases.  O defensor da 2ª, que estava cobrindo a sua base para uma eventual jogada sobre o corredor, correu rapidamente para efetuar a defesa, mas não conseguiu –a bola tocou o solo sem ter contato com sua luva. Imaginando que seria aplicada a regra de “Infield Fly”, os corredores permaneceram nas bases. Os árbitros, porém, nada declararam. O defensor da 2ª base recuperou a bola e lançou-a ao defensor da 3ª base, e este, após pisar a “almofada”, fez o lançamento ao interbases, que estava cobrindo a 2ª base. Que decisão deve ser dada a esta jogada?

Os corredores da 1ª e 2ª foram eliminados em jogada dupla forçada. (Jogada dupla forçada é aquela em que ambas as eliminações são forçadas.) Nesta jogada não ocorreu um “Infield Fly”, já que o defensor da 2ª base não conseguiria apanhar a bola com um “esforço normal”.

A regra de “Infield Fly” deve ser aplicada na seguinte situação: a) há menos de duas eliminações; b) a 1ª e a 2ª, ou a 1ª, a 2ª e a 3ª bases estão ocupadas; c) o batedor acerta um “fair fly” (“fly” rebatido para o território “fair”) --não incluindo um “fly” resultante de “bunt” ou um “line drive”-- que pode ser agarrado por um defensor do campo interno mediante um esforço normal. O arremessador, o receptor e qualquer defensor do campo externo que tenha se posicionado no campo interno, na jogada, devem ser considerados defensores do campo interno para os propósitos desta regra.

[Beisebol – Regras:  2.00 “DOUBLE PLAY”, 2.00 “FORCE PLAY”, 2.00 “INFIELD FLY”, 7.08 (e)]

(Softbol – Regras:   1 – Seção 26, 1 – Seção 35, 1 – Seção  56, 8 – Seção 9c) 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ELEIÇÃO DA DIRETORIA E MEMBROS DO CONSELHO FISCAL DA AAABSB – BIÊNIO 2012 - 2013

Realizada no dia 15/11/2011. A  chapa SITUAÇÃO --única apresentada à mesa-- foi aprovada por unanimidade.

Presidente                          Chunyti Moritaca (São Paulo)

1º Vice-Presidente             Everaldo Marcos Medeiros (São Paulo)

2º Vice-Presidente             Tatuo Yamaguchi (Paraná)

3º Vice-Presidente             Otacílio Sakai (Mato Grosso do Sul)

Conselho Fiscal:

Membros Efetivos             Jorge Koiti Hidaka

                                           Soichiro Sunto

                                           Yukio Hatano

Membros Suplentes:          Ângelo Carlos Frigo

                                           Arlindo Kiyoshi Yamamoto

                                           Reinaldo T. Kamizaki

SUBSTITUIÇÃO NÃO ANUNCIADA

A equipe visitante substituiu o jardineiro esquerdo (“leftfielder”) sem notificar o árbitro principal. Passado algum tempo, o substituto realizou uma jogada sensacional:  apanhou um “fly” --a bola estava passando sobre o muro-- estendendo a luva para fora do campo e evitou um “home run” (para isso, saltou e se apoiou no topo do muro). A equipe contrária reclamou, argumentando que a jogada deveria ser anulada, uma vez que o jogador que efetuou a defesa havia entrado no jogo sem ser anunciado ao árbitro. O motivo apresentado justifica a reclamação?

Beisebol
Não. Um defensor substituto é considerado dentro do jogo quando chega à posição que o defensor substituído ocupava normalmente e o árbitro de “home” reinicia o jogo.

[Regra 3.08 (a) (3)]

Softbol

Sim.  Se o substituto não anunciado for descoberto depois de efetuar uma jogada e antes do arremesso seguinte, legal ou ilegal, ou antes que os defensores deixem o campo, ou antes que os árbitros deixem o jogo, ele será “Declarado Desqualificado”, e a equipe na ofensiva terá o direito de optar pelo resultado da jogada ou pelo direito de o último batedor bater novamente, assumindo a contagem de “ball” e “strike” que tinha antes da descoberta da irregularidade.

(Regra 4 – Seção 8b, vide Regra 4 – EFEITO – Seções 2 - 4)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

DEVERIA SER APLICADA A REGRA 7.07?

Jogada de “home steal” (roubo de “home”). O receptor, posicionado no seu “box” (atrás do “home plate”), apanhou a bola arremessada quando ela estava passando sobre o “home plate” e tocou o pé esquerdo do corredor, que veio deslizando para tentar anotar ponto. O árbitro de “home”, que estava bem posicionado para observar a jogada, eliminou o corredor.  O técnico da equipe na ofensiva reclamou; queria que o árbitro imputasse um “balk” ao arremessador e mandasse o batedor à 1ª base, aplicando a Regra 7.07, porque o receptor apanhou a bola antes de ela passar o “home plate”.

A reclamação foi indevida. A Regra 7.07 deve ser aplicada somente quando o receptor ou qualquer outro defensor, sem estar de posse da bola, pisa o (ou sai à frente do) “home plate”, ou toca o batedor ou o seu “bat”, enquanto o corredor da 3ª base está tentando anotar ponto por meio de um “squeeze play”* ou “home steal”. Na jogada apresentada acima, o receptor estava devidamente posicionado no “catcher’s box”, nem tocou o batedor ou o seu “bat”. Foi um lance normal.

Nessa jogada, o batedor teria o direito de ir à 1ª base [Regra 6.08 (c)] e o corredor da 3ª base anotaria ponto [Regra 7.04 (d)] se o receptor tivesse estorvado o batedor ou impedido que ele rebatesse o arremesso (Interferência da Defensiva) no momento em que estendeu os braços sobre o “home plate” para apanhar a bola. Vide Regra 2.00 “INTERFERENCE” (b).

 *”Squeeze Play” = Jogada em que uma equipe, com um corredor na 3ª base, tenta anotar ponto por meio de um “bunt”.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

INTERFERÊNCIA DO ESPECTADOR

Segunda metade do nono “inning”. A equipe local estava perdendo por um ponto. Situação: dois eliminados, nenhum corredor em base. O quarto batedor acertou um “fly” grande em direção ao “leftfield” (jardim esquerdo), que certamente passaria sobre a cerca; seria o “home run” do empate. O “leftfielder” (jardineiro esquerdo) afastou-se rapidamente até as proximidades da cerca e tentou efetuar a defesa, mas não conseguiu –a bola bateu na sua luva e saiu do campo, em território “fair”. O defensor, porém, reclamou; alegou que um espectador interferiu na jogada e impediu que ele apanhasse a bola. 

Como resolver este caso?
Se o árbitro conseguir ver que, realmente, um espectador atrapalhou o defensor, deve eliminar o batedor (Interferência do Espectador). Do contrário, deve validar o “home run”.

(Regra 3.16 – REGRA APROVADA, Comentário – Regra 3.16)
Num caso real ocorrido no início dos anos 60, o “pinch-hitter” (batedor de emergência) Mickey Mantle do Yankees estava no “batter’s box” e Jackie Brandt do Orioles  era o jardineiro esquerdo. Mantle acertou um espetacular “home run” e empatou o jogo. Brandt, porém, alegou que um espectador havia interferido na sua jogada. Ele disse que, quando se afastou até as proximidades da cerca do Yankee Stadium e tentou saltar para apanhar a bola, um espectador --que estava encoberto pelo corpo de Brandt (estava, portanto, fora do campo de visão do árbitro)-- segurou-o por trás e impediu que ele efetuasse a defesa.  

Como os árbitros não viram a Interferência do Espectador, validaram o “home run”, e o jogo terminou empatado.  O Yankees, depois, venceu o jogo na prorrogação.
Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

domingo, 20 de novembro de 2011

ZONA DE “STRIKE”

É aquela área sobre o “home plate”, cujo limite superior é uma linha horizontal no ponto médio entre o topo dos ombros e o topo da calça do uniforme, e o limite inferior é uma linha na parte mais baixa da rótula do joelho.

A zona de “strike” deve ser determinada:

(1)   De acordo com a postura habitual do batedor quando ele se prepara para rebater uma bola arremessada. (O árbitro não deve ser enganado por um batedor que, com o intuito de confundi-lo, assume uma postura diferente daquela que adota normalmente.)  

(2)   Levando em consideração os limites sobre o “home plate” e os limites superior e inferior em relação ao batedor. A decisão quanto aos limites sobre o “home plate” não deve variar, pois esses limites correspondem às dimensões da placa; são, portanto, absolutamente constantes. Já os limites superior e inferior em relação ao batedor são variáveis de acordo com a estatura e as características de cada batedor. Podemos dizer que, na prática, a zona de “strike” é determinada de acordo com o critério de cada árbitro, ou seja, é o espaço que o árbitro determina baseando-se num padrão imaginário que ele julgue estar de acordo com a regra.

Como outras pessoas, além do árbitro --arremessador, receptor, batedor, técnico, “coach”, espectador etc.--, têm também o seu padrão de zona de “strike” (cada um diferente do outro), os comentários e/ou as críticas sobre a decisão (“ball” ou “strike”) do árbitro de “home” nem sempre coincidem.

sábado, 19 de novembro de 2011

ARREMESSADOR SUBSTITUÍDO TEVE QUE VOLTAR AO MONTÍCULO (“MOUND”)

O arremessador abridor* deve arremessar ao primeiro batedor (ou a qualquer batedor que o substitua) até que este seja eliminado ou alcance a 1ª base, a menos que se machuque ou adoeça, e o árbitro principal o considere incapacitado para continuar arremessando [Regra 3.05 (a)]. Se o arremessador é substituído, o substituto deve arremessar ao batedor de turno (ou a qualquer batedor que o substitua) até que este seja eliminado ou alcance a 1ª base, ou até que a equipe na ofensiva sofra a terceira eliminação, a menos que se machuque ou adoeça, e o árbitro principal o considere incapacitado para continuar jogando como um arremessador [Regra 3.05 (b)].

O árbitro de “home” Greg Kosc teve dificuldade com estas regras durante um jogo realizado em 1989 entre Twins e Red Sox. A equipe anfitriã Twins estava derrotando o Red Sox naquela noite, e tinha dois corredores em base, com um “out”. Naquele momento, o técnico de Minnesota, Tom Kelly, colocou o batedor canhoto Jim Dwyer como “pinch hitter” (batedor de emergência). Para enfrentar a situação, o técnico do Red Sox, Joe Morgan, mandou ao montículo o arremessador canhoto Joe Price.  Dwyer pretendia executar “bunt” no primeiro arremesso, mas na última hora ele tentou interromper o movimento do “bat”. Kosc declarou um ”strike” ao arremesso. Dwyer questionou veementemente a decisão, e o árbitro acabou retirando-o do jogo.
Então, Kelly mandou o batedor destro Carmen Castillo ao “batter’s box” para ocupar o lugar de Dwyer. Morgan, por outro lado, chamou o arremessador destro Mike Smithson para enfrentar Castillo. Depois que Smithon completou seus arremessos de aquecimento, Kelly informou o árbitro de que Joe Price não havia cumprido o que determina a Regra 3.05 (b).

O chefe dos árbitros, Barnet, mandou Smithson de volta ao “bull pen” e ordenou o retorno de Price, que estava no “dugout”, ao montículo [Regra 3.05 (c)]. Price continuou arremessando e eliminou Castillo (“strikeout”).

Fonte: BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS, de Dom Forker

*Arremessador abridor é aquele designado no “Batting Order” (Ordem de Batedores) entregue ao árbitro principal, conforme está estabelecido nas Regras 4.01 (a) e 4.01 (b).

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

JOGADOR RELACIONADO DUAS VEZES NO “LINE-UP CARD”

Os árbitros e os técnicos reuniram-se no “home plate” para discutir as regras de campo e fazer a troca dos “line-up cards” (formulários de escalação das equipes). Terminada a reunião, e depois que os técnicos deixaram a área do “home plate”, o árbitro de “home” descobriu que o técnico da equipe visitante (aquela que inicia o jogo atacando primeiro) havia relacionado um jogador duas vezes no formulário de escalação. O árbitro deve avisar o técnico para fazer a correção ou deve ficar calado?

Erros óbvios que sejam notados pelo árbitro de “home” antes de declarar “Play Ball” para iniciar o jogo devem ser levados ao conhecimento do técnico ou capitão da equipe que os cometeu, para que a correção possa ser feita antes de o jogo começar.

 (Comentário – Regra 4.01)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

BOLA REBATIDA "FAIR" ATINGE UM CORREDOR

Um eliminado, corredor na 1ª e na 3ª bases. Os defensores do campo interno (“infielders”), visando evitar um “squeeze play”*, estão posicionados adiantadamente. O batedor, porém, acerta um “gound ball”* forte na direção do defensor da 1ª base; a bola passa entre suas pernas e atinge o corredor da 1ª base que está avançando à 2ª base.  

Beisebol

Se uma bola “fair” passa através ou ao lado de um defensor do campo interno e toca um corredor que está imediatamente atrás dele, esse corredor não deve ser eliminado, a menos que, na opinião do árbitro, outro defensor do campo interno teria condição de apanhar essa bola e concretizar uma eliminação.

 [Regra 7.09 (k)]

 Softbol

O corredor não deve ser eliminado quando, enquanto está fora da base, é atingido por uma bola rebatida “fair” não tocada, sobre a qual, na opinião do árbitro, nenhum defensor teria conseguido fazer uma jogada para concretizar uma eliminação.

 (Regra 8 – Seção 10d)

 *“Squeeze Play”: É uma jogada em que uma equipe, com corredor na 3ª base, tenta anotar ponto por meio de “bunt”.

 *“Ground Ball”: É uma bola rebatida que vai rolando ou pulando sobre o solo. “Ground Ball” = ‘Gorô’.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

BOONEN-KAI 2011 DA AAABSB

A Associação de Árbitros e Anotadores de Beisebol e Softbol do Brasil convida os associados,

familiares e amigos para participar da nossa tradicional festa de final de ano:

Data: 16/12/2011 (sexta-feira) a partir de 19:00 hs

Local: Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjinkai do Brasil

Av. Lins de Vasconcelos, 3352 - Vila Mariana - São Paulo – SP

Estacionamento no local e também 50 metros adiante, no Posto BR.

Confirmar presença impreterivelmente até o dia 30/11/2011, com o Sr. Paulo Yamada, tel. (11)

7369.4737 e (11) 3921.4997. Valores: R$ 60,00 para homens e R$ 50,00 para mulheres.

“STRIKEOUT”???

Aconteceu num jogo de beisebol da Categoria Infantil. Bases cheias, um “out”, “ball count” (contagem de bolas): 1 – 2 (um “ball” – dois “strikes”). O batedor girou o “bat” para tentar rebater o arremesso seguinte, mas não obteve êxito. A bola triscou o “bat”, foi rapidamente para trás e ficou presa na máscara do receptor. O árbitro de “home” eliminou o batedor (“strikeout”). O técnico da equipe na ofensiva reclamou, mas o árbitro manteve a decisão. 

Decisão equivocada. O árbitro deveria ter declarado um “foul” ball.

O que teria levado o árbitro a cometer tal equívoco?  Sua decisão estaria correta se tivesse ocorrido um “foul tip”.

E o que é um “foul tip”?

É uma bola rebatida que vai rápida e diretamente do “bat” às mãos do receptor e é agarrada legalmente. Se a bola vai do “bat” ao corpo, máscara ou protetor do receptor e, no rebote, é agarrada antes que toque o solo, a pegada não é legal, a menos que ela tenha tido contato com sua mão ou seu “mitt”. Se a bola não é agarrada legalmente, é um “foul ball”, e não um “foul tip”. Um “foul tip” é um “strike”. A bola permanece em jogo.

 (Regra 2.00 “FOUL TIP”)

A pegada não é legal se a bola se aloja na roupa ou equipamento do receptor; ou se ela toca o árbitro e, em seguida, é apanhada pelo receptor, no rebote.

[Comentário – Regra 6.05 (b)]

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ARREMESSADOR - MANEIRAS LEGAIS DE ARREMESSAR

O arremessador adotou a Posição “Set” quando não havia corredor(es) em base. Isso é permitido?

O arremessador pode adotar tanto a Posição “Windup” (“Windup Position”) como a Posição “Set” (“Set Position”) a qualquer momento.

 [Regra 8.01]

 Diferenças entre as duas posições:  

 Posição "Windup": O arremessador deve ficar de frente para o batedor, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé livre. É permitido que ele tenha o seu pé “livre” sobre a placa de borracha, à frente, atrás ou fora das extremidades dessa placa. 

 [Regra 8.01 (a), Comentário – Regra 8.01 (a)]

 Posição "Set": A Posição “Set” será indicada pelo arremessador quando ele se posiciona  em frente ao  batedor, com seu pé de apoio em contato com o “pitcher’s plate” e o outro pé na frente do “pitcher’s plate”, segurando a bola com ambas as mãos à frente do corpo, e fica completamente parado. Quando não há corredor(es) em base, o arremessador não precisa ficar completamente parado antes de iniciar o arremesso.  Se, contudo, na opinião do árbitro, o arremesso efetuado teve clara intenção de surpreender o batedor, tal  arremesso deve ser considerado um arremesso apressado (“quick pitch”), para o qual a penalidade é um “ball” .
 
[Regra 8.01 (b), Comentário – Regra 8.01 (b)]